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CYNTIA SOARES

Cats, essa é a história de uma das Vencedoras Unidas.

Eu sou a Cyntia Soares, tenho 30 anos e fui diagnosticada com carcinoma medular de mama triplo negativo em julho de 2016 no estágio 3.
Meu diagnóstico foi diferente da maioria das mulheres. Percebi um nódulo na mama direita, mas tanto o ginecologista como a mastologista tinham certeza de que era um fibroadenoma (nódulo benigno).

Como estava grande (3cm), a mastologista sugeriu operar e eu concordei na hora. No dia da cirurgia o nódulo já tinha 5cm e tudo foi diferente do previsto. Seria anestesia local e sedação, mas foi anestesia geral e fiquei internada. Após a cirurgia, a médica pediu biópsia de urgência e rapidamente já entendi e comecei a me preparar para o pior.
Após nove dias o chão se abriu com o diagnóstico.

No primeiro momento foi aquele baque e pensei logo que eu iria morrer (acho que é o primeiro pensamento de todo mundo, né?), mas busquei me manter forte para que a minha família sofresse menos.
Foram 16 sessões de quimioterapia, cirurgia do cateter, mastectomia bilateral com reconstrução imediata, 28 sessões de radioterapia, fisioterapia, laserterapia (muitas sessões, meu único efeito colateral da quimio foram as mucosites), reação alérgica e uma internação por neutropenia febril para dar emoção ao tratamento, com direito a passar uma noite na UTI e o natal no hospital.

Felizmente respondi muito bem ao tratamento, obtendo resposta completa! Agora estou em remissão desde junho/17, fazendo os exames de controle duas vezes por ano e terminando os exames genéticos.
Após o baque inicial do diagnóstico, consegui levar o tratamento (na maior parte do tempo) muito bem ou “na flauta” como minha psicóloga dizia. Rs. Qual a minha receita?? Receber muito amor da família e dos amigos, psicoterapia, fazer parte do grupo das Vencedoras Unidas (agora ONG), ter os melhores médicos (os melhores são aqueles que nos passam confiança), muita fé em Deus e a página câncer de mama aos 29 anos, onde pude desabafar e dar notícias aos amigos e familiares.

Mas como o tratamento oncológico não é uma festa, chegou um momento em que “desabei” e precisei tomar antidepressivo por alguns meses, sem deixar a psicoterapia de lado.
Hoje estou voltando a vida normal (sem aquela rotina louca de consulta e exames), mas não consigo me ver abandonando a causa oncológica! Então, continuo com a minha página e cada vez mais engajada nas Vencedoras Unidas e na Rede de Causadores do Oncoguia.

Carrego no corpo e na alma as marcas da vitória contra o câncer! Não sei o dia de amanhã, mas a primeira batalha foi superada!!

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Depoimento: Bruna do Valle

Cats, trago hoje o relato lindíssimo da Cat Bruna do Valle:

“Olá, meu chamo Bruna, moro em São Paulo e tenho 20 anos.

Sigo a página do Quimioterapia e Beleza desde quando fazia tratamento, li muitas histórias lindas de superação e gostaria de compartilhar a minha.

Fui diagnosticada com Câncer de Ovário aos 17 anos. Lembro como se fosse hoje o dia em que fui para a emergência do hospital com um inchaço enorme na barriga e uma cólica muito forte.

Os médicos pediram muitos exames até chegarem no diagnóstico preciso. O momento da notícia foi mais difícil para os meus pais do que para mim mesma, me mantive firme o tempo todo, percebi que eu deveria ser como a coluna de uma casa, se eu caísse todos cairiam comigo, mas ninguém aguenta ser forte o tempo inteiro.

Fiz duas cirurgias para retirar o tumor e o ovário direito, pois infelizmente estava comprometido. Eu estava bem tranquila, porém quando cheguei na fase da quimioterapia, minha fé foi colocada à prova. Foram momentos de muita dor, fazia um protocolo médico de quimioterapia onde cada ciclo durava três semanas, havia dias que eu pedia para morrer ao ter que voltar para o hospital e enfrentar todo o processo. Fui carregada por Deus muitas vezes, Ele me colocou em Seu colo, me dizia que tudo ficaria bem.

Hoje estou curada, sem nenhuma sequela e grata a Deus por ter mais uma chance de viver e fazer diferente, ser uma pessoa melhor.

Não me lembro mais da doença, mas sim da CURA.

