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História da Cat Camila Lima

“Meu nome é Camila Lima e tenho 34 anos! Aos 31 anos, senti um carocinho na mama esquerda e procurei um médico que na consulta apalpou e não sentiu nada, falou que poderia ser glândula mamária e não pediu nenhum exame. Como sempre, fiquei preocupada, e no mês seguinte sentindo ainda mais o tal carocinho, procurei um especialista que falou a mesma coisa. Para ambos pedi uma mamografia e a resposta foi a mesma, que eu era nova e, o plano ou SUS não autorizam, pois não havia suspeita e que ficasse tranquila que não tinha nada! Assim, tentei ficar.

Passados dois anos, meu marido e eu, resolvemos tentar o segundo filho. Comentei com o ginecologista que acompanhou minha primeira gestação, sobre o carocinho e que gostaria de fazer uma mamografia pra desencargo de consciência! Ele me explicou que realmente alguns convênios não aprovam por conta da idade, mas faria o pedido. Assim, com pedido e exame autorizados, o resultado veio: Birads 4, constando uma suspeita.

Corri ao mastologista indicado por uma amiga que havia passado pelo câncer de mama. Após vários exames e uma biópsia simples, constatou-se fibrose. Fiquei super hiper mega feliz com esse resultado! Muito aliviada. Mas, quando levei ao médico, foi como se jogasse um balde de água fria, ele falou que não estava tranquilo com o resultado pois os outros exames estavam muito suspeitos. Indicou uma cirurgia pra biópsia. Sai de lá arrasada e chateada. No dia 05/11/20 fiz a cirurgia pensando que poderia estar fazendo “a toa”. No dia 26/11 tive o diagnóstico: Sim… nesse dia parecia que o mundo estava acabando. Receber um diagnóstico de câncer seja onde for, o grau que for, é um diagnóstico de câncer! 

Perdi minha sogra pro câncer, 17 dias antes do meu casamento, então o desespero tomou conta!! Chorei… chorei… não acreditava. Não consigo explicar o susto e o desespero que é receber essa notícia!! Mas, tenho um filho de 6 anos que sempre foi meu maior motivo pra nunca desistir! Olhava pra ele e via esperança, e via Deus!! Minha mãe sofreu tanto que isso me dava força pra mostrar pra ela, que eu iria ficar bem, que tudo iria passar, e comecei a colocar os pensamentos no lugar e lembrar de pessoas e relatos vencedores do câncer, assim como essa minha amiga, o meu sogro, a professora do meu filho, e outros. Isso foi me aliviando, e os dias ficando mais leves até iniciar o tratamento. 

Em 12 de dezembro, fiz a mastectomia radical com expansor. O apoio da família e amigos nesse momento foi tão maravilhoso que me senti fortalecida! Em janeiro/21 fiz minha primeira quimioterapia (de 4), com várias reações e que me deixou muito mal. E 15 dias depois os cabelos começaram a cair. O sinal de que eu teria que raspar, foi quando eles saíam nos dedos e o couro cabeludo doía, sem poder colocar nem a mão na cabeça. No início de fevereiro raspei, mas me preparei pra esse momento com ajuda de uma amiga pra make profissional e acabou sendo mais leve. O pensamento era que tudo passa e cabelo cresce, bora curtir a careca. Algumas pessoas se incomodavam com a carequinha, mas eu mesma nem ligava, o maior problema de muitas pessoas que sentem-se mal por alguma coisa, é pelo o que o outro está “achando ou pensando”, eu gostei da careca e estava me sentindo tão livre, que se dane as pessoas. Pude usar turbantes e muitos lenços de várias cores.

Depois da segunda quimioterapia, mais uma notícia mudou meus pensamentos e faria me manter mais forte ainda!! Meu pai recebeu o diagnóstico de câncer na próstata! Sim, nós dois com câncer! Eu tinha que ser forte e mostrar pra ele, que iríamos vencer!! Dia 23/03 o tão sonhado sino tocou!! Minha última quimio! Uma emoção sem igual. Um mês depois, fiz minha primeira radio, das 16 sessões, sem reação nenhuma, graças a Deus! Só a cicatriz da mastectomia que abriu novamente, mas tudo dentro do esperado. Finalizei a radio no dia 17/05,  um dia antes de completar 34 anos. Um presente encerrar mais um ciclo e recomeçar uma vida nova!! 

