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Descubra as vantagens do Tamoxifeno

O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células.
É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia.
A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro.
Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas.
Converse sempre com seu médico!

#cancer#cancerdemama#tamoxifeno#seguro#cura#hormonioterapia#medicina

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Alerta ao câncer de boca

O Instituto Quimioterapia e Beleza alerta, conforme informações do HAC, à prevenção do câncer de boca. 

A Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal tem como objetivo chamar atenção das pessoas para essa doença e estimular ações de prevenção. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de boca é a doença mais comum entre homens e 70% dos casos são diagnosticados em pessoas com mais de 40 anos. Além disso, o tumor é caracterizado por ferimentos na boca, podendo afetar a mucosa, a língua e os lábios. O principal sintoma é a não cicatrização. 

O cirurgião dentista do Hospital Amaral Carvalho em Jaú, Giovane Furlanetto, afirma ser necessário ficar atenta às alterações na boca e explica que o autoexame pode auxiliar na identificação de lesões, feridas, caroços ou inchaço nas bochechas. “O autoexame não substitui o exame clínico. É importante visitar o médico ou dentista de confiança com frequência, pelo menos uma vez ao ano”, ressalta.

Durante o ano inteiro o hospital mantém o Programa de Prevenção do Câncer de Boca, com atendimento para Jaú e região. 

Dentre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão a ingestão de bebidas alcoólicas e uso de cigarros e outros fumos. Além disso, a má higiene da boca e a má alimentação também são apontadas como causa do câncer. 

O doutor Giovane Furlanetto orienta que a prevenção está em uma alimentação saudável, bons hábitos, prática de atividades físicas e proteção solar. Se houver um diagnóstico precoce, a doença pode ser tratada com cirurgia e tem altas chances de cura.


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Atividade física está relacionada ao câncer? por Claudia Arab

Bom dia Cats!! 

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 Estamos felizes em anunciar que temos uma nova colunista, a Claudia Arab, criadora e coordenadora do Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer de Mama (2012-2014 UDESC – Florianópolis). 

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 Ela vai escrever sobre o assunto “atividade física”. 

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 Confiram o primeiro texto dela! 

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Atividade física está relacionada ao câncer?

Essa é uma boa pergunta para iniciarmos a temática aqui no Quimioterapia e Beleza.
Atualmente, um estilo de vida fisicamente ativo é alvo de grande parcela da população em
geral. É comum vermos pessoas correndo, caminhando e pedalando pelas ruas, além dos
diversos tipos de academias, espaços ao ar livre, estúdios e modalidades de práticas de
exercícios físicos oferecidos no mercado. A população tem se preocupado mais com a saúde (e
também com a estética!) e a prática de atividade física entra como protagonista nessa história.
A grande e boa notícia é que os efeitos da atividade física também se aplicam para
pacientes oncológicos (eba!). Daí surge a pergunta: como a atividade física está relacionada ao
câncer? Cats, a atividade física está relacionada ao câncer dos modos mais belos que se possa
imaginar! Com o decorrer das colunas (estaremos juntas quinzenalmente!), vamos abordando
mais cada tema. Como uma boa pessoa ansiosa que sou, já adianto as principais relações de
atividade física e câncer que são importantes vocês saberem e irem mentalizando essa ideia,
são elas:
– A atividade física age como fator de proteção para risco, incidência, recorrência do
câncer, e de mortalidade, específicas por câncer e em geral;
– A prática de exercícios físicos age como fator de proteção para os efeitos indesejáveis
dos tratamentos oncológicos como, por exemplo, diminuindo a famosa fadiga ocasionada pelos
exaustivos tratamentos;
– Atividade física e exercício físico têm grande efeito positivo sobre aspectos psicológicos
de pacientes oncológicos, como, por exemplos, sobre a depressão, ansiedade e autoestima,
além do caráter social envolvido;
Precisamos de mais relações? Tudo bem, podemos citar os efeitos esperados no “físico”,
ou seja, melhoras na resistência e força muscular, melhora da função cardiovascular, melhoras
nas limitações físicas (como aquela fraquezinha ou limitação no braço do lado referente ao da
mama operada, sabe?) e, de quebra, uma melhora na composição corporal, auxiliando no
ganho ou perda de peso corporal (cada caso, um caso).
Todas essas relações são comprovadas cientificamente, mas nem sempre são de saber
da população. Infelizmente, ainda há muito mito em cima disso: o repouso, a figura do enfermo

