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A Meditação é forte aliada no tratamento oncológico

COMO A MEDITAÇÃO PODE TE AJUDAR

A cada desafio que nos é apresentado durante a vida, sempre podemos ver uma oportunidade de entender e aprender com o caos. O desafio pode nos ensinar a encontrar nosso equilíbrio interno e externo. Nesse aprendizado, existem muitos caminhos, muitas ferramentas que podem nos ajudar a ver nossos “turbilhões” com um novo olhar, e é nesse novo olhar que podemos encontrar a calma, a serenidade e a leveza.

A meditação é um destes caminhos e é sobre ela que irei compartilhar com vocês.

QUANDO UMA INFORMAÇÃO TE TIRA DO EIXO

Receber um diagnóstico de câncer mama é algo que pode ser avassalador. O que fazer com um monte de informação, dores e sentimentos que vem junto?

Além do câncer em si, o de mama traz medo e ansiedade em relação à feminilidade e autoestima da mulher pois, o órgão afetado vai passar por procedimentos invasivos, cirurgias, manipulações e ainda pode precisar ser totalmente retirado.

 Aprendemos desde cedo que os seios são símbolos da sensualidade feminina e da maternidade. Quando ele é afetado pelo câncer, essa memória automaticamente é acionada e a mulher pode não se sentir “completa”, e perde sua identidade, “quem sou eu agora?”, “Por que isso está acontecendo comigo?”, “O que eu fiz de errado para merecer isso?” “É um castigo?” Essas perguntas são comuns, pois são das nossas crenças humanas não desenvolvermos a aceitação e carregarmos a culpa. Portanto, inicia-se uma crise existencial e espiritual.

 O tratamento do câncer de mama também corrobora para os desafios dessas mulheres. Na grande maioria, o tratamento é doloroso, a quimioterapia traz muito efeitos colaterais como dores no corpo, náuseas, vômitos, dores abdominais, fadiga, falta de apetite.

 Dessa maneira, com todos essa avalanche de emoções, sentimentos e sintomas físicos essas pacientes experimentam o ESTRESSE FÍSICO E EMOCIONAL.

ALÉM DO TRATAMENTO CONVENCIONAL:

Após o diagnóstico, durante todo o tratamento e após o término do tratamento a ansiedade, distúrbios do humor, depressão e dor necessitam de atenção. Todos esses sentimentos são gerados a partir do medo, medo de morrer, medo de não aguentar o tratamento, medo de ficar com sequelas no corpo, de não se adequar mais à sociedade, medo do abandono, raiva, isolamento, medo de não ter mais a sua vida de volta.

Nesse contexto é fundamental que as mulheres diagnosticadas com câncer de mama tenham a possibilidade de receber um acompanhamento e orientação paralela ao tratamento médico convencional. As terapias integrativas e complementares vem colaborando com o tratamento convencional para trazer mais qualidade de vida, aceitação, autoconhecimento e autoestima.

A ASCO (American Society of Clinical Oncology) é uma organização não-governamental fundada em 1964 que possui metas globais de melhoria no tratamento e prevenção do câncer e endossou a diretriz sobre o uso de terapias integrativas durante e após o tratamento do câncer de mama. O documento avalia o grau de evidencias das práticas integrativas para o manejo de sintomas e efeitos adversos como ansiedade, estresse, transtorno do humor, fadiga, náuseas.

As terapias complementares incluem MEDITAÇÃO, IOGA e uso de produtos naturais.

PRÁTICAS MENTE-CORPO

As práticas mentais e corporais tiveram as recomendações mais altas, com a meditação recebendo nota “A” (máxima) para redução da ansiedade, tratar distúrbios do humor e sintomas depressivos e melhorar a qualidade de vida. Nota A significa que pode ser recomendada para uso rotineiro contra ansiedade e alteração do humor e outros sintomas em pacientes com câncer. Musicoterapia, ioga, massagem e gestão do estresse receberam recomendações nota B e estão entre as práticas integrativas mais usadas atualmente atuando na saúde mental geral e nos sintomas de ansiedade e para aliviar outras condições relacionadas ao tratamento oncológico.

E AS PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES SÃO:

  • Redução da ansiedade e estresse: meditação, gerenciamento do estresse e ioga.
  • Depressão e transtornos do humor: meditação, relaxamento, ioga, musicoterapia.
  • Melhorar qualidade de vida: meditação e ioga.
  • Redução de náuseas e vômitos: acupressão e acupuntura

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO?

 As práticas integrativas podem ser realizadas como mecanismo natural de prevenção de agravos, recuperação da saúde e gerenciamento dos sintomas relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

 A meditação, prática de harmonização dos estados mentais e da consciência traz benefícios para o sistema cognitivo, promove concentração, auxilia na percepção sobre as sensações físicas e emocionais, amplia a autodisciplina no cuidado à saúde, estimula o bem-estar, relaxamento, reduz o estresse, a hiperatividade e os sintomas depressivos, diminui os pensamentos repetitivos, promove alterações favoráveis no humor e proporciona maior integração entre mente, corpo e mundo exterior. Fisicamente esta prática contribui para a redução dos níveis de adrenalina e cortisol, hormônios relacionados ao estresse e à ansiedade, consequentemente intensifica a produção de endorfina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade.

