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Cat Brenda Betito

Cats, começamos a semana com esse vídeo cheio de inspiração com a história da Cat Brenda🎀

“Meu nome é Brenda Betito, tenho 24 anos e há 7 meses fui diagnosticada com Linfoma de Hodgkin, subtipo esclerose nodular, estágio 2. Comecei a quimioterapia no dia 05 de outubro de 2020 e terminei dia 16 de março de 2021.

Foi um período muito intenso, cheio de angústias, lidando com os efeitos colaterais e dores provocadas por cada sessão, mas, apesar de tudo, fiz um simples vídeo para mostrar que, por mais que nos sintamos cansados, desesperados e desamparados em alguns momentos, TUDO passa e é possível vencer.

Quero compartilhar essa pequena parte da minha história com a intenção de inspirar outras pessoas a terem forças para lutar, mesmo nos dias mais sombrios. Somos capazes e conseguiremos!”😻

É isso mesmo Brenda, tudo passa, é uma fase que enfrentamos para vencer! Agora é a nova etapa da Vida – recomeço, muito mais interessante e com outro olhar. Gde bj pra vc!💖

Quer compartilhar seu depoimento também, Cat? Encaminhe junto com uma foto para o email [email protected] Unidas, nas nossas histórias e batalhas, nos fortalecemos!

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Histórias de Cats – Especial Dia Mulher 2021

Adriana Feital

“Meu é Adriana, tenho 43 anos e dois filhos. Descobri um carcinoma invasivo em novembro, mas já estou em tratamento.

Estou fazendo as quimioterapias vermelhas e tenho sido muito confiante na minha cura. Tenho usado minhas redes sociais (@adrianafeital) para ajudar outras mulheres com o câncer.

Isso me faz bem…ser útil a quem precisa! Em breve vou contar a minha vitória, porque meu alimento diário é a fé!🙏

Márcia Menezes

“Me chamo Márcia Menezes (@marcia.menezes.marques), tenho 55 anos, sou casada e moro há 14 anos na Europa, neste belo país que é a Suíça.

Há 5 anos fui diagnosticada com Câncer de Mama e depois de todos os tratamentos possíveis e imagináveis e com o máximo de recursos que se tem num país de primeiro mundo, referência global na busca da cura do câncer e onde o lema é “saúde é direito de todos e dever do estado”, hoje meu diagnóstico é Câncer de Mama com metástase do pulmão e pescoço.

Durante estes anos (desde 2015), fiz duas cirurgias e a segunda, depois da primeira recidiva (já tive quatro recidivas), resultou na mastectomia unilateral, onde tive muitos problemas, incluindo um processo muito sério de Seroma.

Ao longo de todo esse tempo só parei de fazer quimioterapia durante 7 meses e já estou no recorde de radioterapia com 51 sessões, que me fez sofrer muito com as queimaduras que tive. É uma luta diária que tenho que enfrentar.

Em meados de 2016, mais uma notícia aterradora em minha vida. Perdi minha mãe no pior momento da minha quimioterapia. Não pude ir ao enterro, por que caso eu fosse e interrompesse o tratamento naquele instante, iria enterrar minha mãe e a mim mesma. Isso me machucou muito, não poder estar presente nesse momento triste.

Mas apesar do tratamento super pesado e por tudo que já passei até hoje, meu oncologista Dr. Didier Jallut, uma referência na oncologia Suíça, me diz sempre que tenho fome de vida.

Há 3 anos resolvi colocar no papel e contar um pouco da minha história e lancei em janeiro/21 aproveitando a minha ida ao Brasil, meu livro autobiográfico “O único caminho”. Este título foi criado no pensamento que só existe um único caminho para se passar e conseguir enfrentar tudo isso: ser forte e ter fé acima de tudo.

Sempre acreditei e continuo acreditando no lema “enquanto houver 1% de chance, eu terei 99% de fé” o qual eu utilizo como meu mantra diário.

Estou bem, em pé e viva e enquanto houver vida, sempre haverá esperança e é nisso que me apego todos os dias. Costumo dizer que não tenho medo da morte, mas tenho tristeza em deixar as pessoas que amo.

Continuo em tratamento e recebi do meu oncologista de presente de Natal 35 dias sem nenhum tratamento, o que fez muito mais alegre e feliz as férias com a minha família no Brasil.

