Publicado em Deixe um comentário

COMO É TER CÂNCER E SER MÃE DE UMA CRIANÇA PEQUENA

A Cat Luciana Bernal enviou pra gente a matéria que ela conta seu relato no site M de Mulher. Qual é a história? Confira:

“Luciana Bernal, 42 anos, é mãe da Sofia, de 5 anos, fotógrafa e idealizadora da página Mães Com Câncer no Facebook. Aqui, ela conta os desafios que enfrenta.

“Foi em uma tarde despretensiosa que a minha vida mudou e deu o famoso giro de 180º graus. Tudo ia bem comigo, mas eu estava sentido um pequeno enjoo há um tempo. Esse desconforto me levou ao Pronto Socorro algumas vezes e foi resolvido com medicações. O problema é os enjoos não passaram e uma médica ortomolecular, que me acompanhava na época, pediu um ultrassom de abdômen, suspeitando que pudesse ser algo na vesícula.

No dia 17 de maio de 2012, recebi a pior notícia que alguém pode receber. “Você tem uma massa de aproximadamente 11 cm no abdômen”, disse o médico radiologista, um amigo querido. A primeira coisa que passou na minha cabeça foi: “Eu vou morrer! E a Sofia?”.Eu e meu marido decidimos que a nossa filha deveria saber do problema, mesmo tendo apenas dois anos de idade. Então, resolvi contar de uma maneira leve e em uma linguagem que ela pudesse entender. Eu disse que a mamãe estava dodói e, por isso, precisava ir ao médico e também dormir no hospital por alguns dias. Minha pequena ouvia e na sua inocência parecia compreender.

Logo após a confirmação de que eu tinha câncer, me submeti a uma cirurgia. Quando precisei me internar no hospital, a Sofia ainda estava dormindo. A gente se despediu na noite anterior, mas antes de sair de casa, já com a mala de roupas na mão, fui ao quarto dela, a abracei, beijei e falei baixinho em seu ouvido: “a mamãe volta logo. Te amo mais do que tudo nesse mundo!”. Nessa hora, eu já chorava copiosamente.

Depois dessa cirurgia, que foi bastante longa e delicada pois o tumor era raro e estava na suprarrenal, começou de fato a guerra! Alguns meses depois, após 30 sessões de radioterapia, descobri metástases ósseas, sendo uma delas no fêmur – o que me obrigou a passar por mais duas cirurgias com apenas 48 horas de diferença entre uma e a outra, totalizando 10 dias de internação. Eu sentia muita dor, desespero e medo. Principalmente medo de ficar sem a minha filha. Nesse período, a Sofia teve a sua primeira apresentação de ballet e eu não pude ir. Essa foi uma dor insuportável, até mesmo maior do que aquela que eu senti no processo de congelamento do tumor do fêmur. Apesar de não poder estar presente, eu também fiquei feliz, pois depois do evento a minha filha foi vestida de bailaria me visitar no hospital. Foi muito emocionante!

Após alguns meses, descobri uma nova metástase, agora no fígado. Desta vez me disseram que eu começaria a me tratar com quimioterapia endovenosa e que os meus cabelos iriam cair. Nesse dia senti o chão se abrir ainda mais e fiquei pensando: “como vou contar isso para a minha filha?”. Como sempre, procurei ser cuidadosa e carinhosa e disse que iria tomar um remedinho que faria todo o cabelo cair. Ela me abraçou e disse “você é linda, mamãe!”. Eu me tranquei no banheiro e chorei por horas.

Durante todo esse tempo de luta, já passei por 11 procedimentos cirúrgicos, duas etapas de radioterapia e duas de quimioterapia endovenosa, remédios para os ossos, quimioterapia oral e outras medicações que ainda tomo diariamente.No meio de toda essa confusão, a Sofia foi crescendo e foi desse pedacinho de gente que eu tirei força, garra e vontade de viver. Eu nunca aceitei a possibilidade de deixá-la aqui sem mim – não sem antes passar para a minha filha todos os meus valores de vida, sem dar todo o amor e carinho que eu sinto por ela!

Hoje, Sofia entende praticamente tudo, me acha bonita careca (para ela, o diferente é normal). O problema é que ela tem muito medo de me perder a ponto de perguntar se eu vou voltar do dentista, se estarei à sua espera na escola, de ficar grudada em mim em uma festinha infantil ao invés de brincar. Eu não me frustro, pois sei que o que ela enfrenta é consequência de uma vida cheia de vazios, inseguranças e dor que ela carrega há três anos e meio. Acredito também que um dia vou “arrumar” tudo isso. Eu tenho uma rotina médica pesada e ininterrupta, mas todo tempo que tenho livre dedico à minha filha.

O câncer me mostrou que não tem preferência de idade, cor ou sexo. A doença chega atropelando tudo e deixa sua vida de cabeça para baixo. Com tudo o que vivi, aprendi que o meu tempo é precioso, que fazer uma surpresa e aparecer na aula de natação da Sofia é muito mais importante do que dar a ela a boneca da moda. Aprendi também que ensinar e educar com amor é sempre o melhor caminho. Ensinei para a minha pequena que o respeito é a base de tudo e que não existem diferenças entre as pessoas. Ela vive constantemente o lema de ter a “mãe com o lenço na cabeça” e enfrenta o questionamento dos amiguinhos, mas Sofia já sabe explicar para eles com naturalidade que a mamãe está dodói e toma um remédio que faz o cabelo cair.

