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TESTE GENÉTICO: TUDO QUE VOCÊ QUERIA SABER

Considerando que o câncer de mama é o tipo de tumor mais comum nas mulheres brasileiras – mais de 50 mil casos são diagnosticados todo ano. Após a repercussão do caso da atriz Angelina Jolie, muitas
mulheres com caso de câncer de mama na família, passaram a se preocupar e procurar mais informações sobre o teste e como realizá-lo.
Mas é preciso considerar que a mutação no gene BRCA1, da atriz, ocorre em cerca de 0,1% da população. Ou seja, o exame é desnecessário para a maioria das pessoas. E apenas 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. Mulheres com mutação no BRCA1 têm um risco de 55% a 85% de ter câncer de mama (a porcentagem varia porque nem toda mutação é igual, nem foi associada ao câncer). De modo geral, o Instituto Nacional de Câncer dos EUA estabelece que 60% das mulheres com mutação nesse gene terão câncer durante a vida, contra 12% das mulheres em geral. Para quem tem mutação no BRCA2, outro gene associado ao câncer de mama, a probabilidade é de cerca de 40%.
A questão é que nem todos os cânceres hereditários têm relação com o BRCA1 ou o BRCA2, segundo a geneticista Tânia Vulcani, da Inteligene Genética Integrada em São Paulo.
Confira a íntegra da entrevista:

Quimioterapia e Beleza
: Quando é necessário fazer o teste?
Dra. Tânia Vulcani: O exame é indicado apenas para pessoas que se encontram dentro de alguns critérios. São eles:
– Paciente com câncer de mama bilateral;
– Paciente diagnosticado com câncer de mama triplo-negativo com idade inferior a 60 anos;
– Paciente diagnosticado com câncer de mama antes dos 50 anos;
– Membro na família com mutação conhecida em gene com suscetibilidade ao desenvolvimento ao câncer;
– Paciente que apresenta pelo menos um parente com câncer de mama bilateral;
– Paciente que apresenta pelo menos dois parentes de primeiro grau (mãe, irmã, irmão) diagnosticados
com câncer de mama e/ou ovário (ou próstata) com menos de 50 anos;
– Caso de câncer de mama masculino;
– Um ou mais que um membro do mesmo lado da família com combinação de câncer de mama e um ou
mais de um dos seguintes tipos de cânceres (especialmente se for de início precoce): pâncreas, próstata agressivo, sarcoma, carcinoma adrenocortical, tumor cerebral, endométrio, leucemia/ linfoma, tireóide, manifestações dermatológicas, e/ou macrocefalia, trato gastrointestinal de pólipos hamartomas e câncer;
– População com risco aumentado (Judeus Ashkenazi).  

QeB
: A partir de quantos anos pode se realizar o teste?
Doutora: Qualquer mulher em qualquer idade pode fazer o teste genético, o ideal é que tenha uma das
indicações acima citadas.

QeB: O teste é 100% garantido?
Doutora: Dependendo da metodologia a ser utilizada para análise, o teste pode ter mais de 95% de
eficiência mas não chega a 100%. Devo esclarecer que o fato de você ser negativa para o teste não garante que o paciente nunca desenvolverá o câncer. Apenas o coloca no mesmo risco da população em geral que varia de 5% a 10% de chances de desenvolver a doença.

QeB: Quais são os custos que provavelmente a paciente terá?
Doutora: O custo depende da metodologia a ser utilizada e da quantidade de genes analisados. Hoje no mercado você encontra testes que vão desde de R$ 850,00, em que é analisado apenas um gene, até valores de R$7.000,00 a R$10.000,00, em que são analisados no mínimo 15 genes associados.

QeB: Como essa condição é passada de uma geração para a próxima?
Doutora: Se na paciente testada for identificada uma mutação, alteração no DNA associada ao câncer, os filhos dessa paciente terão um risco de, no mínimo 50% de terem herdado a mesma mutação e, portanto, terão uma chance maior que a população em geral de desenvolver o câncer.

