Publicado em Deixe um comentário

ESPECIAL DIA DAS MÃES: PATRÍCIA

Meu nome é Patricia. Tenho 48 anos, sou casada, e tenho 2 filhos: Carol (14 anos) e Vini (7 anos). Desde que recebi o diagnóstico de câncer de mama em Agosto/17, minha mãe não saiu do meu lado. Mesmo em meio aos exames mais difíceis e aos resultados mais assustadores, ela se manteve firme na sua fé. Uma fé inabalável, uma certeza que tudo daria certo que me enchia de força e coragem. Hoje penso: claro que ela teve seus momentos difíceis, mas nunca me passou nenhuma insegurança. Coisas de mãe

Após 3 meses de exames, o tratamento foi definido. Fiz mastectomia na mama direita em 30/11/17. E ela se mudou para a minha casa para cuidar da minha recuperação, da minha casa, e de nossa família. Depois de um bom tempo, ela me confessou como foi difícil para ela sendo minha mãe quando foi trocar o primeiro curativo me ver sem a mama. Ela se perguntava: “por que é com ela e não comigo? Ela ainda tem filhos pequenos”… Ela não achava justo. Mas em nenhum momento senti essas tristezas que estavam no coração dela. Ela cuidou de tudo para que eu pudesse me cuidar, fazer o repouso necessário. Até voltar a dirigir, depois de 10 anos, ela fez por nós para nos ajudar. A força dela, a vontade que eu me recuperasse bem era tanta que eu não me sentia no direito de desanimar. Afinal, ela estava fazendo tudo para que desse certo. E deu 

. Recuperada da cirurgia, veio outro baque: teria que fazer quimioterapia. Essa sim foi uma etapa difícil. Bateu uma revolta a princípio, pois tudo indicava que não precisaria. Vi ela chorando pela primeira vez, choramos juntas, eu tinha tanto medo de fazer a quimioterapia que quase morri antes ahhfff. Foi horrível, e quem foi comigo na primeira? Ela, claro.

A minha mãe que me acalmou, que me deu força, e me sustentou mais uma vez. E deu tudo certo. Permaneceu na minha casa durante a quimio para cuidar da minha alimentação, e mais uma vez deu tudo certo, não tive nenhuma interferência. Ela fez tudo que estava e que não estava ao alcance dela, foi julgada, passou por situações que não merecia e sempre se manteve firme no propósito de cuidar de mim. Passou por cima de tantas coisas que não sei se eu conseguiria passar no lugar dela. Só foi para casa dela 15 dias depois da minha última quimio. Confesso que me senti meio órfã kkk perdida mesmo onde tive que passar de filha para mãe de novo kkk. Mas do mesmo jeito que ela me cuidou me colocou de pé de novo, me devolveu minha vida, eu também deveria devolver a vida dela de volta. Hoje estamos vivendo nossas vidas na certeza de que isso só cresceu ainda mais nosso amor e que ela é minha fonte de força, e acho que eu também sou um pouco da dela. Tenho uma gratidão eterna por tudo que ela fez por mim e pela nossa família. Peço a Deus que eu possa retribuir tudo que em fez por mim sendo feliz, pois sei que minha felicidade será a dela. Amo minha mãe mais do que tudo na vida!!!

Publicado em Deixe um comentário

MÁRCIA

Cats, confiram o relato da Cat Márcia que vive no Canadá e nos mandou sua história! 

Há um ano comecei meu tratamento de quimioterapia… Foi marcante, porque era o dia do aniversário do meu sobrinho que tanto amo. Fui ao restaurante mesmo me sentindo mal e não deixei a peteca cair.

Com o tempo, perdi meus cabelos, minhas sobrancelhas e cílios… Mas ganhei o amor e ajuda de amigos (quebecois, brasileiros e de outros países) e família, numa terra tão distante… Fui muito bem cuidada pela equipe do hospital CHUM (Centre Hopitalier Université de Montréal). Médicos, enfermeiras, psicóloga, assistente social, voluntários e a parte administrativa.