Minha mensagem a você, mãe que passa por dificuldades como as minhas, é: acredite! O amor nos move, nos impulsiona e a vontade de ver um filho crescer é muito, mas muito maior do que qualquer outro sentimento! Não perca tempo se questionando com frases como“por que isso foi acontecer comigo?”. Nesse momento, você poderia gastar essa energia para estar próxima do seu filho, ajudando-o no dever de casa, assistindo ao seu desenho preferido, vivendo bons momentos. Eu sei que é fácil falar, pois eu também tenho os meus momentos de fraqueza. Faz parte! Mas imponha um prazo para o término desses sofrimentos, pois a vida não espera. Apesar de tudo o que viveu, eu tenho certeza de que a Sofia está bem mais madura e enxerga a vida com outros olhos: com esperança, fé e amor. Confiem porque enquanto existir 1% de chance, devemos ter 99% de fé. Força, foco e coragem para seguir sempre em frente!”

Fonte: M de Mulher

Publicado em Deixe um comentário

DICA DE CAT: ACUPUNTURA

A Cat Vera Lúcia Souza compartilhou com a gente uma dica valiosa!!! Confira:

Olá, pessoal Eu gostaria de compartilhar uma descoberta que fiz Estou em tratamento, desde outubro de 2014. Tirei a mama direita, comecei a fazer quimio, mas surgiu outro câncer no reto e no pulmão Em março 2015, comecei a fazer radio, para o reto. Voltei a fazer quimio. Na última tomografia, constou que o câncer da mama e do reto já estão controlados e o o pulmão está regredindo bem. Mas o que eu divulgar, é que eu sofria muito com os FOGACHOS (calorão produzidos pelos hormônios) Descobri, que a ACUPUNTURA é otima. Estou fazendo 2 aplicações por semana. Já fiz 4 semanas. A partir da 2º ou 3º aplicação, já estava bem melhor. Como eu não conseguia dormir, pois acordava diversas vezes, encharcada de suor, passava os dias me “arrastando”, com sono e sem energia para nada. Agora durmo bem, pois não tenhos calorões e isto me está me dando energia. E o meu médico falou que não tem problema nenhum, a ACUPUNTURA.

Publicado em Deixe um comentário

A VIDA DEPOIS DE UM CÂNCER

Quando enfrentamos um câncer nossa vida definitivamente passa por mudanças. O primeiro momento, o de choque, depois o de adaptação, entender o tratamento, nossa rotina que dá uma grande reviravolta… Como já sabemos, nós humanos não somos máquinas. Muitas e muitas vezes somos resultado de nosso emocional. Nem sempre é simples ou fácil.

Afinal, qual a sensação de acabar o tratamento? Alívio, felicidade? Medo, insegurança? Acredito ser um misto de sentimentos. As crises internas não acabam. A revista Super Interessante fez uma matéria falando sobre, confira:

“Quando escreveu para a equipe do Hospital do Câncer, em São Paulo, o garoto estava realmente zangado. Era um desabafo. Tinha feito uma malcriação qualquer e a mãe, em vez de colocá-lo de castigo como fazia com os irmãos, deixou passar barato. Ele ficou frustrado. “Quando se trata de um ex-paciente de câncer, é comum um menino gostar de bronca”, garante o oncologista Sidney Epelman, um dos responsáveis pelo atendimento das crianças, no hospital . Segundo o médico, o desejo número um dessa garotada é, na medida do possível, esquecer a doença, levando uma vida normal, com direito até a eventuais puxões de orelha paternos. “Mas os pais, com medo da volta do câncer, superprotegem o filho. O que só aumenta a insegurança do paciente em relação à sua cura.”

Em média, seis em cada dez crianças cancerosas conseguem vencer a doença — a incidência pode ser maior, dependendo do tipo de tumor maligno. Em adultos, as chances de cura crescem com o aparecimento de novas técnicas de diagnóstico e tratamento. No entanto, quando se põe um ponto final na história do câncer, outra história está apenas começando. “O medo que envolve a doença pode dobrar justamente no dia da alta médica”, diz a psicóloga Maura Camargo. “É como se, abandonando a quimio e radioterapia, a pessoa estivesse sendo devolvida à fera do câncer.” Além de ser ex-paciente, Maura participa, em São Paulo, do Centro Oncológico de Recuperação e Apoio (CORA), um grupo de médicos e psicólogos que orientam quem está passando pela doença e quem já se curou.

O receio dos pacientes fora de tratamento é justificável: afinal, de tempos em tempos, eles têm de fazer exames de controle. Alguma célula cancerosa pode ter escapado do órgão de origem, instalando-se em outro canto do corpo, para ali recomeçar a sua reprodução desenfreada, típica da doença. Os médicos sabem, porém, que se um câncer não voltar em três anos, as chances de recidivas serão muito pequenas — e, depois de cinco anos, poderá se falar em cura. Esse período costuma ser vivido de maneira estressante.

