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Cat Gi Ferreira

Meu nome é Giselle Cristina Ferreira Martins tenho 42 anos, moro na cidade de Campo Grande/MS. Em 2014, fazendo auto exame, descobri nódulo na mama esquerda, fui ao meu ginecologista e fizemos uma PAAF em que o resultado foi: lesão epitelial ploriferativa sem atipia.

Para meu alívio, nódulo benigno. Naquele momento não era necessário cirurgia apenas acompanhamento. Em outubro de 2018 realizei exames de mamografia e não apareceu nada, fiz a ultrassonografia e constatou que o nódulo havia crescido e tomado forma diferente, bem vascularizado. Resultado birads 4. Fui encaminhada pelo SUS em Dezembro ao @hospitaldecanceralfredoabrao.

La realizaram a core biopsy do nódulo e um PAAF de um linfonodo aumentado. No dia 29 de janeiro de 2019 veio o tão temido resultado. Ao entrar no consultório, a primeira coisa que o médico me perguntou era se eu estava sozinha, e ali eu senti que algo ia mudar profundamente na minha vida.

Dr Vitor Rocha (mastologista) foi super cauteloso que só quando minha amiga entrou ele falou do diagnostico e em nenhum momento usou a palavra câncer. Disse que o resultado não era bom mas me deu maior força em relação ao tratamento. Era um carcinoma invasivo grau 2.

Naquele momento fiquei sem reação e ao mesmo tempo um turbilhão de pensamentos dentro de mim. Ele me encaminhou ao cirurgião Dr Manoel Dutra para dia seguinte. Em uma semana fiz a cirurgia quadrantectomia e para minha surpresa foi necessário fazer o esvaziamento axilar pois o câncer havia comprometido 7/19 linfonodos da axila. Depois de 30 dias fui ao consultório para resultado da biopsia: Carcinoma mamário ductal invasivo, hormônio positivo, estadiamento nível 3.

Fui encaminhada para Dr João Paulo (oncologista). Ele me recebeu na consulta dia 14 março e me disse que o câncer era avançado grau 3 pelo comprometimento da axila, que eu iria fazer 12 sessões de quimioterapia branca e 4 séries da quimioterapia vermelha + radioterapia. Me disse que certamente meu cabelo cairia, sentiria enjoos, cansaços. Disse que teria que começar o quanto antes a quimioterapia.

Minha maior angustia era passar por esse processo. Sempre tive problema com a punção nas veias. Ele então solicitou a implantação do port a cath. Isso pra mim foi angustiante, teria que fazer 3 quimios puncionando as veias. Sai de la arrasada, chorei bastante mas Sempre Espírito Santo de Deus me consolando e me direcionando, fortalecendo. Uma nova fase na minha vida ia começar a partir de então, mudanças no meu dia dia, alimentação, exercícios físicos, nutricionista, fisioterapia, muitas limitações, consultas, exames, furadas.

Dia 17 abril estava novamente no centro cirúrgico para implantar meu novo amigo do peito, port a cath, 40 min de cirurgia, recuperação perfeita e sem intercorências, melhor decisão tomada. Me deu mais tranquilidade e confiança nesse processo das Quimios. Não tive muitas reações de enjoos porém quando achava que estava tranquilo comecei a sentir taquicardia, tontura. Meus dias passaram a não ficar muito legais, fui encaminhada ao cardiologista.

Estou medicada (estabilizando meus batimentos), mas agora terei que fazer novos exames para monitoramento do coração, holter 24hrs, ecocardiograma e medicação sem prazo termino. Sigo para fim serie branca em 01/07, iniciando a série vermelha que provavelmente finaliza em Setembro.

Só então iniciarei a radioterapia. Realmente é um diagnóstico que ninguém quer receber, definitivamente é um processo que ninguém quer passar, mas indubitavelmente é uma transformação necessária, porque a árvore precisa ser podada para que dê frutos melhores.

