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HAIR STORY: AS FOTOS DE KARIN STACK

Karin Stack é artista plástica e em 1998 recebeu o diagnóstico: câncer de mama. A artista, nesse momento de confusão e questionamentos internos, decidiu retratar como foi sua fase pós quimioterapia.

Sem revelar seu rosto, ela fotografou o topo da cabeça (desde a careca até os longos cabelos). No total foram 52 fotos, sendo que 48 delas foram expostas em alguns museus nos Estados Unidos. A série fotográfica se chama “Hair Stories” (histórias de cabelo, em português). As fotos foram realizadas semanalmente.

Fica a dica para se inspirar!! Muitas Cats dizem que não querem registrar essa fase, mas a fotografia pode ser um bom incentivador para aprender a se amar e se cuidar. Além disso, com isso você pode registrar o quanto você já mudou (e acredite, mudamos muito!).

Para saber mais da artista: http://www.karinstack.com/artwork/index-hair.html

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QUE TAL FAZER AULA DE POLE DANCE?

A Cat Juliana me convidou para fazer uma aula de Pole Dance e eu claro, aceitei! A Ju faz aula de Pole Dance desde Outubro de 2015, e nos levou para conhecer mais sobre. A aula foi no Studio Star, em São Paulo, com a professora Marcinha – que dá aula já faz 7 anos!!

Pole Dance é aquela dança em torno de uma barra vertical, mas por muito tempo houve muito preconceito, já que todo mundo associava essa dança com algo vulgar. Eu fui experimentar a aula e levei minha amiga Lili junto comigo – afinal as Cats também podem fazer!!!

Eu fiquei bem impressionada em como é difícil realizar os movimentos, e como cansa! Descobri também que esse exercício faz um bem danado!!!! Além de aumentar a auto estima e confiança, trabalhar a sensualidade e beleza, os movimentos também definem (e muito) o corpo: trabalha tudo (perna, bumbum, abdômen, braço).

Se qualquer um pode fazer? O ideal é passar por uma avaliação médica antes. E se for começar, prepare-se para muita técnica, respiração, postura e equilíbrio.

Eu agradeço muito pela aula, agradeço minha professora Marcinha, minha amiga Lili (que se jogou!) e claro, a querida Ju!!!!

A Ju é uma Cat que conheci que foi diagnosticada com Linfoma Não Hodking aos 19 aninhos. Ela nem imaginava que teria câncer, e de repente seu pescoço começou a inchar. De médicos em médicos, passou por 2 semanas de exames e escutou que era um “possível problema no coração”. Quando foi fazer o ecocardiograma, o médico não achava seu coração, tinha algo na frente. Passou pela tomografia, e bomba: uma massa de 20 cm!! A Ju contou que ficou 22 dias no hospital sem saber o que tinha, e quando o médico soube do diagnóstico e foi informá-la fez isso com muita insensibilidade! Depois do diagnóstico, hora do tratamento. Fez quimioterapia até o dia 29/03/2015. Ainda faz acompanhamento médico, claro!

A Cat é linda, querida, inteligente e guerreira. Hoje ela estuda engenharia elétrica e confessa seu amor ao Pole Dance! Um pouco tímida na frente das câmeras, mas sabe bem como arrasar!!

Eu também amei a aula!!! Fica a dica para todas as Cats!

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OS BENEFÍCIOS DO BEIJO

O filme começa com aquele casal que é muito amigo ou se odeiam e de repente estão entre flertes e olhares. Como num conto de fadas, nós esperamos ansiosamente o final perfeito: o beijo.  Acompanhado de uma boa trilha sonora então, nem se fale! A junção, o experimento. O beijo é um ponto alto de expectativas. Faz parte da vida, mesmo que não possamos explicar ao certo o significado.

E para provar isso, não precisamos ir muito longe: é só lembrar de quando éramos crianças, caímos no parquinho, de repente estamos aos berros. Nesse momento, tudo que faz sentido é o “beijo que vai sarar”. O beijo da mãe, do pai, da vó, seja de quem for. O beijo está presente nos atos de carinho, de amor, de gratidão. Traz benefícios psicológicos, o sentimento de segurança, de cuidados.

