Olá, Cats! Hoje a nossa colaboradora, a Cat Cyntia Soares, do grupo Vencedoras Unidas, conta um pouco sobre a sua experiência ao descobrir que poderia deixar de ser uma mulher fértil e como ela lidou com isso.
E quando você descobre que pode ficar infértil??
Após a consulta do diagnóstico, fui encaminhada para outra mastologista e quando perguntei se eu poderia amamentar, ela falou que não e que eu poderia nem ter filhos, pois a quimioterapia poderia me deixar infértil.
Minha oncologista me falou sobre a possibilidade de congelamento de óvulos e me encaminhou no mesmo dia para o Dr. Fertilização. Ele me explicou tudinho. Inicialmente eu receberia injeções de hormônios por alguns dias e seria submetida a exames para sabermos o melhor momento para a coleta dos óvulos (maior quantidade), tudo levaria uns 14 dias e era praticamente o tempo que eu tinha antes de começar a quimioterapia, então precisava decidir logo.
Que decisão difícil, né?? Eu sempre falei que não queria ter filhos, mas a possibilidade de infertilidade me assustou. Nesse meio tempo uma amiga falou uma frase que me marcou muito: “pra você ver que a decisão não é sua”. E ela estava certa, a decisão nunca foi minha.
Pensei muito, pesei as opções e as chances de sucesso numa fertilização futura, pirei com a questão de mutação genética hereditária e sofri por ter que tomar essa decisão solteira… mas eu não tinha muito tempo e logo tomei minha decisão!!
Optei por não congelar os óvulos e vou te falar meus motivos:
1) Nunca tive o sonho de ser mãe;
2) Medo da mutação genética hereditária;
3) Os percentuais de sucesso em torno de 50% de sucesso na fertilização futura me desanimaram, afinal congelando os óvulos eu estaria fazendo um investimento emocional e iria sim querer filhos;
4) Pensei nos custos, principalmente no futuro (“vai que eu congelo os óvulos e no futuro não tenha dinheiro para as tentativas de fertilização que forem necessárias”);
5) Tinha vários exames e coisas para resolver antes da quimioterapia, assim fiquei receosa de transformar aquelas duas semanas em uma correria com o tratamento para o congelamento.
Pensei em tudo e decidi deixar nas mãos de Deus…se for da vontade Dele eu não ficarei infértil ou meu futuro marido já vai ter filhos ou poderei adotar. Decisão tomada e fiquei em paz!
O Dr. Fertilização tinha sugerido que se minha decisão fosse de não congelar os óvulos, pelo menos que eu utilizasse o zoladex (medicamento que ajuda a induzir a menopausa, podendo assim preservar a fertilidade). Aceitei e recebi as injeções de zoladex (diga-se de passagem a agulha era bem grossa e não é frescura… rs). Rapidamente entrei na menopausa e ainda não saí, apesar da última injeção ter sido em fevereiro.
Recentemente consultei com a ginecologista e ela pediu um exame de sangue para ver em que nível de bloqueio hormonal estou. Também falou que após o término da menopausa poderei fazer exames para vermos se fiquei infértil. Confesso que estou curiosa, mas o coração continua em paz. Enquanto isso vou curtindo os sobrinhos!
Cara leitora, a minha decisão foi muito pensada e pessoal. Desejo que você tenha tempo para conversar direitinho com o(a) Dr(a). Fertilização, tirar todas as suas dúvidas e pensar direitinho no que for melhor para você e para sua família!!
PS: Só chamei o médico de Dr. Fertilização pra facilitar a leitura.
(Cyntia Soares)
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