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A Meditação é forte aliada no tratamento oncológico

COMO A MEDITAÇÃO PODE TE AJUDAR

A cada desafio que nos é apresentado durante a vida, sempre podemos ver uma oportunidade de entender e aprender com o caos. O desafio pode nos ensinar a encontrar nosso equilíbrio interno e externo. Nesse aprendizado, existem muitos caminhos, muitas ferramentas que podem nos ajudar a ver nossos “turbilhões” com um novo olhar, e é nesse novo olhar que podemos encontrar a calma, a serenidade e a leveza.

A meditação é um destes caminhos e é sobre ela que irei compartilhar com vocês.

QUANDO UMA INFORMAÇÃO TE TIRA DO EIXO

Receber um diagnóstico de câncer mama é algo que pode ser avassalador. O que fazer com um monte de informação, dores e sentimentos que vem junto?

Além do câncer em si, o de mama traz medo e ansiedade em relação à feminilidade e autoestima da mulher pois, o órgão afetado vai passar por procedimentos invasivos, cirurgias, manipulações e ainda pode precisar ser totalmente retirado.

 Aprendemos desde cedo que os seios são símbolos da sensualidade feminina e da maternidade. Quando ele é afetado pelo câncer, essa memória automaticamente é acionada e a mulher pode não se sentir “completa”, e perde sua identidade, “quem sou eu agora?”, “Por que isso está acontecendo comigo?”, “O que eu fiz de errado para merecer isso?” “É um castigo?” Essas perguntas são comuns, pois são das nossas crenças humanas não desenvolvermos a aceitação e carregarmos a culpa. Portanto, inicia-se uma crise existencial e espiritual.

 O tratamento do câncer de mama também corrobora para os desafios dessas mulheres. Na grande maioria, o tratamento é doloroso, a quimioterapia traz muito efeitos colaterais como dores no corpo, náuseas, vômitos, dores abdominais, fadiga, falta de apetite.

 Dessa maneira, com todos essa avalanche de emoções, sentimentos e sintomas físicos essas pacientes experimentam o ESTRESSE FÍSICO E EMOCIONAL.

ALÉM DO TRATAMENTO CONVENCIONAL:

Após o diagnóstico, durante todo o tratamento e após o término do tratamento a ansiedade, distúrbios do humor, depressão e dor necessitam de atenção. Todos esses sentimentos são gerados a partir do medo, medo de morrer, medo de não aguentar o tratamento, medo de ficar com sequelas no corpo, de não se adequar mais à sociedade, medo do abandono, raiva, isolamento, medo de não ter mais a sua vida de volta.

Nesse contexto é fundamental que as mulheres diagnosticadas com câncer de mama tenham a possibilidade de receber um acompanhamento e orientação paralela ao tratamento médico convencional. As terapias integrativas e complementares vem colaborando com o tratamento convencional para trazer mais qualidade de vida, aceitação, autoconhecimento e autoestima.

A ASCO (American Society of Clinical Oncology) é uma organização não-governamental fundada em 1964 que possui metas globais de melhoria no tratamento e prevenção do câncer e endossou a diretriz sobre o uso de terapias integrativas durante e após o tratamento do câncer de mama. O documento avalia o grau de evidencias das práticas integrativas para o manejo de sintomas e efeitos adversos como ansiedade, estresse, transtorno do humor, fadiga, náuseas.

As terapias complementares incluem MEDITAÇÃO, IOGA e uso de produtos naturais.

PRÁTICAS MENTE-CORPO

As práticas mentais e corporais tiveram as recomendações mais altas, com a meditação recebendo nota “A” (máxima) para redução da ansiedade, tratar distúrbios do humor e sintomas depressivos e melhorar a qualidade de vida. Nota A significa que pode ser recomendada para uso rotineiro contra ansiedade e alteração do humor e outros sintomas em pacientes com câncer. Musicoterapia, ioga, massagem e gestão do estresse receberam recomendações nota B e estão entre as práticas integrativas mais usadas atualmente atuando na saúde mental geral e nos sintomas de ansiedade e para aliviar outras condições relacionadas ao tratamento oncológico.

E AS PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES SÃO:

  • Redução da ansiedade e estresse: meditação, gerenciamento do estresse e ioga.
  • Depressão e transtornos do humor: meditação, relaxamento, ioga, musicoterapia.
  • Melhorar qualidade de vida: meditação e ioga.
  • Redução de náuseas e vômitos: acupressão e acupuntura

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO?

 As práticas integrativas podem ser realizadas como mecanismo natural de prevenção de agravos, recuperação da saúde e gerenciamento dos sintomas relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

 A meditação, prática de harmonização dos estados mentais e da consciência traz benefícios para o sistema cognitivo, promove concentração, auxilia na percepção sobre as sensações físicas e emocionais, amplia a autodisciplina no cuidado à saúde, estimula o bem-estar, relaxamento, reduz o estresse, a hiperatividade e os sintomas depressivos, diminui os pensamentos repetitivos, promove alterações favoráveis no humor e proporciona maior integração entre mente, corpo e mundo exterior. Fisicamente esta prática contribui para a redução dos níveis de adrenalina e cortisol, hormônios relacionados ao estresse e à ansiedade, consequentemente intensifica a produção de endorfina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade.