Todas as pessoas que me conhecem dizem que não tenho cara de doente, o que agradeço a Deus todos os dias. Um dia fazendo quimioterapia, comentei com a enfermeira que estava me cuidando que estava triste, pois durante os 5 anos de tratamento engordei 30 quilos. Ela me olhou e perguntou: D. Márcia a senhora já imaginou se fosse o inverso? Se no lugar de ter ganho, a senhora tivesse perdido 30 quilos?

Depois desse dia deixei de me preocupar com os meus quilos a mais, pois sem eles eu teria sim, uma cara de doente.

Gostaria que todas as “Cats” pensassem sempre de forma positiva, pois para Deus não existe nada no mundo que não possa ser revertido. Um grande beijo e fiquem com Deus!”

Helena Rigues

“Meu nome é Helena, tenho 49 anos, sou casada e tenho uma filha linda de 25 anos.

Em outubro de 2018, recebi o diagnóstico de câncer de mama e confesso que fiquei sem chão. Naquele momento, veio um turbilhão de pensamentos (vou morrer tão cedo, queria tanto ser vovó, queria fazer tantas coisas ainda…), fiquei completamente perdida neles.

A única coisa que perguntei para o médico era se tinha tratamento e ele me respondeu que sim! A minha vontade de viver, juntamente com a minha fé e esperança, veio naquele exato momento!

Conversei com a minha família e tentei ser forte, pra não preocupá-los (até parece que eu consegui, né rsss) e confesso também que chorei aquela noite todinha.

Pela manhã levantei e me preparei pra enfrentar o problemão que viria pela frente.

Fiz a retirada do quadrante, além de 16 sessões de quimio e 25 de rádio. Fiquei careca, inchada, passei mal, senti dores musculares, tive insônia, imunidade baixa, as unhas escureceram e a pele ficou queimada, mas VENCI.💖

Hoje, faço os exames para acompanhamento oncológico a cada seis meses. A luta foi e é grande, mas resolvi passar por esse momento com alegria e otimismo. Bora Viver!!!”💃🏻

Ana Carolina

“Olá, meu nome é Ana Carolina Calixto, tenho 26 anos e em novembro de 2020 eu descobri um câncer de mama.

O meu carcinoma mamário invasivo é o Erbb2/Her2 proteína de progesterona e estrogênio. Mas, para a minha sorte e felicidade, ele estava um estágio inicial, com apenas 1,4cm. Então, no dia 18 de dezembro, fiz a cirurgia de remoção do tumor.

Foi tudo muito rápido. Desde o momento do meu autoexame até a minha cirurgia…graças à Deus. Além disso, o câncer não atingiu a minha corrente sanguínea e nem os linfonodos.

É um choque muito grande quando descobrimos essa doença, ainda mais na minha idade. Você fica se perguntando milhões de coisas e chora horrores. Mas é preciso levantar a cabeça e pensar que você vai conseguir vencer o câncer.

No dia 29 de janeiro deste ano, fiz a minha primeira quimioterapia de um total de 6 sessões. Achei que seria bem pior, mas estou indo bem e graças à Deus está dando tudo certo. Logo logo estarei curada.”💖

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Paciente comemora última quimio em carro com balões

Cats, não há nada melhor do que comemorar o final do tratamento, não é mesmo? A Aparecida Conceição e Silva, de 59 anos, que venceu o câncer de mama nesta semana, encontrou uma forma super divertida de comemorar esta vitória.

Um carro branco decorado com balões vermelhos chamou a atenção de quem passava pela Avenida 23 de Maio na manhã da última terça-feira (8). No vidro, a frase explicava a razão do buzinaço e da celebração: “Minha última quimioterapia”. A cena foi registrada pela equipe da TV Globo e comoveu os motoristas que percorriam a via.

“Aquilo aconteceu porque foi uma maneira das minhas filhas levantarem minha autoestima, apesar de que estou bem, e comemorar mais uma etapa da químio, que não é fácil. É um dia de cada vez”, afirma Aparecida em entrevista ao G1.

A neta de Aparecida, Isabela Oliveira Serra, participou da organização da comemoração. “Pensei em fazer isso para minha avó porque ela está longe da casa dela, dos parentes e amigos. É uma forma de ela celebrar mais uma etapa”

“E na hora a gente pensou, ligou para a moça das bexigas, compramos bolo para levar par o hospital, para comemorar com as pessoas e aí foi essa alegria desde a hora que a gente saiu de casa, a gente mesmo já saiu buzinando feliz e no meio do caminho muito motoboy e mais pessoas tirando foto e filmando, foi muito legal”, conta a filha Patrícia Carvalho.

