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Fibrose? Há boas notícias!

Há cerca de duas semanas, a Drª Ludmila Thommen fez um post muito legal pro Quimioterapia e Beleza (Acesse aqui) sobre a importância da Fisioterapia Oncológica, a qual também sou grande fã e defensora. Um dos tópicos levantados no post foi o de fibrose, um efeito relativamente comum que pode ocorrer após os tratamentos cirúrgicos e de radioterapia, por exemplo. É sobre a fibrose que falaremos hoje.

Primeiramente, o que é fibrose?

Como próprio nome sugere, nosso corpo forma “fibras” nos locais de cicatrização para preencher aquele espaço que foi “rompido”. Imagine uma roupa que precisamos costurar. Quando fazemos os pontos, aquele local que costuramos fica mais rígido, mais grosso e com menos elasticidade do que era originalmente, certo?

É mais ou menos isso que acontece com o nosso corpo, formamos essas fibras para cicatrização. A fibrose é um tipo de cicatriz interna. Vocês já ouviram falar ou já tiveram queloide? Este é um tipo de fibrose da pele, por exemplo (muito comum ocorrer nas cicatrização de piercings. É aquela bolinha dura que forma, sabe?). O problema é que essa fibrose pode acontecer de maneira anormal, ocasionando dores, deformações, pele repuxada, endurecimento da região e limitações de movimento.

As boas notícias são que a fisioterapia e suas diversas modalidades têm soluções para este probleminha chato. O quanto antes iniciar-se um tratamento, melhor. Para isto é necessário procurar um profissional que faça uma avaliação e recomende os procedimentos mais adequados a serem adotados, os quais vão variar de caso para caso e podem incluir terapias manuais, ultrassom, laser, entre outros.

Por que é importante cuidar?

Pessoal, se temos um fibrose que limita nosso movimento e nos causa dor, qual é a tendência natural do nosso comportamento? Evitar a dor, logo, evitar aquele movimento. Quanto menos usamos aquele braço (supondo que tivemos uma fibrose após cirurgia para CA de mama), pior fica. Com o tempo, o braço fica ainda mais limitado, mais fraquinho por causa do desuso, podendo ter atrofia, e aí vamos tendo mais dificuldade, mais dor, etc.

Não queremos depender de ninguém para coisas simples como alcançar algo que esteja em uma prateleira no alto, certo?

Então, Cats, procurem ajuda, se cuidem e vamos ser independentes, sim! Há sofrimentos e dores que podem ser evitados de maneiras mais eficientes e a fibrose é um deles.

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Como determinar seu comportamento para praticar atividade física

Pessoal, por que para algumas pessoas é mais fácil “resolver” iniciar uma atividade física, enquanto para outras parece um sacrifício? Como a Miranda consegue levantar todos os dias tão
cedinho antes do trabalho para fazer uma atividade física? Por que você não consegue encontrar ânimo nem para subir três degraus? São diversas respostas e que dependem muito, obviamente. Temos algumas correntes que nos ajudam a entender nosso comportamento no contexto das práticas corporais (e aqui entenda como prática corporal qualquer atividade física, esporte, exercício físico, dança, luta, jogos, enfim, “geralzão”, ok?) e como ocorre a mudança do mesmo, ou seja, nosso passo a passo pra decidir iniciar ou manter as práticas. É assunto complexo e que requer profundidade, mas a ideia deste texto é apresentar, de modo geral, como “resolvemos” iniciar a prática de alguma atividade física.

Nossos comportamentos podem ser determinados pelo ambiente e pelo nosso interior, ou seja, eles são influenciados pelo ambiente (em casa, no trabalho, no lazer), por como percebemos esse
ambiente (ameaça, conforto, confiança), pelo papel que estamos desempenhando nele (mãe, chefe, amiga, etc.) e das nossas características de personalidade (valores, moral). É difícil isolar apenas um fator que seja decisivo na determinação do comportamento humano (Freud que o diga! De acordo com este grande médico neurologista, o comportamento humano é explicado pelos níveis de consciência e, de maneira ampla, o comportamento é uma expressão de nosso inconsciente. Logicamente, o trabalho dele é muito, mas muito, mais do que isso. Não vamos perder o foco, voltemos ao assunto). Podemos considerar essas diversas influências, internas e externas. Assim, no ambiente das práticas corporais não
é diferente.