“Nas vésperas dos exames, a tensão é impressionante”, conta David Capistrano, prefeito de Santos, no litoral de São Paulo. Vítima de uma leucemia, há onze anos, ele acabou fazendo um transplante autólogo. A medula óssea produtora das células malignas foi arrasada por potentes medicamentos. Em seu lugar, os médicos deixaram um pedaço de medula supostamente são, retirado do próprio paciente. ‘É, mas poderia haver uma célula doente ali também”, temia o político, que também é médico e sabia o que estava enfrentando. Por isso, só nos últimos anos passou a comparecer tranqüilamente aos exames de sangue, feitos para controlar a sua saúde, a cada semestre. “O que me ajudou é que evitei parar de trabalhar.” Nem sempre, porém, isso é possível. Infelizmente, é comum ex-pacientes — ou porque o tratamento os obrigou a faltar ao trabalho ou porque são vistos como condenados à morte — perderem emprego ou ficarem encostados na empresa, sem esperança de promoção.

No caso das crianças, os serviços médicos costumam fazer de tudo para que não percam o ano letivo: “Os professores nos entregam as provas e as lições, enquanto a criança está internada”, conta o oncologista Sérgio Petrilli, da Escola Paulista de Medicina. “Mais tarde, as escolas são orientadas no sentido de não discriminarem essas crianças, até porque não há motivos.” Em populações mais carentes, um problema difícil de lidar é o do emprego dos pais. Explica-se: é aconselhável que alguém da família permaneça ao lado do paciente, nas penosas sessões de quimioterapia. “Muitas vezes, a mãe não pode deixar os outros filhos sozinhos em casa”, conta Petrilli. “O pai, então, falta ao serviço. Depois, muitas vezes, a criança se torna uma paciente bissexta, porque o pai teme o desemprego. Sem tratamento adequado, ela perde as chances de cura.”

Na entrada da casa clara e cheia de brinquedos, em que funciona o departamento de Oncologia Infantil da E.P.M., Petrilli e seus colegas penduraram uma placa: é uma homenagem à empresa Método Engenharia, que mandou, no ano passado, uma assistente social para acompanhar o tratamento do filho de um de seus funcionários, que trabalhava na Divisão Agropecuária, em Rondônia. “Nos dias de quimioterapia, a moça passava por aqui, para conversar com a mãe e com a criança, que aliás, já teve alta”, lembra o oncologista. “Essas visitas deixavam toda a equipe de queixo caído, porque no Brasil as empresas não tomam esse tipo de atitude.” Para Euvaldo Foroni, que dirige a Divisão Agropecuária, a decisão foi coerente com a filosofia da Método: “Os problemas pessoais dos funcionários afetam o seu trabalho, portanto também nos dizem respeito”, afirma. Um estudo feito pelo Instituto Nacional do Câncer com 2 940 pessoas — ex-pacientes ou parentes de ex-pacientes — revela que um terço delas tem alguma seqüela da doença na vida profissional. A pesquisa levou em consideração o caso de pessoas que preferem esconder no ambiente de trabalho que foram doentes de câncer.

“A gente sabe que, no caso das crianças, a cura pode ser absoluta”, diz a pediatra Sílvia Brandalise. “Mesmo assim, quando se tornam adultos competentes e saudáveis, essas pessoas muitas vezes omitem que tiveram câncer, nos testes de seleção, porque senão costumam ser preteridas. O estigma da palavra câncer ainda é terrível”, lamenta a médica. Por isso, em junho do ano passado, ela organizou uma comemoração, reunindo mais de 800 pacientes que passaram pelo Centro Boldrini, em Campinas, interior paulista. Silvia fundou esse hospital há mais de dez anos para tratar o câncer infantil. A “Festa do Arco-Íris, como foi chamada, deve se repetir este ano. Mas, desta vez, acontecerá em diversos Estados ao mesmo tempo”, diz Silvia. “A idéia é mostrar gente bonita, feliz e produtiva, que um dia teve câncer.”

Talvez sejam necessárias mil festas como essa para convencer o pessoal das agências de seguro, por exemplo. Porque nenhum tipo de seguro, seja de vida ou de saúde, aceita quem declara ser ex-paciente canceroso. “Só não aceitamos os de cânceres incuráveis”, corrige Júlio Oscar Mozes, gerente da área médica da Itaú Seguros, uma das cinco maiores empresas do setor, no país. Mas há um detalhe: as seguradoras só excluem desse rol, isto é, só consideram câncer curável certos tumores de pele. “O tratamento quimioterápico no Brasil ainda tem pouco tempo de experimentação para garantir seus resultados”, tenta justificar Mozes. Outro detalhe: as drogas usadas aqui são as mesmas utilizadas no Exterior, em combinações determinadas por protocolos internacionais. “Quem expõe dúvidas desse jeito ou é mal-informado ou está agindo de má-fé”, contra-ataca o pediatra Gabriel Oselka, ex-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM). “E eu não acredito, no caso das seguradoras, que seja falta de conhecimento.”

Problemas como esse induzem ex-pacientes a calar sobre o seu passado. O médico Petrilli, da E.P.M., reconhece que nem sempre é fácil comentar que se teve câncer: “A pessoa costuma ouvir um comentário piedoso ou é tratada com atenções especiais. Nada é pior para baixar o astral. O ser humano detesta ser subestimado.” Além disso, a palavra câncer passa a ser predicativo do ex-paciente — nos cochichos, ele é “o fulano que aliás teve câncer” .