QeB: Filhos ou irmãos poderão manifestar a doença?
Doutora: Caso os irmãos ou os filhos tenham a mesma mutação da paciente testada, sim, eles podem manifestar a doença.

QeB: Os exames e consultas para o diagnóstico são cobertos por plano de saúde?
Doutora: A resolução normativa 262 da ANS (Agência Nacional de Saúde) diz que os planos de saúde
devem cobrir a análise genética dos genes BRCA1 e BRCA2, genes que estão frequentemente mutados  em paciente com Câncer de Mama. No entanto, em 2013, a ANS publicou uma nota técnica em que
definiu quais seriam os critérios para cobertura pelos planos de saúde desse exame genético para doenças hereditárias.  Por estes critérios, a paciente demoraria de 2 a 3 meses para ter a análise completa dos dois genes, sendo realizada em 3 etapas de análises diferentes. No entanto, podemos fazer a análise completa dos dois genes em um único teste em até no máximo 45 dias corridos.
Além disso, o fato do paciente ter o resultado negativo para análise desses dois únicos genes, não impede que ela seja mutada nos demais genes que não foram analisados. Portanto, a avaliação para câncer de mama hereditário da paciente ficaria incompleta. Por isso, hoje, muitos pacientes, principalmente aqueles que já desenvolveram o câncer, estão entrando com liminares para realizarem a análise completa dos 15 genes associados a esta neoplasia e muitos tem obtido sucesso. Na Inteligene, nós oferecemos suporte jurídico aos pacientes que tem o interesse em realizar a análise completa.

QeB: Há um preparo antes para a realização do exame? Qual?
Doutora: Hoje há duas possibilidades de coleta de amostra: sangue e saliva.
Para os dois tipos de amostras, não há necessidade de estar em jejum. No caso da saliva, orientamos a não ingerir alimentos, fumar, mascar chiclete ou consumir bebidas quentes 30 minutos antes da coleta.

QeB: Quanto tempo será necessário para o paciente retornar ao consultório?
Doutora: Assim que o resultado ficar pronto, o paciente pode voltar em consulta.

QeB: Existem serviços, programas ou auxílio financeiro para pessoas que não possuem condições?
Doutora: Eu desconheço.

QeB: Quais pesquisas estão sendo feitas sobre o exame genético? São de fácil acesso?
Doutora: Existem pesquisas relacionadas a exames genéticos em câncer sendo realizadas no mundo
inteiro. A todo momento, temos artigos sendo publicados com novidades. Alguns artigos podem ser pesquisados no site http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed, entre outros.

Doutora Tânia Vulcani: Graduada em Ciências Biológicas Modalidade Médica pela UNESP, Botucatu 
(2002), Mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Campinas – UNICAMP (2005), mestrado 
realizado em parceria com a University of Colorado Health Science Center e Doutorada em Ciências 
pelo Departamento de Morfologia e Genética da Universidade Federal de São Paulo UNIFESP (2010).

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MEDICAMENTOS GRATUITOS, QUEM TEM DIREITO?

Vamos começar uma nova série?
Você sabia que o paciente de câncer tem vários de direitos?
É sobre isso que queremos falar com vocês

