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FARM + Quimioterapia e Beleza

Em uma ação para o Outubro Rosa, o Instituto Quimioterapia e Beleza se uniu com a Farm e com as Empooderadas para uma campanha linda. 

Durante todo o mês de outubro, em todas as lojas físicas e no site da FARM, estarão a venda alguns modelos de camiseta que são resultado dessa linda parceria.

Cada camiseta será vendida por 98 reais e uma porcentagem das vendas será revertida para o Instituto Quimioterapia e Beleza.

Não fique fora dessa. Garanta a sua!!

#nadadetristeza

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VACINAS QUE PODEM ACABAR COM O CÂNCER – A VACINA ANTI HPV E O CÂNCER DE COLO UTERINO POR DR. FELIPE ADES

O HPV (human papillomavirus) é um vírus de transmissão sexual que pode causar diversas doenças, desde verrugas genitais, câncer de colo uterino e, em menor proporção, contribuir para o desenvolvimento de câncer de orofaringe e de pênis.

A infecção pelo vírus HPV é responsável por praticamente todos os casos de câncer do colo de útero e um percentual significativo de câncer do canal anal. Existem diversos subtipos do vírus e cada um está associado com um tipo específico de manifestação. Os mais relacionados ao câncer do colo uterino são os tipos HPV16 e HPV18, mas outros subtipos também são implicados, como o HPV6 e HPV11.

Hoje existem no mercado três tipos de vacinas contra HPV, todas com comprovada eficácia em prevenir a infecção pelo HPV. As vacinas são mais eficientes se aplicadas em pessoas que ainda não tiveram contato com o vírus, sendo portanto mais eficazes se administradas antes do início da atividade sexual. No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a administração em meninas e meninos na faixa de 9 a 13 anos.

A vacina pode ser aplicada em pessoas em idade superior a recomendada, mas em outras faixas etárias a eficácia da vacina é menor. Pessoas já infectadas pelo HPV não se beneficiam da vacinação para o mesmo subtipo de HPV, mas podem se imunizar contra os outros subtipos (por exemplo, se uma pessoa já foi infectada pelo tipo HPV18 a vacina só vai proteger contra os outros subtipos, como o HPV16, 11 e 6).

Este é um dos maiores avanços no combate e controle do câncer, e é esperada uma redução dramática nos novos casos de câncer de colo uterino nos próximos 30 anos por conta da vacinação em massa. Quem sabe um dia nós consigamos erradicar essa doença do planeta?

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Bronzeamento e o risco de câncer de pele por Dr. Felipe Ades

Bom dia Cats!! Vale a pena conferir a matéria do nosso diretor cientifico Dr. Felipe Ades, oncologista, que nos informa sobre bronzeamento artificial bronzeamento ao sol e o risco de câncer de pele!!

Os melanócitos são as células responsáveis pela produção do pigmento escuro da pele, conhecido como melanina. Quando a radiação ultravioleta do Sol atinge a pele, os melanócitos são estimulados a produzir mais melanina, causando assim ao bronzeamento. Em última análise o bronzeamento é uma reação da pele à agressão pelos raios ultravioletas.

A exposição repetida à radiação ultravioleta causa o envelhecimento precoce da pele. É comum notar-se, em pessoas mais velhas, a diferença da pele de áreas expostas continuamente ao sol, como mãos e face, com áreas não expostas, como a pele do abdome. Há muito menos nevos (as pintas escuras da pele) em áreas protegidas do sol que em áreas expostas. Nota-se também maior surgimento de rugas e mudança da textura da pele em pessoas que tiveram exposição crônica ao Sol.

O risco de queimadura e dano à pele é proporcional à intensidade dos raios ultravioletas, ao tempo de exposição e ao tipo da pele. Quanto mais intensa a exposição, maior é o risco de queimaduras solares e danos ao DNA das células da pele.

