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THATIANE MARTINS

Para quem não me conhece, meu nome é Thatiane, tenho 35 anos e descobri um câncer de mama que vem de histórico familiar de mãe e avó materna. O primeiro procedimento que fiz foi a mastectomia bilateral com reconstrução e prótese (aquela que a Angelina Jolie fez). Foi difícil optar pela retirada das duas mamas, porém a escolha foi assertiva, porque havia um nódulo minúsculo de 0,7 cm crescendo no esquerdo. Após quase 2 meses de cirurgia, comecei minha quimio essa semana (16/04), não precisei fazer radioterapia e nem esvaziar as axilas e por isso agradeço muito a Deus. Meus seios estão inteiros como senão tivesse mexido neles, graças a Deus e aos estudos estarem cada vez mais avançados. A doença hoje é tratada de uma maneira que ameniza muito a dor dos pacientes e os estigmas vividos por eles, como minha avó que viveu sem o seu seio desde os 39 anos e ficou sem eles até falecer.

Eu não tenho filhos e sou casada há 9 anos, estava tentando engravidar há 1 ano, quando descobri. Estou tentando guardar óvulos, porque meu médico me deu um tempo pós cirurgia, só que tomei um remédio errado e não deu certo. Então vou tentar novamente durante as quimios. Estou confiante em Deus que vai dar certo. Tenho depoimentos de mulheres que engravidaram naturalmente depois. 

Ps: criei um grupo hoje só tem 4 pessoas, mas nos achamos aleatoriamente no insta e damos força uma pra outra e também conversamos sobre formas de amenizar os sintomas e sofrimentos, mas avisando neste grupo só entra gente positiva! Temos momentos de tristeza, mas devemos nos manter positivas para que o tratamento aconteça da melhor forma possível.

Este post é para ajudar pessoas que estão passando por isso e incentivá-las a seguir em frente!

#eusouumacat #quimioterapiaebeleza

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SILVANA AGUIAR

Sabe aquela pessoa que você idealiza? Aquela que você espera encontrar um dia, que não vai te magoar, nem te decepcionar? Que vai fazer tudo certo? Encontrei essa pessoa! Olhei bem dentro dos olhos e perguntei: onde você estava esse tempo todo?? Esperei por algum tempo a resposta… Sempre com meu olhar fixo ao seu olhar… E depois de algum tempo veio a resposta… Reflexo de espelho não fala… Só reflete!! Foi preciso eu sair do meu “mundo” e conhecer um anfitrião chamado Câncer que me levou a conhecer um pouco de seu mundo… mas não gostei não…. E para me livrar desse anfitrião e voltar para o meu mundo, encarei tudo e lutei com todas as armas que possuía: duas cirurgias sendo a segunda mastectomia total, esvaziamento axilar, retirada de toda a base da axila, 16 quimioterapias, sendo 4 vermelhas e 12 brancas… 25 sessões de radioterapia na qual ainda estou fazendo… Consegui com muita fé em Deus retornar ao meu mundo, mas junto comigo eu me trouxe de volta!! A maior viagem e a mais difícil é dentro de nós mesmos!! E lhes digo hoje: “Vocês não sabem o prazer que é estar de volta”.

Vou colocar todos os lenços e peruca numa caixa bem bonita com um laço em cima e entregar para alguém que está iniciando o tratamento… Lá onde fiz minhas quimios e junto um cartão escrito: que todas as boas energias que esses adereços me trouxeram sejam repassados a você!!! E que te sirvam também de armas nessa luta árdua que travamos contra a baixo estima!!!

