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A MODELO QUE REMOVEU O MAXILAR PARA VENCER O CÂNCER

Elizaveta Bulokhova é o nome dela. Estudou Direito, mas trocou Toronto por Londres para começar uma carreira de modelo. Viajou o mundo, acumulando já 7 anos de carreira – passando por Japão, Londres, Nova York, África do Sul, entre outros países. Mas então ela passou pelo que não esperava passar. Começou em 2014: ela e o namorado estavam em Amsterdã curtindo um tempo juntos, quando seu maxilar começou a inchar. A dor começou a se tornar insuportável, quando, em julho, depois de tantos exames e biópsias foi diagnosticada com osteossarcoma no rosto, no meio de sua primeira gravidez. Então ela deveria interromper a gravidez para que tratasse o câncer com quimioterapia, além de ter que passar por uma cirurgia para remover o maxilar. Em entrevista à revista Vice ela disse:
“Valentin era muito ativo e eu sempre conversava com ele enquanto estava no meu útero. Tive que pedir ao meu bebê para parar de se mexer porque não poderia mantê-lo e, de repente, ele parou. Ele me escutou e ficou bem quietinho”, contou ela, em entrevista à revista “Vice“.

A cirurgia foi muito intensa! Durou cerca de 16 horas e removeu 95% de parte inferior de sua face, ou seja, 17 centímetros. Depois o maxilar teve que ser reconstruído usando  fíbula, veias, nervos e enxertos de pele da sua coxa direita e de seu ombro direito, o que devia acabar com sua carreira de modelo. Várias cirurgias, uma trás da outra. A anestesia poderia prejudicar o Valentin. O namorado cobriu todos os espelhos e ela demorou um mês para ter coragem de se olhar de novo.

A quimioterapia – que deveria acontecer depois de todas as operações – foram adiadas. Faltavam dois dias para a realização do aborto, quando o casal procurou médicos para realização do parto do Valentin, mesmo com dez semanas de antecedência.

“Foi horrível; basicamente tivemos que dizer aos médicos para matar nosso bebê perfeitamente normal, mas não tínhamos escolha”, disse Troubetskoi (o namorado) sobre os meses de angústia. “Aí, com Valetin perto de 28 semanas, perguntamos aos médicos o que seria dele. Era seguro fazer o parto? Eles disseram ‘Com certeza, vamos fazer isso’.”

Valentin então nasceu então dez semanas antes do previsto e passou 51 dias na UTI neonatal. Seu nascimento foi considerado um milagre. Bulakhova disse que foi então que começou a falar com o bebê de novo. E continuou a luta contra o câncer: hora da quimioterapia.

Para a revista Vice disse: “A químio mata todas as papilas gustativas, então eu não tinha fome e não conseguia mastigar direito”, ela disse, acrescentando que levava uma hora para comer um ovo cozido. “Eu tinha medo de beber água porque, às vezes, isso escorria (pelo lado do meu rosto) e isso me deixava traumatizada, meu estômago encolheu por causa da dieta líquida. Eu não conseguia comer nada. Fiquei desnutrida. O processo mecânico de comer era terrível.”

Nessa matéria, a revista Vice escreveu:

“Quatorze meses depois do início do sofrimento – e dois meses depois de sua última rodada de quimioterapia – Bulokhova, agora com 25 anos, e Troubetskoi, de 30, estavam sentados lado a lado em sua casa em Vaughan, Ontário, enquanto conversávamos. Quando um vizinho apareceu para pegar Valentin para ficar com ele durante a tarde, ele disse: “Ele parece maior toda vez que o vejo”.

O cabelo de Bulokhova começou a crescer de novo; a fileira de dentes de cima está tão perfeita quanto antes, mas ela tem dificuldades para falar às vezes, porque só quatro dentes de baixo restaram. Em alguns anos, quando o câncer estiver em remissão, ela vai passar por mais cirurgias reconstrutivas. Com seu 1,72 metro e 49 quilos – apenas 1,8 quilo mais magra que seu peso antes do diagnóstico quase fatal – sua nova vida é tudo menos banal.”