A voz do Eterno que ecoa dentro de mim me diz: FILHA EU NÃO PERDI O CONTROLE DA SUA VIDA, ESSA ENFERMIDADE NÃO É PARA MORTE. Tenho muita fé e confiança, de que sou curada todos os dias, porque é nesse processo todo que somos transformadas, passei a ver a vida e todos a minha volta com mais sensibilidade, aprendendo a viver o Dia de Hoje com intensidade e que assim por onde eu passar possa ser inspiração e cura.

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Fibrose? Há boas notícias!

Há cerca de duas semanas, a Drª Ludmila Thommen fez um post muito legal pro Quimioterapia e Beleza (Acesse aqui) sobre a importância da Fisioterapia Oncológica, a qual também sou grande fã e defensora. Um dos tópicos levantados no post foi o de fibrose, um efeito relativamente comum que pode ocorrer após os tratamentos cirúrgicos e de radioterapia, por exemplo. É sobre a fibrose que falaremos hoje.

Primeiramente, o que é fibrose?

Como próprio nome sugere, nosso corpo forma “fibras” nos locais de cicatrização para preencher aquele espaço que foi “rompido”. Imagine uma roupa que precisamos costurar. Quando fazemos os pontos, aquele local que costuramos fica mais rígido, mais grosso e com menos elasticidade do que era originalmente, certo?

É mais ou menos isso que acontece com o nosso corpo, formamos essas fibras para cicatrização. A fibrose é um tipo de cicatriz interna. Vocês já ouviram falar ou já tiveram queloide? Este é um tipo de fibrose da pele, por exemplo (muito comum ocorrer nas cicatrização de piercings. É aquela bolinha dura que forma, sabe?). O problema é que essa fibrose pode acontecer de maneira anormal, ocasionando dores, deformações, pele repuxada, endurecimento da região e limitações de movimento.

As boas notícias são que a fisioterapia e suas diversas modalidades têm soluções para este probleminha chato. O quanto antes iniciar-se um tratamento, melhor. Para isto é necessário procurar um profissional que faça uma avaliação e recomende os procedimentos mais adequados a serem adotados, os quais vão variar de caso para caso e podem incluir terapias manuais, ultrassom, laser, entre outros.

Por que é importante cuidar?

Pessoal, se temos um fibrose que limita nosso movimento e nos causa dor, qual é a tendência natural do nosso comportamento? Evitar a dor, logo, evitar aquele movimento. Quanto menos usamos aquele braço (supondo que tivemos uma fibrose após cirurgia para CA de mama), pior fica. Com o tempo, o braço fica ainda mais limitado, mais fraquinho por causa do desuso, podendo ter atrofia, e aí vamos tendo mais dificuldade, mais dor, etc.

Não queremos depender de ninguém para coisas simples como alcançar algo que esteja em uma prateleira no alto, certo?

Então, Cats, procurem ajuda, se cuidem e vamos ser independentes, sim! Há sofrimentos e dores que podem ser evitados de maneiras mais eficientes e a fibrose é um deles.

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Dicas de fibras que mimam a pele no momento que ela mais precisa

Olá meninas. Quanto tempo….
No outro dia estava pensando que, como consultora de imagem e valorização pessoal, tenho falado muito pouco da questão da roupa. Não porque eu ache que não é importante, mas sim porque antes de “vestirmos a pele”, acredito que dentro da pele deve existir algum equilíbrio de bem estar.

E sim, imagino que não seja fácil gerir todas as emoções, sentimentos, tristezas, transformações, mas…acredito, acima de
tudo, na força do ser humano, e no poder da mente de cada um.

Então, é importante sim trabalhar o autoconhecimento, autoperdão, aceitação, auto – reconhecimento e amor próprio. Como fazer isso?

Reconhecer o que mais gosta em si, fazer coisas que promovam o bem estar interior (como beber um “ simples café” com
alguém querido), cuidar de si e do seu corpo. E, aí sim, “vestir a pele”.

