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Descubra as vantagens do Tamoxifeno

O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células.
É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia.
A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro.
Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas.
Converse sempre com seu médico!

#cancer#cancerdemama#tamoxifeno#seguro#cura#hormonioterapia#medicina

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7 anos de Quimioterapia e Beleza

Há exatamente 7 anos eu estava preparada e cheia de coragem para enfrentar a minha primeira Quimioterapia.
Na noite anterior eu passei horas no computador, eu queria saber como ficar linda durante o tratamento para não assustar ninguém, e para deixar todo mundo mais à vontade com a minha situação – eu queria parecer normal apesar do tratamento; procurei na internet algum truque de beleza para pacientes que ficaram carecas e sem cílios e sobrancelhas, amarrações de lenços, perucas, cuidados com a pele… e não achei ninguém falando sobre o assunto. Resolvi então criar uma página no Facebook e a batizei com as palavras chave da minha pesquisa: “Quimioterapia e beleza”. Pessoas me falaram que era falta de respeito com outros pacientes, que vaidade vinha em último lugar por se tratar de uma doença tão sofrida; e que eu não poderia estar falando sério, que eu estava definitivamente ficando louca.
Pensei bem… e segui em frente com minha página! E ela virou livro, que virou blog, que virou filme, que virou referência para milhares de mulheres e se transformou no Instituto Quimioterapia e beleza – que tem uma equipe maravilhosa que está aqui para ajudar!
💕
Parabéns pra gente!
Obrigada a você Cat, por fazer parte dessa história linda.😻
#quimioterapiaebeleza#7anos#oncologia#chemotherapy#nadadetristeza#aiqueemocao#aiquechique#eusouumacat

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Confira a imagem chocante de uma tomografia

Cats, o Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista compartilhou uma imagem incrível do Jornal médico New England, deste exame de tomografia!!!👁👁
Chocada!!!🙀🙀

“Imagem da semana do jornal médico New England Journal of Medicine.
Este é um exame de tomografia, que faz imagens do corpo humano como se fizesse fatias, que olhamos de baixo para cima. Na imagem a pessoa está deitada com os pés na sua direção e a cabeça atrás da sua tela. A imagem é uma fatia na altura do mamilo.
Na parte de baixo vemos uma vértebra, mais branca. A imagem circular no meio do exame é o coração, ao redor vemos os musculos e costelas e em cinza os pulmões.
A seta preta aponta para um câncer de pulmão. Durante o exame também se observam duas imagens que não fazem parte do corpo humano: o pequeno triângulo é um isqueiro e a seta branca é um maço de cigarros. Ambos no bolso da camisa.”, explica Dr. Felipe.

Muito chocante mesmo, não é Cats?

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INSPIRAR – Simpósio para pacientes oncológicos

Queremos INSPIRAR pessoas, seus amigos e familiares a percorrerem o caminho da adversidade com acolhimento e leveza, durante e após o tratamento do câncer. Acreditamos que, despertando a autoestima, é possível resgatar o brilho pessoal.

INSPIRAR é um encontro de pacientes, profissionais de saúde, familiares, simpatizantes e Ongs parceiras para dialogar e atualizar sobre o enfrentamento e o tratamento do câncer.

No Salão Nobre, convidados especialistas debaterão os assuntos: Novos Tratamentos, A importância da Autoestima durante a Quimioterapia, Direitos de Pacientes, Gravidez e Câncer, Cuidados Paliativos, A Sintonia da Reabilitação, Atividade Física e Nutrição, Sexualidade e Câncer, A Sabedoria da escolha pela Resiliência e Cats na Moda.

Na Sala Tiradentes, as atividades programadas: Oficina de Automaquiagem com o Divo Agustin Fernandez, Cuidados com as unhas, Camuflagem Estética na reconstrução ou reposicionamento da aréola mamária, Musicoterapia e oncologia.

Encerramos com uma apresentação musical!

Confira nossos palestrantes confirmados e toda programação neste link!

Receba seu Certificado de Participação!

Dúvidas e mais informações contate: [email protected] ou [email protected]

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Dia do Voluntariado

Oi queridas Cats, hoje quero usar este espaço para dar um depoimento muito sincero e verdadeiro a respeito do Instituto.

Uma coisa é a gente trabalhar como profissional e fazer um trabalho voluntário de atendimento, outra é estar como paciente, ou alguém muito próximo de um, e precisar de ajuda e acolhimento em momentos difíceis da sua vida.

