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Câncer de boca: a cura pela prevenção

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Boa noite, Cats! Vocês sabiam que o câncer de boca é uma doença super frequente entre os brasileiros??  Por isso é muito importante se prevenir! Se liguem nessa matéria que esclarece as medidas que devemo tomar para afastar ou detectar precocemente esse tipo de câncer. 

Apesar de estar entre os dez tumores mais comuns do Brasil, o câncer de boca, bem como seus sintomas, causas e tratamentos, ainda é desconhecido de boa parte da população. O cenário é comprovado pelo fato de que uma parcela expressiva dos diagnósticos ainda é realizada tardiamente, o que diminui de maneira considerável as chances de cura. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) somente neste ano 15 490 pessoas serão vítimas da doença, sendo 11 140 homens e 4 350 mulheres.

Tais números colocam o Brasil na ingrata terceira colocação entre os países com maior incidência do câncer de boca no mundo, atrás somente da Índia e da República Checa. A cada duas horas um brasileiro morre por causa da doença. O período de tempo transcorrido em uma partida de futebol ou em uma sessão de cinema no domingo, por exemplo, representa mais uma vida perdida, o que poderia ser evitado com medidas acessíveis e simples.

E por que o país apresenta tantos casos? Uma das respostas está no uso de álcool e tabaco, que, mesmo caindo, representa um dos maiores causadores da enfermidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca são tabagistas. Além disso, quando o fumo e o álcool estão associados, as possibilidades de desenvolver a doença aumentam em 30 vezes.

Homens acima dos 50 anos compõem a maior parte dos acometidos pelo problema. No entanto, o cenário está mudando. Cada vez mais jovens de até 40 anos estão apresentando a doença e um dos principais motivos é o papiloma vírus humano, mais conhecido como HPV.

Transmitido durante as práticas sexuais sem proteção, o vírus tem a capacidade de acelerar o tempo de desenvolvimento desse tumor. Um estudo produzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que há vinte anos o HPV representava 25% dos casos de câncer de amígdala. Atualmente, o número registrado é de 80%.

A maior medida para diminuir o número de vítimas está na prevenção, que pode ser feita inclusive em casa. O câncer de boca tem cura e, assim como o câncer de mama, pode ser facilmente identificado por meio do autoexame — neste caso, com a ajuda de um espelho.

Analisar a boca periodicamente, observar o aspecto da língua e de toda a cavidade oral (lábios, mandíbula, gengiva, glândulas salivares e garganta) deve se tornar hábito. O surgimento de feridas e lesões que demoram mais de duas semanas para sumirem são o sinal de alerta, assim como sangramentos, caroços, mudanças na coloração ou dor.

Entre os sintomas do câncer de boca estão também nódulos persistentes nas bochechas, irritação ou sensação constante de algo entalado na garganta, inchaço na mandíbula, dificuldade para engolir, mau hálito, dor para mastigar ou mover a língua, dentes frouxos na gengiva e até mesmo mudanças na voz e perda de peso. São sinais facilmente identificáveis não só pelo paciente, mas também pelas pessoas com quem ele convive. É importante ressaltar que o autoexame não substitui as visitas regulares aos cirurgiões-dentistas, fundamentais para o diagnóstico precoce.

É esse profissional que será responsável pelo encaminhamento de casos suspeitos para a confirmação e o posterior tratamento do câncer de boca e pelas orientações iniciais ao paciente. A localização e o estágio tumor determinam as medidas mais adequadas, que geralmente são cirurgia e/ ou radio e quimioterapia. Quando a doença é diagnosticada no início e tratada de maneira adequada, 80% dos casos chegam à cura.

Fica claro diante desse cenário que a grande questão em torno do câncer de boca é a prevenção. Para fortalecer a rede de informações sobre o tema e orientar a população, foi criada a lei federal nº 13.320 de 2015, que estabelece a primeira semana de novembro como a Semana Nacional de Prevenção ao Câncer de Boca. A importância do período é inegável, mas é essencial que os hábitos para combater a doença e diminuir o número de vítimas façam parte do cotidiano da população.

