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A Meditação é forte aliada no tratamento oncológico

COMO A MEDITAÇÃO PODE TE AJUDAR

A cada desafio que nos é apresentado durante a vida, sempre podemos ver uma oportunidade de entender e aprender com o caos. O desafio pode nos ensinar a encontrar nosso equilíbrio interno e externo. Nesse aprendizado, existem muitos caminhos, muitas ferramentas que podem nos ajudar a ver nossos “turbilhões” com um novo olhar, e é nesse novo olhar que podemos encontrar a calma, a serenidade e a leveza.

A meditação é um destes caminhos e é sobre ela que irei compartilhar com vocês.

QUANDO UMA INFORMAÇÃO TE TIRA DO EIXO

Receber um diagnóstico de câncer mama é algo que pode ser avassalador. O que fazer com um monte de informação, dores e sentimentos que vem junto?

Além do câncer em si, o de mama traz medo e ansiedade em relação à feminilidade e autoestima da mulher pois, o órgão afetado vai passar por procedimentos invasivos, cirurgias, manipulações e ainda pode precisar ser totalmente retirado.

 Aprendemos desde cedo que os seios são símbolos da sensualidade feminina e da maternidade. Quando ele é afetado pelo câncer, essa memória automaticamente é acionada e a mulher pode não se sentir “completa”, e perde sua identidade, “quem sou eu agora?”, “Por que isso está acontecendo comigo?”, “O que eu fiz de errado para merecer isso?” “É um castigo?” Essas perguntas são comuns, pois são das nossas crenças humanas não desenvolvermos a aceitação e carregarmos a culpa. Portanto, inicia-se uma crise existencial e espiritual.

 O tratamento do câncer de mama também corrobora para os desafios dessas mulheres. Na grande maioria, o tratamento é doloroso, a quimioterapia traz muito efeitos colaterais como dores no corpo, náuseas, vômitos, dores abdominais, fadiga, falta de apetite.

 Dessa maneira, com todos essa avalanche de emoções, sentimentos e sintomas físicos essas pacientes experimentam o ESTRESSE FÍSICO E EMOCIONAL.

ALÉM DO TRATAMENTO CONVENCIONAL:

Após o diagnóstico, durante todo o tratamento e após o término do tratamento a ansiedade, distúrbios do humor, depressão e dor necessitam de atenção. Todos esses sentimentos são gerados a partir do medo, medo de morrer, medo de não aguentar o tratamento, medo de ficar com sequelas no corpo, de não se adequar mais à sociedade, medo do abandono, raiva, isolamento, medo de não ter mais a sua vida de volta.

Nesse contexto é fundamental que as mulheres diagnosticadas com câncer de mama tenham a possibilidade de receber um acompanhamento e orientação paralela ao tratamento médico convencional. As terapias integrativas e complementares vem colaborando com o tratamento convencional para trazer mais qualidade de vida, aceitação, autoconhecimento e autoestima.

A ASCO (American Society of Clinical Oncology) é uma organização não-governamental fundada em 1964 que possui metas globais de melhoria no tratamento e prevenção do câncer e endossou a diretriz sobre o uso de terapias integrativas durante e após o tratamento do câncer de mama. O documento avalia o grau de evidencias das práticas integrativas para o manejo de sintomas e efeitos adversos como ansiedade, estresse, transtorno do humor, fadiga, náuseas.

As terapias complementares incluem MEDITAÇÃO, IOGA e uso de produtos naturais.

PRÁTICAS MENTE-CORPO

As práticas mentais e corporais tiveram as recomendações mais altas, com a meditação recebendo nota “A” (máxima) para redução da ansiedade, tratar distúrbios do humor e sintomas depressivos e melhorar a qualidade de vida. Nota A significa que pode ser recomendada para uso rotineiro contra ansiedade e alteração do humor e outros sintomas em pacientes com câncer. Musicoterapia, ioga, massagem e gestão do estresse receberam recomendações nota B e estão entre as práticas integrativas mais usadas atualmente atuando na saúde mental geral e nos sintomas de ansiedade e para aliviar outras condições relacionadas ao tratamento oncológico.