Eu posso relatar essa experiência pois tenho vivido esses dois papéis, e posso dizer que o meu entendimento do que significa “acolher uma pessoa”, aumentou, amplificou, evoluiu para uma compreensão em uma dimensão muito maior!

Estou lidando com uma situação inédita para mim, tendo que ajudar o meu marido, companheiro há mais de 50 anos, a enfrentar um diagnóstico de um câncer grave, que está minando a sua saúde e nos deixa muitas vezes impotentes e sem saber o que fazer…

Procuro usar de toda a minha energia, minha resiliência e minhas crenças de que podemos nos fortalecer para enfrentar as adversidades da doença, mas sei, e vocês também sabem muito bem que não é uma tarefa fácil…

E num desses momentos difíceis, em que parece que tudo está desmoronando ao seu redor, convidei-o para ir ao Instituto comigo no meu dia de voluntariado, conversar com algumas pacientes, e pessoas maravilhosas que frequentam a casa.

Gente, que acolhimento maravilhoso! Fiquei emocionada de ver!

Esse é o verdadeiro sentido do trabalho do Instituto, acolher, dar atenção, dar carinho, trocar informações, mostrar que além da medicina há muito mais a ser feito por uma pessoa! 

Agradeço à Deborah, essa pessoa maravilhosa, incansável na condução do Instituto!

Ela nos recebeu com carinho e atenção, e deu a ele um livro sobre uma pessoa que teve um câncer muito grave e complementou o tratamento com ozonioterapia. Essa leitura foi muito importante para o meu marido, pois mesmo sendo médico e às vezes mais cético em relação a tratamentos alternativos, achou que que pode ser uma boa opção e ficou mais animado. Conversou com as meninas ouviu relatos, e saiu de lá mais leve e mais animado do que entrou.

Esse é o acolhimento que o Instituto proporciona, receber, atender, ouvir, dar carinho e amor e podem ter certeza que pode ser um santo remédio para os nossos males!

Obrigada Deborah querida, obrigada a todas e vamos em frente!

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Cat Cristiane Pelozato

Estou passando por tratamento por conta de um câncer no cérebro. Há algumas semanas tive que tomar uma decisão importante. Vou iniciar a quimioterapia e a minha medicação pode afetar a minha fertilidade. E tenho como sonho a gestação!

Percebi que a página do Instituto Quimioterapia e Beleza traz muitas mães que passaram por isso com seus filhos novinhos e outras que hoje tem a felicidade da gravidez, como vc. Isso me dá forças para acreditar também que poderei ser mãe.

Estou fazendo uma injeção para proteger meus óvulos, e tenho fé que dará tudo certo e em breve poderei engravidar também.

Já fiz a radioterapia, que causou a queda do meu cabelo, foi um processo tranquilo, e estou bem e feliz. Tenha muita positividade e fé.

Gostaria de compartilhar algumas fotos que fiz, que foi um impulso na minha autoestima. Uma forma de mudar a perspectiva de uma mulher diante da careca. Quis fazer uma ironia positiva pra mostrar que podemos ser mais forte e que nada disso afeta nossa essência e autoimagem.

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O direito ao leite para mães que não podem amamentar: desafios e realidade

Na luta contra o câncer de mama, muitas cats que passaram por mastectomia ou que tenham outro impedimento clínico à amamentação acabam por enfrentar novos problemas: a impossibilidade de amamentar seu filho recém-nascido. Mas o que fazer diante desta situação? O texto a seguir trará algumas respostas para ajudar as cats mamães que não puderem amamentar. Vamos lá!

De forma sintética, a mastectomia é um procedimento necessário pelo qual algumas mulheres com câncer de mama precisam passar para evitar que o tumor se espalhe. Consiste na retirada parcial ou total de uma ou das duas mamas. No caso da mastectomia total bilateral, nossas cats não podem fornecer leite às crianças geradas, o que traz angústias e preocupações.

Além da mastectomia, pode haver outras causas de restrições clínicas ao aleitamento, portanto se o médico responsável pelo tratamento restringir a amamentação, a mãe estará impossibilitada de fornecer leite ao seu filho.

Neste quadro de inviabilidade de fornecimento de leite materno, torna-se necessária a busca por uma fonte de leite externa para alimentação dos bebês. No caso de mães em condição de vulnerabilidade sócio-econômica, a dificuldade para obtenção do leite é grande, isto porque o leite para crianças recém-nascidas possui elevado valor no mercado.