Fonte: SAÚDE

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Suco de romã pode inibir a metástase do câncer de próstata

Quando ocorre o reaparecimento do câncer de próstata no paciente depois de tratamentos, geralmente, os médicos indicam a supressão do hormônio masculino testosterona, que é um tratamento que inibe o crescimento das células cancerosas, pois elas precisam do hormônio para crescer. Porém, com o tempo, o câncer desenvolve formas de resistir ao tratamento. 

Pensando nisso, pesquisadores da Universidade Riverside, da Califórnia, fizeram um estudo sobre o efeito do suco de romã. Para isso, ele foi aplicado nas células de câncer de próstata cultivadas em laboratório, as quais já eram resistentes à testosterona. 

Ao analisar os resultados, os pesquisadores descobriram que as células tratadas com o suco de romã mostraram maior adesão, ou seja, menos células se separavam. Também houve uma queda na movimentação dessas células.

Com o intuito de tornar os componentes inibidores do câncer no suco de romã mais eficazes na prevenção da metástase do câncer de próstata, os pesquisadores identificaram os grupo ativos de ingrediente no suco que tiveram impacto molecular na adesão das células. Através disso, podem ser criadas terapias com remédios mais eficazes.

Manuela Martins-Green, pesquisadora, afirmou que a descoberta pode ter impacto no tratamento de outros tipos de câncer. Porém, ainda devem ser feitos mais estudos.

Através da pesquisa, foi possível comprovar que o suco de romã tem o potencial de evitar a metástase das células do câncer de próstata para a medula, devido à função de inibir a proteína produzida na medula óssea, que leva as células cancerosas a se mover para a medula, onde elas poderão formar novos tumores.

Os próximos planos da pesquisadora são fazer testes adicionais em um organismo vivo com câncer de próstata em em fase de metástase para determinar se os mesmos componentes que foram eficazes nas células cultivadas em laboratório poderão evitar a metástase sem efeitos colaterais.

Fonte: BBC Brasil

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Nozes ajudam a diminuir recorrência do câncer de cólon

Como sabemos, a alimentação é um dos fatores fundamentais para a prevenção de diversos tipos de câncer. No caso das nozes, um novo estudo aponta ótimos resultados em relação à recorrência e a mortalidade no câncer de cólon.

Foram monitorados 826 pacientes com câncer de cólon em estágio 3. Quem consumia cerca de 57 gramas (duas onças) ou mais de nozes por semana teve 42% menos chances da recorrência da doença e 57% menos chance de morte em comparação com quem não as ingeriu.

Esse é um novo patamar nas pesquisas que envolvem a alimentação e o câncer, pois mostra resultados eficazes não apenas na prevenção do surgimento da doença, mas como um tipo de antídoto já quando o problema se manifesta.

Benefícios das nozes

Além de diminuir a recorrência no câncer de cólon, as nozes estão sempre associadas a diferentes benefícios na saúde, como a menor incidência de obesidade, diabetes tipo 2 e redução da resistência à insulina.

Vale ressaltar que todos esses benefícios, assim como os de combate ao câncer de cólon estão presentes nas chamadas tree nuts, ou seja, todos os frutos de casca dura que nascem em árvores, incluindo amêndoas, nozes, avelãs, castanhas de caju e nozes pecã.

Já o consumo de amendoim não apresentou nenhum tipo de redução da recorrência do câncer.

O estudo

Esse estudo começou em 1999 e por isso mesmo traz resultados confiantes, uma vez que não se trata de uma pesquisa rápida e recente.

Os autores analisaram as associações entre o consumo total de nozes e apenas o consumo de tree nuts, e o risco de recorrência do câncer e morte. Pacientes que consumiram cerca de 57 gramas de todos os tipos de nozes por semana (19% de todos os pacientes no estudo) tiveram uma probabilidade 42% menor de recorrência do câncer e uma chance de morte 57% menor em comparação com os pacientes que não comeram nozes após a conclusão de seu tratamento contra o câncer.

Ao olhar apenas para o consumo de tree nuts, a chance de recorrência foi 46% menor e a chance de morte 53% menor para aqueles que comiam pelo menos 57 gramas por semana. Não houve redução significativa na recorrência do câncer ou morte para aqueles que comeram amendoim ou manteiga de amendoim.