Foram constatados já vastos benefícios da meditação como a melhora da dor física, insônia, no bem-estar emocional, no medo de recorrência e angústia, melhora na atenção, espiritualidade, religiosidade, satisfação com a vida e na interpretação da doença como algo de valor e não mais como um castigo, aumento do amor-próprio e da autoestima e, na maior confiança da ajuda médica. Em outros estudos, a meditação auxiliou as mulheres a desenvolverem mecanismos naturais para enfrentar o processo de adoecimento, com menos trauma e sofrimento.

COMO COMEÇAR A MEDITAR E RECEBER SEUS EFEITOS?

A meditação é uma prática a ser aprendida, não possui nenhum teor religioso, não tem pré-requisitos, nem dogmas e é autoinduzida, ou seja, depois que você aprende não precisa de um professor ao seu lado todos os dias quando for praticar.

É importante encontrar um profissional que oriente as formas corretas de praticar a meditação, pois, senão o seu objetivo maior que é aprender a se envolver menos com seus pensamentos e sentir os seus benefícios não irão acontecer.

Para receber seus efeitos a meditação deve ser tornar um hábito, diário, esse é o caminho para, naturalmente, aparecerem seus benefícios. Basta praticar, regularmente, por 15 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

            Tire esse tempo pra você.

            É a sua história, sua jornada.

            Você merece se conhecer e saber quem você é.

            Aprenda com os desafios e sua vida será mais leve.

            Um forte abraço,

Dra. Renata Isa Santoro – @drarenataisasantoro

Médica Integrativa – Instrutora de meditação pela UNIFESP

Colunista do IQeB

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História da Cat Roberta Guariglia

“Minha luta contra o câncer de mama começou em 4 de maio de 2021. Estava no banho quando senti um caroço no seio direito, no mesmo momento meu mundo desabou! Senti que algo estava errado e marquei uma consulta com a minha médica geral. Fui encaminhada a exames, além de mamografia e ultrassom. 

Após o ultrassom, a assistente pediu para que eu aguardasse. A médica entrou na sala e disse que havia uma mancha suspeita no exame. Perguntou se eu poderia fazer uma biópsia em alguns minutos, era questão só de preparar a sala. Meu mundo desabou. Liguei para o meu marido que aguardava no estacionamento e nem conseguia falar de tanto nervoso. Pediu pra eu ficar calma e disse que me esperaria. O que era para ser uma consulta de uma hora se transformou em quatro horas de nervoso. 

O diagnóstico veio três dias depois: carcinoma ductal in situ em estágio inicial. Já que o tumor era pequeno não precisei de quimioterapia antes da cirurgia. Continuei trabalhando e levando minha vida normalmente em meio a tantos exames e consultas médicas. 

Dia 16 de junho passei por uma tumorectomia e retirada de dois linfonodos para biópsia. Os exames mostraram que o tumor não havia se espalhado; naquele dia estava livre do câncer. Mas a minha luta ainda não havia acabado; uma semana depois minha oncologista aconselhou a fazer quimioterapia pois havia grandes chances do câncer voltar caso eu não passasse pelo tratamento. Relutante,tirei três meses de licença do trabalho e comecei minha quimio. 

Com certeza está sendo uma das piores experiências da minha vida: dores pelo corpo, enjoo, falta de apetite, dias de depressão e incertezas do que a quimio ainda pode fazer no meu corpo. Fui diagnosticada com início de linfedema e outras complicações no braço por causa da cirurgia. 

Hoje faço fisioterapia e quando tenho energia vou para a academia. É muito difícil passar por tudo isso longe da minha família e amigos no Brasil; eu moro nos Estados Unidos há 11 anos. A equipe médica que me acompanha aqui é maravilhosa, minhas amigas sempre me apoiam e não me deixam ficar deprimida. Eu faço parte de um grupo de apoio que auxilia mulheres a se manterem fisicamente ativas antes, durante e depois do diagnóstico do câncer de mama. O câncer me forçou temporariamente a adiar meus planos para o futuro e definitivamente eu vou passar o resto da vida com medo dele voltar. Mas aprendi muitas coisas por causa dele: eu tenho certeza do que quero para o meu futuro e com quem eu posso contar nos momentos de desespero e incertezas”.

Roberta Oliveira Guariglia

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História da Cat Camila Lima

“Meu nome é Camila Lima e tenho 34 anos! Aos 31 anos, senti um carocinho na mama esquerda e procurei um médico que na consulta apalpou e não sentiu nada, falou que poderia ser glândula mamária e não pediu nenhum exame. Como sempre, fiquei preocupada, e no mês seguinte sentindo ainda mais o tal carocinho, procurei um especialista que falou a mesma coisa. Para ambos pedi uma mamografia e a resposta foi a mesma, que eu era nova e, o plano ou SUS não autorizam, pois não havia suspeita e que ficasse tranquila que não tinha nada! Assim, tentei ficar.

