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O direito ao leite para mães que não podem amamentar: desafios e realidade

Na luta contra o câncer de mama, muitas cats que passaram por mastectomia ou que tenham outro impedimento clínico à amamentação acabam por enfrentar novos problemas: a impossibilidade de amamentar seu filho recém-nascido. Mas o que fazer diante desta situação? O texto a seguir trará algumas respostas para ajudar as cats mamães que não puderem amamentar. Vamos lá!

De forma sintética, a mastectomia é um procedimento necessário pelo qual algumas mulheres com câncer de mama precisam passar para evitar que o tumor se espalhe. Consiste na retirada parcial ou total de uma ou das duas mamas. No caso da mastectomia total bilateral, nossas cats não podem fornecer leite às crianças geradas, o que traz angústias e preocupações.

Além da mastectomia, pode haver outras causas de restrições clínicas ao aleitamento, portanto se o médico responsável pelo tratamento restringir a amamentação, a mãe estará impossibilitada de fornecer leite ao seu filho.

Neste quadro de inviabilidade de fornecimento de leite materno, torna-se necessária a busca por uma fonte de leite externa para alimentação dos bebês. No caso de mães em condição de vulnerabilidade sócio-econômica, a dificuldade para obtenção do leite é grande, isto porque o leite para crianças recém-nascidas possui elevado valor no mercado.

Assim, a busca pelo fornecimento de leite envolve a formulação de pedidos perante programas assistenciais governamentais. Porém, os problemas ainda estão muito longe do fim, sendo que o principal entrave aos pedidos consiste no fato de não existir legislação federal obrigando o fornecimento de leite a crianças em idade de amamentação.

Com este verdadeiro vácuo normativo em âmbito nacional, as alternativas disponíveis são programas estaduais e municipais instituindo o fornecimento do leite, o que poderia ser uma alento às mães.

Entretanto, estes programas, que são institucionalizados por normas (leis, resoluções, portarias e etc…) municipais ou estaduais contemplam o fornecimento apenas para mães portadoras do vírus HIV, desprezando outras causas que impossibilitam o aleitamento materno direto, como os casos em que a mãe submeteu-se à mastectomia.

Entendemos que esta situação causa uma cruel e injustificada desigualdade, na medida em que a lei ou norma infralegal cria uma descriminação da mãe que luta contra o câncer, em relação à mãe portadora de HIV.

Esta desigualdade representa uma quebra ao princípio da isonomia, o qual constitui um dos princípios fundamentais de nosso país e está previsto expressamente na Constituição Federal, a qual , de modo simples, representa a lei maior que guia o Brasil, estando acima de qualquer outra lei, resolução ou portaria.

Assim, alertamos à cat que tenha passado por mastectomia, e que viva em cidade ou estado no qual exista programa de fornecimento de leite a mães portadoras de HIV, que ela tem direito a obter leite para seu filho nos mesmos moldes em que o leite é fornecido às mães portadoras de HIV.

Provavelmente o ente governamental responsável pelo programa, seja estado ou município, negará o pedido de fornecimento de leite, porém a cat que continuar sua luta e buscar seus interesses na Justiça, terá grandes chances de ver seu direito concretizado.

Além da via judicial, precisamos destacar algumas alternativas existentes, de modo a facilitar o caminho das mães que passaram por mastectomia, pois alguns estados e municípios possuem programas distintos para o fornecimento de leite. O Estado de São Paulo, por meio da Resolução 336/2007 da Secretaria de Saúde, instituiu programa de fornecimento de leite até os dois anos de idade para crianças intolerantes à lactose. Deste modo, se o filho da cat tiver intolerância à lactose, o caminho para obtenção do leite torna-se mais fácil, uma vez que já existe a previsão de fornecimento pelo Governo do Estado de São Paulo.

Para os residentes da cidade de São Paulo, existe o programa Leve Leite, que distribui leite a famílias socialmente vulneráveis que preencham os requisitos e cadastrem-se na Prefeitura de São Paulo. Alguns outros (poucos) municípios também têm programas assistenciais, vale a pena pesquisar o website da prefeitura da sua residência e também realizar o Cadastro Único centralizado, que deve ser feito no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) existente no município em que residir a cat. O link para obtenção dos endereços de todos os CRAS do Estado de São Paulo, para escolha do mais próximo de sua residência clique aqui.