Hoje, deixo algumas dicas, que acredito que podem ajudar, no processo de quimioterapia:

  • Usar roupa de fibra natural – algodão, linho, lã, seda: As roupas de fibra natural permitem a respiração da pele. Com o
    processo de quimioterapia (que normalmente resseca a pele), essa respiração pode ajudar a manter a pele minimamente hidratada.
  • Roupa clara – principalmente em climas de sol intenso, as cores claras refletem a radiação.
  • Roupa nem muito larga, nem muito justa: Isto porque facilita a movimentação do ar entre o exterior e o próprio corpo….o tal ventinho que cai tão bem nos dias de calor intenso. Além desta questão da circulação do ar, temos também a questão da silhueta. Importa falar que, independentemente se o corpo engordou um pouco ou emagreceu, tem sempre possibilidades de valorizar, e não ser muito justo nem muito largo, permitindo que a roupa envolva a silhueta e que sua forma não se perca.

Para a questão da silhueta, gostaria de te pedir uma coisa. Olhe para o seu corpo, e veja o que mais gosta e menos gosta em si. Tire partido do que mais gosta, sinta o seu potencial e deixe-o aflorar. Será uma sensação maravilhosa!

Ah, e as dicas estendem-se para roupas de banho e de cama. As etiquetas falam, e quanto mais naturais forem as fibras, mais mimos sua pele vai receber.

Pode acreditar!

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Você sabia que planos de saúde não podem limitar o número de sessões de quimioterapia?

Nosso novo colunista e parceiro o Advogado Rodrigo Lopes dos Santos, do escritório Lopes & Giorno Advogados, aborda neste texto nossos direitos durante o tratamento. Mais um aliado para garantir a nossa luta!

No intuito de contribuir com informações e conhecimento, inclusive jurídico, que é nossa área de atuação, vamos procurar, nesse texto, dar dicas às Cats, para seguirem no tratamento e na luta contra o câncer.

Algumas Cats possuem planos de saúde, outras não, e, ao longo das postagens, vamos abarcar as diversas hipóteses e situações que nos são trazidas e vivenciadas diariamente. Gostaríamos, nesse momento, de tranquilizar nossas guerreiras sobre a limitação que planos de saúde tentam fazer sobre quimioterapia, pois sabemos que muitos
planos tentam convencê-las de que há um número predeterminado de tratamento ou de medicamento específico. Porém, nossas Cats não precisam aceitar essa limitação, por um motivo bastante simples: planos de saúde não podem limitar sessões de quimioterapia ou fornecimentos de medicamentos com registros na Anvisa. Trata-se de conduta abusiva e ilegal, que fere nosso Código de Defesa do Consumidor, a boa-fé contratual e a dignidade da pessoa humana, princípio insculpido na Constituição Federal.

Tem-se que foi o médico das Cats que prescreveu o remédio para quimioterapia, não podendo o plano de saúde simplesmente limitar ou negar, tentando ser o subscritor do tratamento, agindo como se fosse médico das nossas guerreiras, o que é inadmissível.

Especificamente, o Tribunal de Justiça de São Paulo tem sido bem claro nas suas decisões nesse sentido. Editou uma súmula (de um jeito simples, entendimento jurisprudencial pacificado), de número 95, que prevê: “Havendo expressa indicação médica, não prevalece a negativa de cobertura do custeio ou fornecimento de medicamentos associados a tratamento quimioterápico”.

Ainda com aprovação do medicamento na Anvisa, não subsiste qualquer razão para a negativa do tratamento, não podendo as Cats ficarem convencidas com tratamentos indeferidos pelo plano de saúde, devendo procurar seus direitos e serem fortes nessa luta pelos seus direitos, contando com profissionais que saberão apoiá-las e compreendê-las com sensibilidade nesse momento.

Citaremos trecho de um recente julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, de 22 de março de 2019, número 1098645-10.2018.826.0100: “APELAÇÃO CÍVEL. Plano de saúde. Ação de obrigação de fazer. Autora portadora de neoplasia de mama com metástase óssea. Recusa no fornecimento de medicamento prescrito para quimioterapia. Incidência do Código de Defesa do Consumidor. Abusividade reconhecida. Inteligência da Súmula 95 do TJSP. Irrelevância de a droga não constar no rol do instituído pela ANS. Rol que prevê somente a cobertura mínima obrigatória. Exclusão que contraria a função social do contrato retirando da paciente a possibilidade do tratamento necessitado. Medicamento com registro na ANVISA. R. sentença mantida”.