Medicamentos gratuitos através do SUS

A Constituição Federal conferiu ao Estado, por intermédio do Sistema Único de Saúde, o dever de garantir, a todos, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie, o direito à saúde de forma integral e igualitária, incluindo a assistência farmacêutica porém o paciente somente terá acesso aos medicamentos previamente incorporados ao SUS, o que é feito mediante avaliação de órgãos técnicos especializados, que levam em conta as evidências científicas sobre a eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança dos medicamentos, bem como a avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação aos produtos já incorporados. Esse mecanismo é importante para que os gestores do SUS possam melhor planejar as políticas públicas de saúde, alocando adequadamente os recursos financeiros disponíveis para tanto.
Os medicamentos, bem como os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas criados para orientar o diagnóstico e o tratamento de determinadas doenças, estão disponíveis no portal do Ministério da Saúde.
Também é possível obter essa informação no próprio estabelecimento de saúde, os quais, em muitos casos, são os responsáveis pela padronização, aquisição e distribuição dos medicamentos.
Embora as políticas públicas de saúde implementadas pelo SUS devam ser prestigiadas, muitos especialistas e membros do poder judiciário entendem que os gestores do SUS devem analisar caso a caso, e, constatando que os medicamentos incorporados não se mostram clinicamente adequados a determinado paciente, oferecer a ele outros meios existentes no mercado, independentemente da sua prévia incorporação ao SUS, até porque nem sempre o processo de incorporação acompanha a velocidade do avanço da medicina. É importante, porém, que o produto tenha sido registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão competente para avaliar a eficácia, segurança e qualidade do produto, salvo em situações excepcionalíssimas.
Não raras vezes, o paciente se depara com a informação de que determinados medicamentos estão em falta na rede pública. Podem ocorrer também situações especiais em que os medicamentos prescritos não tenham sido incorporados ao SUS. Essas hipóteses podem significar falha ou ineficácia na gestão do SUS, legitimando o paciente a pleitear o acesso a esses bens aos órgãos administrativos de controle ou, como alternativa extrema, recorrer à Justiça.
Não deixe de ir atrás dos seus direitos

Fonte:(Portal Oncoguia)

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ALERTAS DE VERÃO PARA CRIANÇAS COM CÂNCER

Sabemos que segurar os pequenos em época de sol e férias não é fácil mas com cuidados especiais é possível que as crianças em tratamento passem bem por essa época do ano

1) Roupas: Utilize opções leves, claras e soltas para facilitar a transpiração. Vestimenta esportiva, como camisetas, regatas, shorts e calças de tecidos de algodão e poliéster, é altamente recomendada.

2) Alimentação: Ofereça alimentos ricos em água, como as frutas: laranja, ameixa, figo, pera e coco verde.
A ingestão de alimentos crus deve ser evitada. Por isso, no caso de alimentos que normalmente são ingeridos assim, ferva ou refogue e depois coloque na geladeira, para melhorar a aceitação.
É importante higienizar as frutas e legumes de maneira adequada, mergulhando por 15 a 20 minutos em uma vasilha com um litro de água potável e uma colher de sopa de água sanitária (ou um litro de água potável para duas colheres de vinagre).Nos casos em que o paciente tem náusea e vômitos, estimule a ingestão de alimentos gelados e fracionados. Experimente fazer as bebidas favoritas das crianças em cubos de gelo, como se fossem geladinhos.

3) Líquidos: Ofereça água com frequência água (filtrada e fervida ou água mineral) ou suco, principalmente nos intervalos entre as refeições. A sugestão é ingerir de 1,5 a dois litros por dia. No preparo dos sucos, as frutas devem ser preferencialmente com cascas íntegras e sem partes estragadas.

4) Banhos públicos: Por mais que esteja calor, é necessário evitar tomar banho em piscinas, açudes, lagoas ou praias, porque são lugares onde existe grande probabilidade de contaminação por meio de agentes infecciosos, como o mosquito da dengue. A quimioterapia pode enfraquecer o sistema imunológico, por isso infecções são mais perigosas para os pacientes.

5) Proteção solar: Alguns quimioterápicos provocam sensibilidade na pele e em exposição ao sol podem deixá-la com manchas. Embora os protetores solares sejam essenciais e atualmente venham nas mais diversas formas, eles não protegem a pele completamente, por isso é importante complementar com outras ações. Aplique o protetor 30 minutos antes de sair ao sol. O fator de proteção deve ser maior do que 30 FPS e ser adequado a cada tipo de pele. Os raios UV são mais prejudiciais em torno do meio dia, evite ficar exposto nesse horário. Chapéus e óculos-escuros são fundamentais.

6) Repouso: Fadiga e o cansaço são outros sintomas que podem estar associados ao tratamento. Portanto, é importante que os pais evitem expor a criança a locais muito abafados e não ofereçam atividades que demandem muita energia.

