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Fibrose? Há boas notícias!

Há cerca de duas semanas, a Drª Ludmila Thommen fez um post muito legal pro Quimioterapia e Beleza (Acesse aqui) sobre a importância da Fisioterapia Oncológica, a qual também sou grande fã e defensora. Um dos tópicos levantados no post foi o de fibrose, um efeito relativamente comum que pode ocorrer após os tratamentos cirúrgicos e de radioterapia, por exemplo. É sobre a fibrose que falaremos hoje.

Primeiramente, o que é fibrose?

Como próprio nome sugere, nosso corpo forma “fibras” nos locais de cicatrização para preencher aquele espaço que foi “rompido”. Imagine uma roupa que precisamos costurar. Quando fazemos os pontos, aquele local que costuramos fica mais rígido, mais grosso e com menos elasticidade do que era originalmente, certo?

É mais ou menos isso que acontece com o nosso corpo, formamos essas fibras para cicatrização. A fibrose é um tipo de cicatriz interna. Vocês já ouviram falar ou já tiveram queloide? Este é um tipo de fibrose da pele, por exemplo (muito comum ocorrer nas cicatrização de piercings. É aquela bolinha dura que forma, sabe?). O problema é que essa fibrose pode acontecer de maneira anormal, ocasionando dores, deformações, pele repuxada, endurecimento da região e limitações de movimento.

As boas notícias são que a fisioterapia e suas diversas modalidades têm soluções para este probleminha chato. O quanto antes iniciar-se um tratamento, melhor. Para isto é necessário procurar um profissional que faça uma avaliação e recomende os procedimentos mais adequados a serem adotados, os quais vão variar de caso para caso e podem incluir terapias manuais, ultrassom, laser, entre outros.

Por que é importante cuidar?

Pessoal, se temos um fibrose que limita nosso movimento e nos causa dor, qual é a tendência natural do nosso comportamento? Evitar a dor, logo, evitar aquele movimento. Quanto menos usamos aquele braço (supondo que tivemos uma fibrose após cirurgia para CA de mama), pior fica. Com o tempo, o braço fica ainda mais limitado, mais fraquinho por causa do desuso, podendo ter atrofia, e aí vamos tendo mais dificuldade, mais dor, etc.

Não queremos depender de ninguém para coisas simples como alcançar algo que esteja em uma prateleira no alto, certo?

Então, Cats, procurem ajuda, se cuidem e vamos ser independentes, sim! Há sofrimentos e dores que podem ser evitados de maneiras mais eficientes e a fibrose é um deles.

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Linfedema? Trago boas notícias!

Oi, pessoal! Primeiramente, mil perdões pelo sumiço e demora em mandar uma coluna. Só faltou um puxãozinho de orelha do Quimioterapia e Beleza e já voltei.
Escolhi um tema super relevante para falarmos desta vez: o famoso linfedema. O linfedema é um dos efeitos colaterais, podemos assim dizer, mais comuns decorrentes do câncer de mama em si e, também, dos tratamentos do câncer de mama. Estamos falando daquele inchaço no bracinho das pacientes que, normalmente, está usando uma braçadeira de compressão. O linfedema é um acúmulo de fluídos, de líquidos no nosso tecido intersticial (que é tipo o espaço que existe entre a nossa pele e os órgãos, músculos e vasos sanguíneos) por causa de danos no sistema linfático, induzidos pela cirurgia e/ou radioterapia ou ainda podem ser induzidas pelo próprio tumor.
Como podemos imaginar, o linfedema causa desconforto nas pacientes com sentimentos de fraqueza, peso, dor e, ainda, aumenta o risco de infecções e doenças crônicas. Consequentemente, as pacientes podem apresentar estresse psicológico e prejuízos na qualidade de vida. Já sabemos onde quero chegar, né? Na prática de exercícios físicos. Além dela, é recomendado que, para prevenção e redução do risco de linfedema, perca-se peso corporal, no caso de pacientes com sobrepeso e obesidade. Um estudo recente de revisão sistemática (que é um tipo de estudo que basicamente procura por outros estudos e faz um resumo do que esses estudos falam) demonstrou que não há contraindicação de exercício físico para mulheres com linfedema relacionado ao câncer de mama, não havendo restrições quanto ao tipo do exercício. Diversas modalidades foram testadas: treinamento aquático, natação, musculação, yoga, aeróbico. Não foram todos os estudos que relataram diminuição do volume do braço, mas todos relataram melhoras subjetivas das pacientes, ou seja, estas se sentiam melhor após o treinamento.
Então, pessoal, o exercício não é páreo nem para o linfedema e, mais importante, não, isso não é uma limitação ou impedimento para a prática de exercícios físicos! 