Ainda temos 5 anos pela frente, serão 60 injeções, 1825 comprimidos, mas uma vida inteira de realizações e sonhos que ainda estão por vir!! Ah, e daqui uns dias vamos, meu pai e eu levantar a plaquinha “VENCEMOS O CÂNCER”. Agradeço sempre, em primeiro lugar a Deus por nos dar sabedoria e força em passar por tudo isso, permitindo entender que tudo tem seu propósito. A minha mãe, que sempre está ao meu lado, me ajudando em tudo e dando força total, uma mulher guerreira que me inspira!! Meu marido e meu filho por tudo!! E claro aos amigos e familiares por todo apoio e mensagens de fé e esperança que neste momento é o que mais precisamos!!”

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História da Cat Nalu Arruda

“Olá Cats!!! Venho contar um pouco da minha história e de como me tornei uma paciente oncológica. O ano de 2020 não começou muito bem pra mim, logo em fevereiro perdemos nossa filha de 4 patas, uma labradora carentona chamada Jady. Em março chegou o covid na minha cidade e com isso ocorreu um grande desligamento de funcionários na empresa que eu trabalhava. Em abril foi a minha vez de ser demitida, infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei em casa com minha filha, até então com 9 meses. Eu amamentava ela normalmente, até que após o meu aniversário de 32 anos comecei a sentir um caroço no seio esquerdo, que no primeiro momento achei que fosse leite empedrado, mas como esse leite não se desfazia e o bico do peito começou a retrair decidi então procurar um médico. Em agosto, já havia feito ultrassom e mamografia e em ambos os exames constava uma grande possibilidade daquele nódulo ser um câncer. Em setembro consegui realizar a biopsia pelo Sus e no mês do outubro rosa eis que tenho a confirmação do diagnóstico: Carcinoma invasivo ductal grau 2. A ficha demorou a cair, eu estava num estado de piloto automático, fui sentir o baque quando as quimioterapias começaram. Foi difícil admitir que eu precisava de acompanhamento psicológico, mas eu estava chegando no meu limite.

Em fevereiro desse ano decidi criar uma loja on-line de camisetas, onde coloquei o nome de Lookcura, foi a forma que encontrei de me sentir útil e gerar uma renda. Porque pra mim, na minha cabeça não haveria mais espaço no mercado de trabalho para uma mulher com câncer e uma filha pequena. Mas Deus sempre esteve comigo, me dando forças junto com a minha família maravilhosa, meu esposo e filha. E em abril deste ano recebi uma mensagem que mudou tudo. Eu havia enviado vários currículos antes de descobrir o câncer, cheguei a fazer algumas entrevistas, mas não deram em nada, porém uma das empresas na qual enviei currículo estava com uma nova vaga em aberto e por um milagre divino o meu currículo foi selecionado. O gestor da área entrou em contato comigo, ele sabia que eu estava em tratamento, foi muito atencioso e me desejou forças, e ali me viu como uma profissional, alguém que poderia trabalhar, me viu além do câncer e suas limitações. Passei em todo o processo de seleção, a empresa aguardou eu me recuperar da adenomastectomia e no dia 24/05/2021 eu realizei meu exame admissional para empresa Heineken.

Desde que descobri o câncer tenho compartilhado minha luta contra ele, alertando as mulheres e informando, porque o câncer ainda é um tabu para muitos. Fiz recentemente um ensaio fotográfico para marcar essa fase da minha vida e sigo vivendo um dia de cada vez!!!!”

Ensaio lindo Cat, e saber que conseguiu retomar sua carreira profissional após o câncer, nos deixa muito esperançosas. 🙌 O retorno ao trabalho nos resgata, nos devolve a cidadania, pois o impedimento ao direito de trabalho ofende a dignidade humana. Seguimos na luta por todas nós!! 👊🎀

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Descobrindo um câncer

O ano de 2017 começamos em família todos juntos, porém no mês de fevereiro meu filho mais velho sofreu um acidente gravíssimo onde meus olhos se redirecionaram todos para ele. Uma lesão do plexo braquial interrompeu a carreira dele e tivemos que aprender a lidar com o resultado da perda de todos os movimentos do braço esquerdo. Nesse período percebi o bico do meu peito retraído e o surgimento de um caroço, mostrei ao meu marido que me alertou pra que procurasse um médico.