Assim, a busca pelo fornecimento de leite envolve a formulação de pedidos perante programas assistenciais governamentais. Porém, os problemas ainda estão muito longe do fim, sendo que o principal entrave aos pedidos consiste no fato de não existir legislação federal obrigando o fornecimento de leite a crianças em idade de amamentação.

Com este verdadeiro vácuo normativo em âmbito nacional, as alternativas disponíveis são programas estaduais e municipais instituindo o fornecimento do leite, o que poderia ser uma alento às mães.

Entretanto, estes programas, que são institucionalizados por normas (leis, resoluções, portarias e etc…) municipais ou estaduais contemplam o fornecimento apenas para mães portadoras do vírus HIV, desprezando outras causas que impossibilitam o aleitamento materno direto, como os casos em que a mãe submeteu-se à mastectomia.

Entendemos que esta situação causa uma cruel e injustificada desigualdade, na medida em que a lei ou norma infralegal cria uma descriminação da mãe que luta contra o câncer, em relação à mãe portadora de HIV.

Esta desigualdade representa uma quebra ao princípio da isonomia, o qual constitui um dos princípios fundamentais de nosso país e está previsto expressamente na Constituição Federal, a qual , de modo simples, representa a lei maior que guia o Brasil, estando acima de qualquer outra lei, resolução ou portaria.

Assim, alertamos à cat que tenha passado por mastectomia, e que viva em cidade ou estado no qual exista programa de fornecimento de leite a mães portadoras de HIV, que ela tem direito a obter leite para seu filho nos mesmos moldes em que o leite é fornecido às mães portadoras de HIV.

Provavelmente o ente governamental responsável pelo programa, seja estado ou município, negará o pedido de fornecimento de leite, porém a cat que continuar sua luta e buscar seus interesses na Justiça, terá grandes chances de ver seu direito concretizado.

Além da via judicial, precisamos destacar algumas alternativas existentes, de modo a facilitar o caminho das mães que passaram por mastectomia, pois alguns estados e municípios possuem programas distintos para o fornecimento de leite. O Estado de São Paulo, por meio da Resolução 336/2007 da Secretaria de Saúde, instituiu programa de fornecimento de leite até os dois anos de idade para crianças intolerantes à lactose. Deste modo, se o filho da cat tiver intolerância à lactose, o caminho para obtenção do leite torna-se mais fácil, uma vez que já existe a previsão de fornecimento pelo Governo do Estado de São Paulo.

Para os residentes da cidade de São Paulo, existe o programa Leve Leite, que distribui leite a famílias socialmente vulneráveis que preencham os requisitos e cadastrem-se na Prefeitura de São Paulo. Alguns outros (poucos) municípios também têm programas assistenciais, vale a pena pesquisar o website da prefeitura da sua residência e também realizar o Cadastro Único centralizado, que deve ser feito no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) existente no município em que residir a cat. O link para obtenção dos endereços de todos os CRAS do Estado de São Paulo, para escolha do mais próximo de sua residência clique aqui.

No caso das cats residentes de outros estados, recomenda-se que seja feito acesso ao website dos respectivos governos estaduais, para pesquisa dos centros de assistência social de cada estado.

Por fim, reitera-se que a discriminação das mães que não puderem amamentar devido ao câncer não se justifica. Disto, percebemos duas coisas:

  1. É importante que a mãe procure seus direitos na justiça, por meio de um profissional especializado na área de saúde e cidadania, de modo a receber o leite a que seu filho tem direito!
  2. Seria fundamental levarmos este debate à sociedade para elaboração de projeto de lei instituindo programas nacionais de fornecimento de leite a mães em posição de hipossuficiência econômica, que por motivos de saúde estejam impossibilitadas de amamentar, pouco importando o problema que inviabilize a amamentação, pois o que está em jogo é a saúde e o desenvolvimento de um ser inocente e indefeso que deve ser protegido.

Por enquanto é isso. Força cats e até o mês que vem!

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Claudia Pinange

Queria contar um pouco da minha história para vocês e principalmente as pessoas que nos jogam pedras.

Eu tenho 45 anos e luto contra o câncer há 2 anos, sempre fui uma pessoa batalhadora, fiz acessórios na mão para pagar faculdade, sempre trabalhei desde meus 14 anos. Trabalhei duro para criar meus filhos. 