Não foi fácil, mas também não foi difícil… Continuei a ser eu mesma, me diverti muito durante a quimioterapia (criava eventos especiais no dia, para mudar o foco). Lembro que na fase vermelha, eu dizia à enfermeira: pode colocar esse coquetel de vodka com cranberry (uma frutinha vermelha) na minha veia e meu happy hour vai começar!

Continuei a trabalhar, a estudar a sonhar e seguir com meus planos. Conheci a Flavia Flores que me ajudou muito com os videos de beleza e de força de espírito

Através de seu site, reencontrei uma antiga amiga da fisioterapia e também fiz amizade com uma brasileira que mora no Canadá, ambas passando pelo mesmo problema…

Um ano se passou… Ontem, fomos comemorar o aniversário do meu sobrinho e disse para ele: tudo passa… Um ano depois, continuo a trabalhar, a estudar, a sonhar e continuo com meus planos… Mas os cabelos? Quanta diferença…

Minha dica: Viver um dia de cada vez com humor e amor!!

#eusouumacat #quimioebeleza #historiadecat

Publicado em Deixe um comentário

FERNANDA

Eu sou Fernanda, tenho 39 anos, fui diagnosticada com câncer de mama dia 22/01/18. Já estou na 3ª quimioterapia vermelha.

Bom, queria passar pra vocês o que me ajudou muito, que foram as palavras do meu mastologista. Quando tive a notícia que perderia meus cabelos, fiquei desesperada (imagino que todas nós), aí em meio a lágrimas, perguntei: e agora??? Ele, bem emocionado, me disse: Qual dia você ficaria careca? Respondi: nunca! Pois então faça de seu momento único, tente viver cada momento e se invente a cada um deles.

Eu segui os conselhos e me ajudou muito, tinha um cabelão enorme, que cortei no ombro (amei!), depois curtinho (curti também) e, por fim, raspei. Fui acostumando aos poucos, e diminuiu muito meu sofrimento de perder os cabelos (super aconselho a fazer isso). Optei por não usar perucas e nem próteses, vivo meu momento carequinha atualmente e claro amante de um lindo lenço e turbante.

Eu li seu livro antes de descobrir que ia fazer quimioterapia. Quando tive a notícia foi horrível, mas acredite, o que me ajudou a aceitar foi ter lido seu livro!!

Publicado em Deixe um comentário

CABELOS VÃO, CABELOS VÊM – O QUE É QUE A MAMÃE TEM?

Mais um livro de Cat!!
Este é para crianças e a autora é a Cat Anna Maria!! 

Oi gente, me chamo Anna Maria Mello e, hoje, estou aqui para apresentar a todos vocês o meu livro, “Cabelos Vão, Cabelos Vêm – O que é que a mamãe tem?”, infantil, lançado ano passado na Bienal Rio. Foram diversas as razões que me motivaram a escrevê-lo, dentre elas, o desejo de me realizar como autora (um sonho cultivado desde a minha infância). Mas foi o diagnóstico de um câncer de mama de alta agressividade, em 2015, o engajamento na causa de combate e prevenção do câncer, e um fato ocorrido no auge do meu tratamento, em 2016, que impulsionaram esse projeto de realização pessoal para frente!

Conheça essa história:
Certo dia, recém careca e enquanto em minha casa, recebi uma visita inesperada: minha amiga e sua filha de 5 anos (minha afilhada), na época. Na confusão do momento, acabei recepcionando-as com a cabeça totalmente nua e minha afilhada se assustou muito quando me viu sem os meus belos cabelos compridos, minha marca registrada. Foi necessário calma e sabedoria para que eu e minha amiga explicássemos a ela o que se passava: que eu estava doente, mas sendo cuidada pelos médicos; que eu ficaria sem os cabelos por algum tempo, mas logo os teria de volta… E foi ao refletir sobre esse incidente, que eu me conscientizei de uma questão de grande importância social: crianças envolvidas com paciente oncológico precisam de certo preparo para adaptar-se, de forma positiva e menos traumática, ao novo contexto familiar e/ou social do qual fazem parte. Assim esse livro nasceu e se transformou em um projeto social de literatura infantil, que pouco-a-pouco está crescendo, e que tem como propósito fundamental apoiar psico-pedagogicamente pacientes e familiares, nesse preparo da criança (saiba mais em www.ammello.com/livroqueapoia).

