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Cat Cristiane Pelozato

Estou passando por tratamento por conta de um câncer no cérebro. Há algumas semanas tive que tomar uma decisão importante. Vou iniciar a quimioterapia e a minha medicação pode afetar a minha fertilidade. E tenho como sonho a gestação!

Percebi que a página do Instituto Quimioterapia e Beleza traz muitas mães que passaram por isso com seus filhos novinhos e outras que hoje tem a felicidade da gravidez, como vc. Isso me dá forças para acreditar também que poderei ser mãe.

Estou fazendo uma injeção para proteger meus óvulos, e tenho fé que dará tudo certo e em breve poderei engravidar também.

Já fiz a radioterapia, que causou a queda do meu cabelo, foi um processo tranquilo, e estou bem e feliz. Tenha muita positividade e fé.

Gostaria de compartilhar algumas fotos que fiz, que foi um impulso na minha autoestima. Uma forma de mudar a perspectiva de uma mulher diante da careca. Quis fazer uma ironia positiva pra mostrar que podemos ser mais forte e que nada disso afeta nossa essência e autoimagem.

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Claudia Pinange

Queria contar um pouco da minha história para vocês e principalmente as pessoas que nos jogam pedras.

Eu tenho 45 anos e luto contra o câncer há 2 anos, sempre fui uma pessoa batalhadora, fiz acessórios na mão para pagar faculdade, sempre trabalhei desde meus 14 anos. Trabalhei duro para criar meus filhos. 

De uns tempos para cá tenho muitas dificuldades para efetuar meu trabalho. Passei por graves problemas pessoais nos quais fui agredida por meu ex companheiro, que não aceitou por que estava careca, debochada, por que tive aumento de peso, e um buraco gigante se abriu em mim….

Olho para o espelho e busco a pessoa que sempre sorriu, ela sumiu… Quando busquei ajuda psicológica amenizou um pouco minha dor, por que sempre na minha cabeça a culpa.

Não me julgue, sou mãe de três filhos e não sou um câncer, não sou feita de câncer, tenho sentimentos, tenho emoções, quero muito minha cura e choro ao escrever isso, para alguns é likes, para mim um desabafo para muitas que também passam pela dor que passo.

Eu venho buscando me reiniciar ao longe desse tempo com tantas dores, dores na alma e no físico, inchaço, medo de sair, mesmo assim eu queria que você que está lendo essa mensagem é para te dizer que choramos, sofremos, sentimos dores mas estamos aqui. 

Nessa madrugada resolvi escrever por que estou solitária, queria que meus filhos soubessem que eu os amo, não fui a mãe que gostaria poruueq tinha que trabalhar muito, mas fui o que pude.

Quero deixar aqui registrado que não está sendo fácil, que a depressão me pegou e que além das sequelas do câncer, inchaço, diabetes, minha cabeça não aguentou toda essa pressão. 

Nunca debochem de quem tem depressão, nunca perca a fé na humanidade, vamos buscar espalhar amor. 

Eu conto com vcs para me ajudaram divulgar meu trabalho @ateliepontochic não sou famosa, não tenho dinheiro, mas sou digna e tenho muita honra. 

Talvez minha história não traga likes, como muitos desejam, mas abri meu coração.

 #diganaoaviolencia #violência #justiça#mulher #woman #depressao#cancertemcura #love #paz #psi#cancer#mexeucomumamexeucomtodas#friends #umabracocura #jesus#mulheres #perseverança #fe #lutar#careca #mexeucomtodas#mulheresunidas

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Cat Gi Ferreira

Meu nome é Giselle Cristina Ferreira Martins tenho 42 anos, moro na cidade de Campo Grande/MS. Em 2014, fazendo auto exame, descobri nódulo na mama esquerda, fui ao meu ginecologista e fizemos uma PAAF em que o resultado foi: lesão epitelial ploriferativa sem atipia.

Para meu alívio, nódulo benigno. Naquele momento não era necessário cirurgia apenas acompanhamento. Em outubro de 2018 realizei exames de mamografia e não apareceu nada, fiz a ultrassonografia e constatou que o nódulo havia crescido e tomado forma diferente, bem vascularizado. Resultado birads 4. Fui encaminhada pelo SUS em Dezembro ao @hospitaldecanceralfredoabrao.