A psicóloga paulista Lúcia Rosemberg compreende esse espanto geral: “A morte é um conceito cercado de mistérios. E, quando se está diante de alguém que teve câncer, estamos de frente a uma pessoa que já experimentou a morte”, analisa. A psicóloga, no caso, não se refere à morte física: “Morre com o tumor uma série de manias, conceitos, convicções. Todos saem transformados, de um jeito ou de outro.” Existem pessoas, segundo Lúcia, que parecem fazer um pacto com a vida — olham para os lucros da experiência, ficam mais animadas do que antes, passam a valorizar mais o cotidiano e seus sonhos. Outras, porém, amargam as perdas e danos da doença. “Estas, de certo modo, acabam derrotadas pelo câncer, mesmo que se curem.”

“Eles estranham os novos limites”

O cheiro do Hospital Samaritano, em São Paulo, desperta lembranças capazes de tirar o apetite de Arlete Maria de Oliveira Passos, cada vez que volta ali para um tratamento da coluna. Há pouco menos de dois anos, ela esteve no mesmo hospital para cuidar de um linfoma no canal vaginal. Casada, 46 anos, mãe de três filhos, Arlete entrou na Faculdade de Psicologia em 1985, depois de quinze anos como dona de casa. Como sempre quis trabalhar com doentes terminais, acha que o câncer lhe trouxe uma espécie de experiência profissional: “Entendo melhor as angústias de quem encara a possibilidade da própria morte”, avalia. Além disso, a mãe de família definiu novos limites em casa. “O pessoal fica assustado, até bravo, quando digo que não posso satisfazer suas vontades”, conta. “Mas eles vão aprendendo a aceitar que não sou mais tão disponível, vivendo só em função de filhos e marido. Retomei o comando da minha vida.”

“Antes, a palavra era proibida”

Quando o comerciante aposentado Luiz Paes d’Almeida ouviu o diagnóstico de câncer na língua, o nome da doença não era sequer pronunciado na família. Passados três anos e 35 sessões de radioterapia, a vida mudou muito.

O português de 73 anos, radicado no Brasil desde 1949, teve de aprender a articular as palavras em sessões de fonoaudiologia. “Se falo devagar, as pessoas me entendem. Quando demoram a me compreender, perco logo a paciência”, diz com bom humor, ele que se define um amante da boa prosa. Como a cirurgia que lhe extirpou o tumor arrancou-lhe junto a possibilidade de sentir o paladar, dona Amélia, a esposa, tomou uma decisão: deixou de preparar os pratos preferidos do marido, para não deixá-lo com água na boca. “No começo, o câncer deixa a gente desnorteado”, afirma Paes d’Almeida. “Mas, falando abertamente da doença, vencemos o medo e a depressão.”

“A doença amadurece”

Tomás Sigrist Lopes tem apenas 12 anos, mas fala como gente grande. “Quem passa pelo câncer amadurece”, avalia o garoto, que teve um tumor de rim aos 8 anos de idade. Perspicaz, sempre de altíssimo astral, ele vai logo explicando: “Câncer não é catapora. A criança fica fraca feito um palitinho, perde os cabelos, acaba proibida de um monte de coisas, como ir na praia ou ter animais em casa. A doença não altera só a rotina dela, como a das pessoas que a cercam.” Nesse sentido, aliás, Tomás se orgulha da família e faz questão de contar das férias em Maromba, um lugar em plena Serra de Itatiaia, no Rio de Janeiro, famoso pelas águas límpidas. Explica-se: na fase de tratamento, o menino não podia cair na piscina, por risco de infecção. Os pais descobriram, porém, que era permitido mergulho em nascentes de rios — e foi exatamente isso o que descolaram no vilarejo serrano, para onde carregaram Tomás e sua irmã Érica. “A forma como você vive a doença influencia a sua cabeça, para o bem ou para o mal, depois de curado”, afirma ele, que não vê a hora de outras férias em Maromba.

“Mulher-maravilha, nunca mais”

O câncer de mama transformou Lyene Giordano Guerra, uma elegante executiva paulista. Por causa dele, em 1989, ela tirou os dois seios, de uma só vez. Mais do que isso, a doença mexeu com a personalidade da mulher que dirige uma das mais tradicionais construtoras do país. Para espanto geral, a pessoa corajosa, sempre rígida consigo mesma, cedeu lugar a outra, mais maleável. “Estou aprendendo a lidar com meus pontos fracos”, afirma Lyene. Essa fragilidade vem à tona principalmente a cada bateria de exames de controle, que é obrigada a fazer de seis em seis meses. “Tenho medo dos resultados”, confessa. “Assumir esse temor é difícil para quem sempre se viu como uma mulher-maravilha. No entanto, tenho certeza de que, olhando meus receios de frente, o câncer nunca mais vai voltar.”

“Quero ter filhos e netos”

Armando Rocha Pacheco tinha 15 anos de idade, quando colocou uma prótese no lugar de dois terços da tíbia e um terço do fêmur, dois ossos da perna afetados pelo câncer. “Era muito criança e nunca me preocupei demais com as conseqüências da doença”, conta o paulista Armando, hoje com 24 anos, estudante de Administração. Praticante de natação, ele não pode correr nem praticar esportes violentos — o que não o impediu de enfrentar a multidão para assistir aos shows de Michael Jackson e Madonna, em novembro do ano passado. O estudante percebe que o câncer deixou um rastro de mudança: “Estou mais responsável com a saúde. Não penso muito nisso, mas tenho, sim, medo de uma recidiva do tumor e até da morte.” Seus planos são montar um negócio próprio, casar, ter filhos e netos. “O que eu quero é morrer velho, muito velho.”