Quando a Flávia me convidou para apresentar o projeto aqui no canal, eu fiquei super feliz! Como essa iniciativa é independente e voluntária (sem fim lucrativo), toda porta que se abre para compartilhá-la representa mais um passo à frente!

Quem quiser saber mais do projeto e entender como, ao adquirir o livro, apoia outras pessoas que tanto necessitam desse recurso psico-pedagógico, acesse esse post do nosso #blogqueapoia: clicando nesse link.

#quimioebeleza #eusouumacat #livrodecat

Publicado em Deixe um comentário

ANA FLAVIA

Minha história não pode ser contada sem antes contextualizar…
No primeiro domingo de setembro de 2014, quando a primavera já trazia suas flores, minha família foi surpreendida por uma triste notícia: meu amado pai descobriu que estava com câncer de fígado, decorrente de uma hepatite que ele convivia (e muito bem!) há alguns anos. Essa notícia fez meu mundo desabar, senti muito medo, pela primeira vez experimentei a sensação de “perder o chão”… Foi então que Deus em sua infinita bondade nos mandou Matteo… Eu estava grávida, descobri na terça-feira seguinte… Vocês podem imaginar a avalanche de emoções que passei? Ora muito feliz, noutra desesperada… Enfim, esse turbilhão de sensações me acompanhou durante toda a gravidez. Meu pai estava muito feliz com a chegada do neto, todos nós estávamos… Matteo foi um presente de Deus!
Nesse cenário, deu-se minha gestação… Minhas energias, forças e orações se direcionaram para que meu bebê viesse saudável – por isso me exercitei, mudei minha alimentação, fiz massagem, me cuidei, e para que meu pai se curasse – acompanhei de perto todo o tratamento do meu pai, pesquisei muito, fui em todos médicos possíveis e imagináveis e fiquei com ele o máximo que pude…
Bom, Matteo chegou com 38 semanas e 1 dia. Todos estavam na maternidade, meu pai foi a primeira pessoa que nos viu, chegando no quarto, ele conheceu o neto, meu coração podia se aquietar um pouco…
O primeiro ano do Matteo foi muito especial… Apesar do câncer, meu pai estava bem, curtindo o neto e fazendo o possível para se curar…
Mas as coisas começaram a complicar…
Lembro de que, no dia da festinha de 1 ano do Matteo, início de maio, meu pai havia sido internado por conta de 1 encefalopatia (decorrente do câncer de fígado), fui ao hospital e o médico dele, na porta do quarto me chamou e disse: “Vou dar alta para ele ir à festa, o caso dele é terminal”, eu gelei, meu pai se esforçando para melhorar porque queria ir para festa, minha mãe lá dentro do quarto aflita! Engoli o choro, coloquei um sorriso falso no rosto e disse: “Bora pra festa pai!!!”. Penso até hoje que se tem um dia que meu câncer nasceu foi naquele!! Imaginem, passei a festa toda achando que meu pai ia morrer naquela hora! E não falei nada para ninguém, como dar uma notícia dessa para a família?? Num dia de festa! Impossível!!! Bom, infelizmente, em junho de 2016, meu amado Pai desencarnou. Junho de 2016 foi também o mês que descobri que eu tinha um câncer de mama… dias após perder meu pai!
Mal pude viver o luto pela passagem de meu pai e tive que arranjar forças não sei de onde para lutar por minha vida.

