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IQeB – Resultados da Solidariedade e Amor ao próximo em um ano tão difícil

Cats, finalizar este ano tão difícil é até um alívio e nos enche de esperança de dias melhores.

Apesar do 2020 atípico, nosso time deu o máximo para realizar muitas ações e beneficiar milhares de mulheres em tratamento oncológico por todo o país.

Nos reinventamos no Outubro Rosa on-line, fomos pra TV disseminar informações, realizamos muitas Lives com especialistas convidados. Lançamos um novo projeto, coordenamos uma pesquisa com pacientes, contamos muitas histórias de Cats e impactamos muitas pessoas.

Solidariedade e amor ao próximo moveram nossos voluntários, estimularam nossos parceiros e despertaram estes sentimentos em apoiadores.

Agradecemos a todos que contribuíram de alguma maneira com o QeB, atuando como agentes de mudanças, de transformações e promovendo o bem-estar do outro.

Confira nossos resultados e comente se você participou de alguma atividade que promovemos, se recebeu um lenço ou se esteve conosco em algum momento.

Cuidem-se! A pandemia não acabou!
Que a esperança de dias melhores renasça em 2021!
Equipe QeB

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IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Pacientes oncológicas não se surpreenderam com o isolamento social e o uso de máscaras são práticas cotidianas indicada devido à baixa imunidade, porém o receio do pós pandemia existe e foi declarado por cerca de 77,2% das entrevistadas

O Instituto Quimioterapia e Beleza – IQeB, maior banco de lenços do Brasil, lança a pesquisa ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’, com o intuito mostrar a dimensão do impacto da pandemia em pacientes oncológicas. A pesquisa ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Para além da pesquisa, as sociedades de saúde já informaram que muitas mulheres deixaram de ser diagnosticadas, devido a diferentes movimentos da área da saúde, com o foco na erradicação do Covid-19. Segundo o INCA em estudo realizado em 2019, para este ano de 2020, a incidência do câncer em mulheres foi estimada em mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama.

Estes dados impactam diretamente no quadro e avanço da patologia e a pesquisa realizada pelo IQeB ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’ dá um panorama sobre o comportamento e também os receios dessas pacientes em relação ao término da pandemia. 77,2% das respondentes informaram estar em tratamento para o câncer de mama e embora 17,7% delas tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria comenta que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Além disso, 77,2% das entrevistadas pela pesquisa do IQeB também declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia. Lembrando que, além dos tratamentos em curso, há os novos casos que deixaram de ser diagnosticados neste período.

Essas pacientes apresentam vulnerabilidade imunológica, uma característica do câncer e, segundo a Sociedade Brasileira de Patologia, cerca de 50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia. Um dado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica informa que 70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril de 2020, além disso, segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp, no período 30% menos pacientes iniciaram tratamento.

Comportamento

O cotidiano destas pacientes não foi alterado, mas a modificação aconteceu no principal cenário: rotina médica, uma exigência para os casos de câncer, para que se possa desacelerar, tratar e minimizar os sintomas e avanços da doença. Além disso, o receio sobre o pós-pandemia e a retomada da rotina de tratamentos é o que deixa as pacientes mais receosas.

43,5% das respondentes declararam que não saíram de casa durante a pandemia e ficaram em total isolamento social. Elas informaram ter utilizado a internet e as facilidades da tecnologia para fazer compras, evitando contato com possíveis infectados.

“Este estudo mostra apenas um recorte sobre a situação das pacientes com câncer e deixa a reflexão sobre o setor de saúde, levantando algumas questões importantes: Depois do Covid-19 como será o impacto disso quando a área da saúde voltar a fazer estes atendimentos? O setor da saúde está com a estrutura preparada para dar atendimento a esta demanda que irá surgir?”, comenta Deborah Duarte Presidente e sócia-fundadora do Instituto Quimioterapia e Beleza e responsável por conduzir a pesquisa, junto com o oncologista Dr. Felipe Ades, diretor científico do IQeB. “Muitas pacientes relatam ter medo do futuro, de como poderão ter mais qualidade de vida e sobrevida, pois é uma crescente o número de casos diariamente e a estrutura se mostra despreparada para isso”.