O fotografo Manolo Ceron fez um ensaio fotográfico – lindo – para contar a história dessa cat guerreira. Ele contou, em entrevista para Vice:

“Quisemos usar a arte como ferramenta para contar a história dela”, disse Ceron. “Eli (Bulakhova) é o tema. Ela é a história e tudo mais é uma ferramenta para mostrar sua beleza e força. Isso mostra como somos frágeis e belos. É difícil colocar uma única mensagem principal nisso, mas há muita esperança e força, e muitos sobreviventes de câncer podem tirar algo disso, e talvez essa seja a mensagem subjacente.”

Em uma das fotos mais emocionantes, Valentin alcança a mãe com os dedos. “Ele salvou minha vida – essa é parte mais importante”, disse Bulakhova. “Ele realmente cuidou de mim. Ele me deu um cronograma para seguir que me ajudou a trabalhar em mim mesma. Ele não me deu trégua, no bom sentido. Isso me manteve seguindo em frente. Eu não tinha tempo de ter pena de mim mesma. Acredito que se não estivesse grávida, eu teria sido tratada como outro paciente que estava passando pelo câncer e precisava de cirurgia. Foi ele quem tomou conta de mim e fez com que todo mundo se esforçasse ao máximo.”

Vejam as fotos:

(Fotos por: Manolo Ceron, Maquiagem por Julia Stone. Assistente de fotografia Ken Appiah. Estúdio gentilmente cedido por A Nerd’s World.)

Fonte: VICE

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MÃE QUE TEVE SEU SEIO REMOVIDO POR CAUSA DE CÂNCER AMAMENTA SEU FILHO

Após descobrir a doença em estágio avançado no meio da gravidez, ela consegue dar à luz.

Alguns fotógrafos passam a vida inteira tirar a foto perfeita. A fotógrafa Kate Murray parece ter conseguido esse momento ao fotografar uma mãe que passou por uma mastectomia radical amamentando seu filho recém-nascido. A mulher que não teve a identidade revelada, recebeu o diagnóstico de câncer de mama em estágio avançado na metade de sua gestação.

Ela passou por sessões de quimioterapia. Quando chegou na 36ª semana, precisou passar por uma indução do parto, para poder receber remédios mais fortes.

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EMPRESÁRIA CARIOCA FAZ A DIFERENÇA NA LUTA CONTRA O CÂNCER INFANTIL

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A empresária Renata Cordeiro Guerra poderia escrever um livro daqueles para se ler com uma caixa de lenços do lado, para aplacar poças de lágrimas. Mas muito pelo contrário: ela encontrou na doença do filho, Felipe – um tumor cerebral que o venceu em abril deste ano -, forças para lutar, resistir e continuar sua história com a inauguração do Instituto Todos Com Felipe, num escritório montado em sua própria casa, na zona sul carioca.

Mas muito antes disso, desde 2009, Renata presta assistência a crianças e adolescentes com algum tipo de enfermidade, sobretudo àquelas com câncer. “Consegui construir a emergência do INCA, porque a falta de qualidade no atendimento era absurda. A taxa de mortalidade diminuiu e as crianças ganharam sobrevida desde então”, diz ela. Por causa do tempo dedicado a Felipe, a empresária se tornou uma referência de luta e os amigos começaram a contar com sua consultoria sobre doações para ONGs que realizam bons trabalhos. “Eu fazia o meio-campo para as pessoas que queriam ajudar e vi um caminho se abrir. Por que não fazer um instituto? Meu pai é advogado e disse que não era tão difícil”, contou ela, que, em setembro, através de doações de pessoas físicas e jurídicas, também conseguiu construir a Brinquedoteca Felipe Cordeiro Guerra Nigri, no Hospital Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, uma referência no estado para cirurgia e tratamento de crianças e adolescentes com lábio leporino e fissura lábio-palatal.“Enquanto esperavam as consultas, as crianças brincavam na lama. Aquilo me emocionou, juntei parceiros e construí uma área de 100 metros quadrados que atualmente atende 300 crianças. Hoje elas não querem mais sair de lá e o local virou um oásis”, explica.

