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ESPECIAL PARALIMPÍADAS 2016: ATLETAS QUE SUPERARAM O CÂNCER

Você vai vibrar e se emocionar com a disputa de 23 modalidades Paralímpicas. Em 11 dias de competição, 528 provas valerão medalhas: 225 femininas, 265 masculinas e 38 mistas.

Roseana dos Santos é uma das atletas e é uma Cat também! É recordista mundial, medalhista paralímpica e medalhista parapanamericana. E tem uma história e tanto, de muita garra, força, beleza e superação!

Aos 18 anos trabalhava como empregada doméstica e morava em Recife. Um caminhão passou por cima de sua perna,o motorista estava bêbado e a amputação foi inevitável. Ela contou em entrevista para BBC Brasil: “Eu perguntava pra Deus, por quê? A gente já sofre preconceito por ser negro, pobre, mulher, agora deficiente… é muita coisa. Por que tanta coisa em cima de uma pessoa só? Era muito peso pra carregar.”

Ela se escondeu em sua casa. Não queria ouvir as pessoas fazerem perguntas sobre o que aconteceu. “Eu nem sabia que existia esporte para deficiente. Se eu soubesse, eu poderia até ter procurado antes. Mas eu não saía de casa, passei anos lá porque não queria ouvir as pessoas fazerem perguntas sobre o que aconteceu. Algumas pediam ver como era a amputação e eu não queria passar por isso.”

Quase seis anos após o acidente, estava andando na rua com seu irmão e recebeu o convide de um desconhecido. Rosinha conta: “Eu fui atravessar a rua com o meu irmão e um rapaz, que passava de carro, disse: ‘Ei, quer ser atleta e recordista do mundo?’.” Ela ignorou achando que fosse alguém zombando de sua deficiência, mas seu irmão não, que insistiu para que ela fosse à associação de deficientes fazer o teste. Ela foi e se sentiu bem onde estava. “Nunca tinha visto tanto deficiente junto. Eu olhava cada um deles e me perguntava: como eles podem ter uma deficiência dessas e sorrir tanto? Foi aí que caiu minha ficha, percebi que eu não tinha nada, era só uma perna amputada”, relembra.

De acordo com a reportagem do IG:

Descobrindo o esporte ao acaso, com um convite de um desconhecido na rua, Rosinha treinou apesar da falta de recursos básicos, como comida, até conquistar dois ouros na Paralimpíada de Sidney em 2000 – no arremesso de peso e no lançamento de discos – e conseguir dar uma casa para sua mãe, um de seus principais objetivos.

Em 2014, depois de medalhas e recordes mundiais conquistados, a descoberta de um câncer a fez querer abandonar o esporte e quase impediu sua participação no Parapan 2015, em Toronto.

Convocada e recuperada, um ano depois, ela conquistou o bronze na competição, que diz ter sido sua “medalha mais difícil”.

Ciente de que o esporte mudou sua vida, Rosinha se diz ‘realizada’ na carreira, mas também desabafa: “O preconceito é muito. Hoje eu não vejo tanto em cima de mim, porque sou atleta e medalhista. Mas às vezes eu fico triste, porque eu queria ser respeitada como ser humano, antes de qualquer vitória e de qualquer medalha.”

Graziella Batista
Roseane usou o esporte para vencer o preconceito e se tornou campeã do mundo.
DIVULGAÇÃO/CPB
Rosinha Santos em ação pelo Brasil no Parapan: ela foi bronze no arremesso de peso.

‘Filha, você tá onde?’
Ela fez o teste para arremesso de peso e lançamento de disco, duas modalidades do atletismo paralímpico, enquanto ouvia do treinador, Francisco Matias, que “seria recordista do mundo” – mas não se animou muito.

“Eu achava aquilo bobo. Ficar jogando aquela bola pesada”, lembra, rindo. O namorado, na época, também não a incentivava. “Ele dizia que eu nunca seria uma atleta, era besta demais. Hoje, acho que acabou me desafiando a treinar mais.”

Por causa da insistência do irmão, Rosinha seguiu com os treinamentos e conquistou suas primeiras medalhas, três ouros no Aberto de Recife. Mesmo assim, a deficiência em sua alimentação a impedia de treinar em período integral.