Aparecida não esconde a felicidade e a gratidão.

“Foi tudo de bom, graças a Deus, à minha família e aos profissionais do IBCC. Estou muito feliz, muito contente, muito esperançosa. Quero agradecer a minhas filhas, netos e genros, toda minha família, mas essas pessoas que citei sempre estiveram juntinho a mim, choraram comigo, correram comigo e não me deixaram faltar nada. Só tenho a agradecer a eles e a Jesus que me amparou e ampara. É tudo o que tenho.”

Vem conferir o lindo vídeo da comemoração da Aparecida nesse link https://glo.bo/37TW6lh

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Cat Cris Martins

Meu nome é Cristina Martins, 25, paulista, residente em Curitiba/PR há 8 anos. Sou mãe da Sophia (5) e da Helena (chegada prevista para Janeiro/2020).

Minha história se inicia em Março/2016, quando por uma dificuldade de evacuar procurei um Gastro. Após 1 mês e 13 dias sem conseguir ir ao banheiro fui encaminhada à dita BIOPSIA do estômago e vias intestinais, pois nesta fase já sangrava, tinha dores nas costas, cabeça e meu corpo se tornou pesado.

Em Maio/2016 veio o resultado – MELANOMA estagio lll – reto e intestino grosso. Às pressas fomos para as lavagens, retomoidoscopias, colonoscopias e então a cirurgia. Sem muito sucesso, já em Julho/2016 fui encaminhada às quimioterapias e radioterapias, que no início exitei. Pois de 67 kg já pesava 55 kg, não tinha mais psicológico para seguir adiante. Não tinha mais desejo, auto estima, ânimo.

Mas tive algo muito importante: Primeiramente DEUS ao meu lado que em momento algum me deixou só; Sophia que, ao acordar e dormir, dizia me amar infinitamente; minha família e meus amigos, que de todas as formas possíveis me deram forças e coragem para seguir adiante.

Então, em Agosto/2016, demos início às sessões semanais de quimio e radio (18 amarelas e 24 vermelhas). Na primeira sessão já pude perceber a queda de pelos como: sobrancelhas, braços e cílios. A partir da quarta meu cabelo se iniciou com a queda. Foi ai que a ficha realmente caiu.

Ficaria careca! Perderia a única coisa em mim que ainda me animava! Com indicação da psicologa, conheci o Instituto Flavia Flores, onde pude acompanhar na íntegra histórias como a minha, pude ver mulheres guerreiras vencerem, se assumir, aceitar.

Chegamos então a conclusão da doação do que ainda me restava do cabelo. 05/09/2016 na sede da Atitude na Cabeça em Curitiba/PR fiz minha doação, foram 36 rolinhos de cabelo, cada rolinho com fios de 62cm (Foto de capa).

Fiz da minha tristeza a alegria de alguém.E isso me deixava feliz. Na mesma semana recebi do Instituto vários lenços, de cores diferentes para poder abusar no visual. Enfim, Janeiro de 2017 minha luta chegou ao fim. Deus me concedeu a cura.

Hoje, 04/10/2019, sou uma mulher saudável. Sophia está com 5 anos e nossa família irá aumentar, pois em Janeiro/2020 receberemos nossa Helena que será a Luz de nossas vidas.

Sou grata pelo universo e pelas pessoas que me acompanharam e me acompanham até hoje, vivenciando comigo o meu relato!

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Cat Fernanda Oliveira

Meu nome é Fernanda Oliveira, 38 anos moro em BH e vou compartilhar com vocês minha trajetória de muita luta, superação e grandes vitórias! 

Tive o primeiro diagnóstico de câncer de mama em 2016. Um susto imenso, medo, insegurança e incerteza tomaram conta de mim. Então eu decidi não deixar a tristeza e a negatividade prevalecerem.

Durante o meu processo tentei sempre buscar ver o lado positivo de todas as situações, até as mais difíceis. Graças a Deus tive muito apoio da minha família e amigos sempre ao meu lado em todos os momentos!

Fiz o tratamento com cirurgia (quadrantectomia), quimioterapia (4 vermelhas e 12 brancas), 14 sessões de HERCEPTIN, radioterapia (33 sessões) e Tamoxifeno. Terminei o tratamento em janeiro de 2018.