Não quero me lembrar das noites em claro que passei por causa da dor insuportável, do olhar de preocupação dos meus pais torcendo para que tudo ficasse bem, as expectativas de receber os exames com melhoras ou pioras, as incansáveis 8 horas na quimioterapia, as injeções de imunidade, nem de sentir o frio da sala gelada do centro cirúrgico, nem das vezes que precisei de ajuda para sentar no vaso sanitário ou para tomar banho, ou de lembrar que minha irmã tinha que me aturar gemendo de dor no quarto, das crises de ansiedade que vieram de brinde, da formatura do ensino médio e de muitos momentos que perdi.

Quero me lembrar que o que Deus tem para nós é muito maior do que aquilo que perdemos, que imaginamos ou somos capazes de sonhar.

Um beijo para todas as Cats,e nunca percam a fé, a vida é um presente lindo de Deus para nós, ela merece ser vivida.”

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DEPOIMENTO: VANESSA CRISTINA

Cats, olhem que história de lutas e de constante superação da Cat Vanessa Cristina. Me emocionou!

“Olá!
Fui internada em 2016 com fortes dores na barriga, fizeram glister durante 5 dias direto, eu já não aguentava mais a dor. Nos exames não dava pra ver nada, ate que no dia 03/06/16 meu médico disse para o meu marido: ‘vamos abrir ela, acho que deu um nó no intestino que está impedindo que as fezes saiam’. Eu fiquei louca, desesperada, pois nunca tinha feito cirurgia, mas aquela dor estava acabando comigo e a barriga inchada, parecendo que eu estava grávida de uns 8 meses.

Pois bem, entrei para o centro cirúrgico. Acordei na UTI e por lá fiquei por 3 dias sem saber de nada do que estava acontecendo. Fui pro quarto e aí começaram a me falar: ‘pois é você estava com um tumor no intestino de 28 cm que estava a ponto de estourar e o pior poderia acontecer. Tiveram que tirar suas trompas e ovários porque estavam perto. E você está com uma bolsa ilestomia que você vai ter que ficar 3 a 5 meses ou mais’.

Eu fiquei sem chão, meu mundo caiu. Como assim eu estou com meu intestino pra fora usando uma bolsinha? Não foi fácil aceitar. Fiquei internada 11 dias, perdi uns 10 kg, fiquei muito fraca. Fui pra casa, tive acompanhamento psicológico durante um tempo.

Esperando o resultado da biopsia, já sabia que seria maligno. Chegou o resultado, fui ao meu médico, ele me disse que de 15 linfonodos, 1 deu que era maligno e que iria me encaminhar para um oncologista para fazer quimioterapia. Meu Deus, como assim? Na hora não aceitei, mas tive o apoio do meus pais, marido e amigos.

Minha sogra que é enfermeira me acompanhou. Comecei as quimioterapias no hospital juntamente com a quimio oral. No começo tive muitos efeitos colaterais, depois nem tanto. Parei para tirar a bolsa em Outubro de 2016 porque já não aguentava mais. Sempre perguntava ao meu medico: ‘não precisa fazer exames?’ Ele dizia: ‘não, você está bem’.

Sim, por fora eu estava bem, meus cabelos não caíram, mas alguma coisa dentro de mim falava que tinha alguma coisa errada. Foi quando eu pedi ao meu outro médico um ultrassom do abdômen.

Pois bem, faltava apenas uma quimio pra acabar e mais uma semana de quimio oral. Eu estava feliz louca pra comemorar, pois com 33 anos e com dois filhos eu quero viver. Foi quando aquele ultrassom mudou tudo, pois deu uma mancha no fígado. Fiz outro exame. Voltei ao meu oncologista, mostrei pra ele. Ele reagiu muito mal comigo falou que eu precisava fazer um pet cam porque se tivesse tumor em outra parte do corpo, não poderia fazer nada.

Como assim eu iria morrer? Não aceitei, fiz o exame e fui pra outra cidade com outros médicos. A notícia era positiva para um tumor no fígado. ‘Temos que fazer cirurgia primeiro e depois ver o que fazer’. Aceitei tudo com muita  em Deus porque se não fosse Deus eu não estaria aqui porque sofri demais.

Fiz cirurgia em Junho de 2017. Precisava fazer quimio. Comecei uma quimioterapia bem mais agressiva em Agosto. Três dias de quimio, 7 horas no hospital através de um cateter. Depois voltei pra casa com um infusor e fiquei com ele 46 horas.