La realizaram a core biopsy do nódulo e um PAAF de um linfonodo aumentado. No dia 29 de janeiro de 2019 veio o tão temido resultado. Ao entrar no consultório, a primeira coisa que o médico me perguntou era se eu estava sozinha, e ali eu senti que algo ia mudar profundamente na minha vida.

Dr Vitor Rocha (mastologista) foi super cauteloso que só quando minha amiga entrou ele falou do diagnostico e em nenhum momento usou a palavra câncer. Disse que o resultado não era bom mas me deu maior força em relação ao tratamento. Era um carcinoma invasivo grau 2.

Naquele momento fiquei sem reação e ao mesmo tempo um turbilhão de pensamentos dentro de mim. Ele me encaminhou ao cirurgião Dr Manoel Dutra para dia seguinte. Em uma semana fiz a cirurgia quadrantectomia e para minha surpresa foi necessário fazer o esvaziamento axilar pois o câncer havia comprometido 7/19 linfonodos da axila. Depois de 30 dias fui ao consultório para resultado da biopsia: Carcinoma mamário ductal invasivo, hormônio positivo, estadiamento nível 3.

Fui encaminhada para Dr João Paulo (oncologista). Ele me recebeu na consulta dia 14 março e me disse que o câncer era avançado grau 3 pelo comprometimento da axila, que eu iria fazer 12 sessões de quimioterapia branca e 4 séries da quimioterapia vermelha + radioterapia. Me disse que certamente meu cabelo cairia, sentiria enjoos, cansaços. Disse que teria que começar o quanto antes a quimioterapia.

Minha maior angustia era passar por esse processo. Sempre tive problema com a punção nas veias. Ele então solicitou a implantação do port a cath. Isso pra mim foi angustiante, teria que fazer 3 quimios puncionando as veias. Sai de la arrasada, chorei bastante mas Sempre Espírito Santo de Deus me consolando e me direcionando, fortalecendo. Uma nova fase na minha vida ia começar a partir de então, mudanças no meu dia dia, alimentação, exercícios físicos, nutricionista, fisioterapia, muitas limitações, consultas, exames, furadas.

Dia 17 abril estava novamente no centro cirúrgico para implantar meu novo amigo do peito, port a cath, 40 min de cirurgia, recuperação perfeita e sem intercorências, melhor decisão tomada. Me deu mais tranquilidade e confiança nesse processo das Quimios. Não tive muitas reações de enjoos porém quando achava que estava tranquilo comecei a sentir taquicardia, tontura. Meus dias passaram a não ficar muito legais, fui encaminhada ao cardiologista.

Estou medicada (estabilizando meus batimentos), mas agora terei que fazer novos exames para monitoramento do coração, holter 24hrs, ecocardiograma e medicação sem prazo termino. Sigo para fim serie branca em 01/07, iniciando a série vermelha que provavelmente finaliza em Setembro.

Só então iniciarei a radioterapia. Realmente é um diagnóstico que ninguém quer receber, definitivamente é um processo que ninguém quer passar, mas indubitavelmente é uma transformação necessária, porque a árvore precisa ser podada para que dê frutos melhores.

A voz do Eterno que ecoa dentro de mim me diz: FILHA EU NÃO PERDI O CONTROLE DA SUA VIDA, ESSA ENFERMIDADE NÃO É PARA MORTE. Tenho muita fé e confiança, de que sou curada todos os dias, porque é nesse processo todo que somos transformadas, passei a ver a vida e todos a minha volta com mais sensibilidade, aprendendo a viver o Dia de Hoje com intensidade e que assim por onde eu passar possa ser inspiração e cura.

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No combate ao câncer, 4,5 mil lenços são distribuídos em Brasil e Portugal

Olha só que notícia maravilhosa, Cats. O Banco de Lenços do Instituto Quimioterapia e Beleza distribuiu  de janeiro a junho desse ano mais de 4,5 mil lenços para todo o Brasil e também Portugal.