Foram constatados já vastos benefícios da meditação como a melhora da dor física, insônia, no bem-estar emocional, no medo de recorrência e angústia, melhora na atenção, espiritualidade, religiosidade, satisfação com a vida e na interpretação da doença como algo de valor e não mais como um castigo, aumento do amor-próprio e da autoestima e, na maior confiança da ajuda médica. Em outros estudos, a meditação auxiliou as mulheres a desenvolverem mecanismos naturais para enfrentar o processo de adoecimento, com menos trauma e sofrimento.

COMO COMEÇAR A MEDITAR E RECEBER SEUS EFEITOS?

A meditação é uma prática a ser aprendida, não possui nenhum teor religioso, não tem pré-requisitos, nem dogmas e é autoinduzida, ou seja, depois que você aprende não precisa de um professor ao seu lado todos os dias quando for praticar.

É importante encontrar um profissional que oriente as formas corretas de praticar a meditação, pois, senão o seu objetivo maior que é aprender a se envolver menos com seus pensamentos e sentir os seus benefícios não irão acontecer.

Para receber seus efeitos a meditação deve ser tornar um hábito, diário, esse é o caminho para, naturalmente, aparecerem seus benefícios. Basta praticar, regularmente, por 15 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

            Tire esse tempo pra você.

            É a sua história, sua jornada.

            Você merece se conhecer e saber quem você é.

            Aprenda com os desafios e sua vida será mais leve.

            Um forte abraço,

Dra. Renata Isa Santoro – @drarenataisasantoro

Médica Integrativa – Instrutora de meditação pela UNIFESP

Colunista do IQeB

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Ciência não é opinião (nem internet)

Provavelmente você já deve ter escutado que não é saudável cobrir toda a pele: “a pele tem que respirar”. É bem provável que você não saiba de onde veio essa história, nem a quanto tempo ela foi inventada.

Esse é um “conhecimento” informal, passado de pessoa a pessoa: “Todo mundo sabe disso”. Mas como diziam nossas mães, “você não é todo mundo”. Então, porque EU FICO REPETINDO isso? de onde vem essa informação? E mais importante, quando inventaram essa história?

Esta teoria foi inventada por Empedocles e Platão, que viveram na Grécia antiga, em torno de 500 a 400 anos antes de Cristo. Com a tecnologia que havia na época, as observações dos aspectos microscópicos do corpo não era possível e havia um pouco de imaginação envolvida. A teoria era que o ar entrava pelos poros, “respirando os vasos sanguíneos”, enquanto o ar que entrava para os pulmões tinha a função de resfriar o corpo. Muitos anos depois, Galeno, que viveu entre os anos 129 e 217,  estudou diversas áreas do conhecimento humano, incluindo anatomia, fisiologia e patologia. Galeno também formulou teorias sobre o funcionamento do corpo humano criando a teoria do humores. O corpo seria divido em 4 substâncias maiores, que, quando em desbalanço, causavam doenças; bile preta, bile amarela, sangue e catarro. A partir de 150 depois de Cristo, não era permitido a dissecção do corpo humano, e o conhecimento médico estacionou, ficamos mais de mil anos sem avanços significativos. Até os anos 1700 fazia-se sangrias em pessoas doentes por conta destas teorias.

Desenho medieval representando o sistema circulatório conforme a teoria de Galeno.

Hoje sabemos que muitos aspectos do corpo humano foram descritos com precisão àquela época, mas também existiram erros grosseiros que permaneceram por um longo período e, até hoje, são repassados de pessoa à pessoa, como “a pele respira” do começo da nossa conversa.

Por que isso aconteceu? Porque não havia ciência. Porque a autoridade de quem falava era mais importante do que o que realmente acontecia. O fato científico ficou em segundo plano.

Tudo isso começa a mudar a partir de um experimento simples, mas que na sua época mudou a maneira como entendemos o funcionamento do corpo humano, e como desenvolvemos a medicina.

Em 1747, James Lind, um médico da Marinha do Reino Unido, estava tratando de marinheiros acometidos por escorbuto, uma doença causada pela falta de vitamina C na alimentação das tripulações que viajavam por longos período no mar. A doença era fatal para uma grande parte dos marujos, causando sangramentos, feridas na pele e perda dos dentes. Naquela época não se sabia a causa da doença.

Descrição do escorbuto por James Lind

James Lind então fez um experimento com 12 marujos com sintomas de escorbuto. Dividiu em 6 pares e administrou 6 tratamentos diferentes: (1) meio litro de cidra, (2) 25 gotas de elixir de vitriol, (3) meio copo de água do mar, (4) um comprimido de alho, mostarda, rabanete, bálsamo do Peru e mirra, 3 vezes ao dia, (5) duas colheres de vinagre 3 vezes ao dia e (6) duas laranjas e um limão por dia.

No final de uma semana os marinheiros que comeram as laranjas e limões estavam cuidando dos demais.

Este foi o princípio da medicina baseada em evidência, do primeiro estudo científico controlado em seres humanos. Pessoas sofrendo da mesma condição foram submetidas a tratamentos diferentes e os resultados foram comparados, estabelecendo qual é o tratamento padrão para aquele problema. Algo que fazemos até hoje, com cada vez mais tecnologia e estatística para que possamos chegar a resultados cada vez melhores e mais precisos.