“Descontava o atraso”

Bailes, noites em discoteca, troca-troca de namorados — a paulista Daniela Carolina Rovaris Pexe, 22 anos, diz que aprontou bastante, quando recebeu o aviso de que estava curada da leucemia, há seis anos. “A doença apareceu quando estava em plena adolescência. Foi difícil porque, nos primeiros meses de tratamento, não podia nem sequer receber visitas dos amigos.” Daniela acha que os pacientes adolescentes enfrentam uma situação especial: “A gente, depois, fica com aquela vontade de querer descontar o atraso. Afinal, a adolescência é a fase da vida em que você quer mais liberdade e, de repente, se vê preso na gaiola de uma doença.” Segundo Daniela, nessa faixa etária as pessoas costumam ser mais egoístas: “Aos poucos, fui sendo abandonada pelos colegas, que estavam curtindo a vida e não queriam saber da doença dos outros. Mas, passado algum tempo após a alta, tudo volta ao ritmo certo. Inclusive as amizades.”

“Sonho com uma vida normal”

Durante dez anos, uma ou duas vezes por semana, dona Maria Leonor Pereira deixava o marido na lavoura em Amparo, interior de São Paulo, para ir de ônibus à cidade vizinha, Campinas, levando a filha Cristina no colo, para mais uma sessão de quimioterapia. A menina nem conseguia andar, por causa da leucemia, diagnosticada aos 2 anos de idade — a alta médica só veio aos 12. “Muita gente perguntava por que eu insistia tanto nessas viagens”, conta a mãe. “Mas quem fala assim não tem fé na cura.” Agora, aos 16 anos, Cristina exibe vaidosa três brincos em cada orelha e um número idêntico de sonhos: “Quero estudar porque nunca estive na escola, cuidar dos meus sobrinhos pequenos e arrumar um emprego, qualquer emprego.” Para quem acha isso pouco, a garota dispara: “Isso é vida normal, é o que no fundo todo mundo quer.”

“Só você pode se convencer da cura”

Apesar das noites de insônia, na enfermaria escura do Hospital São Paulo, a recordação mais marcante que Jackson Carlos Joaquim tem dos “tempos do câncer” foram as amizades: “Vizinhos, colegas de escola, parentes, todos deram apoio”, lembra. O tumor linfático lhe ensinou o valor da amizade, quando tinha somente 7 anos. Algumas lições foram duras: “Meu melhor amigo, colega de quarto, morreu por causa da doença.” Talvez por isso, quando recebeu a primeira alta, aos 9 anos, Jackson fugiu do hospital e nunca mais deu as caras para fazer exames de controle. O resultado é que o câncer teve recidiva e Jackson acabou recebendo alta para valer apenas há poucos meses, aos 19 anos. “É fundamental confiar no que fala o médico, sem ficar imaginando coisas”, diz ele, que por coincidência trabalha durante o dia no hospital em que passou parte da infância, antes de ir para o curso noturno de Publicidade. “A partir do momento em que está convencido, você passa a mesma confiança para os outros. Eu, por exemplo, corro, tenho um dia-a-dia agitado, jogo bola feito um louco nos fins de semana. Viver desse jeito, para quem me vê, é a maior prova da minha cura.””

Publicado em Deixe um comentário

VOLTANDO AO TRABALHO APÓS O CÂNCER

Eu sempre fui muito ativa. Deixar de trabalhar e me cuidar foi um pouco difícil pra mim. Acabava procurando o que fazer para não ficar parada. Minha vida então mudou completamente né? Comecei a trabalhar com o blog, me senti e me sinto completamente realizada. Quero só crescer! Quando trabalhamos e amamos nosso trabalho, o bem que isso causa não tem tamanho. Mas aprendi com tudo isso que tenho que respeitar meu corpo e meu limite. Apesar da dificuldade de estar parada, aprendi que meu corpo precisava desse descanso. E quando pude voltar para ativa, voltei, mas levando muito mais em consideração minha saúde.

Oncoguia fez uma matéria sobre a volta do trabalho. Já vi muitas Cats inseguras com esse retorno, então que tal falarmos sobre isso? Segue a matéria:

“Se você faz parte do time das pessoas que acaba se afastando do trabalho durante o tratamento do câncer e, após o término opta por voltar a trabalhar, esse texto vai lhe ajudar muito.

Voltar ao trabalho após um período afastado não é uma tarefa simples, mas se você estiver relaxado, confiante e encarar esse retorno como um passo importante na sua recuperação, a volta à rotina será mais fácil e prazerosa.

Saiba que sentir um misto de emoções, como medo, alívio, esperança e talvez até certo constrangimento é normal e pode acontecer sim. Mesmo que você tenha certeza de que está pronto para retornar, você pode se preocupar com o que vai encontrar: indiferença ou apoio? Isso depende particularmente de como você lida com essa situação. Aqui estão algumas sugestões para facilitar a sua volta ao trabalho:

  • Seja Você Mesmo

Se você é uma pessoa comunicativa, você provavelmente vai querer compartilhar detalhes de sua doença e recuperação com os seus colegas de trabalho. Se você é mais discreto, apenas diga a todos que você está bem. A quantidade de informação que você quer compartilhar depende de como é o ambiente do seu trabalho e o quão a vontade você e os outros estão acostumados com o tema câncer. Pode ser mais fácil caso algum outro funcionário já tenha passado pela mesma situação que você.