E AS PRINCIPAIS RECOMENDAÇÕES SÃO:

  • Redução da ansiedade e estresse: meditação, gerenciamento do estresse e ioga.
  • Depressão e transtornos do humor: meditação, relaxamento, ioga, musicoterapia.
  • Melhorar qualidade de vida: meditação e ioga.
  • Redução de náuseas e vômitos: acupressão e acupuntura

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO?

 As práticas integrativas podem ser realizadas como mecanismo natural de prevenção de agravos, recuperação da saúde e gerenciamento dos sintomas relacionados ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama.

 A meditação, prática de harmonização dos estados mentais e da consciência traz benefícios para o sistema cognitivo, promove concentração, auxilia na percepção sobre as sensações físicas e emocionais, amplia a autodisciplina no cuidado à saúde, estimula o bem-estar, relaxamento, reduz o estresse, a hiperatividade e os sintomas depressivos, diminui os pensamentos repetitivos, promove alterações favoráveis no humor e proporciona maior integração entre mente, corpo e mundo exterior. Fisicamente esta prática contribui para a redução dos níveis de adrenalina e cortisol, hormônios relacionados ao estresse e à ansiedade, consequentemente intensifica a produção de endorfina e serotonina, responsáveis pela sensação de bem-estar e felicidade.

Foram constatados já vastos benefícios da meditação como a melhora da dor física, insônia, no bem-estar emocional, no medo de recorrência e angústia, melhora na atenção, espiritualidade, religiosidade, satisfação com a vida e na interpretação da doença como algo de valor e não mais como um castigo, aumento do amor-próprio e da autoestima e, na maior confiança da ajuda médica. Em outros estudos, a meditação auxiliou as mulheres a desenvolverem mecanismos naturais para enfrentar o processo de adoecimento, com menos trauma e sofrimento.

COMO COMEÇAR A MEDITAR E RECEBER SEUS EFEITOS?

A meditação é uma prática a ser aprendida, não possui nenhum teor religioso, não tem pré-requisitos, nem dogmas e é autoinduzida, ou seja, depois que você aprende não precisa de um professor ao seu lado todos os dias quando for praticar.

É importante encontrar um profissional que oriente as formas corretas de praticar a meditação, pois, senão o seu objetivo maior que é aprender a se envolver menos com seus pensamentos e sentir os seus benefícios não irão acontecer.

Para receber seus efeitos a meditação deve ser tornar um hábito, diário, esse é o caminho para, naturalmente, aparecerem seus benefícios. Basta praticar, regularmente, por 15 a 20 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

            Tire esse tempo pra você.

            É a sua história, sua jornada.

            Você merece se conhecer e saber quem você é.

            Aprenda com os desafios e sua vida será mais leve.

            Um forte abraço,

Dra. Renata Isa Santoro – @drarenataisasantoro

Médica Integrativa – Instrutora de meditação pela UNIFESP

Colunista do IQeB

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Vamos falar sobre câncer de pulmão?🎀

É o tipo de câncer que mais mata no mundo e pode ter sua letalidade anual aumentada em 66,7% até 2040. O maior fator de risco para câncer de pulmão é o tabagismo, em 85% dos casos. Portanto, muitas das mortes por câncer de pulmão são evitáveis, alertam especialistas 🚬

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e fumando

A epidemia de tabagismo é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou, segundo alerta da OMS, o impacto global do cigarro, narguilé e outras formas de consumo de tabaco são prejudiciais à saúde. “Se todas as pessoas no mundo largarem o cigarro hoje, 8 entre 10 casos de câncer de pulmão deixariam de existir nos próximos anos”.

Diagnóstico tardio: o fumante naturaliza os sintomas de tosse, pigarro e secreção e negligencia a possível evolução de um tumor. Outra situação é que quando um pulmão está afetado pelo tumor, o outro mantém a pessoa viva. Assim, a pessoa demora a procurar um médico, atrasando ainda mais o diagnóstico. As chances de sucesso no tratamento aumentam quando a doença é diagnosticada em fase inicial.

O câncer de pulmão acomete principalmente pessoas com mais de 65 anos. Porém, a doença pode acometer mais jovens, inclusive, com menos de 45 anos.

