Estudada pela USP (Universidade de São Paulo) há cerca de 20 anos, a fosfoetanolamina será produzida para um projeto de pesquisa para estudar a eficácia do medicamento.
Nesta sexta-feira (5), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que irá investir aproximadamente R$ 5 milhões para produzir a “pílula do câncer” na cidade de Cravinhos, interior do Estado.
O laboratório PDT Pharma vai ser responsável pela sintetização da substância. Após a produção, o medicamento será encapsulado pela Furp (laboratório farmacêutico oficial do Governo do Estado de São Paulo, ligado à Secretaria da Saúde) e, a partir daí, será iniciada a fase de testes em pacientes.
“A definição do laboratório é um passo muito importante. Esta é a última fase, que estabelece a segurança e a eficácia da substância. Depois, a Secretaria da Saúde vai verificar o critério mais adequado para iniciar o tratamento em até mil pacientes, de diversas patologias”, explicou Alckmin, que fez o anúncio na cidade de Matão, também no interior.
Por meio do Instituto do Câncer (Icesp), o governo deve iniciar um projeto de pesquisa para testar a fosfoetanolamina sintética para o tratamento do câncer. Inicialmente, o estudo terá duas fases:
No estágio 1, está prevista a inclusão de mais 21 pacientes para cada um dos 10 grupos (tipos) de tumor: cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto (intestino), colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado.
Já no estágio 2, se iniciará com mais 20 participantes em cada grupo. Progressivamente, desde que se comprove atividade relevante, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o máximo total de 1.000 pessoas (100 para cada tipo de câncer). A estratégia adotada permitirá melhor compreensão da substância, de acordo com o governo.
O protocolo de pesquisa ainda precisa de aprovação final da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde – CNS).
Fonte: Diario SP