Em agosto procurei um ginecologista que me examinou e pediu uma bateria de exames e quando realizei o ultrassom a médica me orientou a marcar o retorno ao médico o mais breve possível.

Neste mesmo mês já com os exames em mãos, iniciei meu tratamento. Ali meu chão se abriu numa junção de medo e segurança ao mesmo tempo, por ter sido diagnosticada com um câncer de mama que não era agressivo mais que infelizmente iria me levar uma mama.

Em outubro, em prantos no consultório do mastologista, recebi a notícia que teria que realizar uma mastectomia. Fui acolhida por uma senhora de nome Fátima que realizava naquele local ações de apoio às mulheres com câncer de mama da Associação Recomeçar é Possível. Foi como se Deus colocasse um anjo na vida naquele momento. Passei a frequentar aqueles encontros e perceber que não estava sozinha e ainda conheci pessoas que tinham passado pelo que eu iria passar e que estavam ótimas e seguindo a vida. Tive a oportunidade de receber orientações de como ser vitoriosa.

A cirurgia foi marcada para 11 de dezembro de 2017. Estava confiante, meus médicos me passaram sempre muita segurança. Nesta mesma data mas em 1992, eu dava à luz ao meu filho Hélio.

Fui submetida a uma mastectomia com reconstrução da mama utilizando o tecido da barriga, uma cirurgia grande, dolorida, recuperação lenta, mas com a ajuda dos meus familiares e colegas de serviço superei mais uma etapa.

Em Fevereiro de 2018, iniciei as quimioterapias, com seis seções de Docetaxel com ciclofosfamida. Quando o cabelo começou a cair resolvi cortar bem curtinho para não passar pelo que muitas mulheres relatavam, acordar careca, pentear os cabelos e eles caírem em tufos. Foi difícil mais tenho certeza que menos doloroso.

Porém, depois de uns dez dias a cabeça começa a coçar e a melhor solução foi raspar.

Segui firme! Quando me sentia bem procurava frequentar o encontro semanal na Associação Recomeçar é Possível que me emprestou uma peruca, alguns lenços e um livro que nos primeiros capítulos já me apaixonei pela escritora, “Quimioterapia e Beleza” de Flávia Flores.

Com a leitura aprendi várias dicas de amarração de lenço, maquiagem e que além do câncer de mama e os seus tratamentos pós cirurgia serem doloridos poderia estar descobrindo o quanto eu era forte. Recebi um lenço muito bonito do Instituto Quimioterapia e Beleza e passei a acompanhar as dicas da querida Flávia Flores.

Tive a oportunidade de participar da oficina de automaquiagem promovida pelo Instituto Quimioterapia e Beleza e o projeto De bem com você-A beleza contra o câncer, onde percebi que a autoestima me ajudaria, mesmo com todo mal estar sempre tentei me manter alegre e confiante.

As duas últimas seções de quimioterapia foram difíceis e passei a me sentir muito mal, passei por mais uma bateria de exames. Após o término das quimioterapias iniciei o tratamento de hormonoterapia com Tamoxifeno.

Em junho, fui diagnosticada com um tumor na hipófise, mais um tratamento iniciado e superado com cirurgia.

Em setembro de 2018 tive a oportunidade de participar do Congresso Todos Juntos Contra o Câncer e conhecer a linda e carismática Flávia Flores, quem me convidou para participar de alguns eventos que iriam acontecer no mês de outubro. Pude conhecer várias meninas, muitas jovens, não tinha noção de como essa doença atingia mulheres tão novas. Tive contato com meninas que venceram o câncer, que lutaram e aproveitaram a vida até o seu último dia e muitas que ainda lutam. Me juntar a mulheres que também tiveram câncer de mama teve uma importância muito grande pra mim, aprendi a dar mais valor na minha vida, mudando a minha maneira de viver melhor e de me olhar.