Referências:

Baumann, F.T., Reike, A., Reimer, V., Schumann, M., Hallek, M., Taaffe, D.R., Newton, R.U. and Galvao, D.A., 2018. Effects of physical exercise on breast cancer-related secondary lymphedema: a systematic review. Breast cancer research and treatment, pp.1-13. 

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NÚMERO DE MAMOGRAFIAS AUMENTA EM 37% NO PAÍS

Nos últimos anos, o acesso a exames de detecção precoce do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado. Os dados foram apresentados nesse outubro/2016, no Rio de Janeiro (RJ), durante o lançamento da campanha nacional do Outubro Rosa do Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). As mamografias no país cresceram 37%, no comparativo entre os primeiros semestres de 2010 e 2016, passando de 1,6 milhão para 2,2 milhões. Na faixa etária de 50 a 69 anos (faixa etária prioritária), o aumento foi ainda maior no período (64%), saindo de 854 mil para 1,4 milhão de mamografias.

Na comparação com anos fechados, o aumento foi de 36% entre 2010 (3 milhões) e 2015 (4,1 milhões). Já as mamografias realizadas na faixa etária prioritária aumentaram 61% entre 2010 (1,5 milhão) e 2015 (2,5 milhões). O rastreamento é uma estratégia de detecção precoce utilizada em políticas públicas para populações-alvo específicas a fim de reduzir a mortalidade por uma determinada doença.

O INCA estima 57 mil casos novos de câncer de mama em 2016. O SUS garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias, desde que exista recomendação médica. A faixa dos 50 aos 69 anos é definida como público prioritário para a realização do exame preventivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguida pelo Ministério da Saúde baseado em estudos que comprovam maior incidência da doença e maior eficiência do exame.

Para tratar o câncer de mama, o SUS oferece cirurgias oncológicas (mastectomia, conservadoras e reconstrução mamária), radioterapia e quimioterapia.  Em 2015, foram 18.537 mastectomias e cirurgias conservadoras, 2,9 milhões de procedimentos de radioterapia e 1,4 milhão de sessões de quimioterapia, além de 3.054 cirurgias de reconstrução mamária.

Desta forma, o Ministério da Saúde tem garantido investimento crescente na assistência ao câncer de mama, com ampliação de 31% dos recursos nos últimos cinco anos, totalizando R$ 599 milhões em 2015. A prevenção da doença também teve um aumento de 15% no mesmo período, passando de R$195,3 milhões para R$ 224,7 milhões.

Fonte: Portal da Saúde (Governo)