Ah quanta alegria ver minha vida retomada, de volta o trabalho, minhas aulas de dança do ventre, caminhada, academia, ensaios fotográficos e viagens.

Mesmo estando tudo bem criei o hábito de fazer o autoexame todos os dias, e em um deles percebi um nódulo bem pequeno no mesmo seio em que havia operado. Imediatamente procurei meu mastologista que já solicitou um ultrassom que constatou um pequeno caroço e 3 nódulos. Realizei depois 3 punções e biópsia, aquele frio na barriga e ao abrir o resultado…CÂNCER.

Em junho de 2019 tive recidiva com metástase óssea, hepática e subcutânea. Fiquei careca pela segunda vez, fiz quimioterapia novamente, fiz mastectomia e esvaziamento axilar. Ao terminar o ciclo de 6 sessões de quimio, surgiram novos nódulos, tive que realizar outra cirurgia dia 18 de janeiro deste ano. Atualmente sigo em tratamento, sem previsão de término.

Dia 04/05 venci os meus medos realizei outra cirurgia para colocar o cateter e graças a Deus estou bem. Seguindo firme e confiante sempre.

O que mais aprendi com tudo que tenho vivenciado é viver um dia de cada vez, fortalecer minha fé, ter resiliência, positividade e muita gratidão.

Gostaria de ressaltar também o meu amor pela dança. A dança cura a tristeza e alegra a alma. Eu tentei me manter sempre em contato com a dança durante todo o processo. Quando não tinha condições de fazer as aulas, ia em todos os eventos prestigiar. Mês passado até consegui fazer uma aula online. Uma felicidade sem fim.

O que eu diria para quem vai iniciar o tratamento: Não desistam nunca! A caminhada é longa mas a vitória é certa! Nenhuma tempestade dura para sempre e sairemos ainda mais fortes! “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses…”(Rubem Alves)

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Descobrindo um câncer

O ano de 2017 começamos em família todos juntos, porém no mês de fevereiro meu filho mais velho sofreu um acidente gravíssimo onde meus olhos se redirecionaram todos para ele. Uma lesão do plexo braquial interrompeu a carreira dele e tivemos que aprender a lidar com o resultado da perda de todos os movimentos do braço esquerdo. Nesse período percebi o bico do meu peito retraído e o surgimento de um caroço, mostrei ao meu marido que me alertou pra que procurasse um médico.

Em agosto procurei um ginecologista que me examinou e pediu uma bateria de exames e quando realizei o ultrassom a médica me orientou a marcar o retorno ao médico o mais breve possível.

Neste mesmo mês já com os exames em mãos, iniciei meu tratamento. Ali meu chão se abriu numa junção de medo e segurança ao mesmo tempo, por ter sido diagnosticada com um câncer de mama que não era agressivo mais que infelizmente iria me levar uma mama.

Em outubro, em prantos no consultório do mastologista, recebi a notícia que teria que realizar uma mastectomia. Fui acolhida por uma senhora de nome Fátima que realizava naquele local ações de apoio às mulheres com câncer de mama da Associação Recomeçar é Possível. Foi como se Deus colocasse um anjo na vida naquele momento. Passei a frequentar aqueles encontros e perceber que não estava sozinha e ainda conheci pessoas que tinham passado pelo que eu iria passar e que estavam ótimas e seguindo a vida. Tive a oportunidade de receber orientações de como ser vitoriosa.

A cirurgia foi marcada para 11 de dezembro de 2017. Estava confiante, meus médicos me passaram sempre muita segurança. Nesta mesma data mas em 1992, eu dava à luz ao meu filho Hélio.

Fui submetida a uma mastectomia com reconstrução da mama utilizando o tecido da barriga, uma cirurgia grande, dolorida, recuperação lenta, mas com a ajuda dos meus familiares e colegas de serviço superei mais uma etapa.

Em Fevereiro de 2018, iniciei as quimioterapias, com seis seções de Docetaxel com ciclofosfamida. Quando o cabelo começou a cair resolvi cortar bem curtinho para não passar pelo que muitas mulheres relatavam, acordar careca, pentear os cabelos e eles caírem em tufos. Foi difícil mais tenho certeza que menos doloroso.

Porém, depois de uns dez dias a cabeça começa a coçar e a melhor solução foi raspar.

