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Estudo confirma que 10 minutos de exercício por dia diminui as chances de câncer

Cats, vocês já devem saber como é importante nos exercitarmos antes, durante e depois do tratamento. Porém, recentemente foi divulgado um estudo para comprovar isso.

Pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em conjunto com colegas de outros locais dos Estados Unidos, resolveram investigar a associação entre sedentarismo e mortalidade por câncer em geral.

O que eles descobriram é que as pessoas que ficavam sentadas por muito tempo ao longo do dia apresentaram um risco 82% maior de falecerem devido ao problema.

Porém eles também trouxeram boas notícias: trocar 30 minutos de inatividade por exercício físico de intensidade moderada, como andar de bicicleta, foi relacionado a uma probabilidade 31% menor de morte por câncer. Além disso, realizar dez minutos de uma atividade de baixa intensidade, como caminhar, também derrubou essa probabilidade em 8%.

Para chegar a esses resultados, os cientistas analisaram dados de mais de 8 mil participantes de um outro grande estudo americano entre 2009 e 2012. Esses homens e mulheres tinham 45 anos ou mais, além de apresentarem variados quadros de saúde – havia de diabéticos a praticantes regulares de atividade física. Nenhum deles tinha sido diagnosticado com câncer quando foram recrutados.

Os voluntários usaram um aparelho chamado de acelerômetro preso ao quadril por sete dias durante dez horas ou mais, ou seja, quando estavam despertos. Por meio de sensores, o dispositivo registra os movimentos que uma pessoa faz ao longo da jornada.

A taxa de atividade foi definida da seguinte forma: de 0 a 49 contagens por minuto, o indivíduo era considerado sedentário. De 50 a 1064 contagens, se movimentava em uma intensidade leve e, pelo menos 1065 contagens, de moderada a vigorosa.

Quem se mostrou mais inativo apresentou um risco 82% maior de óbito por causa da doença. Isso se manteve mesmo após os pesquisadores levarem em conta fatores como fumo, idade, peso entre outros. “O estudo mostra uma associação e não causa e efeito“, explica a cardiologista Luciana Janot, do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. “Ou seja, não quer dizer que quem é sedentário vai morrer de câncer.”

O alento é que ao se movimentar por pelo menos 30 minutos, o perigo diminui. O risco também cai com apenas dez minutos mexendo o corpo em tarefas como limpar a casa ou jardinagem. “Com um pouco de exercício, já se reduz o risco”, diz a especialista. “Não precisa ser atleta.”

Cats, que tal já colocarmos isso em prática e começarmos a nos exercitar! Neste link https://www.instagram.com/tv/B_4rgSnHNuj/ vocês podem conferir um treino que o personal trainer Prof. Leandro Vertullo preparou! O melhor: o treino pode ser feito com objetos que você encontra em casa!

Fonte: Viva Bem – UOL

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Em 30 anos venceremos a guerra contra o câncer?

Observatório de Oncologia publicou um estudo sobre o câncer que comprova que a história, a cultura e os hábitos de vida explicam como um povo adoece e morre. Todos os dias estamos expostos a fatores de risco como alimentação inadequada, inatividade física, sobrepeso, tabagismo, uso excessivo de drogas e fatores externos ao nosso corpo como violência, acidentes, problemas ambientais e desigualdades sociais.

Confira:

Desde 1975, quando o Ministério da Saúde desenvolveu e implantou o Sistema de Informações sobre Mortalidade – conhecido como SIM – os estudos epidemiológicos apontam as Doenças do Aparelho Circulatório como a principal causa de morte no Brasil. No país como um todo, a partir do ano de 2029 haverá mais brasileiros, entre homens, mulheres e crianças, que morrerão com algum tipo de câncer do que com algum tipo de doença cardiovascular.

A taxa de mortalidade estima o risco de morte pela doença ou grupo de doenças, dimensiona a sua magnitude como problema de saúde pública mais especificamente para os casos mais graves, e expressa também as condições de diagnóstico e da assistência médica.

A mudança no processo saúde-doença propicia ao Brasil um período de transição epidemiológica com predomínio das doenças crônicas não transmissíveis, dentre elas o câncer. A melhor forma para mensurar o peso de uma causa de morte não é conferida pelo estudo de suas características nos indivíduos, mas sim quanto ao processo que ocorre na coletividade humana.