Há muitos estudos demonstrando que nós, seres humanos, nos envolvemos e engajamos em atividades que nos permitam ter sentimentos de autonomia, capacidade, competência, êxito, sucesso,
grupo, dentre outros. Então, primeiro de tudo, temos que pensar em alguma atividade que possa trazer bons sentimentos, que possa trazer satisfação e prazer. Se você for uma daquelas pessoas
traumatizadas com as aulas de Educação Física da escola nas quais você era a última a ser escolhida para jogar ou que todos brigavam com você quando errava alguma coisa (oi, bem-vindas ao time!), a nossa missão em encontrar alguma atividade que você goste é mais complexa (mas nunca impossível!). Isso porque associamos esses sentimentos ruins (incompetência, julgamentos) com as práticas. Hoje em dia existem TANTAS modalidades que eu tenho certeza que há alguma que você irá se identificar e gostar muito (muitas amigas que não gostam de treinos, adoram pilates, por exemplo).

Para mudarmos nosso comportamento, primeiramente, precisamos querer. Eu sei, parece bobagem, mas é verdade. Há estágios de mudanças de comportamento, os quais vou escrever e finalizar
a seguir. A ideia é que você identifique onde se encontra e tente mudar para melhor (porque sim, vou insistir eternamente que você mude para um estilo de vida ativa ou mantenha, caso esteja pensando em parar, ou apenas continue). São cinco estágios de mudança de comportamento: Pré-contemplação (não há intenção de mudar), Contemplação (existe a intenção, mas não há atitude), Preparação (já intenção e pretensão em iniciar algo em breve), Ação (yes! O comportamento muda e está nos primeiros seis meses do início) e, por fim, Manutenção (adquiriu-se o comportamento e está engajado há mais de seis meses). Gente, é real isso! Nos primeiros três meses de prática, há uma gigantesca taxa de desistentes das práticas. Se você persistir por mais de seis meses, há grandes chances de manter esse estilo de vida (vou chamar assim). E aí eu te pergunto: Por que, primeiro, preciso querer mudar? Olha lá o primeiro estágio! Se não houver intenção de mudar, nada acontecerá, mas se alguma coisinha aí dentro, às vezes, já te fala para iniciar alguma atividade, MARAVILHA, entramos para a contemplação e falta pouco para que você mude.

Agora, os motivos da Miranda gostar mais do que você, é outra longa história. Nossas motivações podem ser intrínsecas ou extrínsecas, podemos ser mais ou menos autodeterminados, dentre outros muitos fatores que falaremos outro dia. Por hoje, é isso. Pense em qual estágio você se encontra e, amiga, vá em frente!

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Atividade física e saúde mental

Olá, Cats. Hoje abordarei um tema que venho estudando ultimamente que é a saúde mental e, consequentemente, a relação desta com a prática de atividades físicas (ou práticas corporais, como alguns profissionais preferem dizer) e, com nosso foco principal, câncer.
Como o próprio nome já diz, saúde mental está relacionada com o nosso psicológico, nosso sistema nervoso, cerebral, envolvendo os transtornos mentais como depressão, ansiedade, compulsões, até doenças como a esquizofrenia e bipolaridade. Particularmente, acredito que seja indissociável a nossa saúde mental da saúde física, do nosso lado social, emocional, tudo. Acredito numa visão integral do ser humano, sendo muito difícil separarmos uma coisa da outra. Exemplo: uma criança com um corte profundo no braço. Problema físico. O médico costura o braço e passa os cuidados que se teve ter para cicatrização. Resolveu? Não. Esse corte foi simplesmente porque a criança se esbarrou em alguma coisa? Ou a criança mesma se cortou? Ou a criança foi agredida? Se sim, por quê? Se sim, o que estes fatos representam para a criança e como ela estava se portando anteriormente e como vai se portar a partir do acontecido? Quantas vezes já ouvi pacientes com CA de mama relacionando a doença com algum trauma psicológico do passado? Como pode pessoas com a mesma doença física reagirem de tão diversas maneiras? Como pode um tratamento para câncer, em teoria, uma doença física que está nosso corpo, causar efeitos como dificuldade de concentração e perda de memória dos pacientes? É complexo e está tudo integrado, como já falamos em outras colunas, principalmente na de Ciclos Viciosos e Virtuosos.
Assim, quando colocamos nosso corpo para se mexer, obviamente não conseguimos separar a prática do nosso mental. É cientificamente (ou até mesmo você pode experimentar e notar) comprovado que nosso “rendimento” (na academia, na faculdade, no trabalho, em casa) é estreitamente associado ao nosso estado mental. Exemplo: em um dia que você se sente maravilhosa, você faz muito mais coisas (sai com amigos, conversa mais, resolve mais coisas, arruma a casa, topa aquele programa que estava há tempos para acontecer, etc) do que naqueles dias que você está desanimada e só quer ficar deitadinha, quase sem movimentos, na cama ou no sofá, na boa companhia de um filme (provavelmente um drama, um romance, algo que coloque as lágrimas pra fora). Assim, também acontece com os atletas, com as crianças, com qualquer outra pessoa no mundo. Varia, muito.
O que é muito legal além da prática de atividade FÍSICA é que ocorre com a saúde mental. Muitas vezes, nem percebemos, mas, de um jeito ou de outro, a socialização vai aumentar e isso já é uma GRANDE AJUDA. Há que diga que não gosta de socializar, mas não nascemos para sermos sozinhos, muito menos para viver na individualidade. Precisamos e MUITO do próximo. Bom, aí com a prática você vai adquirindo autonomias, se insere num grupo, se reconhece no próximo, domina seu corpo, se sente melhor, diminui ansiedades e tristezas. Tudo isso pelo corpo, pelas experiências que vivemos, pois é através dele, com ele e por ele que estamos nesse mundão.
Para não ficar muito no blábláblá, vou mostrar dados, números, porque tenho a impressão que a gente acredita mais quando quantificamos, certo? Aí vai: Um estudo 1 conseguiu unir e analisar 32 estudos com quase 3 mil mulheres recebendo tratamento adjuvante para câncer de mama. Os principais resultados demonstraram que a prática de exercícios aeróbicos e resistidos causou:

  • Diminuição de 0,28 desvios padrão de FADIGA;
  • Aumento de 4,24 pontos da QUALIDADE DE VIDA relacionada ao câncer;
  • Aumento de 1,1 ponto da QUALIDADE DE VIDA relacionada à saúde geral;
  • Diminuição de 0,15 desvios padrão da DEPRESSÃO;
  • Diminuição de 11,55 segundos para completar o TESTE DE COGNIÇÃO;
  • Diminuição de 1 desvio padrão nos DISTÚRBIOS DE HUMOR;
  • Diminuição de 6 pontos em ANSIEDADE E DEPRESSÃO;

Os dados não são tão simples de entender (desvios padrão?), tampouco simples de medir e relatar. Estamos falando do nosso mental, de coisas que não podemos medir. Não há unidades como, por exemplo, 39º Celsius na temperatura corporal representam quadro febril ou uma pessoa com 1 metro e 50 cm de estatura que pesa 120 quilos tem obesidade. É quase impossível de quantificar. Como dizer “estou com 30 unidades de tristeza hoje” ou “eu te amo 10 amores”, por isso, há tantas qualificações neste ramo (e aquelas unidade de desvio padrão, pontos, etc, são cálculos quase extraterrestres da estatística pra conseguir mostrar efeitos).
O importante é: atividade física, saúde mental e câncer são interligados e uma coisa pode mudar a outra! Procure orientações e pratique alguma atividade.
Referência:
1 Furmaniak AC, Menig M, Markes MH. Exercise for women receiving adjuvant therapy for breast cancer. Cochrane Database of Systematic Reviews 2016, Issue 9. Art. No.: CD005001. DOI:10.1002/14651858.CD005001.pub3.

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A importância da nossa imagem