Eu ainda amamentava o Matteo, na época com 1 ano e 1 mês (confesso que a pior parte do tratamento foi o desmame abrupto do meu pequeno… Como chorei!)
Bom, tive 1 mês entre o diagnóstico e início do tratamento, que incluiu 16 sessões de quimioterapia, cirurgia de mastectomia bilateral (apesar do tumor ter respondido bem à quimio e ter desaparecido, com a graça de Deus!). A indicação de maste bilateral deu- se, pois tenho alteração genética no BRCa1 (sabe aquela que Angelina Jolie tem? Pois é essa! Tanta coisa para ter em comum com a Jolie: bocão, um Brad no currículo e eu fui ter o tal do BRCA 1…).

Passei muito bem por todas as etapas do tratamento… Após a cirurgia, tive que fazer ainda 33 sessões de radioterapia, pois a natureza do meu tumor – há uma variedade de tumores de mama, o meu foi Triplo Negativo, um que é Punk, muito agressivo e a indicação de tratamento era do protocolo completo (quimio + rádio + mastectomia).

Não fiquei careca, perdi muito cabelo, tive que cortar meu cabelão (eu era tão apegada…tolice minha!), quando estava prestes a raspar a cabeça, minha irmã descobriu a existência de uma touca (Elasto Gel) que faz um tratamento de “congelamento” no couro cabeludo e reduz a queda de cabelo (o meu caiu uns 35%…ficou bem ralinho). Essa touca “caiu no meu colo”, após saber da existência dela comecei a buscar na internet onde encontra-lá…eis que conheci a Grazi (querida que recentemente se curara de um linfoma), que tinha as toucas e me emprestou (maravilha! Por que teria um gassto de uns 2 mil reais para adquirir essa touca). É um pouco semelhante a usada pela apresentadora Sabrina Parlatore e pela esposa do apresentador Marcos Mion, Susana Gullo. Não perder todo o cabelo fez um bem danado a minha autoestima!

Junto ao tratamento convencional busquei também ajuda espiritual, pois acho que nosso corpo adoece por razões para além das biológicas e orgânicas…

Fiz muitas terapias alternativas, pautadas na nova medicina germânica, que trata o indivíduo em sua totalidade e , acredito que isso faz toda diferença!

Cuidei (e cuido ainda da minha alimentação), fiz atividade física durante todo o tratamento (Pilates e caminhada) e tenho certeza que isso tb fez diferença para o meu bem estar durante todo esse processo.

Meu tratamento começou em julho de 2016 e acabou agora em maio de 2017. Eu ainda tenho muitas consultas e exames para fazer e acompanhar para que tudo continue Bem, com as bênçãos de nosso Pai Oxalá!

Hoje as pessoas me encontram e dizem: “Nossa! Não parece que você passou por tudo isso!” E eu penso: “Que Bom! Não é para parecer! Lutei pela minha vida!”.

Claro que chorei, tive (e ainda tenho!) medo, mas minha vontade de viver sempre foi muito maior!

E hoje Vivo com muito mais intensidade e Amor! A doença traz isso! Redimensiona nossa relação com o mundo!

Tento ainda tirar o que foi bom nesse processo e penso que pude ter mais tempo para curtir e estar perto do Matteo (Mal voltei de licença gestante e já emendei a licença saúde, voltei ao trabalho Matteo já estava com 2 anos)… A gente curtiu muitos passeios matinais, brincadeiras no bosque, leiturinhas no meio do dia…
Espero que esse relato posso servir de alerta para que vocês, Amigas, mulheres, fiquem atentas aos seus corpos. Se conheçam, se examinem, desconfiem e investiguem se algo parecer errado. Eu amamentava quando senti um nódulo esquisito na minha axila. Eu fui atrás de saber o que era (mesmo achando que não era nada), eu tive sorte em ter a Dra. Patrícia comigo, pedindo os exames, mesmo achando que fosse algo relacionado à amamentação!

