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Cat Angela

Em agosto a Cat Angela através de um exame de rotina foi diagnosticada com um cancer de pâncreas – um intruso, como ela fala. Na cirurgia foi encontrado outro intruso no fígado, este foi removido.

Essa Cat tem tanta confiança no seu médico e toda sua equipe que que tatuou a seguinte frase: Em caso de emergência só mexer com autorização do meu médico Marcelo Aisen. (Uma surpresa para seu médico, assistam o vídeo, ele não sabia de nada)

Ela está fazendo quimioterapias e eu questionei se ela havia pedido autorização para fazer a tatuagem e ela pediu sim, ela disse que faria uma Tatoo para sua neta, e ele deixou ela fazer na semana que não tinha quimioterapia e depois de fazer um hemograma para ver se estava tudo bem.

Ousada e responsável! 

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Amanda Louzeiro

Em Agosto/18, através de exames de rotina, fui, salva, pelo diagnóstico de câncer de mama, estágio 01, evoluindo rapidamente, após o laudo da cirurgia, para o estágio 02, o que me levou a realização da quimioterapia, iniciada em Janeiro/19 e chamada de “Dose Densa”.

É o nome assusta, eu me assustei por uns instantes, mas em nenhum momento eu achei que não daria certo, ao contrário , em meu coração sempre teve gratidão por ter a oportunidade de lutar para viver, por ter alguma chance, por viver nesse mundão tão louco mas ao mesmo tempo tão maravilhoso. Fui salva desde o primeiro dia do meu diagnóstico.

Hoje dou adeus aos últimos resíduos deste medicamento que salvou a minha vida! Foram dias difíceis, mas desde o início sempre tive a certeza da minha vitória e da minha cura.

Em meu coração a gratidão só aumentou, por tudo ter sido como foi, por Deus junto aos médicos terem me dado a minha sobrevida, por colocar paz em meu coração nos momentos sofridos e me fazer crer que um novo dia sempre chega e ele chegou!

Em especial quero agradecer a minha Mãe Ana de Mendonça, ao meu Namorado Rafael Martins, ao meu Padrasto Jaci, a minha pequena Helena, minha irmã Mariana, que ficaram ao meu lado dia e noite lutando, sentindo, torcendo e zelando pelo meu bem estar e saúde!

Aos meus familiares e amigos, aos amigos que tive certeza que sempre pude confiar, aqueles que chegaram para ficar e até mesmo aqueles que se afastaram, eu quero agradecer também! A vida é muito linda e eu sou grata por apreciar cada detalhe dela.

Obrigada Deus, por tudo ter sido como foi.

” O câncer nasceu em mim , mas eu renasci dele “.

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Façam o auto exame e os exames de rotina, salvou minha vida e pode salvar a sua também!
 Outubro rosa é todo dia 

#câncertemcura
#cancerdemama
#euacredito

Obs: estou devidamente autorizada e seguindo todas as recomendações da minha oncologista ao me expor ao sol ( proteção solar FPS fator alto reaplicado a cada 2h, roupas proteção UV, chapéu, hidratação, alimentação e o horário permitido para exposição solar!

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Ana Germano

Bom, a minha história começa em março de 2017, quando descobri um pequeno carocinho na mama esquerda. Não esperava que esse carocinho seria o começo de luta.

Depois disso fui encaminhada para fazer uma biópsia que doeu muito, mas eu estava lá e tive a companhia da minha irmã, Neide Bezerra, que me deu força.

30 dias depois veio a tal notícia que não queria ouvir: Carcinoma Ductal. Na hora que ouvi pedi para a médica traduzir kkk pois não tinha ideia de o que significava e ela me disse mais uma vez que eu estava com câncer de mama, uma notícia que jamais esperava ouvir.

Me senti tão frágil que não sabia o que fazer. Estava ali, sozinha, sem saber o que fazer a não ser chorar, mas,  como Deus é maravilhoso, ele me deu forças para eu conseguir dar a notícia a todos os meus irmãos.