FONTE: Instituto Vencer o Câncer

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Prevenção do câncer: exercícios físicos são essenciais para as mulheres

Tem vídeo super legal pra vocês assistirem!

O oncologista Dr. Fernando Maluf explica a importância dos exercícios físicos na prevenção do câncer em mulheres, principalmente o câncer de mama.

Os exercícios funcionam também para mulheres que têm propensão a desenvolver a doença.

E quanto mais cedo a práticas de exercícios começa, melhor, podendo diminuir em até 60% o risco!

Veja todos os detalhes dos estudos e seus resultados no vídeo abaixo.

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ESTUDANTES CRIAM PROTÓTIPO DE SUTIÃ QUE “DETECTA SINAIS DE CÂNCER DE MAMA”

Um adolescente mexicano diz ter criado um sutiã que consegue, em até 90 minutos, detectar o câncer de mama em mulheres.

Protótipo de sutiã, que ainda precisa passar por testes médicos, ganhou prêmio internacional para estudantes empreendedores
Foto: Higia Technologies / BBCBrasil.com

Com um protótipo do sutiã Eva, Julian Rios Cantu, de 18 anos, e três amigos, arrecadaram dinheiro para dar começar os testes e ganharam o primeiro prêmio do Global Student Entrepreneur Awards – uma premiação internacional para universitários empreendedores.

A empresa dos mexicanos, Higia Tchnologies, ganhou US$ 20 mil para desenvolver comercialmente o produto.

Mas como um sutiã que detecta câncer funcionaria?

Tumores malignos podem aumentar a temperatura da pele por causa de um aumento no fluxo de sangue para a região onde estão. Biossensores colocados no sutiã Eva tomariam medidas de temperatura periódicas da mulher que seriam registradas em um aplicativo de celular.

O aplicativo, por sua vez, alerta a usuária caso os sensores detectem mudanças de temperatura que possam ser preocupantes.

Seria necessário usar o sutiã por 60 a 90 minutos para ter medições precisas.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, parabenizou Julian e seus colegas pelo prêmio internacional para estudantes empreendedores
Foto: Reprodução Twitter / BBCBrasil.com

Ressalvas

Julian afirmou que a ideia de colocar os sensores dentro de um sutiã pode melhorar a precisão das medições, já que os seios da mulher estariam na mesma posição a cada vez que sua temperatura for medida.

Mas, como o protótipo ainda não foi testado, especialistas têm ressalvas em relação a sua eficácia para detectar o câncer.

“Sabemos que tumores costumam ter um sistema anormal de vasos sanguíneos, mas também sabemos que o aumento do fluxo sanguíneo para uma região não é necessariamente um indicativo confiável de câncer”, disse à BBC Anna Perman, do instituto de pesquisa Cancer Research UK.

“É ótimo ver jovens como Julian se envolvendo com ciência e tendo ideias que podem ajudar no diagnóstico, mas uma parte importante da ciência são os testes rigorosos para garantir que uma inovação realmente beneficiará os pacientes.”

Julian quase perdeu a mãe para o câncer de mama quando tinha 13 anos de idade, porque a doença foi diagnosticada tardiamente.

O médico que a acompanhava disse que os caroços encontrados em seu seio não eram malignos, mas ele estava errado. Seis meses depois, uma segunda mamografia revelou o câncer. A mãe de Julian teve ambos os seios removidos.

Depois de pesquisar sobre a doença e seus atuais métodos de diagnósticos, o adolescente teve a ideia, registrou a patente e pediu a ajuda de amigos para administrar a empresa. Eles esperam poder vender o sutiã no fim de 2018.

Depois da experiência com o câncer de sua mãe, Julian decidiu pesquisar novas formas de diagnosticar a doença
Foto: Reprodução Twitter / BBCBrasil.com

Sinais

De acordo com Perman, detectar o câncer de mama em seu estágio inicial pode aumentar muito as chances de sobreviver à doença.

“Nosso conselho é que a pessoa conheça seu corpo, saiba o que é normal para ela e, se vir algo incomum, procure um clínico geral”, diz.

Alguns dos primeiros sinais de câncer de mama são:

  • Caroços na área do peito ou das axilas;
  • Mudanças no tamanho, no formato ou na sensação do seio;
  • Vazamento de fluido pelo bico do seio, que não seja leite materno.