No caso das cats residentes de outros estados, recomenda-se que seja feito acesso ao website dos respectivos governos estaduais, para pesquisa dos centros de assistência social de cada estado.

Por fim, reitera-se que a discriminação das mães que não puderem amamentar devido ao câncer não se justifica. Disto, percebemos duas coisas:

  1. É importante que a mãe procure seus direitos na justiça, por meio de um profissional especializado na área de saúde e cidadania, de modo a receber o leite a que seu filho tem direito!
  2. Seria fundamental levarmos este debate à sociedade para elaboração de projeto de lei instituindo programas nacionais de fornecimento de leite a mães em posição de hipossuficiência econômica, que por motivos de saúde estejam impossibilitadas de amamentar, pouco importando o problema que inviabilize a amamentação, pois o que está em jogo é a saúde e o desenvolvimento de um ser inocente e indefeso que deve ser protegido.

Por enquanto é isso. Força cats e até o mês que vem!

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MÃE COM CÂNCER DE MAMA EMOCIONA AO AMAMENTAR O FILHO APÓS O PARTO

A foto de uma sobrevivente do câncer de mama amamentando o filho logo após o parto causou emoção após viralizar na internet.

A americana Sarah Whitney, de 31 anos, foi diagnosticada com câncer de mama durante a gravidez de seu terceiro filho. Durante a gestação, ela passou por uma mastectomia para remover um seio e soube que não poderia amamentar o bebê por muito tempo. Para ela, esta foi a maior triste sobre a doença.

Assim que Kal-El nasceu, a fotógrafa Kate Murray registrou o momento em que mãe amamenta o filho pela primeira vez – a emocionante cena viralizou. Uma experiência que Sarah só teve durante duas semanas, até começar a radioterapia e a quimioterapia.

“Isso ainda é, até hoje, a coisa mais difícil de lidar todos os dias. É um lembrete constante quando eu estou dando mamadeira para o meu filho: que eu não posso amamentá-lo”, explica Sarah ao “Today”.

Para ajudar a pagar as despesas médicas, a mulher criou uma página no Go Fund Me – plataforma de financiamento coletivo. Até agora, já foram arrecadados mais de US$ 7 mil, o equivalente a R$ 30 mil.

Sarah ainda tem recebido doações de leite materno de outras mães que ficaram comovidas com sua luta. “Sei por que estas fotos significam tanto para a minha família, mas não entendi como elas passam a significar tanto também para outras pessoas”, disse ela ao “Northwest Florida Daily News”. “Eu acho que é a compreensão universal de que mães e pais devem sempre fazer o que é melhor para seus filhos: ficar perto deles”.

Seis meses depois da foto, Sarah terminou a quimioterapia contra a doença e está se recuperando em casa, na Flórida (EUA), ao lado do marido, Michael, e dos filhos, Phoenix, de 6 anos, Corah, de 7, e o pequeno Kal-El.

Fonte: Rede TV

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LEIDIANE CORRÊA

Receber um diagnostico de câncer nunca é fácil! Já não sendo fácil todo o medo e toda a situação, nem sempre as pessoas que a gente espera que vão estar ao nosso lado, estão. Algumas pessoas simplesmente não ficam. Saem. Correm. Correm e rápido. E não é fácil se ver sozinha nisso! Esse é um dos motivos da página Quimioterapia e Beleza também. Vocês, cats, não estão sozinhas! Não mesmo! Nós estamos com você. Mesmo que alguém tenha te deixado.

Essa matéria saiu no G1 e claro que me deixou abalada! Quem puder ajudar a Leidiane, ajude. A cat foi deixada pelo marido, está grávida e está com câncer. Como lidar? Veja a história dela:

“Aos 23 anos e grávida, a vendedora Leidiane Pereira Corrêa recebeu há quatro meses o diagnóstico inesperado de que estava com câncer de mama. A notícia da doença veio no final de maio, um mês depois dela ter descoberto que estava esperando o segundo filho. E, em julho, três dias após a retirada de uma mama, ela recebeu mais um duro golpe: o marido a abandonou. A jovem mora com a filha na casa dos pais no Bairro Jardim Mossoró, em Cuiabá, e precisa de ajuda financeira.

Mas, a despeito das adversidades, Leidiane afirma que não se deixou abater. “Deus não dá nada que a gente não possa carregar. Eu não fico triste e não reclamo porque estou com a doença. Não pode deixar abater. Não é o câncer que mata, o que mata é entrar em depressão. Eu não vou deixar o câncer me vencer. Eu vou vencer. E ele já perdeu. Pra mim, ele não teve vez não”, disse.