Evolução do tratamento – é uma das doenças oncológicas que mais se beneficia de terapias-alvo e de imunoterapias, tratamentos da era da Medicina de Precisão. Ao contrário do início do milênio, quando todo tumor pulmonar era tratado com quimioterapia.

O caminho que a fumaça do cigarro percorre no corpo humano é devastador. O cigarro contém a nicotina, o alcatrão e um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. O tabagismo aumenta o risco de vários tipos de câncer, além do de pulmão, os de cabeça e pescoço, bexiga, esôfago, estômago, pâncreas, intestino grosso e reto. E também está ligado ao aumento de risco de alguns cânceres ginecológicos e leucemia.

Portanto Cats, começar a fumar nunca é uma boa decisão. Parar de fumar o quanto antes é o melhor que se pode fazer para diminuir o risco de câncer de pulmão e outras doenças oncológicas. Vamos nos cuidar ao máximo!!💖

Fontes: SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica) e 
SBP (Sociedade Brasileira de Patologia)

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Semana especial sobre fertilização, inseminação e câncer

Cats, especialmente esta semana trataremos sobre o tema fertilização, inseminação e câncer.

Ouvimos suas perguntas e convidamos o Dr. Fernando Prado, médico ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana, doutor pelo Imperial College London e pela Universidade Federal de São Paulo, diretor técnico da Neo Vita e diretor do setor de embriologia do Labforlife, para respondê-las.

Confira:

Qual a diferença entre fertilização in vitro e inseminação artificial?

“A inseminação artificial é um pouco mais simples do que a FIV (fertilização in vitro) e é usada quando existe a necessidade de diminuir o percurso do espermatozóide ao óvulo, como quando o sêmen tem baixa mobilidade ou o colo do útero da mulher impede a subida do gameta masculino, por exemplo. Neste caso selecionamos os espermatozoides mais móveis e os depositamos diretamente dentro do útero, sem ter contato com o muco (que poderia matar os gametas), quando a mulher já está ovulando, facilitando a fecundação.

Já a FIV é feita totalmente em laboratório, com a coleta prévia de ambos os gametas. Realizamos a fertilização fora do corpo feminino e deixamos os embriões em uma incubadora. Depois de alguns dias esses óvulos fecundados serão transferidos para o útero.

A fertilização in vitro é indicada em casos mais complexos, por exemplo quando a mulher teve endometriose, tem algum tipo de obstrução nas trompas, tem mais de 40 anos, ou quando o homem teve uma varicocele, que é a dilatação dos vasos na região dos testículos.”

O SUS realiza tratamento de fertilização para pacientes que não podem engravidar naturalmente?

“O SUS não faz cobertura da reprodução assistida, mas alguns hospitais públicos acabam recebendo verbas de fundações ou de governos para realizar alguns tratamentos. Como são poucas vagas, demora para ser aceito no programa, já que é um processo que requer muita análise. Também não está disponível em todos os estados, apenas em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Os requisitos nesse caso são um pouco mais rígidos, por exemplo se você já teve algumas gravidezes, provavelmente não será aceito no centro de fertilidade gratuito.

Os planos de saúde são obrigados a cobrir o tratamento desses pacientes?

Por lei, os planos de saúde não são obrigados a cobrir casos de infertilidade. Porém, existem pessoas que foram a justiça com o assunto e ganharam, mas é raro. Varia muito de caso para caso.

O congelamento de óvulos ainda é possível após a quimioterapia?

O tratamento quimioterápico é super danoso para o sistema fértil feminino, e pode diminuir muito a qualidade dos óvulos, mas não é possível prever o quanto e se será possível conceber depois. Por isso, indicamos que entre o período de descoberta do câncer e início da quimioterapia, seja feita a coleta desses gametas quando estão na sua melhor versão possível.

Para estas pacientes, existe também a opção da transposição de ovários, que é um procedimento cirúrgico (videolaparoscopia), que colocará os ovários atrás do útero durante o período do tratamento ou em outra localização distante do local que será atingido pela radiação, assim após o tratamento radioterápico os ovários podem voltar ao seu devido lugar com uma pequena cirurgia, garantindo assim a fertilidade dessas pacientes. Claro, é preciso conversar tanto com o obstetra e oncologista, para verificar se seria a melhor opção.