Com a ajuda do meu amigo Valdir Semensato, consegui marcar uma consulta no Hospital do Amor, e foi aí que começaram as consultas, exames e a espera da cirurgia, feita em 17 de julho de 2017. Fiz uma mastectomia com esvaziamento de axila e foi um sucesso.

Só tenho a agradecer aos doutores Rafael e André, e também à fisioterapeuta Adriana, que são anjos que Deus colocou na minha vida.

Depois de alguns meses tive de fazer uma consulta e ouvi o que não queria: precisava fazer a tão temida quimioterapia durante 16 sessões. Isso me assustou um pouco, mas para que eu conseguisse enfrentar, Deus me deu uma família maravilhosa.

Meu marido Celso Cardoso, mesmo de longe, estava sempre presente durante o tratamento. A minha filha Maria Eduarda, minha companheira. Minha cunhada Bruna Cristina, que estava presente na minha primeira sessão de quimioterapia. 

Depois de 14 dias da primeira sessão, veio a queda dos cabelos, mas eu não fiquei careca sozinha. Alguns familiares me apoiaram nessa causa, como meu marido, meu irmão (Raimundo), meu cunhado e meu amigo Adilson, que ficaram carecas junto comigo. 

Também agradeço minha irmã e amiga do peito, Fran Germano, que durante a recuperação sempre esteve ali presente para me ajudar.

Graças a Deus conclui todas as sessões sem nenhum problema e sem reações.

Depois de acabar todas as sessões fiquei muito ansiosa para passar logo pela radiologia, porque queria saber se teria que fazer radioterapia ou não. Mas fui surpreendida pelo meu médico quando ele disse que eu não precisaria. Nessa hora vieram as lágrimas, que não foram de tristeza, mas sim de de alegria e agradecimento. 

Hoje em dia, faço acompanhamento há seis meses e faço uso do tamoxifeno.

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MÉDICA DEIXA CARTA ANTES DE MORRER

Trago uma história linda e emocionante da Cat Larissa Medeiros para compartilhar com vocês.A Lari morreu no dia 22 de dezembro em decorrência a um câncer de mama, aos 40 anos. Dias antes de sua última internação, ela escreveu uma carta contando tudo o que aprendeu durante o tratamento da doença.Confira a carta na íntegra:“Querida família! Ando mais reflexiva e ausente… têm sido dias difíceis. Pensei na morte, mas vi um documentário da minha incoerência, já que é a coisa mais certa… Pedi a Deus uma segunda chance ou força p entender se ele tiver outro propósito.

Vou fazer um pedido aqui: hoje minhas chances de cura são menores do que as de sucesso! Luto por 10% de cura!! Sem drama, é um fato! 

Quero e vou vencer, com a ajuda de Deus e Nossa Senhora, sem as estatísticas dos homens! 
Mas queria com muito carinho que se lembrem das coisas que estou aprendendo…

Hoje ter 1,2,5 ou 20 milhões num banco ; ter um bilhete de viagem maravilhosa; um vestido lindo ou poder ir em restaurantes incríveis.. um bom vinho, um doce delicioso… NADA NADA disso eu poderia usufruir agora. Não mudaria minhas chances ou acessos a remédios, não teria pique e disposição para viajar (não posso me ausentar por mais de quinze dias pela quimio, que tem dado muitas reações extras), não posso beber, comer muitos doces… e não tenho ânimo físico p usar um lindo vestido com alegria…

A vaidade de crescer cientificamente, ganhar algo na profissão, prestígio??? Nada fica… Perdi tanto tempo c isso… Fui tão tola em vários aspectos… Só o carinho dos amigos colegas e pacientes que o trabalho trouxe… Mas, claro que não serei hipócrita: Trabalhar, responsabilidades, ter economias… são coisas importantes, mas NÃO são mais do que viver o hoje… ter conforto, usufruir das boas coisas da vida valem a pena… Já viver sempre esperando um futuro que pode não chegar, isto é ir morrendo aos poucos.
Então, o que ficou e o que mais me alegra? As boas lembranças dos momentos e experiências que vivi… as risadas, os carinhos, a alegria das viagens q tanto gostava, da comida gostosa fosse caseira ou de um bom restaurante… os sentimentos verdadeiros e o amor puro da família e tantos amigos queridos q redescobri…
Sei que nada será tão palpável como é para mim que precisei passar por isso poque ter tanta clareza de pensamentos… ouvia isso dos pacientes mas não coloquei em prática…

