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A Meditação é forte aliada no tratamento oncológico

COMO A MEDITAÇÃO PODE TE AJUDAR

A cada desafio que nos é apresentado durante a vida, sempre podemos ver uma oportunidade de entender e aprender com o caos. O desafio pode nos ensinar a encontrar nosso equilíbrio interno e externo. Nesse aprendizado, existem muitos caminhos, muitas ferramentas que podem nos ajudar a ver nossos “turbilhões” com um novo olhar, e é nesse novo olhar que podemos encontrar a calma, a serenidade e a leveza.

A meditação é um destes caminhos e é sobre ela que irei compartilhar com vocês.

QUANDO UMA INFORMAÇÃO TE TIRA DO EIXO

Receber um diagnóstico de câncer mama é algo que pode ser avassalador. O que fazer com um monte de informação, dores e sentimentos que vem junto?

Além do câncer em si, o de mama traz medo e ansiedade em relação à feminilidade e autoestima da mulher pois, o órgão afetado vai passar por procedimentos invasivos, cirurgias, manipulações e ainda pode precisar ser totalmente retirado.

 Aprendemos desde cedo que os seios são símbolos da sensualidade feminina e da maternidade. Quando ele é afetado pelo câncer, essa memória automaticamente é acionada e a mulher pode não se sentir “completa”, e perde sua identidade, “quem sou eu agora?”, “Por que isso está acontecendo comigo?”, “O que eu fiz de errado para merecer isso?” “É um castigo?” Essas perguntas são comuns, pois são das nossas crenças humanas não desenvolvermos a aceitação e carregarmos a culpa. Portanto, inicia-se uma crise existencial e espiritual.

 O tratamento do câncer de mama também corrobora para os desafios dessas mulheres. Na grande maioria, o tratamento é doloroso, a quimioterapia traz muito efeitos colaterais como dores no corpo, náuseas, vômitos, dores abdominais, fadiga, falta de apetite.

 Dessa maneira, com todos essa avalanche de emoções, sentimentos e sintomas físicos essas pacientes experimentam o ESTRESSE FÍSICO E EMOCIONAL.

ALÉM DO TRATAMENTO CONVENCIONAL:

Após o diagnóstico, durante todo o tratamento e após o término do tratamento a ansiedade, distúrbios do humor, depressão e dor necessitam de atenção. Todos esses sentimentos são gerados a partir do medo, medo de morrer, medo de não aguentar o tratamento, medo de ficar com sequelas no corpo, de não se adequar mais à sociedade, medo do abandono, raiva, isolamento, medo de não ter mais a sua vida de volta.

Nesse contexto é fundamental que as mulheres diagnosticadas com câncer de mama tenham a possibilidade de receber um acompanhamento e orientação paralela ao tratamento médico convencional. As terapias integrativas e complementares vem colaborando com o tratamento convencional para trazer mais qualidade de vida, aceitação, autoconhecimento e autoestima.

A ASCO (American Society of Clinical Oncology) é uma organização não-governamental fundada em 1964 que possui metas globais de melhoria no tratamento e prevenção do câncer e endossou a diretriz sobre o uso de terapias integrativas durante e após o tratamento do câncer de mama. O documento avalia o grau de evidencias das práticas integrativas para o manejo de sintomas e efeitos adversos como ansiedade, estresse, transtorno do humor, fadiga, náuseas.

As terapias complementares incluem MEDITAÇÃO, IOGA e uso de produtos naturais.

PRÁTICAS MENTE-CORPO

As práticas mentais e corporais tiveram as recomendações mais altas, com a meditação recebendo nota “A” (máxima) para redução da ansiedade, tratar distúrbios do humor e sintomas depressivos e melhorar a qualidade de vida. Nota A significa que pode ser recomendada para uso rotineiro contra ansiedade e alteração do humor e outros sintomas em pacientes com câncer. Musicoterapia, ioga, massagem e gestão do estresse receberam recomendações nota B e estão entre as práticas integrativas mais usadas atualmente atuando na saúde mental geral e nos sintomas de ansiedade e para aliviar outras condições relacionadas ao tratamento oncológico.

E AS PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES SÃO:

  • Redução da ansiedade e estresse: meditação, gerenciamento do estresse e ioga.
  • Depressão e transtornos do humor: meditação, relaxamento, ioga, musicoterapia.
  • Melhorar qualidade de vida: meditação e ioga.
  • Redução de náuseas e vômitos: acupressão e acupuntura

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO?

