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Descubra as vantagens do Tamoxifeno

O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células.
É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia.
A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro.
Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas.
Converse sempre com seu médico!

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CONHEÇA OS QUATRO SUBTIPOS DE CÂNCER DE MAMA E AS ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO PARA CADA UM DELES POR FELIPE ADES

Bom dia Cats!!  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades – Oncologista fez uma matéria que vale a pena ler nos informando sobre os quatro subtipos de câncer de mama e as estratégias de tratamentos que existem para combater cada um deles. Confiram!! 

No começo dos anos 2000 os cientistas, analisando o DNA de diversos tumores da mama, identificaram que o que nós classificávamos como câncer de mama não era uma doença única, com pequenas diferenças de pessoa para pessoa, mas sim 4 doenças diferentes. Foi identificado que esses quatro tipos de câncer de mama têm características moleculares, comportamento biológico e resposta a tratamentos diferentes.

Os cânceres de mama foram classificados como câncer de mama luminal (A e B), câncer de mama HER2 positivo e câncer de mama triplo negativo. Esses nomes foram dados de acordo com as características das células cancerosas.

Os cânceres luminais apresentam receptores de hormônios femininos, sendo bastante responsivos a tratamentos hormonais com medicamentos como o Tamoxifen, Anastrozol (nome comercial Arimidex), Letrozol (nome comercial Femara) entre outros. Estes são os cânceres de mama mais comuns. Eles são divididos entre luminal A, caso seja uma célula que cresça lentamente, e luminal B, caso seja uma célula que cresça mais rapidamente. A quimioterapia tem pouco efeito nesses tipos de câncer, mas funciona um pouco melhor nos cânceres luminais B.

O câncer de mama HER2 positivo apresenta o receptor HER2 na membrana celular. Este tipo de doença apresenta um crescimento mais acelerado e tinha uma resposta ao tratamento bastante ruim, antes do desenvolvimento dos medicamentos que bloqueassem o HER2. Depois do desenvolvimento do medicamento Trastuzumab (nome comercial Herceptin) o tratamento do câncer de mama HER2 positivo melhorou dramaticamente e hoje conseguimos boas taxas de cura e controle de doença quando usamos a quimioterapia em conjunto com o Trastuzumab. Hoje existem vários medicamentos que agem bloqueando o HER2, como o Lapatinib (nome comercial Tykerb), o Pertuzumab (nome comercial Perjeta) e o TDM1 (nome comercial Kadcyla).

O último subtipo de câncer de mama é conhecido como câncer de mama triplo negativo. Ele tem a característica de não apresentar receptores hormonais (de estrogênio e de progesterona) e não apresentar o HER2. Justamente por não apresentar estes 3 receptores, é chamado de triplo negativo. Como ele não apresenta receptores, as medicações descritas anteriormente não funcionam. O principal tratamento desta doença se faz com a quimioterapia. Hoje existem muitas pesquisas sendo feitas para desenvolver novos medicamentos para o câncer de mama triplo negativo, como os inibidores da PARP e os bloqueadores do receptor de androgênio. Estes medicamentos seguem em estudos e ainda não estão disponíveis no dia a dia.

É importante notar que o tratamento com cirurgia e radioterapia é o mesmo para todos os tipos de câncer de mama, o que muda são os tipos de medicamentos que podemos fazer.

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CÂNCER E VACINAÇÃO: QUEM JÁ TEVE CÂNCER OU ESTÁ EM TRATAMENTO PODE SER VACINADO? por Dr. Felipe Ades

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Bom dia, Cats!!  Essa é uma dúvida que muita gente tem: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado?  O Dr. Felipe Ades, nosso diretor científico, responde para nós nesse texto!!  Confiram:

Uma questão que aparece com frequência durante surtos de doenças infecciosas é: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado? Recentemente esta questão tem aparecido muito em consultas, visto que estamos no meio de um aumento de casos da gripe H1N1.