Os tipos de pele são classificados em 6 níveis, quanto maior a classificação, maior a resistência da pele aos raios ultravioletas. Esta classificação é conhecida como fototipo e graduada de acordo com a escala de Fitzpatrick. (veja a tabela abaixo)

Tipo da peleCor da peleReação ao Sol
1BrancaSempre queima e não bronzeia
2BrancaSempre queima e bronzeia pouco
3Branca a morenaQueima pouco e bronzeia gradualmente
4Morena claraQueima pouco e bronzeia
5Morena escuraQueima raramente e bronzeia muito
6NegraNunca queima e bronzeia muito
Lesões da pele em uma mulher jovem com fototipo 1.

O maior perigo dos danos ao DNA das células da pele, no entanto, é o aparecimento de diversos tipos de câncer de pele, como carcinomas basocelulares, espinocelulares e melanoma, o câncer de pele mais agressivo.

Por isso os médicos recomendam evitar a exposição solar no período de 10h da manhã às 16h, onde há grande intensidade de raios ultravioletas, em particular UVB, a mais nociva para a pele.

E quanto às câmaras de bronzeamento artificial, são seguras?

As câmaras de bronzeamento artificial funcionam expondo os usuários à radiação ultravioleta (UVA e UVB), semelhante à radiação solar. Elas são programadas para liberar uma grande quantidade de radiação ultravioleta em um pequeno período de tempo. Seus danos à pele são tão intensos quanto os danos da radiação solar. Dependendo da intensidade das lâmpadas usadas, a exposição a radiação ultravioleta pode ser até maior que a da radiação do Sol.

Protetores solares bloqueiam os raios ultravioletas.

Exposição a raios ultravioletas, sejam eles do Sol ou das câmaras de bronzeamento artificial, aumenta a risco de desenvolvimento de todos os tipos de câncer de pele.

Diversos estudos avaliaram a relação entre câncer de pele e o hábito de se bronzear em câmaras de bronzeamento artificial. Uma análise combinada de diversos estudos conduzidos nos Estados Unidos, Austrália e Europa mostrou uma forte associação entre bronzeamento artificial e o desenvolvimento de melanoma. Um segundo estudo avaliou se o risco de desenvolvimento de câncer de pele seria menor com o uso de câmaras de bronzeamento mais modernas e constatou que não há diferença. As câmaras modernas emitem altas doses de radiação ultravioleta sendo também arriscadas. Foi estimado que nos Estados Unidos, Austrália e Europa ocorram 400.000 novos casos de câncer de pele por ano relacionado ao uso de câmaras de bronzeamento, sendo 10.000 deles melanomas, o tipo mais perigoso de câncer de pele.

Na nossa sociedade a pele bronzeada é associada à saúde e jovialidade. Em outras sociedades, como em países asiáticos, o padrão de beleza é o oposto, quanto mais branca a pele, melhor.

É importante notar que qualquer tipo de bronzeamento é, biologicamente, uma reação da pele à agressão pelos raios ultravioletas. Se você quer se bronzear, não existe uma recomendação médica formal quanto a como fazer isso. No entanto existe uma recomendação médica quanto a como se proteger do excesso de raios ultravioletas.

  1. Evite se expor ao Sol no horário de maior incidência de raios ultravioletas (10h as 16h).
  2. Não faça bronzeamento artificial.
  3. Use protetor solar compatível com seu tipo de pele e reaplique em intervalos regulares e após entrar na água.
  4. Para crianças pequenas, em particular menores de 5 anos, use roupas que protejam do Sol e protetor solar em áreas expostas.
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LASER DE HÉLIO-NEON NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA MUCOSITE CAUSADA POR QUIMIO E RADIOTERAPIA POR DR. FELIPE ADES

Cats queridas,  quem aí também sofreu muito com o aparecimento de aftas por conta da quimio/radio, ou até mesmo com mucosite??  Nessa matéria do nosso diretor cientifico explica como prevenir e tratar esses efeitos colaterais chatos!! 

Uma das características mais marcantes da célula do câncer é sua alta replicação. Estas células são capazes de se multiplicar mais rápido que as demais células normais do corpo, e assim formam os tumores.