O lenço é a bandeira da mulher no combate ao câncer. O “Banco de Lenços Flávia Flores”, uma unidade de ação do Instituto Quimioterapia e Beleza, comandado por Flávia Flores, leva lenços doados para mulheres que estão em fase de tratamento.

Só de janeiro a junho de 2017 já foram distribuídos pelo projeto 4,5 mil lenços para todo o Brasil e também Portugal, em parceria com o Projeto Partilhas, que ocorre no país europeu.

A delicadeza do projeto está na união dessas mulheres que doam e recebem lenços, compreendendo que não estão sós nessa luta. Para cada caso e história é selecionado um lenço diferente de acordo com o que a paciente escreve para o Banco, levando-se em conta inclusive estilo e gosto pessoal.

Para participar é muito simples. As “Cats”, como são chamadas carinhosamente as pacientes com câncer que seguem Flávia Flores e se inscrevem nas ações do Instituto Quimioterapia e Beleza, devem entrar no site e preencher a solicitação do lenço aqui no Banco de Lenços.

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Em 30 anos venceremos a guerra contra o câncer?

Observatório de Oncologia publicou um estudo sobre o câncer que comprova que a história, a cultura e os hábitos de vida explicam como um povo adoece e morre. Todos os dias estamos expostos a fatores de risco como alimentação inadequada, inatividade física, sobrepeso, tabagismo, uso excessivo de drogas e fatores externos ao nosso corpo como violência, acidentes, problemas ambientais e desigualdades sociais.

Confira:

Desde 1975, quando o Ministério da Saúde desenvolveu e implantou o Sistema de Informações sobre Mortalidade – conhecido como SIM – os estudos epidemiológicos apontam as Doenças do Aparelho Circulatório como a principal causa de morte no Brasil. No país como um todo, a partir do ano de 2029 haverá mais brasileiros, entre homens, mulheres e crianças, que morrerão com algum tipo de câncer do que com algum tipo de doença cardiovascular.

A taxa de mortalidade estima o risco de morte pela doença ou grupo de doenças, dimensiona a sua magnitude como problema de saúde pública mais especificamente para os casos mais graves, e expressa também as condições de diagnóstico e da assistência médica.

A mudança no processo saúde-doença propicia ao Brasil um período de transição epidemiológica com predomínio das doenças crônicas não transmissíveis, dentre elas o câncer. A melhor forma para mensurar o peso de uma causa de morte não é conferida pelo estudo de suas características nos indivíduos, mas sim quanto ao processo que ocorre na coletividade humana.

Sobre a projeção de mortalidade

Para esta Projeção de mortalidade foi utilizado um Modelo de Suavização Exponencial, levando em conta que os dados podem apresentar uma tendência e/ou um padrão sazonal. Os números utilizados incluem a taxa de mortalidade padronizada pela população mundial, com base na série histórica de óbitos captados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade do período entre 2000 e 2014 e na projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação segundo o IBGE. A taxa de mortalidade é calculada por uma divisão do número absoluto de óbitos pela população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

Neste estudo a projeção de mortalidade foi realizada ao longo do tempo entre os anos de 2000 e 2047. Assim, a pergunta que desafia a todos os cidadãos brasileiros é: daqui a 30 anos teremos vencido a guerra contra o câncer?

As estimativas alertam que em 2047, nos estados do Amapá, Ceará, Maranhão, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins as principais causas de morte serão oriundas das causas externas (acidentes, suicídios, agressões, complicações médicas e sequelas de outras causas externas de morbidade). Nos estados de Goiás, Roraima e Tocantins, o câncer será a segunda maior causa de morte.

Nos estados de Alagoas e Mato Grosso do Sul, as doenças do aparelho circulatório seguem como principal causa de morte em 2047, entretanto no segundo estado, respectivamente, as neoplasias seguem como a segunda maior causa de morte.

No Paraná, o câncer será a principal causa de morte em 2030, porém as doenças do sistema nervoso ultrapassarão esse índice para se tornar a primeira causa de morte em 2044. Em 2031 o câncer se tornará a maior causa de morte em Minas Gerais, todavia em 2044 as doenças do aparelho geniturinário se tornarão a primeira causa de morte neste estado.

