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A importância da nossa imagem

Oi, Cats! O que vocês veem quando se olham no espelho? Como vocês têm cuidado das casas que habitam suas almas, seus corpos? É natural que, com todo o processo do diagnóstico e tratamentos para câncer, ocorram mudanças internas e externas. O que não pode ser natural é abandonarmos os cuidados (tanto internos, quanto externos, afinal está tudo interligado e não sabemos direito onde um começa e outro termina!) e nós mesmas. Sabemos dos diversos sentimentos deprimidos, medos, incertezas, falta de motivação, dores e, consequentemente, isso reflete em nossas atitudes e afeições. A imagem corporal antes e depois do câncer é bastante diferente e sofre diversas modificações. No câncer de mama, por exemplo, é algo que envolve a feminilidade das pacientes, tendo influência na própria concepção se ser feminino, na identidade. Como está tudo interligado, corpo, psicológico, alma, razão, sabemos o quão maravilhoso é nos sentirmos bem com a gente mesma. Estou aqui para, como sempre, trazer as boas notícias e lá vamos nós.
Dentre as diversas ações que existem para atender vocês como, por exemplo, o banco de lenços promovido pela Flávia Flores e pelo Instituto Quimioterapia e Beleza e os cursos de automaquiagem, o que está COMPLETAMENTE relacionado aos nossos cuidados é a prática da atividade física. Não estou falando na atividade física para “perder barriga” ou “endurecer pernas”, não. Estou falando da atividade física que ajuda a gente a se amar mais, a querer nosso próprio bem, a sentir melhor diariamente.
Então, o que acontece é mais ou menos o seguinte (mais ou menos porque não ocorre necessariamente na ordem que vou dizer, podem existir mais fatores envolvidos e vou explicar de modo generalizado). A prática de atividades físicas gera uma série de reações químicas nos nossos corpos que envolvem, principalmente, hormônios que nos dão a sensação do bem-estar momentâneo após/durante a sessão da prática. Isto é fato e inegável.
A manutenção da prática de atividade física leva a alterações maiores que, além da parte psicológica, vamos conseguindo notar nos nossos corpos e nas nossas atitudes. Adivinha o que isso faz?
Isso faz toda diferença porque começamos a nos notar mais, cuidar mais, amar mais! Parece simples assim e, na verdade, é simples assim. O que eu vivencio sempre é a paciente que começa os treinos desanimadinha e, daqui a pouco, está pensando em fazer a reconstrução da mama, está com o cabelo diferente, um batonzinho, uma roupa nova, está se envolvendo em socializações, saindo mais de casa, fazendo mais coisas (até porque as dores vão diminuindo, você vai ganhando força e tudo mais). Isso se aplica ao público em geral! Ainda que hoje você não tenha vontade nem de se olhar no espelho, faça algo para mexer o corpinho, vai ajudar muito. Daqui a pouco, a casa que sua alma habita, estará mais bela, mais forte, mais resistente. Daqui a pouco, a pessoa que você olha no espelho vai sorrir!

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A IMPORTÂNCIA DAS BOAS FONTES DE INFORMAÇÕES

No ano de 2016, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, cerca de 600 mil brasileiros receberam diagnóstico da doença. São milhares de homens e mulheres que se deparam com medo, insegurança, dúvidas e, muitas vezes, não sabem ou não querem dividir esses anseios com amigos, familiares e médicos.

Nesse contexto, a internet acaba sendo a fonte de informação de investigações solitárias sobre chances de sobrevivência, tratamentos alternativos, novos medicamentos, efeitos colaterais. De acordo com um relatório do maior site de pesquisas do mundo, uma em cada vinte buscas do serviço está relacionada a questões de saúde.

Em 27 de novembro do ano passado, Dia Nacional de Combate ao Câncer, o Instituto Vencer o Câncer lançou sua primeira campanha multimídia, para mostrar a importância de o internauta ter acesso ao conhecimento de forma clara, desmistificando o assunto para ajudar a população a enfrentar esse tema. O objetivo é mostrar que, na luta contra o câncer, a informação de qualidade é o começo do tratamento.

Querer saber sobre a doença é um direito do paciente e uma das maiores dificuldades é entender a linguagem médica, nem sempre acessível. A produção de um conteúdo que “traduza” essa linguagem contribui para o empoderamento do paciente , que, assim, pode pleitear melhor acesso ao diagnóstico, tratamento e suporte.

Mundialmente, a tendência é a medicina individualizada, com a análise do paciente e de cada tipo de tumor. Na realidade brasileira, o diagnóstico do câncer é realizado nas fases mais avançadas em até 60% dos casos. Outra barreira é o tratamento em centros que não sejam altamente especializados, onde não existem as melhores terapias disponíveis, por médicos sem vasta experiência na área. Diversos estudos internacionais indicam que o câncer deve ser tratado preferencialmente em grandes centros, públicos ou privados, que realizem procedimentos cirúrgicos, radioterápicos e medicamentosos em grande quantidade e com excepcional qualidade.

Uma pesquisa, publicada neste ano no Ginecology Oncology, envolveu 817 mulheres com diagnóstico avançado de câncer de ovário e avaliou as taxas de sobrevida em pacientes tratadas entre 2008 e 2013 em vários hospitais, comparadas com 2011, quando o tratamento foi centralizado nos hospitais de referência.

Os resultados mostraram que entre as pacientes tratadas em hospital de referência a redução do risco de morte foi de 42% em relação às que permaneceram em centros não especializados.

Esse estudo revelou também maiores chances de quimioterapia precoce e de uma cirurgia completa depois de as pacientes serem tratadas em hospitais de referência, com melhores prognósticos.

Fonte: VEJA (texto de Fernando Cotait Maluf)