“Eu teria que treinar de manhã e à tarde, mas eu tinha que escolher um, porque não tinha alimentação para os dois períodos. Eu ia treinar com fome?”

Quando os técnico descobriu o motivo das faltas de Rosinha a alguns treinos, passou a levá-la para almoçar na casa dele – assim, ela poderia se dedicar plenamente ao esporte. E o resultado veio logo: três ouros no Parapan-Americano de 1999.

No ano seguinte, na Paralimpíada de Sydney, Rosinha teria a primeira grande conquista de sua carreira, ao ganhar o ouro no arremesso de peso e no lançamento de disco e bater o recorde mundial nas duas provas.

Quando voltou ao Brasil, recebeu de um empresário um apartamento em Recife para dar à sua mãe. Na infância, elas moravam com a avó, primos e irmãos – um total de 14 pessoas – em uma casa de um só cômodo.

“Chorei muito na hora de entregar a chave pra ela. Minha mãe sempre dizia: um dia a gente vai estar em uma casa, eu vou estar no quarto, você na sala, e eu vou gritar: filha, você tá onde? E você vai dizer: mainha, tô na sala. E eu vou dizer: tô no quarto”, conta.

“São coisas assim que pra muitos são tão pequenas, mas para a gente era como se tivéssemos ganhado na Mega Sena.”

O maior desafio
Em abril de 2014, ao ser diagnosticada com câncer linfático, a atleta pensou em desistir do esporte. “Na minha cabeça, passou um filme de que eu não estaria aqui por muito tempo, não. Achava que eu ia embora logo.”

A técnica, Vanessa Melo, conta que foi difícil motivá-la. “Eu estava junto na hora do diagnóstico. E fazia de tudo pra não chorar perto dela. Não queria que ela me visse triste, eu dizia para ela: você vai passar por isso, já passou por tanta coisa, vai voltar ainda melhor”, disse à BBC Brasil.

Arquivo pessoal

Rosinha e a técnica Vanessa Melo quando ainda se recuperava do câncer
“Ela queria desistir de tudo, até de prosseguir com o tratamento.”

Com a ajuda das treinadoras e das amigas, Rosinha continuou com o treinamento – mais leve –, mesmo após uma cirurgia e durante a quimioterapia. Sem poder ficar exposta ao sol, chegava a treinar durante a madrugada para não perder o ritmo. Ainda assim, ficou cerca de um ano sem participar de competições.

“Meu medo era perder o único patrocinador que eu tinha, então eu quis ir para o Circuito Caixa Loterias, em março de 2015, mesmo fazendo quimioterapia. Passei mal no avião, mas acabei quebrando o recorde brasileiro.”

No início do ano, Rosinha foi considerada curada câncer e voltou a pensar na Paralimpíada. Mas na convocação para o Parapan-Americano 2015, uma das principais competições antes dos Jogos do Rio 2016, seu nome não estava na lista.

“Ela desistiu do esporte, até engordou cinco quilos em semanas, porque não queria mais treinar. Foi uma frustração muito grande”, diz Vanessa Melo.

Uma das atletas convocadas, no entanto, acabou cortada após sua prova ser cancelada por falta de atletas inscritos – foi aí que Rosinha ganhou a chance de viajar para Toronto, a uma semana da competição.

Mesmo sem treinar com o mesmo ritmo de antes, ela conquistou o bronze no arremesso de peso. “Foi a medalha mais difícil de toda a minha vida”, afirma.

CPB/Divulgacao

Roseane na vila panamericana de Toronto

Após a Paralimpíada do Rio, ela diz que pretende se dedicar a sua associação para atletas com deficiência, que ajuda jovens a se tornarem atletas de alto rendimento na região de Mato Alto, na capital carioca. “Meu papel é o de motivá-los, passar minha experiência para eles. Eu não estou treinando lá no momento e eles reclamam muito”, diz.

Prestes a deixar as competições, Rosinha afirma se considerar uma atleta completa, mas tem claro qual foi o seu principal ganho no esporte, para além das medalhas e recordes: “O movimento paralímpico me deu algo que ninguém vai tirar: meus amigos. Quero ser lembrada como uma atleta amiga e guerreira.”