A quimioterapia tradicional, conhecida também como quimioterapia citotóxica, age justamente atacando as células que se multiplicam mais rapidamente. Assim esses tratamentos são capazes de matar as células cancerosas, aumentando a chance de cura e o controle do câncer. Veja aqui uma matéria sobre a quimioterapia, veja aqui uma matéria sobre os tipos de quimioterapia e aqui sobre as informações necessárias para se iniciar um tratamento com segurança.

No entanto esses medicamentos têm efeitos colaterais em células normais do corpo que também se multiplicam rápido, como os cabelos e o sistema imunológico. É comum observarmos, com alguns tipos de medicamentos, a queda dos cabelos e a redução temporária da imunidade, no exame de sangue.

Um efeito colateral observado em alguns tipos de tratamento é a mucosite, uma espécie de inflamação nas peles que recobrem a boca. Isto também ocorre porque a células da pele da boca se multiplica numa velocidade um pouco mais rápida. Por vezes há apenas algumas aftas, mas em casos piores acontecer dor importante, dificultando a alimentação, causando desconforto e atrapalhando o tratamento do câncer. A mucosite tende a ser pior quando se faz radioterapia da região da boca ao mesmo tempo, como no caso dos tumores da cabeça e pescoço.

Felizmente é possível prever os tipos de tratamento que causam mucosite e prevenir seu aparecimento. A dentista Simone Levy dá algumas dicas sobre como os dentistas podem ajudar no tratamento da mucosite.

“Todas as pessoas que forem fazer tratamentos com quimioterapia ou radioterapia, capazes de causar mucosite, devem ser avaliadas por um dentista, especificamente do estomatologista, o dentista especialista em doenças bucais. A avaliação deve ser feita antes, durante e depois do tratamento. Caso hajam cáries a serem tratadas, elas devem ser feitas antes do começo da quimioterapia.

A manutenção da saúde bucal é de extrema importância pois a mucosite pode interferir no estado nutricional e na qualidade de vida destas pessoas. O uso de medicamentos antifúngicos, como a nistatina, pode diminuir a chance de aparecimento das aftas e a terapia com laser de Hélio-Neon de baixa intensidade diminui a duração dos sintomas, ajudando na cicatrização.”

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CÂNCER DE COLO UTERINO – PRINCÍPIOS BÁSICOS POR DR. FELIPE ADES

Bom dia, Cats!! 

 Vocês conhecem os princípios básicos da prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de colo uterino?? 

 O oncologista Dr. Felipe Ades, nosso diretor científico, explica bastante sobre o assunto para nós nesse texto!! 

 Confiram:

O Câncer de colo uterino, também conhecido como câncer de útero, é um dos cânceres mais comuns entre as mulheres no Brasil, principalmente nas regiões norte e nordeste. O colo uterino é a região do útero que fica por fora do órgão, no fundo da vagina (veja na imagem abaixo a anatomia da vagina e do útero). O principal fator de risco para o câncer de colo uterino é a infecção pelo vírus HPV.

O HPV pertence a uma grande família de vírus conhecidos como Human Herpes Virus. A infecção é, em geral, por contato sexual e costuma ser mais perigosa quando acontece na adolescência. Isto ocorre porque durante este período existem modificações no corpo da mulher, incluindo mudanças nos órgãos sexuais, que preparam a mulher para gerar uma criança no futuro. Este período de modificação diminui temporariamente a capacidade do corpo da mulher de se defender da infeção pelo HPV e, caso a infecção ocorra, ela pode causar uma espécie de inflamação prolongada no colo do útero, que no futuro pode levar ao câncer.

Existem vários tipos de vírus HPV, alguns causam apenas verrugas genitais, já outros são capazes de gerar essa inflamação prolongada no colo uterino e o câncer. Esses são os vírus HPV16 e HPV18. A identificação desses vírus foi muito importante para o combate ao câncer de colo uterino. Através dessa pesquisa foi possível criar vacinas capazes de ensinar o sistema imunológico a combatê-los. Hoje dispomos de três vacinas no mercado contra o HPV e se formos competentes em vacinar todas as meninas e meninos antes que entrem em idade sexualmente ativa é provável que possamos praticamente fazer desaparecer essa doença do mundo em 20 ou 30 anos (veja aqui uma matéria sobre a vacinação contra o HPV). Outra importante medida de saúde é que continuemos com campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis através do uso da camisinha. Assim como AIDS, gonorreia e herpes genital, o câncer de colo uterino também pode ser prevenido com o uso da camisinha.