Cats, não achem que nós não temos que beijar não – já vi muitas ficarem tão tristinhas que acabam não saindo, não beijando, não aproveitando o/a companheiro/a. Dia 13 de abril é o Dia do Beijo, então que tal saber bons motivos para dar aquele beijo apaixonado?

  • O ato de beijar é bom para a higiene dos dentes, pois estimula a produção de saliva, reduzindo o acúmulo de placa bacteriana.
  • Beijar estimula a musculação facial. Esse exercício facial além de queimar calorias, previne as rugas.
  • Podemos nos livrar do estresse e da depressão quando beijamos, pois o ato pode nos relaxar e aumentar nossa autoestima. Afinal, durante a atividade o cérebro libera endorfinas, provocando uma sensação geral de bem-estar.
  • A excitação que acontece durante um beijo provoca uma vasodilatação no corpo todo, ou seja, melhora a circulação.
  • Beijar ajuda a imunidade!  Mas cuidado, pois também pode ser veículo de algumas doenças.

Curiosidades:

26 calorias é quanto se gasta, em média, em um beijo de língua de um minuto.

· Até 150 batidas por minuto é quanto acelera o coração durante um beijo.

· 800 é o número aproximado de tipos de bactéria que habitam a boca humana.

· 29 músculos na boca e no pescoço permanecem em movimento ao longo de um beijo.

Vamos então aproveitar hoje e beijar quem a gente gosta! Uma trilha sonora para inspirar:

FONTE: PersonareMinha VidaM de Mulher

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O QUE QUEREMOS OUVIR

Foto de Clica Voigt

Já postamos aqui coisas que as pessoas muitas vezes falam, mas que não ajudam. Sabe quando elas simplesmente não sabem como agir? Pois é!

Agora que tal listarmos as coisas que queremos ouvir? Vamos aprender juntos! Apoio é importante!

Essas são algumas frases que são boas de ouvir:

  • Trouxe seu sorvete favorito e um DVD.
  • Eu te amo
  • Posso ajudar?
  • Fui viajar e trouxe um lenço lindo pra você!
  • Te convido para o almoço.
  • Tudo isso é passageiro.
  • Quer viajar final de semana?
  • Ta precisando de dinheiro? (risos!)
  • Vamos fazer umas fotos suas?
  • Quer companhia pra quimio?
  • Quer fazer uma aula de make up?
  • Vamos nas termas? Fazer argila?
  • Vou te fazer uma massagem!

E se as palavras não aparecerem, que tal então um abraço apertado? Um sorriso sincero já basta quando não se sabe o que falar.

Fonte: Livro “Quimioterapia e Beleza” (Já tem o seu? Adquira seu exemplar!)

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UMA VIAGEM DOS SONHOS

Quem leu meu livro sabe que quando eu morei nos Estados Unidos eu conheci o Ryan e me apaixonei! Ele é uma pessoa incrível, paciente, lindo, carinhoso… Tudo que eu sempre sonhei. Moramos juntos por 2 anos, e então eu fui deportada.  Foi uma bomba, claro!! Eu estava com a vida formada, um amor, um trabalho e de repente eu não tinha mais nada disso. Meu mundo desabou, meu chão sumiu. Então, infelizmente, nos afastamos com a distância.

Eu achei que aquilo fosse o ponto final. Sonhei com esse meu amor, e de repente não tinha mais. Como eu superaria? Como eu ficaria sem? Sabe desses amores loucos que mexem com todas as partes do seu corpo? Que revira sua cabeça completamente? Eu me convenci que final “felizes para sempre” não existia, porque o meu final feliz estava muito, muito distante.

Voltei para o Brasil e busquei tocar minha vida. Passaram 15 anos, com muitos acontecimentos: eu casei, divorciei, trabalhei, fiquei doente, passei pelo tratamento… Eu mudei, assim como ele, mas continuamos o contato (sei o telefone dele de cabeça!!) e a sintonia sempre se manteve. Ele continuou sendo meu parceiro, meu melhor amigo, meu amor.

Na minha última viagem de Portugal veio a luz: ele me chamou pelo Skype e disse que nós estávamos prontos. Como assim prontos? E foi então que entendi que sim, estávamos prontos para retomar. Sabe aquele ponto final? Ele nunca existiu! Era só uma vírgula. Ele ainda mora nos Estados Unidos e eu no Brasil, então a gente combinou um encontro na metade do caminho.