Na cerimônia de abertura que aconteceu ontem, Rosinha disse: “Nessas horas, passa um filme na sua cabeça, lembrando tudo que eu passei para estar aqui. Esta é a minha quarta Paralimpíada e acho que essa foi a cerimônia mais importante da minha vida de atleta, porque é na minha casa. É diferente de tudo que eu já vi. Agora caiu a ficha que os Jogos Paralímpicos começaram”.

Fonte: IG, ISTOÉ

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ESPECIAL OLIMPÍADAS 2016: ATLETAS QUE SUPERARAM O CÂNCER

A luta da atleta Fabienne St Louis, das Ilhas Maurício, para participar da prova de triatlo neste sábado na Rio-2016 foi muito além dos treinos pesados. Em dezembro, a triatleta de 28 anos foi diagnosticada com um câncer raro na glândula salivar.

Às vésperas da Olimpíada, Fabienne teve de ser submetida a duas cirurgias para a retirada do tumor e de células cancerígenas. Complicações no segundo procedimento atrapalharam ainda mais a sua corrida contra o tempo: a atleta teve paralisia facial nos meses que se seguiram à cirurgia. “Eu não conseguia sorrir com o lado direito do rosto. Tinha muita vergonha”.

Fabienne contou à rede britânica BBC que teve muito apoio da família, do namorado e do técnico durante o tratamento. “Acho que foi o que me fez sobreviver.”

Quando perguntada por que ela veio ao Rio em pleno período de recuperação, Fabienne se emociona. “Estou aqui porque amo meu esporte, me qualifiquei para estar aqui, sacrifiquei quatro anos da minha vida”, diz. “Esta é a mensagem que eu quero passar. Nós temos que lutar até o fim.”

Fonte: VEJA

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ESPECIAL OLIMPÍADAS 2016: ATLETAS QUE SUPERARAM CÂNCER

Wagner Domingos lançou seu martelo a 74,17m, liderou sua série semifinal no estádio do Engenhão e se garantiu na final da prova nos Jogos Rio-2016. A classificação por si só já simbolizaria uma grande conquista para o brasileiro ao se tratar de um esporte sem muita popularidade no país. A chance de disputar uma medalha olímpica, no entanto, representa muito mais para “Montanha”, como é chamado desde pequeno por conta de seu físico avantajado.

A vaga ao lado de gigantes do leste europeu na final do lançamento de martelo é praticamente uma medalha para quem há cinco anos tomou o maior susto da vida: Wagner foi diagnosticado com um câncer na bexiga em 2011.

“A gente nunca imagina. A palavra câncer assusta, é muito forte, dá muito medo. Fiquei abalado. Começamos a pensar em muitas coisas ruins, é difícil. Mas a única coisa que eu podia era lutar. Não adiantava chorar, tive que ir para cima. Lutei, e agora estou nessa final”, recordou Montanha.

“Descobri em um exame de rotina, tive que parar minha vida e fazer a operação. Foi algo muito forte. Tive muita sorte de o tumor estar pequeno e ter uma equipe médica excelente que me ajudou lá atrás e me acompanha até hoje”, completou.

E a vitória não é apenas pessoal. Domingos quebrou um jejum de 84 anos de um esporte que não via brasileiros em Olimpíadas desde 1932, em Los Angeles (EUA).

“É muito simbólico. Estou realmente muito feliz. Desde o início da preparação, lá atrás, só pensava nessa final. É muito gratificante. Talvez esteja um pouco abaixo dos principais atletas que brigam por medalha, mas vou fazer ajustes para chegar. Sei da importância para o país”.

Na próxima sexta (19), novamente no Estádio Olímpico, o renovado Wagner utilizará sua história como motivação para novos capítulos de sua história e da trajetória do atletismo brasileiro.

“Sempre que entro ali para competir busco forças em toda história que passei. Me tornei uma pessoa melhor depois daquilo. Sou um cara novo, até mesmo no lado de mente e concentração. Isso ajuda. Na final será assim mais uma vez”, prometeu.

