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Descubra as vantagens do Tamoxifeno

O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células.
É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia.
A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro.
Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas.
Converse sempre com seu médico!

#cancer#cancerdemama#tamoxifeno#seguro#cura#hormonioterapia#medicina

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Confira a imagem chocante de uma tomografia

Cats, o Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista compartilhou uma imagem incrível do Jornal médico New England, deste exame de tomografia!!!👁👁
Chocada!!!🙀🙀

“Imagem da semana do jornal médico New England Journal of Medicine.
Este é um exame de tomografia, que faz imagens do corpo humano como se fizesse fatias, que olhamos de baixo para cima. Na imagem a pessoa está deitada com os pés na sua direção e a cabeça atrás da sua tela. A imagem é uma fatia na altura do mamilo.
Na parte de baixo vemos uma vértebra, mais branca. A imagem circular no meio do exame é o coração, ao redor vemos os musculos e costelas e em cinza os pulmões.
A seta preta aponta para um câncer de pulmão. Durante o exame também se observam duas imagens que não fazem parte do corpo humano: o pequeno triângulo é um isqueiro e a seta branca é um maço de cigarros. Ambos no bolso da camisa.”, explica Dr. Felipe.

Muito chocante mesmo, não é Cats?

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Dia do Voluntariado

Oi queridas Cats, hoje quero usar este espaço para dar um depoimento muito sincero e verdadeiro a respeito do Instituto.

Uma coisa é a gente trabalhar como profissional e fazer um trabalho voluntário de atendimento, outra é estar como paciente, ou alguém muito próximo de um, e precisar de ajuda e acolhimento em momentos difíceis da sua vida.

Eu posso relatar essa experiência pois tenho vivido esses dois papéis, e posso dizer que o meu entendimento do que significa “acolher uma pessoa”, aumentou, amplificou, evoluiu para uma compreensão em uma dimensão muito maior!

Estou lidando com uma situação inédita para mim, tendo que ajudar o meu marido, companheiro há mais de 50 anos, a enfrentar um diagnóstico de um câncer grave, que está minando a sua saúde e nos deixa muitas vezes impotentes e sem saber o que fazer…

Procuro usar de toda a minha energia, minha resiliência e minhas crenças de que podemos nos fortalecer para enfrentar as adversidades da doença, mas sei, e vocês também sabem muito bem que não é uma tarefa fácil…

E num desses momentos difíceis, em que parece que tudo está desmoronando ao seu redor, convidei-o para ir ao Instituto comigo no meu dia de voluntariado, conversar com algumas pacientes, e pessoas maravilhosas que frequentam a casa.

Gente, que acolhimento maravilhoso! Fiquei emocionada de ver!

Esse é o verdadeiro sentido do trabalho do Instituto, acolher, dar atenção, dar carinho, trocar informações, mostrar que além da medicina há muito mais a ser feito por uma pessoa! 

Agradeço à Deborah, essa pessoa maravilhosa, incansável na condução do Instituto!

Ela nos recebeu com carinho e atenção, e deu a ele um livro sobre uma pessoa que teve um câncer muito grave e complementou o tratamento com ozonioterapia. Essa leitura foi muito importante para o meu marido, pois mesmo sendo médico e às vezes mais cético em relação a tratamentos alternativos, achou que que pode ser uma boa opção e ficou mais animado. Conversou com as meninas ouviu relatos, e saiu de lá mais leve e mais animado do que entrou.

Esse é o acolhimento que o Instituto proporciona, receber, atender, ouvir, dar carinho e amor e podem ter certeza que pode ser um santo remédio para os nossos males!

Obrigada Deborah querida, obrigada a todas e vamos em frente!

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O direito ao leite para mães que não podem amamentar: desafios e realidade

Na luta contra o câncer de mama, muitas cats que passaram por mastectomia ou que tenham outro impedimento clínico à amamentação acabam por enfrentar novos problemas: a impossibilidade de amamentar seu filho recém-nascido. Mas o que fazer diante desta situação? O texto a seguir trará algumas respostas para ajudar as cats mamães que não puderem amamentar. Vamos lá!

De forma sintética, a mastectomia é um procedimento necessário pelo qual algumas mulheres com câncer de mama precisam passar para evitar que o tumor se espalhe. Consiste na retirada parcial ou total de uma ou das duas mamas. No caso da mastectomia total bilateral, nossas cats não podem fornecer leite às crianças geradas, o que traz angústias e preocupações.