Dados da Pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Faixas etárias das entrevistadas

36,5% – 41 a 50 anos
19,8% – 36 a 40 anos
19,3% – 50 a 60 anos
11,6% – 31 a 35 anos
5,9% – 26 a 30 anos
4,6% – 61 a 70 anos
1,3% – 18 a 25 anos

Tipo de tratamento em andamento

77,2% Das respondentes declararam estarem em tratamento para o câncer de mama. As demais declararam câncer de pele, útero, linfoma ou leucemia, ovário, pulmão e intestino.

Tipo de tratamento

32,9% – Curativo
– 74,8 câncer de mama
29,4% – Adjuvante
– 89,2% câncer de mama
18,7% – Para doença metastática
– 52,9% câncer de mama
14,1% – Neoadjuvante
– 96,6% câncer de mama
4,9% – Paliativo exclusivo
– 57,5% câncer de mama

Impacto da pandemia no tratamento

54,6% – Não houve alteração
15,7% – Consultas remanejadas
11,2% – Consultas remanejadas, exames prorrogados
6,0% – Exames prorrogados
2,6% – Cirurgias canceladas ou adiadas
1,6% – Consultas remanejadas, cirurgias canceladas ou adiadas
1,3% – Interrupção no tratamento (quimioterapia, radioterapia, outros)

Local de tratamento: Hospital particular, público ou convênio médico

53,4% – Hospital particular com convênio médico
44,3% – Hospital público
– 80,7% – Câncer de Mama
2,3% – Hospital particular
– 74,4% – Câncer de Mama

Comportamento durante a pandemia

43,5% – Não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.
39,5% – Saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.
9% Saíram para trabalhar
8% Para se exercitar

Segurança para manter atendimentos durante a pandemia

Embora 17,7% tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria delas declara que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Capacidade do Sistema de Saúde no momento pós pandemia

77,2% declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia.

Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Realização: IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza
Validada por oncologista: Dr. Felipe Ades (CRM 168018/SP), Diretor científico do IQeB
Respondentes: 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil
Entrevistas por e-mail
Período de coleta de dados: 21/06 a 05/07/2020

Sobre o Instituto Quimioterapia e Beleza

O Instituto Quimioterapia e Beleza iniciou as atividades em 2014, cresceu e segue com seu time ampliando as suas ações e impactando a vida de milhares de mulheres diagnosticadas diariamente. Mantém seu maior projeto, o Banco de Lenços Flavia Flores, que já doou mais de 25 mil lenços por todos os Estados do Brasil. O IQeB também oferece suporte psicológico e jurídico, dissemina informação de saúde, engaja voluntários, promove Oficinas de beleza para autoestima e, com sua diretoria científica, desenvolve pesquisas junto às pacientes.

Outras informações

50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia (Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia, 2020)

70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril (Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, 2020) 30% menos pacientes iniciando tratamento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, no período (Fonte: Icesp, 2020)

Recomendação do INCA para a não orientação sobre diagnóstico precoce

“No contexto da atual pandemia de Covid-19, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), recomenda que os profissionais de saúde orientem as pessoas a não procurar os serviços de saúde para rastreamento de câncer no momento, remarquem as coletas de exame citopatológico e a realização de mamografias de rastreamento, adiando consultas e exames para quando as restrições diminuírem.” Nota Técnica – DIDEPRE/CONPREV/INCA – 30/3/2020 Detecção precoce de câncer durante a pandemia de Covid-19 As ações de

Estimativa geral Brasil

Para 2020, a incidência do câncer em mulheres é mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama. (Fonte: INCA, 2019)

Nossa pesquisa na mídia

Portal Hospitais Brasil – Instituto divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Site Medicina S/A – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site Federação Brasileira de Hospitais – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site O Tempo – IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’

Autores
Deborah CB Duarte
– Presidente do IQeB
Dr. Felipe Ades – oncologista e Diretor Científico do IQeB – CRM 168018/SP

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Câncer e Covid-19

Finalizamos a nossa Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19” e uma das questões propostas foi para entender como o paciente oncológico agiu durante a pandemia em relação às suas atividades.

