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FALANDO DE MORTE COM AS CRIANÇAS

Esta semana tivemos a perda do humorista Roberto Bolaños, o eterno “Chaves”, personagem conhecido por pelo menos 8 em cada 10 crianças.
TV’s do mundo inteiro noticiaram o fato, a exaustão e certamente foi um assunto bastante comentado nas escolas entre os coleguinhas.
Ai entra a pergunta: como falar de morte com as crianças?
Muitas famílias erroneamente, evitam falar sobre o assunto, fazendo a criança acreditar que a pessoa falecida foi viajar. Isso não é certo, pois ela precisa e deve tomar conhecimento sobre o assunto para que saiba lidar com os futuros lutos.
Ao contrário do que se pensa, a criança sente muito a falta das pessoas próximas e assim como os adultos, podem demorar para passar pelo período de luto. Embora entretida com outras atividades como escola, brincadeiras, essa falta continua lá, mexendo com ela.
É preciso saber conversar e explicar a ausência no mundo real, já que na fantasia a morte não é um evento corriqueiro, muito pelo contrário, alguns personagens de desenhos por mais que estejam em situação de risco passam a imagem de imortal.
Para introduzir o assunto é preciso abordar três temas:
– o ciclo da vida: explicar que todos os seres vivos um dia irão morrer, sejam eles familiares, o cachorrinho ou as plantinhas;
– a impossibilidade da volta: a criança não pode achar que aquela pessoa está em férias e irá voltar a qualquer momento;
– a finitude do corpo: o corpo é uma máquina e uma hora – mais cedo ou mais tarde, ele para de funcionar.
Lidar com o assunto desde cedo possibilita que no futuro o adulto elabore o processo com mais facilidade e aprenda a lidar melhor com situações inevitáveis, não só a morte.
Por mais difícil que possa ser entrar no tema, os pais ou qualquer outro adulto que vá abordá-lo, pode abrir mão de metáforas (a pessoa virou uma estrelinha, por exemplo) e assim tocar no emocional da criança de forma mais leve, mais dentro da sua realidade, porém nunca deixar de associá-la a perda. Falar que a pessoa falecida foi viajar, por exemplo, pode desencadear o sentimento de abandono, que pode ser bem pior nessa fase da vida.
E se a criança perguntar para onde a pessoa falecida vai? Nessa hora é preciso levar em consideração a cultura e religião em que ela é criada, visto que esse é um assunto que diverge muito entre os povos.
Importante: deixe a criança falar, perguntar, se expressar, pois mesmo querendo poupa-lá de algo tão doloroso, ela precisa se sentir parte dos acontecimentos.

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COMO MANTER A SENSUALIDADE DURANTE O TRATAMENTO?

Dentre as diversas más notícias que podemos ouvir, certamente, descobrir um câncer está entre uma das piores. Assim aconteceu com a ex-modelo catarinense Flávia Flores, na época com 35 anos.
Logo após o diagnostico, Flávia soube que teria que retirar as duas mamas. Como manter a sensualidade diante de uma situação como esta? Como fica a sensualidade de mulheres que se submetem à mastectomia para salvar suas vidas? A sensualidade perde espaço para o medo, para a insegurança e fica oculta aos olhos.
Dois anos se passaram, Flávia finalizou o tratamento com louvor, idealizou um projeto que inspira e ajuda milhares de mulheres pelo mundo. Ela passa por acompanhamento e divide suas experiências em seus canais na Internet.  No ensaio a seguir, através das lentes de Attahualpa César, Flávia mostra que é possível manter a autoestima elevada e resgatar a sensualidade.  O ensaio vai além de uma história de superação e esperança, propõe conscientizar o público feminino acerca da importância da prevenção da doença e que pode sim, resgatar a sensualidade que cada mulher tem mesmo nos momentos mais difíceis.

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MATERNIDADE X CÂNCER

Mulheres com câncer podem engravidar?
O que é aconselhável nestes casos?
Muitas são as dúvidas que giram em torno deste tema.
Especialistas afirmam que não é aconselhável a gravidez pelos menos dois anos após o tratamento de câncer embora existam muitos casos bem sucedidos de crianças que são geradas antes desse tempo e vivem bem. Riscos existem, problemas podem acontecer, ainda mais porque podem haver células de câncer restantes no corpo, que tendem a crescer quando são estimuladas por hormônios, que são produzidos em grande quantidade durante a gravidez.
Algumas mulheres, após o tratamento conseguem engravidar normalmente e também amamentar sem nenhum tipo de problema. Mas a quimioterapia e a radioterapia são tratamentos muito agressivos que podem destruir os óvulos, causando infertilidade ou menopausa precoce.
É sempre aconselhável retirar alguns óvulos e congelá-los antes de iniciar o tratamento quimioterápico possibilitando assim recorrer à fertilização futura, além de ajudar a prevenir, caso o tratamento comprometa de alguma forma o sistema reprodutor.
A maternidade motiva as pacientes na luta contra o câncer, ajudando a diminuir o stress, a ansiedade e o sofrimento psicológico causado pela doença. Converse com seu médico!

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O QUE VOCÊ NUNCA DEVE DIZER A UM PACIENTE COM CÂNCER

No intuito de ajudar às vezes extrapolamos e acabamos atrapalhando. E isso não acontece só com os pacientes com câncer não. Palavras erradas, nos momentos errados, podem criar um mal estar danado.

Para que você não passe por isso diante de alguém que está passando pelo tratamento, vão aqui dicas reais (e bem humoradas) do que NÃO pode dizer ou fazer:

. a pessoa tem câncer e não “aquela doença” – Se quer conversa sobre o assunto, fale corretamente;
. “a cura está na sua cabeça” – Ok, tudo bem que você acredita no poder da mente, eu acredito – muita gente também, mas nem todo mundo acredita e isso pode soar mal, pode inclusive fazer com que a pessoa doente se sinta culpada pelo que esta passando;
. “você deixou a doença entrar” – Acredite! Ninguém quer ter câncer, muito menos se sentir culpado por isso;
. “câncer é tristeza” – triste é ter que ouvir isso;
. “câncer é carma” – carma é ter que se fazer de simpático depois dessa;
. “somente amor aos filhos, a alegria de viver, a fé e o pensamento positivo podem salvar” – acredite, a pessoa não abrirá mão da quimioterapia por causa da sua opinião;
. “fulano perdeu a batalha contra o câncer” – essa nem preciso falar nada, né?
. “conheço alguém que se curou de um câncer terminal só tomando erva milagrosa” – nesse momento o paciente deve estar pensando ?milagre seria você desaparecer da minha frente agora?;
. nunca, jamais, em tempo algum mencione a famosa “cabelo cresce” para aquela pessoa que é extremamente apegada aos seus cabelos e tem a perda deles como o maior problema do tratamento;
· “todos os efeitos colaterais são o de menos” – aham, afinal ficar enjoada o dia todo e vomitando é coisa de gente fresca.

Fonte:(Blog Força na Peruca – Márcia Cabrita)