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SUSANA NASPOLINI FALA SOBRE CÂNCER DE MAMA: “É POSSÍVEL VENCER”

No Encontro desta quarta-feira, 26/10,Fátima chama atenção para uma campanha mundial muito importante: o Outubro Rosa. O movimento tem o objetivo de alertar as mulheres sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. No palco do programa, Susana Naspolinirelata para a apresentadora como passou pela doença, que a afastou do RJTV desde abril. A repórter descobriu a alteração de um gânglio na axila durante um exame de rotina. “A gente tem que falar muito sobre essa doença. Já tive câncer quatro vezes, sendo dois de mama [Aos 18 anos, ela teve um linfoma e, aos 38, descobriu um câncer de mama e de tireoide]. O último descobri em abril. Já acabou o tratamento e estou pronta para trabalhar. É uma corrida contra o tempo sim, mas é possível vencer essa corrida. Por isso, é importante o acesso rápido ao tratamento”, diz Susana.

Durante o papo, Fátima alerta sobre a importância de ter pessoas que você ama perto de você durante o tratamento. A repórter concorda. Susana é viúva, mas nas outras vezes que teve câncer, ela recebeu apoio do marido. Desta vez, a mãe, o pai, o irmão e a filha Júlia ficaram ao seu lado. “É fundamental estar junto. Quando descobri pela quarta vez, eu despenquei. Passa muita coisa pela cabeça, muito medo. Fica aquele desespero: ‘vou morrer, não vou morrer’. Liguei para o meu pai, para a minha mãe, para a minha irmã e para o meu irmão para ouvi-los”, conta a jornalista, que mostra muita força depois de encarar a doença pela quarta vez: “É diagnóstico pesado sim, mas não podemos criar um monstro. A minha vida não é o câncer. Tenho minha filha linda, minha família, meu trabalho, meus amigos. É uma doença, mas vamos tratar e seguir em frente”.

A filha de Susana Naspolini, Júlia, de 10 anos, esteve ao lado da mãe durante todo o tratamento. A menina diz que ficou preocupada sim, mas Susana conseguiu deixá-la tranquila por sempre lhe contar toda a verdade sobre a doença. “Ela sempre me contou tudo. Tanto agora tanto quando eu era menor. Sempre fiquei bem tranquila. Falava que estava preocupada, perguntava se estava tudo bem e ela sempre me explicava que estava se tratando. Então, sempre confiei muito nela”, diz Júlia.

Fonte: GShow 

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SUSANA NASPOLINI AFASTADA DO “RJ-TV”, FALA SOBRE SUA LUTA CONTRA O CÂNCER

Susana Naspolini não aguentou a enxurrada de amor que invadiu suas redes sociais nesta sexta-feira (3), quando a notícia de que está afastada do “RJ-TV” por conta de um câncer de mama repercutiu na imprensa. Telespectadores e admiradores manifestaram carinho e solidariedade à jornalista, cuja alegria virou marca registrada à frente do quadro “RJ Móvel”, que ajuda moradores a resolverem os problemas de seus bairros.

— Eu chorei muito lendo essas mensagens. É uma energia tão boa! As pessoas estão rezando, fazendo correntes de oração por mim — emocionou-se ela, em conversa com o EXTRA.

Aos 43 anos, Susana descobriu um gânglio alterado na axila direita, após exames de rotina.

— Eu não suspeitava de nada, não sentia nada. Mas pelo meu histórico de saúde (ela teve um linfoma com 18 anos de idade e, há cinco, enfrentou um câncer de mama e outro na tireoide) sempre estive alerta. Faço check-up a cada seis meses. Tudo leva a crer que o câncer voltou porque não passei pela quimioterapia depois de retirar o nódulo da mama direita, em 2011. O médico não achou necessário, na época — contou a repórter da TV Globo.

Em abril, ao retornar de curtas férias, ela só trabalhou um dia, antes de sair de licença:

— Voltei com tudo no dia 25. Na mesma tarde, recebi um telefonema da minha médica, confirmando o câncer. No dia 28, já estava em São Paulo para a cirurgia.

Na próxima semana, Susana volta à capital paulista para a terceira sessão de quimioterapia.

— Não tenho sentido os famosos enjoos causados pelo tratamento, só cansaço. Sou muito agitada, não gosto de ficar parada. Mas nos dias seguintes à quimio, prefiro ficar em casa com minha filha (Júlia, de 10 anos, fruto de seu casamento com o jornalista esportivo Maurício Torres, que morreu em 2014), quietinha, lendo um livro. Estou torcendo para não ficar careca, mas já tenho o endereço de uma boa loja de perucas, caso aconteça — diz ela, que tem contado com o apoio presencial dos parentes de Santa Catarina: — Meus pais e irmãos se revezam para ficar com a Júlia no Rio e para me acompanhar no tratamento em São Paulo.

A previsão é de que Susana retorne ao trabalho em outubro. Até lá, ela revela, não tem assistido ao telejornal de que faz parte:

— Não consigo, acredita? Tenho um ciumão! (a repórter Larissa Schmidt a tem substituído) Vejo ali moradores que se tornaram meus amigos. Vou querer estar lá, comendo aquele bolo gostoso com eles…

Apesar dos pesares, a jornalista não perde a postura resiliente e otimista:

— Tenho que ser forte. Doença e problema fazem parte da vida, e ela é tão boa, né? Tanto, que a gente sempre quer viver muito. Hoje é o câncer, amanhã vai ser outra coisa. No dia em que recebi o diagnóstico positivo, chorei muito. Pensei: “Meu Deus, será que eu vou dar conta? Vou conseguir tratar ou vou morrer?”. Agora, rezo muito: “Deus, me dá colo, vamos juntos!”. É só uma coisa ruim entre tantas boas que me acontecem dia após dia. Olha quanta gente de bem me ajudando, vibrando! Daqui pra frente, o que eu puder fazer para desmitificar essa doença, vou fazer. É minha missão.

Fonte: Extra