  • Entrando no Ritmo

O mais importante é você sentir confiança e acreditar no seu potencial. Algumas dicas podem ser úteis:

  1. Tão importante quanto se sentir capaz de trabalhar é sentir-se psicologicamente bem. Se julgar necessário, procure ajuda de uma psicóloga.
  2. Avalie a sua disponibilidade para o trabalho e os efeitos colaterais dos medicamentos que você possa ainda estar tomando.
  3. Atualize-se. Participe de congressos e palestras.
  4. Concentre-se no trabalho, mesmo que exija tarefas tediosas. Lembre-se que você deixou de ser um paciente para voltar a ser um trabalhador novamente.”

Acredito ser importante para nós essa volta ao trabalho. É um marco, depois que nossas vidas são viradas de ponta cabeça. Apesar da sua vida mudar, a empresa que você trabalha pode não ter mudado, tudo ter ficado na mesmice. Ou pode ser que quando você volte, você mal reconheça o lugar. Isso depende muito de caso para caso. Acredito que minha dica é procurar estar bem com você e confiante é essencial! Faça aquela maquiagem bem linda e arrase no look para voltar com força total. Não se sinta insegura! Na verdade, tudo bem se sentir insegura, mas tente se lembrar o quanto você é forte por estar ali.

Para as Cats que vão voltar ao trabalho esse ano, desejo muuuito sucesso!!

Publicado em Deixe um comentário

RITUAIS PARA O ANO NOVO

A virada do ano que acontece entre 31 de dezembro e 1 de janeiro, dá boas vindas para um novo ciclo. Nesse momento sempre nos perguntamos o que foi realizado no ano que passou, o que fazemos, o que melhoramos e o que podemos melhorar. Algumas pessoas ainda arriscam fazer uma lista com Metas para o novo ano. Mas esse não é o único costume! Hoje vamos falar sobre os rituais de preparação para a passagem para o novo ano. Seja pelas superstições, cores de roupa, comidas ou hábitos, são muitos os nossos rituais. Vocês seguem alguma? Por exemplo:

  • Não passar a Virada de bolsos vazios
  • Comer doze uvas verdes, à meia-noite do Ano Novo, para ter dinheiro em todos os meses do ano.
  • Dar três pulinhos, com uma taça de champanhe na mão, sem derramar uma gota. Depois, jogar todo o champanhe para trás, de uma vez só, sem olhar. Deixa para trás tudo de ruim. Não se preocupe em molhar os outros: quem for atingido pelo champanhe terá sorte garantida o ano todo.
  • Fazer barulho: Os povos antigos acreditavam que afugenta maus espíritos. Vale apito, batucada, bater panelas, desde que seja exatamente à meia-noite. Dizem que não há mal que resista.
  • Pular sete ondinhas.

PURIFICAÇÃO DA NEGATIVIDADE E LIMPEZA

Esquente uma quantidade de água suficiente para cobrir seus pés, quase no ponto de fervura. Despeje a água num recipiente adequado (pode ser uma bacia ou um balde) e espere a temperatura ficar suportável.

Depois disso, pingue 7 gotas de óleo essencial de Eucalipto ou, se preferir, de essência de Eucalipto. Mergulhe seus pés na água e fique refletindo em silêncio por alguns minutos, dando adeus a tudo de ruim e agradecendo as lições que os obstáculos puderam te ensinar. Procure libertar-se de mágoas, raiva e rancor. Quando sentir que já ficou tempo suficiente, seque os pés numa toalha e despeje a água no jardim ou em água corrente. Este banho irá purificar as energias negativas, limpar sua aura e amenizar o cansaço.

BANHO DE AMOR

Esquente dois litros de água, e deixe a temperatura ficar ideal para utilizá-la no banho. Pingue 6 gotas de óleo de ylang-ylang ou 3 gotas de essência de rosas e 3 de essência de jasmim. Agradeça por todo o amor que tem em sua vida. Não só o amor de seu par, mas também o amor de seus pais, filhos, irmãos, amigos, família e, principalmente o amor-próprio. Caso esteja só, mentalize o amor que você quer encontrar e peça que ele chegue em sua vida. Despeje esse banho mentalizando muito amor, paixão, união, harmonia e tudo o que você quiser para você em 2016.

PROSPERIDADE

Acenda velas na mesa da ceia, sempre se preocupando com a segurança das crianças ou animais de estimação, que podem querer mexer com o fogo. Se for passar as festas fora de casa, acenda velas enquanto se prepara para sair.

Recomendo velas de laranja, canela e/ou mel. Acenda a(s) vela(s) e pense em toda a prosperidade que teve neste ano. Agradeça por tudo o que tem (mesmo que ainda esteja longe do ideal) e mentalize prosperidade, desenvolvimento e progresso para o próximo ano. Que você caminhe cada vez mais em direção à realização profissional e financeira!

Esta é uma maneira simples, rápida e em conta de fazer um ritual especial para a passagem de ano, trabalhando a espiritualidade, limpeza, amor e prosperidade. Feliz Ano Novo!