Pacientes oncológicos, apesar de pertencerem ao grupo de alto risco, encararam com bastante clareza as restrições que a pandemia trouxe, nos quesitos isolamento social, proteção e circulação.

Uma paciente relatou “o que estamos vivendo hoje em tempos de pandemia, eu faço há um ano. Não saio de casa, devido à minha imunidade baixa, uso máscara para ir ao centro de tratamento e minha família me auxilia com supermercado”.

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Foi esse cenário que o IQeB encontrou nos 820 respondentes da nossa Pesquisa, disponibilizada entre 21/06 a 05/07 deste ano: 43,5% dos pacientes ouvidos não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.

Outros 39,5% dos pacientes respondentes saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.

Apenas 9% saíram para trabalhar e 8% para se exercitar.

O uso de máscaras como proteção também faz parte do cotidiano do paciente oncológico, que não encontrou dificuldades em usar esse acessório.

Assim como os pacientes oncológicos, todos os cidadãos com alguma comorbidade precisam ter ciência da sua condição de saúde e praticar os devidos cuidados para se proteger neste momento tão imprevisível que estamos enfrentando.

Respeitar suas limitações significa poupar sua saúde e de todos que estão próximos a você!

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Agradecemos a todos os 820 pacientes que disponibilizaram seu tempo e contribuíram com suas informações para essa importante pesquisa.

Ao time de universitários da USP que compilaram os dados de forma precisa e toda nossa Diretoria e voluntárias envolvidas. Publicaremos na totalidade os outros resultados apurados.

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Estudo confirma que 10 minutos de exercício por dia diminui as chances de câncer

Cats, vocês já devem saber como é importante nos exercitarmos antes, durante e depois do tratamento. Porém, recentemente foi divulgado um estudo para comprovar isso.

Pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em conjunto com colegas de outros locais dos Estados Unidos, resolveram investigar a associação entre sedentarismo e mortalidade por câncer em geral.

O que eles descobriram é que as pessoas que ficavam sentadas por muito tempo ao longo do dia apresentaram um risco 82% maior de falecerem devido ao problema.

Porém eles também trouxeram boas notícias: trocar 30 minutos de inatividade por exercício físico de intensidade moderada, como andar de bicicleta, foi relacionado a uma probabilidade 31% menor de morte por câncer. Além disso, realizar dez minutos de uma atividade de baixa intensidade, como caminhar, também derrubou essa probabilidade em 8%.

Para chegar a esses resultados, os cientistas analisaram dados de mais de 8 mil participantes de um outro grande estudo americano entre 2009 e 2012. Esses homens e mulheres tinham 45 anos ou mais, além de apresentarem variados quadros de saúde – havia de diabéticos a praticantes regulares de atividade física. Nenhum deles tinha sido diagnosticado com câncer quando foram recrutados.

Os voluntários usaram um aparelho chamado de acelerômetro preso ao quadril por sete dias durante dez horas ou mais, ou seja, quando estavam despertos. Por meio de sensores, o dispositivo registra os movimentos que uma pessoa faz ao longo da jornada.

A taxa de atividade foi definida da seguinte forma: de 0 a 49 contagens por minuto, o indivíduo era considerado sedentário. De 50 a 1064 contagens, se movimentava em uma intensidade leve e, pelo menos 1065 contagens, de moderada a vigorosa.

Quem se mostrou mais inativo apresentou um risco 82% maior de óbito por causa da doença. Isso se manteve mesmo após os pesquisadores levarem em conta fatores como fumo, idade, peso entre outros. “O estudo mostra uma associação e não causa e efeito“, explica a cardiologista Luciana Janot, do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. “Ou seja, não quer dizer que quem é sedentário vai morrer de câncer.”

O alento é que ao se movimentar por pelo menos 30 minutos, o perigo diminui. O risco também cai com apenas dez minutos mexendo o corpo em tarefas como limpar a casa ou jardinagem. “Com um pouco de exercício, já se reduz o risco”, diz a especialista. “Não precisa ser atleta.”