Mesmo depois de 17 anos, saber que eu reveria ele fez as borboletas voarem pelo meu estomago. Eu parecia uma adolescente de novo. Minha mão suada, minha cabeça imaginando como seria.  Hoje, eu sei que posso dizer que ele é o amor da minha vida e tenho a certeza disso!

A viagem foi assim: eu nos contos de fadas por alguns dias. Em Porto Vallas, no México, foi tudo incrível! Só ainda não sei se nós matamos a saudade ou só alimentamos ela – acho que fico com a segunda opção porque estar longe dele, me consome. Então já combinamos quando será nosso próximo encontro, nossa próxima “lua de mel”.

Planos? Continuar meu conto de fadas, e fazer o meu “feliz para sempre”. Por enquanto, não poderei sair do Brasil, mas o meu futuro promete com casamento, filhos, muito amor lá com meu príncipe.

Fotos: Flickr

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APÓS O CÂNCER

Eu já recebi comentários de Cats que falavam sobre o medo da volta do câncer. Já vi gente que evitava fazer o exame de rotina, só para não ter que lidar com o possível resultado ruim. Já vi gente falando que mesmo terminando o tratamento, ainda vive “um pesadelo”. Nem tudo da sua vida tem que ser o câncer: sua história não é essa, sua vida não é isso. Mas depois que o câncer está na sua vida, uma reviravolta acontece. Você muda, seus cuidados mudam. Se você não é da área de saúde, você se surpreende com a quantidade de palavras médicas que você fala. Você se surpreende com sua lista de contatos envolvendo tantos médicos, consultórios e hospitais. Você começa a prestar atenção na alimentação, nos exercícios, em como levar uma vida mais saudável.

Pensar no câncer não deve ser tudo. Tenha outros sonhos, outros objetivos. Se concluiu o tratamento, você está viva – e que coisa boa! Faça da sua vida algo melhor, mesmo que tema um possível retorno. O site Oncoguia listou alguns pontos importantes nessa fase:

  • Saiba que após o diagnóstico de um câncer você jamais se sentirá o mesmo. Cuidados com a sua saúde física e mental deverão ser seguidos de forma diferenciada.
  • Converse com o seu médico oncologista a respeito da doença e da frequência de seus exames. Como será a nova rotina de exames? Quantas vezes passará em consulta?
  • Alguns pacientes relatam que se sentem preocupados e com medo de realizarem os exames de rotina. Se esse for o seu caso, lembre-se que esses exames são fundamentais para o acompanhamento da doença.
  • O medo do retorno do câncer, ter receio, temor, preocupação que o câncer volte é comum entre os pacientes que já passaram por todo o tratamento assim como sentimentos de ansiedade, depressão e outras preocupações podem impedir que você leve uma vida normal. No entanto, é importante que você saiba lidar da melhor maneira possível com esse medo. O receio, temor, ansiedade em excesso poderá lhe prejudicar. Fique atenta a este fato e se necessário, busque ajuda especializada.
  • Mantenha uma alimentação equilibrada: Procure se alimentar de forma correta todos os dias. Invista em frutas, legumes, vegetais e grãos. Sempre que possível, diminua o consumo da carne vermelha.
  • Adote um estilo de vida ativo: pratique atividades físicas moderadas como caminhada, natação, ioga e hidroginástica. Converse com o seu médico antes de iniciar qualquer exercício.

Então, aproveite a vida!!! Você é uma guerreira – e nada, nem ninguém pode tirar isso de você! Se jogaaa!

Um beijo!

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O CÂNCER NO CINEMA

No cinema, o câncer é tratado com as variações da vida real — às vezes como uma doença cruel e trágica, às vezes como uma fase da vida que pode conter uma mensagem de força e esperança. Alguns pacientes não gostam de encarar o tema na ficção, mas esses enredos inspiradores podem mudar essa história:

– “50%” (50/50, 2011)
Com jeito bem-humorado e roteiro baseado em uma história real, o filme acompanha um jovem de 27 anos (interpretado pelo galã Joseph Gordon-Levitt, de “500 Dias com Ela”) que descobre ter um tipo raro de tumor. Durante a recuperação, seu melhor amigo, sua mãe e uma terapeuta o ajudam a encontrar o caminho do otimismo.

