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LEITE MATERNO PODE REDUZIR CHANCES DE CÂNCER NO BEBÊ E NA MÃE

Semana passada foi a Semana do Aleitamento Materno. Nem todas as mulheres conseguem amamentar seus filhos. Algumas por escolha, outras por falta de opção. A semana é cheia de campanhas para incentivar o aleitamento, falando sobre os benefícios para o bebê e para a mamãe. Então, em um blog do UOL saiu essa notícia falando o quanto amamentação também é prevenção de câncer! Legal né? Vejam aqui:

Sabia que o leite materno garante não apenas a saúde do bebê, mas também a da mãe? Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a cada ano de amamentação completa o risco de a mulher desenvolver câncer de mama diminui de 3% a 4% em média. Já para a criança, o leite garante todos os nutrientes necessários para se desenvolver bem nos primeiros seis meses de vida – além de proteger contra infecções e reduzir o risco de doenças mais graves, como é o caso da leucemia, com estimativa de 11.370 novos casos por ano.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há registro de 57.120 casos de câncer de mama por ano no Brasil. Esse tipo de câncer é o mais comum entre as mulheres e representa 22% dos casos novos de câncer a cada ano. Relativamente raro antes dos 35 anos, sua incidência aumenta gradativamente com o envelhecimento, pois a cada ciclo menstrual a mulher fica exposta aos hormônios e assim tem mais chances de desenvolver a doença. “Durante a amamentação, a mulher tem seu ciclo suprimido, devido a isso, quanto maior o tempo de amamentação, menos a chance de desenvolver o câncer, pois ela não sofre as ações dos hormônios”, explica o oncologista Amândio Soares, diretor da Oncomed BH.

Nas crianças, o leite materno pode reduzir o risco de doenças mais graves, a exemplo da leucemia linfóide, mais comum nos pequenos. O diagnóstico é feito a partir de quadro clínico suspeito caracterizado por fadiga, cansaço, palpitações, sangramentos, febre associada à alteração do hemograma que evidencia anemia, plaquetopenia, neutropenia e presença de blastos circulantes, quando leucemia aguda. E pode ser confirmado com a coleta da medula óssea para estudo citomorfológico, imunofenotípico e citogenético. “É uma doença maligna dos leucócitos (glóbulos brancos), caracterizada pela proliferação anormal destas células na medula óssea, ocasionando produção insuficiente de células sanguíneas maduras normais. Mas podem ocorrer casos de leucemia mielóide aguda, que acomete tanto adultos (80%), como crianças (15-20%)”, pontua o especialista.

A taxa de sobrevida em cinco anos para a leucemia linfóide aguda (LLA) em crianças, segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), tem aumentado ao longo do tempo, chegando a 80% dos casos. Já a mielóide aguda (LMA) aumentou para 50% a 70% dos casos.

ALERTA

No caso das mães, a prevenção é ainda o melhor meio de evitar qualquer tipo de câncer. “Evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos e não ingerir bebidas alcoólicas são recomendações importantes na prevenção primária dessa doença”, ressalta Soares. O autoexame – que deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação – também é uma forma de prevenção, porém não elimina a necessidade da consulta de rotina com o médico, reforça o oncologista.

O autoexame pode ser feito de duas formas. No chuveiro ou deitada, a mulher deve colocar a mão direita atrás da cabeça e deslizar os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda mama direita, repetindo o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

A outra maneira é diante do espelho. Nesse procedimento, a mulher deve levantar os braços, colocando as mãos na cabeça e observar se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico. A técnica deve ser repetida, dessa vez colocando as mãos na cintura e apertando a região, observando se há qualquer alteração. Finalmente, deve-se espremer o mamilo delicadamente e observar se sai qualquer secreção. Alterações cutâneas ou no bico do seio, de nódulos ou espessamentos e secreções mamárias não significa necessariamente a existência de câncer.

 Fonte: UOL

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