Avante, Cats!

Rodrigo Lopes dos Santos
• Ex-Promotor de Justiça do Estado de São Paulo
• Graduado em Direito pela Universidade de São Paulo – USP
• Mestrando em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo – USP
• Pós-graduado em Litígio Estratégico pela Fundação Getúlio Vargas – FGV
• Pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas – FGV
• Membro da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/SP

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Cat Angela

Em agosto a Cat Angela através de um exame de rotina foi diagnosticada com um cancer de pâncreas – um intruso, como ela fala. Na cirurgia foi encontrado outro intruso no fígado, este foi removido.

Essa Cat tem tanta confiança no seu médico e toda sua equipe que que tatuou a seguinte frase: Em caso de emergência só mexer com autorização do meu médico Marcelo Aisen. (Uma surpresa para seu médico, assistam o vídeo, ele não sabia de nada)

Ela está fazendo quimioterapias e eu questionei se ela havia pedido autorização para fazer a tatuagem e ela pediu sim, ela disse que faria uma Tatoo para sua neta, e ele deixou ela fazer na semana que não tinha quimioterapia e depois de fazer um hemograma para ver se estava tudo bem.

Ousada e responsável! 

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Como determinar seu comportamento para praticar atividade física

Pessoal, por que para algumas pessoas é mais fácil “resolver” iniciar uma atividade física, enquanto para outras parece um sacrifício? Como a Miranda consegue levantar todos os dias tão
cedinho antes do trabalho para fazer uma atividade física? Por que você não consegue encontrar ânimo nem para subir três degraus? São diversas respostas e que dependem muito, obviamente. Temos algumas correntes que nos ajudam a entender nosso comportamento no contexto das práticas corporais (e aqui entenda como prática corporal qualquer atividade física, esporte, exercício físico, dança, luta, jogos, enfim, “geralzão”, ok?) e como ocorre a mudança do mesmo, ou seja, nosso passo a passo pra decidir iniciar ou manter as práticas. É assunto complexo e que requer profundidade, mas a ideia deste texto é apresentar, de modo geral, como “resolvemos” iniciar a prática de alguma atividade física.

Nossos comportamentos podem ser determinados pelo ambiente e pelo nosso interior, ou seja, eles são influenciados pelo ambiente (em casa, no trabalho, no lazer), por como percebemos esse
ambiente (ameaça, conforto, confiança), pelo papel que estamos desempenhando nele (mãe, chefe, amiga, etc.) e das nossas características de personalidade (valores, moral). É difícil isolar apenas um fator que seja decisivo na determinação do comportamento humano (Freud que o diga! De acordo com este grande médico neurologista, o comportamento humano é explicado pelos níveis de consciência e, de maneira ampla, o comportamento é uma expressão de nosso inconsciente. Logicamente, o trabalho dele é muito, mas muito, mais do que isso. Não vamos perder o foco, voltemos ao assunto). Podemos considerar essas diversas influências, internas e externas. Assim, no ambiente das práticas corporais não
é diferente.

Há muitos estudos demonstrando que nós, seres humanos, nos envolvemos e engajamos em atividades que nos permitam ter sentimentos de autonomia, capacidade, competência, êxito, sucesso,
grupo, dentre outros. Então, primeiro de tudo, temos que pensar em alguma atividade que possa trazer bons sentimentos, que possa trazer satisfação e prazer. Se você for uma daquelas pessoas
traumatizadas com as aulas de Educação Física da escola nas quais você era a última a ser escolhida para jogar ou que todos brigavam com você quando errava alguma coisa (oi, bem-vindas ao time!), a nossa missão em encontrar alguma atividade que você goste é mais complexa (mas nunca impossível!). Isso porque associamos esses sentimentos ruins (incompetência, julgamentos) com as práticas. Hoje em dia existem TANTAS modalidades que eu tenho certeza que há alguma que você irá se identificar e gostar muito (muitas amigas que não gostam de treinos, adoram pilates, por exemplo).