TRAILER:

– “Antes de Partir” (The Bucket List, 2007)
Aqui, os excelentes Jack Nicholson e Morgan Freeman interpretam dois pacientes oncológicos que se conhecem no hospital e resolvem realizar, juntos, alguns de seus sonhos. Para rir e chorar.

– “Cartas para Deus” (Letters to God, 2010)
A esperança é o centro da história — baseada em fatos reais — de Tyler Doherty, um menino de 8 anos que começa a escrever cartas para Deus após o diagnóstico.

– “Uma Prova de Amor” (My Sister’s Keeper, 2009)
Cameron Diaz interpreta a mãe de duas meninas — uma delas tem leucemia, e a outra foi concebida para ser sua “doadora perfeita”. Quando as meninas vão crescendo, outros desafios aparecem.

– “Com Câncer e Ainda Sexy” (Crazy Sexy Cancer, 2007)
A atriz norte-americana Kris Carr descobriu com 31 anos que tinha um tipo raro de câncer vascular e um prognóstico assustador. A partir daí, começou a fazer um documentário bem-humorado sobre sua busca por tratamentos, otimismo e amor.

– “Amor é Tudo o que Você Precisa” (Love Is All You Need, 2012)
Esse filme dinamarquês tem como protagonista uma cabeleireira que acaba de ficar sem cabelos por causa do tratamento e, bem nesse momento nada fácil, descobre a traição do marido. Então ela resolve sacudir a poeira e viajar para a Itália.

– “Lado a Lado” (Stepmom, 1998)
Para ver ou rever a história triste e inspiradora das personagens interpretadas por Susan Sarandon e Julia Roberts: uma delas está com câncer e a outra é a nova “madrasta” dos filhos. Muitos conhecem a música “Ain’t No Mountain High Enough” graças ao filme.

– “Uma Chance para Viver” (2008)

O Dr. Dennis Slamon alcançou o sucesso em sua carreira. Ele ajudou a desenvolver uma nova droga experimental chamada Herceptin, a qual ele espera ser um tratamento revolucionário na luta contra o câncer de mama. Porém, quando o financiamento para o seu projeto é cortado, Slamon tem de se voltar ao filantropos Lilly Tartikoff e Ron Perelman para ajudá-lo a tornar o trabalho mais importante da sua vida em realidade. Com o apoio de seus novos financiadores, Slamon continua a aperfeiçoar o seu tratamento. Porém sua nova droga prova que enquanto tem a capacidade de dar vida, não funciona para todo mundo. Esta angustiante história verídica explora a difícil luta de um médico para encontrar o tratamento para o câncer que pode salvar milhares de vidas enquanto traz um significado para sua própria vida.

-“Garota das Nove Perucas” (2012)

Após ser diagnosticada com câncer, Sophie precisa superar um longo tratamento, em que um dos efeitos colaterais é a perda de cabelo. Sem deixar a doença desanimar, Sophie raspa o cabelo e vai à uma loja de perucas onde compra nove perucas. Uma estória de superação, amor, otimismo e a luta de uma jovem para vencer uma forte doença.

Fonte: Rede Coneccte


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“SIM, VOCÊ CONSEGUE” – CONSELHOS DE QUEM SOBREVIVEU AO CÂNCER PARA QUEM ESTÁ COMEÇANDO O TRATAMENTO

magine que estou sentada, como na foto, pedindo um conselho. Pronta para uma conversa. O que você diria para mim? O que espera que eu diga para você? Se você acabou de receber o diagnostico, eu diria que é sim difícil, mas câncer não é um bicho de sete cabeças, que você pode sim lutar e vencer. A escritora norte-americana Barbara Tako teve câncer duas vezes — um tumor na mama e um melanoma — e sobreviveu para contar a história. Ou melhor, transformou essa história em dois livros, um deles totalmente dedicado a pacientes que buscam estratégias emocionais e dicas para enfrentar o diagnóstico e o tratamento.