Os estudos clínicos atuais passam por diversas fases para que possamos compreender os mecanismos de doença, fatores de risco, fatores protetores e descoberta de novos tratamentos contra o câncer e qualquer outra doença. A lógica do estudo final, que comprova a utilidade de um novo tratamento, no entanto, continua a mesma. Dois ou mais grupos de pessoas com características semelhantes e comparáveis (mesma doença, doenças do mesmo tamanho, mesmos fatores de risco, distribuição de idades semelhantes, gênero e etnias, etc) são divididos e o tratamento é escolhido ao acaso. Os grupos vão sendo tratados da mesma maneira e observados ao longo do tempo. Os resultados são comparados e caso uma estratégia seja melhor que a outra, esta se torna o novo padrão.

Esta evidência científica cria a base para que, quando uma nova pessoa apresente aquela doença, nós possamos oferecer o melhor tratamento de cara.

Crianças que participaram do primeiro estudo com a vacina de Jonas Salk contra a poliomielite. Foram 1,8 milhões de pessoas no estudo.

Quando os pesquisadores juntam todas as informações, de todas as pessoas que participaram do estudo, e publicam os dados em forma de artigo científico eles estão reunindo toda uma experiência de tratamento. Quando lemos e entendemos como o estudo foi feito, seus pontos fortes e fracos, alcances e limitações, estamos adquirindo essa experiência de tratamento para nossos próximos pacientes. Por exemplo: um estudo com 500 pessoas demonstrou que usar curativo redondo é melhor que usar curativo quadrado para pessoas com corte no joelho. Nenhum médico do mundo vai tratar 500 pessoas com corte no joelho ao longo da vida, é muita gente.  Tampouco um médico vai dividir seus pacientes em dois grupos para ver qual é o melhor curativo, nem vai fazer comparações estatísticas entre seus pacientes para “testar” quais de seus curativos foram melhores. Quando nós lemos o estudo científico nós adquirimos este conhecimento, nós adquirimos o conhecimento da humanidade. O conhecimento que nós vamos construindo em conjunto, como seres humanos.

Nosso próximo paciente vai ser atendido da melhor maneira que existe, não porque nós somos pessoas iluminadas, recebemos um conhecimento divino, somos dotados de “inteligência superior” e por isso temos toda a autoridade do mundo, mas porque nós adquirimos o conhecimento da evidência científica. Nós estudamos a experiência científica que foi apresentada por outros médicos e grupos de pesquisa e praticamos a medicina baseada em evidência.

Podem ter certeza, quem não segue dados científicos, não está oferecendo o melhor tratamento para seus pacientes. Quem não oferece tratamento baseado na experiência de centenas, milhares ou milhões de pessoas tratadas dentro do rigor científico e comparados formalmente, está causando malefício para o próximo paciente com aquela doença.

O tempo da autoridade acabou, o que precisamos hoje são de profissionais capazes de entender e produzir dados científicos. Que tratem seus pacientes com a melhor evidência e que contribuam para a evolução dos tratamento, se tornando, eles mesmo, novos pesquisadores.

A “autoridade” e a internet

A discussão entre a ciência e autoridade, até pouco tempo atrás, estava restrita a ambientes acadêmicos, faculdades, congressos e revistas científicas. No entanto esta discussão se modificou recentemente com o surgimento da internet. Hoje, os títulos acadêmicos utilizados para “tentar passar autoridade” mudaram para o número de seguidores e likes. Quanto mais seguidores e curtidas, melhor é aquele sujeito: “Se tem um bando de gente que segue e curte, só pode ser um cara bom”. Certo? Errado, muito errado.

Por toda a internet a gente vê um monte de gente que faz coisas, por vezes arriscando suas vidas, para agradar o público. A vida pelo like. Gente que tira foto em cima de edifícios, que mergulha com tubarão, que corre e empina carros e motos, que expõe o corpo, tudo pra ter aprovação, fama e por vezes para ter ganhos financeiros.

Tudo pela fama na internet.

Em medicina isso é particularmente perigoso. O indivíduo se auto intitula especialista em X, Y ou Z e sai fazendo vídeos, posts e o que quer que seja. Tudo para agradar o “internauta”, sem o mínimo de compromisso com a verdade. É particularmente comum alguns padrões:

  • Todos os médicos são “caretas” só fazem coisas baseadas em pesquisa, eu sou um cara bom e entendi um negócio que só eu sei, o resto não sabe. Marque uma consulta comigo, é cara mas vale a pena.
  • Todo mundo leu o mesmo estudo mas só a minha interpretação foi a correta, todo mundo errou, me siga. E não esqueça de curtir e compartilhar.
  • Eu sou o salvador da pátria, descobri um remédio que cura tudo, mas a indústria farmacêutica / os Estados Unidos / a NASA / os extraterrestres / o capeta em pessoa, não quer liberar. Compre de mim, aqui está o site.
  • Veja como eu sou forte, eu faço academia e tomo um monte de “suplemento”. Quer ficar também? Marque aqui comigo, e compartilhe meu stories.
  • E tem as clássicas da oncologia: “câncer não mata, o que mata é o tratamento”: compre minhas ervas, “câncer é um fungo”: compre meu livro de alimentação, “câncer é ácido”: compre meu filtro de água alcalina, “seu médico é um pilantra que ganha dinheiro porque você está doente”: venha tratar comigo.