Por fim, agradeço ao apoio da minha família, dos anjos disfarçados de doutores: Dra Patricia Varanda, dr. Otavio Martucci, Dr. Cesar Cabelo, Dr. Eduardo Dantas, dr.Martins e dra.Carla Gazio (que me ajudaram com o desmame). E também os meus amigos sempre presentes, especialmente Sérgio Villar e Saulo Roberto Laus, que me orientaram na busca pela cura espiritual.

Publicado em Deixe um comentário

VIVIANE BATTISTELLA

O câncer lapidou minha fé e me mostrou que Deus é, acima de tudo, liberdade, e que não importa qual seja o caminho que você procure, você sempre irá encontrá-lo no final.

Ter câncer é suportar o estigma de uma doença que muitos sequer querem dizer o nome. É ser alvo de olhares de compaixão, é ter que suportar a ideia que os outros têm de que você vai morrer e pronto.
Tantas outras doenças graves e silenciosas matam até mais do que o câncer, mas não provocam nas pessoas esta ideia catastrófica.

O câncer não é uma doença, mas sim muitas doenças em locais e estágios diferentes, cujos tratamentos também são diferentes. E pela força do estigma, o câncer tem o poder de modificar para sempre quem o enfrenta. Em mim o câncer teve e está tendo o poder de cura.
O câncer me curou do hábito olhar para o ontem e para o amanhã e tornou a minha vida uma sucessão de hojes. Mostrou-me que há dias bons e dias ruins – e que ambos passam.
O câncer lapidou minha fé e me mostrou que Deus é, acima de tudo, liberdade e que não importa qual seja o caminho que você procure, você sempre irá encontrá-lo no final.
O câncer me fez deixar de questionar “Por que eu?” e me ensinou a me perguntar: “Por que NÃO eu?”
O câncer me fez ter ainda mais compaixão pelo meu próximo e me faz pensar todos os dias nas pessoas que, assim como eu, estão submetidas ao veneno da quimio e à radiação; e que, entretanto, pegam fila no transporte público e não têm ajuda em casa para que lhes façam sequer uma sopa.
O câncer me curou da vaidade, do apego ao meu “falecido” cabelão loiro. Livrou-me da futilidade de não querer cortá-lo, de reclamar dos dias em que a franja não estava bonita e da bobagem de achar que eu tinha que gastar mais e mais dinheiro comprando cremes e máscaras caríssimos. Diminuiu o tempo do meu banho pela metade e me ensinou algo que só quem perde os cabelos entende: que qualquer cabelo serviria para mim hoje. Eu que tinha os cabelos como marca registrada e que cresci ouvindo elogios a ele por serem loiros naturais, hoje estou sem eles, sem cílios e sem sobrancelhas.

O câncer me curou de perder tempo com assuntos polêmicos e me ensinou que pouca gente entende o que estamos querendo dizer, quando expressamos uma opinião ou firmamos uma posição sobre algum assunto.
Também me ensinou que as discussões quase sempre acabam em agressividade e não em diálogos assertivos e que calar me livra de ser agredida gratuitamente. Mostrou-me que tudo fica muito pequeno diante do fato de ter que enfrentar um tratamento perigoso e arriscado. Fez-me livre do vício de publicar minha vida nas redes sociais e também de observar quem a publica. Mostrou-me que quem é feliz de verdade está offline, assim como quem está enfrentando desafios como eu.

O câncer me curou de insistir em relações que não são íntegras e sinceras e me fez deixar de investir em gente que não se importa comigo e em pessoas que não me devolvem o afeto que lhes dei ou dou. O câncer me mostrou que tenho, sim, que ter fé no ser humano e acreditar nas pessoas, entretanto, como disse Frida, não devo permanecer onde não há amor e nem aceitar menos do que dou. Aprendi que não vou conseguir melhorar todos e que tem gente que não quer ser ajudada nem tampouco amada.

O câncer me curou das minhas certezas de achar que estou sempre com a razão, me aproximou ainda mais da minha família e me mostrou o quanto preciso deles.
Trouxe-me amigos novos, trouxe de volta amigos antigos e me surpreendeu com tanta vibração positiva.