Para este tipo de câncer dispomos de um exame capaz de detectar a doença quando ela ainda está pequena e com grandes chances de cura, conhecido como exame de Papanicolau ou o exame preventivo do colo de útero (veja aqui uma matéria sobre exames de prevenção do câncer). Neste exame o ginecologista faz um raspado do colo do útero, com uma espécie de escova especial para isso, retirando algumas células do colo do útero que já descamariam normalmente. Estas células são então observadas no microscópio para avaliar se estão normais ou se existem alterações que sugiram a presença de um câncer.

Caso o exame seja suspeito o médico vai solicitar uma biópsia do colo do útero para confirmar se realmente o diagnóstico está correto. Assim como nos outros cânceres, Isto é feito pela retirada de um pequeno pedaço da pele do colo do útero. O tratamento vai depender de uma série de fatores que o médico ginecologista e oncologista vão avaliar. Será necessário que se façam alguns exames de imagem para avaliar o tamanho da doença, como exames de tomografia e ultrassonografia da pelve.

Caso a doença esteja pequena é possível fazer um tratamento apenas com cirurgia local com a retirada de todo o tumor e do colo do útero. Quando a doença está um pouco maior, mas apenas no útero e por vezes nos linfonodos em volta dele, o melhor tratamento é a radioterapia. Este tratamento é feito com aplicação de radiação externa, como uma radiografia, porém mais concentrado onde está o tumor, e com uma quantidade de radiação maior, capaz de matar a célula tumoral. Por vezes fazemos também pequenas doses de quimioterapia semanais para aumentar o efeito da radioterapia. A radiação é feita apenas nessa hora e não há chance da mulher ficar “radioativa” e espalhar radiação para outras pessoas, é exatamente como um raio X normal.

Em algumas situações podemos complementar o tratamento com braquiterapia, um outro tipo de aplicação de radioterapia. A diferença deste tipo de tratamento para o tratamento com radioterapia externa é que neste caso a radiação é feita apenas no local onde esta o tumor, através de uma espécie de sonda, que é colocada dentro do colo do útero para a aplicação da radiação, e retirada após alguns minutos. Este é um tratamento que pode ser desconfortável durante sua aplicação, mas não tem efeitos colaterais muito importantes e a mulher pode voltar às suas atividades normais no mesmo dia.

O câncer de colo uterino é uma doença que pode ser prevenida e tratada com bons resultados

Caso a doença se encontre espalhada para outros órgãos como o fígado ou pulmões, ainda não existe tratamento capaz de fazer a doença desaparecer por completo. Neste caso o objetivo do tratamento é a redução da doença e seu controle pelo maior tempo possível. Isto é feito com a aplicação de medicamentos na veia, a quimioterapia. Quando aplicamos estes medicamentos no sangue eles conseguem chegar a todas as partes do corpo e, desta maneira, atingir a doença onde quer que ela esteja. Existem vários tipos de quimioterapia disponíveis hoje para o tratamento do câncer de colo uterino que são capazes de controlar a doença por um período longo.

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Minha experiência com cuidados paliativos por Vivi Roos

A nossa querida Cat Viviane Roos nos contou a experiência dela com os cuidados paliativos! Confiram! 