Hoje sou voluntária da Associação Recomeçar e procuro ajudar as pessoas assim como um dia fui ajudada.

Alessandra Marques da Silva, diagnóstico de câncer aos 41 anos, dois filhos, casada, profissão. Policial Militar.

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Cat Cristiane Pelozato

Estou passando por tratamento por conta de um câncer no cérebro. Há algumas semanas tive que tomar uma decisão importante. Vou iniciar a quimioterapia e a minha medicação pode afetar a minha fertilidade. E tenho como sonho a gestação!

Percebi que a página do Instituto Quimioterapia e Beleza traz muitas mães que passaram por isso com seus filhos novinhos e outras que hoje tem a felicidade da gravidez, como vc. Isso me dá forças para acreditar também que poderei ser mãe.

Estou fazendo uma injeção para proteger meus óvulos, e tenho fé que dará tudo certo e em breve poderei engravidar também.

Já fiz a radioterapia, que causou a queda do meu cabelo, foi um processo tranquilo, e estou bem e feliz. Tenha muita positividade e fé.

Gostaria de compartilhar algumas fotos que fiz, que foi um impulso na minha autoestima. Uma forma de mudar a perspectiva de uma mulher diante da careca. Quis fazer uma ironia positiva pra mostrar que podemos ser mais forte e que nada disso afeta nossa essência e autoimagem.

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Claudia Pinange

Queria contar um pouco da minha história para vocês e principalmente as pessoas que nos jogam pedras.

Eu tenho 45 anos e luto contra o câncer há 2 anos, sempre fui uma pessoa batalhadora, fiz acessórios na mão para pagar faculdade, sempre trabalhei desde meus 14 anos. Trabalhei duro para criar meus filhos. 

De uns tempos para cá tenho muitas dificuldades para efetuar meu trabalho. Passei por graves problemas pessoais nos quais fui agredida por meu ex companheiro, que não aceitou por que estava careca, debochada, por que tive aumento de peso, e um buraco gigante se abriu em mim….

Olho para o espelho e busco a pessoa que sempre sorriu, ela sumiu… Quando busquei ajuda psicológica amenizou um pouco minha dor, por que sempre na minha cabeça a culpa.

Não me julgue, sou mãe de três filhos e não sou um câncer, não sou feita de câncer, tenho sentimentos, tenho emoções, quero muito minha cura e choro ao escrever isso, para alguns é likes, para mim um desabafo para muitas que também passam pela dor que passo.

Eu venho buscando me reiniciar ao longe desse tempo com tantas dores, dores na alma e no físico, inchaço, medo de sair, mesmo assim eu queria que você que está lendo essa mensagem é para te dizer que choramos, sofremos, sentimos dores mas estamos aqui. 

Nessa madrugada resolvi escrever por que estou solitária, queria que meus filhos soubessem que eu os amo, não fui a mãe que gostaria poruueq tinha que trabalhar muito, mas fui o que pude.

Quero deixar aqui registrado que não está sendo fácil, que a depressão me pegou e que além das sequelas do câncer, inchaço, diabetes, minha cabeça não aguentou toda essa pressão. 

Nunca debochem de quem tem depressão, nunca perca a fé na humanidade, vamos buscar espalhar amor. 

Eu conto com vcs para me ajudaram divulgar meu trabalho @ateliepontochic não sou famosa, não tenho dinheiro, mas sou digna e tenho muita honra. 

Talvez minha história não traga likes, como muitos desejam, mas abri meu coração.

 #diganaoaviolencia #violência #justiça#mulher #woman #depressao#cancertemcura #love #paz #psi#cancer#mexeucomumamexeucomtodas#friends #umabracocura #jesus#mulheres #perseverança #fe #lutar#careca #mexeucomtodas#mulheresunidas

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Cat Gi Ferreira

Meu nome é Giselle Cristina Ferreira Martins tenho 42 anos, moro na cidade de Campo Grande/MS. Em 2014, fazendo auto exame, descobri nódulo na mama esquerda, fui ao meu ginecologista e fizemos uma PAAF em que o resultado foi: lesão epitelial ploriferativa sem atipia.