Para mudarmos nosso comportamento, primeiramente, precisamos querer. Eu sei, parece bobagem, mas é verdade. Há estágios de mudanças de comportamento, os quais vou escrever e finalizar
a seguir. A ideia é que você identifique onde se encontra e tente mudar para melhor (porque sim, vou insistir eternamente que você mude para um estilo de vida ativa ou mantenha, caso esteja pensando em parar, ou apenas continue). São cinco estágios de mudança de comportamento: Pré-contemplação (não há intenção de mudar), Contemplação (existe a intenção, mas não há atitude), Preparação (já intenção e pretensão em iniciar algo em breve), Ação (yes! O comportamento muda e está nos primeiros seis meses do início) e, por fim, Manutenção (adquiriu-se o comportamento e está engajado há mais de seis meses). Gente, é real isso! Nos primeiros três meses de prática, há uma gigantesca taxa de desistentes das práticas. Se você persistir por mais de seis meses, há grandes chances de manter esse estilo de vida (vou chamar assim). E aí eu te pergunto: Por que, primeiro, preciso querer mudar? Olha lá o primeiro estágio! Se não houver intenção de mudar, nada acontecerá, mas se alguma coisinha aí dentro, às vezes, já te fala para iniciar alguma atividade, MARAVILHA, entramos para a contemplação e falta pouco para que você mude.

Agora, os motivos da Miranda gostar mais do que você, é outra longa história. Nossas motivações podem ser intrínsecas ou extrínsecas, podemos ser mais ou menos autodeterminados, dentre outros muitos fatores que falaremos outro dia. Por hoje, é isso. Pense em qual estágio você se encontra e, amiga, vá em frente!

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Amanda Louzeiro

Em Agosto/18, através de exames de rotina, fui, salva, pelo diagnóstico de câncer de mama, estágio 01, evoluindo rapidamente, após o laudo da cirurgia, para o estágio 02, o que me levou a realização da quimioterapia, iniciada em Janeiro/19 e chamada de “Dose Densa”.

É o nome assusta, eu me assustei por uns instantes, mas em nenhum momento eu achei que não daria certo, ao contrário , em meu coração sempre teve gratidão por ter a oportunidade de lutar para viver, por ter alguma chance, por viver nesse mundão tão louco mas ao mesmo tempo tão maravilhoso. Fui salva desde o primeiro dia do meu diagnóstico.

Hoje dou adeus aos últimos resíduos deste medicamento que salvou a minha vida! Foram dias difíceis, mas desde o início sempre tive a certeza da minha vitória e da minha cura.

Em meu coração a gratidão só aumentou, por tudo ter sido como foi, por Deus junto aos médicos terem me dado a minha sobrevida, por colocar paz em meu coração nos momentos sofridos e me fazer crer que um novo dia sempre chega e ele chegou!

Em especial quero agradecer a minha Mãe Ana de Mendonça, ao meu Namorado Rafael Martins, ao meu Padrasto Jaci, a minha pequena Helena, minha irmã Mariana, que ficaram ao meu lado dia e noite lutando, sentindo, torcendo e zelando pelo meu bem estar e saúde!

Aos meus familiares e amigos, aos amigos que tive certeza que sempre pude confiar, aqueles que chegaram para ficar e até mesmo aqueles que se afastaram, eu quero agradecer também! A vida é muito linda e eu sou grata por apreciar cada detalhe dela.

Obrigada Deus, por tudo ter sido como foi.

” O câncer nasceu em mim , mas eu renasci dele “.

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Façam o auto exame e os exames de rotina, salvou minha vida e pode salvar a sua também!
 Outubro rosa é todo dia 

#câncertemcura
#cancerdemama
#euacredito

Obs: estou devidamente autorizada e seguindo todas as recomendações da minha oncologista ao me expor ao sol ( proteção solar FPS fator alto reaplicado a cada 2h, roupas proteção UV, chapéu, hidratação, alimentação e o horário permitido para exposição solar!