Oi, Cats! O que vocês veem quando se olham no espelho? Como vocês têm cuidado das casas que habitam suas almas, seus corpos? É natural que, com todo o processo do diagnóstico e tratamentos para câncer, ocorram mudanças internas e externas. O que não pode ser natural é abandonarmos os cuidados (tanto internos, quanto externos, afinal está tudo interligado e não sabemos direito onde um começa e outro termina!) e nós mesmas. Sabemos dos diversos sentimentos deprimidos, medos, incertezas, falta de motivação, dores e, consequentemente, isso reflete em nossas atitudes e afeições. A imagem corporal antes e depois do câncer é bastante diferente e sofre diversas modificações. No câncer de mama, por exemplo, é algo que envolve a feminilidade das pacientes, tendo influência na própria concepção se ser feminino, na identidade. Como está tudo interligado, corpo, psicológico, alma, razão, sabemos o quão maravilhoso é nos sentirmos bem com a gente mesma. Estou aqui para, como sempre, trazer as boas notícias e lá vamos nós.
Dentre as diversas ações que existem para atender vocês como, por exemplo, o banco de lenços promovido pela Flávia Flores e pelo Instituto Quimioterapia e Beleza e os cursos de automaquiagem, o que está COMPLETAMENTE relacionado aos nossos cuidados é a prática da atividade física. Não estou falando na atividade física para “perder barriga” ou “endurecer pernas”, não. Estou falando da atividade física que ajuda a gente a se amar mais, a querer nosso próprio bem, a sentir melhor diariamente.
Então, o que acontece é mais ou menos o seguinte (mais ou menos porque não ocorre necessariamente na ordem que vou dizer, podem existir mais fatores envolvidos e vou explicar de modo generalizado). A prática de atividades físicas gera uma série de reações químicas nos nossos corpos que envolvem, principalmente, hormônios que nos dão a sensação do bem-estar momentâneo após/durante a sessão da prática. Isto é fato e inegável.
A manutenção da prática de atividade física leva a alterações maiores que, além da parte psicológica, vamos conseguindo notar nos nossos corpos e nas nossas atitudes. Adivinha o que isso faz?
Isso faz toda diferença porque começamos a nos notar mais, cuidar mais, amar mais! Parece simples assim e, na verdade, é simples assim. O que eu vivencio sempre é a paciente que começa os treinos desanimadinha e, daqui a pouco, está pensando em fazer a reconstrução da mama, está com o cabelo diferente, um batonzinho, uma roupa nova, está se envolvendo em socializações, saindo mais de casa, fazendo mais coisas (até porque as dores vão diminuindo, você vai ganhando força e tudo mais). Isso se aplica ao público em geral! Ainda que hoje você não tenha vontade nem de se olhar no espelho, faça algo para mexer o corpinho, vai ajudar muito. Daqui a pouco, a casa que sua alma habita, estará mais bela, mais forte, mais resistente. Daqui a pouco, a pessoa que você olha no espelho vai sorrir!

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Linfedema? Trago boas notícias!

Oi, pessoal! Primeiramente, mil perdões pelo sumiço e demora em mandar uma coluna. Só faltou um puxãozinho de orelha do Quimioterapia e Beleza e já voltei.
Escolhi um tema super relevante para falarmos desta vez: o famoso linfedema. O linfedema é um dos efeitos colaterais, podemos assim dizer, mais comuns decorrentes do câncer de mama em si e, também, dos tratamentos do câncer de mama. Estamos falando daquele inchaço no bracinho das pacientes que, normalmente, está usando uma braçadeira de compressão. O linfedema é um acúmulo de fluídos, de líquidos no nosso tecido intersticial (que é tipo o espaço que existe entre a nossa pele e os órgãos, músculos e vasos sanguíneos) por causa de danos no sistema linfático, induzidos pela cirurgia e/ou radioterapia ou ainda podem ser induzidas pelo próprio tumor.
Como podemos imaginar, o linfedema causa desconforto nas pacientes com sentimentos de fraqueza, peso, dor e, ainda, aumenta o risco de infecções e doenças crônicas. Consequentemente, as pacientes podem apresentar estresse psicológico e prejuízos na qualidade de vida. Já sabemos onde quero chegar, né? Na prática de exercícios físicos. Além dela, é recomendado que, para prevenção e redução do risco de linfedema, perca-se peso corporal, no caso de pacientes com sobrepeso e obesidade. Um estudo recente de revisão sistemática (que é um tipo de estudo que basicamente procura por outros estudos e faz um resumo do que esses estudos falam) demonstrou que não há contraindicação de exercício físico para mulheres com linfedema relacionado ao câncer de mama, não havendo restrições quanto ao tipo do exercício. Diversas modalidades foram testadas: treinamento aquático, natação, musculação, yoga, aeróbico. Não foram todos os estudos que relataram diminuição do volume do braço, mas todos relataram melhoras subjetivas das pacientes, ou seja, estas se sentiam melhor após o treinamento.
Então, pessoal, o exercício não é páreo nem para o linfedema e, mais importante, não, isso não é uma limitação ou impedimento para a prática de exercícios físicos! 

Referências:

Baumann, F.T., Reike, A., Reimer, V., Schumann, M., Hallek, M., Taaffe, D.R., Newton, R.U. and Galvao, D.A., 2018. Effects of physical exercise on breast cancer-related secondary lymphedema: a systematic review. Breast cancer research and treatment, pp.1-13. 