Passados dois anos, meu marido e eu, resolvemos tentar o segundo filho. Comentei com o ginecologista que acompanhou minha primeira gestação, sobre o carocinho e que gostaria de fazer uma mamografia pra desencargo de consciência! Ele me explicou que realmente alguns convênios não aprovam por conta da idade, mas faria o pedido. Assim, com pedido e exame autorizados, o resultado veio: Birads 4, constando uma suspeita.

Corri ao mastologista indicado por uma amiga que havia passado pelo câncer de mama. Após vários exames e uma biópsia simples, constatou-se fibrose. Fiquei super hiper mega feliz com esse resultado! Muito aliviada. Mas, quando levei ao médico, foi como se jogasse um balde de água fria, ele falou que não estava tranquilo com o resultado pois os outros exames estavam muito suspeitos. Indicou uma cirurgia pra biópsia. Sai de lá arrasada e chateada. No dia 05/11/20 fiz a cirurgia pensando que poderia estar fazendo “a toa”. No dia 26/11 tive o diagnóstico: Sim… nesse dia parecia que o mundo estava acabando. Receber um diagnóstico de câncer seja onde for, o grau que for, é um diagnóstico de câncer! 

Perdi minha sogra pro câncer, 17 dias antes do meu casamento, então o desespero tomou conta!! Chorei… chorei… não acreditava. Não consigo explicar o susto e o desespero que é receber essa notícia!! Mas, tenho um filho de 6 anos que sempre foi meu maior motivo pra nunca desistir! Olhava pra ele e via esperança, e via Deus!! Minha mãe sofreu tanto que isso me dava força pra mostrar pra ela, que eu iria ficar bem, que tudo iria passar, e comecei a colocar os pensamentos no lugar e lembrar de pessoas e relatos vencedores do câncer, assim como essa minha amiga, o meu sogro, a professora do meu filho, e outros. Isso foi me aliviando, e os dias ficando mais leves até iniciar o tratamento. 

Em 12 de dezembro, fiz a mastectomia radical com expansor. O apoio da família e amigos nesse momento foi tão maravilhoso que me senti fortalecida! Em janeiro/21 fiz minha primeira quimioterapia (de 4), com várias reações e que me deixou muito mal. E 15 dias depois os cabelos começaram a cair. O sinal de que eu teria que raspar, foi quando eles saíam nos dedos e o couro cabeludo doía, sem poder colocar nem a mão na cabeça. No início de fevereiro raspei, mas me preparei pra esse momento com ajuda de uma amiga pra make profissional e acabou sendo mais leve. O pensamento era que tudo passa e cabelo cresce, bora curtir a careca. Algumas pessoas se incomodavam com a carequinha, mas eu mesma nem ligava, o maior problema de muitas pessoas que sentem-se mal por alguma coisa, é pelo o que o outro está “achando ou pensando”, eu gostei da careca e estava me sentindo tão livre, que se dane as pessoas. Pude usar turbantes e muitos lenços de várias cores.

Depois da segunda quimioterapia, mais uma notícia mudou meus pensamentos e faria me manter mais forte ainda!! Meu pai recebeu o diagnóstico de câncer na próstata! Sim, nós dois com câncer! Eu tinha que ser forte e mostrar pra ele, que iríamos vencer!! Dia 23/03 o tão sonhado sino tocou!! Minha última quimio! Uma emoção sem igual. Um mês depois, fiz minha primeira radio, das 16 sessões, sem reação nenhuma, graças a Deus! Só a cicatriz da mastectomia que abriu novamente, mas tudo dentro do esperado. Finalizei a radio no dia 17/05,  um dia antes de completar 34 anos. Um presente encerrar mais um ciclo e recomeçar uma vida nova!! 

Ainda temos 5 anos pela frente, serão 60 injeções, 1825 comprimidos, mas uma vida inteira de realizações e sonhos que ainda estão por vir!! Ah, e daqui uns dias vamos, meu pai e eu levantar a plaquinha “VENCEMOS O CÂNCER”. Agradeço sempre, em primeiro lugar a Deus por nos dar sabedoria e força em passar por tudo isso, permitindo entender que tudo tem seu propósito. A minha mãe, que sempre está ao meu lado, me ajudando em tudo e dando força total, uma mulher guerreira que me inspira!! Meu marido e meu filho por tudo!! E claro aos amigos e familiares por todo apoio e mensagens de fé e esperança que neste momento é o que mais precisamos!!”