Para meu alívio, nódulo benigno. Naquele momento não era necessário cirurgia apenas acompanhamento. Em outubro de 2018 realizei exames de mamografia e não apareceu nada, fiz a ultrassonografia e constatou que o nódulo havia crescido e tomado forma diferente, bem vascularizado. Resultado birads 4. Fui encaminhada pelo SUS em Dezembro ao @hospitaldecanceralfredoabrao.

La realizaram a core biopsy do nódulo e um PAAF de um linfonodo aumentado. No dia 29 de janeiro de 2019 veio o tão temido resultado. Ao entrar no consultório, a primeira coisa que o médico me perguntou era se eu estava sozinha, e ali eu senti que algo ia mudar profundamente na minha vida.

Dr Vitor Rocha (mastologista) foi super cauteloso que só quando minha amiga entrou ele falou do diagnostico e em nenhum momento usou a palavra câncer. Disse que o resultado não era bom mas me deu maior força em relação ao tratamento. Era um carcinoma invasivo grau 2.

Naquele momento fiquei sem reação e ao mesmo tempo um turbilhão de pensamentos dentro de mim. Ele me encaminhou ao cirurgião Dr Manoel Dutra para dia seguinte. Em uma semana fiz a cirurgia quadrantectomia e para minha surpresa foi necessário fazer o esvaziamento axilar pois o câncer havia comprometido 7/19 linfonodos da axila. Depois de 30 dias fui ao consultório para resultado da biopsia: Carcinoma mamário ductal invasivo, hormônio positivo, estadiamento nível 3.

Fui encaminhada para Dr João Paulo (oncologista). Ele me recebeu na consulta dia 14 março e me disse que o câncer era avançado grau 3 pelo comprometimento da axila, que eu iria fazer 12 sessões de quimioterapia branca e 4 séries da quimioterapia vermelha + radioterapia. Me disse que certamente meu cabelo cairia, sentiria enjoos, cansaços. Disse que teria que começar o quanto antes a quimioterapia.

Minha maior angustia era passar por esse processo. Sempre tive problema com a punção nas veias. Ele então solicitou a implantação do port a cath. Isso pra mim foi angustiante, teria que fazer 3 quimios puncionando as veias. Sai de la arrasada, chorei bastante mas Sempre Espírito Santo de Deus me consolando e me direcionando, fortalecendo. Uma nova fase na minha vida ia começar a partir de então, mudanças no meu dia dia, alimentação, exercícios físicos, nutricionista, fisioterapia, muitas limitações, consultas, exames, furadas.

Dia 17 abril estava novamente no centro cirúrgico para implantar meu novo amigo do peito, port a cath, 40 min de cirurgia, recuperação perfeita e sem intercorências, melhor decisão tomada. Me deu mais tranquilidade e confiança nesse processo das Quimios. Não tive muitas reações de enjoos porém quando achava que estava tranquilo comecei a sentir taquicardia, tontura. Meus dias passaram a não ficar muito legais, fui encaminhada ao cardiologista.

Estou medicada (estabilizando meus batimentos), mas agora terei que fazer novos exames para monitoramento do coração, holter 24hrs, ecocardiograma e medicação sem prazo termino. Sigo para fim serie branca em 01/07, iniciando a série vermelha que provavelmente finaliza em Setembro.

Só então iniciarei a radioterapia. Realmente é um diagnóstico que ninguém quer receber, definitivamente é um processo que ninguém quer passar, mas indubitavelmente é uma transformação necessária, porque a árvore precisa ser podada para que dê frutos melhores.

A voz do Eterno que ecoa dentro de mim me diz: FILHA EU NÃO PERDI O CONTROLE DA SUA VIDA, ESSA ENFERMIDADE NÃO É PARA MORTE. Tenho muita fé e confiança, de que sou curada todos os dias, porque é nesse processo todo que somos transformadas, passei a ver a vida e todos a minha volta com mais sensibilidade, aprendendo a viver o Dia de Hoje com intensidade e que assim por onde eu passar possa ser inspiração e cura.

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Cat Angela

Em agosto a Cat Angela através de um exame de rotina foi diagnosticada com um cancer de pâncreas – um intruso, como ela fala. Na cirurgia foi encontrado outro intruso no fígado, este foi removido.