 As práticas integrativas podem ser realizadas como mecanismo natural de prevenção de agravos, recuperação da saúde e gerenciamento dos sintomas relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

 A meditação, prática de harmonização dos estados mentais e da consciência traz benefícios para o sistema cognitivo, promove concentração, auxilia na percepção sobre as sensações físicas e emocionais, amplia a autodisciplina no cuidado à saúde, estimula o bem-estar, relaxamento, reduz o estresse, a hiperatividade e os sintomas depressivos, diminui os pensamentos repetitivos, promove alterações favoráveis no humor e proporciona maior integração entre mente, corpo e mundo exterior. Fisicamente esta prática contribui para a redução dos níveis de adrenalina e cortisol, hormônios relacionados ao estresse e à ansiedade, consequentemente intensifica a produção de endorfina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade.

Foram constatados já vastos benefícios da meditação como a melhora da dor física, insônia, no bem-estar emocional, no medo de recorrência e angústia, melhora na atenção, espiritualidade, religiosidade, satisfação com a vida e na interpretação da doença como algo de valor e não mais como um castigo, aumento do amor-próprio e da autoestima e, na maior confiança da ajuda médica. Em outros estudos, a meditação auxiliou as mulheres a desenvolverem mecanismos naturais para enfrentar o processo de adoecimento, com menos trauma e sofrimento.

COMO COMEÇAR A MEDITAR E RECEBER SEUS EFEITOS?

A meditação é uma prática a ser aprendida, não possui nenhum teor religioso, não tem pré-requisitos, nem dogmas e é autoinduzida, ou seja, depois que você aprende não precisa de um professor ao seu lado todos os dias quando for praticar.

É importante encontrar um profissional que oriente as formas corretas de praticar a meditação, pois, senão o seu objetivo maior que é aprender a se envolver menos com seus pensamentos e sentir os seus benefícios não irão acontecer.

Para receber seus efeitos a meditação deve ser tornar um hábito, diário, esse é o caminho para, naturalmente, aparecerem seus benefícios. Basta praticar, regularmente, por 15 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

            Tire esse tempo pra você.

            É a sua história, sua jornada.

            Você merece se conhecer e saber quem você é.

            Aprenda com os desafios e sua vida será mais leve.

            Um forte abraço,

Dra. Renata Isa Santoro – @drarenataisasantoro

Médica Integrativa – Instrutora de meditação pela UNIFESP

Colunista do IQeB

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Câncer Colorretal

Cats, temos acompanhado as notícias do “Rei Pelé”, 80, que passou por uma cirurgia de retirada de tumor no cólon direito, no último sábado. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica pontua que a idade avançada está entre os principais fatores de risco do câncer de intestino.

De acordo com sua Diretora Dra. Maria Ignez Braghiroli, esse é um câncer que acomete especialmente as pessoas acima dos 50 anos e está muito relacionado à saúde do paciente como um todo. “Por isso, levar uma vida saudável com prática de atividade física e alimentação balanceada são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino. Assim como não fumar e não se expor ao tabagismo”.

Segundo dados do INCA, o câncer colorretal é o terceiro mais frequente em homens, atrás do câncer de próstata e de pulmão, e o segundo mais comum em mulheres, após o câncer de mama.🎀

  • 6 dicas de prevenção:
  • ✅mantenha seu peso corporal em níveis saudáveis
  • ✅evite o consumo de alimentos embutidos e reduza o consumo de carnes vermelhas
  • ✅mantenha uma dieta equilibrada rica em fibras e grãos integrais
  • ✅evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • ✅não fume
  • ✅realize, diariamente, 30 minutos de atividade física
  • Sinais e Sintomas
  • alteração do hábito intestinal
  • sangramento nas fezes
  • inchaço do abdômen
  • mudança da aparência das fezes
  • dor abdominal
  • perda de peso e anemia
  • Exames mais comuns para diagnóstico:
  • sangue oculto nas fezes
  • colonoscopia e sigmoidoscopia
  • Tratamento:
  • geralmente a cirurgia é o tratamento inicial para retirar a lesão
  • quimioterapia
  • radioterapia em alguns casos

Portanto Cats, como sempre frisamos, o diagnóstico precoce é essencial para melhores condições de tratamento e cura. Fiquem atentas aos sinais e conheça o seu corpo!😽

Fontes: SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica)
        INCA (Instituto Nacional do Câncer)
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Vamos falar sobre câncer de pulmão?🎀

É o tipo de câncer que mais mata no mundo e pode ter sua letalidade anual aumentada em 66,7% até 2040. O maior fator de risco para câncer de pulmão é o tabagismo, em 85% dos casos. Portanto, muitas das mortes por câncer de pulmão são evitáveis, alertam especialistas 🚬

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e fumando

A epidemia de tabagismo é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou, segundo alerta da OMS, o impacto global do cigarro, narguilé e outras formas de consumo de tabaco são prejudiciais à saúde. “Se todas as pessoas no mundo largarem o cigarro hoje, 8 entre 10 casos de câncer de pulmão deixariam de existir nos próximos anos”.

