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AMIGOS FICAM CARECAS PARA HOMENAGEAR JOVEM COM CÂNCER

Amigos de infância de um estudante de farmácia de uma faculdade particular de Teresina fizeram uma homenagem emocionante ao rapaz.  No auditório de uma casa de eventos da capital, 18 rapazes emocionaram os convidados ao aparecerem carecas na cerimônia de colação de grau, uma homenagem a Carlos Roberto Júnior, de 20 anos, também sem cabelos, mas por consequência do tratamento contra o câncer ósseo na coluna.

Os amigos de sala de aula também fizeram parte da noite de emoções levando cartazes com a mensagem: “Já vencemos Carlim”, arrancando lágrimas de quem estava na cerimônia.

Carlos Roberto Júnior, de 20 anos, descobriu o câncer na semana em que entregou o trabalho de conclusão de curso, em dezembro do ano passado. Quatro dias depois ele fez a cirurgia para retirar o cisto e iniciou em janeiro as sessões de quimioterapia, além da fisioterapia para voltar a andar.

O sarcoma de ewing, é um dos três tipos de tumores primários ósseos mais comuns entre crianças e adolescentes. Segundo o instituto nacional do câncer (Inca), a causa é desconhecida e não parece ser hereditária.

Adilson Sousa revelou ter criado um grupo para organizar a surpresa. Ao todo, 18 amigos de São João do Piauí, cidade natal de Carlos, decidiram raspar o cabelo para homenageá-lo.

A primeira surpresa aconteceu durante a missa de formatura na segunda-feira (30). Quinze amigos decidiram passar um de cada vez na frente de Carlos para mostrar a careca, emocionando o formando na entrada da igreja.

“O Carlos olhava pra gente e dizia: mãe estão todos carequinhas. Ele ficou sem acreditar, bastante emocionado com a surpresa e chegou a ficar com os olhos cheio de lágrimas. Somos todos amigos de infância, irmãos, e nesse momento difícil queremos que ele saiba que pode contar conosco”, declarou.

Outro que raspou a cabeça pra apoiar o amigo foi João Batista. “Quando descobrimos que ele estava doente nós ficamos muito mal, porém sabendo que ele é um vencedor, nós nãos demonstramos isso para ele e decidimos lutar junto com ele. Raspamos a cabeça como uma forma de homenagem”, disse.

A irmã de Carlos, Ana Valéria, contou que a família ficou emocionada e agradecida com a homenagem. Para ela, o apoio dos amigos tem sido fundamental para a recuperação do irmão e sempre que podem todos estão reunidos em sua casa.

“Os amigos são uma segunda família para o Carlos. Eles são muito unidos e não seria diferente nesse momento. Meu irmão sempre foi muito positivo, cheio de vida e esse apoio só aumenta mais a vontade dele superar isso”, comentou a irmã.

Carlos Roberto Júnior foi levado par receber o canudo pelo pai. Após esse momento, alunos que também se formavam com ele levantaram um placa com a frase ‘Já vencemos Carlim’. Emocionado, o jovem não segurou as lágrimas.

Carlos Roberto Júnior ficou bastnte emocionado (Foto: Ellyo Teixeira/G1)

“É um orgulho pra mim estar recebendo homenagens como essa nesse momento. Isso me fortalece e faz com que eu consiga minha saúde de volta. Fico emocionado e ao mesmo tempo mais forte para enfrentar o tratamento”, falou.

Emoção também foi para os pais do jovem. Em poucas palavras, a mãe relatou que a formatura é mais uma prova de que o filho é vencedor. “Meu filho é muito forte e assim como lutou e conseguiu se formar vai conseguir vencer essa doença. É um filho guerreiro”, disse a mãe orgulhosa.

