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CAT CELEBRITY: REYNALDO GIANECCHINI

Quem não conhece o galã Reynaldo Gianecchini?

Ele começou como ator em peças de teatro, e sua primeira participação em novela foi em “Laços de Família” (fez o papel do médico Eduardo, que se envolve em um triângulo amoroso com mãe e filha: a Helena e Camila – Aliás, quem não se lembra da cena em que Camila raspa os cabelos?). Desde então vem aparecendo em várias novelas (Esperança, Mulheres Apaixonadas, Da Cor do Pecado, Guerra dos Sexos, Em Família, etc). Também fez papel em peças de teatro e alguns filmes. Iniciou como modelo mas gosta mesmo é de atuar.

Nasceu em 12 de novembro em Birigui, interior de São Paulo. Foi casado com Marília Gabriela, fato que repercutiu muito por ela ser 24 anos mais velha que ele. Depois do fim dessa relação, não assumiu estar com mais ninguém. Ele sempre foi muito reservado, nunca foi de aparecer em muitos escândalos, mas já apareceu em notícias que dizem que teve um caso com Carolina Ferraz em uma época em que ela namorava, ai ai ai!

Em 2011 foi para o hospital com uma faringite, mas acabou descobrindo uma grande bomba: linfoma não-hodgkin. Foi diagnosticado aos 38 anos, e claro, não esperava ter que encarar a morte tão cedo! Ele disse em uma entrevista: “É como se um buraco se abrisse em sua vida, como se tudo começasse a passar em câmera lenta.”

E então foi pra luta! Começou as quimioterapias em 22 de agosto de 2011 e raspou os cabelos antes mesmo que começassem a cair. Deu aquela sumidinha, não pôde trabalhar, então tornou-se caseiro. Em outubro sofreu um baque: perdeu o pai que também lutava contra o câncer.

Ele lidou com tudo isso e não se enquadrou na tristeza. Ele diz: “O importante para mim era saber que valores eu precisava rever, qual o sentido de tudo isso. A primeira questão foi, sim, a morte. Caramba, pensei, a gente age como se não tivesse de lidar com isso. Estou lidando muito cedo, muito jovem, é claro que não quero morrer agora. Mas ela está aqui na minha frente. Comecei a fazer terapia para fuçar em mim tudo o que havia para fuçar, porque era o momento. A gente vive o dia a dia como se a morte não fosse uma certeza. A gente devia viver sempre com a certeza de que amanhã a gente pode morrer. Tanta coisa fica tão pequena, tão sem valor diante da possibilidade da morte. Decidi viver o presente, que é maravilhoso, sem passado e futuro. Comecei a viver de forma tão intensa que até nos momentos de introspecção eu ia muito fundo”.

Quando seus cabelos voltaram, voltaram enroladinhos! Ele conta que antes de tudo, sua sala era só de móveis pretos e brancos, frieza em toda casa. Mas agora tem objeto em todo canto: DVDs como Um Conto Chinês e O Artista nas prateleiras, CDs de músicas de carnaval, girassol artificial para decorar, placa de carro de Montevidéu como lembrança, livros de fotos de Steve McCurry, e até uma instalação colorida da artista plástica e grafiteira Nina Pandolfo que energiza a entrada da cozinha. Formou seu lar, então agora sua casa expressa todo seu desejo de aventura, representa um pouco quem ele é.

Foram seis meses de quimioterapia e um autotransplante de medula óssea (realizado em 2012). Desde então seus exames não mostram mais sinais da doença. Ufa! Mas ainda é aquele cuidado por estar com a imunidade meio abalada. Soube dar a volta por cima, não deixou a beleza de lado e foi eleito o homem mais sexy do ano de 2012 pela revista Quem.

E ele também sabe como inspirar a gente:”É louco eu falar isso, mas nem sei se tive momentos de tristeza. Eu pensava: tenho de ter uma participação ativa na minha cura. Não quero ficar aqui sentado na minha cama de hospital recebendo os remédios. Para falar a verdade, só chorei de emoção ao constatar o amor que vinha para mim. Uma carta ou uma pessoa que me parava no hospital com um sorriso enorme, força, estou junto com você. Falo e me arrepio. Eu embarquei muito nisso. De trazer o amor para mim. Voltar para o sentido real da vida. E o sentido era este: troca. Um aprendizado. Só pode ser esse o sentido. Trocar um olhar de amor. É isso que move a gente para um outro patamar. É isso que faz a gente até se curar.”

Tem seus 42 anos e muitos planos pela frente. Mostrou que um baque desse é um bom motivo para se achar, para se descobrir. Mas que nada disso precisa necessariamente estar ligado a tristeza né?

Fonte: Entrevista Época

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