Diagnóstico tardio: o fumante naturaliza os sintomas de tosse, pigarro e secreção e negligencia a possível evolução de um tumor. Outra situação é que quando um pulmão está afetado pelo tumor, o outro mantém a pessoa viva. Assim, a pessoa demora a procurar um médico, atrasando ainda mais o diagnóstico. As chances de sucesso no tratamento aumentam quando a doença é diagnosticada em fase inicial.

O câncer de pulmão acomete principalmente pessoas com mais de 65 anos. Porém, a doença pode acometer mais jovens, inclusive, com menos de 45 anos.

Evolução do tratamento – é uma das doenças oncológicas que mais se beneficia de terapias-alvo e de imunoterapias, tratamentos da era da Medicina de Precisão. Ao contrário do início do milênio, quando todo tumor pulmonar era tratado com quimioterapia.

O caminho que a fumaça do cigarro percorre no corpo humano é devastador. O cigarro contém a nicotina, o alcatrão e um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. O tabagismo aumenta o risco de vários tipos de câncer, além do de pulmão, os de cabeça e pescoço, bexiga, esôfago, estômago, pâncreas, intestino grosso e reto. E também está ligado ao aumento de risco de alguns cânceres ginecológicos e leucemia.

Portanto Cats, começar a fumar nunca é uma boa decisão. Parar de fumar o quanto antes é o melhor que se pode fazer para diminuir o risco de câncer de pulmão e outras doenças oncológicas. Vamos nos cuidar ao máximo!!💖

Fontes: SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica) e 
SBP (Sociedade Brasileira de Patologia)

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Ciência não é opinião (nem internet)

Provavelmente você já deve ter escutado que não é saudável cobrir toda a pele: “a pele tem que respirar”. É bem provável que você não saiba de onde veio essa história, nem a quanto tempo ela foi inventada.

Esse é um “conhecimento” informal, passado de pessoa a pessoa: “Todo mundo sabe disso”. Mas como diziam nossas mães, “você não é todo mundo”. Então, porque EU FICO REPETINDO isso? de onde vem essa informação? E mais importante, quando inventaram essa história?

Esta teoria foi inventada por Empedocles e Platão, que viveram na Grécia antiga, em torno de 500 a 400 anos antes de Cristo. Com a tecnologia que havia na época, as observações dos aspectos microscópicos do corpo não era possível e havia um pouco de imaginação envolvida. A teoria era que o ar entrava pelos poros, “respirando os vasos sanguíneos”, enquanto o ar que entrava para os pulmões tinha a função de resfriar o corpo. Muitos anos depois, Galeno, que viveu entre os anos 129 e 217,  estudou diversas áreas do conhecimento humano, incluindo anatomia, fisiologia e patologia. Galeno também formulou teorias sobre o funcionamento do corpo humano criando a teoria do humores. O corpo seria divido em 4 substâncias maiores, que, quando em desbalanço, causavam doenças; bile preta, bile amarela, sangue e catarro. A partir de 150 depois de Cristo, não era permitido a dissecção do corpo humano, e o conhecimento médico estacionou, ficamos mais de mil anos sem avanços significativos. Até os anos 1700 fazia-se sangrias em pessoas doentes por conta destas teorias.

Desenho medieval representando o sistema circulatório conforme a teoria de Galeno.

Hoje sabemos que muitos aspectos do corpo humano foram descritos com precisão àquela época, mas também existiram erros grosseiros que permaneceram por um longo período e, até hoje, são repassados de pessoa à pessoa, como “a pele respira” do começo da nossa conversa.

Por que isso aconteceu? Porque não havia ciência. Porque a autoridade de quem falava era mais importante do que o que realmente acontecia. O fato científico ficou em segundo plano.

Tudo isso começa a mudar a partir de um experimento simples, mas que na sua época mudou a maneira como entendemos o funcionamento do corpo humano, e como desenvolvemos a medicina.

Em 1747, James Lind, um médico da Marinha do Reino Unido, estava tratando de marinheiros acometidos por escorbuto, uma doença causada pela falta de vitamina C na alimentação das tripulações que viajavam por longos período no mar. A doença era fatal para uma grande parte dos marujos, causando sangramentos, feridas na pele e perda dos dentes. Naquela época não se sabia a causa da doença.

Descrição do escorbuto por James Lind

James Lind então fez um experimento com 12 marujos com sintomas de escorbuto. Dividiu em 6 pares e administrou 6 tratamentos diferentes: (1) meio litro de cidra, (2) 25 gotas de elixir de vitriol, (3) meio copo de água do mar, (4) um comprimido de alho, mostarda, rabanete, bálsamo do Peru e mirra, 3 vezes ao dia, (5) duas colheres de vinagre 3 vezes ao dia e (6) duas laranjas e um limão por dia.

No final de uma semana os marinheiros que comeram as laranjas e limões estavam cuidando dos demais.