Para responder essa pergunta são necessários alguns conhecimentos sobre a imunidade, o tratamento do câncer e sobre a composição das vacinas.

Os vírus e bactérias que atacam nosso corpo possuem uma composição de moléculas diferentes das nossas. Nossa imunidade natural funciona identificando essas partes das bactérias ou dos vírus, e assim criando anticorpos capazes de identificar essas substâncias. Os anticorpos, por sua vez, são moléculas produzidas pelas nossas células de defesa, direcionadas contra essas substâncias dos agentes invasores, como uma bala teleguiada. Os anticorpos são produzidos por uma célula de defesa, conhecida como linfócito B, e em seguida despejados no sangue. O anticorpo então circula pelo corpo e, assim que encontra o agente invasor, se gruda a ele. Isto faz com que este agente invasor se torne visível para as demais células de defesa, que então destroem o vírus ou bactéria que está grudado ao anticorpo.

Este processo de identificação da bactéria ou vírus até a produção dos anticorpos leva alguns dias para se completar. Por isso que, em geral, demoramos entre 3 a 7 dias para ficar curados de um resfriado. Os anticorpos feitos desta maneira geram o que chamamos de memória imunológica. Sempre que o mesmo agente invasor tentar entrar no corpo novamente nós já teremos os anticorpos e o sistema imunológico irá destruir o agente invasor antes que ele possa nos fazer ficar doentes por uma segunda vez.

É por causa desta característica da memória imunológica que as vacinas são tão eficazes na prevenção de doenças infecciosas. A ideia é “treinar” as células de defesa com as vacinas para que elas aprendam a combater a doença, sem precisar que nós fiquemos doentes.

Vacinação e câncer.

Vacinação e câncer.

Existem tipos diferentes de vacinas. Algumas são feitas com vírus ou bactérias mortas. Quando são injetados em uma pessoa, o sistema imunológico consegue reconhecer as partes das bactérias e vírus mortos e fazer anticorpos que ficam “guardados”. Se por acaso a pessoa entrar em contato com o vírus vivo ela já terá as armas para combater a doença, e não ficará doente. Este é o caso das vacinas da gripe, do tétano, da meningite, do pneumococo, da hepatite e do HPV.

Um outro tipo de vacina é feita com vírus ou bactérias vivas atenuadas. Neste tipo de vacina o vírus ou bactéria é modificado em laboratório para ficar bem mais fraco, com pouca capacidade de causar qualquer tipo de doença. Assim quando é injetado o agente invasor não consegue se espalhar no corpo e a imunidade rapidamente consegue destruí-lo, fazendo também anticorpos. Estes anticorpos funcionarão caso a pessoa entre em contato com o vírus ou bactéria normal, impedindo que a pessoa fique doente. Este é o caso das vacinas com BCG, sarampo, caxumba, catapora, poliomielite (gotinha, Sabin), febre amarela e rubéola.

Em geral essa imunidade é permanente, quem já teve uma doença não tem a mesma doença de novo. O que acontece com o caso da gripe é que o vírus muda muito rapidamente, de um ano para o outro. Ele muda tanto que consegue escapar dos anticorpos que nós possamos já ter. Por isso é importante se vacinar todos os anos. Todos os anos é feita uma nova vacina, para atacar essas novas partes do vírus que mudam com o tempo.

Qual é o problema de tomar a vacina durante um tratamento contra o câncer?

A pessoa que está em tratamento pode estar usando medicamentos, como a quimioterapia, que reduzem a imunidade e a capacidade de lutar contra bactérias e vírus. Para estas pessoas, mesmo o vírus ou bactéria atenuado e enfraquecido pode ser um problema. A pessoa sem imunidade pode ficar doente se entrar em contato com as bactérias ou vírus atenuados destas vacinas. Logo, pessoas em tratamento contra o câncer, que estejam com imunidade baixa, não podem de nenhuma maneira tomar vacinas com vírus ou bactérias vivos e atenuados.