De acordo com as estimativas, se não houverem medidas efetivas na prevenção e controle do câncer os seguintes estados enfrentarão as neoplasias como principal causa de morte: Acre (2028), Amazonas (2047), Espírito Santo (2042), Mato Grosso (2044), Rio Grande do Sul (2029), Rondônia (2046), Santa Catarina (2025) e São Paulo (2041).

FONTE: OBSERVATÓRIO DE ONCOLOGIA

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Em 30 anos venceremos a guerra contra o câncer?

Observatório de Oncologia publicou um estudo sobre o câncer que comprova que a história, a cultura e os hábitos de vida explicam como um povo adoece e morre. Todos os dias estamos expostos a fatores de risco como alimentação inadequada, inatividade física, sobrepeso, tabagismo, uso excessivo de drogas e fatores externos ao nosso corpo como violência, acidentes, problemas ambientais e desigualdades sociais.

Confira:

Desde 1975, quando o Ministério da Saúde desenvolveu e implantou o Sistema de Informações sobre Mortalidade – conhecido como SIM – os estudos epidemiológicos apontam as Doenças do Aparelho Circulatório como a principal causa de morte no Brasil. No país como um todo, a partir do ano de 2029 haverá mais brasileiros, entre homens, mulheres e crianças, que morrerão com algum tipo de câncer do que com algum tipo de doença cardiovascular.

A taxa de mortalidade estima o risco de morte pela doença ou grupo de doenças, dimensiona a sua magnitude como problema de saúde pública mais especificamente para os casos mais graves, e expressa também as condições de diagnóstico e da assistência médica.

A mudança no processo saúde-doença propicia ao Brasil um período de transição epidemiológica com predomínio das doenças crônicas não transmissíveis, dentre elas o câncer. A melhor forma para mensurar o peso de uma causa de morte não é conferida pelo estudo de suas características nos indivíduos, mas sim quanto ao processo que ocorre na coletividade humana.

Sobre a projeção de mortalidade

Para esta Projeção de mortalidade foi utilizado um Modelo de Suavização Exponencial, levando em conta que os dados podem apresentar uma tendência e/ou um padrão sazonal. Os números utilizados incluem a taxa de mortalidade padronizada pela população mundial, com base na série histórica de óbitos captados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade do período entre 2000 e 2014 e na projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação segundo o IBGE. A taxa de mortalidade é calculada por uma divisão do número absoluto de óbitos pela população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

Neste estudo a projeção de mortalidade foi realizada ao longo do tempo entre os anos de 2000 e 2047. Assim, a pergunta que desafia a todos os cidadãos brasileiros é: daqui a 30 anos teremos vencido a guerra contra o câncer?

As estimativas alertam que em 2047, nos estados do Amapá, Ceará, Maranhão, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins as principais causas de morte serão oriundas das causas externas (acidentes, suicídios, agressões, complicações médicas e sequelas de outras causas externas de morbidade). Nos estados de Goiás, Roraima e Tocantins, o câncer será a segunda maior causa de morte.

Nos estados de Alagoas e Mato Grosso do Sul, as doenças do aparelho circulatório seguem como principal causa de morte em 2047, entretanto no segundo estado, respectivamente, as neoplasias seguem como a segunda maior causa de morte.

No Paraná, o câncer será a principal causa de morte em 2030, porém as doenças do sistema nervoso ultrapassarão esse índice para se tornar a primeira causa de morte em 2044. Em 2031 o câncer se tornará a maior causa de morte em Minas Gerais, todavia em 2044 as doenças do aparelho geniturinário se tornarão a primeira causa de morte neste estado.

De acordo com as estimativas, se não houverem medidas efetivas na prevenção e controle do câncer os seguintes estados enfrentarão as neoplasias como principal causa de morte: Acre (2028), Amazonas (2047), Espírito Santo (2042), Mato Grosso (2044), Rio Grande do Sul (2029), Rondônia (2046), Santa Catarina (2025) e São Paulo (2041).