Este foi o princípio da medicina baseada em evidência, do primeiro estudo científico controlado em seres humanos. Pessoas sofrendo da mesma condição foram submetidas a tratamentos diferentes e os resultados foram comparados, estabelecendo qual é o tratamento padrão para aquele problema. Algo que fazemos até hoje, com cada vez mais tecnologia e estatística para que possamos chegar a resultados cada vez melhores e mais precisos.

Os estudos clínicos atuais passam por diversas fases para que possamos compreender os mecanismos de doença, fatores de risco, fatores protetores e descoberta de novos tratamentos contra o câncer e qualquer outra doença. A lógica do estudo final, que comprova a utilidade de um novo tratamento, no entanto, continua a mesma. Dois ou mais grupos de pessoas com características semelhantes e comparáveis (mesma doença, doenças do mesmo tamanho, mesmos fatores de risco, distribuição de idades semelhantes, gênero e etnias, etc) são divididos e o tratamento é escolhido ao acaso. Os grupos vão sendo tratados da mesma maneira e observados ao longo do tempo. Os resultados são comparados e caso uma estratégia seja melhor que a outra, esta se torna o novo padrão.

Esta evidência científica cria a base para que, quando uma nova pessoa apresente aquela doença, nós possamos oferecer o melhor tratamento de cara.

Crianças que participaram do primeiro estudo com a vacina de Jonas Salk contra a poliomielite. Foram 1,8 milhões de pessoas no estudo.

Quando os pesquisadores juntam todas as informações, de todas as pessoas que participaram do estudo, e publicam os dados em forma de artigo científico eles estão reunindo toda uma experiência de tratamento. Quando lemos e entendemos como o estudo foi feito, seus pontos fortes e fracos, alcances e limitações, estamos adquirindo essa experiência de tratamento para nossos próximos pacientes. Por exemplo: um estudo com 500 pessoas demonstrou que usar curativo redondo é melhor que usar curativo quadrado para pessoas com corte no joelho. Nenhum médico do mundo vai tratar 500 pessoas com corte no joelho ao longo da vida, é muita gente.  Tampouco um médico vai dividir seus pacientes em dois grupos para ver qual é o melhor curativo, nem vai fazer comparações estatísticas entre seus pacientes para “testar” quais de seus curativos foram melhores. Quando nós lemos o estudo científico nós adquirimos este conhecimento, nós adquirimos o conhecimento da humanidade. O conhecimento que nós vamos construindo em conjunto, como seres humanos.

Nosso próximo paciente vai ser atendido da melhor maneira que existe, não porque nós somos pessoas iluminadas, recebemos um conhecimento divino, somos dotados de “inteligência superior” e por isso temos toda a autoridade do mundo, mas porque nós adquirimos o conhecimento da evidência científica. Nós estudamos a experiência científica que foi apresentada por outros médicos e grupos de pesquisa e praticamos a medicina baseada em evidência.

Podem ter certeza, quem não segue dados científicos, não está oferecendo o melhor tratamento para seus pacientes. Quem não oferece tratamento baseado na experiência de centenas, milhares ou milhões de pessoas tratadas dentro do rigor científico e comparados formalmente, está causando malefício para o próximo paciente com aquela doença.

O tempo da autoridade acabou, o que precisamos hoje são de profissionais capazes de entender e produzir dados científicos. Que tratem seus pacientes com a melhor evidência e que contribuam para a evolução dos tratamento, se tornando, eles mesmo, novos pesquisadores.

A “autoridade” e a internet

A discussão entre a ciência e autoridade, até pouco tempo atrás, estava restrita a ambientes acadêmicos, faculdades, congressos e revistas científicas. No entanto esta discussão se modificou recentemente com o surgimento da internet. Hoje, os títulos acadêmicos utilizados para “tentar passar autoridade” mudaram para o número de seguidores e likes. Quanto mais seguidores e curtidas, melhor é aquele sujeito: “Se tem um bando de gente que segue e curte, só pode ser um cara bom”. Certo? Errado, muito errado.

Por toda a internet a gente vê um monte de gente que faz coisas, por vezes arriscando suas vidas, para agradar o público. A vida pelo like. Gente que tira foto em cima de edifícios, que mergulha com tubarão, que corre e empina carros e motos, que expõe o corpo, tudo pra ter aprovação, fama e por vezes para ter ganhos financeiros.

Tudo pela fama na internet.