A jovem contou que nem o abandono do marido – com quem estava junto havia cerca de um ano e que sumiu sem dar qualquer satisfação – a desestabilizou. “Em nenhum momento eu chorei por causa disso, porque se saiu da minha vida é porque é um traste e não me merece”, falou.

Mas, apesar do otimismo e serenidade, Leidiane tem passado por momentos delicados, como os dias após a cirurgia de retirada de uma das mamas.

“Meu nenê ficou três dias sem mexer. Quando tive alta, me permitiram ir ao hospital e aí vi que o coraçãozinho dele estava batendo. Aquilo foi um alívio”. O bebê, que ganhou o nome de João Miguel, está atualmente com 2,3 kg. A outra filha de Leidiane tem 6 anos e se chama Ana Júlia.

Leidiane começou a fazer quimioterapia em agosto, depois de autorização médica. O tratamento contra o câncer, entretanto, é agressivo e traz sofrimento tanto para a mãe quanto para o bebê. “Na hora que estou fazendo, meu nenê vai mexendo, como se quisesse sair da barriga. Parece que está pedindo socorro”, relatou.

Por causa do câncer e da quimioterapia, Leidiane não vai poder amamentar. Até agora, a jovem fez duas das oito sessões do tratamento. E deverá retomá-lo depois de dar à luz. De acordo com Leidiane, o médico disse que não vai esperar a gestação chegar aos 9 meses. A data exata do parto deve ser definida ainda nesta semana.

Amamentar durante a quimioterapia não é recomendado, segundo o médico oncologista e mastologista, Wilson Garcia Pereira. “Os medicamentos podem fazer mal para a criança. Não é aconselhável amamentar o filho”, explicou.

Ana Júlia, de 6 anos, beija a barriga da mãe Leidiane. A família vive em Cuiabá. (Foto: Carolina Holland/G1)

Cisto e câncer
Em julho do ano passado, Leidiane percebeu que estava com um caroço no seio esquerdo. Exames de ultrassom constataram a alteração e foi receitado um medicamento à jovem, que recebeu ainda a recomendação para voltar ao consultório seis meses depois.

Na volta foi feito novo ultassom, que mostrou novamente o caroço. O mesmo remédio foi receitado para Leidiane. Após uma punção, nada de anormal foi detectado. Entretanto, após descobrir que estava grávida, foi feita biópsia e aí veio o diagnóstico do câncer de mama.

A notícia de que estava com a doença foi recebida como uma tragédia pela família. “Foram duas semanas terríveis, chorando. Parece que a fé da gente passa por provação. Mas agora as coisas estão caminhando”, disse Maria Aparecida Corrêa, de 44 anos, mãe da jovem.

Doações
A família precisa de doações, principalmente de fraldas e de leite especial para recém-nascidos. João Miguel já ganhou um berço.

Fonte: G1

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LEITE MATERNO PODE REDUZIR CHANCES DE CÂNCER NO BEBÊ E NA MÃE

Semana passada foi a Semana do Aleitamento Materno. Nem todas as mulheres conseguem amamentar seus filhos. Algumas por escolha, outras por falta de opção. A semana é cheia de campanhas para incentivar o aleitamento, falando sobre os benefícios para o bebê e para a mamãe. Então, em um blog do UOL saiu essa notícia falando o quanto amamentação também é prevenção de câncer! Legal né? Vejam aqui:

Sabia que o leite materno garante não apenas a saúde do bebê, mas também a da mãe? Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a cada ano de amamentação completa o risco de a mulher desenvolver câncer de mama diminui de 3% a 4% em média. Já para a criança, o leite garante todos os nutrientes necessários para se desenvolver bem nos primeiros seis meses de vida – além de proteger contra infecções e reduzir o risco de doenças mais graves, como é o caso da leucemia, com estimativa de 11.370 novos casos por ano.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há registro de 57.120 casos de câncer de mama por ano no Brasil. Esse tipo de câncer é o mais comum entre as mulheres e representa 22% dos casos novos de câncer a cada ano. Relativamente raro antes dos 35 anos, sua incidência aumenta gradativamente com o envelhecimento, pois a cada ciclo menstrual a mulher fica exposta aos hormônios e assim tem mais chances de desenvolver a doença. “Durante a amamentação, a mulher tem seu ciclo suprimido, devido a isso, quanto maior o tempo de amamentação, menos a chance de desenvolver o câncer, pois ela não sofre as ações dos hormônios”, explica o oncologista Amândio Soares, diretor da Oncomed BH.