Além da mastectomia, pode haver outras causas de restrições clínicas ao aleitamento, portanto se o médico responsável pelo tratamento restringir a amamentação, a mãe estará impossibilitada de fornecer leite ao seu filho.

Neste quadro de inviabilidade de fornecimento de leite materno, torna-se necessária a busca por uma fonte de leite externa para alimentação dos bebês. No caso de mães em condição de vulnerabilidade sócio-econômica, a dificuldade para obtenção do leite é grande, isto porque o leite para crianças recém-nascidas possui elevado valor no mercado.

Assim, a busca pelo fornecimento de leite envolve a formulação de pedidos perante programas assistenciais governamentais. Porém, os problemas ainda estão muito longe do fim, sendo que o principal entrave aos pedidos consiste no fato de não existir legislação federal obrigando o fornecimento de leite a crianças em idade de amamentação.

Com este verdadeiro vácuo normativo em âmbito nacional, as alternativas disponíveis são programas estaduais e municipais instituindo o fornecimento do leite, o que poderia ser uma alento às mães.

Entretanto, estes programas, que são institucionalizados por normas (leis, resoluções, portarias e etc…) municipais ou estaduais contemplam o fornecimento apenas para mães portadoras do vírus HIV, desprezando outras causas que impossibilitam o aleitamento materno direto, como os casos em que a mãe submeteu-se à mastectomia.

Entendemos que esta situação causa uma cruel e injustificada desigualdade, na medida em que a lei ou norma infralegal cria uma descriminação da mãe que luta contra o câncer, em relação à mãe portadora de HIV.

Esta desigualdade representa uma quebra ao princípio da isonomia, o qual constitui um dos princípios fundamentais de nosso país e está previsto expressamente na Constituição Federal, a qual , de modo simples, representa a lei maior que guia o Brasil, estando acima de qualquer outra lei, resolução ou portaria.

Assim, alertamos à cat que tenha passado por mastectomia, e que viva em cidade ou estado no qual exista programa de fornecimento de leite a mães portadoras de HIV, que ela tem direito a obter leite para seu filho nos mesmos moldes em que o leite é fornecido às mães portadoras de HIV.

Provavelmente o ente governamental responsável pelo programa, seja estado ou município, negará o pedido de fornecimento de leite, porém a cat que continuar sua luta e buscar seus interesses na Justiça, terá grandes chances de ver seu direito concretizado.

Além da via judicial, precisamos destacar algumas alternativas existentes, de modo a facilitar o caminho das mães que passaram por mastectomia, pois alguns estados e municípios possuem programas distintos para o fornecimento de leite. O Estado de São Paulo, por meio da Resolução 336/2007 da Secretaria de Saúde, instituiu programa de fornecimento de leite até os dois anos de idade para crianças intolerantes à lactose. Deste modo, se o filho da cat tiver intolerância à lactose, o caminho para obtenção do leite torna-se mais fácil, uma vez que já existe a previsão de fornecimento pelo Governo do Estado de São Paulo.

Para os residentes da cidade de São Paulo, existe o programa Leve Leite, que distribui leite a famílias socialmente vulneráveis que preencham os requisitos e cadastrem-se na Prefeitura de São Paulo. Alguns outros (poucos) municípios também têm programas assistenciais, vale a pena pesquisar o website da prefeitura da sua residência e também realizar o Cadastro Único centralizado, que deve ser feito no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) existente no município em que residir a cat. O link para obtenção dos endereços de todos os CRAS do Estado de São Paulo, para escolha do mais próximo de sua residência clique aqui.

No caso das cats residentes de outros estados, recomenda-se que seja feito acesso ao website dos respectivos governos estaduais, para pesquisa dos centros de assistência social de cada estado.

Por fim, reitera-se que a discriminação das mães que não puderem amamentar devido ao câncer não se justifica. Disto, percebemos duas coisas:

  1. É importante que a mãe procure seus direitos na justiça, por meio de um profissional especializado na área de saúde e cidadania, de modo a receber o leite a que seu filho tem direito!
  2. Seria fundamental levarmos este debate à sociedade para elaboração de projeto de lei instituindo programas nacionais de fornecimento de leite a mães em posição de hipossuficiência econômica, que por motivos de saúde estejam impossibilitadas de amamentar, pouco importando o problema que inviabilize a amamentação, pois o que está em jogo é a saúde e o desenvolvimento de um ser inocente e indefeso que deve ser protegido.