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Ana Germano

Bom, a minha história começa em março de 2017, quando descobri um pequeno carocinho na mama esquerda. Não esperava que esse carocinho seria o começo de luta.

Depois disso fui encaminhada para fazer uma biópsia que doeu muito, mas eu estava lá e tive a companhia da minha irmã, Neide Bezerra, que me deu força.

30 dias depois veio a tal notícia que não queria ouvir: Carcinoma Ductal. Na hora que ouvi pedi para a médica traduzir kkk pois não tinha ideia de o que significava e ela me disse mais uma vez que eu estava com câncer de mama, uma notícia que jamais esperava ouvir.

Me senti tão frágil que não sabia o que fazer. Estava ali, sozinha, sem saber o que fazer a não ser chorar, mas,  como Deus é maravilhoso, ele me deu forças para eu conseguir dar a notícia a todos os meus irmãos.

Com a ajuda do meu amigo Valdir Semensato, consegui marcar uma consulta no Hospital do Amor, e foi aí que começaram as consultas, exames e a espera da cirurgia, feita em 17 de julho de 2017. Fiz uma mastectomia com esvaziamento de axila e foi um sucesso.

Só tenho a agradecer aos doutores Rafael e André, e também à fisioterapeuta Adriana, que são anjos que Deus colocou na minha vida.

Depois de alguns meses tive de fazer uma consulta e ouvi o que não queria: precisava fazer a tão temida quimioterapia durante 16 sessões. Isso me assustou um pouco, mas para que eu conseguisse enfrentar, Deus me deu uma família maravilhosa.

Meu marido Celso Cardoso, mesmo de longe, estava sempre presente durante o tratamento. A minha filha Maria Eduarda, minha companheira. Minha cunhada Bruna Cristina, que estava presente na minha primeira sessão de quimioterapia. 

Depois de 14 dias da primeira sessão, veio a queda dos cabelos, mas eu não fiquei careca sozinha. Alguns familiares me apoiaram nessa causa, como meu marido, meu irmão (Raimundo), meu cunhado e meu amigo Adilson, que ficaram carecas junto comigo. 

Também agradeço minha irmã e amiga do peito, Fran Germano, que durante a recuperação sempre esteve ali presente para me ajudar.

Graças a Deus conclui todas as sessões sem nenhum problema e sem reações.

Depois de acabar todas as sessões fiquei muito ansiosa para passar logo pela radiologia, porque queria saber se teria que fazer radioterapia ou não. Mas fui surpreendida pelo meu médico quando ele disse que eu não precisaria. Nessa hora vieram as lágrimas, que não foram de tristeza, mas sim de de alegria e agradecimento. 

Hoje em dia, faço acompanhamento há seis meses e faço uso do tamoxifeno.

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Minha experiência como Coach em Resiliência

Nesses quase dois anos de contato e atendimento a pacientes do IQ&B, depois de muitas sessões, conversas, reflexões, troca de ideias e energias, posso dizer que estou muito melhor como ser humano do que era antes!

Quanto aprendizado! Quantos ensinamentos tenho recebido! E eu que achava que tinha muito mais a ensinar do que receber!

Tenho convivido com mulheres maravilhosas, tão fortes na sua dor, tão valentes no seu sofrimento, que muitas vezes me surpreendem pela forma equilibrada e positiva com que conduzem a sua vida mesmo diante de tanta adversidade.

E então eu posso dizer que tenho convivido com a resiliência na sua forma mais pura e autêntica, com pessoas que diante de um mundo que está desmoronando conseguem encontrar alternativas para continuar mantendo a esperança e o sentido da vida!

Eu aprendi que podemos ser o máximo de nós mesmas, que como diz o ditado:

”A esperança é a última que morre”, e ainda acrescentaria “alimentada pelo amor”.