Já as vacinas de vírus ou bactérias mortos não são capazes de causar nenhum problema para a pessoa em tratamento. A questão aqui é que talvez essas vacinas não sejam eficazes. Como a imunidade está baixa pelo tratamento, é possível que o corpo não consiga produzir os anticorpos. A pessoa então teria tomado a vacina “à toa”. Para saber se a vacina funcionou a única maneira é fazer um exame de sangue, depois de algumas semanas, e medir a quantidade de anticorpos.

Depois de 3 a 6 meses do fim do tratamento a imunidade volta completamente ao normal. Qualquer pessoa que esteja nessa situação pode fazer qualquer vacina sem nenhum problema.

E o que fazer agora durante o surto de gripe H1N1?

Esta vacina é feita de vírus morto. Não há chance da pessoa em tratamento contra o câncer contrair a gripe pela vacina, no entanto, existe uma chance razoável da vacina não fazer efeito. Pessoalmente eu não vejo nenhum problema em vacinar, mesmo que a eficácia da vacina seja reduzida nessas pessoas. Lembrando que a melhor medida para prevenir a gripe, em quem está em tratamento, é a lavagem das mãos, e evitar o contato com pessoas que apresentem os sintomas de gripe. Ao menor sinal de febre, tosse, ou qualquer outro sintoma que sugira infecção das vias respiratórias deve-se entrar em contato com a equipe médica em que se esta tratando.

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Neutrófilos são afetados pela quimioterapia e podem ter seu número reduzido durante o tratamento.

Bom dia, Cats!  Vocês já ouviram falar dos neutrófilos? São as células mais numerosas do sistema imunológico e têm como principal função o combate às infecções.   O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista explica mais sobre isso nessa matéria superinteressante aqui!  Confira:

Os neutrófilos são as células mais numerosas do sistema imunológico, correspondendo a quase 70% das células de defesa. São células que ficam circulando no sangue, em sua maior parte, e têm como principal função o combate às infecções.

Durante o ataque imunonógico às bactérias invasoras, um outro tipo de célula, o plasmócito, libera anticorpos no sangue. Esse anticorpos funcionam com balas teleguiadas e vão se grudar à superfície das bactérias agressoras. O neutrófilo age engolindo e digerindo as bactérias cobertas por anticorpos, processo conhecido como fagocitose. Além disso libera substâncias no local da infecção, para chamar mais células de defesa.

Estima-se que o nosso corpo produza em torno de 100.000.000.000 de neutrófilos por dia. Esta é uma célula de vida curta, durando entre 5 horas e 5 dias.

Como é uma célula de crescimento e divisão rápida, é bastante afetada pela quimioterapia. Medicamentos contra o câncer podem causar a baixa dos neutrófilos (conhecida como neutropenia) e aumentar o risco de infecção durante o tratamento.

Um dos motivos do intervalo entre as doses de quimioterapia é aguardar a recuperação da quantidade de neutrófilos no sangue. Nenhum tipo de dieta, suplemento, chá, alimento ou repouso aumenta a velocidade de recuperação dos neutrófilos. Quando há necessidade de aumento rápido (como em casos de infecção) podemos fazer medicamentos estimuladores, mas na maioria dos casos o tempo é suficiente para a recuperação (para a maioria dos medicamentos o efeito máximo de queda ocorre em torno de 10 dias e a recuperação em duas a três semanas).

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Dicas para quem usa maquiagem durante tratamento

Nossa Cat e fisioterapeuta Marcia Aquino separou mais algumas dicas sobre saúde e beleza para todas nós!

Márcia também é acupunturista e professora de dermato-funcional, especializada pelo INCA em fisioterapia em oncologia e Boiética no Instituto Fernandes Figueira. Se você ainda não conferiu sua história como paciente, é só clicar aqui.

Agora, as dicas:

Usar ou não usar maquiagem durante o tratamento oncológico? Eis a questão!

Mesmo utilizando a brincadeira de parafrasear Shakeaspeare, o assunto é sério, mas pode ser divertido também.