De uns tempos para cá tenho muitas dificuldades para efetuar meu trabalho. Passei por graves problemas pessoais nos quais fui agredida por meu ex companheiro, que não aceitou por que estava careca, debochada, por que tive aumento de peso, e um buraco gigante se abriu em mim….

Olho para o espelho e busco a pessoa que sempre sorriu, ela sumiu… Quando busquei ajuda psicológica amenizou um pouco minha dor, por que sempre na minha cabeça a culpa.

Não me julgue, sou mãe de três filhos e não sou um câncer, não sou feita de câncer, tenho sentimentos, tenho emoções, quero muito minha cura e choro ao escrever isso, para alguns é likes, para mim um desabafo para muitas que também passam pela dor que passo.

Eu venho buscando me reiniciar ao longe desse tempo com tantas dores, dores na alma e no físico, inchaço, medo de sair, mesmo assim eu queria que você que está lendo essa mensagem é para te dizer que choramos, sofremos, sentimos dores mas estamos aqui. 

Nessa madrugada resolvi escrever por que estou solitária, queria que meus filhos soubessem que eu os amo, não fui a mãe que gostaria poruueq tinha que trabalhar muito, mas fui o que pude.

Quero deixar aqui registrado que não está sendo fácil, que a depressão me pegou e que além das sequelas do câncer, inchaço, diabetes, minha cabeça não aguentou toda essa pressão. 

Nunca debochem de quem tem depressão, nunca perca a fé na humanidade, vamos buscar espalhar amor. 

Eu conto com vcs para me ajudaram divulgar meu trabalho @ateliepontochic não sou famosa, não tenho dinheiro, mas sou digna e tenho muita honra. 

Talvez minha história não traga likes, como muitos desejam, mas abri meu coração.

 #diganaoaviolencia #violência #justiça#mulher #woman #depressao#cancertemcura #love #paz #psi#cancer#mexeucomumamexeucomtodas#friends #umabracocura #jesus#mulheres #perseverança #fe #lutar#careca #mexeucomtodas#mulheresunidas

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Cat Gi Ferreira

Meu nome é Giselle Cristina Ferreira Martins tenho 42 anos, moro na cidade de Campo Grande/MS. Em 2014, fazendo auto exame, descobri nódulo na mama esquerda, fui ao meu ginecologista e fizemos uma PAAF em que o resultado foi: lesão epitelial ploriferativa sem atipia.

Para meu alívio, nódulo benigno. Naquele momento não era necessário cirurgia apenas acompanhamento. Em outubro de 2018 realizei exames de mamografia e não apareceu nada, fiz a ultrassonografia e constatou que o nódulo havia crescido e tomado forma diferente, bem vascularizado. Resultado birads 4. Fui encaminhada pelo SUS em Dezembro ao @hospitaldecanceralfredoabrao.

La realizaram a core biopsy do nódulo e um PAAF de um linfonodo aumentado. No dia 29 de janeiro de 2019 veio o tão temido resultado. Ao entrar no consultório, a primeira coisa que o médico me perguntou era se eu estava sozinha, e ali eu senti que algo ia mudar profundamente na minha vida.

Dr Vitor Rocha (mastologista) foi super cauteloso que só quando minha amiga entrou ele falou do diagnostico e em nenhum momento usou a palavra câncer. Disse que o resultado não era bom mas me deu maior força em relação ao tratamento. Era um carcinoma invasivo grau 2.

Naquele momento fiquei sem reação e ao mesmo tempo um turbilhão de pensamentos dentro de mim. Ele me encaminhou ao cirurgião Dr Manoel Dutra para dia seguinte. Em uma semana fiz a cirurgia quadrantectomia e para minha surpresa foi necessário fazer o esvaziamento axilar pois o câncer havia comprometido 7/19 linfonodos da axila. Depois de 30 dias fui ao consultório para resultado da biopsia: Carcinoma mamário ductal invasivo, hormônio positivo, estadiamento nível 3.

Fui encaminhada para Dr João Paulo (oncologista). Ele me recebeu na consulta dia 14 março e me disse que o câncer era avançado grau 3 pelo comprometimento da axila, que eu iria fazer 12 sessões de quimioterapia branca e 4 séries da quimioterapia vermelha + radioterapia. Me disse que certamente meu cabelo cairia, sentiria enjoos, cansaços. Disse que teria que começar o quanto antes a quimioterapia.