Gostaria que experimentassem sem ter que passar por algo ruim para mudar:
Brigas, reclamações, vaidades, conflitos… acontecem, mas deixam o ar muito pesado, sugam nossa energia e não levam a nada. Transformam a reunião alegre em algo desagradável… Amor, perdão, paz, alegria renovam tudo…
Nós sendo filhos, noras e genros, pais, irmãos, casais, todos iremos errar… escolher o caminho tem esse desfecho: de acertar ou errar. E errar tem o aprendizado, só o erro traz essa graça de aprender e mudar! não aprendemos com os erros alheios infelizmente… Os acertos infelizmente também não trazem esse conhecimento todo, por ironia… ninguém sabe o que é certo… o certo para mim não é para os demais. 

Vamos conviver em paz, respeitar a individualidade das pessoas, dos casais, mesmo não sendo nossa opinião. Vamos celebrar a vida, ter prazer nos encontros, evitar brigas ou assuntos pesados… queria que todos que puderem começassem a passear, viajar, praticar a leveza no dia a dia… quem quiser ir, voltar, sair, ficar, silenciar… siga seu coração… decida por si… não esperem permissão para serem felizes. Só quem pode nos autorizar somos nós mesmos…
Américo, meu amor, tem me ensinado muito tb… foi um ano terrível p nos… muitas concessões, ajustes… mas nosso amor tem aprendido a ser laço de fita, não e nunca NÓ… nos respeitamos, apoiamos, nos incentivamos mutuamente… se você está estressado, volta da corrida, leve, com o sorriso mais lindo no rosto e só traz boas energias p mim. Não fala nada pesado, não fala de ninguém, sempre positivo, o melhor companheiro q eu poderia ter… meu amor !

Muitas vezes discordamos, queremos coisas diferentes, mas aprendemos a respeitar a decisão do outro sem perder tempo tentando convencer a nossa maneira… acho que ganhamos mais amor e respeito! Amor não é posse ou prisão, é liberdade e respeito…

Sei que ainda temos muito a aprender… mas acho que estamos no caminho, entre acertos e erros…
Tenho vontade de gritar, para todos que quero bem: “Tomem as rédeas de suas vidas… viajem, namorem, comprem com responsabilidade o que lhes dá prazer… a vida é HOJE!! Só hoje!!! Viagens, comer num lugar gostoso, comprem a roupa bonita que querem…”

Não sabemos se viveremos até o futuro… se gozaremos da aposentadoria… se teremos saúde e ânimo p aproveita – lá!! Vivam, vivam, cada um é dono da sua trajetória…
E a vida dará em troca, amor verdadeiro, grandes amigos que farão parte da família… e muito boas memórias…”