Saiba mais sobre os sintomas no site do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Fonte: Terra

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DIA MUNDIAL DO CÂNCER LEMBRA QUE DIAGNÓSTICO PRECOCE É O MAIS INDICADO NO COMBATE À DOENÇA

O Dia Mundial do Câncer é celebrado no próximo sábado, 4 de fevereiro. A data, instituída em 2005 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a doença, que mata 8,3 milhões de pessoas mundialmente. Com o conceito “Nós podemos. Eu posso”, a campanha pretende mostrar como todos – em grupo ou individualmente – podem reduzir o impacto do câncer.

Segundo a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para 2016/2017, o Brasil deve registrar 596 mil casos de câncer. Entre os homens, são esperados 295.200 casos e entre as mulheres, 300.800. Mundialmente, a incidência do câncer cresceu 20% na última década.

Neste ano, o INCA escolheu como tema para a data o câncer infantojuvenil, considerado a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes na faixa de 5 a 19 anos no Brasil. Cerca de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados.

O diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de combater o câncer. As campanhas de conscientização atuam de forma efetiva sobre a população. “O intuito das campanhas é de realmente estimular a sociedade a ir ao médico, procurar por exames preventivos”, ressalta Marcio Almeida, médico oncologista da Aliança Instituto de Oncologia.

Segundo o médico, muitos casos de câncer podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia. Pacientes devem ficar atentos às seguintes situações:

– Fazer sempre um auto avaliação com frequência;

– Observar aparecimento de lesões na boca;

– Manter uma boa higiene oral;

– Evitar fumar;

– Evitar ingestão de bebidas alcoólicas. O excesso de álcool pode causar câncer de boca, língua, garganta, câncer de fígado e câncer de pâncreas;

– Fazer uso de preservativo durante as relações sexuais;

– Manter uma boa higiene íntima

Fonte: A Crítica

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ALIMENTAÇÃO TEM PAPEL FUNDAMENTAL NA PREVENÇÃO DO CÂNCER

O câncer é hoje a segunda causa de mortes no Brasil e no mundo, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2030, pode-se esperar 27 milhões de novos casos da doença, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas com a enfermidade. Prevenção e detecção precoce são questões primordiais, principalmente quando se considera que cerca de 85% dos cânceres são considerados evitáveis.

Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Câncer, celebrado neste sábado (4/2) que neste ano alerta para o câncer infanto-juvenil, o cancerologista Robson Moura, presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) ressalta que determinados fatores da dieta, como ingestão de alimentos processados e gordurosos, obesidade, sedentarismo, tabagismo e uso abusivo de álcool são responsáveis por aproximadamente 30% dos cânceres em países desenvolvidos. “Estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) evidenciam que uma dieta balanceada, desde a infância, à base de frutas, legumes e grãos integrais, por exemplo, pode prevenir metade das mortes por doenças cardiovasculares e 1/3 das causas por câncer”, destaca.

Fatores protetores dos alimentos

O American Institute for Cancer Research (AICR), um dos mais importantes institutos de pesquisa sobre o câncer dos Estados Unidos, recomenda que 2/3 do prato sejam preenchidos com alimentos considerados “anticâncer”, ou seja, aqueles ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, como grãos integrais, leguminosas, vegetais e muitas frutas. “Uma alimentação pobre em alimentos ultraprocessados, como aquelas prontas para consumo e bebidas açucaradas é capaz de prevenir de 3 a 4 milhões de casos novos de câncer a cada ano no mundo. Cuidar da alimentação, praticar atividade física e buscar manter o peso adequado é essencial para prevenir a incidência da doença”, comenta Dr. Moura.

Os campeões “anticâncer”

De acordo com Dr. Moura, o ponto-chave de uma dieta “anticâncer” é a sinergia de compostos que trabalham em conjunto no organismo para oferecer proteção para as células saudáveis contra o desenvolvimento do câncer. Há uma extensa lista de alimentos considerados “anticâncer”. Confira alguns e inclua em sua dieta diária.