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GLEYCE SEVERIANO

Olá!
Meu nome é Gleyce, tenho 27 anos e estou em tratamento d CA d mama…
E sim, sou uma Cat haha…. A Cat do Acre

Ter câncer nessa idade é cansar de ouvir “nooooossa, mas tão nova, poxa”, e ter que lidar com os olhares de pena e às vezes até preconceituosos…
Mas isso foi bem no começo de tudo…
Hoje o que mais ouço é “noooossa, nem parece que você tá doente, tão bonita, sempre arrumada e sorridente”…
E também descobrir que sou mais forte do que eu imaginava, porque a vida já me foi muito cruel e exigiu que eu fosse forte, e dessa última vez ela foi ainda mais cruel. Só quem enfrenta ou enfrentou uma quimioterapia sabe o quanto é cruel, o quanto os efeitos colaterais te fazem sofrer, parece morrer mas na verdade é a busca pelo viver… Mas eu me enchi de fé mais uma vez, Deus me levantou e me mantém em pé… Eu vejo Deus em todos os detalhes!

E também descobrir uma beleza que até então ninguém conhecia, descobrir que sou uma Cat

hahaha…
Não, não é fácil perder os cabelos, a moldura do rosto, que é a mudança mais aparente e o que diz a todos q vc está doente, ou quando muda a cor da pele, das unhas, quando as sobrancelhas e cílios vão embora e algumas outras mudanças, às vezes parece que as coisas vão desabando pouco a pouco… E mesmo não sendo fácil, você decide enfrentar e ser diferente! Vai lá e pega um lenço lindo e colorido, passa um batom bafônico, faz um olho marcado, passa um pó, um blush para ficar corada, escolhe um vestido do babado e vai ser feliz, vai viver. Quando você está doente e numa situação assim, você quer mesmo é viver… Ahhhh, põe um brinco também, eu esperei 27 anos pra poder usar um, sabia?!

Cada fase é uma vitória cheia de descobertas! Depois de descobrir que você é uma Cat linda apesar de tudo, você vai se redescobrir quando você perceber seus cabelos voltando, e amar o curtinho ou sonhar com um mega hair, a escolha é sua, você pode!

No momento certo de Deus, poderemos respirar fundo e dizer “Conseguimos, passou, estou curada, obrigada Pai!”… E como passamos por tudo isso? Passamos Lheeeeeendas

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SANDRELI

Oi Cats, me chamo Sandreli e tenho 40 anos. Sou casada há 15 anos e tenho duas filhas, uma de 11 e outra de 6.
Em agosto de 2016 descobri algo que nunca imaginaria passar em minha vida. Um câncer de mama.
Fiz mastectomia e esvaziamento axilar.
4 seções de quimio a cada 21 dias, 12 seções de quimio a cada 7 dias, 25 seções de radioterapia.
O CA que tive era triplo negativo, esse tipo não tem controle com remédios após o tratamento. Meu controle são os exames periódicos .
Tenho uma frase que levo comigo: “Tudo passa, tanto os momentos bons como os ruins”.

Falo para vocês, o tratamento não é fácil, mas com garra e fé passamos e nos curamos.
Beijos a todas

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CYNTIA SOARES

Cats, essa é a história de uma das Vencedoras Unidas.

Eu sou a Cyntia Soares, tenho 30 anos e fui diagnosticada com carcinoma medular de mama triplo negativo em julho de 2016 no estágio 3.
Meu diagnóstico foi diferente da maioria das mulheres. Percebi um nódulo na mama direita, mas tanto o ginecologista como a mastologista tinham certeza de que era um fibroadenoma (nódulo benigno).

Como estava grande (3cm), a mastologista sugeriu operar e eu concordei na hora. No dia da cirurgia o nódulo já tinha 5cm e tudo foi diferente do previsto. Seria anestesia local e sedação, mas foi anestesia geral e fiquei internada. Após a cirurgia, a médica pediu biópsia de urgência e rapidamente já entendi e comecei a me preparar para o pior.
Após nove dias o chão se abriu com o diagnóstico.

No primeiro momento foi aquele baque e pensei logo que eu iria morrer (acho que é o primeiro pensamento de todo mundo, né?), mas busquei me manter forte para que a minha família sofresse menos.
Foram 16 sessões de quimioterapia, cirurgia do cateter, mastectomia bilateral com reconstrução imediata, 28 sessões de radioterapia, fisioterapia, laserterapia (muitas sessões, meu único efeito colateral da quimio foram as mucosites), reação alérgica e uma internação por neutropenia febril para dar emoção ao tratamento, com direito a passar uma noite na UTI e o natal no hospital.