Eu trabalho com a minha experiência como Psicóloga e Coach, uso de diferentes metodologias para ajudar as pessoas a traçarem planos e estabelecer passos para atingirem o que precisam. Mas aqui devo dizer que toda essa bagagem de conhecimentos, deve ser fortemente incrementada como o sentido de amor pelo próximo e pela vontade de ajudar, seja lá de que forma for!

Muitas vezes, não há muito o que fazer, nem o que dizer, não há uma técnica ou uma mágica que possa ajudar a enfrentar tamanha adversidade!

E eu, que me vi perplexa e mobilizada pelo intenso sofrimento de um semelhante, digo, o que fazer? Faça o que o seu coração mandar, a sua alma, ou seja lá o que for que venha de dentro de você, e que possa te inspirar. E podem ter certeza, a gente tem essa sabedoria interna e consegue buscar lá de dentro do âmago do nosso ser, a energia e a força que precisamos.

Para concluir, quero deixar o meu imenso agradecimento para todas essas mulheres poderosas, com as quais tenho convivido nesses últimos anos, e dizer, que, seja de que forma for, estarei sempre pronta a descobrir com vocês novas possibilidades, novos caminhos, novos passos, para a conquista do que almejam para suas vidas.

Obrigada, hoje e sempre!

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Pesquisa das Oficinas de Auto Maquiagem do De Bem Com Você

Cats lindas, com certeza vocês devem conhecer as oficinas de automaquiagem organizadas pelo De Bem Com Você.

Mas vocês sabiam que eu sou a embaixadora do projeto aqui no Brasil? É muito legal fazer parte dessa iniciativa e fico muito feliz de ver como as oficinas mudam as vidas das Cats.

Através das oficinas gratuitas as Cats aprendem técnicas de beleza que ajudam a superar os desafios com a aparência, como perda de cabelo, descoloração e ressecamento da pele.

O mais legal de tudo é saber que essas oficinas tem um aspecto muito positivo na vida das pacientes e isso comprovado pelo Instituto ABIHPEC

Ahhh e se você ainda não participou de nenhuma oficina mas está louca para fazer parte, tenho uma ótima notícia. Você pode se inscrever através desse link para uma Oficina de Automaquiagem. Iremos realizar a oficina uma vez por mês lá na nova sede do Instituto Quimioterapia e Beleza.

Eai, vamos lá?

Os resultados da pesquisa foram baseados em dados de mais de 10.000 mulheres em 11 países durante 2018. O Programa Look Good Feel Better 2018 obteve os seguintes resultados.

Um AUMENTO de 93% na confiança entre as mulheres depois de participarem do programa.

  • 48% relataram sentir-se muito confiantes ou confiantes antes de participarem de uma oficina, em comparação com 92% após participarem de uma oficina. No Brasil, a confiança após a participação na oficina é maior do que 96%.

Uma REDUÇÃO de 94% nos entrevistados que sentiam pouca ou nenhuma confiança em sua aparência após a conclusão do programa.

  • 26% relataram sentir-se pouco ou nada confiantes com sua aparência antes de comparecer a uma oficina, em comparação com menos de 2% (1,6%) após a participação na oficina. No Brasil 0,1% não se sentem confiantes com sua aparência /autoestima após participarem de uma oficina.
  • 90% dos entrevistados concordam ou concordam totalmente com a afirmação de que sua aparência os faz sentir-se mais confiantes. No Brasil a pesquisa obteve o resultado de 96%.
  • 96% dos entrevistados classificaram o programa Look Good Feel Better como muito importante ou importante na melhora da autoestima. No Brasil o resultado é de 96,4%.
  • 95% dos entrevistados indicaram que estavam satisfeitos com o que aprenderam através do programa Look Good Feel Better. No Brasil a satisfação é de 96,4%.
  • 94% dos entrevistados sentiram-se apoiados pelos outros participantes do programa, (mulheres que estão em tratamento oncológico). No Brasil esse sentimento de apoio aparece em mais de 96%.

Na foto abaixo vocês podem conferir visualmente alguns dados coletados através de pesquisas com as Cats que já realizaram as oficinas.