Pois bem, não acaba aí. Em novembro tive uma peritonite, quase morri com o intestino perfurado. Vazou tudo pra dentro da barriga, 3 dias de UTI, uma semana de hospital. Foi a pior cirurgia, muita dor, barriga muito inchada. Foi quase 1 mês e meio, indo para o hospital quase todos os dias. Parei as quimioterapias por quase 3 meses, pois são 12 ciclos que estariam acabando agora. Dessa vez, mais uma surpresa nada boa: outra mancha no fígado e uma mancha no pulmão.

Fiquei mais uma vez sem chão. Em fevereiro de novo, quando era pra eu comemorar. Apesar de tudo, não posso reclamar, pois tenho um Deus maravilhoso, uma família que me ama e meus filhos que precisam de mim.

Não sei o que me espera, mas tenho fé e conseguirei vencer mais essa porque Deus só dá grandes batalhas pra grandes guerreiros. Eu sei que Deus tem um propósito pra mim, pra minha vida, então tenho que aceitar.

É sofrido, é sim. É agressivo o tratamento, é sim. Só quem passa por tudo isso pode falar como é. Muitas vezes estou com um sorriso no rosto, mas por dentro minha alma chora.

Essa é minha historia. Estou com 34 anos, lutando contra essa doença desde 2016

Adoro acompanhar vocês!

Um grande abraço.

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DEPOIMENTO: SILVANA AGUIAR

Cats, olhem que legal esse depoimento da Cat Silvana Aguiar. Com muito bom humor, ela comemora a vitória pelo fim da quimioterapia e abraça o começo da radioterapia com muito animo! Parabéns, Silvana!

“Adivinhem quem está feliz da vida? Quem? Sono io! A primeira quimioterapia a gente nunca esquece… Mas a última também não! Como seria Galvão Bueno narrando esse episódio em minha vida?

‘Amigos e amigas da rede Globo de televisão, mais um espetáculo está prestes a começar, haja coração!! Vai que é tua!!! É gol, é gol, é gol!! Mais um golaço contra o câncer!!! É 16 a 00! Vitória esmagadora dessa mulher brasileira, linda e maravilhosa que venceu mais essa batalha!! Silvana é o nome dessa guerreira !!! O que você tem a dizer, Cazão? Bom, o que tenho a dizer é que ela continue assim porque ainda virão mais alguns desafios. Sabemos que o próximo adversário, a radioterapia, também não brinca em campo, mas se ela continuar com essa marra e disposição já era… Essa copa já é dela!’

Penso que seria assim. Brincadeiras a parte, quero deixar aqui um texto que li e que tem tudo a ver com a alegria que está meu coração: “Querida amiga quimioterapia, enfim chegamos ao final do nosso íntimo relacionamento. Obrigado por me ensinar que o cansaço exaustivo, o mal estar constante, enjoo, fadiga, dores que nunca imaginei, a rápida mudança de aparência, entre tantos outros, são fatores que se tornam tão pequenos, tão insignificantes perto dos valores e virtudes que passamos a apreciar. Sei bem que não sentirei saudades, mas me despeço com um profundo agradecimento.”

Obrigada, Deus! Obrigada a todos que oram por mim! Gratidão sem fim! Amo a todos hoje, sem citar nomes. Todos estão sendo fundamentais em minha vida! Deus vos abençoe! O pior já passou… vencemos!!! Mas ainda não acabou o tratamento. Temos a radioterapia pela frente, acompanhamentos, etc. Continuem comigo, juntos somos mais fortes! Tenho fé e confiança no caminho que o Senhor Deus traçou pra mim! Amo todos! Obrigada!”

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ELIZABETH QUINTIERI

Cats queridas, olha que forte esse depoimento da Cat Elizabeth Quintieri:

“Bom dia meninas, resolvi contar minha história:

Perdi 4 tias maternas com câncer de mama com metástases. Duas faleceram antes dos 40 anos, minha mãe, agora dia 14 de março, vai fazer quatro anos que faleceu, com apenas 55 anos de idade. O câncer de mama, quando descobriu, já estava muito muito avançado, sem chance de tratamento. Cinco meses após a descoberta ela veio a óbito, então pensei: pera aí, perdi quatro tias com câncer de mama, agora minha mãe também, e uma prima materna em tratamento do câncer de mama com metástases, tratamento apelativo.