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BIOPSIA LÍQUIDA – BOAS NOVAS NO TRATAMENTO DO CÂNCER

Por estes tempos tem se falado bastante na mídia sobre a Biópsia Líquida. Então, vamos entender o que é e para que serve isto.
Biópsia é um termo utilizado para o ato de tirar um pedacinho de um órgão ou um tecido do corpo. Após essa retirada, o “pedacinho” vai para o exame anatomopatológico, ou seja, o material sofre um preparo, é colocado em uma lâmina, que é analisada no microscópio a fim de identificar células anormais, como as células do câncer. Quando células anormais são identificadas, também é necessário fazer um exame complementar chamado de imunohistoquímica. Este exame permite identificar marcadores específicos das células, que tornam preciso o diagnóstico de câncer e qual o seu tipo.
Quando falamos em câncer, além da biópsia, existem alguns marcadores tumorais, ou seja, algumas substâncias que podem ser liberadas pelas células do tumor, e caem na corrente sanguínea, mostrando indiretamente a presença ou atividade do câncer. Estes marcadores variam de acordo com cada tipo de câncer, e os mais conhecidos são o PSA (câncer de próstata), CA 125 (câncer de ovário), CA 19-9 (câncer de intestino ou do pâcreas) e HER2 (câncer de mama). Estas substâncias são importantes no seguimento do câncer, mas também podem estar alteradas em outras condições como inflamações importantes, portanto, não são específicas para o diagnóstico de câncer, como a biópsia é.
Outro método de identificar a presença de células do câncer no organismo é procurando vestígios do material genético (DNA) destas células. Estes “vestígios” podem estar circulando na corrente sanguínea e serem detectados através de  características específicas deste DNA, que são algumas mutações, cada uma presente em um tipo de tumor. Essa pesquisa das mutações na corrente sanguínea, é o que chamamos carinhosamente de Biópsia Líquida.
Atualmente a Biópsia Líquida não é utilizada para fazer o diagnóstico do câncer. Para isto ainda é necessário fazer uma biópsia convencional, ou seja, tirar um pedacinho do local suspeito, e fazer os exames anatomopatológico e imunohistoquímico.
Mas a Biópsia Líquida já está em uso como marcador tumoral para alguns tipos de câncer. Isso se faz através da pesquisa da mutação em uma amostra de sangue do paciente e essa pesquisa é utilizada para acompanhar a resposta ao tratamento e decidir se é necessário trocar o tipo de medicações que estão sendo utilizadas e também para detectar precocemente se o câncer voltou e precisa ser tratado novamente.
No Brasil temos disponível a pesquisa do gene EGFR, específico para câncer de pulmão.
Atenção, a Biópsia Líquida é utilizada para avaliar alterações do DNA presentes nas células cancerígenas. Isso é diferente da pesquisa de mutações do DNA presentes nas células do indivíduo, que sugerem maior predisposição da  pessoa ou de seus familiares a desenvolver câncer, como no caso das mutações BRCA 1 e 2 para câncer de mama e ovário. Nestes casos avalia-se um risco e a pessoa pode ou não desenvolver câncer, enquanto na Biópsia Líquida avalia-se uma mutação de um câncer que já está presente!
Em breve, com os avanços da tecnologia aplicada à saúde, é possível que a biópsia líquida seja utilizada como marcador de resposta ao tratamento de diversos tipos de câncer, e, quem sabe, em substituição a biópsia convencional para o diagnóstico.

Um abraço e até breve,
Dra Regina Fumanti Chamon
CRM 120.010/SP
www.doutorasanguebom.wordpress.com

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CIENTISTAS AVANÇAM NA CRIAÇÃO DE VACINA CONTRA CÂNCER

São Paulo – Cientistas deram um grande passo para a criação de uma vacina universal contra o câncer. O avanço foi descrito por pesquisadores em um artigo na renomada revista científica Natura.

De acordo com a pesquisa, a vacina incita o sistema imunológico a produzir células T, que são capazes de atacar os tumores como se eles fossem vírus. Ela torna isso possível a partir da retirada de pedaços do código genético RNA do câncer e a introdução dessas porções em nanopartículas de gordura, que em seguida são injetadas na corrente sanguínea do paciente.

Diferentemente da maioria das vacinas em que a imunização é feita em pessoas com risco de adquirir uma doença, essa seria dada a indivíduos que já têm câncer. Até agora, os pesquisadores fizeram apenas testes em ratos e em três voluntários com melanoma.

No primeiro paciente, um nódulo diminuiu de tamanho depois de ele receber a vacina. O segundo, que teve tumores removidos cirurgicamente, ficou curado sete meses depois da imunização. Já os oito tumores do terceiro voluntário continuaram “clinicamente estáveis” após a vacinação.

Apesar de os sistemas imunológicos reagirem aos tumores, não existem provas concretas de que a vacina teve algum papel na recuperação dos pacientes. O estudo explica que o objetivo não era testar a sua eficiência, mas saber se ela era segura para aplicação em humanos.

Até o momento, os efeitos colaterais foram limitados a sintomas semelhantes aos de uma gripe comum. Geralmente, pacientes em tratamento quimioterápico apresentam sintomas mais agressivos, como náusea, perda de cabelo e falta de apetite – sem contar que a imunidade geral do corpo fica tão baixa que a ocorrência de infecções é alta.

Benefícios

De acordo com a equipe, um dos principais benefícios da potencial vacina é o baixo custo de produção. Até a pesquisa atual, os cientistas realizavam um processo longo e caro que consistia na criação em laboratório de células imunes focadas no combate ao câncer, que depois eram aplicadas nos pacientes.