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História da Cat Iva Santos

A história de hoje é da Cat Iva Santos, se inspire com essa jornada🎀💖

“Em pleno início da pandemia e uma semana após meu aniversário, vejo um minúsculo sinal vermelho na minha mama quando sai do banho. A priori, não achei nada importante, até porque, meu corpo marca com tudo. No entanto, uma semana depois, o sinal aumentou para quase toda a mama, ficando vermelho e com temperatura muito quente. Foi quando notei que o mamilo estava com aparência de casca de laranja, endurecido e com o bico invertido. Mantive a calma e procurei uma especialista que foi um anjo comigo! Fiz os exames e apresentou o Carcinoma invasivo de tipo não especial. O nervosismo tomou conta, mas por pouco tempo, porque creio e sirvo a um Deus que tudo pode e que já havia feito milagres na minha família.

Foi tudo muito rápido, tive o diagnóstico no dia 15/04 e em 30/04 já estava fazendo a 1/16 quimioterapia, logo após realizei a mastectomia radical e 25 sessões de radioterapia. Fui bem assistida por profissionais excelentes. As reações da quimioterapia foram muitas: enjoos, dor de cabeça, baixa visão, labirintite, acentuou problemas na rosácea, na memória, desgaste ósseo, obesidade, entre outras, contudo, não esmoreci. Sempre confiante na minha vitória. Em nenhum momento pensei que iria morrer, mas me esforcei pra viver com mais intensidade.

Minha alegria, meu sorriso, meus sonhos, não foram nem de longe arranhados pelo câncer, pelo contrário, serviu como degrau mais alto pra ver a vida por outros ângulos e prisma. Mesmo careca, sem cílios, sem sobrancelhas, 28kg mais gordinha, pele super sensível e tantas outras reações, continuei me achando especial sim! Otimista, resiliente e alto astral sou eu, viu?! rs😻 Tive perdas materiais, sem emprego e algumas outras coisitas, mas que não me abalam, só me fazem crescer no tempo de Deus. Sou grata a Ele, minha família e amigos, e aos amigos dos amigos, e a tantas pessoas que nem me conhecem e torcem, ajudam em orações e outras formas.

Deixo aqui um alerta para as mulheres: façam seus exames periodicamente, tanto o autoexame como também os exames clínicos, porque o nódulo em mim não era palpável, só foi possível ser visto através da mamografia e ultrassonografia. Graças a Deus, sempre fui muito vigilante a qualquer sinal que meu corpo emita. Seja você também. Se observa no banho, se olhe com muita atenção e não deixe de ir ao seu médico. Obrigada pelo espaço dado para contar um pouco da minha história, Instituto Quimioterapia e Beleza. Um grande abraço cheio de amor a todos.” Iva Santos 💞

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Câncer Colorretal

Cats, temos acompanhado as notícias do “Rei Pelé”, 80, que passou por uma cirurgia de retirada de tumor no cólon direito, no último sábado. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica pontua que a idade avançada está entre os principais fatores de risco do câncer de intestino.

De acordo com sua Diretora Dra. Maria Ignez Braghiroli, esse é um câncer que acomete especialmente as pessoas acima dos 50 anos e está muito relacionado à saúde do paciente como um todo. “Por isso, levar uma vida saudável com prática de atividade física e alimentação balanceada são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino. Assim como não fumar e não se expor ao tabagismo”.

Segundo dados do INCA, o câncer colorretal é o terceiro mais frequente em homens, atrás do câncer de próstata e de pulmão, e o segundo mais comum em mulheres, após o câncer de mama.🎀

  • 6 dicas de prevenção:
  • ✅mantenha seu peso corporal em níveis saudáveis
  • ✅evite o consumo de alimentos embutidos e reduza o consumo de carnes vermelhas
  • ✅mantenha uma dieta equilibrada rica em fibras e grãos integrais
  • ✅evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • ✅não fume
  • ✅realize, diariamente, 30 minutos de atividade física
  • Sinais e Sintomas
  • alteração do hábito intestinal
  • sangramento nas fezes
  • inchaço do abdômen
  • mudança da aparência das fezes
  • dor abdominal
  • perda de peso e anemia
  • Exames mais comuns para diagnóstico:
  • sangue oculto nas fezes
  • colonoscopia e sigmoidoscopia
  • Tratamento:
  • geralmente a cirurgia é o tratamento inicial para retirar a lesão
  • quimioterapia
  • radioterapia em alguns casos

Portanto Cats, como sempre frisamos, o diagnóstico precoce é essencial para melhores condições de tratamento e cura. Fiquem atentas aos sinais e conheça o seu corpo!😽

Fontes: SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica)
        INCA (Instituto Nacional do Câncer)
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Vamos falar sobre câncer de pulmão?🎀

É o tipo de câncer que mais mata no mundo e pode ter sua letalidade anual aumentada em 66,7% até 2040. O maior fator de risco para câncer de pulmão é o tabagismo, em 85% dos casos. Portanto, muitas das mortes por câncer de pulmão são evitáveis, alertam especialistas 🚬

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e fumando

A epidemia de tabagismo é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou, segundo alerta da OMS, o impacto global do cigarro, narguilé e outras formas de consumo de tabaco são prejudiciais à saúde. “Se todas as pessoas no mundo largarem o cigarro hoje, 8 entre 10 casos de câncer de pulmão deixariam de existir nos próximos anos”.