No site Cure Today, Barbara ofereceu um pouco de sabedoria para quem acaba de começar essa jornada. A palavra-chave é “persistência”. Veja alguns dos conselhos:

Etapas
“Muitas vezes, o sucesso não vem com inteligência, educação ou habilidade. Ele vem da teimosia. Mesmo que precisasse desesperadamente de um atalho mágico, eu não conseguia imaginar meu caminho até a cura. Eu também não tinha a habilidade mágica de fazer meu câncer ir embora. O câncer é uma doença e eu precisava enfrentar cada etapa: primeiro o diagnóstico, depois o tratamento e, finalmente, continuar sobrevivendo.”

Persistência
“A persistência foi e continua sendo a chave para mim. E aprendi que a paciência combina com a persistência. E a paciência pode ser cultivada. Eu sei que não surge naturalmente! Respire. Com a persistência em mente, passei a escolher como eu queria passar pelo câncer e como eu queria sobreviver.”

Ajuda
“No momento do diagnóstico, você pode pensar que o câncer é um desafio muito grande e que você não vai conseguir. Um diagnóstico de câncer muda a sua vida. É um golpe gigantesco. Seja persistente, busque respostas e desenvolva um plano para o seu tratamento. Procure ajuda desde o primeiro momento. Não enfrente o câncer sozinho.”

Efeitos
“O tratamento também exige persistência. Dor, desconforto, medo, quimioterapia, efeitos colaterais, radiação e falta de sono são algumas das coisas que podem te puxar para baixo. Mas não desista. Um minuto, uma hora, um dia por vez — seja persistente. Apenas continue. Mantenha comunicação constante com seu time médico sobre tudo que você está vivendo para que possam te ajudar durante o tratamento.”

Sobreviver
“Por fim, sobreviver ao câncer também exige persistência. Entender que você não vai voltar totalmente a ser o que era antes. Que monitorar consultas, exames e preocupações é algo que vai continuar, que as coisas mudaram. Persistência, mais uma vez. A passagem do tempo, o tratamento e o acompanhamento vão te ajudar ao longo do caminho. Aguente firme. Continue. Siga em frente com sua vida. Sim, você consegue. Sim, você consegue.”

Fonte: Coneccte

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EDUCADORA DE INFÂNCIA ESCREVE “MÃE BORBOLETA” PARA EXPLICAR OS EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA

Desde que todo este drama aconteceu eu tenho sofrido com força…Cancro na mama direita, quimioterapia, cirurgia, mastectomia, radioterapia…

… mas não me lembro de sentir o meu coração palpitando de ansiedade como palpitou no dia em que dei a triste notícia que estava doente às minhas filhas…

Foi realmente a tarefa mais difícil pra mim, porque eu estava frágil, porque eu teria que dizer a elas que tudo iria correr bem, sem ter a certeza de que isso realmente aconteceria.

Elas confiam em mim, eu não lhes minto nunca, sou honesta, franca, verdadeira, sincera…sempre…nossa relação tem base forte na confiança mútua, justamente por isso…

…Eu sofri por dentro…sim, sorrindo por fora…mentindo pela primeira vez, porque, de fato, eu não sabia qual seria o desfecho desta história…o nosso futuro, até então, era tão incerto.

Busquei formas lúdicas para lhes contar, inventei diálogos na memória, escrevi textos que viraram bolas de papel no lixo enquanto eu não conseguia dormir…perdi o sono…sofri…pelo que poderia acontecer a elas.

Foram três intermináveis dias para conseguir encontrar esta maneira especial de lhes contar.

Eu ia precisar ainda mais delas, e elas de mim…Precisávamos estar inteiras! Sem lacunas, sem segredos!

Sou mãe presente, que se envolve, que dá carinho, pede cafuné…dou cambalhotas, conto histórias, brinco, sou ativa demais para passar sem ser vista com efeitos que me arrasariam o corpo e a mente…

Como explicar?

Uma mãe que outrora era tão presente e ativa, de repente jogada num canto amargando umas náuseas e uma fadiga sem fim? Como explicar a falta de força para dar colinho? A falta de visão e voz para contar uma história antes do soninho? Como explicar a falta de paciência que se instala quando as dores forem mais do que muitas e só me apetecer ficar silenciosa e sozinha num quarto escuro?