frágil, mas não é assim que tem que ser (como bem podemos ver aqui no site). Nessa fase da
vida, as barreiras para iniciar uma prática de atividade física parecem ser infinitas e invencíveis.
As escolhas diárias que fazemos refletem em nosso agora e nosso amanhã. As razões para
praticar atividade física sobrepõem qualquer justificativa que pareça impedir, naquele dia, de
se mexer o mínimo que seja. É comum as pacientes cessarem a prática de atividade física
quando inicia aquele processo diagnóstico-tratamento. Às vezes, por indicação médica. Às
vezes (ou muitas vezes e com razão), por falta de vontade própria.
A verdade é que, a prática de atividade física de pacientes oncológicos quando bem
orientada por um profissional de Educação Física qualificado em conjunto com médicos,
enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais da saúde envolvidos, é
altamente recomendada e benéfica. Essa orientação é imprescindível e a individualidade dos
pacientes é fundamental na prescrição de exercícios físicos.
No próximo texto, falaremos mais especificamente sobre os efeitos da prática de
atividade física (e a diferença entre esta e exercício físico), como e por que eles ocorrem, nos
pacientes oncológicos, ok? Por hoje, ficamos com a sementinha plantada. Para fechar, o que
gosto de dizer: o exercício físico faz bem em qualquer fase da vida!

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CÂNCER E VACINAÇÃO: QUEM JÁ TEVE CÂNCER OU ESTÁ EM TRATAMENTO PODE SER VACINADO? por Dr. Felipe Ades

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Bom dia, Cats!!  Essa é uma dúvida que muita gente tem: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado?  O Dr. Felipe Ades, nosso diretor científico, responde para nós nesse texto!!  Confiram:

Uma questão que aparece com frequência durante surtos de doenças infecciosas é: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado? Recentemente esta questão tem aparecido muito em consultas, visto que estamos no meio de um aumento de casos da gripe H1N1.

Para responder essa pergunta são necessários alguns conhecimentos sobre a imunidade, o tratamento do câncer e sobre a composição das vacinas.

Os vírus e bactérias que atacam nosso corpo possuem uma composição de moléculas diferentes das nossas. Nossa imunidade natural funciona identificando essas partes das bactérias ou dos vírus, e assim criando anticorpos capazes de identificar essas substâncias. Os anticorpos, por sua vez, são moléculas produzidas pelas nossas células de defesa, direcionadas contra essas substâncias dos agentes invasores, como uma bala teleguiada. Os anticorpos são produzidos por uma célula de defesa, conhecida como linfócito B, e em seguida despejados no sangue. O anticorpo então circula pelo corpo e, assim que encontra o agente invasor, se gruda a ele. Isto faz com que este agente invasor se torne visível para as demais células de defesa, que então destroem o vírus ou bactéria que está grudado ao anticorpo.

Este processo de identificação da bactéria ou vírus até a produção dos anticorpos leva alguns dias para se completar. Por isso que, em geral, demoramos entre 3 a 7 dias para ficar curados de um resfriado. Os anticorpos feitos desta maneira geram o que chamamos de memória imunológica. Sempre que o mesmo agente invasor tentar entrar no corpo novamente nós já teremos os anticorpos e o sistema imunológico irá destruir o agente invasor antes que ele possa nos fazer ficar doentes por uma segunda vez.

É por causa desta característica da memória imunológica que as vacinas são tão eficazes na prevenção de doenças infecciosas. A ideia é “treinar” as células de defesa com as vacinas para que elas aprendam a combater a doença, sem precisar que nós fiquemos doentes.

Vacinação e câncer.

Vacinação e câncer.

Existem tipos diferentes de vacinas. Algumas são feitas com vírus ou bactérias mortas. Quando são injetados em uma pessoa, o sistema imunológico consegue reconhecer as partes das bactérias e vírus mortos e fazer anticorpos que ficam “guardados”. Se por acaso a pessoa entrar em contato com o vírus vivo ela já terá as armas para combater a doença, e não ficará doente. Este é o caso das vacinas da gripe, do tétano, da meningite, do pneumococo, da hepatite e do HPV.