Agora, a vacina é feita em laboratório a partir do DNA do câncer e injetada nas células do sistema imunológico da pessoa. Além de ser menos invasiva, a técnica também pode ser ajustada para combater diferentes tipos de câncer.

“Desse modo, a abordagem de imunoterapia de RNA nanoparticulada pode ser considerada como uma nova classe de vacinas universalmente aplicáveis para a imunoterapia dos cânceres”, explica a equipe no estudo.

Contudo, se o sistema imunológico consegue atacar os tumores, porque ele não faz isso naturalmente? Segundo um comentário feito na pesquisa pelos imunologistas holandeses Jolanda de Vries e Carl Figdor, uma das razões para isso não acontecer é que as células cancerígenas são tão similares às células saudáveis que o sistema imunológico evita ataca-las.

Por isso, segundo os pesquisadores, foi preciso desenvolver uma vacina que utiliza um antígeno – uma substância que incita uma resposta imune e que não é explícita em células normais. Este reveste o RNA do câncer em uma membrana simples e a entrega uma carga elétrica negativa. Quando a vacina é injetada no paciente, a carga é liberada nas células imunes nos nódulos linfáticos, no baço e na medula óssea. Em seguida, essas células revelam o RNA do câncer para as células do tipo T do corpo e as instigam a atacar todos os tumores do paciente.

Futuro

Antes de iniciar um teste clínico maior, os cientistas precisam esperar doze meses para receber os resultados do exame de segurança feito nos três pacientes.

“Ao combinar estudos em laboratório com os frutos de um ensaio clínico em fase inicial, esta pesquisa mostra que um novo tipo de vacina poderia ser usado para tratar pacientes com melanoma, aumentando os efeitos de seus sistemas imunológicos”, disse Aine McCarthy, diretor de informação científica do Cancer Research UK, ao jornal The Telegraph.

Fonte: EXAME

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LEI LIBERA O USO DA “PÍLULA DO CÂNCER”

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que libera o uso da chamada pílula do câncer e isso está dividindo opiniões. De um lado, os pacientes estão esperançosos, de outro, entidades pedem cautela, já que a substância não passou por testes na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Pela lei publicada no Diário Oficial da União, pacientes com câncer podem tomar afosfoetanolamina desde que apresentem um laudo médico comprovando a doença. Também é preciso assinar um termo de responsabilidade.

O uso da substância foi definido como de relevância pública e independentemente do registro sanitário, em caráter excepcional, fica permitido produzir distribuir e prescrever enquanto os estudos clínicos ainda não estão concluídos.

Os laboratórios que quiserem produzir a fosfoetanolamina têm que estar legalizados e conseguir com os pesquisadores donos da patente, a autorização. Como não é considerada um remédio por não ter aprovação da Anvisa, a fosfoetanolamina poderá ser vendida como um farmoquímico, como o álcool e a água boricada.

fosfoetanolamina está sendo produzida em um laboratório em Cravinhos, mas só para os testes químicos que serão feitos pelo governo do estado de São Paulo, com pacientes do Instituto do Câncer. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação também começou a fazer testes sobre a eficiência da substância no combate ao câncer. Até agora, o que ficou comprovado é que ela não é tóxica.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica diz que vai seguir o posicionamento do Conselho Federal de Medicina, que é de recomendar aos médicos que não prescrevam a substância. E afirma que a lei sem que a eficácia tenha sido comprovada abre um precedente perigoso.

“Quando você coloca na proposta que o paciente precisa assinar um termo de responsabilidade, ele vai se responsabilizar pelos efeitos de uma substância que não tem dose, que não tem posologia, que não tem efeitos adversos relatados, nem efeitos positivos comprovados. É muita responsabilidade para uma pessoa que está em condição de fragilidade assumir”, diz Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade
Brasileira de Oncologia Clínica.

Em nota, a Anvisa disse que a liberação da substância afronta o sistema regulatório em vigor, que foi estabelecido pelo próprio Congresso Nacional, e pode trazer riscos para a população.

Fonte: G1

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SENADO LIBERA PÍLULA DO CÂNCER

A pílula do câncer já rendeu polêmica e tanto! Mas com tanta coisa acontecendo no Brasil, ela acabou sendo deixada um pouco de lado. Mas agora ela volta um pouco para os holofotes. O motivo? O Senado aprovou na terça feira (22) o projeto de lei que libera o  o uso de fosfoetanolamina para pacientes diagnosticados com tumores malignos. O próximo passo é passar pela Presidente (que pode aprovar de vez ou não). O grande debate envolve o fato que a pílula ainda não passou por muitos testes.