Por enquanto é isso. Força cats e até o mês que vem!

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Fibrose? Há boas notícias!

Há cerca de duas semanas, a Drª Ludmila Thommen fez um post muito legal pro Quimioterapia e Beleza (Acesse aqui) sobre a importância da Fisioterapia Oncológica, a qual também sou grande fã e defensora. Um dos tópicos levantados no post foi o de fibrose, um efeito relativamente comum que pode ocorrer após os tratamentos cirúrgicos e de radioterapia, por exemplo. É sobre a fibrose que falaremos hoje.

Primeiramente, o que é fibrose?

Como próprio nome sugere, nosso corpo forma “fibras” nos locais de cicatrização para preencher aquele espaço que foi “rompido”. Imagine uma roupa que precisamos costurar. Quando fazemos os pontos, aquele local que costuramos fica mais rígido, mais grosso e com menos elasticidade do que era originalmente, certo?

É mais ou menos isso que acontece com o nosso corpo, formamos essas fibras para cicatrização. A fibrose é um tipo de cicatriz interna. Vocês já ouviram falar ou já tiveram queloide? Este é um tipo de fibrose da pele, por exemplo (muito comum ocorrer nas cicatrização de piercings. É aquela bolinha dura que forma, sabe?). O problema é que essa fibrose pode acontecer de maneira anormal, ocasionando dores, deformações, pele repuxada, endurecimento da região e limitações de movimento.

As boas notícias são que a fisioterapia e suas diversas modalidades têm soluções para este probleminha chato. O quanto antes iniciar-se um tratamento, melhor. Para isto é necessário procurar um profissional que faça uma avaliação e recomende os procedimentos mais adequados a serem adotados, os quais vão variar de caso para caso e podem incluir terapias manuais, ultrassom, laser, entre outros.

Por que é importante cuidar?

Pessoal, se temos um fibrose que limita nosso movimento e nos causa dor, qual é a tendência natural do nosso comportamento? Evitar a dor, logo, evitar aquele movimento. Quanto menos usamos aquele braço (supondo que tivemos uma fibrose após cirurgia para CA de mama), pior fica. Com o tempo, o braço fica ainda mais limitado, mais fraquinho por causa do desuso, podendo ter atrofia, e aí vamos tendo mais dificuldade, mais dor, etc.

Não queremos depender de ninguém para coisas simples como alcançar algo que esteja em uma prateleira no alto, certo?

Então, Cats, procurem ajuda, se cuidem e vamos ser independentes, sim! Há sofrimentos e dores que podem ser evitados de maneiras mais eficientes e a fibrose é um deles.

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Dicas de fibras que mimam a pele no momento que ela mais precisa

Olá meninas. Quanto tempo….
No outro dia estava pensando que, como consultora de imagem e valorização pessoal, tenho falado muito pouco da questão da roupa. Não porque eu ache que não é importante, mas sim porque antes de “vestirmos a pele”, acredito que dentro da pele deve existir algum equilíbrio de bem estar.

E sim, imagino que não seja fácil gerir todas as emoções, sentimentos, tristezas, transformações, mas…acredito, acima de
tudo, na força do ser humano, e no poder da mente de cada um.

Então, é importante sim trabalhar o autoconhecimento, autoperdão, aceitação, auto – reconhecimento e amor próprio. Como fazer isso?

Reconhecer o que mais gosta em si, fazer coisas que promovam o bem estar interior (como beber um “ simples café” com
alguém querido), cuidar de si e do seu corpo. E, aí sim, “vestir a pele”.

Hoje, deixo algumas dicas, que acredito que podem ajudar, no processo de quimioterapia:

  • Usar roupa de fibra natural – algodão, linho, lã, seda: As roupas de fibra natural permitem a respiração da pele. Com o
    processo de quimioterapia (que normalmente resseca a pele), essa respiração pode ajudar a manter a pele minimamente hidratada.
  • Roupa clara – principalmente em climas de sol intenso, as cores claras refletem a radiação.
  • Roupa nem muito larga, nem muito justa: Isto porque facilita a movimentação do ar entre o exterior e o próprio corpo….o tal ventinho que cai tão bem nos dias de calor intenso. Além desta questão da circulação do ar, temos também a questão da silhueta. Importa falar que, independentemente se o corpo engordou um pouco ou emagreceu, tem sempre possibilidades de valorizar, e não ser muito justo nem muito largo, permitindo que a roupa envolva a silhueta e que sua forma não se perca.