Fonte:(Vencer o Câncer)

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EXAMES DE SANGUE SIMPLES PODEM PROLONGAR A VIDA

São raros, na medicina diagnóstica, exames tão simples e eficientes quanto os de sangue. Graças à evolução dos equipamentos e dos reagentes e aos avanços da biologia molecular, hoje os testes sanguíneos ajudam na prevenção e no tratamento de inúmeras doenças relacionadas à idade, como cardiopatias, câncer, diabetes, demência e outros transtornos psíquicos. Este ano, por exemplo, pesquisadores conseguiram pela primeira vez desenvolver exames para verificar a propensão a Alzheimer e comprovar o diagnóstico de depressão através de quantidades mínimas de sangue.
Veja cinco males do envelhecimento que podem ser evitados com testes sanguíneos:

  • Depressão
    O exame consiste na medição, através de amostras sanguíneas, de uma dezena de marcadores de RNA comuns a pacientes com depressão (as moléculas de RNA são mensageiros que levam as instruções para ativar ou não determinados genes). Pacientes depressivos apresentam altos níveis desses marcadores de RNA no exame de sangue. A novidade promete ajudar os médicos no difícil diagnóstico da depressão, que até agora era apenas subjetivo e levava em consideração o depoimento dos pacientes e sintomas como cansaço, alterações do peso e do sono.
  • Alzheimer
    Depois de um estudo com mais de mil pessoas, pesquisadores britânicos identificaram 16 proteínas no sangue que estão relacionadas ao aparecimento de Alzheimer. Essas proteínas estão fortemente ligadas ao encolhimento do cérebro em pacientes com séria deficiência cognitiva. O teste desenvolvido pelos cientistas detecta a existência dessas proteínas na corrente sanguínea. Pessoas com 10 dessas 16 proteínas no sangue têm chances de desenvolver Alzheimer em um período de até três anos.
  • Câncer
    Por meio de amostras de sangue, é possível determinar se há propensão genética a tipos de câncer. Os testes mais comuns são os que identificam os genes relacionados aos tumores de intestino e mama. Mulheres com alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 têm até 80% de risco de desenvolver câncer de mama e 40% de ter câncer de ovário.
  • Cardiopatias
    O exame PCR ultrassensível mede as quantidades da proteína C reativa no sangue. Altos níveis indicam inflamações no organismo e riscos de enfartes e derrames. Ouro exame que pode detectar a inflamação das artérias é o PLAC, que mede na corrente sanguínea os níveis da enzima fosfolipase A2, ligada a processos inflamatórios.
  • Diabetes
    A glicemia em jejum serve para verificar se os níveis de açúcar no sangue estão baixos ou altos demais. Quando elevados, podem indicar diabetes. Outro teste sanguíneo para detecção da doença é o de hemoglobina glicada, através do qual se avalia as alterações nos níveis de açúcar ocorridas nos últimos três meses que antecedem a análise. Os níveis de hemoglobina glicada estão relacionados a complicações da diabetes, como enfartes, insuficiência renal e AVCs.

Fonte:(Estadão)

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DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA: A INFORMAÇÃO É O MELHOR REMÉDIO PARA A PREVENÇÃO

Criado em 1988 pelo Ministério da Saúde, sob a lei 12.116/2009, o Dia Nacional de Luta Contra o Câncer de Mama tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre a doença, prevenção e o tratamento. Apesar de curável, o câncer de mama ainda é o tipo que mais mata no Brasil, mas graças a diversas ações e campanhas que visam conscientizar a população feminina sobre a importância dos exames regulares e do autoexame, a mulher passou a conhecer melhor o seu corpo e se munir de informação.  Muitos são os caminhos para se evitar qualquer tipo de doença, no caso do câncer de mama é muito importante evitar a obesidade. Uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos são fundamentais, já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. A ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo em quantidade moderada, é contraindicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com histórico familiar de câncer de mama, especialmente com um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram diagnosticadas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Esse grupo deve ter acompanhamento médico a partir dos 35 anos. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos também constituem fatores de risco para o câncer de mama.
Mulheres que não se encaixam nesses perfis também devem buscar orientação médica. As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico e a mamografia.