 O que comer:

LENTILHAS: uma colher de sopa é suficiente para assegurar um ano inteiro de muita fatura à mesa. A origem desta superstição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes.

ROMÃS: para atrair dinheiro, coma sete partes, guardando as sementes na carteira.

BAGOS DE UVA: para os portugueses, comer 3, 7 ou a quantidade correspondente ao seu número de sorte garante prosperidade e fartura de alimentos. Para garantir também dinheiro, guarde as sementes na carteira ou na bolsa, até a troca do próximo Ano-Novo.

CARNE DE PORCO: deve ser o prato principal da ceia, servida à meia-noite. Como o porco fuça pra frente, garante armários cheios o ano todo. Evite o peru, que cisca para trás.

NOZES, AVELÃS, CASTANHAS E TÂMARAS: estas, trazidas para cá pelos imigrantes de origem árabe, são recomendadas para garantir fartura.

Fonte:PersonareSimpatias

Publicado em Deixe um comentário

DICAS DE PRESENTE PARA AS CATS: LOJINHA QUIMIOTERAPIA E BELEZA

Natal chegou e com ele tantas pessoas queridas para presentear. Mas claro, que nós merecemos presentes também! A lista de hoje dá super dicas de produtos Quimioterapia e beleza que toda Cat adoraria ganhar!! Vocês podem se presentear nesse final de ano ou dar a dica pra quem vai comprar o presente de vocês. Parte da renda da venda dos produtos é revertida para o nosso Instituto Quimioterapia e Beleza, um projeto lindo!! Quer melhor? Veja nossas dicas:

1) Canecas:

Quem não gosta de caneca? Além de lindas, são super úteis para um chá, café ou chocolate quente. Mas quem disse que não dá para tomar sorvete e usar a caneca também? Como eu disse, são super úteis!! Eu adoro essas:

Happy girls are the prettiest = Meninas felizes são as mais bonitas!

2) Capinha de celular:

Todo mundo tem celular hoje em dia né? Fato! Então que tal presentar com uma capinha de proteção super linda?

3) Almofadas:

Almofadas além de confortáveis, são lindas peças decorativas. Se você está em um diazinho pós quimio, meio desanimada, descanse a cabeça na almofada para ficar tranquila e repor as energias. Está pronta para agito? Chame os amigos para um jantar em sua casa e use as almofadas para proporcionar lindas energias para o ambiente.

4) Camisetas:

Quem não gosta de uma camiseta confortável e linda? Pode ser sua companheira durante as quimios! Ou o seu xodó para desfilar com um sorrisão no rosto pelas ruas da cidade.

Você encontra outras opções e pode realizar a compra pelo site: Usare Arte

Contribua para a formação do Instituto Quimioterapia e beleza e aproveite os lindos produtos!! Bom Natal!!

Publicado em Deixe um comentário

DEZEMBRO, BEM VINDO!

E chegamos ao começo de dezembro. Como foi o ano de 2015 para vocês? Espero que apesar dos sustos, medos e dificuldades, tenha apresentado muitos momentos de luz e alegria para todas vocês!

Nesse finalzinho de ano é importante não deixar os cuidados de lado! Logo logo vem o Natal, vem o Reveillon e não deixe de comemorar! Comemore muito! Mas não esqueça de seus cuidados básicos:

  • Vai viajar? Pergunte ao seu médico se está tudo bem, se ele tem alguma recomendação. Se tomar alguma medicação, leve! Nunca deixe de tomar!
  • Procure lugares que tenham boa infraestrutura médica, caso necessário. Leve com você cópias de seus exames mais recentes e uma carta de seu médico descrevendo diagnóstico e tratamento.
  • Viaje com uma companhia.
  • Se a viagem for muito longa, não fique apenas sentado, faça alguns intervalos para andar e ativar a circulação.
  • Não vai viajar? Mesmo assim não deixe de comemorar. Comemorar faz bem.
  • Vai aproveitar o verão? Pode! Se joga! Mas cuidado com o sol. Passe protetor solar, e se estiver carequinha, procure usar lenços ou chapéis como proteção.
  • Alimentação: Ah, com certeza essa época é recheada das delícias! Mas cuidados não extrapolar no açúcar! Procure não mudar demais sua alimentação, sua rotina.
  • Se está acostumada com exercícios, procure não parar. Faça uma caminhada logo de manhã, por exemplo.
  • Sabemos que aqui no Brasil, o final do ano é bem quente. Então não fique sem tomar água! Tome no mínimo 2L por dia para que seu corpo funcione direitinho.
Publicado em Deixe um comentário

O CÂNCER E A TERAPIA

Quando recebemos o diagnóstico, muitas coisas vão a mil em nossas cabeças! São tantos pensamentos, tantas confusões, tantos conflitos e medos… Não vamos fingir que receber o diagnóstico é algo fácil. Nunca estamos realmente preparadas para isso. E de repente, vamos a luta.

É bem verdade que nessas horas aparece uma força admirável! Eu até arrisco a dizer que foi nessa fase que aprendi a me amar mais, me cuidar mais e, portanto, ser mais forte. Eu construí minha fortaleza – mas não pense que me afastei de todo mundo! Eu construí a fortaleza, mas não deixei de abraçar tanta gente querida. Eu abracei os que importavam! Eu me baseei em tanta inspiração e recebi tanto amor e carinho. Assim como me cuidei, eu também deixei que cuidassem de mim. E o resultado de tudo isso, foi essa minha fortaleza.