Durante o tratamento oncológico, principalmente durante a quimioterapia, onde podemos ter uma queda no sistema imunológico, a dúvida persiste em algumas pessoas.

De uma forma geral, não existe contraindicação no uso de maquiagem durante a quimio, mas é importante ressaltar que existem sim cuidados a serem tomados!

Cuidar-se, de forma geral, é importante em qualquer fase da vida. Maquiar-se deve ser uma diversão, mas também uma forma de cuidar de sua imagem pessoal, não uma obrigação.

Existem pessoas que não gostam de se maquiar e não querem. Existem outras que, durante a fase do tratamento, descobrem a maquiagem como uma forma de ajudar a cuidar das imperfeiçoes da pele, atenuar a expressão, corrigir ou criar uma nova sobrancelha, etc.

Não vou entrar nessas questões no artigo. O objetivo aqui é ajudar você que adora maquiagem ou que está começando a descobri-la, conservar os cuidados com a pele e utilizar a maquiagem de forma segura.

Assim, aqui vão 10 dicas para quem usa maquiagem durante o tratamento com câncer (basicamente para todas que usam maquiagem no dia a dia):

1 – Nunca durma de maquiagem. Use demaquilante e lave bem o rosto;

2 – Durma com a pele limpa e hidratada;

3 – Hidrate sempre a pele e use protetor solar antes da maquiagem, ou produtos que tenham FPS. Também não se exponha muito ao sol;

4 – A higiene de seus pincéis é fundamental, lave-os regularmente;

5 – Produtos fora do prazo de validade não são aconselhados, pois podem conter fungos e, durante o tratamento, como estamos mais vulneráveis às infecções, os riscos são maiores;

6 – Guarde bem os seus produtos bem tampados e em local adequado, de preferência longe do banheiro onde encontramos mais bactérias;

7 – Cuidado e higiene ao manusear seus produtos. Não de deixe-os abertos por muito tempo, lave as mãos antes de usá-los, não utilize pincéis sujos;

8 – Parabeno, chumbo e outros componentes não são recomendados, e já vêm sendo abolidos de países como os Estados Unidos há algum tempo. Leia a composição de seu produto e pesquise se eles podem ser nocivos. Seu dermatologista também pode ajudar;

9 – Alimente-se bem, hidrate-se (principalmente com água), faça atividade física adequada. Esses são fatores que ajudam muito a beleza da pele;

10 – Cuide de suas emoções, humor, medite, veja comédias ou tenha bons livros, crie ou peça ajuda para criar mecanismos contra o estresse.

Lembre-se: a beleza vem realmente vem de dentro (ou como queira dizer: vem da alma, vem do espirito). Quando estamos bem passamos essa beleza para o exterior.

Eu sei… Durante o tratamento passamos por muita fase difícil e por isso devemos procurar ajuda sempre. Resiliência é fundamental em qualquer momento da vida. Mas, cuidar-se de si, usar uma linda maquiagem e transforma-se tem ajudado muitas mulheres nessa fase a redescobrirem-se.

Portanto, maquiar-se ou não maquiar-se? A decisão é sua, mas cuide de sua pele, converse sempre com seu dermatologista e informe-se.

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A construção da imagem pessoal no tratamento oncológico

Estávamos aqui, com essa equipe sensacional do Quimioterapia e Beleza, que a cada dia traz mais novidades, e pensamos em compartilhar com vocês histórias reais e maravilhosas de mulheres que construíram sua imagem pessoal durante o tratamento oncológico.

Assim, poderemos conhecer muito mais desse universo. Por isso, esse é apenas o primeiro post de uma série que mostrará como a construção da imagem pessoal é fundamental durante o tratamento contra o câncer.

Para quem não sabe, sou Especialista em Consultoria de Imagem, formada pela Universidade Belas Artes, e faço pesquisa na Mastologia da UNIFESP, com pacientes que estão em tratamento oncológico.

Mas, você sabe o que é exatamente uma consultoria de imagem?