Segui firme! Quando me sentia bem procurava frequentar o encontro semanal na Associação Recomeçar é Possível que me emprestou uma peruca, alguns lenços e um livro que nos primeiros capítulos já me apaixonei pela escritora, “Quimioterapia e Beleza” de Flávia Flores.

Com a leitura aprendi várias dicas de amarração de lenço, maquiagem e que além do câncer de mama e os seus tratamentos pós cirurgia serem doloridos poderia estar descobrindo o quanto eu era forte. Recebi um lenço muito bonito do Instituto Quimioterapia e Beleza e passei a acompanhar as dicas da querida Flávia Flores.

Tive a oportunidade de participar da oficina de automaquiagem promovida pelo Instituto Quimioterapia e Beleza e o projeto De bem com você-A beleza contra o câncer, onde percebi que a autoestima me ajudaria, mesmo com todo mal estar sempre tentei me manter alegre e confiante.

As duas últimas seções de quimioterapia foram difíceis e passei a me sentir muito mal, passei por mais uma bateria de exames. Após o término das quimioterapias iniciei o tratamento de hormonoterapia com Tamoxifeno.

Em junho, fui diagnosticada com um tumor na hipófise, mais um tratamento iniciado e superado com cirurgia.

Em setembro de 2018 tive a oportunidade de participar do Congresso Todos Juntos Contra o Câncer e conhecer a linda e carismática Flávia Flores, quem me convidou para participar de alguns eventos que iriam acontecer no mês de outubro. Pude conhecer várias meninas, muitas jovens, não tinha noção de como essa doença atingia mulheres tão novas. Tive contato com meninas que venceram o câncer, que lutaram e aproveitaram a vida até o seu último dia e muitas que ainda lutam. Me juntar a mulheres que também tiveram câncer de mama teve uma importância muito grande pra mim, aprendi a dar mais valor na minha vida, mudando a minha maneira de viver melhor e de me olhar.

Hoje sou voluntária da Associação Recomeçar e procuro ajudar as pessoas assim como um dia fui ajudada.

Alessandra Marques da Silva, diagnóstico de câncer aos 41 anos, dois filhos, casada, profissão. Policial Militar.

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Especial Dia das Mães: confira o depoimento da Catmamãe Kaka e sua filha

Chegando o Dia das Mães e trazemos o depoimento da Catmamãe Kaka @katiacris e sua filha Debora, minicat

As duas são pacientes oncológicas e fazem tratamento para combater a doença

Mãe e filha na batalha. Incentivamos uma a outra.
No começo do tratamento da minha filha, houve um incentivo por parte dela pois me assustei muito, não imaginava que a minha filha com 15 anos iria desenvolver uma doença tão cruel, com a qual eu luto há tantos anos. Eu supunha qualquer coisa menos câncer e no dia em que ela recebeu o diagnóstico, eu passei muito mal. Praticamente tive que ser internada. Fui socorrida onde eu estava com ela e já queriam me transferir para o hospital onde eu sou tratada porque realmente perdi o chão e não tive forças. Estava sendo atendida no pronto socorro e recebi mensagens no celular: “Mãe, levanta pelo amor de Deus. Se for assim toda vez que eu vier para o hospital, não vou querer me tratar. Eu preciso que a senhora fique bem.”

Foi então que percebi que não poderia mostrar nenhuma das minhas fraquezas naquele momento, pois seria fundamental para que ela tivesse coragem de iniciar o tratamento. Com esse chacoalhão, pude prosseguir e assumi meu lugar de mãe, dizendo que tudo passaria e daria forças. A princípio nós não nos desgrudamos. Eu não conseguia deixar ela dormir nem no seu quarto, e sim comigo porque queria ficar perto dela durante 24h, sempre que precisasse. Foi muito difícil nos primeiros dois meses, porque ela sentia muitas dores e chorava muito. Mas eu sempre me lembrava da mensagem do começo, que me mantém de pé mediante a tudo o que temos vivido.  