Essa Cat tem tanta confiança no seu médico e toda sua equipe que que tatuou a seguinte frase: Em caso de emergência só mexer com autorização do meu médico Marcelo Aisen. (Uma surpresa para seu médico, assistam o vídeo, ele não sabia de nada)

Ela está fazendo quimioterapias e eu questionei se ela havia pedido autorização para fazer a tatuagem e ela pediu sim, ela disse que faria uma Tatoo para sua neta, e ele deixou ela fazer na semana que não tinha quimioterapia e depois de fazer um hemograma para ver se estava tudo bem.

Ousada e responsável! 

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Amanda Louzeiro

Em Agosto/18, através de exames de rotina, fui, salva, pelo diagnóstico de câncer de mama, estágio 01, evoluindo rapidamente, após o laudo da cirurgia, para o estágio 02, o que me levou a realização da quimioterapia, iniciada em Janeiro/19 e chamada de “Dose Densa”.

É o nome assusta, eu me assustei por uns instantes, mas em nenhum momento eu achei que não daria certo, ao contrário , em meu coração sempre teve gratidão por ter a oportunidade de lutar para viver, por ter alguma chance, por viver nesse mundão tão louco mas ao mesmo tempo tão maravilhoso. Fui salva desde o primeiro dia do meu diagnóstico.

Hoje dou adeus aos últimos resíduos deste medicamento que salvou a minha vida! Foram dias difíceis, mas desde o início sempre tive a certeza da minha vitória e da minha cura.

Em meu coração a gratidão só aumentou, por tudo ter sido como foi, por Deus junto aos médicos terem me dado a minha sobrevida, por colocar paz em meu coração nos momentos sofridos e me fazer crer que um novo dia sempre chega e ele chegou!

Em especial quero agradecer a minha Mãe Ana de Mendonça, ao meu Namorado Rafael Martins, ao meu Padrasto Jaci, a minha pequena Helena, minha irmã Mariana, que ficaram ao meu lado dia e noite lutando, sentindo, torcendo e zelando pelo meu bem estar e saúde!

Aos meus familiares e amigos, aos amigos que tive certeza que sempre pude confiar, aqueles que chegaram para ficar e até mesmo aqueles que se afastaram, eu quero agradecer também! A vida é muito linda e eu sou grata por apreciar cada detalhe dela.

Obrigada Deus, por tudo ter sido como foi.

” O câncer nasceu em mim , mas eu renasci dele “.

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Façam o auto exame e os exames de rotina, salvou minha vida e pode salvar a sua também!
 Outubro rosa é todo dia 

#câncertemcura
#cancerdemama
#euacredito

Obs: estou devidamente autorizada e seguindo todas as recomendações da minha oncologista ao me expor ao sol ( proteção solar FPS fator alto reaplicado a cada 2h, roupas proteção UV, chapéu, hidratação, alimentação e o horário permitido para exposição solar!

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Ana Germano

Bom, a minha história começa em março de 2017, quando descobri um pequeno carocinho na mama esquerda. Não esperava que esse carocinho seria o começo de luta.

Depois disso fui encaminhada para fazer uma biópsia que doeu muito, mas eu estava lá e tive a companhia da minha irmã, Neide Bezerra, que me deu força.

30 dias depois veio a tal notícia que não queria ouvir: Carcinoma Ductal. Na hora que ouvi pedi para a médica traduzir kkk pois não tinha ideia de o que significava e ela me disse mais uma vez que eu estava com câncer de mama, uma notícia que jamais esperava ouvir.

Me senti tão frágil que não sabia o que fazer. Estava ali, sozinha, sem saber o que fazer a não ser chorar, mas,  como Deus é maravilhoso, ele me deu forças para eu conseguir dar a notícia a todos os meus irmãos.

Com a ajuda do meu amigo Valdir Semensato, consegui marcar uma consulta no Hospital do Amor, e foi aí que começaram as consultas, exames e a espera da cirurgia, feita em 17 de julho de 2017. Fiz uma mastectomia com esvaziamento de axila e foi um sucesso.

Só tenho a agradecer aos doutores Rafael e André, e também à fisioterapeuta Adriana, que são anjos que Deus colocou na minha vida.