Diagnóstico tardio: o fumante naturaliza os sintomas de tosse, pigarro e secreção e negligencia a possível evolução de um tumor. Outra situação é que quando um pulmão está afetado pelo tumor, o outro mantém a pessoa viva. Assim, a pessoa demora a procurar um médico, atrasando ainda mais o diagnóstico. As chances de sucesso no tratamento aumentam quando a doença é diagnosticada em fase inicial.

O câncer de pulmão acomete principalmente pessoas com mais de 65 anos. Porém, a doença pode acometer mais jovens, inclusive, com menos de 45 anos.

Evolução do tratamento – é uma das doenças oncológicas que mais se beneficia de terapias-alvo e de imunoterapias, tratamentos da era da Medicina de Precisão. Ao contrário do início do milênio, quando todo tumor pulmonar era tratado com quimioterapia.

O caminho que a fumaça do cigarro percorre no corpo humano é devastador. O cigarro contém a nicotina, o alcatrão e um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. O tabagismo aumenta o risco de vários tipos de câncer, além do de pulmão, os de cabeça e pescoço, bexiga, esôfago, estômago, pâncreas, intestino grosso e reto. E também está ligado ao aumento de risco de alguns cânceres ginecológicos e leucemia.

Portanto Cats, começar a fumar nunca é uma boa decisão. Parar de fumar o quanto antes é o melhor que se pode fazer para diminuir o risco de câncer de pulmão e outras doenças oncológicas. Vamos nos cuidar ao máximo!!💖

Fontes: SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica) e 
SBP (Sociedade Brasileira de Patologia)

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História da Cat Nalu Arruda

“Olá Cats!!! Venho contar um pouco da minha história e de como me tornei uma paciente oncológica. O ano de 2020 não começou muito bem pra mim, logo em fevereiro perdemos nossa filha de 4 patas, uma labradora carentona chamada Jady. Em março chegou o covid na minha cidade e com isso ocorreu um grande desligamento de funcionários na empresa que eu trabalhava. Em abril foi a minha vez de ser demitida, infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei em casa com minha filha, até então com 9 meses. Eu amamentava ela normalmente, até que após o meu aniversário de 32 anos comecei a sentir um caroço no seio esquerdo, que no primeiro momento achei que fosse leite empedrado, mas como esse leite não se desfazia e o bico do peito começou a retrair decidi então procurar um médico. Em agosto, já havia feito ultrassom e mamografia e em ambos os exames constava uma grande possibilidade daquele nódulo ser um câncer. Em setembro consegui realizar a biopsia pelo Sus e no mês do outubro rosa eis que tenho a confirmação do diagnóstico: Carcinoma invasivo ductal grau 2. A ficha demorou a cair, eu estava num estado de piloto automático, fui sentir o baque quando as quimioterapias começaram. Foi difícil admitir que eu precisava de acompanhamento psicológico, mas eu estava chegando no meu limite.

Em fevereiro desse ano decidi criar uma loja on-line de camisetas, onde coloquei o nome de Lookcura, foi a forma que encontrei de me sentir útil e gerar uma renda. Porque pra mim, na minha cabeça não haveria mais espaço no mercado de trabalho para uma mulher com câncer e uma filha pequena. Mas Deus sempre esteve comigo, me dando forças junto com a minha família maravilhosa, meu esposo e filha. E em abril deste ano recebi uma mensagem que mudou tudo. Eu havia enviado vários currículos antes de descobrir o câncer, cheguei a fazer algumas entrevistas, mas não deram em nada, porém uma das empresas na qual enviei currículo estava com uma nova vaga em aberto e por um milagre divino o meu currículo foi selecionado. O gestor da área entrou em contato comigo, ele sabia que eu estava em tratamento, foi muito atencioso e me desejou forças, e ali me viu como uma profissional, alguém que poderia trabalhar, me viu além do câncer e suas limitações. Passei em todo o processo de seleção, a empresa aguardou eu me recuperar da adenomastectomia e no dia 24/05/2021 eu realizei meu exame admissional para empresa Heineken.

Desde que descobri o câncer tenho compartilhado minha luta contra ele, alertando as mulheres e informando, porque o câncer ainda é um tabu para muitos. Fiz recentemente um ensaio fotográfico para marcar essa fase da minha vida e sigo vivendo um dia de cada vez!!!!”