Como funciona o procedimento para ser beneficiária de ovodoação?

A ovodoação é um último caso, mas seu ginecologista irá realizar os exames necessários para saber se você precisa ser uma beneficiária. Se qualificam casos de danos por tratamentos oncológicos, falência ovariana, menopausa precoce ou até se existe uma doença genética grave que a mulher não deseje passar para o bebê.

Após o congelamento de óvulos, por quanto tempo eles podem permanecer armazenados? Há custo mensal?

O óvulo, ou embrião já fecundado, pode ser mantido por um período de até 20 anos atualmente. Existe um custo anual, que na maioria das clínicas varia em torno de R$1.500.

A fertilização representa um risco para pacientes que tiveram câncer de mama com receptores hormonais?

“A fertilização em si não é um problema, pois existem protocolos para estimular a ovulação em pacientes portadoras de tumores. Esses protocolos são extremamente seguros e protegem contra um avanço ou desenvolvimento de câncer.

Porém, quando a mulher quiser engravidar, não temos como usar esses mesmos protocolos e ela estará exposta a hormônios naturais durante todo o período gestacional. Neste caso cabe ao oncologista liberar a paciente para engravidar com segurança após a cura da doença.”

Há uma forma de proteção para as pacientes que tiveram câncer de mama com receptores hormonais? Há diferença no protocolo?

“Sim e são protocolos bastante seguros. Usamos um tipo de hormônio para estimular a ovulação que bloqueia a ação dessas substâncias nas células cancerígenas. Então os óvulos se desenvolvem normalmente sem acelerar ou estimular o desenvolvimento de câncer.”

A fertilização aumenta as chances de gestação de múltiplos?

Existe um grande aumento no risco de gêmeos, mas só quando colocamos mais de um embrião no útero. Em uma gravidez natural as chances são ao redor de 1%. Já nos casos de FIV, fica em torno de 20% a 30%. Porém, as melhores clínicas do mundo preconizam transferir para útero apenas um embrião de cada vez, justamente para prevenir gêmeos e os riscos para a mãe e bebê quando temos gravidez gemelar.

Qual o melhor momento para pacientes realizarem o congelamento de óvulos e a fertilização?

O congelamento é ideal entre 20 e 35 anos que é o período mais fértil e de maior qualidade dos óvulos da mulher. Depois desse período, eles já vão decaindo em qualidade. Porém, podem ser congelados óvulos em qualquer idade, desde que seja possível obtê-los (antes da menopausa).

Já a FIV pode ser feita sempre que houver um problema que necessite o tratamento, como endometriose, obstrução nas trompas uterinas ou alteração no espermograma. E é especialmente recomendável para quem deseja engravidar após os 40 anos, já que pode ser feita uma biópsia nos embriões que diagnostica síndromes e podem ser escolhidos os embriões normais para colocar no útero. Porém após os 44 anos as chances já são bem baixas, e talvez seja melhor considerar a ovodoação ou até mesmo a barriga solidária.

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Aleitamento materno auxilia na prevenção do câncer de mama

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), divulgou um estudo epidemiológico, realizado por médicos da Universidade de Curtin (Austrália), que revelou uma queda de 4,3% nas chances de a mulher ter a doença no período de 12 meses de amamentação e a diminuição do desenvolvimento da doença em sua forma mais agressiva. 

Para o Dr. Anastasio Berrettini Jr, membro da SBM, a amamentação é extremamente benéfica na prevenção da doença, já que substitui o tecido glandular por gorduras nas mamas, gerando assim uma proteção contra os tipos mais agressivos do tumor. “Nesse período, ocorrem trocas de substâncias em que os hormônios agem como fator de proteção em relação ao câncer de mama. Esse mecanismo hormonal acontece a partir da estimulação do seio da mãe pela criança e, por isso, quanto mais a mãe amamentar, mais protegida ela está”, afirma o mastologista.