Para a questão da silhueta, gostaria de te pedir uma coisa. Olhe para o seu corpo, e veja o que mais gosta e menos gosta em si. Tire partido do que mais gosta, sinta o seu potencial e deixe-o aflorar. Será uma sensação maravilhosa!

Ah, e as dicas estendem-se para roupas de banho e de cama. As etiquetas falam, e quanto mais naturais forem as fibras, mais mimos sua pele vai receber.

Pode acreditar!

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Você sabia que planos de saúde não podem limitar o número de sessões de quimioterapia?

Nosso novo colunista e parceiro o Advogado Rodrigo Lopes dos Santos, do escritório Lopes & Giorno Advogados, aborda neste texto nossos direitos durante o tratamento. Mais um aliado para garantir a nossa luta!

No intuito de contribuir com informações e conhecimento, inclusive jurídico, que é nossa área de atuação, vamos procurar, nesse texto, dar dicas às Cats, para seguirem no tratamento e na luta contra o câncer.

Algumas Cats possuem planos de saúde, outras não, e, ao longo das postagens, vamos abarcar as diversas hipóteses e situações que nos são trazidas e vivenciadas diariamente. Gostaríamos, nesse momento, de tranquilizar nossas guerreiras sobre a limitação que planos de saúde tentam fazer sobre quimioterapia, pois sabemos que muitos
planos tentam convencê-las de que há um número predeterminado de tratamento ou de medicamento específico. Porém, nossas Cats não precisam aceitar essa limitação, por um motivo bastante simples: planos de saúde não podem limitar sessões de quimioterapia ou fornecimentos de medicamentos com registros na Anvisa. Trata-se de conduta abusiva e ilegal, que fere nosso Código de Defesa do Consumidor, a boa-fé contratual e a dignidade da pessoa humana, princípio insculpido na Constituição Federal.

Tem-se que foi o médico das Cats que prescreveu o remédio para quimioterapia, não podendo o plano de saúde simplesmente limitar ou negar, tentando ser o subscritor do tratamento, agindo como se fosse médico das nossas guerreiras, o que é inadmissível.

Especificamente, o Tribunal de Justiça de São Paulo tem sido bem claro nas suas decisões nesse sentido. Editou uma súmula (de um jeito simples, entendimento jurisprudencial pacificado), de número 95, que prevê: “Havendo expressa indicação médica, não prevalece a negativa de cobertura do custeio ou fornecimento de medicamentos associados a tratamento quimioterápico”.

Ainda com aprovação do medicamento na Anvisa, não subsiste qualquer razão para a negativa do tratamento, não podendo as Cats ficarem convencidas com tratamentos indeferidos pelo plano de saúde, devendo procurar seus direitos e serem fortes nessa luta pelos seus direitos, contando com profissionais que saberão apoiá-las e compreendê-las com sensibilidade nesse momento.

Citaremos trecho de um recente julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, de 22 de março de 2019, número 1098645-10.2018.826.0100: “APELAÇÃO CÍVEL. Plano de saúde. Ação de obrigação de fazer. Autora portadora de neoplasia de mama com metástase óssea. Recusa no fornecimento de medicamento prescrito para quimioterapia. Incidência do Código de Defesa do Consumidor. Abusividade reconhecida. Inteligência da Súmula 95 do TJSP. Irrelevância de a droga não constar no rol do instituído pela ANS. Rol que prevê somente a cobertura mínima obrigatória. Exclusão que contraria a função social do contrato retirando da paciente a possibilidade do tratamento necessitado. Medicamento com registro na ANVISA. R. sentença mantida”.

Avante, Cats!

Rodrigo Lopes dos Santos
• Ex-Promotor de Justiça do Estado de São Paulo
• Graduado em Direito pela Universidade de São Paulo – USP
• Mestrando em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo – USP
• Pós-graduado em Litígio Estratégico pela Fundação Getúlio Vargas – FGV
• Pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas – FGV
• Membro da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/SP

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Como determinar seu comportamento para praticar atividade física

Pessoal, por que para algumas pessoas é mais fácil “resolver” iniciar uma atividade física, enquanto para outras parece um sacrifício? Como a Miranda consegue levantar todos os dias tão
cedinho antes do trabalho para fazer uma atividade física? Por que você não consegue encontrar ânimo nem para subir três degraus? São diversas respostas e que dependem muito, obviamente. Temos algumas correntes que nos ajudam a entender nosso comportamento no contexto das práticas corporais (e aqui entenda como prática corporal qualquer atividade física, esporte, exercício físico, dança, luta, jogos, enfim, “geralzão”, ok?) e como ocorre a mudança do mesmo, ou seja, nosso passo a passo pra decidir iniciar ou manter as práticas. É assunto complexo e que requer profundidade, mas a ideia deste texto é apresentar, de modo geral, como “resolvemos” iniciar a prática de alguma atividade física.