“Os cuidados paliativos, na verdade, não são uma opção, eles são indicados pelos médicos no caso da doença ter avançado para o estágio de metástase onde o paciente terá medicamentos para controlar a doença, mas não para curar. É a assistência integral oferecida para pacientes e familiares quando estão diante de uma doença grave que ameace a continuidade da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Quando o meu oncologista me encaminhou, fiquei com um pouco de receio, porque o que a gente tem na memória desse assunto é que os cuidados paliativos significam que não tem mais jeito, e tal, mas na verdade hoje é indicado que sejam iniciados o quanto antes, junto com os demais tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias, além de incluir todas as investigações necessárias para uma melhor compreensão e manejo dos sintomas.
Os médicos, enfermeiros, massoterapeutas devem conhecer o paciente a fundo e assim melhorar a qualidade de vida dele. Embora eu trate um câncer de mama com metástase óssea e no fígado, tenho poucos problemas que necessitem de intervenção e medicação para dor, mas, caso ocorra, tenho o contato direto com a equipe de enfermagem do hospital onde eu me trato para me ajudar.
Além disso, faço exercícios liberados pelos médicos, me alimento bem, pratico yoga e massagens…tudo para manter meu corpo e mente funcionando da melhor maneira possível.” 

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história sobre Cuidados Paliativos: daniele castro e renato leite

Cats, temos uma história linda para esse sábado: o relato da Daniele Castro sobre o Renato Leite, seu namorado, que passou pela experiência de viver sob cuidados paliativos, um conjunto de práticas de assistência ao paciente incurável que visa oferecer dignidade e diminuição do sofrimento, um assunto super interessante! Confiram o texto dela! 

Quando recebemos o diagnóstico da médica, no início de fevereiro, já soubemos que o Renato era um paciente paliativo, ou seja, que sua doença, para nossa medicina, não tinha cura. Esse é o entendimento atual relativo ao câncer estágio IV (metastático), quando a doença já atingiu outros pontos do corpo além do órgão original. Era assustador mas precisávamos entender, para continuar lutando, que um paciente paliativo não é um paciente terminal. A busca é por controlar a doença e torná-la semelhante a uma condição crônica pra que o paciente possa viver bem pelo máximo de tempo (anos até) dentro de suas condições (permitidas e desejadas). Esse era o nosso desejo. Apesar de querer muito falar de sua situação abertamente, o Renato optou por não o fazer, imaginando que haveria muito mal entendido e que as pessoas, ao ouvirem a palavra paliativo, escutariam a palavra morte, o sentenciaram precocemente e transmitiriam energias de medo e desespero. E ele era um amante da vida. 
A verdade é que as pessoas se apegam muito, principalmente no caso do câncer, à palavra cura, esquecendo que nem todo paciente pode ser curado (e afinal o que é estar curado? Um conjunto de parâmetros médicos…). É preciso falar sobre isso, para que possamos falar sobre a possibilidade da morte e sobre toda a vida que deve ser vivida antes que isso aconteça. É assim pra todo mundo, a diferença é que o paliativo se dá conta disso todo dia (obrigada Thailinn Young por falar disso pra mim lá no início). No caso do Renato, e cada história é uma história, a doença estava bastante avançada, ele tinha muitos pontos de metástase e a luta era mais difícil, mas conhecemos outros casos de paliativos que viviam bem controlando suas doenças (nossa maior inspiração eram as @paliativas no insta, conheçam).
Hoje, vejo que a evidência da morte nos coloca cara a cara com a evidência da vida e nos questiona sobre a forma como queremos viver, inclusive se queremos viver dentro de determinadas condições. Conhecemos nesses meses a medicina paliativa, que ainda está engatinhando no Brasil. Os médicos e as equipes dos hospitais se esforçam mas estão presos a práticas criadas por uma ciência que se desenvolveu pelo olhar para a doença e sua cura e não para o paciente e sua forma (qualidade) de viver, como requer o paliativo. Os hospitais não estão preparados, seus protocolos se baseiam em confinamento, excesso de drogas e procedimentos invasivos. Muitos profissionais parecem perder a capacidade de enxergar o paciente como um ser pleno e autônomo pra conhecer inteiramente sua própria condição e decidir sobre seu corpo. O universo da medicina paliativa é novo e riquíssimo, amplia os horizontes do cuidado, requer uma conjunção de profissionais, práticas, saberes, afetos. Há muito a ser feito.
Não é de hoje, mas agora ainda mais, entendo que é preciso falar sobre a morte sem desespero, com consciência. Mesmo que essa realidade não esteja batendo na nossa porta (e quem sabe, afinal?), é preciso tê-la em nosso horizonte. Falar sobre morte sem que isso esgote nossa vontade de viver, para que possamos pensar nos cuidados, nos grandes e pequenos prazeres e desejos, em como respeitar escolhas relativas ao fim de nossas vidas e, enfim, em como maximizar a experiência de viver de cada um, dentro do que a própria vida permitir.