Em medicina isso é particularmente perigoso. O indivíduo se auto intitula especialista em X, Y ou Z e sai fazendo vídeos, posts e o que quer que seja. Tudo para agradar o “internauta”, sem o mínimo de compromisso com a verdade. É particularmente comum alguns padrões:

  • Todos os médicos são “caretas” só fazem coisas baseadas em pesquisa, eu sou um cara bom e entendi um negócio que só eu sei, o resto não sabe. Marque uma consulta comigo, é cara mas vale a pena.
  • Todo mundo leu o mesmo estudo mas só a minha interpretação foi a correta, todo mundo errou, me siga. E não esqueça de curtir e compartilhar.
  • Eu sou o salvador da pátria, descobri um remédio que cura tudo, mas a indústria farmacêutica / os Estados Unidos / a NASA / os extraterrestres / o capeta em pessoa, não quer liberar. Compre de mim, aqui está o site.
  • Veja como eu sou forte, eu faço academia e tomo um monte de “suplemento”. Quer ficar também? Marque aqui comigo, e compartilhe meu stories.
  • E tem as clássicas da oncologia: “câncer não mata, o que mata é o tratamento”: compre minhas ervas, “câncer é um fungo”: compre meu livro de alimentação, “câncer é ácido”: compre meu filtro de água alcalina, “seu médico é um pilantra que ganha dinheiro porque você está doente”: venha tratar comigo.

Pessoal, vídeo, post, fotos, enfim, qualquer coisa na internet, não tem nenhum compromisso com a ciência. Tem um monte de gente que vai fazer apenas para benefício próprio. Temos sempre que questionar os dados, a ciência, o fato. Vale lembrar da nossa mãe, não existe “todo mundo sabe”, a gente não é todo mundo. Por que EU ACREDITO nisso? Eu acredito na informação ou na pessoa que disse? Tem base científica ou é um “chute”? A pessoa esta comunicando uma informação séria ou ela quer apenas o like/seguidor/clique?

Alexander Fleming, o cientista que descobriu a Penicilina, antibiótico usado até os dias de hoje.

E vale lembrar a máxima: o objetivo da ciência não é agradar ninguém. O objetivo da ciência é compreender os fenômenos que nos cercam. Compreender a verdade científica. Sempre questione. Só com a ciência progredimos. Só a verdade interessa, independente se ela nos agrada ou não.

A verdade não faz caridade. Vamos em frente.

Texto disponível no site do Dr. Felipe em http://drfelipeades.com/2019/03/05/ciencia-nao-e-opiniao-nem-internet/


Dr. Felipe Ades – Médico Oncologista
Diretor científico do Instituto Quimioterapia e Beleza

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Por que as mamas doem antes da menstruação?

Cats, é muito comum as mulheres confundirem as dores nas mamas durante o período pré-menstrual com algum sinal de câncer de mama. 

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Mastologia de MG esclarece o porquê, confira:

“A explicação para o incômodo está no efeito hormonal sobre as mamas. Conhecida como “Mastalgia Cíclica”, apresenta-se porque os hormônios femininos produzidos pelos ovários em maior quantidade nessa época, atuam nos receptores hormonais das mamas, causando dor.

Costuma ocorrer em torno de 3 dias antes do período menstrual, com intensidade variável, podendo estar associada a edema (inchaço), aumento de volume e maior sensibilidade, principalmente na região próxima às axilas.

É comum, na presença desses sintomas, a mulher associar a algum sinal oncológico ou doença. No entanto, vale lembrar que a dor mamária recorrente, relacionada ao ciclo menstrual, é uma condição fisiológica e não precisa estar associada a um problema ou a uma doença para ocorrer.

O principal tratamento consiste em orientar e tranquilizar a paciente. Algumas medidas como mudanças no estilo de vida, pela prática de exercícios físicos, alimentação livre de alimentos industrializados e manejo do estresse podem trazer benefícios no controle dos sintomas. O uso de “tops” ou sutiãs adequados também proporciona maior conforto nesses dias por fornecer uma melhor sustentação para as mamas. Na maioria dos casos, o esclarecimento médico é suficiente para o controle dos sintomas e afastar qualquer preocupação, na ausência de outras alterações.

Importante lembrar que mulheres na faixa etária de rastreamento de câncer de mama devem manter sua mamografia de rotina em dia. O tratamento medicamentoso pode ser necessário, devendo ser reservado para os casos refratários às medidas já mencionadas e sempre prescrito por médico.

Em caso de dor mamária persistente, localizada, com piora progressiva que interfira nas atividades diárias ou no sono, procure um mastologista.”

Fica a dica, Cat!

Na foto Flavia Flores by Edson Lopes Jr/Veja

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Semana especial sobre fertilização, inseminação e câncer

Cats, especialmente esta semana trataremos sobre o tema fertilização, inseminação e câncer.

Ouvimos suas perguntas e convidamos o Dr. Fernando Prado, médico ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana, doutor pelo Imperial College London e pela Universidade Federal de São Paulo, diretor técnico da Neo Vita e diretor do setor de embriologia do Labforlife, para respondê-las.

Confira:

Qual a diferença entre fertilização in vitro e inseminação artificial?