Sobre a projeção de mortalidade

Para esta Projeção de mortalidade foi utilizado um Modelo de Suavização Exponencial, levando em conta que os dados podem apresentar uma tendência e/ou um padrão sazonal. Os números utilizados incluem a taxa de mortalidade padronizada pela população mundial, com base na série histórica de óbitos captados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade do período entre 2000 e 2014 e na projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação segundo o IBGE. A taxa de mortalidade é calculada por uma divisão do número absoluto de óbitos pela população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

Neste estudo a projeção de mortalidade foi realizada ao longo do tempo entre os anos de 2000 e 2047. Assim, a pergunta que desafia a todos os cidadãos brasileiros é: daqui a 30 anos teremos vencido a guerra contra o câncer?

As estimativas alertam que em 2047, nos estados do Amapá, Ceará, Maranhão, Goiás, Paraíba, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins as principais causas de morte serão oriundas das causas externas (acidentes, suicídios, agressões, complicações médicas e sequelas de outras causas externas de morbidade). Nos estados de Goiás, Roraima e Tocantins, o câncer será a segunda maior causa de morte.

Nos estados de Alagoas e Mato Grosso do Sul, as doenças do aparelho circulatório seguem como principal causa de morte em 2047, entretanto no segundo estado, respectivamente, as neoplasias seguem como a segunda maior causa de morte.

No Paraná, o câncer será a principal causa de morte em 2030, porém as doenças do sistema nervoso ultrapassarão esse índice para se tornar a primeira causa de morte em 2044. Em 2031 o câncer se tornará a maior causa de morte em Minas Gerais, todavia em 2044 as doenças do aparelho geniturinário se tornarão a primeira causa de morte neste estado.

De acordo com as estimativas, se não houverem medidas efetivas na prevenção e controle do câncer os seguintes estados enfrentarão as neoplasias como principal causa de morte: Acre (2028), Amazonas (2047), Espírito Santo (2042), Mato Grosso (2044), Rio Grande do Sul (2029), Rondônia (2046), Santa Catarina (2025) e São Paulo (2041).

FONTE: OBSERVATÓRIO DE ONCOLOGIA

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MÉDICOS ACHAM QUE PACIENTES NÃO USAM PROTETOR SOLAR SUFICIENTE, DIZ ESTUDO

Apesar de a maior parte dos dermatologistas recomendarem o uso de filtro solar para prevenir câncer de pele e envelhecimento prematuro, quase todos acreditam que seus pacientes não estão seguindo o conselho de forma adequada, segundo sugere um pequeno estudo feito nos Estados Unidos e publicado em outubro na revista “JAMA Dermatology”.

“Existe uma longa e compreensível lista de razões pelas quais a maioria das pessoas não usa filtro solar o suficiente: a loção é desconfortável, inconveniente de aplicar, nem sempre disponível, cara e a lista continua”, diz o principal autor do estudo. Aaron Farberg, da Escola de Medicna Icahn do Hospital Monte Sinai, em  Nova York.

“No entanto, sabemos que raios solares UV provocam câncer de pele, por isso, enquanto dermatologistas, queremos encorajar nossos pacientes a melhorar continuamente sua proteção solar”, acrescentou Farberg, por e-mail. “Isso inclui usar protetor solar, procurar sombra e usar roupas que protegem contra o sol, além de óculos escuros.”

Em uma pesquisa com 156 dermatologistas americanos, cada um deles concordou que o protetor solar reduz o envelhecimento da pele, ou fotoenvelhecimento, e 97% deles concordaram que também reduz o risco de câncer.

Mas 99% desses médicos também acham que seus pacientes não aplicam filtro solar de forma suficiente.

A maior parte das pessoas precisa de quase 30 ml de filtro solar para cobrir todas as partes expostas do corpo, de acordo com a Associação Americana de Dermatologia (AAD).

O produto deve proteger contra UVA e UVB e ter um fator de proteção solar de 30 ou mais, segundo recomendação da AAD. O produto deve ser aplicado 15 minutos antes da exposição ao sol e ser reaplicado a cada duas horas ou depois de entrar na água ou transpirar.