Ensaio lindo Cat, e saber que conseguiu retomar sua carreira profissional após o câncer, nos deixa muito esperançosas. 🙌 O retorno ao trabalho nos resgata, nos devolve a cidadania, pois o impedimento ao direito de trabalho ofende a dignidade humana. Seguimos na luta por todas nós!! 👊🎀

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História da Cat Regina Izar

A Cat Regina Izar ao deixar seu depoimento falou “quero muito ajudar outras pessoas, acho tão importante nesse momento. Tudo tem um propósito na vida, né? E se eu puder ajudar uma só mulher, já vale!! O bem que vs me fizeram, e fazem para outras mulheres é impagável!!!”

Vem ler sua jornada oncológica:

“Muito obrigada pelo conforto, pelo acolhimento que sinto quando entro aqui. Meu nome é Regina, em setembro do ano passado fui diagnosticada com câncer colorretal. Foi uma porrada na cara. Fiz quimio via oral (eram 12 comprimidos por dia), junto com a radio por 45 dias seguidos. Em janeiro fiz a cirurgia e retirei todo o intruso…como estava bem no final do intestino e começo do canal do reto, tive que fazer uma ileostomia (a bolsa de 💩), é temporária, mas uma adaptação difícil em todos os sentidos. Agora estou desde março fazendo a quimio preventiva…faltam 4 sessões, acabo em setembro e em outubro faço a reversão e retiro a bolsa.

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Recebi a noticia de que estou livre do câncer, já não tenho nenhum resquício de um dia do intruso…não tem noticia melhor. Mas como ainda não acabei a quimio, e minha médica disse que a quimio vai evitar que essa porcaria volte, como ainda não tirei a bolsa, parece que a ficha não caiu. Meu cabelo não caiu todo, mas faço 5 horas de aplicação da quimio e volto para casa com um infusor, e só retiro depois de 36 horas. Tenho náuseas, manchas e sensibilidade na pele, fraqueza, dor no corpo, formigamento nas mãos e nos pés, e uma sensibilidade ao frio que me judia…estava bem para baixo, me sentindo feia, triste por passar por isso…e entrar aqui me ajudou a ressignificar tudo isso!!! Tenho muita sorte por estar passando por isso e ter a chance de mudar, de enxergar tudo de outra maneira…de viver o caminho, não apenas a ansiedade na linha de chegada.Obrigada, de todo meu coração, muito obrigada!!! ❤

Cat, estamos todas nesta batalha e não precisamos passar por isso sozinhas. Histórias como a sua nos fortalece e inspira pra erguermos a cabeça e seguirmos em frente com força e leveza.

Obrigada por dividir com tanta gente sua história e confiar no nosso apoio! 🎀💖

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Ciência não é opinião (nem internet)

Provavelmente você já deve ter escutado que não é saudável cobrir toda a pele: “a pele tem que respirar”. É bem provável que você não saiba de onde veio essa história, nem a quanto tempo ela foi inventada.

Esse é um “conhecimento” informal, passado de pessoa a pessoa: “Todo mundo sabe disso”. Mas como diziam nossas mães, “você não é todo mundo”. Então, porque EU FICO REPETINDO isso? de onde vem essa informação? E mais importante, quando inventaram essa história?

Esta teoria foi inventada por Empedocles e Platão, que viveram na Grécia antiga, em torno de 500 a 400 anos antes de Cristo. Com a tecnologia que havia na época, as observações dos aspectos microscópicos do corpo não era possível e havia um pouco de imaginação envolvida. A teoria era que o ar entrava pelos poros, “respirando os vasos sanguíneos”, enquanto o ar que entrava para os pulmões tinha a função de resfriar o corpo. Muitos anos depois, Galeno, que viveu entre os anos 129 e 217,  estudou diversas áreas do conhecimento humano, incluindo anatomia, fisiologia e patologia. Galeno também formulou teorias sobre o funcionamento do corpo humano criando a teoria do humores. O corpo seria divido em 4 substâncias maiores, que, quando em desbalanço, causavam doenças; bile preta, bile amarela, sangue e catarro. A partir de 150 depois de Cristo, não era permitido a dissecção do corpo humano, e o conhecimento médico estacionou, ficamos mais de mil anos sem avanços significativos. Até os anos 1700 fazia-se sangrias em pessoas doentes por conta destas teorias.

Desenho medieval representando o sistema circulatório conforme a teoria de Galeno.

Hoje sabemos que muitos aspectos do corpo humano foram descritos com precisão àquela época, mas também existiram erros grosseiros que permaneceram por um longo período e, até hoje, são repassados de pessoa à pessoa, como “a pele respira” do começo da nossa conversa.

Por que isso aconteceu? Porque não havia ciência. Porque a autoridade de quem falava era mais importante do que o que realmente acontecia. O fato científico ficou em segundo plano.

Tudo isso começa a mudar a partir de um experimento simples, mas que na sua época mudou a maneira como entendemos o funcionamento do corpo humano, e como desenvolvemos a medicina.

Em 1747, James Lind, um médico da Marinha do Reino Unido, estava tratando de marinheiros acometidos por escorbuto, uma doença causada pela falta de vitamina C na alimentação das tripulações que viajavam por longos período no mar. A doença era fatal para uma grande parte dos marujos, causando sangramentos, feridas na pele e perda dos dentes. Naquela época não se sabia a causa da doença.