Cats, que tal já colocarmos isso em prática e começarmos a nos exercitar! Neste link https://www.instagram.com/tv/B_4rgSnHNuj/ vocês podem conferir um treino que o personal trainer Prof. Leandro Vertullo preparou! O melhor: o treino pode ser feito com objetos que você encontra em casa!

Fonte: Viva Bem – UOL

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Pesquisa das Oficinas de Auto Maquiagem do De Bem Com Você

Cats lindas, com certeza vocês devem conhecer as oficinas de automaquiagem organizadas pelo De Bem Com Você.

Mas vocês sabiam que eu sou a embaixadora do projeto aqui no Brasil? É muito legal fazer parte dessa iniciativa e fico muito feliz de ver como as oficinas mudam as vidas das Cats.

Através das oficinas gratuitas as Cats aprendem técnicas de beleza que ajudam a superar os desafios com a aparência, como perda de cabelo, descoloração e ressecamento da pele.

O mais legal de tudo é saber que essas oficinas tem um aspecto muito positivo na vida das pacientes e isso comprovado pelo Instituto ABIHPEC

Ahhh e se você ainda não participou de nenhuma oficina mas está louca para fazer parte, tenho uma ótima notícia. Você pode se inscrever através desse link para uma Oficina de Automaquiagem. Iremos realizar a oficina uma vez por mês lá na nova sede do Instituto Quimioterapia e Beleza.

Eai, vamos lá?

Os resultados da pesquisa foram baseados em dados de mais de 10.000 mulheres em 11 países durante 2018. O Programa Look Good Feel Better 2018 obteve os seguintes resultados.

Um AUMENTO de 93% na confiança entre as mulheres depois de participarem do programa.

  • 48% relataram sentir-se muito confiantes ou confiantes antes de participarem de uma oficina, em comparação com 92% após participarem de uma oficina. No Brasil, a confiança após a participação na oficina é maior do que 96%.

Uma REDUÇÃO de 94% nos entrevistados que sentiam pouca ou nenhuma confiança em sua aparência após a conclusão do programa.

  • 26% relataram sentir-se pouco ou nada confiantes com sua aparência antes de comparecer a uma oficina, em comparação com menos de 2% (1,6%) após a participação na oficina. No Brasil 0,1% não se sentem confiantes com sua aparência /autoestima após participarem de uma oficina.
  • 90% dos entrevistados concordam ou concordam totalmente com a afirmação de que sua aparência os faz sentir-se mais confiantes. No Brasil a pesquisa obteve o resultado de 96%.
  • 96% dos entrevistados classificaram o programa Look Good Feel Better como muito importante ou importante na melhora da autoestima. No Brasil o resultado é de 96,4%.
  • 95% dos entrevistados indicaram que estavam satisfeitos com o que aprenderam através do programa Look Good Feel Better. No Brasil a satisfação é de 96,4%.
  • 94% dos entrevistados sentiram-se apoiados pelos outros participantes do programa, (mulheres que estão em tratamento oncológico). No Brasil esse sentimento de apoio aparece em mais de 96%.

Na foto abaixo vocês podem conferir visualmente alguns dados coletados através de pesquisas com as Cats que já realizaram as oficinas. 

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CIENTISTAS DESCOBREM FÓSSIL DE MAIS ANTIGO PACIENTE COM CÂNCER DA HISTÓRIA

A opinião convencional dos cientistas é que o câncer é um fenômeno relativamente recente, ocasionado pelo estresse da vida moderna. No entanto, novas descobertas da Universidade de Witwatersrandda, na África do Sul, contrariam esta ideia.

Paleontologistas encontraram um tumor benigno em um menino de 12 ou 13 anos que viveu há 2 milhões de anos. Além disso, eles encontraram um tumor maligno num osso do dedo pé de outro espécime que tem 1,7 milhões de anos. Antes, a descoberta de câncer mais antiga em um espécime humano datava entre 780 mil e 120 mil anos.