O poder da rede de Internet no Combate ao Câncer de Mama.O câncer de fato caiu na rede. Muitas são as páginas, blogs e sites que de alguma forma contribuem na prevenção do câncer e trabalham em outros fatores que não podem ser esquecidos durante o tratamento, como, por exemplo, a beleza e autoestima que ajudam a enfrentar a doença com muito mais leveza.
Flávia Flores, idealizadora do Quimioterapia e Beleza é um exemplo, ela abriu caminhos para que outras mulheres pudessem se expressar, conhecer umas às outras e juntas vencerem a doença. “A minha página começou no Facebook sem pretensão nenhuma de ser sucesso ou de ajudar tanta gente. Fiz apenas para informar amigos e familiares o que eu estava passando e como estava encarando a doença. Mas o número de cliques foram subindo, as mensagens foram chegando, mulheres na mesma situação pedindo dicas e virou uma rede, uma comunidade linda, onde uma ajuda a outra. Com os vídeos e fotos inspiro muitas mulheres e juntas não deixaremos a peteca cair jamais”, afirma.
Com dicas de moda e beleza, Flávia ajuda as mulheres a elevar a autoestima e mostrar que, mesmo com os efeitos da doença e do tratamento, é possível ficar bonita, estar na moda e esbanjar estilo. Outras páginas abordam as diversas modalidades, Yoga, espiritualidade e também o Fitness, como, por exemplo, a Fanpage Onco e Fitness, da catarinense Silvânia Gonçalves, que traz dicas de exercícios físicos, alimentação e bem-estar.
São mulheres comuns que lutam para vencer, formaram uma rede do bem e transformaram suas dores em uma solução coletiva.

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EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA: DIARREIA E PRISÃO DE VENTRE

Como é sabido, cada tipo de câncer e cada tratamento causam diferentes efeitos colaterais.
Continuando nossa série sobre o assunto, hoje vamos falar sobre como lidar com a diarreia e a prisão de frente

Diarreia:
– quando esse efeito colateral aparecer é muito importante mantar a hidratação do corpo – é importante aumentar a ingestão de água, sucos chás e água de coco.– ingerir pequenas porções de alimentos durante todo o dia (6 vezes ao dia)
– evitar: alimentos laxativos, doces concentrados, leite de vaca, creme de leite, manteiga, queijos, verduras, cereais e pães integrais, além de frutas como mamão, laranja, uva, ameixa-preta.

Prisão de ventre (obstipação)
 – evite o consumo de cereais refinados (arroz branco polido, farinha de trigo refinada, fubá, semolina, maisena, polvilho);
– aumente o consumo de alimentos ricos em fibras
– beba no mínimo 2 litros de água por dia, a água ajuda no processamento das fibras e facilita a formação de bolo intestinal
– inclua na dieta leites fermentados ou suplementos contendo probióticos (lactobacilos etc).

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EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA: NÁUSEAS E VÔMITOS

É quase impossível passar pelo tratamento quimioterápico sem sofrer com os terríveis efeitos colaterais.
Hoje vamos começar uma série relatando os mais frequentes e dando dicas de como lidar com eles.