Descrição do escorbuto por James Lind

James Lind então fez um experimento com 12 marujos com sintomas de escorbuto. Dividiu em 6 pares e administrou 6 tratamentos diferentes: (1) meio litro de cidra, (2) 25 gotas de elixir de vitriol, (3) meio copo de água do mar, (4) um comprimido de alho, mostarda, rabanete, bálsamo do Peru e mirra, 3 vezes ao dia, (5) duas colheres de vinagre 3 vezes ao dia e (6) duas laranjas e um limão por dia.

No final de uma semana os marinheiros que comeram as laranjas e limões estavam cuidando dos demais.

Este foi o princípio da medicina baseada em evidência, do primeiro estudo científico controlado em seres humanos. Pessoas sofrendo da mesma condição foram submetidas a tratamentos diferentes e os resultados foram comparados, estabelecendo qual é o tratamento padrão para aquele problema. Algo que fazemos até hoje, com cada vez mais tecnologia e estatística para que possamos chegar a resultados cada vez melhores e mais precisos.

Os estudos clínicos atuais passam por diversas fases para que possamos compreender os mecanismos de doença, fatores de risco, fatores protetores e descoberta de novos tratamentos contra o câncer e qualquer outra doença. A lógica do estudo final, que comprova a utilidade de um novo tratamento, no entanto, continua a mesma. Dois ou mais grupos de pessoas com características semelhantes e comparáveis (mesma doença, doenças do mesmo tamanho, mesmos fatores de risco, distribuição de idades semelhantes, gênero e etnias, etc) são divididos e o tratamento é escolhido ao acaso. Os grupos vão sendo tratados da mesma maneira e observados ao longo do tempo. Os resultados são comparados e caso uma estratégia seja melhor que a outra, esta se torna o novo padrão.

Esta evidência científica cria a base para que, quando uma nova pessoa apresente aquela doença, nós possamos oferecer o melhor tratamento de cara.

Crianças que participaram do primeiro estudo com a vacina de Jonas Salk contra a poliomielite. Foram 1,8 milhões de pessoas no estudo.

Quando os pesquisadores juntam todas as informações, de todas as pessoas que participaram do estudo, e publicam os dados em forma de artigo científico eles estão reunindo toda uma experiência de tratamento. Quando lemos e entendemos como o estudo foi feito, seus pontos fortes e fracos, alcances e limitações, estamos adquirindo essa experiência de tratamento para nossos próximos pacientes. Por exemplo: um estudo com 500 pessoas demonstrou que usar curativo redondo é melhor que usar curativo quadrado para pessoas com corte no joelho. Nenhum médico do mundo vai tratar 500 pessoas com corte no joelho ao longo da vida, é muita gente.  Tampouco um médico vai dividir seus pacientes em dois grupos para ver qual é o melhor curativo, nem vai fazer comparações estatísticas entre seus pacientes para “testar” quais de seus curativos foram melhores. Quando nós lemos o estudo científico nós adquirimos este conhecimento, nós adquirimos o conhecimento da humanidade. O conhecimento que nós vamos construindo em conjunto, como seres humanos.

Nosso próximo paciente vai ser atendido da melhor maneira que existe, não porque nós somos pessoas iluminadas, recebemos um conhecimento divino, somos dotados de “inteligência superior” e por isso temos toda a autoridade do mundo, mas porque nós adquirimos o conhecimento da evidência científica. Nós estudamos a experiência científica que foi apresentada por outros médicos e grupos de pesquisa e praticamos a medicina baseada em evidência.

Podem ter certeza, quem não segue dados científicos, não está oferecendo o melhor tratamento para seus pacientes. Quem não oferece tratamento baseado na experiência de centenas, milhares ou milhões de pessoas tratadas dentro do rigor científico e comparados formalmente, está causando malefício para o próximo paciente com aquela doença.

O tempo da autoridade acabou, o que precisamos hoje são de profissionais capazes de entender e produzir dados científicos. Que tratem seus pacientes com a melhor evidência e que contribuam para a evolução dos tratamento, se tornando, eles mesmo, novos pesquisadores.

A “autoridade” e a internet

A discussão entre a ciência e autoridade, até pouco tempo atrás, estava restrita a ambientes acadêmicos, faculdades, congressos e revistas científicas. No entanto esta discussão se modificou recentemente com o surgimento da internet. Hoje, os títulos acadêmicos utilizados para “tentar passar autoridade” mudaram para o número de seguidores e likes. Quanto mais seguidores e curtidas, melhor é aquele sujeito: “Se tem um bando de gente que segue e curte, só pode ser um cara bom”. Certo? Errado, muito errado.