2. Ainda em tratamento, você recebe o diagnóstico de câncer da sua filha adolescente, qual foi sua reação?

Eu não imaginava. Esperava qualquer doença para a minha filha menos o câncer. Me senti culpada porque o tipo de câncer dela é embrionário, ou seja, eu passei para ela no ventre. Primeiro bate um sentimento de culpa, mesmo sabendo que não passei voluntariamente, eu não sabia que tinha essa células. Foi a pior sensação que já senti na vida. Passei por muitos problemas na vida e achava que tinha sofrido muito, mas percebi que não sofri nada. Quando olhei minha filha com o rosto deformado, porque o câncer dela foi no olho,  chorando de dor e eu impotente, além de tentar confortar, passar horas debaixo do chuveiro tentando acalmar, colocando ela embaixo do meu peito tentando acalentar, mas com certeza foi a pior notícia, a pior dor e eu tive meu momento de fraqueza onde achei que não  conseguiria ajudar. Mas com a mensagem dela, que é uma menina muito guerreira, me mandando reagir por ela senão não ia nem se tratar, fui buscar forças por ela e me levantei, continuamos lutando juntas, como deve ser. Eu por ela e ela por mim. É esse o nosso combinado!         

3. Além de todo autocuidado no tratamento, temos agora a preocupação da pandemia do Covid-19, como vcs estão lidando com mais esse fator?                                                                                                                                                           

A questão do COVID-19 não assusta nós que temos câncer há bastante tempo, porque a gente já lida com tantos cuidados, e a princípio, não parecia ser algo tão sério. Mas agora tem sido preocupante, porque ela faz quimio a cada 15 dias e necessita estar internada por passar muito mal, eu a acompanho. Tenho lesões pulmonares então sou fator de risco iminente. Só que, sempre penso que a minha filha precisa de mim e eu preciso dela também, então estaremos bem se estivermos uma ao lado da outra. Sei que ela vai ficar mais tranquila se eu estiver lá. Então a gente tenta tomar todas as precauções de higiene, lavagem das mãos a toda hora e usar máscaras. A reação é viver com medo, mas o amor ainda é maior que tudo isso e não deixei de cumprir com minhas obrigações de mãe e estar com ela, acompanhá-la nas consultas e passar os dias hospitalares na sua companhia. O nosso amor é maior do que o medo do COVID.         

4. O que você destacaria como aprendizado desta luta da sua filha?                                                                                                                             

Meu maior aprendizado, com certeza, é que achava que eu era uma pessoa com uma história de sofrimento que ninguém tinha igual. Acreditava que já tinha sofrido mais do que qualquer pessoa. Quando eu ouvi do médico “a sua filha está com câncer” e tomei conhecimento do resultado do exame com o tipo de tumor, aquilo foi como se meu mundo desabasse. Senti uma dor que eu nunca tinha sentido em toda a minha vida. Foi aí que eu vi que todas as outras dores que eu já tinha reclamado não era nada. Percebi que muitas vezes eu reclamei de dores que eu podia ter me calado, podia ter enfrentado, porque tinha forças para enfrentá-las mas muitas vezes eu chorei e me escondi, achando que era demais para mim, mas não era nada perto da dor de ver um filho sofrer. 

Destaco que se temos os nossos filhos ao nosso lado com saúde, muitas vezes até dando trabalho, que a gente agradeça mais do que reclame, porque ter um filho sofrendo é a pior dor que uma mãe pode sentir na vida. Acho que pior do que vê-lo sofrer é perdê-lo. Mas eu agradeço a Deus por estar aqui, apesar de ter passado por momentos horríveis em coma na UTI e ter voltado, ressignificado a minha vida e entender porque Deus me manteve aqui com tudo isso…havia um propósito por trás de tudo. Meu maior aprendizado é não reclamar, porque existem dores maiores que não posso nem imaginar e nem passei por elas. Tudo que tenho passado é porque tenho capacidade de passar, nao reclamo de mais nada, apenas agradeço por tudo. Esse foi meu maior aprendizado.     

5. A relação de vocês ficou mais fortalecida?                                                                                                                                        

Sim, com certeza absoluta. Nossa relação ficou fortalecida e íntima. Ficou única. Nós já éramos muito próximas e amigas, mas agora somos dependentes uma da outra, nos aproximou mais. Ela voltou a ser meu bebê, porque eu tenho que dar banho, cuidar, passar pomada, enxugar, as vezes sustentá-la com o peso do meu corpo porque não consigo pegá-la  no colo. Consigo perceber quando ela está passando mal e já trago o saquinho, com seu olhar já abro o saquinho sem que ela precise pedir. As vezes ela fala para eu  descansar um pouco porque sabe do meu cansaço, das dores expressas no meu rosto apesar de não precisar revelar isso pra ela.  

Somos cúmplices uma da outra. Não tem preço ter na sua filha a sua melhor amiga. É muito bom, tiro muito proveito!    