Fonte: ExpressoMT

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CIENTISTAS DESCOBREM FÓSSIL DE MAIS ANTIGO PACIENTE COM CÂNCER DA HISTÓRIA

A opinião convencional dos cientistas é que o câncer é um fenômeno relativamente recente, ocasionado pelo estresse da vida moderna. No entanto, novas descobertas da Universidade de Witwatersrandda, na África do Sul, contrariam esta ideia.

Paleontologistas encontraram um tumor benigno em um menino de 12 ou 13 anos que viveu há 2 milhões de anos. Além disso, eles encontraram um tumor maligno num osso do dedo pé de outro espécime que tem 1,7 milhões de anos. Antes, a descoberta de câncer mais antiga em um espécime humano datava entre 780 mil e 120 mil anos.

As descobertas foram feitas graças a um novo método de imagem 3D. Agora, os cientistas estão reavaliando o papel dos tumores na história dos ancestrais humanos. Patrick S. Randolph-Quinney, um dos autores do estudo, disse que a equipe de especialistas quer usar as conclusões da pesquisa para entender como o câncer evoluiu ao longo do tempo e dominar a mecânica do crescimento de células, benignas e malignas. Talvez encontrando essas respostas, pesquisadores da área médica possam entender melhor as noções básicas do câncer.

O crescimento do tumor encontrado no osso do dedo do pé era maligno, significando que o câncer poderia se espalhar para outras partes do corpo e poderia ser fatal.  Já o tumor benigno no garoto de 12 anos foi encontrado na sexta vértebra torácica. Como o tumor era benigno, a doença não iria se espalhar nem se tornar fatal. No entanto, o tumor pode ter causado limitações físicas, como dor nas costas, tornando-o mais vulnerável a predadores.

Fonte: Opinião e Notícia

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PESQUISA TEM COMO FOCO DESCOBRIR SE O HIBISCO PODE INIBIR CÂNCER

Pesquisadores de Itajaí descobriram que uma espécie de hibisco pode inibir o avanço de câncer do colón. O experimento foi feito em ratos e apresentado no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, em agosto. Os pesquisadores, agora, verificam os resultados de novas experiências, feitas com o chá da planta.

A pesquisa começou no final do ano passado, explica a professora Sandra Soares Melo, responsável pelo Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes, do curso de nutrição, trabalham com plantas medicinais e procuravam um novo objeto de estudo.

Em uma visita à unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), os técnicos apresentaram a planta aos estudantes. “O vermelho intenso nos chamou a atenção como fonte de antioxidante”, conta a professora. Segundo ela, os trabalhos científicos com a espécie hibiscus cannabinus são muito restritos e o grupo quis saber mais sobre a planta.

Pesquisa vai ser publicada em uma revista científica internacional (Foto: Epagri/Divulgação)

Experimento
Como um dos pesquisadores já tinha um trabalho relacionado ao câncer de cólon, o grupo resolveu direcionar o estudo para essa linha. No início do ano, os estudantes induziram o câncer de cólon em dois grupos de ratos da linhagem Wistar.

Um conjunto de animais foi submetido a uma dieta normal e o outro teve a alimentação enriquecida com o extrato seco da flor. A conclusão do estudo é que os ratos que tiveram acesso ao hibisco tiveram inibição no avanço da doença.

A professora explica que isso ocorreu porque o hibisco fez com que diminuíssem alterações no DNA da célula, que causam mutações nela e fazem com que ela não funcione de forma normal. Também diminuiu o número de células alteradas.

Foco é no tratamento de pessoas já doentes (Foto: Epagri/Divulgação)

Estudos continuam
A equipa continua os estudos, e o objetivo agora é facilitar o uso dessa espécie hibisco pela população, por isso a ideia do chá. “Já começamos [a pesquisa], mas não terminamos, está em fase de leitura de lâminas”, diz a professora.

Quando for certificado que não há nenhum risco para humanos, serão feitos testes com pessoas. Porém, as pesquisas com animais devem continuar por pelo menis mais um ano.

 “O foco não é muito a prevenção. Há vários alimentos que podem ser usados na prevenção do câncer, como o brócolis. A ideia é algo que possa ser usado contra a doença, quase uma quimioterapia natural”, explica a pesquisadora.

Sandra acredita que o hibisco também poderia ser usado contra outros tipos de câncer.