Pessoal, vídeo, post, fotos, enfim, qualquer coisa na internet, não tem nenhum compromisso com a ciência. Tem um monte de gente que vai fazer apenas para benefício próprio. Temos sempre que questionar os dados, a ciência, o fato. Vale lembrar da nossa mãe, não existe “todo mundo sabe”, a gente não é todo mundo. Por que EU ACREDITO nisso? Eu acredito na informação ou na pessoa que disse? Tem base científica ou é um “chute”? A pessoa esta comunicando uma informação séria ou ela quer apenas o like/seguidor/clique?

Alexander Fleming, o cientista que descobriu a Penicilina, antibiótico usado até os dias de hoje.

E vale lembrar a máxima: o objetivo da ciência não é agradar ninguém. O objetivo da ciência é compreender os fenômenos que nos cercam. Compreender a verdade científica. Sempre questione. Só com a ciência progredimos. Só a verdade interessa, independente se ela nos agrada ou não.

A verdade não faz caridade. Vamos em frente.

Texto disponível no site do Dr. Felipe em http://drfelipeades.com/2019/03/05/ciencia-nao-e-opiniao-nem-internet/


Dr. Felipe Ades – Médico Oncologista
Diretor científico do Instituto Quimioterapia e Beleza

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Mensagem de Final de Ano

Encerramos o ano com essa mensagem da nossa Diretora de Relações Humanas, psicóloga e coach em resiliência Diana Vilas Boas.

Oi queridas Cats, o que foi esse ano? Foi muito diferente de tudo o que podíamos imaginar, e nos fez enfrentar o desconhecido, até dentro de nós mesmos…

Como foi para cada uma de vocês?

Seja lá o que tenha sido, trouxe experiências inéditas em nossas vidas, reflexões importantes a respeito de trabalho, família, relacionamentos, propósitos, objetivos, e muitas coisas mais.

São novos tempos, em que tivemos que aprender a ter paz em meio do caos, da mudança, na capacidade de adaptação, de transformação, buscar a felicidade no momento presente, nas pessoas que nos rodeiam, e a ter fé e esperança mesmo sem saber o que o futuro nos reserva. Que louco tudo isso…

Mas estamos aqui firmes e fortes e podemos dizer que o mundo mudou, nós mudamos, nada mais vai ser como era antes!

Tudo muda rápido, por isso ainda teremos muito trabalho pela frente, para conseguirmos a criação de novas realidades, a expansão de nossa consciência, e a adaptação ao que é esperado de nós.

Ufa, não é fácil! Mas como diz o ditado, “a adversidade revela o gênio, e o sucesso o esconde”, temos que buscar a nossa genialidade, e revelar talentos que possam estar escondidos, mas estão lá!

Vamos refletir sobre tudo isso e quem sabe encontrar outros caminhos…recebemos uma grande sacudidela, que pode ter nos deixados tontos, mas não nos derrubou!

Realmente foi um ano diferente, muito difícil para as pessoas do mundo inteiro, mas que com certeza proporcionou grandes lições!

Lembrem-se também de que sempre poderemos usar o Amor como uma arma poderosa para enfrentar as adversidades!

O Amor é uma frequência, uma vibração alta, que podemos sintonizar, dar o tom, e que com certeza vai abrir caminhos e guiar nossa conduta.

Que venha 2021, pois com certeza estaremos mais fortes e poderosas!
Desejo a todos vocês queridas Cats, que os novos tempos tragam boas energias, muita Paz e Amor no coração!

Diana Vilas Boas – Diretora de Relações Humanas, Psicóloga e Coach em Resiliência

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Dia Mundial da Saúde Mental

Dia Mundial da Sáude Mental, com texto especial da nossa querida psicóloga e coach em resiliência, Diana Vilas Boas?

O que é saúde mental??
Essa resposta é bastante complexa, pois nem sempre o que é saudável para uns em termos mentais tem o mesmo significado para outros.
De qualquer forma existe um conceito que especifica a saúde mental como um nível de qualidade de vida cognitva ou emocional ou a ausência de doença mental.

O termo saúde mental está muito relacionado com a forma como as pessoas reagem às exigências, desafios e mudanças da vida e como equilibram as suas emoções.

A maneira como os indivíduos lidam com as várias situações da vida depende de aspectos físicos, mentais e sociais e o comportamento pode variar muito e suscitar diferentes interpretações, classificando essa pessoa como “normal ou nem tanto!”

Mas o importante, é o quanto estamos inseridos no ambiente em que vivemos, o quanto nos sentimos adaptados à vida que escolhemos, o quanto nossas emoções estão controladas, o quanto nos sentimos bem e felizes, pelo menos a maior parte do tempo.

Ser saudável mentalmente é poder ter a consciência do que somos, do que queremos e do que podemos realizar! É sermos capazes de pensar de forma positiva, é sermos capazes de enfrentar as adversidades da vida, flexibilizar nossas ações e buscar novas alternativas para superar obstáculos e alcançar o que queremos, é saber controlar o medo, a raiva, a tristeza, e a ansiedade.

Saúde mental significa muito mais do que a ausência de doença mental, significa sobretudo saber que ninguém é perfeito, que as pessoas são diferentes, cada um com a sua individualidade, com as suas qualidades e defeitos, o que torna os seres humanos únicos na sua essência!
Saber compreender, saber respeitar e admirar nossos semelhantes pode ser uma das chaves para um harmonioso equilíbrio mental.