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Amanda Santana

“Em 2008 me formei em enfermagem! Um sonho realizado, a tão desejada faculdade! Assim que me formei já comecei a trabalhar no hospital Municipal da minha cidade (Maricá-RJ). Ali trabalhei por quase 7 anos, me dedicando a cada paciente que precisava dos meus cuidados. Até que conheci um moço pelo Tinder e começamos a namorar.  Ele é militar da aeronáutica e começamos a fazer planos para futuras transferências de estado.Num belo dia ele me liga e diz que dali a 15 dias iria passar 2 meses (de outubro a dezembro) em Fernando de Noronha e quando retornasse ia ser transferido para Recife-Pe. A pedido dele ( e de minha vontade também, claro) fui ao cartório e consegui marcar nosso casamento pra um dia antes dele ir pra Noronha! Nos casamos em 21 de outubro de 2016 e ele viajou dia 22! Ai meu coração!!! Ele voltou dia 24 de dezembro e logo na primeira semana de janeiro colocamos nossas roupas no carro e viemos pra Recife! Quatro dias na estrada e como foi gostoso! Chegando aqui, após mobiliarmos nosso apartamento, me vi como dona de casa, coisa que nunca fui! Sempre trabalhava e tinha uma vida mega movimentada e de uma hora pra outra me vi sozinha, numa cidade onde conhecida poucas pessoas, desempregada…… resultado: depressão!!!!No mês seguinte, com dias no emprego novo, eu fiz exames de rotina e um deles foi a ultra de mama. No momento da ultra o médico achou “algo” estranho e me disse que ia me indicar a fazer a biópsia. Já saí dali com a certeza que estava com câncer.  Beleza! Bora pra biópsia! Que procedimento chatinho!!! Bom, o resultado ia sair numa segunda feira. Pedi ao meu esposo que pegasse, tirasse uma foto e me mandasse pois eu estava no trabalho e assim ele fez! As 9h da manhã eu abro o meu Whatsapp e vejo escrito “carcinoma ductal invasivo“! Eta lasquera que o chão abriu!!!!No mesmo dia fomos ao meu mastologista e ele confirmou e informou o próximo passo: cirurgia! Ele me propôs retirar apenas o quadrante, mas isso muito me preocupou. Nunca tive muita mama. Sempre foram pequeninas. Bom, corremos muito com os exames pré operatórios e em 10 dias do diagnóstico eu entrava naquele centro cirúrgico pra tirar um pedaço da minha mama aos 33 anos de idade, com menos de 2 anos de casada, sem filhos, longe da minha familia e amigos … caramba e agora? Com o resultado da imunohistoquimica fui ao meu oncologista que bateu o martelo que eu não faria quimioterapia. Apenas radioterapia e hormônioterapia por 5 anos.

Hoje, com 3 meses de cirurgia, já terminei a radioterapia. Que tratamentozinho maldito!!! Me arriou desde o primeiro dia. Fiz 21 sessões no geral e não houve um dia sequer que eu não tenha ficado enjoada e com fadiga! Hoje faz uma semana que terminei e a minha pele já está clareando, mas ficou tão escura durante o tratamento que deu até bolha!Conclusão: Deus faz as coisas tão certas que me tirou do meu estado pra que pudesse ter toda essa assistência que eu não teria se tivesse na minha cidade.E continuamos com o tamoxifeno por mais 4 anos e 10 meses!!!!O futuro? Aaaahhhh amanhã eu respondo tá? “

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MÁRCIA

Cats, confiram o relato da Cat Márcia que vive no Canadá e nos mandou sua história! 

Há um ano comecei meu tratamento de quimioterapia… Foi marcante, porque era o dia do aniversário do meu sobrinho que tanto amo. Fui ao restaurante mesmo me sentindo mal e não deixei a peteca cair.

Com o tempo, perdi meus cabelos, minhas sobrancelhas e cílios… Mas ganhei o amor e ajuda de amigos (quebecois, brasileiros e de outros países) e família, numa terra tão distante… Fui muito bem cuidada pela equipe do hospital CHUM (Centre Hopitalier Université de Montréal). Médicos, enfermeiras, psicóloga, assistente social, voluntários e a parte administrativa.

Não foi fácil, mas também não foi difícil… Continuei a ser eu mesma, me diverti muito durante a quimioterapia (criava eventos especiais no dia, para mudar o foco). Lembro que na fase vermelha, eu dizia à enfermeira: pode colocar esse coquetel de vodka com cranberry (uma frutinha vermelha) na minha veia e meu happy hour vai começar!