Felizmente respondi muito bem ao tratamento, obtendo resposta completa! Agora estou em remissão desde junho/17, fazendo os exames de controle duas vezes por ano e terminando os exames genéticos.
Após o baque inicial do diagnóstico, consegui levar o tratamento (na maior parte do tempo) muito bem ou “na flauta” como minha psicóloga dizia. Rs. Qual a minha receita?? Receber muito amor da família e dos amigos, psicoterapia, fazer parte do grupo das Vencedoras Unidas (agora ONG), ter os melhores médicos (os melhores são aqueles que nos passam confiança), muita fé em Deus e a página câncer de mama aos 29 anos, onde pude desabafar e dar notícias aos amigos e familiares.

Mas como o tratamento oncológico não é uma festa, chegou um momento em que “desabei” e precisei tomar antidepressivo por alguns meses, sem deixar a psicoterapia de lado.
Hoje estou voltando a vida normal (sem aquela rotina louca de consulta e exames), mas não consigo me ver abandonando a causa oncológica! Então, continuo com a minha página e cada vez mais engajada nas Vencedoras Unidas e na Rede de Causadores do Oncoguia.

Carrego no corpo e na alma as marcas da vitória contra o câncer! Não sei o dia de amanhã, mas a primeira batalha foi superada!!

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Depoimento: Bruna do Valle

Cats, trago hoje o relato lindíssimo da Cat Bruna do Valle:

“Olá, meu chamo Bruna, moro em São Paulo e tenho 20 anos.

Sigo a página do Quimioterapia e Beleza desde quando fazia tratamento, li muitas histórias lindas de superação e gostaria de compartilhar a minha.

Fui diagnosticada com Câncer de Ovário aos 17 anos. Lembro como se fosse hoje o dia em que fui para a emergência do hospital com um inchaço enorme na barriga e uma cólica muito forte.

Os médicos pediram muitos exames até chegarem no diagnóstico preciso. O momento da notícia foi mais difícil para os meus pais do que para mim mesma, me mantive firme o tempo todo, percebi que eu deveria ser como a coluna de uma casa, se eu caísse todos cairiam comigo, mas ninguém aguenta ser forte o tempo inteiro.

Fiz duas cirurgias para retirar o tumor e o ovário direito, pois infelizmente estava comprometido. Eu estava bem tranquila, porém quando cheguei na fase da quimioterapia, minha fé foi colocada à prova. Foram momentos de muita dor, fazia um protocolo médico de quimioterapia onde cada ciclo durava três semanas, havia dias que eu pedia para morrer ao ter que voltar para o hospital e enfrentar todo o processo. Fui carregada por Deus muitas vezes, Ele me colocou em Seu colo, me dizia que tudo ficaria bem.

Hoje estou curada, sem nenhuma sequela e grata a Deus por ter mais uma chance de viver e fazer diferente, ser uma pessoa melhor.

Não me lembro mais da doença, mas sim da CURA.

Não quero me lembrar das noites em claro que passei por causa da dor insuportável, do olhar de preocupação dos meus pais torcendo para que tudo ficasse bem, as expectativas de receber os exames com melhoras ou pioras, as incansáveis 8 horas na quimioterapia, as injeções de imunidade, nem de sentir o frio da sala gelada do centro cirúrgico, nem das vezes que precisei de ajuda para sentar no vaso sanitário ou para tomar banho, ou de lembrar que minha irmã tinha que me aturar gemendo de dor no quarto, das crises de ansiedade que vieram de brinde, da formatura do ensino médio e de muitos momentos que perdi.

Quero me lembrar que o que Deus tem para nós é muito maior do que aquilo que perdemos, que imaginamos ou somos capazes de sonhar.