Obs.: O Renato fez tratamento com quimioterapia, que tinha o objetivo”paliativo” e não de “cura”. Não optamos em momento nenhum por não fazer o tratamento tradicional.

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A relação entre a dieta e o câncer

Boa noite, Cats!  Se vocês têm curiosidade de saber qual a relação das dietas e dos alimentos com o câncer, leiam a matéria abaixo e fiquem por dentro dos estudos científicos acerca desse assunto! 

Os especialistas concordam que manter o peso na faixa saudável, praticar atividades físicas regularmente e não fumar são fatores importantes na prevenção ao câncer. Se alimentar de forma saudável também é fundamental, mas quando se trata dos alimentos que compõem a dieta, no entanto, ainda não há muitas evidências científicas para nos indicar quais os alimentos ideais.

Segundo a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), um terço dos casos de câncer está relacionado a escolha de estilo de vida que inclui a alimentação. Embora muitos pesquisadores tenham se dedicado a esse tema, não é fácil chegar a conclusões definitivas.

Os cinco pontos mais importantes são os seguintes:

1) Não há provas da existência de dietas capazes de evitar o aparecimento da doença.  

É possível que dietas ricas em grãos, azeite de oliva, óleo de peixe, nozes, avelãs, amêndoas e castanhas do Pará reduzam a incidência de câncer de mama. Faltam, no entanto, estudos confirmatórios. Como a maior parte dos casos de câncer está associada a mutações gênicas, é pouco provável que alguns alimentos sejam capazes de corrigi-las.

2) Vegetais como as crucíferas (brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas e outras) são ricos em minerais e vitaminas. 

Seus efeitos protetores foram documentados em relação aos cânceres de boca, faringe, cordas vocais, esôfago e estômago. Por outro lado, pode ser que esses vegetais façam parte da alimentação de pessoas mais cuidadosas, com estilo de vida que as proteja de diversas doenças, inclusive o câncer.

3) A soja 

Um estudo mostrou que, num período de nove anos, mulheres com câncer de mama que consomem quantidades maiores de produtos de soja diminuem 21% no risco de morrer da doença.

4) O café 

São confusas as informações a respeito da relação entre consumo de café e o risco de câncer. Depois de rever perto de mil estudos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que tomar café não aumenta a incidência da doença, pelo contrário, reduz o risco de câncer de fígado e de endométrio, e que ingerir bebidas muito quentes aumenta o risco de câncer de esôfago.

5) Churrascos 

Um estudo recente mostrou que a ingestão de quantidades maiores de carnes grelhadas e defumadas pode aumentar a incidência de câncer de mama, uma vez que essas formas de preparo estão associadas à produção de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs), substâncias carcinogênicas em animais de laboratório.

Alguns trabalhos levantaram a suspeita de que consumo exagerado de carne frita e de churrascos bem passados estejam associados ao aumento de risco de câncer de cólon, reto, pâncreas e próstata.

Fonte: Portal Drauzio Varella

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História de Cat: Camila Teixeira

A Cat Camila Teixeira de Caçapava do Sul/RS nos enviou a história dela, contando o que ela tirou de lição com o tratamento do câncer de colo uterino! 

 Boa tarde, meninas lindas! 