Minha maior angustia era passar por esse processo. Sempre tive problema com a punção nas veias. Ele então solicitou a implantação do port a cath. Isso pra mim foi angustiante, teria que fazer 3 quimios puncionando as veias. Sai de la arrasada, chorei bastante mas Sempre Espírito Santo de Deus me consolando e me direcionando, fortalecendo. Uma nova fase na minha vida ia começar a partir de então, mudanças no meu dia dia, alimentação, exercícios físicos, nutricionista, fisioterapia, muitas limitações, consultas, exames, furadas.

Dia 17 abril estava novamente no centro cirúrgico para implantar meu novo amigo do peito, port a cath, 40 min de cirurgia, recuperação perfeita e sem intercorências, melhor decisão tomada. Me deu mais tranquilidade e confiança nesse processo das Quimios. Não tive muitas reações de enjoos porém quando achava que estava tranquilo comecei a sentir taquicardia, tontura. Meus dias passaram a não ficar muito legais, fui encaminhada ao cardiologista.

Estou medicada (estabilizando meus batimentos), mas agora terei que fazer novos exames para monitoramento do coração, holter 24hrs, ecocardiograma e medicação sem prazo termino. Sigo para fim serie branca em 01/07, iniciando a série vermelha que provavelmente finaliza em Setembro.

Só então iniciarei a radioterapia. Realmente é um diagnóstico que ninguém quer receber, definitivamente é um processo que ninguém quer passar, mas indubitavelmente é uma transformação necessária, porque a árvore precisa ser podada para que dê frutos melhores.

A voz do Eterno que ecoa dentro de mim me diz: FILHA EU NÃO PERDI O CONTROLE DA SUA VIDA, ESSA ENFERMIDADE NÃO É PARA MORTE. Tenho muita fé e confiança, de que sou curada todos os dias, porque é nesse processo todo que somos transformadas, passei a ver a vida e todos a minha volta com mais sensibilidade, aprendendo a viver o Dia de Hoje com intensidade e que assim por onde eu passar possa ser inspiração e cura.

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Fibrose? Há boas notícias!

Há cerca de duas semanas, a Drª Ludmila Thommen fez um post muito legal pro Quimioterapia e Beleza (Acesse aqui) sobre a importância da Fisioterapia Oncológica, a qual também sou grande fã e defensora. Um dos tópicos levantados no post foi o de fibrose, um efeito relativamente comum que pode ocorrer após os tratamentos cirúrgicos e de radioterapia, por exemplo. É sobre a fibrose que falaremos hoje.

Primeiramente, o que é fibrose?

Como próprio nome sugere, nosso corpo forma “fibras” nos locais de cicatrização para preencher aquele espaço que foi “rompido”. Imagine uma roupa que precisamos costurar. Quando fazemos os pontos, aquele local que costuramos fica mais rígido, mais grosso e com menos elasticidade do que era originalmente, certo?

É mais ou menos isso que acontece com o nosso corpo, formamos essas fibras para cicatrização. A fibrose é um tipo de cicatriz interna. Vocês já ouviram falar ou já tiveram queloide? Este é um tipo de fibrose da pele, por exemplo (muito comum ocorrer nas cicatrização de piercings. É aquela bolinha dura que forma, sabe?). O problema é que essa fibrose pode acontecer de maneira anormal, ocasionando dores, deformações, pele repuxada, endurecimento da região e limitações de movimento.

As boas notícias são que a fisioterapia e suas diversas modalidades têm soluções para este probleminha chato. O quanto antes iniciar-se um tratamento, melhor. Para isto é necessário procurar um profissional que faça uma avaliação e recomende os procedimentos mais adequados a serem adotados, os quais vão variar de caso para caso e podem incluir terapias manuais, ultrassom, laser, entre outros.

Por que é importante cuidar?

Pessoal, se temos um fibrose que limita nosso movimento e nos causa dor, qual é a tendência natural do nosso comportamento? Evitar a dor, logo, evitar aquele movimento. Quanto menos usamos aquele braço (supondo que tivemos uma fibrose após cirurgia para CA de mama), pior fica. Com o tempo, o braço fica ainda mais limitado, mais fraquinho por causa do desuso, podendo ter atrofia, e aí vamos tendo mais dificuldade, mais dor, etc.

Não queremos depender de ninguém para coisas simples como alcançar algo que esteja em uma prateleira no alto, certo?

Então, Cats, procurem ajuda, se cuidem e vamos ser independentes, sim! Há sofrimentos e dores que podem ser evitados de maneiras mais eficientes e a fibrose é um deles.