Boa noite!
Recebi o diagnóstico de câncer de ovário em janeirode 2016. Apresentava sintomas, que pra mim parecia gastrite, pela preocupação com o agravamento do estado de minha mãe, de quem cuido, com Alzeihmer. Tinha feito meus exames de rotina em julho, aproveitando os últimos dias com o convénio médico, meu marido fora demitido. Busquei atendimento no AMA e fui encaminhada para o hospital. Foram pedidos os exames, passei por avaliação com equipe de ginecologia, e fui encaminhada para o hospital Pérola Byghton. Fui para cirurgia em fevereiro. Decepção enorme ao saber não ter sido possível retirar o tumor, que então apresentava 29 cm. Nova avaliação e quimioterapia. Completei os 6 ciclos indicados. Refiz os exames, passei por mais 3 tentativas de cirurgias desmarcada por falta de vaga em UTI. Sendo reavaliada, nova tomografia indica lesões em pulmões. Sou reencaminhada pata quimioterapia e avaliação também com cirurgião torácico. Mais duas sessões de quimio e nos exames pode-se ver que o tumor do ovário teve aumento de volume. O cirurgião decide remarcar cirurgia. Em 3 de março fui operada e foi feita histerectomia parcial. Aguardo agora novos exames para avaliar qual quimio vamos fazer. Fico aflita pela demora, em hospital público não escolho datas. Decido enfrentar tudo com coragem e determinação em estar bem. Meu marido e meus filhos são incríveis, não merecem que eu esmoreça. Tenho fé que Deus está comigo.E com tudo isso aprendi muito, encontrei amigos e amor de verdade. Nunca foi fácil nem pouco dolorido, mas também não será mais difícil agora do que foi lá atrás. Por isso, força e fé, coragem e paciência…e estou indo muito bem!