Com estas perguntas a morarem em mim, durante três dias tentei encontrar uma solução…

Chegou enquanto eu desenhava com a Juliana na mesa da sala de Jantar…Desenhava borboletas, como de costume…

LUZ!

A metáfora da borboleta, o seu ciclo de vida, seria perfeito para explicar parte do drama que eu estava começando a viver…E assim comecei a desenhar criando o texto em paralelo.

As primeiras ilustrações são ‘tensas’, ilustram perfeitamente a minha insegurança, o nervoso, o medo que eu estava sentindo…Eu não pintei com mil cores como geralmente faço… eu não colori porque não me sentia feliz, eu costumo usar as cores da alma, e nestes dias a minha estava cinzenta…  e de fato, eu não estava feliz tendo que contar aquela história…

Os traços que eu desenhei não eram, de todo, perfeitos, eram irregulares, tortos, definindo toda a dificuldade que tive neste momento…

Sábado a tarde, 31 de janeiro de 2015, sentei-me no sofá, uma filha de cada lado…Folhas soltas com os rabiscos àpostos. Língua afiada, coração na mão…lágrimas teimosas, sorrisos para acalentar e amenizar a dor, delas…Medo, insegurança…Pena…São tão pequeninas para uma notícia tão dura!

“Irão crescer fortes! Vão perceber o meu otimismo e confiar em mim…Elas sempre confiam em mim!”

Era uma ‘possível mentira’ necessária, apesar de toda a fragilidade eu estava sim otimista, e queria muito acreditar, como  as minhas filhas acreditaram, no final feliz da Mãe Borboleta… ?

Contando uma história de uma mãe que ‘vira’ borboleta, eu fui contando em paralelo alguns dos efeitos secundários que a ‘mãe’ poderia sentir durante o processo, adaptei a linguagem e fiz parecer que nada era dramático e que era um ‘mal’ necessário, visto que fazia parte da ‘transformação’…

A história da Mãe Borboleta é uma explicação lúdica para crianças (e não só) dos efeitos secundários da quimioterapia no tratamento do câncer.

Achei que deveria devolver ao Universo tudo o que recebi quando pude receber tratamento para permanecer aqui, estou grata agora que tudo está passando…por isso mostrei a história a um editora que imediatamente comprou a idéia, acreditou que seria uma bela ferramenta para ajudar tantas mulheres que trilharam por estes caminhos tortuosos…

Assim nasceu o livro Mãe Borboleta…cada um dos exemplares esta coberto de gratidão e respeito pelas dores de quem passa por esta doença avassaladora.

Feliz, sigo descobrindo outras tantas Mães Borboletas que, com otimismo, ultrapassam estes dias menos bons dentro do casulo… ?

Sinopse:

“Uma mãe como todas as mães do mundo, mas que temia deixar de fazer ‘parte’ da natureza e precisou MUDAR! Passou a observar mais tudo a volta, de um jeito diferente, e de tanto observar começou a mudar… os cabelinhos voaram com o vento numa noite de luar…criou um casulo a sua volta, a mudança acontecia de dentro para fora…virou lagarta…comia muito…ficou inchada…ficou verde com enjoos…ficou farta!

Foi cuidada com esmero pelos amigos e familiares, teve sonhos malucos…dormiu…

O final? Feliz…e guardava uma bela surpresa, para aquela mãe que se transformou!”

Link da matéria: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2015-11-27-Educadora-de-infancia-escreve-Mae-Borboleta-para-explicar-efeitos-da-quimioterapia

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LUGAR PARA SE SENTIR BEM

Assim que eu soube meu diagnostico, fiquei baqueada. Assustada, com medo. Não quis ficar sozinha, fui atrás do meu colo, de me sentir bem.

Isso foi essencial para mim! Um cantinho para me sentir bem, um cantinho para ser cuidada.

Imagine ficar na zona? Na bagunça? Eu sei que o tratamento deixa a gente para baixo muitas vezes, mas um ambiente com clima pesado piora tudo.

Vocês já pensaram o quanto estar ao lado de quem ama faz bem? Já pensaram o quanto estar em um lugar gostoso de passar o tempo faz bem?

O ambiente externo reflete o que estamos sentindo. Você pode passar pelo período de caos. Mas depois o leve pode cair perfeitamente bem! Pense nisso Cats!