6. Qual sua mensagem pra outras mães que estão passando pelo mesmo desafio que vcs?

É muito difícil falar sobre isso. O que eu diria para outras mães…, é uma dor tão grande que não podemos nem mensurar. Porém destacaria o meu aprendizado. Diria para tentar  fortalecer ainda mais a sua relação com o seu filho que passa por isso. Converso muito com outras mães durante o tratamento da minha filha tentando entender o sentimento delas e identificar a reação de cada uma. O que eu poderia sugerir é que continuem se esforçando, pois a situação nos obriga a ser melhores, mesmo com todos os obstáculos que enfrentamos por conta da nossa limitação com o câncer, vira uma formiguinha perto da limitação do nosso filho. Pode ser até menor do que a nossa, mas um filho precisa da gente e nos transformamos em um leão para proteger a cria,  mesmo machucada e debilitada. A mãe não sai de perto da cria, não larga. Digo para todas as mães que vão ler essa entrevista: fiquem perto dos seus filhos o máximo de tempo possível e deem o melhor de si, porque podemos muito mais do que imaginamos! 

Muito obrigada. 

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Cat Cristiane Pelozato

Estou passando por tratamento por conta de um câncer no cérebro. Há algumas semanas tive que tomar uma decisão importante. Vou iniciar a quimioterapia e a minha medicação pode afetar a minha fertilidade. E tenho como sonho a gestação!

Percebi que a página do Instituto Quimioterapia e Beleza traz muitas mães que passaram por isso com seus filhos novinhos e outras que hoje tem a felicidade da gravidez, como vc. Isso me dá forças para acreditar também que poderei ser mãe.

Estou fazendo uma injeção para proteger meus óvulos, e tenho fé que dará tudo certo e em breve poderei engravidar também.

Já fiz a radioterapia, que causou a queda do meu cabelo, foi um processo tranquilo, e estou bem e feliz. Tenha muita positividade e fé.

Gostaria de compartilhar algumas fotos que fiz, que foi um impulso na minha autoestima. Uma forma de mudar a perspectiva de uma mulher diante da careca. Quis fazer uma ironia positiva pra mostrar que podemos ser mais forte e que nada disso afeta nossa essência e autoimagem.

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Claudia Pinange

Queria contar um pouco da minha história para vocês e principalmente as pessoas que nos jogam pedras.

Eu tenho 45 anos e luto contra o câncer há 2 anos, sempre fui uma pessoa batalhadora, fiz acessórios na mão para pagar faculdade, sempre trabalhei desde meus 14 anos. Trabalhei duro para criar meus filhos. 

De uns tempos para cá tenho muitas dificuldades para efetuar meu trabalho. Passei por graves problemas pessoais nos quais fui agredida por meu ex companheiro, que não aceitou por que estava careca, debochada, por que tive aumento de peso, e um buraco gigante se abriu em mim….

Olho para o espelho e busco a pessoa que sempre sorriu, ela sumiu… Quando busquei ajuda psicológica amenizou um pouco minha dor, por que sempre na minha cabeça a culpa.

Não me julgue, sou mãe de três filhos e não sou um câncer, não sou feita de câncer, tenho sentimentos, tenho emoções, quero muito minha cura e choro ao escrever isso, para alguns é likes, para mim um desabafo para muitas que também passam pela dor que passo.

Eu venho buscando me reiniciar ao longe desse tempo com tantas dores, dores na alma e no físico, inchaço, medo de sair, mesmo assim eu queria que você que está lendo essa mensagem é para te dizer que choramos, sofremos, sentimos dores mas estamos aqui. 

Nessa madrugada resolvi escrever por que estou solitária, queria que meus filhos soubessem que eu os amo, não fui a mãe que gostaria poruueq tinha que trabalhar muito, mas fui o que pude.

Quero deixar aqui registrado que não está sendo fácil, que a depressão me pegou e que além das sequelas do câncer, inchaço, diabetes, minha cabeça não aguentou toda essa pressão. 

Nunca debochem de quem tem depressão, nunca perca a fé na humanidade, vamos buscar espalhar amor. 

Eu conto com vcs para me ajudaram divulgar meu trabalho @ateliepontochic não sou famosa, não tenho dinheiro, mas sou digna e tenho muita honra. 

Talvez minha história não traga likes, como muitos desejam, mas abri meu coração.

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