Fonte: G1

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AMIGAS SE UNEM CONTRA O CÂNCER

Nos momentos mais difíceis é que se mede o tamanho e a veracidade de uma amizade. É com a junção de forças dos verdadeiros amigos que qualquer batalha árdua, como a luta contra o câncer, fica mais fácil de ser enfrentada. Foi dessa maneira que grupo de 15 amigas da analista contábil Mônica Cristina Augusto Perez, 43 anos, se uniu para ajudar a moradora de São Bernardo a passar, de forma mais leve, por todo o processo da doença, que acometeu sua mama esquerda.

Mônica precisou fazer mastectomia (retirada da mama), mas as companheiras não mediram esforços para fazê-la ter a certeza de que, independentemente de qualquer coisa, ela continuaria bela. Para isso, o grupo decidiu promover ensaio fotográfico para reafirmar isso.

A amizade teve início seis anos atrás, por meio dos filhos, matriculados na mesma escola de Ensino Infantil, no bairro Suíço, em São Bernardo. “Nos encontrávamos nas reuniões, nas festinhas e nos identificamos muito, até que chegou um momento em que fazíamos festa, sem data especial, só para nos juntarmos”, conta a consultora de vendas Cristiane Checon, 44. Para estarem unidas, mesmo distantes, criaram um grupo em aplicativo de mensagens instantâneas, o Mamães Poderosas.

Sempre atenta à Saúde, por ter perdido a mãe e a irmã vítimas de câncer – na mama e nos ossos, respectivamente -, Mônica se consultava com o médico regularmente. Ao fazer uma mamografia, veio o diagnóstico no dia 29 de setembro do ano passado: estava com tumor em uma das mamas. “A gente pensa que o mundo vai acabar quando recebe a notícia, parece que um buraco se abre no chão”, lembra ela, que é mãe de Felipe, 6, e Sophia, 3.

As amigas estavam animadas com os preparativos de uma festa para marcar a despedida dos filhos do Ensino Infantil. Mônica soube que a quimioterapia começaria um dia antes do evento. Logo depois de ser diagnosticada, pelo celular ela enviou mensagem dizendo que não conseguiria ir à comemoração, sem explicar o motivo. Mas logo contou a razão. “Não adiantava esconder.”

“Ao ler a mensagem, queríamos pegá-la no colo e, a partir daquele momento, demos todo o carinho, nunca a colocando como vítima e mostrando que ela passaria por todo o processo junto conosco”, relata a assistente operacional Neide Felicidade, 41.

Foram seis meses de quimioterapia. Ao término do tratamento, passou por exames para verificar se seria necessária a retirada da mama. Quando recebeu a resposta positiva, enviou mensagem para as amigas, desesperada. “Pensei o dia todo no que fazer para amenizar aquele momento, porque ela não é uma pessoa derrubada, aquela Mônica triste não é a que conhecemos”, recorda Cristiane.

Para reforçar que Mônica não estava só nessa caminhada, a capa das amigas, em uma rede social, exibia a foto da companheira, sorridente, com a frase ‘Somos todas Mônica’. Da imagem, surgiu outra ideia: por que não fazer um ensaio fotográfico?

A cirurgia de Mônica estava marcada para 30 de junho e o grupo de mães, às escondidas, preparava a surpresa. Contrataram uma fotógrafa profissional e, no dia 18, Cristiane a convidou para um passeio no Jardim Botânico de São Paulo. Ao chegar lá, deparou-se com as amigas e todos os preparativos para a sessão de fotos.

Há uma semana, Mônica foi ao médico e não há mais nenhum vestígio da doença. “Elas fizeram com que eu me sentisse importante. As pessoas não devem ver o paciente de câncer com dó, como um coitado. Tratem a situação com leveza, é isso que faz com que a gente fique cada vez mais forte”, ressalta Mônica.