Pois então, com apenas cinco meses que minha mãe havia falecido, procurei uma médica pra fazer exames de rotina, principalmente mamografia que nunca tinha feito. Com 36 anos de idade fiz minha primeira mamografia que mudou minha vida, a virou de cabeça pra baixo. Resultado da mamografia: grupamentos de microcalcificações arredondas puntiformes birards, quatro na mama esquerda, três na mama direita.

??

Enfim, suspeita de câncer em fase inicial, foi feito mamotomia onde constatou hiperplasia ductal atípica celular pré cancerígenas, mas meu médico, não contente, achou por bem fazer um quadrante. Dia 09 de março fará três anos que fiz o quadrante na mama esquerda, então para nossa surpresa deu carcinoma intraductal in situ , não precisou da quimioterapia injetável só em comprimido, mas o tamoxifeno me casou vários efeitos colaterais. Tomei ele por dois anos e sete meses, meu protocolo seria por dez anos. Várias idas ao pronto socorro por conta do tamoxifeno, fiz cirurgia no útero por conta desse medicamento, mas minhas mamografias estavam vindo ainda com birards quatro e três.

Por fim com todo esse histórico na família, eu ainda com grupamentos de microcalcificaçoes, por bem meu, médico pediu a cirurgia de mastectomia com reconstrução imediata. Fiz dia 19/01 a mastectomia bilateral, foram 6 horas de cirurgia, estava tudo bem, mas com uma semana começou a necrosar as auréolas e abrir aos poucos. Minha mama teve que ser suturada por três vezes. Contrair infecção contaminou as próteses, 19 dias com os drenos, tive que ser operada tudo de novo dia 19/02 mas três horas de cirurgia, perdi mamilo e auréola. Meu médico fez enxerto com tecido da virilha, que na mama direita não deu muito certo, mas sábado observei que abriu um pouquinho minha mama esquerda. Mandei foto pro meu médico pelo WhatsApp ele mandou passar rifocina spray e quarta feira tenho retorno, provavelmente vai ter que suturar, são 32 dias com drenos.

Vida que segue

Mandem seus depoimentos para cat@quimioterapiaebeleza.com.br

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ROSANGELA FERREIRA

Há mais ou menos 3 semanas descobri dois cânceres, um de mama e um na axila. Foi um choque que, nem eu nem os médicos desconfiaram. Como diz o bom e velho ditado que santo de casa não faz milagre.

Sou enfermeira, trabalho rodeada deles e estou sempre me examinando. Foi estipulado um linfoma e uma mastite mamária. Porém triplicava de tamanho cada vez que eu menstruava. Bom, festa de fim de ano, muito trabalho a fazer, até porque trabalho em um núcleo de câncer de pele. Deixei pra tratar o linfoma e a mastite no ano que se iniciava, meus pacientes precisavam de mais atenção do que o linfoma.

Porém, no fim de janeira desse ano, ele cresceu tanto que assustou. Comentei com uma amiga médica sobre o a mama e axila, e ela também achou estranho, porém também apostou no linfoma e mastite. Ela pediu para eu ir na mastologista, que era amiga dela e eu fui no mesmo dia. Nisso, ela pediu direto a biópsia e deu nódulos cancerígenos invasivos com alto nível de proliferação. Para piorar, estou com células soltas próximas à minha rede linfática. No primeiro dia eu chorei, mas depois parti para a guerra.

Bom, em uma pesquisa, conheci você, um exemplo a ser seguido, até porque sou muito apegada à minha aparência e sei que tudo vai mudar por um tempo. É, gostaria de contar com sua força. Ontem fiz minha primeira sessão da quimioterapia branca, são 12 e logo vem a vermelha, que são 4. Ainda não perdi cabelo porque estou no começo, e graças a Deus estou sem sintomas. Isso me deixa ativa. Espero que me receba na comunidade como mais uma Cat que entrou na luta e escolheu ser feliz.

Beijos, linda Flávia, parabéns pela a página.

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Rubiara Cristina Lopes

No dia 08.11.17, 3 dias antes de meu aniversario de 29 anos, descobri um “caroço” em minha mama. No outro dia, procurei um médico e, com muito custo, consegui um encaixe. Consultei e o ginecologista pediu uma USG das mamas. Com muita dificuldade, choro e espera conseguir fazer no mesmo dia.