“A inseminação artificial é um pouco mais simples do que a FIV (fertilização in vitro) e é usada quando existe a necessidade de diminuir o percurso do espermatozóide ao óvulo, como quando o sêmen tem baixa mobilidade ou o colo do útero da mulher impede a subida do gameta masculino, por exemplo. Neste caso selecionamos os espermatozoides mais móveis e os depositamos diretamente dentro do útero, sem ter contato com o muco (que poderia matar os gametas), quando a mulher já está ovulando, facilitando a fecundação.

Já a FIV é feita totalmente em laboratório, com a coleta prévia de ambos os gametas. Realizamos a fertilização fora do corpo feminino e deixamos os embriões em uma incubadora. Depois de alguns dias esses óvulos fecundados serão transferidos para o útero.

A fertilização in vitro é indicada em casos mais complexos, por exemplo quando a mulher teve endometriose, tem algum tipo de obstrução nas trompas, tem mais de 40 anos, ou quando o homem teve uma varicocele, que é a dilatação dos vasos na região dos testículos.”

O SUS realiza tratamento de fertilização para pacientes que não podem engravidar naturalmente?

“O SUS não faz cobertura da reprodução assistida, mas alguns hospitais públicos acabam recebendo verbas de fundações ou de governos para realizar alguns tratamentos. Como são poucas vagas, demora para ser aceito no programa, já que é um processo que requer muita análise. Também não está disponível em todos os estados, apenas em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Os requisitos nesse caso são um pouco mais rígidos, por exemplo se você já teve algumas gravidezes, provavelmente não será aceito no centro de fertilidade gratuito.

Os planos de saúde são obrigados a cobrir o tratamento desses pacientes?

Por lei, os planos de saúde não são obrigados a cobrir casos de infertilidade. Porém, existem pessoas que foram a justiça com o assunto e ganharam, mas é raro. Varia muito de caso para caso.

O congelamento de óvulos ainda é possível após a quimioterapia?

O tratamento quimioterápico é super danoso para o sistema fértil feminino, e pode diminuir muito a qualidade dos óvulos, mas não é possível prever o quanto e se será possível conceber depois. Por isso, indicamos que entre o período de descoberta do câncer e início da quimioterapia, seja feita a coleta desses gametas quando estão na sua melhor versão possível.

Para estas pacientes, existe também a opção da transposição de ovários, que é um procedimento cirúrgico (videolaparoscopia), que colocará os ovários atrás do útero durante o período do tratamento ou em outra localização distante do local que será atingido pela radiação, assim após o tratamento radioterápico os ovários podem voltar ao seu devido lugar com uma pequena cirurgia, garantindo assim a fertilidade dessas pacientes. Claro, é preciso conversar tanto com o obstetra e oncologista, para verificar se seria a melhor opção.

Como funciona o procedimento para ser beneficiária de ovodoação?

A ovodoação é um último caso, mas seu ginecologista irá realizar os exames necessários para saber se você precisa ser uma beneficiária. Se qualificam casos de danos por tratamentos oncológicos, falência ovariana, menopausa precoce ou até se existe uma doença genética grave que a mulher não deseje passar para o bebê.

Após o congelamento de óvulos, por quanto tempo eles podem permanecer armazenados? Há custo mensal?

O óvulo, ou embrião já fecundado, pode ser mantido por um período de até 20 anos atualmente. Existe um custo anual, que na maioria das clínicas varia em torno de R$1.500.

A fertilização representa um risco para pacientes que tiveram câncer de mama com receptores hormonais?

“A fertilização em si não é um problema, pois existem protocolos para estimular a ovulação em pacientes portadoras de tumores. Esses protocolos são extremamente seguros e protegem contra um avanço ou desenvolvimento de câncer.

Porém, quando a mulher quiser engravidar, não temos como usar esses mesmos protocolos e ela estará exposta a hormônios naturais durante todo o período gestacional. Neste caso cabe ao oncologista liberar a paciente para engravidar com segurança após a cura da doença.”

Há uma forma de proteção para as pacientes que tiveram câncer de mama com receptores hormonais? Há diferença no protocolo?

“Sim e são protocolos bastante seguros. Usamos um tipo de hormônio para estimular a ovulação que bloqueia a ação dessas substâncias nas células cancerígenas. Então os óvulos se desenvolvem normalmente sem acelerar ou estimular o desenvolvimento de câncer.”

A fertilização aumenta as chances de gestação de múltiplos?

Existe um grande aumento no risco de gêmeos, mas só quando colocamos mais de um embrião no útero. Em uma gravidez natural as chances são ao redor de 1%. Já nos casos de FIV, fica em torno de 20% a 30%. Porém, as melhores clínicas do mundo preconizam transferir para útero apenas um embrião de cada vez, justamente para prevenir gêmeos e os riscos para a mãe e bebê quando temos gravidez gemelar.