Um outro tipo de vacina é feita com vírus ou bactérias vivas atenuadas. Neste tipo de vacina o vírus ou bactéria é modificado em laboratório para ficar bem mais fraco, com pouca capacidade de causar qualquer tipo de doença. Assim quando é injetado o agente invasor não consegue se espalhar no corpo e a imunidade rapidamente consegue destruí-lo, fazendo também anticorpos. Estes anticorpos funcionarão caso a pessoa entre em contato com o vírus ou bactéria normal, impedindo que a pessoa fique doente. Este é o caso das vacinas com BCG, sarampo, caxumba, catapora, poliomielite (gotinha, Sabin), febre amarela e rubéola.

Em geral essa imunidade é permanente, quem já teve uma doença não tem a mesma doença de novo. O que acontece com o caso da gripe é que o vírus muda muito rapidamente, de um ano para o outro. Ele muda tanto que consegue escapar dos anticorpos que nós possamos já ter. Por isso é importante se vacinar todos os anos. Todos os anos é feita uma nova vacina, para atacar essas novas partes do vírus que mudam com o tempo.

Qual é o problema de tomar a vacina durante um tratamento contra o câncer?

A pessoa que está em tratamento pode estar usando medicamentos, como a quimioterapia, que reduzem a imunidade e a capacidade de lutar contra bactérias e vírus. Para estas pessoas, mesmo o vírus ou bactéria atenuado e enfraquecido pode ser um problema. A pessoa sem imunidade pode ficar doente se entrar em contato com as bactérias ou vírus atenuados destas vacinas. Logo, pessoas em tratamento contra o câncer, que estejam com imunidade baixa, não podem de nenhuma maneira tomar vacinas com vírus ou bactérias vivos e atenuados.

Já as vacinas de vírus ou bactérias mortos não são capazes de causar nenhum problema para a pessoa em tratamento. A questão aqui é que talvez essas vacinas não sejam eficazes. Como a imunidade está baixa pelo tratamento, é possível que o corpo não consiga produzir os anticorpos. A pessoa então teria tomado a vacina “à toa”. Para saber se a vacina funcionou a única maneira é fazer um exame de sangue, depois de algumas semanas, e medir a quantidade de anticorpos.

Depois de 3 a 6 meses do fim do tratamento a imunidade volta completamente ao normal. Qualquer pessoa que esteja nessa situação pode fazer qualquer vacina sem nenhum problema.

E o que fazer agora durante o surto de gripe H1N1?

Esta vacina é feita de vírus morto. Não há chance da pessoa em tratamento contra o câncer contrair a gripe pela vacina, no entanto, existe uma chance razoável da vacina não fazer efeito. Pessoalmente eu não vejo nenhum problema em vacinar, mesmo que a eficácia da vacina seja reduzida nessas pessoas. Lembrando que a melhor medida para prevenir a gripe, em quem está em tratamento, é a lavagem das mãos, e evitar o contato com pessoas que apresentem os sintomas de gripe. Ao menor sinal de febre, tosse, ou qualquer outro sintoma que sugira infecção das vias respiratórias deve-se entrar em contato com a equipe médica em que se esta tratando.

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CONHECENDO MELHOR O CÂNCER DE MAMA TRIPLO NEGATIVO POR DR. FELIPE ADES

Cats, essa matéria do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista sobre câncer de mama triplo negativo está ótima e esclarece muito sobre esse tipo de diagnóstico!! 

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 Confiram!

Câncer não é uma única doença e sim um conjunto de diversas enfermidades que têm comportamentos, localizações, e resposta a tratamentos diferentes. O câncer de mama é um bom exemplo de como os diversos tipos de câncer podem ser diferentes, apenas esta doença hoje é dividida em 4 subtipos. São eles os cânceres luminais A e B, o câncer HER2 positivo e o triplo negativo.

O câncer de mama conhecido como triplo negativo tem características bem diferentes dos demais cânceres de mama. A cada 10 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, duas terão o tipo triplo negativo. Em geral estes são cânceres que se formam nas células dos ductos por onde passa o leite materno, e têm como característica o crescimento acelerado das células cancerígenas.