O ultra-sonografista fez o exame, evidenciou o nódulo, mas disse ser uma glândula mamaria inflamada e pediu para fazer compressa de gelo que com 7 dias iria melhorar. Passou 10 dias e não melhorou, procurei uma mastologista. Com +- 40 dias chegou o dia da consulta, a mesma me pediu mamografia e outra USG. Fiz os exames no dia 03..01.18, e no mesmo dia recebi o diagnostico de CÂNCER DE MAMA. Era o dia do ANIVERSÁRIO DA MINHA FILHA DE 4 ANOS.

Chorei, chorei e chorei, mas não me desesperei. Somente agradeci pela vida da minha filha, minha vida, meu maior e melhor PRESENTE, minha eterna florzinha, minha CECÍLIA. Hoje, não sou a mesma, não tenho cabelo, faço um tratamento agressivo, não posso fazer o que fazia antes… Mas tenho um DEUS ENORME que está comigo. Tenho AMIGOS e ORAÇÕES que jamais pensei em ter, tenho uma FAMÍLIA que está ao meu lado e principalmente tenho FÉ. Tenho a CERTEZA da CURA e do MILAGRE, pois o DEUS que tenho ao meu lado, é o DONO da CURA, do MILAGRE, do IMPOSSIVEL e ELE NÃO DESISTIU DE MIM.

Hoje não sou a mesma, pois o meu DEUS, o mesmo que me fez com suas próprias mão, me modelou conforme TUA VONTADE, tem me feito melhor, me capacitado a cada dia nessa caminhada, me ensinando a dar um passo de cada vez, e me fazendo descobrir que essas pedras em meu caminho vão ser as mesmas que edificarão o holocausto da minha VITÓRIA e testemunho de GRATIDÃO.
“… Eu posso ir muito além de onde estou
Vou nas asas do Senhor
O Teu amor é o que me conduz
Posso voar e subir sem me cansar
Ir pra frente sem me fatigar
Vou com asas, como águia
Pois confio no Senhor!…”


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MARTA MARTINS DE CARVALHO

Descobri em abril de 2014, num feriado de Páscoa. Lembro que naquele dia meu chão caiu. Achei que não conseguiria lidar com essa situação, até que no dia 24 de junho (dia em que estava completando 39 anos) consegui iniciar o tratamento.De presente recebi minha primeira quimio…

Enfim, minha historia é triste, muito triste,porque no decorrer do meu tratamento, 4 meses à frente, minha mãe teve um AVC e me deixou aqui! Veio a falecer. Como aquilo acabou comigo!!

Foi então que vi a importância de lutar ainda mais forte, com fé e esperança, pois também tenho uma filha e por ela e meu esposo eu iria lutar, pois senti como dói não ter uma mãe ao nosso lado… E eu jamais gostaria que ela sentisse essa dor.

Enfim, hoje posso dizer que o câncer me ensinou a ser uma mulher forte, corajosa e me mostrou que minha dor não foi física por ter passado pelo tratamento e ficado careca…Minha dor foi ter perdido um pedaço precioso de mim naquela época, ter perdido minha mãe. Essa foi minha real dor e tristeza.

O câncer, depois disso tudo, só me ensinou que nenhuma dor é eterna, um dia ela passa e fortaleceu ainda mais minha fé e esperança de reencontrá-la e dizer: Mãe,sobrevivi!!

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CARMO POUJEAUX

E era outubro rosa, pena que não foi tão rosa para mim…Descobri um nódulo no meu seio direito…apesar de só fazer 2 meses de ter feito meus exames de rotina, estou ansiosa…Depois de repetidos exames de ultrasom foi confirmado um nódulo no seio direito…Biraids 4…como isso é possível? Há 2 meses atrás eu tinha um Biraids 2..Em fim vamos a punção….

Era 21 de novembro de 2016, vou ao consultório fazer a punção  com o coração na mão. É um procedimento bem dolorido acrescido do medo que tomou conta de mim. Desde aquela madrugada de 15 de outubro, quando descobri um nódulo no meu seio direito vivo uma ansiedade sem fim e ainda não teria acabado, precisaria esperar o resultado da biópsia …A espera é angustiante…Finalmente chega o dia da resposta,  25 de novembro, uma sexta feira,o diagnóstico foi mesmo um carcinoma ductal Invasivo grau II,positivo para Progesterona e Estrogeno Her2 Negativo. No primeiro momento parece que eu perdi o chão, ainda bem que o meu marido estava ao meu lado porque eu já não estava mais conseguindo falar, pensar ou agir…

A única coisa que eu consegui assimilar é que eu teria que operar….Ainda bem que minha médica é um doce de pessoa, aqueles anjos que Deus manda em forma de alguém para te amparar, se fosse um daqueles médicos que tem gelo no lugar do coração tenho certeza que o baque teria sido muito maior….Depois de uma bateria de exames que pareciam não ter fim chegou finalmente o dia da cirurgia, era praticamente véspera de Natal, 22 de dezembro e eu entrando no centro cirúrgico para retirada de um quadrante do meu seio direito….