Náuseas e Vômitos
São os efeitos colaterais mais comuns e mais temidos pois acabam com o dia do paciente.
Junto com esses efeitos vem também o cansaço, a falta de apetite e a vontade de ficar na cama o dia inteiro mas existem algumas técnicas que podem ser postas em práticas e dar uma amenizada na situação:

  • Comer pouco, mas comer o dia todo – estabelecer uma dieta fracionada e em pequenos volumes (seis refeições por dia);
  • Alimentos frios ou gelados aliviam a sensação de mal estar – prefira sorvetes, milk-shakes, vitaminas, frutas, saladas etc.;
  • Quanto menos tempero, melhor para o organismo – diminua o uso de temperos fortes no preparo dos alimentos;
  • Peça para alguém preparar a refeição e se afaste da cozinha pois o cheiro pode  fazer mal e fazer perder o apetite
  • Realizar as refeições em ambientes calmos e sem pressa
  • Quando o enjoo chegar, lançar mãos de artifícios como copo de água gelado com limão ou mastigar gengibre. Alimentos cítricos retardam os sintomas.
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10 MITOS SOBRE CÂNCER DE MAMA

Sabemos que o número de casos de câncer de mama aumenta dia a dia e, obviamente, isso gera dúvidas, preocupações principalmente mitos em torno da doença.
Você saber quais são os 10 maiores mitos que envolve o assunto?

Mito 1: câncer de mama sempre aparece com um caroço
Existem duas formas principais de aparecimento do câncer de mama. “A primeira delas é o nódulo ou caroço, como é popularmente conhecido”, afirma o mastologista Eduardo Millen, diretor da Sociedade Brasileira de Mastologia. A outra forma mais comum é a microcalcificação. “Neste caso, apenas a mamografia consegue fazer o diagnóstico precoce, quando ele tem, no mínimo, 1 milímetro”, aponta.Há casos menos comuns ainda em que ocorre uma secreção sanguinolenta pelo mamilo de forma espontânea ou descamação da auréola e do mamilo.

Mito 2: todo caroço na mama é um câncer
Nem todo caroço na mama é um câncer. “Na verdade, a maioria dos nódulos que surgem são benignos”, afirma o mastologista Silvio Bromberg, do Hospital Albert Einstein. Geralmente, eles são fibroadenomas ou proliferações das células da glândula mamária. Porém, sempre que detectado um caroço deve-se procurar um mastologista

Mito 3: antitranspirantes e desodorantes favorecem o aparecimento do câncer de mama
Não há qualquer relação entre o uso de antitranspirantes ou desodorante e o câncer de mama”, afirma a mastologista Maria do Socorro Maciel, diretora de mastologia do Hospital A. C. Camargo. Nenhum estudo comprovou que o uso, seja de produtos roll on, spray ou aerosol, favoreça o desenvolvimento da doença.

Mito 4: apenas mulheres com histórico de câncer de mama na família podem ter a doença
“Qualquer pessoa em qualquer idade pode desenvolver um câncer de mama, independente do sexo, da cor ou do histórico familiar”, afirma o mastologista Eduardo. Ele aponta, entretanto, que alguns pacientes apresentam um risco maior de ter a doença do que outras. Elas se enquadram nos chamados ‘grupos de risco’.

Mito 5: a biópsia do câncer de mama pode causar uma metástase
“A metástase pode acontecer quando o câncer apresenta células capazes de se deslocar e implantar em outras partes do corpo, o que independe da realização ou não de uma biópsia”, afirma a mastologista Maria do Socorro.

Mito 6: sutiã apertado pode causar câncer de mama
Com ou sem aro, com ou sem bojo, com alças largas ou finas, não importa. “O sutiã não favorece o desenvolvimento do câncer de mama”, afirma o mastologista Eduardo

Mito 7: autoexame dispensa a mamografia
“Nenhum estudo conseguiu provar que o autoexame diminui a mortalidade por câncer de mama”, afirma o especialista Silvio. Por isso, nada dispensa consultas com mastologistas ou exames de mamografia. De qualquer forma, o toque durante o banho ou em outro momento mais calmo ajuda a identificar lesões ou nódulos. Quando isso acontece, a primeira medida é procurar um médico para uma avaliação mais detalhada.

Mito 8: mulheres com seios pequenos não têm câncer de mama
“A chance de uma mulher desenvolver câncer de mama não está relacionada ao tamanho dos seios”, afirma o mastologista Eduardo. Verdadeiros fatores de risco são a obesidade, a hereditariedade e o cultivo de maus hábitos, como fumar.