Nas crianças, o leite materno pode reduzir o risco de doenças mais graves, a exemplo da leucemia linfóide, mais comum nos pequenos. O diagnóstico é feito a partir de quadro clínico suspeito caracterizado por fadiga, cansaço, palpitações, sangramentos, febre associada à alteração do hemograma que evidencia anemia, plaquetopenia, neutropenia e presença de blastos circulantes, quando leucemia aguda. E pode ser confirmado com a coleta da medula óssea para estudo citomorfológico, imunofenotípico e citogenético. “É uma doença maligna dos leucócitos (glóbulos brancos), caracterizada pela proliferação anormal destas células na medula óssea, ocasionando produção insuficiente de células sanguíneas maduras normais. Mas podem ocorrer casos de leucemia mielóide aguda, que acomete tanto adultos (80%), como crianças (15-20%)”, pontua o especialista.

A taxa de sobrevida em cinco anos para a leucemia linfóide aguda (LLA) em crianças, segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), tem aumentado ao longo do tempo, chegando a 80% dos casos. Já a mielóide aguda (LMA) aumentou para 50% a 70% dos casos.

ALERTA

No caso das mães, a prevenção é ainda o melhor meio de evitar qualquer tipo de câncer. “Evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos e não ingerir bebidas alcoólicas são recomendações importantes na prevenção primária dessa doença”, ressalta Soares. O autoexame – que deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação – também é uma forma de prevenção, porém não elimina a necessidade da consulta de rotina com o médico, reforça o oncologista.

O autoexame pode ser feito de duas formas. No chuveiro ou deitada, a mulher deve colocar a mão direita atrás da cabeça e deslizar os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda mama direita, repetindo o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

A outra maneira é diante do espelho. Nesse procedimento, a mulher deve levantar os braços, colocando as mãos na cabeça e observar se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico. A técnica deve ser repetida, dessa vez colocando as mãos na cintura e apertando a região, observando se há qualquer alteração. Finalmente, deve-se espremer o mamilo delicadamente e observar se sai qualquer secreção. Alterações cutâneas ou no bico do seio, de nódulos ou espessamentos e secreções mamárias não significa necessariamente a existência de câncer.

 Fonte: UOL

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MULHERES QUE AMAMENTARAM TEM PROGNÓSTICO MELHOR NO CÂNCER DE MAMA

Estudos anteriores já haviam mostrado que amamentar protege o organismo e ajuda a prevenir o surgimento de câncer de mama no futuro — além dos benefícios benefícios para o bebê. Mas e as mulheres que já foram diagnosticadas? Ter amamentado no passado tem algum impacto positivo sobre sua recuperação? De acordo com um novo estudo norte-americano, a resposta é sim.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram durante nove anos o histórico médico de mais de 1600 mulheres diagnosticadas com câncer de mama. Aquelas que amamentaram seus filhos tiveram um prognóstico melhor, tumores menos agressivos e cerca de 30% a menos de risco de recorrência da doença após o tratamento.

Destacando ainda mais benefício da amamentação, a equipe notou que as pacientes que amamentaram por um período igual ou maior que seis meses tiveram resultados ainda melhores.

Os motivos dessa descoberta ainda não estão completamente claros para os cientistas. Um dos fatores é o efeito da amamentação no desenvolvimento das células ductais da mamas, que se tornariam mais resistentes.

Fonte: SFGate // http://bit.ly/1FtrsL4

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MÃE QUE TEVE SEU SEIO REMOVIDO POR CAUSA DE CÂNCER AMAMENTA SEU FILHO

Após descobrir a doença em estágio avançado no meio da gravidez, ela consegue dar à luz.

Alguns fotógrafos passam a vida inteira tirar a foto perfeita. A fotógrafa Kate Murray parece ter conseguido esse momento ao fotografar uma mãe que passou por uma mastectomia radical amamentando seu filho recém-nascido. A mulher que não teve a identidade revelada, recebeu o diagnóstico de câncer de mama em estágio avançado na metade de sua gestação.

Ela passou por sessões de quimioterapia. Quando chegou na 36ª semana, precisou passar por uma indução do parto, para poder receber remédios mais fortes.