Aproveitei a cirurgia para fazer uma mamoplastia redutora…se a vida te der um limão aproveita e faz uma limonada, frase da minha médica, foi exatamente o que eu fiz, adorei o resultado ficou maravilhoso!!!! !O resultado da biópsia da cirurgia foi maravilhoso também, não precisei fazer esvaziamento de axila e tive alta no dia seguinte….Meu presente de Natal foi estar em casa com minha família e poder celebrar o nascimento de Jesus ao lado daqueles que eu mais amo…marido, filhos, genro, nora e meus netos amados

Mas é claro que o pior de tudo veio depois quando fiquei sabendo que o protocolo manda fazer sessões de quimioterapia pós cirurgia. Sim eu teria que fazer 16 quimioterapias, 4 vermelhas e 12 brancas…essa notícia foi muito pior do que receber o diagnóstico de câncer…Só de ouvir a palavra quimioterapia eu ficava em pânico, eu sempre escutei coisas horríveis sobre a quimio além claro de saber que meu cabelo iria cair..Como se já não bastasse a tempestade caindo em mim ela ainda ia levar os meus cabelos…ta certo a saúde em primeiro lugar mas dizer que ficar careca não faz nada já é um pouco demais  ne?

Dia 27 de janeiro de 2017 comecei as quimios, na segunda vermelha meu cabelo já estava caindo, nunca raspei a cabeça, nunca assumi a carece e nunca usei lenço, essas foram as coisas que eu nunca consegui assumir durante o tratamento, usei minha peruca o tempo todo….

Graças a Deus eu não passei muito mal nas quimios e elas acabaram em 14 de julho…

Ai vieram 30 radioterapias…todos diziam que a radio era mais light, na verdade era, mas eu me sentia muito cansada, as pessoas diziam que era por causa da quimioterapia ainda e eu acreditava até que um dia eu descobri meio sem querer que meus batimentos estavam muito altos…já havia terminado as rádios e uma manhã fui medir minha pressão e meus batimentos estavam 150 em repouso…corri para a emergência da Unimed e a surpresa….fiquei internada 5 dia no semi intensivo…recebi vários  diagnósticos pneumonia, trombose, embolia pulmonar antes de diagnosticarem realmente o que eu tive…eu havia desenvolvido uma miocardiopatia decorrente de um componente da quimio vermelha…e a descompensação do coração foi que resultou em uma pleurite crônica, passei muito mal achei que ia morrer, era muita falta de ar, precisei drenar meus pulmões, tirei 1200 litros do lado direito e 800 litros. do esquerdo…

Ainda passei o susto de pensar que poderia ser metástase no pulmão mas a biópsia descartou essa possibilidade com a Graças de Deus , fiquei boa e tive alta ….Hoje passado 4 meses do temporal estou aqui contando pra vocês resumidamente meu ano de 2017 e dizer que se por algum acaso o temporal de vocês ainda estiver caindo não se preocupem porque  já já ele vai passar acreditem e a calmaria vai voltar a reinar… Apesar de ter que tomar Anastrozol por 10 anos isso não me tira nenhum pouco a felicidade da cura….Força…Foco e Fé amigas a gente consegue !!!! <3 <3 <3 

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PAULA CRISTINA RAMOS

“Bom dia!!

Fui diagnosticada em dezembro de 2014 com câncer de Mama, resultado maligno. Nos exames de rotina, no primeiro momento, o susto e o medo tomaram conta. Eu, com 35 anos e dois filhos fiquei desesperada.

Fiz 2 cirurgias na mama, 8 sessões de quimioterapia vermelha e 30 de radioterapia. Tive muita fé, pois meus filhos são a minha vida e venci por eles. Havia dias que pensava em desistir. Hoje estou fazendo acompanhamento.

Devemos fazer os exames de rotina, pois é muito importante. Hoje, Graças a Deus, estou curada!!!

Nós que passamos por esse tratamento somos todas guerreiras. Desejo a todas muita força e pensem que, para Deus, nada é impossível, mas devemos fazer a nossa parte.

Um grande Abraço a Todas!!!!”