FONTE: OBSERVATÓRIO DE ONCOLOGIA

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The C Word: documentário da Netflix sobre a luta contra o câncer

Netflix está com um documentário muito interessante sobre a luta contra o câncer. Em The C Word vemos a jornada do médico francês David Servan-Schreiber contra o doença, principalmente divulgando informações sobre prevenção e cura através de um estilo de vida saudável.

O documentário tem a narração do ator Morgan Freeman, e mostra como a alimentação, os exercícios, o controle do estresse e um tempo de qualidade com família, amigos e seu lado espiritual são itens fundamentais tanto para prevenir o câncer quanto durante o tempo de tratamento com a doença já tenha surgido.

Há também vários depoimentos de pacientes em tratamento e uma visão muito bacana sobre o quanto a indústria em geral influencia nosso estilo de vida a não ser saudável, com médicos, advogados e políticos analisando a substâncias cancerígenas presentes no nosso dia a dia e o impacto disso em nossa saúde.

“Está na hora de parar de ter medo do câncer. Está na hora de o câncer ter medo de nós” é a frase principal do documentário, o que já nos deixa com mais vontade ainda de conferir o conteúdo!

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APÓS VENCER CÂNCER, ERICK RENASCE COM CORRIDA: “HÁ VIDA DEPOIS DO PESADELO”

Comissário de bordo de uma companhia aérea francesa, Erick Ferrari, de 36 anos, hoje se divide entre Paris e São Paulo. Neste domingo (18), porém, ele será mais um entre os 33 mil participantes da Maratona do Rio. Participar da prova virou um desafio para o corredor carioca. Isso porque em dez meses ele superou um câncer agressivo no estômago, passou por quimioterapia e renasceu com a esperança de que conseguiria correr 42km novamente.

– Já tenho 90% de chances de sobreviver nos próximos quatro anos e eu pretendo me esforçar para ser digno desse milagre. Agora, quero fazer mais e reclamar menos. Manter o bom humor e agradecer. Quero correr até longe para mostrar a quem ainda está lutando que é possível. Que há vida depois do pesadelo – afirmou o atleta.

Erick revela que tudo começou com uma estranha coincidência. Um ortopedista havia receitado, além do tratamento para a lombar, anti-inflamatórios caso viesse a ter dores. Com o passar dos dias tomando o medicamento, ele parou no hospital com problemas gástricos. Ao fazerem a endoscopia, os médicos acharam algo a mais e decidiram fazer a biópsia. Era um tumor entre o estômago e o esôfago, extremamente agressivo. Para se ter ideia do susto, a estatística lhe dava cerca de 18,9% de chances de sobreviver.

“Eu não sentia nada, dor alguma. Estava forte como sempre, correndo, malhando e trabalhando. E um exame dizia que minha vida estava acabando rapidamente”

– A minha irmã anunciou naquela mesma semana que estava grávida e a família estava em festa. Era o primeiro neto dos meus pais, o maior sonho deles e eu me sentia culpado. Não queria contar para ninguém. Como eu iria ter coragem de dizer “Desculpe estragar a alegria, mas estou com câncer e provavelmente não vou sobreviver até o Natal” – recordou.

Erick estava com consultas marcadas e seria operado na França sem ninguém saber. Mas em um voo à trabalho para o Rio o tumor rompeu um vaso e o comissário teve hemorragia interna grave. Ficou hospitalizado por 11 dias. Assim, não tinha mais como esconder. Teve de contar à família e aos amigos que estava com problema grave de saúde. Voltando a Paris, viu que tinha menos tempo do que o previsto e o médico decidiu operá-lo imediatamente.

– A cirurgia demorou mais de oito horas e no lugar do tumor de 3cm diagnosticado 25 dias antes haviam três tumores. O original, por sinal, era de 6cm. Eu estava fraco demais, não reagi 100% como deveria e houve complicações em seguida. Passei 16 dias na UTI. Fiquei ligado em muitos aparelhos, sonda nasal, três drenos na caixa torácica e milhões de agulhas. Não me movia do pescoço para baixo, sentia muita dor e medo – contou.

Depois de 23 dias, Erick foi liberado a ir para casa. Antes de sair, ele perguntou ao médico se voltaria a correr 42km, afinal os pulmões estavam danificados e os danos podiam ser permanentes. Ou doutor respondeu com um “Claro que não!”. Dias depois, Erick passaria a fazer quimioterapia.