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Os Benefícios de Pedalar

Olá, Cats! A Pedalada Rosa está chegando! Hoje vamos falar sobre os benefícios que você
precisa saber desse tipo de atividade física. Eu sou suspeita, pois é um dos meus hobbies favoritos, mas
vou falar de qualquer jeito. O que mais me encanta na bicicleta ao ar livre é o poder ir mais longe, é o
vento batendo no rosto e a sensação de liberdade. Com certeza, entre as melhores memórias de
passeios e atividades que já fiz, estão os com a bicicleta. Isso sem contar as amizades feitas pelo pedal!
Eu pedalava muito em Florianópolis, onde morei por quase dez anos. Mato ou asfalto, aquele lugar é
mágico, onde quer que você vá (Vá pra lá – e pedale!). Floripa difere-se de São Paulo, obviamente. Aqui
temos muito trânsito, mas as ciclovias, parques e iniciativas que disponibilizam bicicletas de fácil acesso
e baixo custo, facilitam muito e tornam o pedal possível e seguro.

Ela é considerada uma atividade física cíclica por causa do movimento repetitivo dos membros
inferiores. É uma boa opção para quem sente dores articulares nos membros inferiores por não ter
impacto como a corrida tem, por exemplo. Acredito que haja mais pessoas que não gostem de correr do
que quem não goste de pedalar. Esta atividade requer equilíbrio, coordenação, noção espacial e
temporal, resistência muscular e cardiorrespiratória e, também, força e flexibilidade (completinho, né?).
Além dessas capacidades físicas que podem ser aprimoradas com a prática da pedalada, teve um estudo
que demonstrou que após apenas 20 minutinhos de pedal leve a moderado diminuiu a ansiedade das
pacientes que tiveram câncer de mama 1 . Outro estudo, demonstrou que após 12 semanas de
treinamento com bicicleta ergométrica (3 sessões semanais, intensidade moderada), pacientes com
linfoma que estavam em quimioterapia ou que já haviam terminado o tratamento, apresentaram
melhora da saúde em geral, da qualidade de vida, dos níveis de depressão, felicidade, aptidão física e
fadiga 2 .

Algumas vezes, os ombros, lombar e punhos podem reclamar um pouco pela sobrecarga do
nosso corpo. Isto pode ser devido à duração da atividade, destreinamento, ao tamanho da bicicleta e
posicionamento do banco e guidons inadequados para você ou mesmo por alguma particularidade sua
como lesões, histórico de cirurgia. Não se preocupe, pois somos adaptáveis e dá pra resolver isso
também, após descoberto o motivo. A prática da pedalada pode ser considerada de baixo custo e,
também, de elevadíssimo custo, depende da bicicleta e dos equipamentos que você decida adquirir.
Quanto aos equipamentos, capacete e luzes são essenciais! Praticar atividades como o pedal têm
estreitíssima ligação com a diminuição do risco de doenças cardiovasculares!

Assim, a PEDALADA ROSA vai te proporcionar vários benefícios que podem ser físicos,
psicológicos e sociais. Lá também vai estar rolando uma oficina de bicicleta, caso você queira aprender a
trocar um pneu ou coisas do tipo. Já adianto, nem é tão difícil assim e a gente fica se sentindo o máximo
quando consegue remendar uma câmara, enche-la, colocar o pneu de volta e sair pedalando. Quem
sabe participando do evento, vocês não se animam a começar a pedalar? E, se você não é de São Paulo
nem de Bauru, que também receberá o evento, não se preocupe. Há sempre algum amigo ou familiar
disposto a pedalar com você, pode ter certeza disso. Ah! Nas academias, as bicicletas também são bem
comuns. Pedido de professora: por favor, não fiquem muito confortáveis sentadas nas bikes, assistindo
TV, ou, seja lá o que for, e esquecendo do exercício. Pra termos resultados, é preciso ter esforço – e o
bom da bicicleta é que dá pra se divertir ao mesmo tempo!

1 Blacklock R, Rhodes R, Blanchard C, Gaul C. Effects of exercise intensity and self-efficacy on
state anxiety with breast cancer survivors. Oncol Nurs Forum. 2010 Mar;37(2):206-12.
2 Courneya KS, Sellar CM, Stevinson C, McNeely ML, Peddle CJ, Friedenreich CM, et al.
Randomized controlled trial of the effects of aerobic exercise on physical functioning and quality of life
in lymphoma patients. Journal of Clinical Oncology 2009;27(27):4605‐12.