Um beijo para todas as Cats,e nunca percam a fé, a vida é um presente lindo de Deus para nós, ela merece ser vivida.”

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DEPOIMENTO: VANESSA CRISTINA

Cats, olhem que história de lutas e de constante superação da Cat Vanessa Cristina. Me emocionou!

“Olá!
Fui internada em 2016 com fortes dores na barriga, fizeram glister durante 5 dias direto, eu já não aguentava mais a dor. Nos exames não dava pra ver nada, ate que no dia 03/06/16 meu médico disse para o meu marido: ‘vamos abrir ela, acho que deu um nó no intestino que está impedindo que as fezes saiam’. Eu fiquei louca, desesperada, pois nunca tinha feito cirurgia, mas aquela dor estava acabando comigo e a barriga inchada, parecendo que eu estava grávida de uns 8 meses.

Pois bem, entrei para o centro cirúrgico. Acordei na UTI e por lá fiquei por 3 dias sem saber de nada do que estava acontecendo. Fui pro quarto e aí começaram a me falar: ‘pois é você estava com um tumor no intestino de 28 cm que estava a ponto de estourar e o pior poderia acontecer. Tiveram que tirar suas trompas e ovários porque estavam perto. E você está com uma bolsa ilestomia que você vai ter que ficar 3 a 5 meses ou mais’.

Eu fiquei sem chão, meu mundo caiu. Como assim eu estou com meu intestino pra fora usando uma bolsinha? Não foi fácil aceitar. Fiquei internada 11 dias, perdi uns 10 kg, fiquei muito fraca. Fui pra casa, tive acompanhamento psicológico durante um tempo.

Esperando o resultado da biopsia, já sabia que seria maligno. Chegou o resultado, fui ao meu médico, ele me disse que de 15 linfonodos, 1 deu que era maligno e que iria me encaminhar para um oncologista para fazer quimioterapia. Meu Deus, como assim? Na hora não aceitei, mas tive o apoio do meus pais, marido e amigos.

Minha sogra que é enfermeira me acompanhou. Comecei as quimioterapias no hospital juntamente com a quimio oral. No começo tive muitos efeitos colaterais, depois nem tanto. Parei para tirar a bolsa em Outubro de 2016 porque já não aguentava mais. Sempre perguntava ao meu medico: ‘não precisa fazer exames?’ Ele dizia: ‘não, você está bem’.

Sim, por fora eu estava bem, meus cabelos não caíram, mas alguma coisa dentro de mim falava que tinha alguma coisa errada. Foi quando eu pedi ao meu outro médico um ultrassom do abdômen.

Pois bem, faltava apenas uma quimio pra acabar e mais uma semana de quimio oral. Eu estava feliz louca pra comemorar, pois com 33 anos e com dois filhos eu quero viver. Foi quando aquele ultrassom mudou tudo, pois deu uma mancha no fígado. Fiz outro exame. Voltei ao meu oncologista, mostrei pra ele. Ele reagiu muito mal comigo falou que eu precisava fazer um pet cam porque se tivesse tumor em outra parte do corpo, não poderia fazer nada.

Como assim eu iria morrer? Não aceitei, fiz o exame e fui pra outra cidade com outros médicos. A notícia era positiva para um tumor no fígado. ‘Temos que fazer cirurgia primeiro e depois ver o que fazer’. Aceitei tudo com muita  em Deus porque se não fosse Deus eu não estaria aqui porque sofri demais.

Fiz cirurgia em Junho de 2017. Precisava fazer quimio. Comecei uma quimioterapia bem mais agressiva em Agosto. Três dias de quimio, 7 horas no hospital através de um cateter. Depois voltei pra casa com um infusor e fiquei com ele 46 horas.

Pois bem, não acaba aí. Em novembro tive uma peritonite, quase morri com o intestino perfurado. Vazou tudo pra dentro da barriga, 3 dias de UTI, uma semana de hospital. Foi a pior cirurgia, muita dor, barriga muito inchada. Foi quase 1 mês e meio, indo para o hospital quase todos os dias. Parei as quimioterapias por quase 3 meses, pois são 12 ciclos que estariam acabando agora. Dessa vez, mais uma surpresa nada boa: outra mancha no fígado e uma mancha no pulmão.