Em primeiro lugar, quero deixar meu agradecimento pelas tantas vezes em que eu vi as Cats por aqui e elas me motivaram.Em 2014 fui diagnosticada com câncer de colo uterino, fiz várias cirurgias e consegui, com muita guarra vencer momentaneamente.Ano passado, em junho, o câncer voltou novamente nas pelves. Fui para as rádios e quimios, passei a maioria dos dias muito bem, terminei em outubro e segui fazendo os exames PET CT de 2 em 2 meses. Em março o câncer no colo retornou e agora comecei meu primeiro ciclo de 6 quimios de 21 em 21 dias, incluindo as fortes.O que tiro de lição de tudo isso é que devo ter muita gratidão à Deus, pois tenho uma família maravilhosa que me ama incondicionalmente, meu esposo que está comigo sempre me dando uma força gigante, com todo o amor e carinho, e amigos brilhantes que me acompanham em todos os momentos.Eu acreditava que dessa vez iria me desmotivar um pouco, em função da autoestima: cabelo caiu, pele ficou seca etc…Mas NÃO, estou no primeiro cliclo de quimio ainda, eu sei disso, mas estou com uma força interna do tamanho do universo, e me achei linda careca, mais amada ainda por todos à minha volta e já me sentindo curada…A minha fé é enorme perto de todo esse tratamento. 

Quero dizer à todas as Cats que passam pelo câncer de colo uterino que tenham fé e coragem sempre, buscando isso em vários aspectos (como se sentir linda e estar sempre com pessoas que amam). Outra coisa que fez muito bem para mim e meu marido foi que, após o nosso casamento em 2015, com a notícia de que não poderíamos ter filhos biológicos, fomos em busca do nosso processo de adoção. Acreditamos sim na vontade Divina, mas a nossa parte nós fizemos, agora somos pais “grávidos juntos”. Parabéns à todas nós, Cats Guerreiras, que amam a vida, amam as pessoas a sua volta e com isso buscam todos os dias a vitória. Sigo firme e forte aqui com muita CORAGEM, GRATIDÃO E AMOR.

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A saúde do homem: prevenção do câncer

Cats, ontem comemorou-se o Dia do Homem e com isso lembramos os cuidados que eles devem ter com a saúde. 

 Leiam abaixo algumas medidas que podem ser tomadas pelos homens para a prevenção ou diagnóstico precoce do câncer masculino. 

 Não fumar, o fumo pode causar diversos tipos de câncer, entre eles o câncer de pulmão, bexiga, leucemia, entre outros. 

Fazer sexo seguro, pois, além de deixá-lo vulnerável a diversos tipos de doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, o sexo desprotegido também deixa as pessoas vulneráveis ao HPV, vírus que pode dar origem ao câncer de pênis e anal. 

Cuidar da próstata mantendo os exames sempre em dia. Muitos homens relutam por medo ou preconceito, mas, além de simples, o toque retal, ajuda a diagnosticar o câncer na próstata precocemente. 

Exercitar-se, os diversos tipos de atividade física praticados regularmente podem ajudar a diminuir o risco do câncer. 

Manter uma dieta balanceada, já que estudos têm mostrado que dietas ricas em gordura animal têm aumentado o fator de risco para vários tipos de câncer. Frutas, legumes e hortaliças são excelentes antioxidantes contra o câncer. Por isso, uma dieta pobre em gordura animal e rica em frutas frescas e vegetais é o ideal para diminuir o risco de ter um câncer. 

Usar protetor solar diariamente, especialmente os homens que trabalham expostos ao sol, porque mais de um milhão de casos de câncer de pele são diagnosticados a cada ano. 

Realizar o autoexame dos testículos mensalmente e desde cedo, já que o câncer de testículo pode atingir os homens desde a sua adolescência. O autoexame dos testículos pode ajudar a detectar esse tipo de câncer ainda em estágio inicial. 

Conheça seu histórico de câncer familiar e se você já sabe os tipos de canceres que atingiram a sua família, avise o seu médico, para que ele possa traçar um planejamento para tentar prever os riscos de você desenvolver um câncer e, se possível, prevenir ou fazer o diagnóstico precoce. 

O ideal é estar sempre informado, atento, seguir as orientações médicas à risca e manter a saúde sempre em dia! 

Fonte: Oncoguia