Porém, é preciso ressaltar que a amamentação não funciona como uma espécie de blindagem. Por isso, é preciso estar sempre atenta às saúdes das mamas. “No período da amamentação – em que os peitos ficam cheios de leite – pode surgir, em alguns casos, um nódulo ou até mesmo um câncer, os quais acabam sendo mascarados pelo volume das mamas e podem ainda obstruir a saída do leite”, afirma o mastologista, acrescentando que é essencial o acompanhamento médico durante toda a gestação.

Amamentação x Mastite

Outro ponto importante que merece atenção é o risco de inflamações e doenças mamárias, como a mastite, que na mulher que está amamentando ocorre quando o leite fica empedrado e o seio se torna uma porta de entrada para infecção. 

“A amamentação ofusca o diagnóstico precoce do câncer de mama, portanto o exame delas no período da gravidez é de extrema importância”, conclui o mastologista.

Na foto nossa fundadora Flavia Flores e seu bebê Lyon, de uma gravidez pós-câncer. Devido à sua mastectomia total não pode amamentá-lo, mas transformou o momento da mamadeira, único de mãe e filho, num ritual cheio de carinho e amor.

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Como frear o gatilho emocional diante de notícias de falecimento de pessoas por câncer?

Cats, essa pergunta também te incomodou nos últimos dias?🤔
“Como frear o gatilho emocional diante de notícias de falecimento de pessoas por câncer?”

Recebemos as considerações da nossa voluntária jurídica, a Cat Marília M B B, veja o que ela diz:
“Algumas culturas parecem saber lidar melhor com a ideia da morte, mas acredito não ser o caso da maioria por aqui.

A notícia do falecimento de alguém sempre abala a todas as pessoas. Ainda mais casos de pessoas tão jovens como o Prefeito Bruno Covas. Mas, para os pacientes oncológicos ou seus amigos e familiares, a notícia chega a ser devastadora. Logo engatilhamos pensamentos tenebrosos como: “poderia ser comigo”, “será que acontecerá comigo?”, “por que com o fulano? (Casos de familiares que perderam alguém)”.

Eu não tenho nenhuma formação na área de psicologia, mas acredito que os gatilhos emocionais sejam inevitáveis e automáticos. Nossa mente e corpo logo são tomados pela ansiedade, medo, raiva, etc. Contudo, passado o primeiro momento, devemos transformar a angústia em um momento racional, de reflexão.

Primeiro de tudo precisamos ter em mente que nenhum câncer é igual a outro. Seja pelas diferenças da própria doença, seja pela reação do organismo de cada um.

Além disso, casos de cura não são amplamente noticiados como os de morte. Ou, ainda, parecem não nos causar tanto impacto. Então, precisamos sempre nos lembrar que histórias positivas são muito mais numerosas do que as negativas.

Por exemplo, você lembra dos famosos que tiveram câncer e estão bem? Como Elba Ramalho, Reynaldo Gianecchini, Edson Celulari, Patrícia Pilar, Sofia Vergara, Robert De Niro, etc.

Além dos casos de famosos que tiveram a doença e jamais divulgaram.
Independentemente de qual seja o seu diagnóstico ou a sua experiência, não se desespere. A vida é finita para todos, então devemos sempre tentar aproveitar ao máximo e agradecer por cada momento, não importa quanto dure. Ademais, a medicina e a ciência evoluem TODOS os dias.”

🎀

Complementando essas reflexões e sob o olhar técnico da nossa Diretora de Relações Humanas, a psicóloga Diana Vilas Boas, comenta:

“Devo dizer que não há resposta certa, cada um vai elaborar de acordo com as suas experiências, com o seu emocional. Então, temos que dar um tempo, vamos sentir medo, tristeza, dor, isso é legítimo quando nos deparamos com uma situação de doença e morte.

Não dá para desligarmos a chave do sentir e não sentir, somos seres humanos capazes de amar o próximo, graças a Deus!

Ficar triste, chocado, com medo, é normal, mas até um certo ponto, a partir daí já se torna prejudicial, temos que reagir e encontrar as respostas que estão disponíveis, e assim manter nosso equilíbrio e nossa energia”.

Comente com a gente seus sentimentos e como você freia esses gatilhos. E, caminhamos sempre em busca do equilíbrio…💖

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Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário

Cats, hoje, dia 08 de maio, é considerado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, data criada para conscientizar e difundir informações sobre este tipo de câncer. 