As descobertas foram feitas graças a um novo método de imagem 3D. Agora, os cientistas estão reavaliando o papel dos tumores na história dos ancestrais humanos. Patrick S. Randolph-Quinney, um dos autores do estudo, disse que a equipe de especialistas quer usar as conclusões da pesquisa para entender como o câncer evoluiu ao longo do tempo e dominar a mecânica do crescimento de células, benignas e malignas. Talvez encontrando essas respostas, pesquisadores da área médica possam entender melhor as noções básicas do câncer.

O crescimento do tumor encontrado no osso do dedo do pé era maligno, significando que o câncer poderia se espalhar para outras partes do corpo e poderia ser fatal.  Já o tumor benigno no garoto de 12 anos foi encontrado na sexta vértebra torácica. Como o tumor era benigno, a doença não iria se espalhar nem se tornar fatal. No entanto, o tumor pode ter causado limitações físicas, como dor nas costas, tornando-o mais vulnerável a predadores.

Fonte: Opinião e Notícia

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GENE DOS RUIVOS PODE AUMENTAR RISCO DE CÂNCER DE PELE

Uma variante de um gene que as pessoas com cabelo avermelhado, pele pálida e sardas possuem pode aumentar o risco de desenvolver câncer de pele, mesmo que não haja exposição ao sol, de acordo com um estudo publicado na terça-feira na revista científica Nature Communications.

O risco, surpreendentemente, também é maior para as pessoas que possuem tal assinatura genética mas não apresentam as características físicas próprias dos ruivos, afirmou a equipe internacional de cientistas.

Os resultados estão baseados em uma análise genética de tumores de câncer de pele de mais de 400 pessoas.

Esta análise revelou que os tumores de pessoas com uma variante do MC1R (gene responsável por dar cor à pele e aos cabelos), que está relacionada com os ruivos, tinham 42% mais mutações – o equivalente a 21 anos de exposição adicional ao sol nas pessoas que não possuem essa variante.

Embora a maioria das mutações genéticas sejam inócuas, quanto mais elas ocorrem, mais provável é que uma célula humana normal se transforme em uma célula cancerosa.

Os resultados sugerem que as pessoas com uma variante do gene MC1R são mais susceptíveis a sofrerem processos mutagênicos – resultantes, por exemplo, de agentes como a exposição aos raios UV, que podem provocar câncer de pele, conhecido como melanoma.

“Este trabalho é importante porque as conclusões se aplicam a uma alta proporção da população, as pessoas que carregam pelo menos uma cópia com uma variante genética no MC1R,” disse à AFP o coautor do estudo, David Adams, do Instituto Wellcome Trust Sanger, no Reino Unido.

Em alguns países, como Inglaterra e Irlanda, essa proporção pode chegar a um terço da população – embora apenas cerca de 2% das pessoas tenham o fenótipo dos ruivos.

Muitas das pessoas que estão em risco nem sabem que carregam a variante, disseram os pesquisadores.

Os ruivos recebem uma cópia da variante genética de cada um dos seus pais. Mas as pessoas que recebem uma só cópia, do pai ou da mãe, provavelmente não têm o cabelo vermelho – e podem permanecer alheias à sua composição genética particular.

Já se sabe há muito tempo que os ruivos se queimam mais rápido debaixo do sol e que são mais suscetíveis aos efeitos mutagênicos da radiação UV – portanto, têm maior risco de câncer de pele.

Mas o novo estudo sugere que há outras maneiras “possivelmente independentes dos raios UV” de que variantes do MC1R podem aumentar o risco de melanoma, disse Adams.

A pesquisa também revelou, pela primeira vez, o risco para as pessoas que não são ruivas mas que possuem a variante.

“Essas pessoas devem ter cuidado extra debaixo do sol, visto que elas podem ser altamente suscetíveis à radiação UV e outros agentes mutagênicos, algo que muitas pessoas que possuem variantes do MC1R não percebem”, disse Adams.

Pessoas com parentes ruivos têm uma maior chance de possuir uma variante do MC1R, e devem tomar cuidado extra, disse que a equipe.

Não ficou claro se as mutações significam que o melanoma em pessoas ruivas é mais ou menos grave.