O nome triplo negativo é dado pela análise de algumas características do câncer de mama que estão ausentes nesta doença. Sempre que se faz o diagnóstico de câncer de mama é necessário avaliar se a doença apresenta moléculas conhecidas como receptor de estrogênio, receptor de progesterona e receptor HER2. Nenhum destes 3 receptores está presente neste tipo de câncer de mama, por isso são chamados de triplo negativo.

Muito progresso tem sido feito na compreensão dos mecanismos de desenvolvimento e diferenciação do câncer de mama.

Nas células normais, estes receptores funcionam como antenas que percebem os hormônios e fatores de crescimento que circulam normalmente pelo organismo, e crescem estimulados por eles. Quando células cancerígenas apresentam estes receptores elas crescem de maneira descoordenada e com muita velocidade quando os receptores se ativam. Por isso foram desenvolvidos medicamentos que bloqueiam justamente esses receptores. Para os receptores hormonais usamos medicamentos como tamoxifeno, anastrozol, letrozol, exemestano e fulvestranto; para o HER2 podemos usar o trastuzumab, o pertuzumab, lapatinib e o TDM1.

No câncer triplo negativo nenhum destes remédios pode ser utilizado, pois este tipo de câncer não apresenta os seus alvos. Isto, no entanto, não muda a escolha de tratamento com cirurgia e radioterapia, mas orienta a escolha dos medicamentos a serem utilizados, em geral quimioterapia citotóxica. Como a quimioterapia age atacando as células que se dividem rapidamente ela é o tratamento mais efetivo nesta doença. A quimioterapia no câncer de mama triplo negativo tem melhores resultados que em cânceres de mama de outros tipos. Por vezes utilizamos a quimioterapia antes da cirurgia, com o intuito de reduzir a doença e facilitar a cirurgia. Existe uma boa chance do câncer triplo negativo desaparecer com a quimioterapia, mas mesmo assim é necessária a cirurgia. Caso ainda sobre doença após a cirurgia é possível complementar o tratamento com dose adicionais de quimioterapia no pós operatório para aumentar a chance de cura.

Ainda não existe nenhum alvo para tratamentos específicos contra o câncer de mama triplo negativo. Muitas pesquisas têm sido feitas a procura destes alvos e conforme vamos conhecendo mais a doença, novos e melhores medicamentos vão sendo desenvolvidos.

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O que é o câncer por Dr. Felipe Ades

Cats, vocês têm curiosidade de saber o que é e como se forma o câncer no nosso corpo? O nosso diretor cientifico Dr. Felipe Ades explica para a gente nessa matéria aqui! 

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Nosso corpo é composto por trilhões de células. Esta é a menor fração do corpo humano, como pequenos tijolos em uma grande construção. Células iguais se organizam para formar os tecidos, as paredes desta construção. Diferentes tecidos se organizam em estruturas com funções fisiológicas definidas, o que chamamos de órgão, como a pele, coração, cérebro e todos os outros.

O câncer é uma doença da célula. A doença se desenvolve por conta de defeitos no material genético de uma célula normal. A estes defeitos damos o nome de mutações. Isto leva esta célula normal a adquirir um comportamento defeituoso, multiplicando-se rapidamente e formando tumores, uma das principais características do câncer. Além disso, as células cancerígenas têm a capacidade de se destacar do seu local de origem e migrar para outros órgãos pelo sangue ou vasos linfáticos. Ao chegar em outras partes do corpo elas voltam a crescer, formando as metástases.

DNA e Cromossomo

Todas as células humanas possuem no seu núcleo as informações para o desenvolvimento e funcionamento normal do corpo. Estas informações estão “escritas” no DNA (ácido desoxirribonucleico). O DNA é uma fita composta por 4 tipos de moléculas, adenina, timina, guanina, citosina, cuja estrutura de dupla hélice é bastante conhecida.

Cromossomo é a formato mais compactado da dupla fita de DNA.

No corpo humano existem 23 pares de fitas de DNA, conhecidas pelo nome de cromossomos. Os cromossomos dos seres humanos têm em torno de 30 mil instruções, cada uma dessas instruções é chamada de gene.