Cuidar da saúde física, se alimentar corretamente, evitar hábitos nocivos e vícios, também podem ser bons aliados para uma boa saúde mental!

Mens sana in corpore sano! Uma mente sã, num corpo são, seu equilíbrio físico refletindo no seu emocional! Uma citação latina carregada de verdade!

Diana Vilas Boas

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Quimioterapia oral domiciliar

O fornecimento de quimioterapia oral domiciliar é um direito do paciente com câncer, porém costuma ser negado pelos convênios médicos, demandando o ajuizamento de ação para seu fornecimento.

A recente aprovação pelo Senado, na data de 03 de junho de 2020, para que planos de saúde forneçam tratamento contra o câncer, em casa, consiste em uma significativa vitória para todos os guerreiros que estão combatendo a doença.

O Projeto de Lei 6330/2019, de Autoria de José Reguffe, tem o objetivo de “alterar a lei de Plano de saúde, para tornar obrigatória a cobertura para tratamentos antineoplásicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral, procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia registrados na Anvisa, dispensada a previsão de que tais procedimentos sejam autorizados em protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas revistos periodicamente”.

Continuamente, tendo havido a aprovação pelo Senado Federal, a votação foi remetida para a Câmara dos Deputados, na data de 09/06/2020.

A ideia do Projeto de Lei

A ideia do Projeto de Lei é que o tratamento de quimioterapia oral domiciliar não dependa da integração ao rol de procedimentos previstos pela ANS.

A aprovação representaria maior celeridade ao tratamento dos pacientes, que não mais precisariam aguardar a revisão do rol de procedimentos da ANS, cuja revisão ocorre apenas a cada 2 anos.

Nesse contexto, a justificação do Projeto tem um olhar humanitário e igualitário: o paciente visto com dignidade.

Assim, trata-se da facilitação do tratamento, de celeridade, do conforto. Para que, havendo registro na Anvisa, possa o paciente receber o tratamento domiciliar, minimizando sua dor.

Salientamos que o projeto vai ao encontro daquilo que já é considerado correto pela Justiça.

Somos apoiadores dessa campanha e levantaremos a bandeira desse tratamento domiciliar, para que possamos minimizar o sofrimento de todos os guerreiros que combatem ferozmente a doença.

O papel do Judiciário na quimioterapia domiciliar

Enquanto não aprovado o Projeto de Lei, os pacientes portadores de câncer têm que ser firmes na batalha. A palavra de ordem é não desistir.

Nesse contexto, o Poder Judiciário tem se mostrado bastante sensível às demandas, tendo concedido fornecimento de medicamentos ou terapias que ainda se encontrem fora do rol de procedimentos da ANS.

Desse modo, pacientes que recebem a prescrição do tratamento de quimioterapia domiciliar, existindo registro na Anvisa, podem se socorrer do Poder Judiciário, para se valerem de seus direitos.

Ainda que não haja o registro no rol da ANS, o tratamento não pode ser obstado ao consumidor.

Por essa razão, fundamental que o paciente persista, pois os Tribunais de Justiça têm admitido o tratamento domiciliar.

Como exemplo, cita-se recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Conclusivo que o fato de o medicamento não estar no rol da ANS não é razão de se ter excluído o tratamento.

Veja-se recente decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo:

“(…) Negativa de cobertura de medicamento denominado “Olaparibe” (Lynparza) – 300 mg. Recusa fundada em cláusula que exclui tratamento domiciliar. Abusiva a negativa de custeio de medicamento prescrito para o tratamento da autora, sob o argumento da exclusão contratual (por seraplicado por via oral, permitindo o uso domiciliar) e ainda, de que é importado e não integra o rol estatuído pela ANS. Medicamento que corresponde ao próprio tratamento da doença que acomete a autora e que tem cobertura contratual. Recusa indevida.” TJSP, Apelação 100262 72.2019.8.26.0319, julgada em 29/05/2020.

Com efeito, nota-se que o paciente teve que se valer do Poder Judiciário para receber seu tratamento, pois ainda não havia inclusão do tratamento no rol de procedimentos da ANS.

Certamente, a aprovação pela Câmara dos Deputados representará uma vitória para agilizar todo o tratamento.

Força na luta

A saber que, enquanto não ocorra a referida aprovação, o paciente deve se socorrer de auxílio jurídico, para seguir na sua batalha e, com isto, poderá receber o tratamento ou medicamento sem necessidade de aguardar sua inclusão no rol da ANS.

Enquanto se aguarda a aprovação pela Câmara, já temos uma perspectiva: estamos mais perto de vencer essa luta.

Bem como, seguiremos defendendo a ideia e batalhando pelo tratamento de cada um dos pacientes.

E assim, ficamos mais perto de casa.

Rodrigo Lopes dos Santos, graduado em Direito pela USP, mestre em Direito do Estado pela USP, sócio do Lopes & Giorno Advogados, é também colaborador do Instituto Quimioterapia e Beleza.

Fernanda Giorno de Campos, especialista em Direitos e Setores Regulados pela FGV, graduada em Direito pelo Mackenzie, sócia do Lopes & Giorno Advogados.