Qual o melhor momento para pacientes realizarem o congelamento de óvulos e a fertilização?

O congelamento é ideal entre 20 e 35 anos que é o período mais fértil e de maior qualidade dos óvulos da mulher. Depois desse período, eles já vão decaindo em qualidade. Porém, podem ser congelados óvulos em qualquer idade, desde que seja possível obtê-los (antes da menopausa).

Já a FIV pode ser feita sempre que houver um problema que necessite o tratamento, como endometriose, obstrução nas trompas uterinas ou alteração no espermograma. E é especialmente recomendável para quem deseja engravidar após os 40 anos, já que pode ser feita uma biópsia nos embriões que diagnostica síndromes e podem ser escolhidos os embriões normais para colocar no útero. Porém após os 44 anos as chances já são bem baixas, e talvez seja melhor considerar a ovodoação ou até mesmo a barriga solidária.

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Obrigação dos atendimentos pelos planos de saúde privados

Cats, sabemos da importância do diagnóstico precoce do câncer, pois o atraso na descoberta ou na procura médica, impacta no tratamento e no avanço da doença. 

Em função disso e apesar da pandemia, destacamos a obrigação dos atendimentos pelos planos de saúde privados, que precisam seguir as determinações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde.

Confira os prazos máximos, em dias úteis, para atendimento pelos Planos de Saúde, estipulados pela agência:

  • Consultas nas especialidades de pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia: 07 (sete);
  • Consulta nas demais especialidades: 14 (catorze);
  • Serviços de diagnóstico por laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial: 03 (três);
  • Demais serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial: 10 (dez);
  • Procedimentos de alta complexidade (PAC): 21 (vinte e um);
  • Atendimento em regime de internação eletiva: 21 (vinte e um);
  • Urgência e emergência: Imediato.

Saiba também sobre a Portabilidade de Plano de Saúde:

O paciente que utiliza plano de saúde privado tem a possibilidade de migrar para outra seguradora através da portabilidade de carência, independente de o câncer ser considerado uma doença preexistente. A portabilidade sem cumprimento de carências deve seguir os mesmos critérios para qualquer paciente.

DICA!

Para problemas com o SUS, procure a Ouvidoria através do site: http://ouvprod02.saude.gov.br/ouvidor/CadastroDemandaPortal.do

Se o problema for com o plano de saúde, é possível registrar uma reclamação perante a ANS, no site: http://www.ans.gov.br/planos-de-saude-e-operadoras-sp-630100786/espaco-do-consumidor/central-de-atendimento-ao-consumidor

Colaboração da Cat Marilia Buccini, voluntária jurídica do IQeB.

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Aleitamento materno auxilia na prevenção do câncer de mama

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), divulgou um estudo epidemiológico, realizado por médicos da Universidade de Curtin (Austrália), que revelou uma queda de 4,3% nas chances de a mulher ter a doença no período de 12 meses de amamentação e a diminuição do desenvolvimento da doença em sua forma mais agressiva. 

Para o Dr. Anastasio Berrettini Jr, membro da SBM, a amamentação é extremamente benéfica na prevenção da doença, já que substitui o tecido glandular por gorduras nas mamas, gerando assim uma proteção contra os tipos mais agressivos do tumor. “Nesse período, ocorrem trocas de substâncias em que os hormônios agem como fator de proteção em relação ao câncer de mama. Esse mecanismo hormonal acontece a partir da estimulação do seio da mãe pela criança e, por isso, quanto mais a mãe amamentar, mais protegida ela está”, afirma o mastologista.

Porém, é preciso ressaltar que a amamentação não funciona como uma espécie de blindagem. Por isso, é preciso estar sempre atenta às saúdes das mamas. “No período da amamentação – em que os peitos ficam cheios de leite – pode surgir, em alguns casos, um nódulo ou até mesmo um câncer, os quais acabam sendo mascarados pelo volume das mamas e podem ainda obstruir a saída do leite”, afirma o mastologista, acrescentando que é essencial o acompanhamento médico durante toda a gestação.

Amamentação x Mastite

Outro ponto importante que merece atenção é o risco de inflamações e doenças mamárias, como a mastite, que na mulher que está amamentando ocorre quando o leite fica empedrado e o seio se torna uma porta de entrada para infecção. 

“A amamentação ofusca o diagnóstico precoce do câncer de mama, portanto o exame delas no período da gravidez é de extrema importância”, conclui o mastologista.

Na foto nossa fundadora Flavia Flores e seu bebê Lyon, de uma gravidez pós-câncer. Devido à sua mastectomia total não pode amamentá-lo, mas transformou o momento da mamadeira, único de mãe e filho, num ritual cheio de carinho e amor.

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Como frear o gatilho emocional diante de notícias de falecimento de pessoas por câncer?