Um consultor de imagem auxilia na construção de uma identidade visual de uma pessoa. Como um parceiro de sucesso que ajuda a identificar a mensagem que você quer transmitir para as pessoas.

Mas não confunda: um consultor de imagem não é um profissional da área de moda. A moda é uma das ferramentas que utilizamos, assim como o comportamento, a comunicação e a aparência.

A consultoria de imagem está entre nós desde 1558, quando surgiu o primeiro livro de etiqueta com conselhos de como se vestir.

Cientificamente falando, uma pesquisa da UCLA mostra que quando encontramos uma pessoa pela primeira vez, podemos visualizar, dentro de 6 a 30 segundos, mais de 10 características dessa pessoa. Consegue entender a importância da vestimenta, comportamento e comunicação no nosso dia a dia?

Quando conheci a Ioná Carmona, ela estava com 38 anos e tinha ido À ginecologista para programar uma gestação, porém, depois de realizar seus exames foi diagnosticado um tumor nos seios.

Uma mulher de inspiração que não teve tempo para a tristeza, buscou o tratamento que precisava, enquanto eu pude ter a experiência inesquecível de desenvolver sua imagem pessoal durante o tratamento. Ioná depositou sua confiança em mim e acreditou que no momento mais difícil e delicado de sua vida, eu mudaria sua forma de pensar e vestir, levantando sua autoestima e trazendo alegrias e realizações.

Na programação dos posts seguintes, vou falar muito mais sobre os elementos da consultoria de imagem.

Dúvidas e sugestões, estaremos à disposição!

Até a próxima!

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ANVISA LIBERA NOVO TRATAMENTO PARA PACIENTES COM CÂNCER DE PULMÃO

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de uma nova terapia para o tratamento de câncer de pulmão. O medicamento, pembrolizumabe, atua no sistema imune do paciente, aumentando a capacidade de o organismo reconhecer e combater as células cancerígenas.O remédio já é usado no País para o melanoma e para estágios mais avançados de câncer de pulmão. Com a decisão da Anvisa, a droga passa a ser indicada já no início do tratamento – mas em casos específicos. A terapia somente é prescrita para aqueles pacientes que apresentarem na célula do tumor uma proteína, a PD-L., em altos níveis. A estimativa é de que 26% do total das pessoas com diagnóstico de câncer de pulmão poderiam fazer uso do remédio.

A imunoterapia é considerada como uma ferramenta eficaz para o tratamento do câncer e menos agressiva ao organismo. A estratégia é atacar apenas as células do tumor, preservando as células sadias.

Fonte: R7

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JOVEM FAZ ENSAIO EM HOSPITAL PARA MARCAR INÍCIO DE TRATAMENTO

A passagem da adolescência para juventude é sempre um período de muitas mudanças e desafios. Para a capixaba Thamires Mageski, de 16 anos, tudo isso chegou em dobro após a descoberta de um câncer, e ela fez questão de marcar a nova fase. O velho desejo de fazer um ensaio fotográfico aos 15 anos foi realizado um ano depois e em um cenário bem diferente do que tinha planejado: dentro de um hospital.

Diagnosticada com Linfoma não-Hodgkin (LNH), um tipo de câncer que surge nos gânglios linfáticos, a jovem fez as fotos no Hospital Infantil de Vitória, onde está internada desde o início de maio. O ensaio já estava marcado para acontecer esse mês e com o diagnóstico precisou ser adaptado ao momento que ela está vivendo.

A estudante está no Hospital Infantil de Vitória
Foto: Carla Caliman

A fase mais difícil foi a aceitação, mas com a ajuda de médicos e familiares, ela conseguiu superar e quer mostrar para outras pessoas que o importante é ter vontade de lutar pela vida.

“Eu fiz uma biópsia e quando saiu o resultado eu não quis aceitar, falei que não ia fazer nenhum tipo de tratamento que pudesse fazer meu cabelo cair, porque ele era a coisa mais importante. Aí depois eu fui entendendo e minha mãe me falou que o ensaio seria uma forma de ajudar outras pessoas, porque minha médica contou que muitos jovens fazem a quimioterapia e não voltam mais quando o cabelo começa a cair. Mas o cabelo cai e cresce de novo, o importante é se tratar, se cuidar”, afirma.

