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Vulgarização da informação: o que é fadiga oncológica?

A Cat, amiga e fisioterapeuta Marcia Aquino fez um ótimo artigo explicando o que é a fadiga oncológica, tirando todas as dúvidas e explicando o que são mitos e verdades sobre o assunto.

Márcia também é acupunturista e professora de dermato-funcional, especializada pelo INCA em fisioterapia em oncologia e Boiética no Instituto Fernandes Figueira. Ela já contou um pouquinho da sua história como paciente aqui.

Mas vamos lá: fadiga oncológica!

Fadiga é um sintoma prevalente durante o câncer, ou seja: é muito frequente.

Mas o que é a fadiga e como lidar com ela durante e após o tratamento do câncer?

Primeiro, a fadiga pode ser expressa de varias formas pelos pacientes: cansaço, extenuada, sem energia, prostração, sem ânimo, sem vontade de fazer nada, etc.

A primeira coisa é identificar a fatiga e sua causa. Porém, nem sempre é tão simples, já que a fadiga em oncologia pode ser multifatorial, ou seja, ela tem relação com vários fatores, sejam físicos, como a anemia, ou até sociais, a exemplo das questões financeiras e dinâmica familiar, além de questões emocionais e psicológicas, tristeza, muitas emoções a gerir ou mesmo depressão e ansiedade.

A qualidade do sono também é fundamental ser avaliada.

Assim, ela deve ter um tratamento multidisciplinar com médico, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, enfermeiro e assistente social.

Uma coisa pouco falada, mas que recentemente vivi como paciente: durante meus 10 anos trabalhando com câncer, sempre escutava de meus pacientes que o cansaço veio imediatamente após o diagnóstico. Pois bem, o mesmo ocorreu comigo quando recentemente fui diagnosticada com câncer de mama.

Acho que nunca me senti tão cansada, e nem tinha começado a quimioterapia. Chegava em casa e me prostrava no sofá. Alguém me disse “se você está assim agora, imagina quando tratamento começar”.

Imediatamente parei de sentir pena de mim mesma e arregacei as mangas. Afinal, dei conferência sobre o assunto em vários congressos no Brasil e no exterior.

Usei todo o conhecimento a meu favor. Como moro em outro país, procurei minha amiga de infância Ana Lucia, geriatra no INTO e minha amiga Danielle no INCA, e preparei meu corpo para quimio, pois sabia que sempre tinha uma anemia que me rondava. Tomei os suplementos vitamínicos necessários, e no dia de começar a quimio, mostrei tudo à farmacêutica no hospital e ela ia cortando tudo que eu não podia mais, como a vitamina C, por exemplo.

Hoje minha escala de fadiga de 0 a 10 (sendo 0 nada e 10 extrema fadiga) é 2, levando em conta que continuo a trabalhar 37.5 horas por semana, por opção. Mesmo com meu médico achano que eu não aguentaria depois da terceira sessão.

10 dicas para tentar driblar ao máximo

1. Não fique parada, mas também não ultrapasse seus limites. Faça atividades com moderação e lembre-se de alongar-se;

2. Faça pequenas pausas durante o dia;

3. Converse com seu médico, enfermeira ou outro profissional da equipe se você não estiver dormindo bem. A qualidade do sono é fundamental;

4. Caminhadas em contato com a natureza são sempre ótimas;

5. Evite o estresse. Um dia de cada vez;

6. Fale com seu profissional de saúde se você precisar de ajuda psicológica. Depressão e ansiedade podem aumentar a fadiga;

7. Procure o assistente social para planificar sua nova rotina. Por exemplo, ajudar a procurar a melhor solução para direitos e leis trabalhistas, isso vai ajudar a aliviar o estresse financeiro;

8. Exercícios como Yoga e Tai Chi Chuan ajudam muito o equilíbrio do corpo e mente, assim como meditar;

9. Verifique com sua ou sua enfermeira e seu médico se você está anêmico, e o que pode fazer caso esteja. Converse com o seu nutricionista;

10. Sabemos que a fadiga é um sintoma bem frequente e talvez inevitável. Mas, acredite que você tem ferramentas para driblar isso. Não acredite ou aceite que você estará condenado à fadiga. Viva um dia de cada vez, faça somente o que estiver ao seu alcance hoje, e deixe para amanhã ou depois o que não puder fazer. Afinal, o seu objetivo agora é vencer essa fase!