Imagem real dos 23 pares de cromossomos existentes nos seres humanos, exame conhecido como cariótipo.

Fazendo uma analogia, o conjunto dos cromossomos seria como um “livro da vida” que contém todas as instruções para formar qualquer parte do corpo. Os genes seriam as informações contidas em cada página desse livro. As instruções de cada gene vão servir para objetivos diferentes dentro do corpo. A sequencia de moléculas na linha do DNA seriam as palavras dentro de cada página.

As instruções contidas nos genes são necessárias para várias atividades do corpo. Algumas são responsáveis por formar traços visíveis, como por exemplo o formato do rosto, nariz e orelhas, cor do cabelo e olhos, a estatura e a cor de pele. Existem também genes que contém informações para funções não visíveis do corpo, como a fabricação de enzimas digestivas, respiração das células, formação de anticorpos contra os vírus e bactérias dentre muitas outras.

Mutação

O câncer acontece quando existem erros nessas informações, o que chamamos de mutações. Por diversos motivos podem ocorrer erros nas instruções dos genes, como se linhas do “ livro da vida” se modificassem dando outro sentido às instruções. A célula então começa a se comportar de maneira diferente do que devia e, dependendo do local e quantidade de mutações, uma célula normal pode se transformar numa célula cancerígena.

Representação de uma mutação pontual no DNA. Houve uma modificação na fita de baixo em relação à fita normal, de cima. Esta pequena modificação pode modificar a instrução dada à célula.

Hoje conhecemos boa parte dos genes que, quando mutados, podem transformar uma célula normal em uma célula cancerígena. A estes genes damos o nome de oncogene. Estes genes, em geral, contém instruções que regulam o crescimento das células, instruções para o conserto de erros no DNA ou instruções de mecanismos de autodestruição da célula em caso de defeito grave, conhecido tecnicamente por apoptose.

Uma mutação em um gene que regula o crescimento da célula pode causar um erro de ativação fazendo com que a célula cresça e se multiplique continuamente. Uma alteração em um gene responsável por controlar a correção do erro no DNA pode bloquear os reparos da célula e facilitar o acúmulo de mais erros. Com o tempo, o acúmulo de erros no DNA pode fazer esta célula se transformar numa célula cancerígena. Da mesma maneira, uma alteração no mecanismo de autodestruição da célula pode fazer com que uma célula defeituosa permaneça crescendo e acumulando mais erros no seu DNA, aumentando a chance de desenvolvimento de câncer no futuro.

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IQeB e Sociedade Brasileira de Resiliência se unem para atender mulheres com câncer gratuitamente

Se você ainda não sabe ou tem dúvidas sobre como funciona a parceria entre o Instituto Quimioterapia e Beleza e a SOBRARE, confira as informações abaixo e não perca mais tempo para fazer o seu coaching de resiliência e mudar a sua vida para melhor.

No momento da descoberta de um câncer, como aceitar a situação, ver um novo sentido ou usar criatividade para dar a volta por cima e ressignificá-la? Só no Brasil, estima-se a ocorrência de cerca de 600 mil casos novos de câncer, sendo o de mama o mais frequente em mulheres (biênio 2016-2017/ Inca).

E para ajudá-las a enfrentar a doença, o Instituto Quimioterapia e Beleza (IQeB) se uniu a Sociedade Brasileira de Resiliência (SOBRARE) para oferecer gratuitamente um programa de Coaching em Resiliência, que é coordenado pela coach psicóloga Diana Vilas Boas.

“O projeto surgiu para ajudar mulheres portadoras de câncer na busca de fortalecimento da resiliência. Sabemos o tamanho do impacto emocional causado – desde a descoberta até o tratamento -, passando pela aceitação e autoestima. Por isso, buscamos esta parceria com a SOBRARE que, voluntariamente, atenderá mulheres de todo o Brasil. Algumas já começaram a fazer as sessões e esperamos poder atender um número significativo em pouco tempo”, afirma Flávia Flores, idealizadora e superintendente do Instituto Quimioterapia e Beleza (IQeB).