Mito 9: próteses de silicone favorecem o desenvolvimento do câncer de mama
“Próteses de silicone não aumentam o risco de desenvolver o câncer de mama”, diz o especialista Silvio. Antes de fazer o implante, entretanto, recomenda-se realizar uma consulta com um mastologista para ter certeza de que não há qualquer nódulo nas mamas.

Mito 10: próteses de silicone atrapalham o diagnóstico do câncer de mama, piorando o tratamento
Em maio de 2013, o periódico científico British Medical Journal publicou um estudo realizado na Universidade Laval, no Canadá, que sugere que a colocação de próteses de silicone dificulta o diagnóstico precoce do câncer de mama porém não há consenso científico quanto às limitações dos exames de imagem em pacientes que possuem próteses de silicone nas mamas.

(fonte: Portal Minha Vida)

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DENTISTA ANTES, DURANTE E DEPOIS DO TRATAMENTO

Procurar o dentista antes de iniciar o tratamento quimioterápico é muito importante para manter a saúde bucal durante todo o processo. O uso de medicamentos que afetam as células do corpo podem causar sérios danos aos dentes.

Os chamados efeitos colaterais que podem acometer a boca são:

  • boca e gengivas doloridas;
  • boca seca;
  • língua ardente, inflamada ou esfolada;
  • infecções de gengivas;
  • alterações do paladar;
  • dor e dificultar a mastigação, a deglutição e a fala.

Iniciar o tratamento com algum problema bucal pode potencializar esses efeitos colaterais, mas lembre-se que embora chatos, duram somente até o final do tratamento.

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IMUNOTERAPIA: REVOLUÇÃO NA LUTA CONTRA O CÂNCER

A imunoterapia obteve grandes avanços na luta contra cânceres como o melanoma, que se acreditava incurável, embora cientistas ainda não compreendam porque o tratamento funciona bem em alguns casos e não em outros.

A técnica, saudada como a inovação de 2013 pela Revista Science, consiste em treinar o sistema imunológico para atacar os tumores.

Em alguns casos, a abordagem desarma as defesas dos tumores e em outros, seleciona as células imunes mais fortes do paciente, as desenvolve em laboratório e as reinjeta para reforçar o ataque do corpo ao câncer.

“A beleza desta abordagem é que é mais seletiva e está produzindo remissões duradouras e estáveis.Isto é realmente revolucionário e agora, os tratamentos do melanoma estão ficando tão bons que estamos vendo pela primeira vez um avanço significativo contra tumores sólidos muito difíceis de tratar”“, disse Steven O’Day, professor associado de Medicina na escola médica Keck, da Universidade da Carolina do Sul.

Tumores sólidos são encontrados na maior parte dos cânceres, inclusive no de útero, última fronteira no tratamento com imunoterapia.

Cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde anunciaram uma nova técnica – que consiste em retirar células imunológicas de um tumor e cultivar bilhões delas em laboratório para reinseri-las no corpo do paciente – teve sucesso em duas entre nove pacientes.

As mulheres, ambas na casa dos 30 anos, foram desenganadas pelos médicos, que lhes deram menos de um ano de vida antes de participarem dos testes, e o câncer tinha se espalhado por todo o seu corpo.

Agora, elas não apresentam sinais de câncer: uma, com 22 meses e outra com mais de um ano após o tratamento. Mas o motivo de a técnica não funcionar com as outras pacientes permanece um mistério, que os cientistas ainda trabalham duro para desvendar.

Enquanto isso, novos estudos estão sendo lançados sobre o uso da imunoterapia para tratar cânceres oral e anal que, como o câncer de útero, são provocados pelo vírus do papiloma humano (HPV).

As gigantes farmacêuticas Bristol-Myers Squibb e Merck estão na corrida para produzir remédios que vão ajudar o sistema imunológico a reconhecer e atacar o câncer.

Especialistas afirmam que o campo da imunoterapia tem um mercado potencial de US$ 35 bilhões.

Fonte:( Revista Exame)