A iniciativa das amigas é vista de forma positiva pela professora de Psicologia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e colaboradora do Chronos-IP/USP (Centro Humanístico de Recuperação em Oncologia e Saúde do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo) Ivete de Souza Yavo. “Muito bacana a ideia do ensaio fotográfico, porque a foto nos ajuda a pensar ou enxergar outras facetas que não costumamos ver. Outro aspecto importante diz respeito à questão da própria feminilidade. Nós somos mulheres, porque somos muito mais do que um seio, do que um cabelo. A gente acaba esquecendo do quão grande somos, das coisas que construímos, então, todo o apoio emocional e psicológico só vai vir a compor a melhora dessa paciente e o melhor enfrentamento da doença”, ressalta. “A doença faz parte desse cenário que é a vida, não é porque tivemos um diagnóstico difícil que a gente tem que encarar isso como se fosse o fim de uma história, mas talvez como um novo redirecionamento da própria história”, completa a especialista.

“As amigas foram fundamentais, pois elas emanaram energia e fizeram com que minha mulher tivesse mais vontade de viver. Amizade, carinho e amor são essenciais nessa luta”, salienta o marido de Mônica, Elson Flávio Perez, 40. Munidas desses sentimentos elas travam qualquer batalha e, em coro, declaram: “Somos uma por todas e todas por uma”.

Fonte: Diário do Grande ABC

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CAT ORGANIZA CHURRASCO PARA AMIGOS RASPAREM SEU CABELO

A Cat neozelandesa Amber Arkell, de 26 anos, foi diagnosticada com câncer de mama em dezembro de 2015. Antes de iniciar a quimioterapia, organizou uma festa em seu quintal convidando as pessoas para raspar seu cabelo. O evento foi batizado de “Shave my hair barbecue” (churrasco para raspar minha cabeça, em português) e foi divulgado nas redes sociais por um gerente de marketing de Auckland, na Nova Zelândia. Quando Amber se deu conta, havia mais de 50 pessoas — entre amigos, familiares e até mesmo desconhecidos — participando do evento e apoiando sua decisão.

Após a divulgação da iniciativa, quatro mulheres com câncer de mama entraram em contato com Amber pelo Facebook para estimularem-na a manter a positividade. E, para a surpresa da jovem, elas também compareceram ao churrasco.

— Foi um dia lindo, foi incrível! Eu nunca havia encontrado essas mulheres antes, apenas conversávamos pelo Facebook. Quando as vi pessoalmente, foi emocionante.

Um dos amigos de Amber preparou um bolo em formato de seios para comemorar sua iniciativa, promovendo ainda mais o clima de alegria e descontração do momento — além de chamar a atenção para a necessidade de realizar exames preventivos periodicamente

Depois que a cabeça de Amber foi raspada, a jovem fez um discurso que emocionou todos que estavam presentes: ela agradeceu a companhia de cada um e disse que, a partir daquele momento, caminhariam juntos. Além disso, a mulher fez questão de ressaltar que cada pessoa vive o câncer de uma forma diferente, e que generalizar a doença é um erro.

Amber confessou que, apesar de a cerimônia ter sido estimulante, ficou com medo de ver seu reflexo no espelho. Um dos seus melhores amigos entrou com ela no banheiro, para dar força naquele momento.

— A princípio, não queria me olhar no espelho, mas tive que encarar a realidade. E. sinceramente, eu acho que essa foi a primeira vez que eu vi minha beleza natural; não havia cabelo para dar formato ao meu rosto ou definir meu melhor ângulo. E me senti bem com isso.

Apesar do otimismo de Amber, ela reagiu mal a uma das sessões de quimioterapia e teve que ser internada. Agora, ela já está em casa, mas não pode fazer esforço.

— Meu número de células está baixíssimo, por isso preciso ficar em casa repousando

Segundo a família, a recaída não atrapalhou a motivação de Amber, que continua otimista e sorridente. Para a jovem, ter raspado a cabeça só aumentou sua autoconfiança.

— É libertador e empoderador poder me sentir eu mesma. Estou muito orgulhosa do que fiz, não me arrependo

Fonte: R7