Cats, essa pergunta também te incomodou nos últimos dias?🤔
“Como frear o gatilho emocional diante de notícias de falecimento de pessoas por câncer?”

Recebemos as considerações da nossa voluntária jurídica, a Cat Marília M B B, veja o que ela diz:
“Algumas culturas parecem saber lidar melhor com a ideia da morte, mas acredito não ser o caso da maioria por aqui.

A notícia do falecimento de alguém sempre abala a todas as pessoas. Ainda mais casos de pessoas tão jovens como o Prefeito Bruno Covas. Mas, para os pacientes oncológicos ou seus amigos e familiares, a notícia chega a ser devastadora. Logo engatilhamos pensamentos tenebrosos como: “poderia ser comigo”, “será que acontecerá comigo?”, “por que com o fulano? (Casos de familiares que perderam alguém)”.

Eu não tenho nenhuma formação na área de psicologia, mas acredito que os gatilhos emocionais sejam inevitáveis e automáticos. Nossa mente e corpo logo são tomados pela ansiedade, medo, raiva, etc. Contudo, passado o primeiro momento, devemos transformar a angústia em um momento racional, de reflexão.

Primeiro de tudo precisamos ter em mente que nenhum câncer é igual a outro. Seja pelas diferenças da própria doença, seja pela reação do organismo de cada um.

Além disso, casos de cura não são amplamente noticiados como os de morte. Ou, ainda, parecem não nos causar tanto impacto. Então, precisamos sempre nos lembrar que histórias positivas são muito mais numerosas do que as negativas.

Por exemplo, você lembra dos famosos que tiveram câncer e estão bem? Como Elba Ramalho, Reynaldo Gianecchini, Edson Celulari, Patrícia Pilar, Sofia Vergara, Robert De Niro, etc.

Além dos casos de famosos que tiveram a doença e jamais divulgaram.
Independentemente de qual seja o seu diagnóstico ou a sua experiência, não se desespere. A vida é finita para todos, então devemos sempre tentar aproveitar ao máximo e agradecer por cada momento, não importa quanto dure. Ademais, a medicina e a ciência evoluem TODOS os dias.”

🎀

Complementando essas reflexões e sob o olhar técnico da nossa Diretora de Relações Humanas, a psicóloga Diana Vilas Boas, comenta:

“Devo dizer que não há resposta certa, cada um vai elaborar de acordo com as suas experiências, com o seu emocional. Então, temos que dar um tempo, vamos sentir medo, tristeza, dor, isso é legítimo quando nos deparamos com uma situação de doença e morte.

Não dá para desligarmos a chave do sentir e não sentir, somos seres humanos capazes de amar o próximo, graças a Deus!

Ficar triste, chocado, com medo, é normal, mas até um certo ponto, a partir daí já se torna prejudicial, temos que reagir e encontrar as respostas que estão disponíveis, e assim manter nosso equilíbrio e nossa energia”.

Comente com a gente seus sentimentos e como você freia esses gatilhos. E, caminhamos sempre em busca do equilíbrio…💖

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Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário

Cats, hoje, dia 08 de maio, é considerado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, data criada para conscientizar e difundir informações sobre este tipo de câncer. 

O câncer de ovário é uma doença silenciosa, pois não apresenta sintomas específicos em seu estágio inicial. Dessa forma, 8 em cada 10 casos são diagnosticados em fase avançada, quando o câncer se espalhou do ovário para outros órgãos da região pélvica e abdominal, reduzindo assim as chances de recuperação. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, a cada ano, mais de 6 mil mulheres desenvolvem câncer de ovário. Embora este não seja o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, ele é o mais letal entre os tumores de origem ginecológica.

SINAIS DE ALERTA

Como os sintomas do câncer de ovário só surgem quando a doença está em sua fase avançada, eles podem ser confundidos com outras condições clínicas. 

Por isso, os médicos recomendam procurar por um especialista assim que as mulheres notarem problemas como: dor e aumento do volume abdominal, urgência urinária (causada pela compressão da bexiga), perda de peso, sangramento anormal, dificuldade para evacuar e alterações digestivas.

FATORES DE RISCO

Em cerca de 80% dos casos, o surgimento do câncer é influenciado diretamente pelos hormônios. Além disso, a maior incidência está entre as mulheres acima de 60 anos. Dentre outros fatores de risco estão a infertilidade, início precoce da menstruação, menopausa tardia, nunca ter tido filhos (nuliparidade), obesidade e tabagismo.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

O diagnóstico precoce é um elemento fundamental para o sucesso no tratamento. 

Quando descoberto na fase inicial, a taxa de sobrevida chega a 90% das pacientes. Nos estágios mais avançados, o índice cai para menos de 50%.

Por isso, Cats, o alerta para os sinais do seu corpo são tão importantes. Caso percebam alguma irregularidade, procure o médico imediatamente. Vamos nos cuidar sempre!