– Eu fiquei triste e ele completou: “Nesse estado que você está, não acredito que corra nem 50 metros! Mas daqui a algum tempo, com treinos…”. Então eu vi que era possível. Levei isso como objetivo. Sou maratonista e ninguém vai tirar isso de mim! – frisou o atleta, naquele momento.

As inscrições para a Maratona do Rio deste ano estavam abertas, e Erick foi um dos primeiros a garantir um lugar na prova. Para surpresa dele, um batalhão de amigos se inscreveu para correr ao lado dele. A meta estava traçada, mas a quimioterapia destruía parte do sangue e isso o impedia de fazer muito esforço, além de não respirar bem. Ainda assim, ele conseguia correr dois ou três quilômetros.

– Foi uma época difícil. Precisava equilibrar o risco com as dores, problemas financeiros que chegavam e com minha razão e memória alteradas pelos fortes remédios. Em outubro do ano passado, dez meses depois do diagnóstico, terminei a quimioterapia e puxei tudo que conseguia. No fim de fevereiro, corri a Meia Maratona de São Paulo. Foi divertido, mas o resultado não. Fui uma hora mais lento que o meu recorde e parei para caminhar várias vezes – lembrou.

Erick não abaixou a cabeça. Pelo contrário, seguiu treinando ainda mais, com foco e sentia melhoras na saúde de uma forma geral. Não tinha certeza se conseguiria correr os 42km, mas buscava forças para ir adiante nessa busca. Ele estava com algumas sequelas: não poderia mais comer açúcar, era sensível à cafeína e não sintia os pés e os dedos das mãos. Decidiu estudar como os maratonistas diabéticos corriam sem açúcar. Tudo para seguinte em busco do maior desejo.

Em março, o médico que operou Erick – e que estará na Maratona do Rio – ficou impressionado com os exames que mostravam o desenvolvimento dos pulmões, pois estavam fortes e grandes. Em abril, o comissário completou a Meia Maratona de Paris, com um tempo melhor que o da prova feita em São Paulo. E desta vez ele fez o percurso sem caminhar. Terminou bem e pronto para alongar a distância…

– Não sei como o meu corpo vai reagir durante os 42km, mas sei que minhas pernas estão prontas. As pessoas próximas ainda me tratam muitas vezes como se eu fosse de vidro, mas os números melhoraram para o meu lado – encerrou. 

Fonte: GLOBO ESPORTE

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JOVEM FAZ ENSAIO EM HOSPITAL PARA MARCAR INÍCIO DE TRATAMENTO

A passagem da adolescência para juventude é sempre um período de muitas mudanças e desafios. Para a capixaba Thamires Mageski, de 16 anos, tudo isso chegou em dobro após a descoberta de um câncer, e ela fez questão de marcar a nova fase. O velho desejo de fazer um ensaio fotográfico aos 15 anos foi realizado um ano depois e em um cenário bem diferente do que tinha planejado: dentro de um hospital.

Diagnosticada com Linfoma não-Hodgkin (LNH), um tipo de câncer que surge nos gânglios linfáticos, a jovem fez as fotos no Hospital Infantil de Vitória, onde está internada desde o início de maio. O ensaio já estava marcado para acontecer esse mês e com o diagnóstico precisou ser adaptado ao momento que ela está vivendo.

A estudante está no Hospital Infantil de Vitória
Foto: Carla Caliman

A fase mais difícil foi a aceitação, mas com a ajuda de médicos e familiares, ela conseguiu superar e quer mostrar para outras pessoas que o importante é ter vontade de lutar pela vida.

“Eu fiz uma biópsia e quando saiu o resultado eu não quis aceitar, falei que não ia fazer nenhum tipo de tratamento que pudesse fazer meu cabelo cair, porque ele era a coisa mais importante. Aí depois eu fui entendendo e minha mãe me falou que o ensaio seria uma forma de ajudar outras pessoas, porque minha médica contou que muitos jovens fazem a quimioterapia e não voltam mais quando o cabelo começa a cair. Mas o cabelo cai e cresce de novo, o importante é se tratar, se cuidar”, afirma.