Fiquei mais uma vez sem chão. Em fevereiro de novo, quando era pra eu comemorar. Apesar de tudo, não posso reclamar, pois tenho um Deus maravilhoso, uma família que me ama e meus filhos que precisam de mim.

Não sei o que me espera, mas tenho fé e conseguirei vencer mais essa porque Deus só dá grandes batalhas pra grandes guerreiros. Eu sei que Deus tem um propósito pra mim, pra minha vida, então tenho que aceitar.

É sofrido, é sim. É agressivo o tratamento, é sim. Só quem passa por tudo isso pode falar como é. Muitas vezes estou com um sorriso no rosto, mas por dentro minha alma chora.

Essa é minha historia. Estou com 34 anos, lutando contra essa doença desde 2016

Adoro acompanhar vocês!

Um grande abraço.

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DEPOIMENTO: SILVANA AGUIAR

Cats, olhem que legal esse depoimento da Cat Silvana Aguiar. Com muito bom humor, ela comemora a vitória pelo fim da quimioterapia e abraça o começo da radioterapia com muito animo! Parabéns, Silvana!

“Adivinhem quem está feliz da vida? Quem? Sono io! A primeira quimioterapia a gente nunca esquece… Mas a última também não! Como seria Galvão Bueno narrando esse episódio em minha vida?

‘Amigos e amigas da rede Globo de televisão, mais um espetáculo está prestes a começar, haja coração!! Vai que é tua!!! É gol, é gol, é gol!! Mais um golaço contra o câncer!!! É 16 a 00! Vitória esmagadora dessa mulher brasileira, linda e maravilhosa que venceu mais essa batalha!! Silvana é o nome dessa guerreira !!! O que você tem a dizer, Cazão? Bom, o que tenho a dizer é que ela continue assim porque ainda virão mais alguns desafios. Sabemos que o próximo adversário, a radioterapia, também não brinca em campo, mas se ela continuar com essa marra e disposição já era… Essa copa já é dela!’

Penso que seria assim. Brincadeiras a parte, quero deixar aqui um texto que li e que tem tudo a ver com a alegria que está meu coração: “Querida amiga quimioterapia, enfim chegamos ao final do nosso íntimo relacionamento. Obrigado por me ensinar que o cansaço exaustivo, o mal estar constante, enjoo, fadiga, dores que nunca imaginei, a rápida mudança de aparência, entre tantos outros, são fatores que se tornam tão pequenos, tão insignificantes perto dos valores e virtudes que passamos a apreciar. Sei bem que não sentirei saudades, mas me despeço com um profundo agradecimento.”

Obrigada, Deus! Obrigada a todos que oram por mim! Gratidão sem fim! Amo a todos hoje, sem citar nomes. Todos estão sendo fundamentais em minha vida! Deus vos abençoe! O pior já passou… vencemos!!! Mas ainda não acabou o tratamento. Temos a radioterapia pela frente, acompanhamentos, etc. Continuem comigo, juntos somos mais fortes! Tenho fé e confiança no caminho que o Senhor Deus traçou pra mim! Amo todos! Obrigada!”

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ELIZABETH QUINTIERI

Cats queridas, olha que forte esse depoimento da Cat Elizabeth Quintieri:

“Bom dia meninas, resolvi contar minha história:

Perdi 4 tias maternas com câncer de mama com metástases. Duas faleceram antes dos 40 anos, minha mãe, agora dia 14 de março, vai fazer quatro anos que faleceu, com apenas 55 anos de idade. O câncer de mama, quando descobriu, já estava muito muito avançado, sem chance de tratamento. Cinco meses após a descoberta ela veio a óbito, então pensei: pera aí, perdi quatro tias com câncer de mama, agora minha mãe também, e uma prima materna em tratamento do câncer de mama com metástases, tratamento apelativo.