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Paciente com câncer tem direito a receber os medicamentos Kisqali (Ribociclibe) e Femara (Letrozol) de plano de saúde, decide Tribunal de Justiça de São Paulo

Em 2019, uma nova dupla de medicamentos passou a revolucionar o tratamento do câncer, trazendo mais esperanças àqueles que travam batalha contra a doença: os fármacos Kisqali (Ribociclibe) e Femara (Letrozol).

Recentes estudos comprovaram a eficácia de tais drogas, como foi abordado por oncologistas no Simpósio para Pacientes Oncológicos, organizado pelo Instituto Quimioterapia e Beleza, em outubro de 2019.

Entretanto, muitos pacientes que solicitam tais medicamentos deparam-se com a negativa do fornecimento pelos convênios médicos (planos de saúde).

Diante da negativa do convênio, recomenda-se a procura por um advogado especialista em direito à saúde, o qual saberá como orientar o paciente e bem proceder para efetivação de seus direitos, uma vez que existe o direito do paciente ao fornecimento dos medicamentos Kisqali (Ribociclibe) e Femara (Letrozol) pelos planos de saúde.

Salienta-se que, em virtude da gravidade da doença que demanda um tratamento efetivo e rápido, um processo para pedido de fornecimento de tais medicamentos comporta a concessão de tutela de urgência, a qual deve ser avaliada pelo juiz em prazo inferior a uma semana, garantindo o pronto acesso aos remédios em questão.

Em recentes decisões, o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu, de modo inequívoco, que paciente acometido de câncer tem direito de receber os medicamentos Kisqali (Ribociclibe) e Femara (Letrozol), para seu tratamento, sendo abusiva a negativa dos planos de saúde.

Nos julgamentos, tratava-se de casos de pacientes que precisavam de tratamento e tiveram seu direito negado pelo plano de saúde.

A negativa do fornecimento de Kisqali (Ribociclibe) e Femara (Letrozol) revelou-se abusiva ao consumidor, não podendo ser admitida pelo ordenamento jurídico, estando a vida e a dignidade da pessoa humana como valores situados em patamar superior em relação às decisões econômicas de operadoras de saúde.

No julgamento da apelação 1000612-60.2019.8.26.0581 ( na data de 22 de abril de 2020), pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, com voto condutor da Relatora Mary Grün, o colegiado decidiu que:

É abusiva a recusa da ré porque é de competência do médico, e não da operadora do plano, a escolha da terapia relativa à patologia da paciente, patologia esta coberta pelo plano, sendo irrelevante se tratar de medicamento não previsto no rol da ANS ou de uso domiciliar.”

Pontuou ainda que: “não é necessário que o contrato de prestação de serviços à saúde ou a Agência Reguladora relacionem expressamente cada um dos procedimentos a que os beneficiários terão direito nem o procedimento adequado ao tratamento de cada moléstia, lembrando que o plano de saúde pode estabelecer quais doenças estão sendo cobertas, mas não que tipo de tratamento está alcançado para a respectiva cura”.

Nesse contexto, não se pode olvidar a existência das súmulas do Tribunal de Justiça de São Paulo, as quais tornam claro o direito dos pacientes aos tratamentos prescritos pelos médicos responsáveis, não ficando o direito impedido pela negativa dos planos de saúde:

Súmula 95: “Havendo expressa indicação médica, não prevalece a negativa de cobertura do custeio ou fornecimento de medicamentos associados a tratamento quimioterápico”.

Súmula 102: “Havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS”.

Assim, o paciente acometido de câncer, que precisar dos remédios Kisqali (Ribociclibe) e Femara (Letrozol), tem direito a receber o medicamento, sendo abusiva a negativa do plano de saúde em fornecer o fármaco necessário ao trato da moléstia.

O fato de o medicamento Kisqali (Ribociclibe) só ter sido incluído na ANVISA recentemente (em 2018) não pode ser óbice para o consumidor, uma vez que há devido registro no órgão competente. O STJ é muito claro a esse respeito, nos recursos especiais Resp 1712163/SP e Resp 1726563/SP: “As operadoras de plano de saúde não estão obrigadas a fornecer medicamento não registrado pela ANVISA”.

Ou seja, medicamentos que possuem registro na ANVISA, ainda que com registro recente, no ano de 2018, devem ser fornecidos ao paciente com câncer pelo plano de saúde.

No mesmo sentido, o acórdão do Tribunal Bandeirante (TJSP), datado de 16 de abril de 2020, que determinou o fornecimento além do medicamento Kisqali (Ribociclibe), do fármaco Femara (Letrozol), afirmando o Relator Edson Luiz de Queiroz, na apelação 1001795-30.2019.8.26.0011 que:

O objetivo contratual da assistência médica comunica-se, necessariamente, com a obrigação de restabelecer ou procurar restabelecer, através dos meios técnicos possíveis, a saúde do paciente“.

Os pacientes que precisam de Kisqali (Ribociclibe) e Femara (Letrozol) para tratamento do câncer devem ser firmes na luta para poderem realizar o seu tratamento e procurar ajuda de profissional especializado para conseguir a efetivação de seus direitos ao tratamento digno e preservação de suas vidas.

Força na luta contra o câncer!

*Referência:

Publicação no site Migalhas, por Rodrigo Lopes.