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A importância da individualidade por Claudia Arab

A importância da individualidade

Hoje em dia, é possível encontrarmos vários Guidelines sobre atividade física para diversas populações. Esses guias nos dão recomendações do quanto e do tipo de atividade física indicada para
cada população: crianças, adultos, idosos, cardiopatas, etc. Para pacientes e sobreviventes com câncer
não é diferente. Por exemplo, a American Cancer Society recomenda que adultos realizem ao menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade física vigorosa (ou ainda uma
combinação destes) ao longo da semana para prevenção de câncer. De acordo com esta instituição, a
atividade física pode reduzir risco para câncer de mama, cólon, endométrio e próstata. Ainda, recomendam que sejam mantidos os níveis de atividade física o quanto antes possível após o diagnóstico de câncer, objetivando, no mínimo, 150 minutos semanais com, pelo menos, 2 dias de
treinamento de força.
Apenas essas recomendações não são suficientes. A individualidade é um dos princípios do treinamento físico. Cada indivíduo é único. Não tem como termos um único treinamento para todos,
pois cada pessoa tem suas especificidades. Quando tivemos o programa de exercícios na faculdade para pacientes em tratamento do câncer de mama, apesar de termos um planejamento geral, as pacientes eram ouvidas e o treinamento era adaptado de acordo com cada participante. Então, por exemplo, um exercício com membros superiores, braços, para algumas participantes era possível e tranquilo; para outras, precisava ter a amplitude diminuída; e, para outras, não era possível fazer, pois sentiam dor ou porque não conseguiam realizar o movimento por falta de força, de controle do movimento e/ou de flexibilidade. Outro ponto é a intensidade (além do volume e estes são inversamente associados, ou seja, treino “mais pesado” = “treino mais curto” e “mais leve” = “mais longo”). A intensidade moderada para uma pessoa pode ser a leve de alguém e a intensa de outro alguém.
Não temos todos o mesmo condicionamento físico, histórico, características e capacidades. Por isso, é essencial que haja prescrição individualizada. Um treino que alguém faz muito provavelmente não é o mais adequado para você. Pode ser que esse treino seja ótimo e que a pessoa tenha excelentes resultados com ele, mas não significa que também terá esses efeitos para você. Não existe uma receita correta, apenas os ingredientes essenciais (como a continuidade, progressão, recuperação e especificidade)! É preciso respeitar a individualidade para prescrever e realizar um treinamento físico
que gere bons resultados. Como conseguir a individualidade? Buscando um profissional de educação
física!

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CICLOS VICIOSOS E VIRTUOSOS POR Claudia Arab

Bom dia, Cats!! 

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 Querem motivação para começar a incluir os exercícios físicos no dia a dia de vocês?? 

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 A nossa colunista Claudia Arab nos dá vários motivos nesse texto aqui!! 

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 Olá, Cats! Como estamos? Já estamos mais engajadas no objetivo de aumentar o nível de atividade física nas nossas rotinas? Espero que sim! Hoje falaremos sobre fatores que, somados, podem nos ajudar muito ou atrapalhar muito, dependendo do sentido deles.Observem o exemplo da figura abaixo.

A figura acima representa um típico ciclo vicioso, significando que uma coisa leva a outra e estão todos interligados, ou seja, mais dores, mais limitações, mais sedentarismo o que, por sua vez, pode levarão sobrepeso, obesidade, e maior risco de doenças, como hipertensão e diabetes. Isso é o que acontece comumente já demonstrado por muitos estudos e até como alerta mundial de saúde. Tudo isso afeta em muito nossa qualidade de vida.O que podemos fazer para romper este ciclo vicioso e melhorar nossas vidas como um todo?Claro, há outros meios, mas eu, obviamente, vou defender para o meu lado: ATIVIDADE FÍSICA. Olha como o ciclo torna-se, então, VIRTUOSO quando acrescentamos esse protagonista, herói da história, salvador da pátria, fator maravilhoso (ok, já deu pra entender):