Depois de alguns meses tive de fazer uma consulta e ouvi o que não queria: precisava fazer a tão temida quimioterapia durante 16 sessões. Isso me assustou um pouco, mas para que eu conseguisse enfrentar, Deus me deu uma família maravilhosa.

Meu marido Celso Cardoso, mesmo de longe, estava sempre presente durante o tratamento. A minha filha Maria Eduarda, minha companheira. Minha cunhada Bruna Cristina, que estava presente na minha primeira sessão de quimioterapia. 

Depois de 14 dias da primeira sessão, veio a queda dos cabelos, mas eu não fiquei careca sozinha. Alguns familiares me apoiaram nessa causa, como meu marido, meu irmão (Raimundo), meu cunhado e meu amigo Adilson, que ficaram carecas junto comigo. 

Também agradeço minha irmã e amiga do peito, Fran Germano, que durante a recuperação sempre esteve ali presente para me ajudar.

Graças a Deus conclui todas as sessões sem nenhum problema e sem reações.

Depois de acabar todas as sessões fiquei muito ansiosa para passar logo pela radiologia, porque queria saber se teria que fazer radioterapia ou não. Mas fui surpreendida pelo meu médico quando ele disse que eu não precisaria. Nessa hora vieram as lágrimas, que não foram de tristeza, mas sim de de alegria e agradecimento. 

Hoje em dia, faço acompanhamento há seis meses e faço uso do tamoxifeno.

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Depoimento da Cat Maira Dias

Descobri meu câncer de mama no dia 20/03/2017, dia do meu aniversário, mas Deus foi tão bom que me enviou uma palavra através de uma amiga. O fato de o resultado ter saído no dia do aniversário foi um presente de Deus, pois era ele me dando uma nova chance, um novo renascimento e com essa fala eu me apeguei…. e realmente assim se fez. Eu me descobri e redescobri nas diversas fases que passamos.

Na descoberta da doença encontrei a força que deveria ter para vencer essa batalha. Depois vem as consequências, como não poder ser mãe devido o tratamento e a minha idade, mas lendo uma de suas matérias vejo que tem mulheres que tiveram filhos. Caso eu não consiga ter um filho, posso adotar, pois o amor será igual. A doença me deu de presente conseguir enxergar diante das dificuldades, pois tudo tem uma maneira para ser resolvido.

Logo após a descoberta veio também a cirurgia e o tratamento que tem como consequência a queda dos cabelos. Em nenhum instante questionei o porque disso estar acontecendo e hoje vejo porque tudo isso aconteceu comigo. Na época, estava iniciando um namoro e a minha primeira reação foi falar para ele que não teria necessidade de ele passar aquilo comigo por ser recente. Hoje, ao ler a reportagem de uma moça que teve câncer e o marido a largou, revivi um pouco este momento da minha vida e lembrei como meu namorado foi essencial. 

Ele parecia médico kkkk. Leu várias coisas no Google e dizia para mim: “isso é simples, você vai tirar de letra”. Além das brincadeiras que ele fazia com a minha careca. Ele ficou do meu lado o tempo todo me dando apoio e não se importou pela minha aparência. Ahh e Deus foi tão bom que me deu amigos e família que me apoiaram a todo momento nas diversas fases.

E não tem como esquecer dos meus alunos, crianças tão pequenas e com almas tão grandiosas. Quando conseguia ir na escola, eles queriam passar a mão na minha cabeça, pois achavam engraçado, elogiavam os lenços. Foi tudo tão maravilhoso…

Aprendi a me descobri… Me amar da maneira que eu era… O que importa é que eu estou viva. Tenho Deus, família e amigos… Isso é o alicerce… Descobri minha beleza… Beleza essa que vem de dentro e que deve ser cultivada todos os dias. Não tinha cabelo, mas tinha brincos e maquiagem que aumentava minha autoestima e assim se passaram sete meses de tratamento.

Nesse período aconteceram coisas tão maravilhosas que não teria acontecido se eu não tivesse passado por esse momento. Cresce de dentro pra fora, cresce a alma, aflora sentimentos, valoriza gestos, pessoas. Agradeço a vida.

Mande também o seu depoimento para [email protected]