Fonte: ISTOÉ

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ESTUDO REVELA QUE USAR CELULAR NÃO DÁ CÂNCER

“O Homem do Saco vai te pegar”, “você pode acordar em uma banheira de gelo sem rim” e “usar celular causa câncer cerebral” estão todas no hall de frases em que você não acredita piamente, mas que, bem no fundo, dão um medinho. Agora pelo menos da última delas você pode desencanar. Um grupo de pesquisadores australianos está cravando: o smartphone não vai danificar sua cabeça.

E a afirmação não é feita ao acaso. Foram 30 anos de pesquisa para poder chegar um resultado que eles consideram seguro. O grupo de cientistas da Universidade de Sidney cruzou dados sobre a incidência de câncer cerebral registrada pelo governo local entre os anos de 1982 e 2013, com o número de usuários de telefones celulares desde 1987 (quando os telefones móveis chegaram à Austrália). Foram quase 20 mil homens e mais de 14 mil mulheres analisadas, todos apontando que, não, a saúde deles não sofreu interferência da telefonia.

De acordo com o estudo, o registro de casos de câncer cerebral até chegou a aumentar nesse período – os homens tiveram 0,05% a mais de diagnósticos em 2013 do que no começo da pesquisa, as mulheres, por outro lado, se mantiveram estáveis. Mas, ao comparar com dados ainda mais antigos, da década de 1970, os envolvidos perceberam que esse aumento começou a ocorrer justamente em 1982 – cinco anos antes do primeiro celular chegar à Austrália. De acordo com os pesquisadores, o aumento, na verdade, se deu à um melhor diagnóstico da doença. Foi justamente no começo dos anos 1980 que equipamentos tomográficos de melhor qualidade começaram a desembarcar na Oceania.

O estudo ainda calculou quantos casos da doença a população australiana teria se os aparelhos interferissem em algo. Mesmo as previsões mais conservadoras acabaram frustradas (principalmente quando se pensa que o mesmo estudo apontou que 94% possuíam um celular). “O número de casos esperados em 2012 era de 1.866, enquanto o montante registrado foi de 1.435 pacientes”, afirmou Simon Chapman, professor de Saúde Pública da universidade e responsável pelo estudo.

Se você ainda não se convenceu, e acha que os casos ainda vão aparecer nos próximos anos, Simon insiste. Os diagnósticos de câncer não aparecem em picos. “Nós vemos aumentos graduais em direção a um ponto máximo – que fica localizado, no máximo em 30 ou 40 anos (como é o caso do câncer de pulmão e de cigarro)”. Pode jogar Candy Crush sem dor de cabeça.

Fonte: Super Interessante

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PESQUISA TEM COMO FOCO DESCOBRIR SE O HIBISCO PODE INIBIR CÂNCER

Pesquisadores de Itajaí descobriram que uma espécie de hibisco pode inibir o avanço de câncer do colón. O experimento foi feito em ratos e apresentado no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, em agosto. Os pesquisadores, agora, verificam os resultados de novas experiências, feitas com o chá da planta.

A pesquisa começou no final do ano passado, explica a professora Sandra Soares Melo, responsável pelo Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes, do curso de nutrição, trabalham com plantas medicinais e procuravam um novo objeto de estudo.

Em uma visita à unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), os técnicos apresentaram a planta aos estudantes. “O vermelho intenso nos chamou a atenção como fonte de antioxidante”, conta a professora. Segundo ela, os trabalhos científicos com a espécie hibiscus cannabinus são muito restritos e o grupo quis saber mais sobre a planta.

Pesquisa vai ser publicada em uma revista científica internacional (Foto: Epagri/Divulgação)

Experimento
Como um dos pesquisadores já tinha um trabalho relacionado ao câncer de cólon, o grupo resolveu direcionar o estudo para essa linha. No início do ano, os estudantes induziram o câncer de cólon em dois grupos de ratos da linhagem Wistar.

Um conjunto de animais foi submetido a uma dieta normal e o outro teve a alimentação enriquecida com o extrato seco da flor. A conclusão do estudo é que os ratos que tiveram acesso ao hibisco tiveram inibição no avanço da doença.