Lembre-se: o fisioterapeuta, principalmente aquele com experiência em oncologia, pode ajudar nessa fase com indicações de exercícios próprios, além de fazer uma boa avaliação da fadiga e sua condição cinético-funcional.

INFORME-SE sempre em fontes de informação seguras, como sites de institutos e associações profissionais.

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Vulgarização da informação: Linfedema e câncer de mama

A querida Marcia Aquino, fisioterapeuta, acupunturista e professora de dermato-funcional, especializada pelo INCa em fisioterapia em Oncologia e Boiética no Instituto Fernandes Figueira, fez um artigo ótimo sobre linfedema e câncer de mama pra gente entender um pouco mais sobre o tema. Confira abaixo:

O linfedema é o acúmulo de líquidos no espaço intersticial devido à reduzida capacidade de transporte linfático por lesões a vasos linfáticos ou linfonodos… Explicando: é um inchaço que pode atingir o braço após a mastectomia radical ou radioterapia.

O diagnóstico do linfedema é feito através da anamnese, ou pelo exame físico. O inchaço do braço, quando não tratado, aumenta progressivamente, assim como aumenta a frequência das complicações a ele relacionadas, como infecções, dificuldade na movimentação do braço, alterações posturais, dor e a perda da autoestima.

  • O tratamento do linfedema consiste em:
  • Cuidados com a pele
  • Drenagem linfática manual (DLM)
  • Contenção na forma de enfaixamento ou por braçadeiras
  • Meias elásticas
  • Cinesioterapia (execícios fisioterapêuticos) específica.

IMPORTANTE: a drenagem linfática deve ser feita por um fisioterapeuta com especialização e conhecimento no assunto. Caso contrário, há riscos de complicação.

10 dicas de cuidados com a pele que devem ser seguidas desde a quimioterapia

  1. Hidrate-se: beba bastante água: você vai escutar muito isso, mas é fundamental;
  2. Use filtro solar com mínimo de FPS 30: o sol, mesmo mormaço somente até as 10h ou após as 16h. Use chapéu ou boné, e invista no protetor solar e um pó compacto com FPS que segura o creme solar. O filtro solar deve ser usado com generosidade e retocado ao longo do dia se você sair de casa;
  3. Hidrate sua pele com um creme que não tenha hormônios, parabenos etc, e com data de validade em dia. Evite usá-lo se ele estiver aberto há muito tempo, pois corre o risco de ter contaminação de bactérias;
  4. Não utilize alicate de unhas, nem tire cutículas, pois isso é uma porta para infecções;
  5. Não faça as unhas no salão: mesmo que você não tire as cutículas, o esmalte e os outros instrumentos podem conter fungos por serem utilizados em outras pessoas e não termos muito controle sobre isso. Não arrisque-se;
  6. Se você se cortou em alguma parte do braço do lado do câncer ou mastectomia, utilize um bactericida para evitar que infeccione;
  7. Use creme repelente para evitar mosquitos e insetos sempre!
  8. Não use o braço comprometido para a coleta de sangue ou qualquer outra intervenção: fale sempre antes com a enfermeira que você não pode utilizar esse braço;
  9. Converse com sua família e amigos: conscientização, participação e, principalmente, adesão ao tratamento são fatores importantes para o sucesso do resultado;
  10. Procure seu oncologista, mastologista ou fisioterapeuta se você sentir um peso, incomodo ou aumento no volume (inchaço) somente de um lado do braço afetado, ou se notar que esse braço está “mais gordinho”. O linfedema pode ser bem controlado se diagnosticado, tratado e controlado se diagnosticado imediatamente.

Seja feliz e não tenha medo…VIVA a vida!