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Ações do IQeB

Esta foi a nossa visita ao Hospital Infantil Darcy Vargas, vinculado a Secretaria de Saúde de SP. Fomos com um grupo de voluntárias super engajadas – estudantes de jornalismo da PUC – SP.
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Entregamos os kits da nossa pedalada rosa (bandanas, camisetas e mochilinhas), para cada criança em tratamento oncológico e seu responsável, conversamos e ganhamos abraços. Fomos levar apoio e carinho, mas nós é que recebemos!?

Vejam os relatos de três voluntárias, nesta ação:
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“Minha visita ao Hospital Darcy Vargas foi muito especial. Lembro que foi meu primeiro trabalho voluntário e estava muito nervosa pois não sabia como conversar com os pacientes. Porém tudo ocorreu maravilhosamente bem.

Posso afirmar que foi um dos dias mais felizes da minha vida. Não tem como descrever a alegria das crianças ao receber o kit que foi preparado pelo Banco de Lenços. Melhor ainda foi quando uma das pequenas pacientes pediu para eu passar nela um batom rosa, que vinha no kit. A sua reação após estar de batom foi a melhor: ela posou para a câmera e deu um lindo sorriso! Como isso aqueceu meu coração.

Nesse dia pude ver a diferença que o presentinho preparado pelo QeB fez para os pacientes. Era incrível como, ao abrir a sacolinha, eles mudavam a expressão do rosto e ficavam mais felizes. Como se, por um instante, esquecessem da doença e só focassem neste momento.

Foi um dia que me transformou como ser humano. Graças a ele, passei a ajudar mais nos trabalhos voluntários, pois vi como aquilo me fez bem e como poderia mudar a minha vida e de outras pessoas.

Só tenho que agradecer ao Instituto Quimioterapia e Beleza e ao Banco de Lenços Flavia Flores por permitirem a minha participação neste dia incrível e por me mostrar como é bom ajudar o próximo e melhorar o dia de alguém com simples atos”.

Voluntária Natália Garcia

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“Crianças costumam ver o mundo de uma forma mais divertida, e conseguir colocar um sorriso no rosto delas é sempre muito especial. Essa ação foi assim, cheia de amor e de conversas incríveis com mini pessoas que têm tanto a nos ensinar. Uma experiência capaz de transformar o jeito que nós enxergarmos a vida”.

Voluntária Sofia Duarte

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“Eu amei participar da ação, nós nos divertimos muito e foi uma delícia dar um pouco do nosso tempo pra fazer kits com presentes que fariam alguém tão feliz”.?

Voluntária Thays Reis

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FALANDO DE MORTE COM AS CRIANÇAS

Esta semana tivemos a perda do humorista Roberto Bolaños, o eterno “Chaves”, personagem conhecido por pelo menos 8 em cada 10 crianças.
TV’s do mundo inteiro noticiaram o fato, a exaustão e certamente foi um assunto bastante comentado nas escolas entre os coleguinhas.
Ai entra a pergunta: como falar de morte com as crianças?
Muitas famílias erroneamente, evitam falar sobre o assunto, fazendo a criança acreditar que a pessoa falecida foi viajar. Isso não é certo, pois ela precisa e deve tomar conhecimento sobre o assunto para que saiba lidar com os futuros lutos.
Ao contrário do que se pensa, a criança sente muito a falta das pessoas próximas e assim como os adultos, podem demorar para passar pelo período de luto. Embora entretida com outras atividades como escola, brincadeiras, essa falta continua lá, mexendo com ela.
É preciso saber conversar e explicar a ausência no mundo real, já que na fantasia a morte não é um evento corriqueiro, muito pelo contrário, alguns personagens de desenhos por mais que estejam em situação de risco passam a imagem de imortal.
Para introduzir o assunto é preciso abordar três temas:
– o ciclo da vida: explicar que todos os seres vivos um dia irão morrer, sejam eles familiares, o cachorrinho ou as plantinhas;
– a impossibilidade da volta: a criança não pode achar que aquela pessoa está em férias e irá voltar a qualquer momento;
– a finitude do corpo: o corpo é uma máquina e uma hora – mais cedo ou mais tarde, ele para de funcionar.
Lidar com o assunto desde cedo possibilita que no futuro o adulto elabore o processo com mais facilidade e aprenda a lidar melhor com situações inevitáveis, não só a morte.
Por mais difícil que possa ser entrar no tema, os pais ou qualquer outro adulto que vá abordá-lo, pode abrir mão de metáforas (a pessoa virou uma estrelinha, por exemplo) e assim tocar no emocional da criança de forma mais leve, mais dentro da sua realidade, porém nunca deixar de associá-la a perda. Falar que a pessoa falecida foi viajar, por exemplo, pode desencadear o sentimento de abandono, que pode ser bem pior nessa fase da vida.
E se a criança perguntar para onde a pessoa falecida vai? Nessa hora é preciso levar em consideração a cultura e religião em que ela é criada, visto que esse é um assunto que diverge muito entre os povos.
Importante: deixe a criança falar, perguntar, se expressar, pois mesmo querendo poupa-lá de algo tão doloroso, ela precisa se sentir parte dos acontecimentos.