Isso quer dizer que não chorei ou esperneei? Não! Eu chorei e chorei muito! Fiquei muitas horas na cama toda desanimada – e respeitei isso em mim. Eu sei o que é tanta coisa acontecer, por isso super apoio que as Cats façam terapia. A psicoterapia ajuda com que você se entenda melhor, que você se respeite melhor. Um profissional pode ouvir seus medos e ajudar você a enfrentá-los.

Buscar um grupo, conversar com outras pessoas que estão passando ou passaram pelo mesmo que você também pode ajudar! Não guarde todos os seus sentimentos, não se feche por completo. Compartilhe!

Publicado em Deixe um comentário

TENHO CÂNCER E AGORA?

Compreendemos que você, mais do que ninguém, sabe como é difícil estar com câncer. Na maioria das vezes, o diagnóstico da doença chega abalando todos os aspectos da vida.
A partir disso, você se vê diante de situações novas nas quais jamais pensou que um dia teria que enfrentar. Frente ao diagnóstico do câncer e de todas as mudanças que acompanham este momento, muitos são os questionamentos e dúvidas que passam a permear a sua vida.

De uma hora pra outra a sensação é de que tudo mudou e a pergunta que permanece é: E agora, o que fazer?

Sabemos que existem pacientes que preferem não ler e não se informar a respeito do câncer. Não se preocupe, afinal, cada pessoa reage de uma forma e essas diferenças precisam ser respeitadas.

Para você que faz parte deste time de pacientes que prefere não se aprofundar a respeito do tratamento, nós preparamos e separamos algumas informações que são básicas e fundamentais para você neste momento da sua vida:

  • Converse com o seu médico e evite levar dúvidas pra casa.
  • Dê preferência a um tratamento que seja multiprofissional.
  • Procure um psicólogo (ou um psico-oncologista). Não deixe seus sentimentos de lado, eles precisam de muita atenção.
  • Visite o dentista antes de começar a quimioterapia.
  • Saiba que altos e baixos podem acontecer. Alguns dias você estará disposto (a), outros não…
  • Respeite suas vontades, mas não deixe de comer. Uma boa dica é você consultar uma nutricionista.
  • Aprenda a pedir e aceitar ajuda.
  • Leia sobre os direitos dos pacientes com câncer.
  • Não deixe de conversar com a sua família. Ela é fundamental neste momento.
  • Se possível, faça exercícios físicos ou exercícios mentais: Leia um livro, ouça uma música que lhe agrada ou assista uma boa comédia.
  • Saiba que você pode ter qualidade na sua vida, mesmo durante o tratamento do câncer. Procure realmente se distrair e fazer outras coisas, sempre respeitando os seus novos limites.

Fonte: Oncoguia

Publicado em Deixe um comentário

ESQUISITICES QUE DIZEM PARA QUEM TEM CÂNCER

É verdade que, ao ver um amigo ou familiar com câncer, muita gente não sabe o que dizer. Mas há quem ultrapasse as fronteiras do bom senso. O Instituto Oncoguia convocou seus seguidores no Facebook a contar quais foram os comentários mais desnecessários ditos durante o tratamento.

“Na fase do tratamento, abandonei atividade física, engordei e fiquei inchada com uso de corticoides, mas não tava preocupada com isso. Uma ‘amiga’ disse: ‘Você engordou muito. Não vai fazer academia, regime? Cuidado para não ser tarde demais’. Fiquei chocada. Tanta coisa para eu me preocupar e as pessoas preocupadas com meu peso.”

“’Você está ótima. Está gorda.’ Na verdade, eu estava bem inchada.”

“Eu estava na escola em que eu era diretora e estava programando uma viagem. Uma professora disse: ‘Você ainda faz planos?’”

“Falaram para mim: ‘Conheci quatro pessoas com câncer – três morreram, uma perdeu os dentes!’”

“’Fulano teve a doença e sofreu muito, morreu rápido.’ Só precisamos ouvir histórias de sucesso, de quem conseguiu a cura!”

“Você ainda está vivo? Um amigo de um vizinho teve câncer no mesmo lugar e morreu!”

“’Nossa, você tá ótima! Nem parece que está doente!’ Até parece que deveríamos estar com cara de quem esta morrendo?!”

“Tu estás tão bem que nem cara de câncer tu tens!”

“Passa rápido. Você não vai nem perceber.”

“Use uma peruca de cada cor todos os dias!”

“Você prefere usar lenço a uma peruca?”

“A frase que mais ouvi, para não se dizer a uma pessoa com câncer, foi: ‘Cabelo é o de menos’.”

“’Você fez algo para merecer isso?’ É cada coisa que escutamos…”

“Isso [o câncer] deve ser uma mágoa muito grande que tu não resolveu.”

“Conheci meu marido na época em que estava fazendo radioterapia. Quando contei para uma amiga, ela perguntou se ele gostava de mulher doente.”

“Teu câncer pega?”

“Isso é a tua sina.”

“’Se você tiver fé, você se cura.’ Teve uma época em que eu cheguei a achar que não tinha fé [devido a comentários como esse]…”

“Me perguntaram assim: ‘Como você está se sentindo sem suas mamas?’ Fiz mastectomia e recebo uma pergunta dessas.”

Fonte: Catraca Livre