Continuei a trabalhar, a estudar a sonhar e seguir com meus planos. Conheci a Flavia Flores que me ajudou muito com os videos de beleza e de força de espírito

Através de seu site, reencontrei uma antiga amiga da fisioterapia e também fiz amizade com uma brasileira que mora no Canadá, ambas passando pelo mesmo problema…

Um ano se passou… Ontem, fomos comemorar o aniversário do meu sobrinho e disse para ele: tudo passa… Um ano depois, continuo a trabalhar, a estudar, a sonhar e continuo com meus planos… Mas os cabelos? Quanta diferença…

Minha dica: Viver um dia de cada vez com humor e amor!!

#eusouumacat #quimioebeleza #historiadecat

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FERNANDA

Eu sou Fernanda, tenho 39 anos, fui diagnosticada com câncer de mama dia 22/01/18. Já estou na 3ª quimioterapia vermelha.

Bom, queria passar pra vocês o que me ajudou muito, que foram as palavras do meu mastologista. Quando tive a notícia que perderia meus cabelos, fiquei desesperada (imagino que todas nós), aí em meio a lágrimas, perguntei: e agora??? Ele, bem emocionado, me disse: Qual dia você ficaria careca? Respondi: nunca! Pois então faça de seu momento único, tente viver cada momento e se invente a cada um deles.

Eu segui os conselhos e me ajudou muito, tinha um cabelão enorme, que cortei no ombro (amei!), depois curtinho (curti também) e, por fim, raspei. Fui acostumando aos poucos, e diminuiu muito meu sofrimento de perder os cabelos (super aconselho a fazer isso). Optei por não usar perucas e nem próteses, vivo meu momento carequinha atualmente e claro amante de um lindo lenço e turbante.

Eu li seu livro antes de descobrir que ia fazer quimioterapia. Quando tive a notícia foi horrível, mas acredite, o que me ajudou a aceitar foi ter lido seu livro!!

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CABELOS VÃO, CABELOS VÊM – O QUE É QUE A MAMÃE TEM?

Mais um livro de Cat!!
Este é para crianças e a autora é a Cat Anna Maria!! 

Oi gente, me chamo Anna Maria Mello e, hoje, estou aqui para apresentar a todos vocês o meu livro, “Cabelos Vão, Cabelos Vêm – O que é que a mamãe tem?”, infantil, lançado ano passado na Bienal Rio. Foram diversas as razões que me motivaram a escrevê-lo, dentre elas, o desejo de me realizar como autora (um sonho cultivado desde a minha infância). Mas foi o diagnóstico de um câncer de mama de alta agressividade, em 2015, o engajamento na causa de combate e prevenção do câncer, e um fato ocorrido no auge do meu tratamento, em 2016, que impulsionaram esse projeto de realização pessoal para frente!

Conheça essa história:
Certo dia, recém careca e enquanto em minha casa, recebi uma visita inesperada: minha amiga e sua filha de 5 anos (minha afilhada), na época. Na confusão do momento, acabei recepcionando-as com a cabeça totalmente nua e minha afilhada se assustou muito quando me viu sem os meus belos cabelos compridos, minha marca registrada. Foi necessário calma e sabedoria para que eu e minha amiga explicássemos a ela o que se passava: que eu estava doente, mas sendo cuidada pelos médicos; que eu ficaria sem os cabelos por algum tempo, mas logo os teria de volta… E foi ao refletir sobre esse incidente, que eu me conscientizei de uma questão de grande importância social: crianças envolvidas com paciente oncológico precisam de certo preparo para adaptar-se, de forma positiva e menos traumática, ao novo contexto familiar e/ou social do qual fazem parte. Assim esse livro nasceu e se transformou em um projeto social de literatura infantil, que pouco-a-pouco está crescendo, e que tem como propósito fundamental apoiar psico-pedagogicamente pacientes e familiares, nesse preparo da criança (saiba mais em www.ammello.com/livroqueapoia).

Quando a Flávia me convidou para apresentar o projeto aqui no canal, eu fiquei super feliz! Como essa iniciativa é independente e voluntária (sem fim lucrativo), toda porta que se abre para compartilhá-la representa mais um passo à frente!

