Cat Gi Ferreira

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Meu nome é Giselle Cristina Ferreira Martins tenho 42 anos, moro na cidade de Campo Grande/MS. Em 2014, fazendo auto exame, descobri nódulo na mama esquerda, fui ao meu ginecologista e fizemos uma PAAF em que o resultado foi: lesão epitelial ploriferativa sem atipia.

Para meu alívio, nódulo benigno. Naquele momento não era necessário cirurgia apenas acompanhamento. Em outubro de 2018 realizei exames de mamografia e não apareceu nada, fiz a ultrassonografia e constatou que o nódulo havia crescido e tomado forma diferente, bem vascularizado. Resultado birads 4. Fui encaminhada pelo SUS em Dezembro ao @hospitaldecanceralfredoabrao.

La realizaram a core biopsy do nódulo e um PAAF de um linfonodo aumentado. No dia 29 de janeiro de 2019 veio o tão temido resultado. Ao entrar no consultório, a primeira coisa que o médico me perguntou era se eu estava sozinha, e ali eu senti que algo ia mudar profundamente na minha vida.

Dr Vitor Rocha (mastologista) foi super cauteloso que só quando minha amiga entrou ele falou do diagnostico e em nenhum momento usou a palavra câncer. Disse que o resultado não era bom mas me deu maior força em relação ao tratamento. Era um carcinoma invasivo grau 2.

Naquele momento fiquei sem reação e ao mesmo tempo um turbilhão de pensamentos dentro de mim. Ele me encaminhou ao cirurgião Dr Manoel Dutra para dia seguinte. Em uma semana fiz a cirurgia quadrantectomia e para minha surpresa foi necessário fazer o esvaziamento axilar pois o câncer havia comprometido 7/19 linfonodos da axila. Depois de 30 dias fui ao consultório para resultado da biopsia: Carcinoma mamário ductal invasivo, hormônio positivo, estadiamento nível 3.

Fui encaminhada para Dr João Paulo (oncologista). Ele me recebeu na consulta dia 14 março e me disse que o câncer era avançado grau 3 pelo comprometimento da axila, que eu iria fazer 12 sessões de quimioterapia branca e 4 séries da quimioterapia vermelha + radioterapia. Me disse que certamente meu cabelo cairia, sentiria enjoos, cansaços. Disse que teria que começar o quanto antes a quimioterapia.

Minha maior angustia era passar por esse processo. Sempre tive problema com a punção nas veias. Ele então solicitou a implantação do port a cath. Isso pra mim foi angustiante, teria que fazer 3 quimios puncionando as veias. Sai de la arrasada, chorei bastante mas Sempre Espírito Santo de Deus me consolando e me direcionando, fortalecendo. Uma nova fase na minha vida ia começar a partir de então, mudanças no meu dia dia, alimentação, exercícios físicos, nutricionista, fisioterapia, muitas limitações, consultas, exames, furadas.

Dia 17 abril estava novamente no centro cirúrgico para implantar meu novo amigo do peito, port a cath, 40 min de cirurgia, recuperação perfeita e sem intercorências, melhor decisão tomada. Me deu mais tranquilidade e confiança nesse processo das Quimios. Não tive muitas reações de enjoos porém quando achava que estava tranquilo comecei a sentir taquicardia, tontura. Meus dias passaram a não ficar muito legais, fui encaminhada ao cardiologista.

Estou medicada (estabilizando meus batimentos), mas agora terei que fazer novos exames para monitoramento do coração, holter 24hrs, ecocardiograma e medicação sem prazo termino. Sigo para fim serie branca em 01/07, iniciando a série vermelha que provavelmente finaliza em Setembro.

Só então iniciarei a radioterapia. Realmente é um diagnóstico que ninguém quer receber, definitivamente é um processo que ninguém quer passar, mas indubitavelmente é uma transformação necessária, porque a árvore precisa ser podada para que dê frutos melhores.

A voz do Eterno que ecoa dentro de mim me diz: FILHA EU NÃO PERDI O CONTROLE DA SUA VIDA, ESSA ENFERMIDADE NÃO É PARA MORTE. Tenho muita fé e confiança, de que sou curada todos os dias, porque é nesse processo todo que somos transformadas, passei a ver a vida e todos a minha volta com mais sensibilidade, aprendendo a viver o Dia de Hoje com intensidade e que assim por onde eu passar possa ser inspiração e cura.