Pois então, com apenas cinco meses que minha mãe havia falecido, procurei uma médica pra fazer exames de rotina, principalmente mamografia que nunca tinha feito. Com 36 anos de idade fiz minha primeira mamografia que mudou minha vida, a virou de cabeça pra baixo. Resultado da mamografia: grupamentos de microcalcificações arredondas puntiformes birards, quatro na mama esquerda, três na mama direita.

??

Enfim, suspeita de câncer em fase inicial, foi feito mamotomia onde constatou hiperplasia ductal atípica celular pré cancerígenas, mas meu médico, não contente, achou por bem fazer um quadrante. Dia 09 de março fará três anos que fiz o quadrante na mama esquerda, então para nossa surpresa deu carcinoma intraductal in situ , não precisou da quimioterapia injetável só em comprimido, mas o tamoxifeno me casou vários efeitos colaterais. Tomei ele por dois anos e sete meses, meu protocolo seria por dez anos. Várias idas ao pronto socorro por conta do tamoxifeno, fiz cirurgia no útero por conta desse medicamento, mas minhas mamografias estavam vindo ainda com birards quatro e três.

Por fim com todo esse histórico na família, eu ainda com grupamentos de microcalcificaçoes, por bem meu, médico pediu a cirurgia de mastectomia com reconstrução imediata. Fiz dia 19/01 a mastectomia bilateral, foram 6 horas de cirurgia, estava tudo bem, mas com uma semana começou a necrosar as auréolas e abrir aos poucos. Minha mama teve que ser suturada por três vezes. Contrair infecção contaminou as próteses, 19 dias com os drenos, tive que ser operada tudo de novo dia 19/02 mas três horas de cirurgia, perdi mamilo e auréola. Meu médico fez enxerto com tecido da virilha, que na mama direita não deu muito certo, mas sábado observei que abriu um pouquinho minha mama esquerda. Mandei foto pro meu médico pelo WhatsApp ele mandou passar rifocina spray e quarta feira tenho retorno, provavelmente vai ter que suturar, são 32 dias com drenos.

Vida que segue

Mandem seus depoimentos para cat@quimioterapiaebeleza.com.br

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ROSANGELA FERREIRA

Há mais ou menos 3 semanas descobri dois cânceres, um de mama e um na axila. Foi um choque que, nem eu nem os médicos desconfiaram. Como diz o bom e velho ditado que santo de casa não faz milagre.

Sou enfermeira, trabalho rodeada deles e estou sempre me examinando. Foi estipulado um linfoma e uma mastite mamária. Porém triplicava de tamanho cada vez que eu menstruava. Bom, festa de fim de ano, muito trabalho a fazer, até porque trabalho em um núcleo de câncer de pele. Deixei pra tratar o linfoma e a mastite no ano que se iniciava, meus pacientes precisavam de mais atenção do que o linfoma.

Porém, no fim de janeira desse ano, ele cresceu tanto que assustou. Comentei com uma amiga médica sobre o a mama e axila, e ela também achou estranho, porém também apostou no linfoma e mastite. Ela pediu para eu ir na mastologista, que era amiga dela e eu fui no mesmo dia. Nisso, ela pediu direto a biópsia e deu nódulos cancerígenos invasivos com alto nível de proliferação. Para piorar, estou com células soltas próximas à minha rede linfática. No primeiro dia eu chorei, mas depois parti para a guerra.

Bom, em uma pesquisa, conheci você, um exemplo a ser seguido, até porque sou muito apegada à minha aparência e sei que tudo vai mudar por um tempo. É, gostaria de contar com sua força. Ontem fiz minha primeira sessão da quimioterapia branca, são 12 e logo vem a vermelha, que são 4. Ainda não perdi cabelo porque estou no começo, e graças a Deus estou sem sintomas. Isso me deixa ativa. Espero que me receba na comunidade como mais uma Cat que entrou na luta e escolheu ser feliz.

Beijos, linda Flávia, parabéns pela a página.