Fonte: G1

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VERMES PODEM CAUSAR CÂNCER? NOVA DESCOBERTA DIZ QUE É POSSÍVEL

Cientistas do Centro para Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), em parceria com o Museu de História Natural da Grã-Bretanha, descobriram que os tumores que mataram um paciente colombiano foram causados por vermes. A descoberta inédita foi publicada na revista científica New England Journal of Medicine na última quarta-feira. “Ficamos surpresos quando vimos que era um novo tipo de doença. Uma tênia que crescia dentro do intestino de um homem teve câncer. As células cancerígenas contagiaram o hospedeiro, que desenvolveu tumores. Acreditamos que seja um fenômeno muito raro”, disse Atis Muehlenbachs, patologista do CDC e um dos autores do estudo.

O caso aconteceu em 2013, quando um colombiano de 41 anos infectado pelo vírus HIV chamou a atenção de médicos da Pontifícia Universidade Bolivariana, em Medelín. Ele procurou atendimento por causa de fadiga, febre, tosse e perda de peso. Após a realização de exames, os resultados revelaram tumores parecidos com câncer em diferentes partes do corpo e também a presença de vermes.

A biópsia mostrou que as células do tumor apresentavam características desconhecidas: elas tinham apenas um décimo do tamanho das células humanas. Diante disso, os especialistas procuraram a ajuda do CDC. A hipótese inicial era que se tratava de um novo tipo de organismo infeccioso. Testes realizados posteriormente, porém, mostraram que as células se fundiam (fato incomum em células humanas) e continham DNA semelhante ao de uma tênia anã (Hymenolepis nana). A espécie mede de 15 a 40 milímetros e pode infectar seres humanos ou roedores.

O caso foi então levado para um especialista do Museu de História Natural da Grã-Bretanha, que confirmou a descoberta. Em entrevista à rede BBC, Peter Olson disse que essa é a única espécie que consegue cumprir todo seu ciclo de vida em apenas um hospedeiro.

Detectada em cerca de 75 milhões de pessoas em todo o mundo, a tênia é o parasita mais frequente nos seres humanos e afeta principalmente as crianças de países em desenvolvimento. Geralmente, o doente não apresenta sintomas, pois ela é expelida naturalmente pelo organismo em pouco tempo. Naqueles que possuem sistema imunológico debilitado, como no caso do paciente colombiano, o parasita pode sobreviver por anos.

A hipótese é que o homem tenha ingerido ovos do parasita a partir de alimentos contaminados. O que ainda não se sabe é se o parasita desenvolveu o “câncer” e transmitiu para o colombiano ou se os ovos penetraram na mucosa intestinal, passaram por mutações e tornaram-se cancerígenos. “Esta é a primeira vez que vimos células cancerosas derivadas de um parasita se espalhando dentro de um indivíduo. Esta é uma doença muito incomum e original”, disse Muehlenbachs, ao jornal americanoWashington Post.

O paciente morreu três dias após a descoberta do DNA da tênia, mas os pesquisadores não sabem se os tratamentos disponíveis atualmente poderiam ter ajudado, devido à extensão e origem dos tumores.

Fonte: Veja

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GOVERNO FEDERAL CRIA GRUPO PARA ESTUDAR PÍLULA DO CÂNCER

O Ministério da Saúde vai criar um grupo de trabalho para estudar a fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer”, substância com suposta ação contra o câncer produzida no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos. “Temos de colocar um fim nessa celeuma. Precisamos dar uma resposta para sociedade. Nas redes sociais, não se fala em outra coisa”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

A portaria deve ser publicada nesta sexta-feira, 30, no Diário Oficial. O texto, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, estabelece o prazo de 60 dias para que a comissão apresente uma linha básica de atuação. Para que as pesquisas sejam feitas, no entanto, é preciso o aval do grupo que desenvolveu a substância, da USP.

O formato proposto pelo governo prevê a análise da molécula, a realização de estudos não clínicos até um eventual realização de pesquisa clínica. “Nunca foi feito nada disso. Se criou uma tensão nacional. A grande preocupação é que pessoas deixem de fazer o tratamento adequado para usar um produto que não tem eficácia comprovada”, disse o ministro.