A resiliência pode ser dividida em três momentos: o primeiro é a aceitação; o segundo é perceber o sentido daquela situação, que a vida faz sentido; e o terceiro é a improvisação, a criatividade, a busca por novas oportunidades. “Isso vale para tudo na vida, não apenas para lidar com uma doença como o câncer. Por isso, esta parceria é tão importante: por meio do trabalho de coaching, conseguiremos ajudar estas mulheres a ressignificar suas crenças para que transformem a sua maneira de ver e viver a vida. O Coaching em Resiliência não é uma terapia, mas sim um processo de apoio, de facilitação, com metodologia própria, para fazer com que as pessoas reflitam e busquem por elas mesmas novos caminhos, do presente para o futuro”, explica a coach psicóloga Diana Vilas Boas, responsável pelo projeto.

Como participar
Criado entre Instituto Quimioterapia e Beleza e a SOBRARE, o projeto visa a atender gratuitamente mulheres que estejam passando pela doença, de todo o Brasil, por meio de sessões de atendimentos virtuais. Para se candidatar ao Coaching em Resiliência, é preciso entrar no site aqui e preencher um formulário com perguntas como: “Que tipo de ajuda necessita neste momento da sua vida?”, “O que é importante para você conseguir neste momento?” e “Em que parte do tratamento se encontra?”.

Na primeira análise, o coach fará um mapeamento das oito áreas da resiliência: leitura corporal, análise de contexto, empatia (entender o sentido do outro), conquistar e manter pessoas (a importância de buscar uma rede de apoio), autoconfiança, otimismo para vida, sentido de vida e autocontrole (como lidar com a raiva, tristeza, medo, etc), para saber em qual grau a paciente se encontra. “Após esta avaliação, é definida qual a situação que ela quer mudar em sua vida. Durante as seis sessões, daremos um direcionamento e ferramentas para que possa ressignificar suas crenças e buscar novos caminhos”, explica Diana Vilas Boas, responsável pelo projeto.

Estudo científico
O objetivo da parceria do Instituto Quimioterapia e Beleza com o SOBRARE é, além de ajudar mulheres portadoras da doença, mapear seu grau de resiliência e os caminhos que buscaram para transformar as suas vidas. As informações serão publicadas no futuro em um artigo científico.“Os coaches são voluntários e parceiros fundamentais para o nosso Instituto. Com a ajuda deste grupo, tenho certeza de que conseguiremos ajudar muitas mulheres a recuperarem um pouco da autoconfiança, do otimismo, do sentido de vida e, claro, a ressignificarem suas vidas”, afirma Flávia Flores.

Coordenadora do Projeto
Formada em Psicologia com cursos de especialização na área de gestão de pessoas e comportamental pela PUC – São Paulo,a coach Diana Vilas Boas possui Certificação em ferramentas de avaliação de perfis comportamentais: MBTI, Quantum, PI, E-Talent, e se formou em Coaching no ano de 2006 na Coach-U e posteriormente com a LIM Brasil em Learning Coaching. Habilitada na Formação de Coaching em Resiliência pela SOBRARE e na metodologia CPS – CreativeProblemSolving, método desenvolvido por Sidney Parnes (Universidade de Buffalo – NY). trabalhou muitos anos com Projetos de Startup de Empresas no Brasil, Estados Unidos e Argentina participando de todas as fases dos processos de contratação de profissionais qualificados para níveis de Gerência e Diretoria.

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Os benefícios da yoga ao paciente com câncer

Vários estudos mostram como a yoga só traz benefícios para os pacientes com câncer. A prática pode ser feita durante o tratamento e ajuda a manter o bem-estar físico, emocional e espiritual da pessoa, interferindo positivamente na vida do paciente!

Estudo

A ciência há tempos estuda a relação entre a yoga à saúde do organismo, e o câncer já foi objeto de alguns ensaios.

Uma pesquisa realizada pelo MD Anderson Cancer Center (uma das principais referências mundiais no tratamento do câncer) em 2011, com portadoras de que câncer de mama, mostrou que a prática de yoga, além de reduzir os níveis de cortisol (hormônios do estresse), promoveu a melhora no funcionamento do organismo das mulheres como um todo. Aumentou a capacidade de executar as tarefas do dia a dia, reduziu o cansaço e fez com que elas encarassem a doença com um pensamento mais positivo.