 “Mas, Claudia, eu juro, meu corpo odeia fazer atividade física” Gente, eu entendo e é fisiologicamente justificado. Nosso corpo não gosta, realmente. Eu mesma não vou todos os dias fazer meus exercícios super feliz. Há dias que vou contrariada, mas sei que preciso. Nosso corpo nos trapaceia porque ele é criado para poupar energia (porque ele foi criado para mover-se e para mover é preciso combustível!). Como a atividade física tira nosso corpo do equilíbrio, da famosa homeostase, o corpo entende aquilo (a atividade física) como uma situação de ameaça e cria resistência mesmo.O que você precisa fazer é driblar esse efeito e permitir demonstrar para você mesma que a atividade física é MUITO MAIS BENÉFICA DO QUE CHATA ou difícil ou seja lá qual for o adjetivo utilizado.DÊ O TEMPO NECESSÁRIO PARA QUE VOCÊ POSSA SENTIR OS EFEITOS POSITIVOS DA ATIVIDADE FÍSICA ANTES DE DESISTIR. Persista. Os benefícios vêm e você vai adorar os resultados. A gente começa se sentindo mais disposta no dia-a-dia e daqui a pouco é aquela roupa que serve melhor, aquela foto que fica mais bonita, os comentários dos conhecidos e aí os resultados nos exames de rotina! Uma única sessão de atividade física já gera uma sensação ótima quando termina. Uma onda de hormônios e reações químicas ocorrem no nosso corpo e dão a sensação do bem-estar! Não houve um dia sequer que eu terminei uma sessão de exercícios mal. Posso começar mal-humorada, mas sempre termino bem. É assim também com minhas alunas, clientes, amigas (e até com o boy, que eu arrasto todos os dias comigo!).Essas figuras são apenas exemplos, não regras, ok? Faça uma análise de você mesma, pense nos diversos fatores e no que poderia ser diferente. Ah, gente, imprescindível: nossos resultados são MUITO MELHORES com o acompanhamento nutricional ��. Torne sua vida um ciclo virtuoso também!

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Ações gratuitas para vocês por Claudia Arab

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Bom dia Cats!!  Atividade física + câncer é um assunto que começou a repercutir há pouco tempo no Brasil e por isso, ainda não temos muitos programas que foquem nesse público.   Apesar disso, as universidades oferecem muitas ações gratuitas legais que vocês precisam conhecer!  A nossa nova colunista Claudia Arab escreveu sobre o tema e nos indicou várias dessas ações! ‍ Confiram o texto!!

Ações gratuitas para vocês

Olá, Cats! Hoje trago em pauta um assunto muito relevante para vocês e para toda comunidade. Não é tão divulgado e sabido pela sociedade que as universidades têm vários programas gratuitos para atender à população. Esse setor das universidades chama-se extensão. Nestas ações, os alunos e professores oferecem programas, atendimentos, avaliações, dentre outros, em prol da população – e da ciência.
Um desses exemplos foi o Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer. Na época do meu mestrado, 2012-2014, tive uma grande oportunidade: pudemos criar e oferecer um programa de exercícios físicos para pacientes em tratamento do câncer de mama. Fui orientada pelo professor Dr. Alexandro Andrade, coordenador do projeto e do Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC). Várias pessoas participaram para que ele acontecesse e foi lindo! O programa tinha atividade aeróbicas de caminhada e de musculação. As pacientes passavam por avaliações antes, durante e depois do programa. Fizemos ampla divulgação do programa em postos de saúde, hospitais e até consultórios médicos particulares. O protocolo de exercícios físicos foi cuidadosamente criado baseado em manuais, em princípios do treinamento físico e, principalmente, da resposta que tínhamos das pacientes, individualmente. As pacientes relatavam diariamente as diferenças que sentiam, além das mudanças detectadas nas
avaliações. Destaco aqui a grande melhora nas limitações físicas e autoestima delas. Era maravilhoso ver que podiam descer escadas sem precisar de apoio, não sentiam mais dores nos joelhos ou nos braços, por exemplo. Além disso, as atividades eram em grupos o que ajudava muito para o lado social.
O assunto atividade física e câncer ainda é recente no nosso país e ainda não contamos com muitos programas voltados à esta população, mas as universidades têm muitas ações gratuitas a oferecer. Vale a pena vocês entrarem nos sites das instituições mais próximas a vocês para verificar. O nosso programa de exercícios físicos não existe mais, infelizmente. A UDESC, entretanto, oferece vários programas como, por exemplo, o de dança. O próprio laboratório que fiz parte tem ações para pacientes com fibromialgia e já teve x-games para crianças e adolescentes com obesidade. Então, vale a pena. Confiram os sites, participem das ações e aproveitem, pois elas existem para vocês e são gratuitas!