A matéria da Exame explicou:

Pelo texto votado, fica autorizado legalmente o uso da substância para pacientes que apresentem um laudo médico comprovando o diagnóstico da doença e assinem um termo de consentimento.

O projeto diz que o uso voluntário da fosfoetanolamina não exclui o direito de acesso a outros tratamentos contra o câncer.

Atualmente, o uso da substância é proibido e o remédio não é reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também não estão claros os efeitos da fosfoetanolamina nos pacientes.

A proposta aprovada permite a produção, importação, distribuição e prescrição “independentemente de registro sanitário, em caráter excepcional, enquanto estiverem em curso estudos clínicos” da substância.

Somente agentes autorizados pelo governo poderão produzir e distribuir a pílula.

O Conselho Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica posicionaram-se contra a aprovação do projeto de lei, por ser “um risco à saúde pública”.

As três entidades afirmaram, em nota, que a decisão dos parlamentares “faz o Brasil regredir décadas em sua escalada civilizatória”, pois eles “desprezaram a necessidade de realizar pesquisas clínicas” antes de liberar o medicamento.

“É fácil entender que os pacientes com câncer e seus familiares percam as esperanças e passem a procurar soluções mágicas. Não podemos, porém, aceitar que as instituições também se curvem ao desespero e à irracionalidade”, escreveram.

O Ministério da Saúde não se manifestou. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou ver “com preocupação” a aprovação do projeto, já que a fosfoetanolamina não passou “pelos testes que garantem sua segurança e eficácia”.

Destacou que não há projeto protocolado para ensaios clínicos ou solicitação de registro da substância.

Segundo a Anvisa, “liberar medicamentos que não passaram pelo crivo técnico seria colocar em risco a saúde da população e retirar a credibilidade da Anvisa e dos medicamentos fabricados no País”.

E você? O que acha?

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NOVO TRATAMENTO CONTRA CÂNCER FEZ TUMORES ENCOLHEREM EM 11 DIAS

Um novo tratamento contra o câncer, feito com a combinação de remédios, obteve resultados inesperados ao eliminar ou encolher tumores na mama em apenas 11 dias.

O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (10) na Conferência Europeia de Câncer de Mama e especialistas consideraram os dados apresentados “espantosos”.

O tratamento foi feito com a combinação de dois medicamentos – o trastuzumab e o lapatinib -, que devem ser administrados antes da cirurgia de remoção de um dos tipos mais agressivos da doença, o HER2 positivo.

Realizado pela Universidade de Manchester, no Reino Unido, o estudo foi feito com 257 mulheres com a doença, que foram divididas em três grupos.

O grupo de controle não tomou nenhuma das substâncias. Já o segundo grupo recebeu o trastuzumab, normalmente receitado após a cirurgia. E, finalmente, o terceiro grupo recebeu a combinação do trastuzumab com o lapatinib.

Deste último grupo, 87% demonstrou alguma redução de células cancerosas. Em 28% dos casos, a combinação causou uma “redução significativa”. Em 11% o tumor desapareceu completamente.

O estudo iria testar a combinação para saber se os medicamentos são efetivos no combate às células do câncer. 11 dias depois, os cirurgiões operariam. Mas os médicos não esperavam que em muitos casos os tumores sumiriam ou diminuiriam.

“Tumores sólidos desaparecerem em 11 dias é uma coisa desconhecida. Esses resultados são inacreditáveis de tão bons”, disse o professor Nigel Bundred, chefe da pesquisa, ao jornal britânico “Telegraph“.

Embora os resultados sejam surpreendentes, pesquisadores afirmam que mais estudos serão necessários. Leia a reportagem na íntegra (em inglês) aqui.

Fonte: Catraca Livre

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GOVERNO DE SP ANUNCIA LABORATÓRIO QUE VAI PRODUZIR “PÍLULA DO CÂNCER”

Estudada pela USP (Universidade de São Paulo) há cerca de 20 anos, a fosfoetanolamina será produzida para um projeto de pesquisa para estudar a eficácia do medicamento.

Nesta sexta-feira (5), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou que irá investir aproximadamente R$ 5 milhões para produzir a “pílula do câncer” na cidade de Cravinhos, interior do Estado.