>> Confira a galeria de fotos completa do ensaio!

Ela e a família moram em Itarana, no interior, e há um mês estão na sala de Oncologia do hospital infantil. Estudante do primeiro ano do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Thamires só voltará aos estudos no ano que vem. O tratamento, que começou na última segunda-feira (22) com sessões de quimioterapia, terá duração de 6 meses e o fim será celebrado com um outro ensaio.

“Eu espero conseguir passar por tudo isso. Tirou meu tapete saber que tinha essa doença e fui tentando me conformar aos poucos, até que chegou uma hora que vi que eu teria que aceitar mesmo. A partir daí, eu comecei a aceitar e levar tudo numa boa, tentando ser mais forte possível. Tudo o que a gente precisa nessa hora é isso, ser forte”, conclui.

“Tudo que a gente precisa é ser forte”, afirmou a estudante
Foto: Carla Caliman

Responsável pelo ensaio, a fotógrafa Carla Caliman contou que recebeu o pedido de Thamires logo após o diagnóstico. “A gente já ia fazer o ensaio, ela tinha pensando em alguns locais aqui na cidade até. Aí ela passou mal, foi diagnosticada com câncer e mandou um recado pra mim dizendo que queria fazer o ensaio careca. Foi quando pensei em fazer umas antes do tratamento, como essas que fizemos e outras depois, como ela quer”, explica.

Fotografar a estudante foi inusitado para Carla, que só havia feito ensaios dentro de hospital em casos de partos. “É difícil explicar qual é o sentimento, porque a fotografia é muito forte. Eu penso que a fotografia contribui muito para a autoestima, a gente se vê de uma forma diferente e é uma questão muito importante para o futuro também. É o momento dela de transformação, de fé. Tudo isso a gente tenta buscar nas fotos, e eu tentei buscar todo esse sentimento de fé que ela tem”, afirma a fotógrafa.

Fonte: Folha Vitoria

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SUTIÃ APERTADO E DESODORANTE CAUSAM CÂNCER? ESCLAREÇA MITOS SOBRE A DOENÇA

Existem muitos mitos sobre o que causa câncer, o que previne a doença e sobre o tratamento da doença.

Confira respostas para algumas dúvidas dadas por Raphael Brandão, especialista em oncologia do CPO (Centro Paulista de Oncologia) e pós-graduado pelo Dana-Farber Cancer Institute/Harvard Medical School.

Super-alimentos podem prevenir ou curar câncer? As pessoas pensam que há um alimento ou um tipo de alimento que pode resolver todos os seus problemas e reduzir o risco de câncer, porém, não há evidência científicas que comprovem isso. Até o momento, o que se sabe é que frutas e vegetais coloridos, grãos integrais e fontes saudáveis de proteínas como o peixe e feijão compõem uma dieta saudável.

Sutiã apertado pode causar câncer de mama? Os sutiãs não causam câncer de mama. Um estudo publicado em 2014 provou que não houve diferença no risco entre as mulheres que usavam um sutiã e as mulheres que não usavam sutiã.

Beber café ou chá pode reduzir o risco de câncer? Existem muitas pesquisas sobre se o chá verde ou o café podem afetar o risco de câncer. Os resultados são controversos. O que sabemos até agora é que os antioxidantes em frutas e vegetais são protetores contra o câncer, o que realmente não sabemos é se os mesmos antioxidantes estão no chá ou no café.

Desodorantes causam câncer de mama? As pessoas acreditam que se você não pode suar, suas toxinas se acumulam e podem potencialmente causar câncer. Porém, não há nenhuma evidência para sugerir que antitranspirantes podem causar câncer.

Açúcar causa câncer? O açúcar com moderação não causa câncer, e nem agrava quadros da doença. O açúcar é necessário para apoiar o sistema imunológico, que combate o câncer. A glicose (açúcar) com moderação é parte de uma dieta equilibrada.