Ainda segundo o estudo, a prática de yoga estimulou a produção de um neurotransmissor conhecido como GABA, que está ligado a depressão e outros transtornos de ansiedade, quando aparece em baixos níveis.

FONTE: ONCOGUIA

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A prevalência de tabagismo no Brasil e o risco de desenvolver câncer

Separamos mais um artigo interessante do Observatório de Oncologia. Ele fala sobre a já conhecida ligação entre o tabagismo e o câncer, mas alerta, principalmente, para o como essa prática cresce ou diminui no Brasil. E o quanto todos somos afetados. Olha só:

Boa parte dos casos de câncer de pulmão podem ser prevenidos por meio do controle do tabagismo, incluindo aumento dos impostos sobre o tabaco e a implementação de leis antifumo que são essenciais para a prevenção do câncer de pulmão. Quando produtos como cigarro e o outros a base de nicotina são acesos, substâncias nocivas são inaladas pelo fumante e algumas lançadas no meio ambiente, ambas prejudiciais à saúde. Segundos estudos realizados, observa-se que o impacto do uso do cigarro ocorre não somente no fumante, mas também nos não-fumantes, que são expostos a elementos tóxicos causados pelo cigarro, conhecidos como “fumantes passivos”.

O tabaco e a prevalência de fatores de risco para o câncer

As boas notícias nos dizem que entre os anos de 2006 e 2015, houve uma queda 33,8% no número de fumantes. Apesar da queda de quase 35% para o sexo masculino, as mulheres apresentam desempenho inferior de 33%, refletindo a vulnerabilidade do sexo feminino frente aos malefícios do tabaco. Em todas as regiões do Brasil houve redução significativa. A Região Norte apresentou a maior redução, cerca de 0,9% por ano, enquanto a Região Sudeste obteve a menor redução média 0,5% por ano.

Segundo o VIGITEL-2015, no ano 2015, a proporção de pessoas não fumantes expostos ao tabagismo apresentou uma média de 9,1%, em casa, sendo maior entre mulheres (9,7%) do que entre homens (8,4%). A frequência de fumantes passivos no local de trabalho foi de 8,0%, sendo cerca de quase três vezes maior entre homens (12,0%) quando o percentual é comparado com o das mulheres (4,6%).

Entre 2009 e 2015, tanto em domicílio quanto em ambiente de trabalho, os percentuais totais, em homens e mulheres vêm reduzindo. Passou de 11,9% para 8,4% entre homens e de 13,4% para 9,7%entre mulheres, considerada a exposição em domicílio. No ambiente de trabalho, o percentual variou de 17% a 12% para os homens e 7,9% para 4,6% para as mulheres.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, em relação a distribuição nas regiões do Brasil, a exposição de não fumantes à fumaça em casa apresentou valores maiores no Sudeste (9,7%) e no Nordeste (12,4%), e para trabalho em ambiente fechado a situação se repetiu, sendo 12,3% no Sudeste e 16,6% no Nordeste. Cerca de 4,2% dos fumantes do Sul fumam 20 ou mais cigarros por dia, atribuindo grande vulnerabilidade a população desta região.

Entre 2006 a 2015, o número de pessoas que deixaram de fumar, lamentavelmente, diminuiu em 6,8%. Em relação ao sexo feminino, o número de ex-fumantes não apresentou variação significativa (de 18,4% em 2006 para 18,2% em 2015). Essa variação poderia melhorar com o aumento de campanhas específicas para o público feminino, prevenindo e conscientizando a população acerca dos efeitos do tabagismo no câncer de pulmão.

Onde estamos e onde queremos chegar?

No Brasil, como em todo o mundo, o papel da mulher tem mudado nas últimas décadas aumentando sua inserção no processo produtivo. Associado a uma falsa imagem de independência, o tabagismo incorporou-se ao dia a dia feminino, trazendo consigo um agressor velado ao quadro já complexo da saúde da mulher.

Atualmente, quatro vezes mais homens fumam do que mulheres no mundo, mas, enquanto o índice de homens fumantes estabiliza-se, o número de mulheres tabagistas segue aumentando, principalmente em países em desenvolvimento. O marketing do tabaco direcionado às mulheres busca criar uma ligação entre o tabagismo e essa nova realidade socioeconômica.