>> Confira a galeria de fotos completa do ensaio!

Ela e a família moram em Itarana, no interior, e há um mês estão na sala de Oncologia do hospital infantil. Estudante do primeiro ano do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Thamires só voltará aos estudos no ano que vem. O tratamento, que começou na última segunda-feira (22) com sessões de quimioterapia, terá duração de 6 meses e o fim será celebrado com um outro ensaio.

“Eu espero conseguir passar por tudo isso. Tirou meu tapete saber que tinha essa doença e fui tentando me conformar aos poucos, até que chegou uma hora que vi que eu teria que aceitar mesmo. A partir daí, eu comecei a aceitar e levar tudo numa boa, tentando ser mais forte possível. Tudo o que a gente precisa nessa hora é isso, ser forte”, conclui.

“Tudo que a gente precisa é ser forte”, afirmou a estudante
Foto: Carla Caliman

Responsável pelo ensaio, a fotógrafa Carla Caliman contou que recebeu o pedido de Thamires logo após o diagnóstico. “A gente já ia fazer o ensaio, ela tinha pensando em alguns locais aqui na cidade até. Aí ela passou mal, foi diagnosticada com câncer e mandou um recado pra mim dizendo que queria fazer o ensaio careca. Foi quando pensei em fazer umas antes do tratamento, como essas que fizemos e outras depois, como ela quer”, explica.

Fotografar a estudante foi inusitado para Carla, que só havia feito ensaios dentro de hospital em casos de partos. “É difícil explicar qual é o sentimento, porque a fotografia é muito forte. Eu penso que a fotografia contribui muito para a autoestima, a gente se vê de uma forma diferente e é uma questão muito importante para o futuro também. É o momento dela de transformação, de fé. Tudo isso a gente tenta buscar nas fotos, e eu tentei buscar todo esse sentimento de fé que ela tem”, afirma a fotógrafa.

Fonte: Folha Vitoria

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NO ACRE, JOVEM GANHA ENSAIO FOTOGRÁFICO PARA COMEMORAR VITÓRIA SOBRE CÂNCER

Após quase um ano de luta contra o câncer de medula, a Cat Evelyn Oliveira, de 22 anos, participou de um ensaio fotógrafo, na última quinta-feira (27), em Rio Branco, para comemorar a vitória sobre a doença. A ideia foi do fotógrafo acreano Daniel Cruz, de 33 anos, responsável também pelo registro.

Evelyn foi diagnosticada com Síndrome Mielodisplásica em abril de 2016 e chegou a lançar uma campanha pedindo doações de medula óssea. Em agosto do mesmo ano, o transplante foi feito através do próprio irmão, Kevin Oliveira, que se mostrou 100% compatível.

A alta, após todo tratamento em São Paulo, ocorreu em março deste ano, quando retornou à capital acreana, onde mora. Evelyn conta que, atualmente, está em remissão do câncer – primeira etapa da vitória total contra a doença.

“Para mim, foi uma vitória. Sempre pensei em fazer um ensaio careca, pensava quando ainda estava no hospital. Realmente, é o registro de um tratamento que está sendo um sucesso. Estou muito feliz, ficou realmente lindo, ainda sendo na chuva. Foi mesmo para lavar a alma”, diz.

O fotógrafo lembra que teve a ideia de fotografar Evelyn há muito tempo, depois de ver a campanha por doação de medula no Facebook. O cenário escolhido foi no lago de um restaurante na capital. A intenção, acima de tudo, era poder contar a história da garota através das imagens.

“Deus tocou no meu coração para que eu pudesse dar o ensaio para aumentar a autoestima dela. A história da Evelyn é bem bonita, de superação, de vitória e eu tinha que contar com a fotografia. Estou bem feliz com as fotos. Deus tem planos muito bons para ela”, relata.

A acreana acrescenta que, apesar da remissão, precisa continuar em tratamento. “Ainda preciso acompanhar de perto, coletando exames e indo às consultas semanais. Nas férias, vou voltar a São Paulo para refazer todos os exames. Me sinto ótima, aos poucos, minha vida está entrando nos eixos”, finaliza.

Fonte: G1