Por toda a internet a gente vê um monte de gente que faz coisas, por vezes arriscando suas vidas, para agradar o público. A vida pelo like. Gente que tira foto em cima de edifícios, que mergulha com tubarão, que corre e empina carros e motos, que expõe o corpo, tudo pra ter aprovação, fama e por vezes para ter ganhos financeiros.

Tudo pela fama na internet.

Em medicina isso é particularmente perigoso. O indivíduo se auto intitula especialista em X, Y ou Z e sai fazendo vídeos, posts e o que quer que seja. Tudo para agradar o “internauta”, sem o mínimo de compromisso com a verdade. É particularmente comum alguns padrões:

  • Todos os médicos são “caretas” só fazem coisas baseadas em pesquisa, eu sou um cara bom e entendi um negócio que só eu sei, o resto não sabe. Marque uma consulta comigo, é cara mas vale a pena.
  • Todo mundo leu o mesmo estudo mas só a minha interpretação foi a correta, todo mundo errou, me siga. E não esqueça de curtir e compartilhar.
  • Eu sou o salvador da pátria, descobri um remédio que cura tudo, mas a indústria farmacêutica / os Estados Unidos / a NASA / os extraterrestres / o capeta em pessoa, não quer liberar. Compre de mim, aqui está o site.
  • Veja como eu sou forte, eu faço academia e tomo um monte de “suplemento”. Quer ficar também? Marque aqui comigo, e compartilhe meu stories.
  • E tem as clássicas da oncologia: “câncer não mata, o que mata é o tratamento”: compre minhas ervas, “câncer é um fungo”: compre meu livro de alimentação, “câncer é ácido”: compre meu filtro de água alcalina, “seu médico é um pilantra que ganha dinheiro porque você está doente”: venha tratar comigo.

Pessoal, vídeo, post, fotos, enfim, qualquer coisa na internet, não tem nenhum compromisso com a ciência. Tem um monte de gente que vai fazer apenas para benefício próprio. Temos sempre que questionar os dados, a ciência, o fato. Vale lembrar da nossa mãe, não existe “todo mundo sabe”, a gente não é todo mundo. Por que EU ACREDITO nisso? Eu acredito na informação ou na pessoa que disse? Tem base científica ou é um “chute”? A pessoa esta comunicando uma informação séria ou ela quer apenas o like/seguidor/clique?

Alexander Fleming, o cientista que descobriu a Penicilina, antibiótico usado até os dias de hoje.

E vale lembrar a máxima: o objetivo da ciência não é agradar ninguém. O objetivo da ciência é compreender os fenômenos que nos cercam. Compreender a verdade científica. Sempre questione. Só com a ciência progredimos. Só a verdade interessa, independente se ela nos agrada ou não.

A verdade não faz caridade. Vamos em frente.

Texto disponível no site do Dr. Felipe em http://drfelipeades.com/2019/03/05/ciencia-nao-e-opiniao-nem-internet/


Dr. Felipe Ades – Médico Oncologista
Diretor científico do Instituto Quimioterapia e Beleza

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Por que as mamas doem antes da menstruação?

Cats, é muito comum as mulheres confundirem as dores nas mamas durante o período pré-menstrual com algum sinal de câncer de mama. 

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Mastologia de MG esclarece o porquê, confira:

“A explicação para o incômodo está no efeito hormonal sobre as mamas. Conhecida como “Mastalgia Cíclica”, apresenta-se porque os hormônios femininos produzidos pelos ovários em maior quantidade nessa época, atuam nos receptores hormonais das mamas, causando dor.

Costuma ocorrer em torno de 3 dias antes do período menstrual, com intensidade variável, podendo estar associada a edema (inchaço), aumento de volume e maior sensibilidade, principalmente na região próxima às axilas.

É comum, na presença desses sintomas, a mulher associar a algum sinal oncológico ou doença. No entanto, vale lembrar que a dor mamária recorrente, relacionada ao ciclo menstrual, é uma condição fisiológica e não precisa estar associada a um problema ou a uma doença para ocorrer.

O principal tratamento consiste em orientar e tranquilizar a paciente. Algumas medidas como mudanças no estilo de vida, pela prática de exercícios físicos, alimentação livre de alimentos industrializados e manejo do estresse podem trazer benefícios no controle dos sintomas. O uso de “tops” ou sutiãs adequados também proporciona maior conforto nesses dias por fornecer uma melhor sustentação para as mamas. Na maioria dos casos, o esclarecimento médico é suficiente para o controle dos sintomas e afastar qualquer preocupação, na ausência de outras alterações.

Importante lembrar que mulheres na faixa etária de rastreamento de câncer de mama devem manter sua mamografia de rotina em dia. O tratamento medicamentoso pode ser necessário, devendo ser reservado para os casos refratários às medidas já mencionadas e sempre prescrito por médico.

Em caso de dor mamária persistente, localizada, com piora progressiva que interfira nas atividades diárias ou no sono, procure um mastologista.”

Fica a dica, Cat!

Na foto Flavia Flores by Edson Lopes Jr/Veja

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