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Para ser fisicamente ativas por Claudia Arab

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Bom dia Cats!!  Confiram mais um texto da nossa nova colunista, a Claudia Arab, criadora e coordenadora do Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer de Mama, nos incentivando a ter um maior nível de atividade física em nossas vidas. 

Para ser fisicamente ativas

Há muitas questões sobre atividade física que surgem quando você ouve alguém defendendo e disseminando esta prática ou mesmo quando alguém decide fazer atividade física. O que fazer? Quando? Quanto? Onde? Como? As primordiais são quanto à definição e finalidade da atividade física. Tudo que requer movimento corporal, locomoção, tarefas rotineiras, lazer, entre outros, pode ser considerado atividade física. Alguém que tem como trabalho algo que o exija muito tempo sentado em frente ao computador tem o nível de atividade física diferente de alguém que trabalhe com descarregamento de mercadorias. Essa questão começou a ser abordada lá nos anos 50, por Morris, na Inglaterra, quando descobriu que doenças do coração eram mais comuns em homens fisicamente inativos no trabalho (motoristas) do que em trabalhadores que tinham funções mais ativas. O nível de atividade física também pode ser diferente entre duas pessoas que tenham a mesma função no trabalho, pois as demais atividades da vida diária também interferem. Assim, uma pessoa que pratica
exercícios físicos tem maior nível de atividade física do que quem não pratica exercícios físicos.
O exercício físico é aquele realizado periodicamente, sob prescrição (ou, ao menos, deveria) que tem objetivos, continuidade, progressividade, controle, etc. Então, quando falarmos de exercício físico, necessariamente este está dentro de atividade física, mas falar em atividade física não necessariamente significa que há exercício físico, ok? Vamos para o assunto que mais nos importa: atividade física, exercício físico e câncer.
É muito comum que, após o diagnóstico de câncer, os pacientes diminuam seus níveis de atividade física geral por diversos motivos. Várias vezes as pacientes já me relataram que faziam academia ou dança até 5x por semana, mas que pararam ou foram diminuindo quando tiveram a suspeita e o diagnóstico da doença. Além disso, o baque emocional é forte e é normal que os pacientes queiram ficar mais “recolhidos”. As barreiras para praticar atividade física são inúmeras. Falta vontade e tempo, cansaço, o local de prática é longe de casa, não gostam ou mesmo sentem medo e dores. Às vezes, pode ser por recomendação médica, daí é preciso conversar direitinho com a equipe para entender os motivos da não recomendação – cada caso um caso e aqui falamos no geral (a individualidade dos pacientes é imprescindível!).
O recomendado, porém, é que os pacientes retornem suas atividades normais o mais rápido possível. Quanto mais nos movermos (e nos ocuparmos), melhor. O movimento é analgésico – ouvi um professor dizer essa expressão e achei fantástica. Afinal, quando decidimos não fazer nada, logo começam as dores: é joelho que chia, costas que reclamam, sem contar o desânimo cada vez maior. O que leva as pessoas a praticarem atividade física, ou seja, a motivação para a prática, pode ser explicada por diversas teorias como a da autodeterminação, mas não entraremos nessas teorias. O que nos importa aqui hoje são algumas dicas que podem ser adicionadas à rotina de vocês para aumentar o nível de atividade física. As sugestões são simples e fazem toda diferença. Se você anda de ônibus, pare um ponto antes ou depois do mais perto da sua casa e aproveite para caminhar até seu destino. Se você
usa o carro para ir logo ali ao mercado ou padaria, troque por uma bicicleta ou vá caminhando, se possível. A clássica troca do elevador pelas escadas também é muito útil. Faça atividades em grupo, chame os amigos e os familiares, são mais divertidas e já aproveitam para colocar o papo em dia. Façam um passeio a pé em parques ao invés de irem ao cinema. Hoje em dia, os smartphones têm aplicativos que vocês conseguem ver quantos passos deram no dia ou qual a distância percorrida a pé. Tentem aumentar essa quantidade gradualmente. São sugestões super simples e até comuns de ouvirmos por aí, mas fazem bastante diferença para nossa saúde e, por vezes, não percebemos que podemos aproveitar esses momentos para sermos mais fisicamente ativos. Começando assim, já fica bem mais fácil de se engajar num programa de exercícios físicos futuramente! Façam o teste por uma semana. Avaliem como está seu ânimo, nível de ansiedade, cansaço e dores antes e depois dessa semana ativa. Percebam as diferenças e depois contem pra gente! ��