Linha do tempo para o Controle do Tabagismo no Brasil: 1990 – Primeiro imposto específico de cigarro; 1996 – Imagens de advertências, restrição de publicidade, leis sobre ambiente livre e aumento de preço; 1998 – Lei sobre acesso de jovens; 2000/2001 – Imagens de advertências mais contundentes, restrição de publicidade, tratamento para deixar de fumar; 2003 – Aumento de impostos de cigarros; 2006 – Aumento de impostos de cigarros; 2007/2009 – Leis municipais sobre ambiente livre.

FONTE: OBSERVATÓRIO DE ONCOLOGIA

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Em 30 anos venceremos a guerra contra o câncer?

Observatório de Oncologia publicou um estudo sobre o câncer que comprova que a história, a cultura e os hábitos de vida explicam como um povo adoece e morre. Todos os dias estamos expostos a fatores de risco como alimentação inadequada, inatividade física, sobrepeso, tabagismo, uso excessivo de drogas e fatores externos ao nosso corpo como violência, acidentes, problemas ambientais e desigualdades sociais.

Confira:

Desde 1975, quando o Ministério da Saúde desenvolveu e implantou o Sistema de Informações sobre Mortalidade – conhecido como SIM – os estudos epidemiológicos apontam as Doenças do Aparelho Circulatório como a principal causa de morte no Brasil. No país como um todo, a partir do ano de 2029 haverá mais brasileiros, entre homens, mulheres e crianças, que morrerão com algum tipo de câncer do que com algum tipo de doença cardiovascular.

A taxa de mortalidade estima o risco de morte pela doença ou grupo de doenças, dimensiona a sua magnitude como problema de saúde pública mais especificamente para os casos mais graves, e expressa também as condições de diagnóstico e da assistência médica.

A mudança no processo saúde-doença propicia ao Brasil um período de transição epidemiológica com predomínio das doenças crônicas não transmissíveis, dentre elas o câncer. A melhor forma para mensurar o peso de uma causa de morte não é conferida pelo estudo de suas características nos indivíduos, mas sim quanto ao processo que ocorre na coletividade humana.

Sobre a projeção de mortalidade

Para esta Projeção de mortalidade foi utilizado um Modelo de Suavização Exponencial, levando em conta que os dados podem apresentar uma tendência e/ou um padrão sazonal. Os números utilizados incluem a taxa de mortalidade padronizada pela população mundial, com base na série histórica de óbitos captados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade do período entre 2000 e 2014 e na projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação segundo o IBGE. A taxa de mortalidade é calculada por uma divisão do número absoluto de óbitos pela população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

Neste estudo a projeção de mortalidade foi realizada ao longo do tempo entre os anos de 2000 e 2047. Assim, a pergunta que desafia a todos os cidadãos brasileiros é: daqui a 30 anos teremos vencido a guerra contra o câncer?

As estimativas alertam que em 2047, nos estados do Amapá, Ceará, Maranhão, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins as principais causas de morte serão oriundas das causas externas (acidentes, suicídios, agressões, complicações médicas e sequelas de outras causas externas de morbidade). Nos estados de Goiás, Roraima e Tocantins, o câncer será a segunda maior causa de morte.

Nos estados de Alagoas e Mato Grosso do Sul, as doenças do aparelho circulatório seguem como principal causa de morte em 2047, entretanto no segundo estado, respectivamente, as neoplasias seguem como a segunda maior causa de morte.

No Paraná, o câncer será a principal causa de morte em 2030, porém as doenças do sistema nervoso ultrapassarão esse índice para se tornar a primeira causa de morte em 2044. Em 2031 o câncer se tornará a maior causa de morte em Minas Gerais, todavia em 2044 as doenças do aparelho geniturinário se tornarão a primeira causa de morte neste estado.

De acordo com as estimativas, se não houverem medidas efetivas na prevenção e controle do câncer os seguintes estados enfrentarão as neoplasias como principal causa de morte: Acre (2028), Amazonas (2047), Espírito Santo (2042), Mato Grosso (2044), Rio Grande do Sul (2029), Rondônia (2046), Santa Catarina (2025) e São Paulo (2041).

FONTE: OBSERVATÓRIO DE ONCOLOGIA