Rodrigo Lopes, graduado em Direito pela USP, mestre em Direito pela USP, sócio do Lopes & Giorno Advogados, é colaborador do Instituto de Quimioterapia e Beleza.

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Momentos difíceis…

Queridas Cats,
O momento é difícil, sem dúvida, tudo mudou nas nossas vidas e aqui estamos nós, bombardeados de notícias por todos os lados, sem saber direito o que fazer, com medo da doença, mas também com medo das consequências, da falta de dinheiro, e tudo o mais…

Sim tudo é real, está acontecendo, então o que fazer?
Que tal desenvolver ou melhorar a nossa resiliência?
Com novas atitudes e comportamentos poderemos transformar nosso ambiente em um lugar mais agradável e ajudar as pessoas à nossa volta a serem mais resistentes e otimistas.

?

“Resiliência não tem a ver apenas com sofrimento ou aguentar a pressão, tem a ver com a possibilidade de dar abertura para experimentar momentos desafiadores com aprendizagens positivas. ”
Temos que rever nossas crenças, nossas convicções, nossas experiências anteriores que possam estar influenciando nossos comportamentos, e procurar flexibilizar para que possamos dar abertura a coisas novas, até mesmo em um momento de pandemia, quando parece que tudo o que acreditávamos veio abaixo.

?

Vamos olhar para esse momento e perguntar, o que podemos aprender de forma positiva com essa adversidade?
Busque desenvolver bons pensamentos, formas mais otimistas e esperançosas de encarar os fatos, não deixe que emoções como raiva e tristeza dominem.
Procure pessoas para dialogar e conversar, hoje temos muitos recursos que não sejam os presenciais, procure ampliar seus relacionamentos, falar com aqueles amigos que não vê há muito tempo, reatar laços, retomar contatos..

?‍♀️

Quem sabe é o momento de aprender coisas novas, na internet há inúmeros cursos online em todas as áreas, muitos gratuitos, e deve haver algum que interesse a você.
Evite ouvir notícias negativas, afaste-se um pouco dos jornais e televisão, procure se informar com o que é importante, mas sem alarmismos desnecessários…
Há praticas que podem nos ajudar a descontrair como meditação, yoga, exercícios físicos em geral, que pode encontrar em diversos sites na Internet.

Enfim, olhe para a frente, reveja o seu sentido de vida e mantenha o otimismo!
Como dizia Chico Xavier: “Tudo Passa” tenha essa máxima em sua vida, sempre.

Se precisar conversar conte comigo.
Grande abraço,
?

Diana Vilas Boas
Coach Empresarial e de Resiliência
Diretora de Relações Humanas do IQeB
Contato pelo site www.quimioterapiaebeleza.com.br

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Como transformar o período de reclusão num momento especial

Estamos vivendo momentos desafiadores e talvez inéditos na história recente. Pela primeira vez vemos o mundo todo sendo obrigado a se recolher, a parar ante a ameaça de um inimigo invisível.

Nosso Pensar sendo bombardeado por todo tipo de notícias alarmistas e catastróficas, por preocupações financeiras e por cenários tenebrosos para o futuro. Nosso Sentir contaminado pelo medo, angústia, revolta e ameaças à nossa integridade física. Nosso Querer e nossa vontade totalmente tolhidas por um confinamento forçado.

Precisávamos parar! A Humanidade precisava parar! Tudo estava acelerado demais, todos vivendo seus dias em total inconsciência, como Zumbis soterrados por obrigações, esquecidos de nós mesmos, dos nossos familiares, amigos, esquecidos do Planeta que nos acolhe.

Mas tudo tem dois lados. Se olharmos para o passado, fica fácil perceber que grandes progressos surgiram das adversidades. Até mesmo as Guerras trouxeram algo de positivo, como avanços tecnológicos que melhoraram a vida das pessoas. Basta treinarmos o nosso olhar para ver o lado positivo, presente em tudo!

Você já parou para observar o céu nestes dias? Percebeu o incrível tom de azul, puro e cristalino, que sempre esteve lá mas vivia encoberto pela poluição? Já parou para ouvir como a cidade está mais silenciosa? Já refletiu que talvez este momento possa ser uma oportunidade de transformação?

Casais podem se reconectar dentro de suas casas. Pais podem voltar a reconhecer seus filhos, até então delegados a terceiros. Os idosos, tão abandonados e esquecidos, podem voltar ao centro das famílias já que a atenção agora é toda sobre eles. Famílias podem se unir, o respeito às necessidades do outro pode aumentar, nossa consciência sobre a importância de preservarmos a natureza pode se expandir.

Para isto basta estarmos atentos. Precisamos treinar o nosso olhar e os nossos pensamentos para nos conectarmos somente com o que é positivo nesta situação.

Desliguem a TV! Estar bem informado é diferente de estar sobrecarregado de informações negativas. Dediquem este tempo aos seus familiares, às “faxinas” externas e internas que precisam ser feitas, agora temos tempo para isto.

Com a postura correta, podemos transformar este período de reclusão num momento especial de transformação. E que seja assim!

Adriano Munhoz

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Mulheres, somos todas Luas

Paro um segundo em frente ao teclado do computador. Vou escrever hoje sobre o Dia das Mulheres. No segundo seguinte levanto, ando pelo quarto, são tantas palavras a expressar, fico confusa e agitada, procuro me centrar e lembro que está noite. Abro a janela e lá está ela, no alto negro campo do céu, cercada de estrelas, é Quarto Crescente. Logo me acalmo e as palavras escorrem pelos meus dedos.