O câncer de ovário é uma doença silenciosa, pois não apresenta sintomas específicos em seu estágio inicial. Dessa forma, 8 em cada 10 casos são diagnosticados em fase avançada, quando o câncer se espalhou do ovário para outros órgãos da região pélvica e abdominal, reduzindo assim as chances de recuperação. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, a cada ano, mais de 6 mil mulheres desenvolvem câncer de ovário. Embora este não seja o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, ele é o mais letal entre os tumores de origem ginecológica.

SINAIS DE ALERTA

Como os sintomas do câncer de ovário só surgem quando a doença está em sua fase avançada, eles podem ser confundidos com outras condições clínicas. 

Por isso, os médicos recomendam procurar por um especialista assim que as mulheres notarem problemas como: dor e aumento do volume abdominal, urgência urinária (causada pela compressão da bexiga), perda de peso, sangramento anormal, dificuldade para evacuar e alterações digestivas.

FATORES DE RISCO

Em cerca de 80% dos casos, o surgimento do câncer é influenciado diretamente pelos hormônios. Além disso, a maior incidência está entre as mulheres acima de 60 anos. Dentre outros fatores de risco estão a infertilidade, início precoce da menstruação, menopausa tardia, nunca ter tido filhos (nuliparidade), obesidade e tabagismo.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

O diagnóstico precoce é um elemento fundamental para o sucesso no tratamento. 

Quando descoberto na fase inicial, a taxa de sobrevida chega a 90% das pacientes. Nos estágios mais avançados, o índice cai para menos de 50%.

Por isso, Cats, o alerta para os sinais do seu corpo são tão importantes. Caso percebam alguma irregularidade, procure o médico imediatamente. Vamos nos cuidar sempre!

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Cat Hanny Angele

A Cat Hanny Angele Barros compartilhou o seu depoimento para inspirar e ajudar muitas pacientes oncológicas. 💖 Confira:

“Há 15 anos tive câncer maligno de estômago e me curei após várias sessões de quimioterapia. Ao longo do tratamento, perdi 30kg, todo meu cabelo e, inclusive, meu ex-marido na época, pai do meu Lucas, que tinha apenas 1 aninho de vida.

Após a cura, comecei faculdade, me formei em Relações Públicas, tirei a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), me casei de novo e hoje tenho minha 3° filha, linda e saudável, com 1 ano e 5 meses”

Que lindo depoimento, Hanny! É muito emocionante ver alguém superar a luta contra o câncer e seguir a vida, criando novos laços e se fortalecendo.

Quer deixar seu depoimento também? Encaminhe junto com uma foto para o email [email protected] Vamos compartilhar nossas histórias e nos unir na luta contra o câncer.🎀

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Câncer X excesso de peso

Cats, sabemos que a maioria dos cânceres tem origem multifatorial (várias causas que predispõem ao seu desenvolvimento), sendo que mais de uma dúzia já teve comprovação, por evidências científicas, de associação ao excesso de peso. O mais diretamente ligado a esse fator de risco é o de endométrio (corpo do útero). Os de mama e o colorretal, por sua vez, são significativos neste levantamento devido à alta incidência, ocupando, respectivamente, a primeira colocação para mulheres e a segunda para ambos os sexos.

Os gastos do SUS com cânceres associados ao excesso de peso somam 41,1% do investimento em tratamento oncológico, principalmente tumores malignos de mama, intestino grosso (colorretal) e endométrio. Este levantamento foi feito pelo INCA e publicado como artigo na revista científica Plos One.

A prevalência do excesso de peso corporal tem aumentado nas últimas décadas no Brasil. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em outubro de 2020, em 2019, 55,4% da população adulta estava com excesso de peso. 

“É urgente o debate sobre a melhor alocação dos recursos para as ações de promoção da saúde em virtude da expectativa de aumento exponencial de gastos futuros”, afirmou Ronaldo Corrêa, um dos autores do artigo.

Portanto, Cats, alimentação saudável e atividade física diária são alguns dos fatores que podem contribuir com o excesso de peso e prevenção contra o câncer.

Vamos praticar?