Quem quiser saber mais do projeto e entender como, ao adquirir o livro, apoia outras pessoas que tanto necessitam desse recurso psico-pedagógico, acesse esse post do nosso #blogqueapoia: clicando nesse link.

#quimioebeleza #eusouumacat #livrodecat

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ANA FLAVIA

Minha história não pode ser contada sem antes contextualizar…
No primeiro domingo de setembro de 2014, quando a primavera já trazia suas flores, minha família foi surpreendida por uma triste notícia: meu amado pai descobriu que estava com câncer de fígado, decorrente de uma hepatite que ele convivia (e muito bem!) há alguns anos. Essa notícia fez meu mundo desabar, senti muito medo, pela primeira vez experimentei a sensação de “perder o chão”… Foi então que Deus em sua infinita bondade nos mandou Matteo… Eu estava grávida, descobri na terça-feira seguinte… Vocês podem imaginar a avalanche de emoções que passei? Ora muito feliz, noutra desesperada… Enfim, esse turbilhão de sensações me acompanhou durante toda a gravidez. Meu pai estava muito feliz com a chegada do neto, todos nós estávamos… Matteo foi um presente de Deus!
Nesse cenário, deu-se minha gestação… Minhas energias, forças e orações se direcionaram para que meu bebê viesse saudável – por isso me exercitei, mudei minha alimentação, fiz massagem, me cuidei, e para que meu pai se curasse – acompanhei de perto todo o tratamento do meu pai, pesquisei muito, fui em todos médicos possíveis e imagináveis e fiquei com ele o máximo que pude…
Bom, Matteo chegou com 38 semanas e 1 dia. Todos estavam na maternidade, meu pai foi a primeira pessoa que nos viu, chegando no quarto, ele conheceu o neto, meu coração podia se aquietar um pouco…
O primeiro ano do Matteo foi muito especial… Apesar do câncer, meu pai estava bem, curtindo o neto e fazendo o possível para se curar…
Mas as coisas começaram a complicar…
Lembro de que, no dia da festinha de 1 ano do Matteo, início de maio, meu pai havia sido internado por conta de 1 encefalopatia (decorrente do câncer de fígado), fui ao hospital e o médico dele, na porta do quarto me chamou e disse: “Vou dar alta para ele ir à festa, o caso dele é terminal”, eu gelei, meu pai se esforçando para melhorar porque queria ir para festa, minha mãe lá dentro do quarto aflita! Engoli o choro, coloquei um sorriso falso no rosto e disse: “Bora pra festa pai!!!”. Penso até hoje que se tem um dia que meu câncer nasceu foi naquele!! Imaginem, passei a festa toda achando que meu pai ia morrer naquela hora! E não falei nada para ninguém, como dar uma notícia dessa para a família?? Num dia de festa! Impossível!!! Bom, infelizmente, em junho de 2016, meu amado Pai desencarnou. Junho de 2016 foi também o mês que descobri que eu tinha um câncer de mama… dias após perder meu pai!
Mal pude viver o luto pela passagem de meu pai e tive que arranjar forças não sei de onde para lutar por minha vida.

Eu ainda amamentava o Matteo, na época com 1 ano e 1 mês (confesso que a pior parte do tratamento foi o desmame abrupto do meu pequeno… Como chorei!)
Bom, tive 1 mês entre o diagnóstico e início do tratamento, que incluiu 16 sessões de quimioterapia, cirurgia de mastectomia bilateral (apesar do tumor ter respondido bem à quimio e ter desaparecido, com a graça de Deus!). A indicação de maste bilateral deu- se, pois tenho alteração genética no BRCa1 (sabe aquela que Angelina Jolie tem? Pois é essa! Tanta coisa para ter em comum com a Jolie: bocão, um Brad no currículo e eu fui ter o tal do BRCA 1…).

Passei muito bem por todas as etapas do tratamento… Após a cirurgia, tive que fazer ainda 33 sessões de radioterapia, pois a natureza do meu tumor – há uma variedade de tumores de mama, o meu foi Triplo Negativo, um que é Punk, muito agressivo e a indicação de tratamento era do protocolo completo (quimio + rádio + mastectomia).