O laboratório PDT Pharma vai ser responsável pela sintetização da substância. Após a produção, o medicamento será encapsulado pela Furp (laboratório farmacêutico oficial do Governo do Estado de São Paulo, ligado à Secretaria da Saúde) e, a partir daí, será iniciada a fase de testes em pacientes.

“A definição do laboratório é um passo muito importante. Esta é a última fase, que estabelece a segurança e a eficácia da substância. Depois, a Secretaria da Saúde vai verificar o critério mais adequado para iniciar o tratamento em até mil pacientes, de diversas patologias”, explicou Alckmin, que fez o anúncio na cidade de Matão, também no interior.

Por meio do Instituto do Câncer (Icesp), o governo deve iniciar um projeto de pesquisa para testar a fosfoetanolamina sintética para o tratamento do câncer. Inicialmente, o estudo terá duas fases:

No estágio 1, está prevista a inclusão de mais 21 pacientes para cada um dos 10 grupos (tipos) de tumor: cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto (intestino), colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado.

Já no estágio 2, se iniciará com mais 20 participantes em cada grupo. Progressivamente, desde que se comprove atividade relevante, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o máximo total de 1.000 pessoas (100 para cada tipo de câncer). A estratégia adotada permitirá melhor compreensão da substância, de acordo com o governo.

O protocolo de pesquisa ainda precisa de aprovação final da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Conselho Nacional de Saúde – CNS).

Fonte: Diario SP

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PRIMEIRA FASE DE TESTE DA PÍLULA DEVE SER CONCLUÍDA EM 7 MESES

A fosfoetanolamina, substância que vem criando polêmica nos últimos meses por ter sido anunciada como cura para o câncer, terá sua primeira fase de testes pré-clínicos – aqueles feitos em cobaias, antes de a substância ser usada em humanos – concluída em sete meses.O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera, que explicou que os testes serão feitos a partir de duas amostras da molécula. Uma, que será requisitada à Universidade de São Paulo (USP), e outra, que será manufaturada com base na descrição do composto registrado no pedido de patente apresentado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Segundo o MCTI, depois da primeira etapa de análises, estão previstas as fases seguintes do estudo em humanos.O composto gerou controvérsia após sua distribuição ter sido aprovada, por decisão judicial, para alguns pacientes em tratamento contra o câncer. No último dia 12, no entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu o fornecimento da substância, mas os debates em torno da eficácia da substância continuam.“Existe uma polêmica provocada por decisões judiciais no sentido de mandar a Universidade de São Paulo distribuir essa molécula. Não existe informação, por parte da Anvisa, nem de nenhum outro órgão, que certifique o uso desse remédio no Brasil ou no mundo; não há ninguém que tenha certificado essa molécula como remédio de combate a doença”, afirmou hoje o ministro Pansera, em entrevista coletiva.A molécula foi sintetizada pela equipe de pesquisadores chefiada por Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos, há cerca de 20 anos, e ficou conhecida nas redes sociais como “pilula do câncer”. Isso ocorreu antes de a sbstância ter passado oficialmente pelas etapas de pesquisa exigidas pela legislação, que prevê uma série de estudos antes de um medicamento ser usado por seres humanos. O MCTI já disponibilizou R$ 2 milhões para a síntese da droga e para o início das pesquisas. A estimativa é que, nos próximos anos, sejam gastos, aproximadamente, R$ 10 milhões na pesquisa.Em nota publicada no dia 13 de outubro de 2015, a Universidade de São Paulo informou que “por liminares judiciais”, foi obrigada a fornecer o produto, mas esclareceu que, em respeito aos doentes e seus familiares, informou que a substância não é remédio.Segundo a USP, a fosfoetanolamina foi estudada como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença. “A USP não desenvolveu estudos sobre a ação do produto nos seres vivos, muito menos estudos clínicos controlados em humanos. Não há registro e autorização de uso dessa substância pela Anvisa e, portanto, ela não pode ser classificada como medicamento, tanto que não tem bula”, diz a nota.Em audiência no Senado, em outubro, os donos da patente concordaram em cumprir as exigências científicas para determinar a eficácia da droga e também participam do grupo composto por representantes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio do Instituto Nacional do Câncer e da Fiocruz.

Fonte: Diário de Pernambuco