A campanha para o International Women’s Day 2020 vem com grande força este ano, intencionando o tema “Each For Equal” (igualdade) como demonstram os principais valores que as guiam: a JUSTIÇA, sendo esta um conceito que pode ser diferente através das culturas mas que baseia-se no respeito entre as pessoas; a DIGNIDADE, como o direito de serem valorizadas e respeitadas, a ESPERANÇA, a IGUALDADE, o RESPEITO, a EMPATIA e o PERDÃO de tudo o que passou , “Olhando para trás para Olhar para frente” (www.internationalwomensday.com).

Com uma campanha assim intensa de união e força escrevo estas palavras com toda a profundidade de um ser feminino que em sua ancestralidade viveu livre, como bicho solto, sem medo, foi Deusa, mãe, venerada e respeitada como divindade, como símbolo de prosperidade e esperança, onde a maior arma era o amor e a graça.

Evidências arqueológicas, antropológicas e históricas comprovam que a mulher foi o centro da vida humana e espiritual durante milênios. Por forças de soberania, disputas e ganância a Deusa foi substituída pelo poder da espada guerreira e o amor matriarcal sucumbiu.

Tantas eras se passaram, fomos curandeiras queimadas como bruxas, fomos criativas revolucionárias tratadas como loucas em camisas de força, fomos rebaixadas ao pior escalão que um ser humano pode chegar, a do desprezo social. A mulher passou a ser controlada, domesticada, como mostram as palavras documentadas no Songe Du Verger, uma compilação de obras que abordava todos os problemas da atualidade política e social na Idade Média: “Entre as más condições que tem as mulheres, em direito, elas tem nove más condições. Primeiramente, uma mulher por sua natureza, busca seu prejuízo. Segundamente, as mulheres são por natureza avarentas… Terceiramente, suas vontades são caprichosas. Quartamente, são hipócritas… Em consequência, as mulheres são reputadas falsas e, portanto, segundo o direito civil, uma mulher não pode ser aceita como testemunha em testamento […] Em consequência, uma mulher faz sempre o contrário do que lhe mandam fazer. Consequentemente são matreiras e maliciosas”.

No século XVIII, Balzac em Physiologie do Mariage, escreveu sua versão à burguesia que o seguia à claras frases: “O destino da mulher e sua única glória é fazer bater o coração dos homens. A mulher é propriedade que se adquire por contrato, ela é mobiliária porque sua posse vale como título, a mulher enfim, não é, propriamente falando, senão um anexo do homem”. E continua: “A mulher casada é uma escrava que é preciso saber colocar no trono. Em quaisquer circunstâncias insignificantes o homem deve eclipsar-se diante delas, ceder-lhes o primeiro lugar, ao invés de fazê-las carregar o fardo, como desobrigá-las de todas as tarefas penosas e de toda a preocupação, sem responsabilidades e , assim, ludibriadas e seduzidas pela facilidade, aceita o papel de mãe e de dona de casa em que a querem confinar”.

Uau ! Fico sem palavras…

E assim, homens e mulheres foram se desconhecendo, afastaram-se da sua verdadeira essência, a de conexão e equilíbrio. A energia feminina representa o farol que ilumina e equilibra o masculino com a finalidade de despertar ambos para uma nova realidade. Essa nova realidade que já está acontecendo. São muitas feridas a serem tratadas, mas é possível, se cada mulher colocar como principal propósito de vida se reconhecer, olhar para dentro, buscar sua força e seu poder que está nela mesma, até sentir prazer em existir, em estar viva e em paz com seu Ser Divino.

É necessário que a mulher se cure de suas dores, emoções, palavras não ditas, experiências não vividas, expressões reprimidas, sonhos não realizados, gargalhadas repreendidas. A mulher quando se cura reaprende a honrar e confiar no seu poder e potencial sagrado de transformação.

O feminino está despertando de seu sono. A Deusa está retornando.
O equilíbrio será restaurado.
Escolheremos o amor ao invés do medo.

Neste dia pare alguns minutos para respirar, ouvir seu corpo, olhar para dentro e buscar o primeiro passo que te levará à sua realização. Mulheres, somos seres sagrados de amor, de ciclos lunares, sabedoria e dança. Reconheçam-se.

Um forte abraço, Renata Isa Santoro
@drarenataisasantoro

Renata Isa Santoro, é médica, cardiologista pediátrica em Campinas, mãe de 2 queridos e está namorando o pai dos filhos dela. No final de 2016, em meio a uma vida workaholic em que sobrevivia no piloto automático, descobriu um câncer de mama que a assolou e a fez recomeçar sua vida e a refazer suas escolhas, como conta no livro que tem ajudado muitas pessoas a despertar para uma nova vida, “Poderosa Leveza de Ser” – editora Chiado. Atua como cardiologista fetal e pediátrica com muito carinho e consultório, é palestrante, está aprendendo a bailar Flamenco, seu hobby é fazer sapatos artesanais, é fã do Kiss e de Krishna Das.

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Descubra as vantagens do Tamoxifeno

O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células.
É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia.
A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro.
Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas.
Converse sempre com seu médico!

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