Não fiquei careca, perdi muito cabelo, tive que cortar meu cabelão (eu era tão apegada…tolice minha!), quando estava prestes a raspar a cabeça, minha irmã descobriu a existência de uma touca (Elasto Gel) que faz um tratamento de “congelamento” no couro cabeludo e reduz a queda de cabelo (o meu caiu uns 35%…ficou bem ralinho). Essa touca “caiu no meu colo”, após saber da existência dela comecei a buscar na internet onde encontra-lá…eis que conheci a Grazi (querida que recentemente se curara de um linfoma), que tinha as toucas e me emprestou (maravilha! Por que teria um gassto de uns 2 mil reais para adquirir essa touca). É um pouco semelhante a usada pela apresentadora Sabrina Parlatore e pela esposa do apresentador Marcos Mion, Susana Gullo. Não perder todo o cabelo fez um bem danado a minha autoestima!

Junto ao tratamento convencional busquei também ajuda espiritual, pois acho que nosso corpo adoece por razões para além das biológicas e orgânicas…

Fiz muitas terapias alternativas, pautadas na nova medicina germânica, que trata o indivíduo em sua totalidade e , acredito que isso faz toda diferença!

Cuidei (e cuido ainda da minha alimentação), fiz atividade física durante todo o tratamento (Pilates e caminhada) e tenho certeza que isso tb fez diferença para o meu bem estar durante todo esse processo.

Meu tratamento começou em julho de 2016 e acabou agora em maio de 2017. Eu ainda tenho muitas consultas e exames para fazer e acompanhar para que tudo continue Bem, com as bênçãos de nosso Pai Oxalá!

Hoje as pessoas me encontram e dizem: “Nossa! Não parece que você passou por tudo isso!” E eu penso: “Que Bom! Não é para parecer! Lutei pela minha vida!”.

Claro que chorei, tive (e ainda tenho!) medo, mas minha vontade de viver sempre foi muito maior!

E hoje Vivo com muito mais intensidade e Amor! A doença traz isso! Redimensiona nossa relação com o mundo!

Tento ainda tirar o que foi bom nesse processo e penso que pude ter mais tempo para curtir e estar perto do Matteo (Mal voltei de licença gestante e já emendei a licença saúde, voltei ao trabalho Matteo já estava com 2 anos)… A gente curtiu muitos passeios matinais, brincadeiras no bosque, leiturinhas no meio do dia…
Espero que esse relato posso servir de alerta para que vocês, Amigas, mulheres, fiquem atentas aos seus corpos. Se conheçam, se examinem, desconfiem e investiguem se algo parecer errado. Eu amamentava quando senti um nódulo esquisito na minha axila. Eu fui atrás de saber o que era (mesmo achando que não era nada), eu tive sorte em ter a Dra. Patrícia comigo, pedindo os exames, mesmo achando que fosse algo relacionado à amamentação!

Por fim, agradeço ao apoio da minha família, dos anjos disfarçados de doutores: Dra Patricia Varanda, dr. Otavio Martucci, Dr. Cesar Cabelo, Dr. Eduardo Dantas, dr.Martins e dra.Carla Gazio (que me ajudaram com o desmame). E também os meus amigos sempre presentes, especialmente Sérgio Villar e Saulo Roberto Laus, que me orientaram na busca pela cura espiritual.

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VIVIANE BATTISTELLA

O câncer lapidou minha fé e me mostrou que Deus é, acima de tudo, liberdade, e que não importa qual seja o caminho que você procure, você sempre irá encontrá-lo no final.

Ter câncer é suportar o estigma de uma doença que muitos sequer querem dizer o nome. É ser alvo de olhares de compaixão, é ter que suportar a ideia que os outros têm de que você vai morrer e pronto.
Tantas outras doenças graves e silenciosas matam até mais do que o câncer, mas não provocam nas pessoas esta ideia catastrófica.