O câncer me mostrou o quanto nossa mente fabrica tudo que nosso corpo sente, já que eu tenho um “tumor de criancinha” e as crianças seguem o mesmo protocolo de quimioterapia que eu, porém, em espaço menor entre uma e outra porque suportam bem mais as reações. Sabem por que? Porque não sabem que aquele “soro” e aquela “groselha” são altamente tóxicas. Elas me ensinaram que o que desconhecemos não existe para nós.
O câncer me mostrou que o amor vem de onde menos se espera e que o amor, às vezes, é tão grande e tão forte que nos constrange.
O câncer me mostrou que só quem passa por ele é que consegue entender, na íntegra, o que acabei de escrever e quando olho para ele eu vejo que sou muito mais forte. A cada recuperação dos efeitos da quimio, a cada sessão de radioterapia, o câncer me mostra o tamanho da minha força. Enquanto ele morre, eu recupero a minha vida.

Publicado em Deixe um comentário

THATIANE MARTINS

Para quem não me conhece, meu nome é Thatiane, tenho 35 anos e descobri um câncer de mama que vem de histórico familiar de mãe e avó materna. O primeiro procedimento que fiz foi a mastectomia bilateral com reconstrução e prótese (aquela que a Angelina Jolie fez). Foi difícil optar pela retirada das duas mamas, porém a escolha foi assertiva, porque havia um nódulo minúsculo de 0,7 cm crescendo no esquerdo. Após quase 2 meses de cirurgia, comecei minha quimio essa semana (16/04), não precisei fazer radioterapia e nem esvaziar as axilas e por isso agradeço muito a Deus. Meus seios estão inteiros como senão tivesse mexido neles, graças a Deus e aos estudos estarem cada vez mais avançados. A doença hoje é tratada de uma maneira que ameniza muito a dor dos pacientes e os estigmas vividos por eles, como minha avó que viveu sem o seu seio desde os 39 anos e ficou sem eles até falecer.

Eu não tenho filhos e sou casada há 9 anos, estava tentando engravidar há 1 ano, quando descobri. Estou tentando guardar óvulos, porque meu médico me deu um tempo pós cirurgia, só que tomei um remédio errado e não deu certo. Então vou tentar novamente durante as quimios. Estou confiante em Deus que vai dar certo. Tenho depoimentos de mulheres que engravidaram naturalmente depois. 

Ps: criei um grupo hoje só tem 4 pessoas, mas nos achamos aleatoriamente no insta e damos força uma pra outra e também conversamos sobre formas de amenizar os sintomas e sofrimentos, mas avisando neste grupo só entra gente positiva! Temos momentos de tristeza, mas devemos nos manter positivas para que o tratamento aconteça da melhor forma possível.

Este post é para ajudar pessoas que estão passando por isso e incentivá-las a seguir em frente!

#eusouumacat #quimioterapiaebeleza

Publicado em Deixe um comentário

SILVANA AGUIAR

Sabe aquela pessoa que você idealiza? Aquela que você espera encontrar um dia, que não vai te magoar, nem te decepcionar? Que vai fazer tudo certo? Encontrei essa pessoa! Olhei bem dentro dos olhos e perguntei: onde você estava esse tempo todo?? Esperei por algum tempo a resposta… Sempre com meu olhar fixo ao seu olhar… E depois de algum tempo veio a resposta… Reflexo de espelho não fala… Só reflete!! Foi preciso eu sair do meu “mundo” e conhecer um anfitrião chamado Câncer que me levou a conhecer um pouco de seu mundo… mas não gostei não…. E para me livrar desse anfitrião e voltar para o meu mundo, encarei tudo e lutei com todas as armas que possuía: duas cirurgias sendo a segunda mastectomia total, esvaziamento axilar, retirada de toda a base da axila, 16 quimioterapias, sendo 4 vermelhas e 12 brancas… 25 sessões de radioterapia na qual ainda estou fazendo… Consegui com muita fé em Deus retornar ao meu mundo, mas junto comigo eu me trouxe de volta!! A maior viagem e a mais difícil é dentro de nós mesmos!! E lhes digo hoje: “Vocês não sabem o prazer que é estar de volta”.