O brasileiro irá encarar nomes como os líderes Wojciech Nowicki, da Polônia, que lançou o martelo a 77m64, e Ivan Tsikhan, de Belarus, com 76m51. “Quero fazer uns 76 metros. Se bater 78, acho que dá medalha”, finalizou Montanha.

Fonte: UOL

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ESPECIAL OLIMPÍADAS 2016: ATLETAS QUE SUPERARAM O CÂNCER

O italiano Daniele Lupo, um dos adversários de Bruno e Alison na final do vôlei de praia masculino dos Jogos Olímpicos Rio 2016, marcada para as 23h59 desta quinta-feira (18), enfrentou e venceu, há pouco mais de um ano, um adversário muito mais perigoso: um câncer.

Em março de 2015, quando se preparava ao lado do parceiro Paolo Nicolai para o Mundial da Holanda, Lupo, hoje com 25 anos, sentiu fortes dores no joelho e procurou um médico. O diagnóstico foi cruel: tumor ósseo. Temendo não poder voltar mais às quadras, o atleta azzurro foi submetido a uma cirurgia.

Mas, por sorte, essa partida ele ganhou rapidamente. A operação foi suficiente para extirpar o câncer, e o italiano não precisou nem mesmo passar por quimioterapia. Um mês depois, já estava dando suas cortadas novamente. E agora, pouco mais de um ano depois, sonha com o ouro olímpico.

“Algumas coisas acontecem para te ensinar algo. Agora não tenho medo de mais nada, aquilo que aconteceu me fortaleceu como pessoa e como atleta”, conta o finalista. Mas a decisão do vôlei de praia masculino será parada dura. Pela frente, Lupo e Nicolai terão a melhor dupla do mundo, Bruno e Alison, e uma torcida inflamada.

Contudo, uma coisa já está garantida: os italianos colocarão no peito a primeira medalha da Itália na modalidade, seja de prata, seja de ouro. “Jogar uma final contra os brasileiros na casa deles é o máximo da vida. Mas agora que estamos aqui queremos chegar ao topo”, afirma Nicolai. (ANSA)

Fonte: UOL

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ESPECIAL OLIMPÍADAS: PAI E MÃE DE NADADOR ENFRENTAM CÂNCER

O nadador sul africado, Chad le Clos, conquistou uma medalha de prata na piscina do Rio de Janeiro. Ele que em Londres (2012) venceu o favorito Michael Phelps nos 200m borboleta por 5 importantíssimos centésimos de segundos.

Hoje, essa medalha é muito além de vencer. Ele nada também para tentar dar alegria para a família: seu pai e sua mãe estão em  luta contra o câncer. A senhora Geraldine Le Clos foi diagnosticada recentemente com câncer de mama e passou por mastectomia bilateral, enquanto o senhor Bert recebeu o diagnostico de câncer de próstata.

“É difícil, tem sido difícil. É uma semana muito emotiva, vocês sabem. Quando eu vou para o bloco e ouço meu pai gritar para mim é muito importante. Eu só quero que eles fiquem orgulhosos”, diz Le Clos em entrevista.

O técnico conta: “Ele é um garoto duro, com muita bravura. Agora ele está nadando por outras razões e talvez isso o ajude”.

Mas a expectativa mesmo é quando Phelps e Le Clos se encontrarem nessa terça feira. “Eu estou muito animado para isso. Estou esperando esse reencontro há um tempo. Há um bom tempo”, diz Le Clos.

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ESPECIAL OLIMPÍADAS 2016: ATLETAS QUE SUPERARAM O CÂNCER

Os Jogos Olímpicos começam essa semana, aqui no Brasil. Ao todo são 19 dias de competição, 306 provas valerão medalhas: 136 femininas, 161 masculinas e nove mistas. São jogos de diferentes modalidades, então imagine só quantos atletas e quantas histórias de vida! Então que tal essa semana conhecermos alguns atletas incríveis?

Esse é o atleta americano Jacob “Jake” Spiker Gibb, que joga vôlei de praia e é conhecido como símbolo de determinação e força. Jacob tem 40 anos (!) e participará de sua terceira Olimpíadas. Nasceu no dia 6 de fevereiro, tem 2 metros de altura e  mostra que sua grandeza não está só aí: o atleta superou o câncer duas vezes!