Fonte: INCA

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Sinergia alimentar

Cats, os alimentos possuem diversas propriedades que podem auxiliar nossa saúde e a nutricionista oncológica Fernanda Bortolon (@nutrioncofernandabortolon) preparou uma lista com os alimentos combinados que protegem o corpo contra o câncer. Confira:

“Combos que valem a pena 🥑🍓🥬🥦

Milhares de estudos científicos nas últimas décadas mostram que certas frutas, vegetais e outros alimentos protegem seu corpo contra o câncer. Mas você sabia que pode aumentar ainda mais os benefícios dos alimentos? No processo chamado de sinergia, os nutrientes dos alimentos, como vitaminas, minerais e fitoquímicos, são combinados para trabalhar juntos, de uma forma mais eficaz do que individualmente.

Tomate 🍅⠀+ Brócolis 🥦: Refogue o tomate com azeite de oliva e o brócoolis no vapor.

Chá Verde 🍵 + 🍋 : adicionar limão no chá verde potencializa a ação das catequinas.

Couve 🥬⠀+ Limão 🍋 : o limão aumenta a biodisponilidade do ferro vegetal.

Carne 🥩 + Alecrim 🌱: Grelhar alimentos ricos em proteínas, como carne vermelha, produz aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, carcinógenos que causam alterações no DNA relacionadas ao câncer. O alecrim contém os antioxidantes ácido rosmarínico, carnosol e ácido carnósico, e um estudo descobriu que marinar alimentos grelhados reduziu a quantidade de produtos químicos cancerígenos quando grelhados.

Cúrcuma + Pimenta 🌶 do Reino: adicione pimenta-do-reino a qualquer alimento que contenha açafrão. Aumenta a biodisponibilidade da curcumina.

Tomate 🍅 +⠀Abacate 🥑 : A gordura do abacate aumenta a biodisponibilidade dos carotenóides no tomate.

Morangos 🍓 + Aveia:. Todos os grãos inteiros contêm antioxidantes, mas a aveia tem níveis mais elevados do que a maioria dos outros grãos e o morango têm grandes quantidades de ácido elágico. Essa combinação ajuda a desativar compostos carcinogênicos.”

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O combate ao câncer pode começar pela boca

O tratamento oncológico afeta diversos aspectos e um deles é a saúde bucal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca é o mais comum entre a população masculina, com mais de 11 mil novos casos em 2020. 

Especialistas explicam que, dependendo do tratamento contra o câncer, o paciente deve buscar um tratamento odontológico mais atencioso. “É muito comum que os pacientes submetidos a quimioterapia consultem um cirurgião-dentista para fazer a adequação da boca com remoção de focos de infecção que poderiam complicar durante o tratamento do câncer. Sendo assim, os procedimentos odontológicos devem ser pensados a curto prazo, baseado na toxicidade aguda da quimioterapia e/ou radioterapia e, a médio e longo prazo, segundo os efeitos tardios da radioterapia e da cirurgia”, conta Fábio Luiz Coracin, presidente da Câmara Técnica de Patologia Oral e Maxilo Facial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). 

Os cuidados com a boca e dentes devem ser criteriosos para todas as pessoas, porém, para pacientes oncológicos, devem ser intensificados antes do início do tratamento ou ao receber o diagnóstico. Isso é essencial para que os prováveis focos de infecção sejam removidos. 

Para Fábio de Abreu Alves, presidente da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP, o acompanhamento do cirurgião-dentista pode ser parte de uma estratégia multidisciplinar de combate à doença. “Pacientes que farão tratamento para câncer de boca (outras regiões de cabeça e pescoço também), por exemplo, ou um transplante de medula óssea, devem passar por uma avaliação odontológica para melhorar a saúde bucal, receber instruções de higiene oral e remoção de focos de infecção da boca”.

Para o caso de pacientes com imunossupressão (diminuição da defesa imunológica), o tratamento odontológico deve ser postergado para evitar o período de maior risco de infecções. Além disso, caso haja alguma emergência odontológica, o médico deve ser consultado para avaliar a melhor ação a ser tomada.

Fonte: CROSP – Conselho Regional de Odontologia de São Paulo