A professora explica que isso ocorreu porque o hibisco fez com que diminuíssem alterações no DNA da célula, que causam mutações nela e fazem com que ela não funcione de forma normal. Também diminuiu o número de células alteradas.

Foco é no tratamento de pessoas já doentes (Foto: Epagri/Divulgação)

Estudos continuam
A equipa continua os estudos, e o objetivo agora é facilitar o uso dessa espécie hibisco pela população, por isso a ideia do chá. “Já começamos [a pesquisa], mas não terminamos, está em fase de leitura de lâminas”, diz a professora.

Quando for certificado que não há nenhum risco para humanos, serão feitos testes com pessoas. Porém, as pesquisas com animais devem continuar por pelo menis mais um ano.

 “O foco não é muito a prevenção. Há vários alimentos que podem ser usados na prevenção do câncer, como o brócolis. A ideia é algo que possa ser usado contra a doença, quase uma quimioterapia natural”, explica a pesquisadora.

Sandra acredita que o hibisco também poderia ser usado contra outros tipos de câncer.

Fonte: G1

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VERMES PODEM CAUSAR CÂNCER? NOVA DESCOBERTA DIZ QUE É POSSÍVEL

Cientistas do Centro para Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), em parceria com o Museu de História Natural da Grã-Bretanha, descobriram que os tumores que mataram um paciente colombiano foram causados por vermes. A descoberta inédita foi publicada na revista científica New England Journal of Medicine na última quarta-feira. “Ficamos surpresos quando vimos que era um novo tipo de doença. Uma tênia que crescia dentro do intestino de um homem teve câncer. As células cancerígenas contagiaram o hospedeiro, que desenvolveu tumores. Acreditamos que seja um fenômeno muito raro”, disse Atis Muehlenbachs, patologista do CDC e um dos autores do estudo.

O caso aconteceu em 2013, quando um colombiano de 41 anos infectado pelo vírus HIV chamou a atenção de médicos da Pontifícia Universidade Bolivariana, em Medelín. Ele procurou atendimento por causa de fadiga, febre, tosse e perda de peso. Após a realização de exames, os resultados revelaram tumores parecidos com câncer em diferentes partes do corpo e também a presença de vermes.

A biópsia mostrou que as células do tumor apresentavam características desconhecidas: elas tinham apenas um décimo do tamanho das células humanas. Diante disso, os especialistas procuraram a ajuda do CDC. A hipótese inicial era que se tratava de um novo tipo de organismo infeccioso. Testes realizados posteriormente, porém, mostraram que as células se fundiam (fato incomum em células humanas) e continham DNA semelhante ao de uma tênia anã (Hymenolepis nana). A espécie mede de 15 a 40 milímetros e pode infectar seres humanos ou roedores.

O caso foi então levado para um especialista do Museu de História Natural da Grã-Bretanha, que confirmou a descoberta. Em entrevista à rede BBC, Peter Olson disse que essa é a única espécie que consegue cumprir todo seu ciclo de vida em apenas um hospedeiro.

Detectada em cerca de 75 milhões de pessoas em todo o mundo, a tênia é o parasita mais frequente nos seres humanos e afeta principalmente as crianças de países em desenvolvimento. Geralmente, o doente não apresenta sintomas, pois ela é expelida naturalmente pelo organismo em pouco tempo. Naqueles que possuem sistema imunológico debilitado, como no caso do paciente colombiano, o parasita pode sobreviver por anos.

A hipótese é que o homem tenha ingerido ovos do parasita a partir de alimentos contaminados. O que ainda não se sabe é se o parasita desenvolveu o “câncer” e transmitiu para o colombiano ou se os ovos penetraram na mucosa intestinal, passaram por mutações e tornaram-se cancerígenos. “Esta é a primeira vez que vimos células cancerosas derivadas de um parasita se espalhando dentro de um indivíduo. Esta é uma doença muito incomum e original”, disse Muehlenbachs, ao jornal americanoWashington Post.

O paciente morreu três dias após a descoberta do DNA da tênia, mas os pesquisadores não sabem se os tratamentos disponíveis atualmente poderiam ter ajudado, devido à extensão e origem dos tumores.

Fonte: Veja