A ideia é que Instituto do Câncer e Fiocruz participem dos trabalhos. Castro afirmou que o Ministério vai arcar com os custos do financiamento. “Não serão necessários muitos recursos”, disse. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai acompanhar os trabalhos. “Todas as etapas serão respeitadas, incluindo, por exemplo, o aval das comissões de ética em pesquisa.”

O ministro fez um apelo para que pessoas não usem a substância. “É temerário. Não sabemos os efeitos que ela pode causar. Não quero entrar no mérito porque testes não foram feitos até agora. O importante é esclarecer.”

Castro observou que, ao longo dos últimos meses, criou-se no imaginário da população a falsa ideia de que a droga somente não é comercializada por pressões de grandes grupos econômicos. “Não é isso”, disse. Ele observa que o produto não passou por estudos que demonstrem sua eficácia, sua segurança. Não há prazo para que estudos sejam concluídos.

“Vamos fazer de forma ágil. Se ela for boa, aí sim, médicos poderão prescrevê-la, liminares poderão ser concedidas. E se ela não tiver efeitos esperados, se não for segura, que se descarte e não fique essa celeuma.”

Desenvolvida por um grupo de pesquisadores liderados pelo químico Gilberto Chierice, hoje professor aposentado, a substância foi durante anos fornecida gratuitamente para pessoas interessadas, mesmo sem ter passado por testes necessários.

Em setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo vetou a distribuição. Dias depois, no entanto, o Supremo Tribunal Federal decidiu em favor de um pedido feito por pacientes. O descompasso acabou gerando uma onda de liminares solicitando a liberação do produto.

Fonte: UOL

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USP VAI ENTREGAR PÍLULA CONTRA O CÂNCER PELO CORREIO

Com o aumento da procura e a correria ao câmpus de São Carlos (SP), a Universidade de São Paulo (USP) resolveu enviar pelo correio a partir de agora a fosfoetanolamina sintética, substância que muitos pacientes acreditam ser capaz de combater o câncer. Com isso, os doentes beneficiados até agora por 742 liminares terão de aguardar a fórmula em casa.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica pretende apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a distribuição.

A procura ocorre no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), que na sexta-feira, 16, divulgou um comunicado e uma cartilha com perguntas e respostas para orientar as pessoas. O material diz que ninguém deve ir buscar a substância no campus, mesmo quem obteve autorização judicial.

“O IQSC será notificado da liminar por oficial de Justiça e encaminhará a substância via Sedex/AR no endereço constante na petição inicial. O serviço do correio será cobrado do destinatário”, diz a nota.

O instituto informa ainda que a encomenda “não é acompanhada de bula ou informações sobre eventuais contraindicações e efeitos colaterais”.

E ressalta que “não dispõe de médico e não pode orientar nem prescrever a utilização da referida substância”. Também garante não ter “dados sobre a eficácia no tratamento dos diferentes tipos de câncer em seres humanos”.

Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Evanius Wiermann diz que a entidade pretende procurar o STF para tentar reverter a distribuição.

“Estamos nos movimentando para tentar sensibilizar o Supremo Tribunal Federal (STF). O que nos preocupa é o uso de uma droga sem segurança comprovada. Essa situação está criando uma jurisprudência para que qualquer pessoa use uma substância que não tem comprovação científica.”

Polêmica

A fosfoetanolamina foi estudada pelo professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, que era ligado ao Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros. Na ocasião, segundo o IQSC, algumas pessoas chegaram a usar a substância como medicamento, o que era permitido pela legislação. Daí teriam surgido as primeiras informações de que a fórmula combateria o câncer.

Desde o ano passado, qualquer droga experimental somente pode ser testada com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um homem chegou a fabricar a substância em casa e acabou preso.

O instituto informou ainda que não distribui a fosfoetanolamina, porque a USP não assumiu a titularidade das pesquisas de Chierice. Entretanto, como tem capacidade de produção, o IQSC tem sido obrigado pela Justiça a fazer a droga sintética. A substância não foi testada clinicamente. O criador diz que chegou a acionar a Anvisa e não obteve retorno. Já o órgão divulgou nota nesta semana para garantir que nunca foi procurado para qualquer análise.

Segundo Chierice, o organismo produz a fosfoetanolamina. “O que fizemos foi sintetizar isso, em alto nível de pureza e em grande concentração.” Ele tem a patente da fórmula no Brasil.

Diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Paulo Hoff afirma que os estudos clínicos são essenciais para que a vida dos pacientes não seja colocada em risco.

“O estudo determina os efeitos colaterais, a melhor administração e as indicações de medicação. Isso vale para um antibiótico e para um remédio contra o câncer. É o que dá noção de eficácia e segurança para ser usado.”

De acordo com Felipe Ades, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, uma substância não pode ser considerada um medicamento sem que estudos em seres humanos sejam feitos.

“Isso não é uma burocracia, ou uma exigência legal, isso faz parte do processo científico que visa a produzir medicamentos verdadeiramente eficazes”, disse Ades. “A fosfoetanolamina não é, atualmente, uma opção de tratamento contra o câncer”, concluiu.

Justiça

O assunto também chegou ao governo. Uma paciente de câncer abordou o governador Geraldo Alckmin durante visita ao interior pedindo para que liberasse a substância. Nas redes sociais, advogados se colocam à disposição de quem quer pedir uma liminar.

O Tribunal de Justiça de São Paulo havia suspendido as liminares favoráveis à retirada da substância, a pedido da USP, mas depois liberou a distribuição, pois um paciente derrubou o veto no Supremo. O Estado procurou o Ministério Público Estadual, que informou não ter nenhum processo sobre o caso.

Fonte: Exame

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ESTUDO RELACIONA ALTURA COM MAIOR RISCO DE CÂNCER

Pesquisa sueca indicou que para cada 10 centímetros de altura, o risco de câncer sobe 18% em homens e 11% em mulheres

Um novo estudo sugere que o quanto mais alta é uma pessoa, maior o risco de ela desenvolver câncer de pele e mama, além de outros tumores.

A pesquisa, do instituto sueco Karolinska, em Estocolmo, indica que para cada 10 centímetros de altura em um adulto, o risco do surgimento de um câncer é 18% maior em mulher e 11% em homens.

Pesquisas anteriores já haviam apontado para uma relação entre altura e risco de câncer, embora as causas para isso não estivessem claras.

A pesquisadora Emelie Benyi, que conduziu o estudo sueco, disse que os resultados podem ajudar a identificar fatores de risco e levar ao desenvolvimento de novos tratamentos.

Segundo ela, são necessários mais estudos para entender a relação entre altura e câncer, mas há várias possíveis explicações.

A primeira delas é que pessoas mais altas têm mais células – e mutações nas células estão na raiz da formação de tumores. Essas pessoas também têm maior probabilidade de terem sido expostas a doses mais altas de hormônios de crescimento durante a adolescência, que poderia ser um gatilho para o câncer.

Outra razão seria a de que indivíduos mais altos comem mais, e estudos prévios mostraram que um maior consumo de calorias também pode ter relação com o câncer.

Um relatório preliminar do estudo sueco foi apresentado na Conferência Europeia da Sociedade de Endocrinologia Pediátrica, em Barcelona, na Espanha.

Os pesquisadores analisaram dados médicos de 5,5 milhões de mulheres e homens suecos, com altura até 2,25 metros.

Mulheres mais altas tinham 20% de desenvolver câncer de mama, enquanto homens e mulheres mais altos tinha uma probabilidade 30% de terem câncer de pele.

Mais células

A professora Dorothy Bennet, chefe do centro de pesquisas de Ciências Moleculares do centro St. George, da Universidade de Londres, disse que é “bastante plausível” que o risco de câncer em uma pessoa esteja atrelado ao número de células em seu corpo.

“Um câncer surge após mutações de uma única célula saudável. Pessoas maiores têm mais células (e não células maiores)”, disse.

“O risco de um melanoma (câncer de pele), por exemplo; espera-se que esse risco cresça juntamente com o tamanho da superfície (quantidade de pele), que está relacionada a altura.”

Sarah William, gerente de informação da organização Cancer Research UK, disse que vale ressaltar que o estudo não leva em consideração fatores de risco como se a pessoa é fumante ou não ou se mulheres fizeram mamografia.

“Seja qual for sua altura, há várias coisas que se pode fazer para se reduzir o risco de câncer: não fumar, reduzir o consumo de álcool, ter uma alimentação saudável, ser ativo, ter um peso saudável e aproveitar o sol de maneira segura.”

Fonte: BBC