Renata descobriu a doença do filho em 2005. De lá até abril deste ano, quando o heroico rapazinho faleceu, aos 13 anos, foram inúmeros tratamentos, incluindo quimioterapias, radioterapias, cirurgias, fisioterapias, tratamentos em hospitais no exterior e no Brasil. “Não consigo ficar parada. Se ficar pensando na morte do Felipe, enlouqueço. Esse trabalho me dá uma satisfação tão grande que transforma minha dor em amor”, ensina ela.”Não adianta ficar jogada numa cama chorando. Não faria bem para mim, nem o Felipe gostaria disso e tenho uma filha a quem dar atenção”, diz.

Felipe era superpopular entre os coleguinhas e seus amigos, que sempre o visitavam nos hospitais depois das cirurgias, vão fazer uma festa com renda revertida para o Instituto no dia 25.  “Amigos e familiares têm que estar do lado da criança e isso faz total diferença no tratamento. No caso do câncer, o acompanhamento dos pais e a fé movem montanhas, as portas se abrem e as pessoas encaram a doença de uma outra forma. Se você é derrotada e faz quimioterapia, sai sofrida da sala. Mas se você leva um jogo de tabuleiro e joga com as crianças, eleva o astral, dá esperança e motivação. Nunca desabei quando Felipe estava entre nós e só chorei quando ele morreu. Minhas amigas dizem que têm vergonha de falar que estão chateadas porque o filho fez algo que elas não gostaram, porque eu estou sempre bem. Ainda tenho uma filha e deixo para ficar triste na análise, nos quilômetros de corrida. Cada um pensa de uma forma”, diz Renata, afirmando que o filho sabia por tudo o que estava passando. “Quando ele ficou doente pela segunda vez (2009), falou: ‘Mãe, não tive infância e não vou ter adolescência, né?’. Nunca neguei, mas também não falava sobre como iriam acontecer certas coisas. Sempre dizia que estávamos juntos e que nunca iria deixá-lo de lado. Éramos grudados. Ele era uma pessoa que trocava energia, muito resignado, persistente, queria ir aos tratamentos e lutava pela vida. Tinha maior bom astral e o poder de me acalmar. Transmitia uma paz…Converso sempre com ele”

Renata tem o coração tão grande, cheio de esperança e amor, que ainda divide um sonho: “Construir um hospital para crianças com câncer, que seja referência no assunto”.

Fonte:(Revista Época)

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MATERNIDADE X CÂNCER

Mulheres com câncer podem engravidar?
O que é aconselhável nestes casos?
Muitas são as dúvidas que giram em torno deste tema.
Especialistas afirmam que não é aconselhável a gravidez pelos menos dois anos após o tratamento de câncer embora existam muitos casos bem sucedidos de crianças que são geradas antes desse tempo e vivem bem. Riscos existem, problemas podem acontecer, ainda mais porque podem haver células de câncer restantes no corpo, que tendem a crescer quando são estimuladas por hormônios, que são produzidos em grande quantidade durante a gravidez.
Algumas mulheres, após o tratamento conseguem engravidar normalmente e também amamentar sem nenhum tipo de problema. Mas a quimioterapia e a radioterapia são tratamentos muito agressivos que podem destruir os óvulos, causando infertilidade ou menopausa precoce.
É sempre aconselhável retirar alguns óvulos e congelá-los antes de iniciar o tratamento quimioterápico possibilitando assim recorrer à fertilização futura, além de ajudar a prevenir, caso o tratamento comprometa de alguma forma o sistema reprodutor.
A maternidade motiva as pacientes na luta contra o câncer, ajudando a diminuir o stress, a ansiedade e o sofrimento psicológico causado pela doença. Converse com seu médico!