Vou colocar todos os lenços e peruca numa caixa bem bonita com um laço em cima e entregar para alguém que está iniciando o tratamento… Lá onde fiz minhas quimios e junto um cartão escrito: que todas as boas energias que esses adereços me trouxeram sejam repassados a você!!! E que te sirvam também de armas nessa luta árdua que travamos contra a baixo estima!!!

Publicado em Deixe um comentário

GLEYCE SEVERIANO

Olá!
Meu nome é Gleyce, tenho 27 anos e estou em tratamento d CA d mama…
E sim, sou uma Cat haha…. A Cat do Acre

Ter câncer nessa idade é cansar de ouvir “nooooossa, mas tão nova, poxa”, e ter que lidar com os olhares de pena e às vezes até preconceituosos…
Mas isso foi bem no começo de tudo…
Hoje o que mais ouço é “noooossa, nem parece que você tá doente, tão bonita, sempre arrumada e sorridente”…
E também descobrir que sou mais forte do que eu imaginava, porque a vida já me foi muito cruel e exigiu que eu fosse forte, e dessa última vez ela foi ainda mais cruel. Só quem enfrenta ou enfrentou uma quimioterapia sabe o quanto é cruel, o quanto os efeitos colaterais te fazem sofrer, parece morrer mas na verdade é a busca pelo viver… Mas eu me enchi de fé mais uma vez, Deus me levantou e me mantém em pé… Eu vejo Deus em todos os detalhes!

E também descobrir uma beleza que até então ninguém conhecia, descobrir que sou uma Cat

hahaha…
Não, não é fácil perder os cabelos, a moldura do rosto, que é a mudança mais aparente e o que diz a todos q vc está doente, ou quando muda a cor da pele, das unhas, quando as sobrancelhas e cílios vão embora e algumas outras mudanças, às vezes parece que as coisas vão desabando pouco a pouco… E mesmo não sendo fácil, você decide enfrentar e ser diferente! Vai lá e pega um lenço lindo e colorido, passa um batom bafônico, faz um olho marcado, passa um pó, um blush para ficar corada, escolhe um vestido do babado e vai ser feliz, vai viver. Quando você está doente e numa situação assim, você quer mesmo é viver… Ahhhh, põe um brinco também, eu esperei 27 anos pra poder usar um, sabia?!

Cada fase é uma vitória cheia de descobertas! Depois de descobrir que você é uma Cat linda apesar de tudo, você vai se redescobrir quando você perceber seus cabelos voltando, e amar o curtinho ou sonhar com um mega hair, a escolha é sua, você pode!

No momento certo de Deus, poderemos respirar fundo e dizer “Conseguimos, passou, estou curada, obrigada Pai!”… E como passamos por tudo isso? Passamos Lheeeeeendas

Publicado em Deixe um comentário

SANDRELI

Oi Cats, me chamo Sandreli e tenho 40 anos. Sou casada há 15 anos e tenho duas filhas, uma de 11 e outra de 6.
Em agosto de 2016 descobri algo que nunca imaginaria passar em minha vida. Um câncer de mama.
Fiz mastectomia e esvaziamento axilar.
4 seções de quimio a cada 21 dias, 12 seções de quimio a cada 7 dias, 25 seções de radioterapia.
O CA que tive era triplo negativo, esse tipo não tem controle com remédios após o tratamento. Meu controle são os exames periódicos .
Tenho uma frase que levo comigo: “Tudo passa, tanto os momentos bons como os ruins”.

Falo para vocês, o tratamento não é fácil, mas com garra e fé passamos e nos curamos.
Beijos a todas