O câncer não é uma doença, mas sim muitas doenças em locais e estágios diferentes, cujos tratamentos também são diferentes. E pela força do estigma, o câncer tem o poder de modificar para sempre quem o enfrenta. Em mim o câncer teve e está tendo o poder de cura.
O câncer me curou do hábito olhar para o ontem e para o amanhã e tornou a minha vida uma sucessão de hojes. Mostrou-me que há dias bons e dias ruins – e que ambos passam.
O câncer lapidou minha fé e me mostrou que Deus é, acima de tudo, liberdade e que não importa qual seja o caminho que você procure, você sempre irá encontrá-lo no final.
O câncer me fez deixar de questionar “Por que eu?” e me ensinou a me perguntar: “Por que NÃO eu?”
O câncer me fez ter ainda mais compaixão pelo meu próximo e me faz pensar todos os dias nas pessoas que, assim como eu, estão submetidas ao veneno da quimio e à radiação; e que, entretanto, pegam fila no transporte público e não têm ajuda em casa para que lhes façam sequer uma sopa.
O câncer me curou da vaidade, do apego ao meu “falecido” cabelão loiro. Livrou-me da futilidade de não querer cortá-lo, de reclamar dos dias em que a franja não estava bonita e da bobagem de achar que eu tinha que gastar mais e mais dinheiro comprando cremes e máscaras caríssimos. Diminuiu o tempo do meu banho pela metade e me ensinou algo que só quem perde os cabelos entende: que qualquer cabelo serviria para mim hoje. Eu que tinha os cabelos como marca registrada e que cresci ouvindo elogios a ele por serem loiros naturais, hoje estou sem eles, sem cílios e sem sobrancelhas.

O câncer me curou de perder tempo com assuntos polêmicos e me ensinou que pouca gente entende o que estamos querendo dizer, quando expressamos uma opinião ou firmamos uma posição sobre algum assunto.
Também me ensinou que as discussões quase sempre acabam em agressividade e não em diálogos assertivos e que calar me livra de ser agredida gratuitamente. Mostrou-me que tudo fica muito pequeno diante do fato de ter que enfrentar um tratamento perigoso e arriscado. Fez-me livre do vício de publicar minha vida nas redes sociais e também de observar quem a publica. Mostrou-me que quem é feliz de verdade está offline, assim como quem está enfrentando desafios como eu.

O câncer me curou de insistir em relações que não são íntegras e sinceras e me fez deixar de investir em gente que não se importa comigo e em pessoas que não me devolvem o afeto que lhes dei ou dou. O câncer me mostrou que tenho, sim, que ter fé no ser humano e acreditar nas pessoas, entretanto, como disse Frida, não devo permanecer onde não há amor e nem aceitar menos do que dou. Aprendi que não vou conseguir melhorar todos e que tem gente que não quer ser ajudada nem tampouco amada.

O câncer me curou das minhas certezas de achar que estou sempre com a razão, me aproximou ainda mais da minha família e me mostrou o quanto preciso deles.
Trouxe-me amigos novos, trouxe de volta amigos antigos e me surpreendeu com tanta vibração positiva.

O câncer me mostrou o quanto nossa mente fabrica tudo que nosso corpo sente, já que eu tenho um “tumor de criancinha” e as crianças seguem o mesmo protocolo de quimioterapia que eu, porém, em espaço menor entre uma e outra porque suportam bem mais as reações. Sabem por que? Porque não sabem que aquele “soro” e aquela “groselha” são altamente tóxicas. Elas me ensinaram que o que desconhecemos não existe para nós.
O câncer me mostrou que o amor vem de onde menos se espera e que o amor, às vezes, é tão grande e tão forte que nos constrange.
O câncer me mostrou que só quem passa por ele é que consegue entender, na íntegra, o que acabei de escrever e quando olho para ele eu vejo que sou muito mais forte. A cada recuperação dos efeitos da quimio, a cada sessão de radioterapia, o câncer me mostra o tamanho da minha força. Enquanto ele morre, eu recupero a minha vida.