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Nozes ajudam a diminuir recorrência do câncer de cólon

Como sabemos, a alimentação é um dos fatores fundamentais para a prevenção de diversos tipos de câncer. No caso das nozes, um novo estudo aponta ótimos resultados em relação à recorrência e a mortalidade no câncer de cólon.

Foram monitorados 826 pacientes com câncer de cólon em estágio 3. Quem consumia cerca de 57 gramas (duas onças) ou mais de nozes por semana teve 42% menos chances da recorrência da doença e 57% menos chance de morte em comparação com quem não as ingeriu.

Esse é um novo patamar nas pesquisas que envolvem a alimentação e o câncer, pois mostra resultados eficazes não apenas na prevenção do surgimento da doença, mas como um tipo de antídoto já quando o problema se manifesta.

Benefícios das nozes

Além de diminuir a recorrência no câncer de cólon, as nozes estão sempre associadas a diferentes benefícios na saúde, como a menor incidência de obesidade, diabetes tipo 2 e redução da resistência à insulina.

Vale ressaltar que todos esses benefícios, assim como os de combate ao câncer de cólon estão presentes nas chamadas tree nuts, ou seja, todos os frutos de casca dura que nascem em árvores, incluindo amêndoas, nozes, avelãs, castanhas de caju e nozes pecã.

Já o consumo de amendoim não apresentou nenhum tipo de redução da recorrência do câncer.

O estudo

Esse estudo começou em 1999 e por isso mesmo traz resultados confiantes, uma vez que não se trata de uma pesquisa rápida e recente.

Os autores analisaram as associações entre o consumo total de nozes e apenas o consumo de tree nuts, e o risco de recorrência do câncer e morte. Pacientes que consumiram cerca de 57 gramas de todos os tipos de nozes por semana (19% de todos os pacientes no estudo) tiveram uma probabilidade 42% menor de recorrência do câncer e uma chance de morte 57% menor em comparação com os pacientes que não comeram nozes após a conclusão de seu tratamento contra o câncer.

Ao olhar apenas para o consumo de tree nuts, a chance de recorrência foi 46% menor e a chance de morte 53% menor para aqueles que comiam pelo menos 57 gramas por semana. Não houve redução significativa na recorrência do câncer ou morte para aqueles que comeram amendoim ou manteiga de amendoim.

FONTE: Instituto Vencer o Câncer

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PESQUISA TEM COMO FOCO DESCOBRIR SE O HIBISCO PODE INIBIR CÂNCER

Pesquisadores de Itajaí descobriram que uma espécie de hibisco pode inibir o avanço de câncer do colón. O experimento foi feito em ratos e apresentado no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, em agosto. Os pesquisadores, agora, verificam os resultados de novas experiências, feitas com o chá da planta.

A pesquisa começou no final do ano passado, explica a professora Sandra Soares Melo, responsável pelo Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes, do curso de nutrição, trabalham com plantas medicinais e procuravam um novo objeto de estudo.

Em uma visita à unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), os técnicos apresentaram a planta aos estudantes. “O vermelho intenso nos chamou a atenção como fonte de antioxidante”, conta a professora. Segundo ela, os trabalhos científicos com a espécie hibiscus cannabinus são muito restritos e o grupo quis saber mais sobre a planta.

Pesquisa vai ser publicada em uma revista científica internacional (Foto: Epagri/Divulgação)

Experimento
Como um dos pesquisadores já tinha um trabalho relacionado ao câncer de cólon, o grupo resolveu direcionar o estudo para essa linha. No início do ano, os estudantes induziram o câncer de cólon em dois grupos de ratos da linhagem Wistar.

Um conjunto de animais foi submetido a uma dieta normal e o outro teve a alimentação enriquecida com o extrato seco da flor. A conclusão do estudo é que os ratos que tiveram acesso ao hibisco tiveram inibição no avanço da doença.

A professora explica que isso ocorreu porque o hibisco fez com que diminuíssem alterações no DNA da célula, que causam mutações nela e fazem com que ela não funcione de forma normal. Também diminuiu o número de células alteradas.

Foco é no tratamento de pessoas já doentes (Foto: Epagri/Divulgação)

Estudos continuam
A equipa continua os estudos, e o objetivo agora é facilitar o uso dessa espécie hibisco pela população, por isso a ideia do chá. “Já começamos [a pesquisa], mas não terminamos, está em fase de leitura de lâminas”, diz a professora.

Quando for certificado que não há nenhum risco para humanos, serão feitos testes com pessoas. Porém, as pesquisas com animais devem continuar por pelo menis mais um ano.

 “O foco não é muito a prevenção. Há vários alimentos que podem ser usados na prevenção do câncer, como o brócolis. A ideia é algo que possa ser usado contra a doença, quase uma quimioterapia natural”, explica a pesquisadora.

Sandra acredita que o hibisco também poderia ser usado contra outros tipos de câncer.

Fonte: G1