Vacinação infantil pode causar câncer? Não existe nenhuma evidência para este mito. Ao contrário, a prevenção de infecções previne o desenvolvimento de câncer.

Se você tem câncer, você deve descansar e evitar esforço físico? Cada vez mais temos evidências científicas robustas sobre o efeito dos exercícios físicos nos pacientes com câncer. A atividade física é um tipo de terapia que beneficia o sistema imunológico, diminui a fadiga, melhora a saúde mental e diminui os efeitos colaterais da quimioterapia.

Quem tem pele mais escura não podem ter câncer de pele e não precisam usar protetor solar? Têm sido diagnosticados inúmeros casos de câncer de pele em todos os tipos de pele.

Fonte: UOL

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BAILE DE CARNAVAL ANIMA CRIANÇAS EM TRATAMENTO

Marchinha, fanfarra, samba e tecnobrega embalaram o 1º Bailinho do Bem do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, realizado no sábado (18). Gaby Amarantos, Lia Sophia e Arthur Espíndola cantaram para as crianças. A festa foi realizada na brinquedoteca da unidade, que ganhou uma decoração especial para receber pacientes e acompanhantes.

Para o músico Arthur Espíndola, a visita ao Hospital Oncológico Infantil foi um momento muito especial. “Estou muito feliz em ver a alegria das crianças, dos pais, dos colaboradores que cantaram com a gente. Foi um momento de alegria em uma jornada muito dura. E poder trazer um pouco do que faço, do talento que Deus me deu, me deixa muito feliz”, contou Arthur.

A cantora Lia Sophia também considerou o momento como especial. “É um presente para mim participar e contribuir um pouquinho para essas crianças, que estão nessa luta. Vamos todos fazer nossa parte, doar nossa alegria para eles”, falou.

Lia Sophia e Arthur Espíndola participam do bailinho de carnaval para jovens e crianças em tratamento de câncer (Foto: Agência Pará)

A adolescente B. H., de 17 anos, que faz tratamento na instituição há oito meses, era uma das mais animadas no evento. Para a sua mãe, Vanessa Rodrigues, ações como essa ajudam a promover o bem estar e amenizar o sofrimento de crianças e adolescentes que lutam contra o câncer na unidade. “Nessa hora, eles esquecem todos os problemas e curtem o momento. E, como vejo minha filha feliz, eu também fico”, comentou a acompanhante.

Segundo a coordenadora de Humanização do Oncológico Infantil, Paula Viana, a programação faz com que os pacientes se sintam parte do que acontece fora do hospital. “Quem está internado na unidade, vê que fora está acontecendo o Carnaval, uma das principais festas brasileiras, e nem imagina que poderia acontecer aqui também. Então, é legal a gente trazer essas atividades para que as crianças possam viver essa alegria também e lembrar que não são pessoas que estão simplesmente doentes, mas são sujeitos, e que a vida existe muito além da doença”, explicou a coordenadora.

O 1º Bailinho do Bem do Oncológico foi promovido em parceria com a organização não governamental No Olhar e o grupo de voluntários Flores de Kahlo. A coordenadora de campanhas da ONG, Patrícia Gonçalves, falou da alegria em poder contribuir. “O mais importante nessa vida é espalhar amor. Nós estamos aqui para plantar essa semente e, também, mostrar que se a gente aplicar o respeito à vida em pequenas ações do dia a dia, é possível transformar esse mundo em um lugar melhor”, contou Patrícia.

Para a diretora geral da unidade, Alba Muniz, é primordial que as crianças e adolescentes tenham uma vida normal durante o tratamento. “Aqui é um lugar de vida, no qual o nosso afeto e um trabalho humanizado promovem o bem estar e a consequente recuperação. Queremos sim espalhar alegria”, revelou a diretora.

Gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a unidade possui 60 pacientes internados, e cerca de 650 pacientes em tratamento.

Fonte: G1