· Frutas e vegetais – maça, uva, brócolis, couve, e outros vegetais folhosos verde-escuros ajudam na proteção para os cânceres de pulmão, cólon, mama, próstata, boca e estômago;

· Fibras – arroz integral, abóbora, chia, aveia crua são protetores para o câncer do intestino grosso;

· Legumes e grãos – tomate, feijões, ervilhas, lentilhas ajudam na prevenção do câncer de estômago e pâncreas

Fonte: Notícias ao Minuto

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PARA DEBATER PREVENÇÃO, CAT DE BRASÍLIA POSA CARECA

Durante uma simples prevenção no banho, a estudante de psicologia Gabrielly de Oliveira, de 25 anos, descobriu um câncer de mama e, desde então, iniciou uma batalha para superar as dificuldades do tratamento e manter viva a esperança de cura. A fim de inspirar outras pessoas que passam pela mesma situação e levantar a própria auto-estima, a brasiliense aceitou posar para um editorial de moda e tem provocado uma grande repercussão desde então.

“Descobri o tumor há cerca de 5 meses e iniciei o tratamento há um mês. Sou filha única e a minha maior preocupação era ter forças para encarar bem o tratamento e passar confiança para os meus pais. Queria que as pessoas vissem que eu estava bem e que ia superar isso”, relembra Gabrielly.

Vaidosa, a jovem conta que o momento mais difícil foi quando começou a perder o cabelo. “Ao ver que meu cabelo ia cair foi muito difícil. Fiz um corte estilo ‘joãozinho’ e platinei. Estava me sentindo linda, mas, em pouco tempo, ele caiu todo. Foi desesperador”, desabafa.

Com o apoio de amigos e familiares, Gabrielly aceitou posar para um editorial de moda de uma empresa brasiliense. Segundo a proprietária Clarissa Santiago, a intenção do ensaio é resgatar a beleza interior e a naturalidade feminina.

“Eu queria mostrar e manter viva a feminilidade que a Gabrielly tem, mesmo passando por um tratamento tão agressivo e, consequentemente, inspirar outras pessoas que estão vivendo isso”, afirma Clarissa.

Tendo uma reserva florestal como cenário, as fotos tiveram a assinatura do renomado fotógrafo Hugo Barreto. Para ele, foi uma sensação única e especial poder contribuir para a autoaceitação de Gabrielly. “Já fotografo ensaios femininos há algum tempo. Mas esse, em especial, por conta de toda a história e força da Gabrielly, mexeu comigo”, diz Hugo.

No dia das fotos, a equipe encontrou diversos obstáculos, mas não desanimou. “Escolhemos uma floresta como cenário para as fotos. Apesar de estar muito quente e com muita chuva – clima típico de Brasília neste mês, a Gabrielly não tirou o sorriso do rosto e se manteve linda e feliz durante toda a sessão. Tivemos uma sintonia incrível”, relembra o fotógrafo.

Gabrielly ainda terá que enfrentar a quimioterapia até meados de março. A partir daí, a jovem será submetida a uma cirurgia para retirar o tecido ao redor do tumor, mas garante não desanimar e diz que pretende continuar inspirando outras pessoas.

“No hospital vejo muita gente triste e que se priva muito.Eu, por outro lado, consigo ter uma vida completamente normal. Acredito que se tivermos estilo, iniciativa e levar a situação com naturalidade, conseguimos tornar tudo muito mais bonito e as pessoas conseguem nos olhar com olhos de admiração e não de dó”, concluiu a estudante.

“O interessante das fotos é justamente mostrar que não é porque a gente fica careca que não existe mais beleza. Pelo contrário. Existem outras belezas dentro de nós”, diz.

Fonte: Jornal de Brasília, Metrópole

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#FORÇAAMIGA

Dê o próximo passo! 6 atitudes que fortalecem a lutra contra o câncer de colo de útero:

  1. Previna-se: Tome a vacina contra o HPV, use camisinha e faça o papanicolau/teste de HPV. Quanto mais você se cuidar, mais forte será na luta contra o câncer de colo de útero.
  2. Vá ao médico: O médico é o amigo que vai dar a você aquela força para estar sempre saudável. Ir ao ginecologista todo ano e realizar os exames pedidos por ele são atitudes fundamentais para prevenir e eventualmente descobrir a doença mais cedo, aumentando sua chance de cura.
  3. Conheça os sintomas: Se você tiver sangramento vaginal frequente, secreção vaginal incomum e dor abdominal, não tenha medo. Força, amiga, fale com seu médico.
  4. Exija tratamento adequado: Existem opões modernas e eficientes para dar força a você nos diversos estágios da doença. Informe-se com seu médico.
  5. Apoie quem tem a doença: Se você é amigo ou familiar de quem tem a doença, dê uma força por meio de uma mensagem positiva, um mimo, uma visita ou um convite para um passeio. Vamos dividir a dor e multiplicar a alegria.
  6. Espalhe o assunto: Informação e atitude salvam vidas. Ajude a divulgar os sintomas e as formas de prevenção e superação. Vamos todos juntos falar: #ForçaAmiga
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#FORÇAAMIGA: SAIBA COMO PREVENIR O CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

O câncer de colo do útero é uma doença silenciosa: a informação pode salvar vidas (Foto: Thinkstock)

No mundo, mais de 270 mil mulheres morrem por ano em decorrência do câncer de colo do útero. No Brasil, são 5.430 mortes ao ano, uma morte a cada 90 minutos. Mobilizada com esse número altíssimo da doença que atinge as mulheres, Marie Claire, em parceria com o laboratório Roche, mediará um debate sobre o câncer de colo do útero na próxima quinta-feira, 8, em São Paulo, na Casa do Saber. A ideia é fazer o movimento #ForçaAmiga ganhar amplitude na conscientização dos perigos da doença.

Na ocasião, também estará a jornalista Astrid Fontenelle e a oncologista Daniela Freitas, do Hospital Sírio Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. “As principais vítimas são mulheres em torno dos 40 anos. A fase inicial geralmente não possui sintoma, o que torna o diagnóstico mais difícil. O sangramento vaginal fora do período menstrual pode ser um indicativo da doença”, explica Daniela Freitas.

E qual a prevenção? “Seria ainda o exame anual de Papanicolaou e o uso de preservativos. O que temos agora também é a vacina contra o HPV. Como ela é aplicada apenas às mulheres mais jovens, veremos o efeito desta nova prevenção (incorporada pelo Sistema de Saúde em 2014) somente daqui a uns 15 a 18 anos”, explica a oncologista.

Este tipo de câncer ainda é silencioso por conta de ser uma doença adquirida principalmente via sexual e o preconceito ser muito grande. Os exames anuais são extremamente importantes, já que a doença, na maioria dos casos, pode gerar infertilidade na mulher. E o tratamento é a cirurgia, quimioterapia e radioterapia, seguida do tratamento com terapia alvo.

O cenário do câncer de colo do útero no norte do país é alarmante e muito semelhante ao da Índia, onde há a maior taxa de mortalidade da doença no mundo, segundo a Cervical Cancer-Free Coalition. A incidência chega a quase 24 casos por 100 mil mulheres e é a primeira causa de óbito por câncer feminino na região – cerca de 50% das mulheres morrem em decorrência da doença. Na Índia, a incidência é de 20 casos a cada 100 mil habitantes e a taxa de mortalidade beira a 68 mil casos por ano.

No Ceará, a Associação Nossa Casa de Apoio à Pessoa com Câncer recebe pacientes que moram em regiões afastadas e precisam de um lugar para se hospedar enquanto estão em tratamento. Atualmente, a ONG atende 25 mulheres com câncer de colo do útero. “A nossa população é bem carente. A incidência é alta. As pessoas não têm acesso à informação. Muitas não fazem o exame como tem que ser feito. Só procuram o tratamento porque já estão sangrando muito, já na fase avançada da doença. Uma minoria faz os exames e às vezes a qualidade do Papanicolaou não é tão boa também”, conta Daniele Castelo Branco Pires, gestora da associação.

O machismo é outro forte fator. “Pelo fato de o câncer de colo do útero ser ligado ao HPV, muitas mulheres têm vergonha. Alguns casos são bem complicados porque não podemos hospedar acompanhante. Já aconteceu de marido não aceitar que a esposa ficasse aqui. Mas sempre aconselhamos a não desistirem do tratamento”, finaliza Daniele.
O movimento #ForçaAmiga segue a cada dia com mais engajamento para que esses números altos sejam revertidos.

Fonte: Marie Claire