Oi Flávia! Quero te contar um pouquinho da minha (longa) história ️
Sou Juliana, tenho 33 anos, nasci e vivi em Floripa e moro há 10 anos aqui em Curitiba com meu marido, que originalmente é de videira. Temos 2 filhas, uma com 6 anos e outra com 3 anos e meio.
Não tenho genética de câncer, sempre tive boa alimentação e pratiquei atividades físicas.
Sou psicóloga e trabalho com consultoria como headhunter… aliás esse ano foi MEGA estressante na conciliação trabalho-lar…
Desde março eu notava um líquido no sutiã, meio caramelo
Fui a gineco, fiz exames e tudo ok
Fui ao endocrino, só uma variação pequena no TSH que ele nem receitou medicação
Fiquei encucada com o tal líquido e a gineco me passou pro marido dela (que é masto)
Ele disse que como eu fiquei com os ductos alargados pelas amamentações, devia ter criado um “sebo” que escorria (a tal secreção no sutiã) e me indicou uma ressecação dos ductos. Eu fiquei em choque!
Resolvi consultar uma 2a opinião… achei um médico, mas por acaso do destino, a secretária me agendou com outro médico de mesmo nome- por acaso oncologista que acabou me atendendo pra eu não perder viagem.
Ele não identificou nada e me mandou fazer outra US mamária… e nada!!
Chegado o dia da consulta com o médico”certo”, me pediu vários exames a mais, inclusive de prolactina… pq qdo ele apertava o bico do seio, saía leite. Ele disse q eu tava com galactorreia.
Pra estranheza de todos repeti o exame da prolactina 2x e não deu nenhuma alteração.
Como última cartada ele me pediu pra fazer outra us (nesse momento já era a 4a!!!) com uma médica em específico, chamada Maria Helena.
Ela me virou do avesso, fiquei mais de 40min na us, ela me colocou de volta na mamografia e no final achou “alguma coisa não identificada”. Resolveram em consenso que eu fizesse uma biópsia core. Eis que dia 29.09 peguei meu laudo e falei pro meu marido FUDEU
Carcinoma ductal infiltrante. Chorei, tremi, me desesperei… só pensava que ia morrer e deixar minha filhas pequenas
Depois desse 1o momento de choque, fui racionalizando, encontrei seu site via insta… comecei a pensar: se Deus me colocou pra jogar esse jogo, vou entrar pra ganhar. Sem vitimismo, sem questionamentos.
Ler e ver mulheres lutando, vencendo e continuando com sua vaidade e alto estima me deram (e dão) muita força… eu uso peruca, o estigma “do lencinho” ainda é pesada pra mim. As pessoas param, olham, te olham com cara de enterro e/ou incredulidade.
Mas cabelos crescem e o que eu quero é minha plena saúde de volta
O intrigante dessa minha história é:
* esse “negocinho” por tanto tempo não identificado cresceu e ficou palpável depois da biópsia (tem uns 3cm)
* o médico nos contou que esse líquido não tem nada a ver com o carcinoma
Tenho plena certeza que esse foi a forma de Deus fazer com que encontrássemos
Flávia, muito obrigada pelo seu trabalho e muito obrigada por ser vencedora e um exemplo de luta árdua, mas com vaidade sim!!!
Um Beijão da sua conterrânea