O Cat foi diagnosticado pela primeira vez em 2002, um melanoma maligno no ombro esquerdo e pela segunda vez em 2011, câncer no testículo. Claro que foi uma batalha complicada, ele mesmo não fala muito sobre o assunto, mas em entrevista já disse:

“Foram dois períodos diferentes na minha vida. O câncer testicular foi assustador. Mas, naquela época, eu não percebia o quanto me afetava em quadra. Se você olhar para 2011 agora, verá que foi meu pior ano em termos de torneios. Mentalmente, eu estava vulnerável. Fico meio emocionado de pensar nisso porque foi uma época muito complicada que me fez ainda mais forte. Depois, tivemos um ano maravilhoso. Em 2012, ganhamos o Circuito Mundial, éramos o time número 1 do mundo e meio que retomei meu equilíbrio de novo. Eu me sinto orgulhoso de como lutei ao lado do meu ex-parceiro, Sean Rosenthal. Eu me sinto feliz de lembrar desse ano (2012).  Eu não fico muito confortável de contar minha história. Não é algo que amo, sabe? Até mesmo em entrevistas, não me sinto muito confortável. Mas se eu puder ajudar pessoas, eu vou fazer, mesmo sendo duro para mim. A minha família me ajudou muito. Minhas duas crianças, minha esposa. Isso me fez apreciá-los ainda mais.” – conta.

O começo da carreira dele como jogador profissional de vôlei de praia foi aos 26 anos. Antes disso, ele jogava no quintal de sua casa, foi como descobriu sua paixão. É formado em Negócios, pela Universidade de Utah (Estados Unidos). Provavelmente essa será sua última participação nos jogos Olímpicos e mesmo que não ganhe nenhuma medalha, já é com toda certeza um vencedor.

Ah, quer ver o Cat jogar? Segue um pouco da programação:

Sábado, 06 de agosto, 16:30h, EUA x Catar

Segunda feira, 08 de agosto, 16:30h, EUA x Áustria

Quarta feita, 10 de agosto, 11h, EUA x Espanha

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ESPECIAL OLIMPÍADAS 2016: ATLETAS QUE SUPERARAM O CÂNCER

A contagem regressiva para as Olimpíadas já começou! Essa edição será realizada aqui no Brasil e começará no dia 05 de agosto, ou seja, próxima sexta feira. 42 modalidades,19 dias de competição, 306 provas que valerão medalhas: 136 femininas, 161 masculinas e nove mistas. E muitos, muitos atletas do mundo inteiro.

O jovem Thomas Van der Plaetsen é belga, tem 25 anos e disputará uma medalha nesses jogos. Mesmo que não ganhe uma medalhe, já é um vencedor em outra batalha: a batalha contra o câncer. Sim, ele é um Cat também! Foi diagnosticado com câncer no testículo há um ano e meio. Seu diagnostico aconteceu quando recebeu uma carta das autoridades anti doping que acusava anormalidade em seus hormônios. Como ele sabia que não havia usado nada, foi ver o que seria essa anormalidade com seus hormônios e descobriu o câncer. Ele já contou: “Foi uma experiência muito traumática. A notícia do doping se espalhou e eu logo fui colocado na fogueira quando não tinha como me defender “.

Aos 23 anos passou por cirurgia e quimioterapia, ficou carequinha e fraquinho. Em entrevista ele já disse: “Foi uma longa jornada de volta. Se eu conseguir convencer pelo menos uma pessoa que esteja passando por essa situação a permanecer otimista já vou considerar uma vitória”. Que fofo, não? Com certeza um guerreiro!

Ele voltou com força total e para isso contou com ajuda de seu irmão, que também é seu treinador.  Decidiu que seguiria em frente, pensava o tempo todo que não deveria ter pena de si mesmo. Ele deixa seu recado: “Você não pode reclamar disso o tempo inteiro, você precisa esquecer e olhar para frente, se apegar as pequenas vitórias da vida. Esse é o único caminho.”

Seja bem vindo aqui no Brasil, Cat!

Quer ver ele nas Olimpíadas? A programação do atleta é disputar no dia: 17 de agosto.