Nossos comportamentos podem ser determinados pelo ambiente e pelo nosso interior, ou seja, eles são influenciados pelo ambiente (em casa, no trabalho, no lazer), por como percebemos esse
ambiente (ameaça, conforto, confiança), pelo papel que estamos desempenhando nele (mãe, chefe, amiga, etc.) e das nossas características de personalidade (valores, moral). É difícil isolar apenas um fator que seja decisivo na determinação do comportamento humano (Freud que o diga! De acordo com este grande médico neurologista, o comportamento humano é explicado pelos níveis de consciência e, de maneira ampla, o comportamento é uma expressão de nosso inconsciente. Logicamente, o trabalho dele é muito, mas muito, mais do que isso. Não vamos perder o foco, voltemos ao assunto). Podemos considerar essas diversas influências, internas e externas. Assim, no ambiente das práticas corporais não
é diferente.

Há muitos estudos demonstrando que nós, seres humanos, nos envolvemos e engajamos em atividades que nos permitam ter sentimentos de autonomia, capacidade, competência, êxito, sucesso,
grupo, dentre outros. Então, primeiro de tudo, temos que pensar em alguma atividade que possa trazer bons sentimentos, que possa trazer satisfação e prazer. Se você for uma daquelas pessoas
traumatizadas com as aulas de Educação Física da escola nas quais você era a última a ser escolhida para jogar ou que todos brigavam com você quando errava alguma coisa (oi, bem-vindas ao time!), a nossa missão em encontrar alguma atividade que você goste é mais complexa (mas nunca impossível!). Isso porque associamos esses sentimentos ruins (incompetência, julgamentos) com as práticas. Hoje em dia existem TANTAS modalidades que eu tenho certeza que há alguma que você irá se identificar e gostar muito (muitas amigas que não gostam de treinos, adoram pilates, por exemplo).

Para mudarmos nosso comportamento, primeiramente, precisamos querer. Eu sei, parece bobagem, mas é verdade. Há estágios de mudanças de comportamento, os quais vou escrever e finalizar
a seguir. A ideia é que você identifique onde se encontra e tente mudar para melhor (porque sim, vou insistir eternamente que você mude para um estilo de vida ativa ou mantenha, caso esteja pensando em parar, ou apenas continue). São cinco estágios de mudança de comportamento: Pré-contemplação (não há intenção de mudar), Contemplação (existe a intenção, mas não há atitude), Preparação (já intenção e pretensão em iniciar algo em breve), Ação (yes! O comportamento muda e está nos primeiros seis meses do início) e, por fim, Manutenção (adquiriu-se o comportamento e está engajado há mais de seis meses). Gente, é real isso! Nos primeiros três meses de prática, há uma gigantesca taxa de desistentes das práticas. Se você persistir por mais de seis meses, há grandes chances de manter esse estilo de vida (vou chamar assim). E aí eu te pergunto: Por que, primeiro, preciso querer mudar? Olha lá o primeiro estágio! Se não houver intenção de mudar, nada acontecerá, mas se alguma coisinha aí dentro, às vezes, já te fala para iniciar alguma atividade, MARAVILHA, entramos para a contemplação e falta pouco para que você mude.

Agora, os motivos da Miranda gostar mais do que você, é outra longa história. Nossas motivações podem ser intrínsecas ou extrínsecas, podemos ser mais ou menos autodeterminados, dentre outros muitos fatores que falaremos outro dia. Por hoje, é isso. Pense em qual estágio você se encontra e, amiga, vá em frente!

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Minha experiência como Coach em Resiliência

Nesses quase dois anos de contato e atendimento a pacientes do IQ&B, depois de muitas sessões, conversas, reflexões, troca de ideias e energias, posso dizer que estou muito melhor como ser humano do que era antes!

Quanto aprendizado! Quantos ensinamentos tenho recebido! E eu que achava que tinha muito mais a ensinar do que receber!

Tenho convivido com mulheres maravilhosas, tão fortes na sua dor, tão valentes no seu sofrimento, que muitas vezes me surpreendem pela forma equilibrada e positiva com que conduzem a sua vida mesmo diante de tanta adversidade.

E então eu posso dizer que tenho convivido com a resiliência na sua forma mais pura e autêntica, com pessoas que diante de um mundo que está desmoronando conseguem encontrar alternativas para continuar mantendo a esperança e o sentido da vida!

Eu aprendi que podemos ser o máximo de nós mesmas, que como diz o ditado:

”A esperança é a última que morre”, e ainda acrescentaria “alimentada pelo amor”.

Eu trabalho com a minha experiência como Psicóloga e Coach, uso de diferentes metodologias para ajudar as pessoas a traçarem planos e estabelecer passos para atingirem o que precisam. Mas aqui devo dizer que toda essa bagagem de conhecimentos, deve ser fortemente incrementada como o sentido de amor pelo próximo e pela vontade de ajudar, seja lá de que forma for!

Muitas vezes, não há muito o que fazer, nem o que dizer, não há uma técnica ou uma mágica que possa ajudar a enfrentar tamanha adversidade!

E eu, que me vi perplexa e mobilizada pelo intenso sofrimento de um semelhante, digo, o que fazer? Faça o que o seu coração mandar, a sua alma, ou seja lá o que for que venha de dentro de você, e que possa te inspirar. E podem ter certeza, a gente tem essa sabedoria interna e consegue buscar lá de dentro do âmago do nosso ser, a energia e a força que precisamos.

Para concluir, quero deixar o meu imenso agradecimento para todas essas mulheres poderosas, com as quais tenho convivido nesses últimos anos, e dizer, que, seja de que forma for, estarei sempre pronta a descobrir com vocês novas possibilidades, novos caminhos, novos passos, para a conquista do que almejam para suas vidas.

Obrigada, hoje e sempre!

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Simplesmente viva

Eu li um livro que achei bastante interessante, e quero passar para vocês as ideias do autor que abordam o assunto felicidade por um prisma muito diferente do que nos acostumamos a ouvir até então.

O livro é best seller no Brasil e em outros países e tem um título bem inusitado e questionador: “A sutil arte de ligar o “foda-se”, de Mark Manson.

Ele orienta a buscarmos um novo olhar para a nossa vida, mais coerente com a realidade, encarando nossas limitações, aceitando nossas falhas, nossas dificuldades, aprendendo a viver com elas, reconhecendo que somos assim e que não adianta passar a vida fingindo não vê-las.

Temos que nos aceitar, com nossos medos, defeitos, incertezas, limitações, pois a partir do momento que passamos a enfrentar e encarar essas verdades mais dolorosas, nos abrimos para encontrar coragem, perseverança, entusiasmo, e daí quem sabe construir uma vida melhor.

Sou assim e pronto, “foda-se o resto”, não vou sofrer por isso, mas vou aceitar e ver quais são as minhas alternativas…

Ele cita Albert Camus que diz: “Você nunca será feliz se insistir em tentar descobrir o que é a felicidade. Você nunca viverá verdadeiramente se estiver procurando o sentido da vida. ”

Simplesmente viva!

As pessoas passam a vida sonhando com a casa de praia, com o carro espetacular, a viagem maravilhosa para lugares paradisíacos, o corpo de atleta e daí por diante…não quer dizer que nada mais importa, mas sim que devo me importar menos, e viver a vida que eu tenho, pois, as vezes até mesmo a pessoa menos empenhada pode se dar melhor, já perceberam isso? Já
repararam que as vezes quando você para de se importar tanto, tudo começa a entrar nos eixos?

“Tudo o que vale a pena na vida só é obtido ao superar o sentimento negativo associado a ele. Evitar o sofrimento é uma forma de sofrimento, evitar dificuldades é uma dificuldade, negar o fracasso é fracassar, esconder o que é vergonhoso é, em si, causa de vergonha.”.

Tentar arrancar o sofrimento é impossível, o esforço para evitar é dar atenção demais a ele. E o que o autor recomenda é que deve-se ligar o “foda-se” e então nos tornaremos mais fortes… dar menor importância, deixar rolar o que é inevitável e aos poucos a pessoa torna-se mais resistente e capaz de encontrar outras saídas…

Enfim, essa é a ideia do livro, que eu quis mostrar a vocês, pois trata-se de uma leitura instigante e provocativa.

Um grande abraço a todas! Logo voltaremos aos nossos encontros semanais.