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LARISSA BARRILE

Sou a Larissa. Meus últimos exames de rotina – mamografia e ultrassom da mama – tinham sido feitos em out/14, pouco antes de completar 40 anos. Estava tudo ok. Numa noite em jun/15, assistindo TV, fui ajustar a alça do sutiã e senti um caroço na mama direita. Na hora não pensei em muita coisa. Mas depois liguei para minha médica e repetimos tudo. Foi então, que desde o dia 07/07/15 tenho protagonizado uma história diferente, uma corrida com sentido único: encarar o diagnóstico de um Carcinoma Invasivo Grau II e seguir em frente a caminho da luta pela vida!
Tudo estava bem confuso. Era hora de manter a calma e definir “como” e “para quem” contar sem causar muito alarde… decidir para qual equipe médica me entregar de corpo e alma… fazer ou não a reconstrução na mesma cirurgia de retirada do tumor… e no mais, a cada agulhada para um novo exame, pensar que aquilo não significava 1/3 do que ainda teria de trilhar nesta nova estrada.
Mas Deus é tão misericordioso, que Ele foi traçando tudo a Seu tempo. Sem perceber, as coisas foram acontecendo… um dia você liga apavorada para uma amiga, depois para o irmão, para a família do coração, depois para o companheiro… os médicos aparecem como num passe de mágica e a melhor equipe após horas de cirurgia, te entrega sã e salva de volta à sua família. E com mamas novas!! Rsrs

Há 48 dias, finalizei os ciclos de quimioterapia, onde fui muito bem acolhida pela equipe multidisciplinar do COT (Centro Oncologico do Triangulo) e para a qual dedico toda minha gratidão e respeito. Foram 16 sessões – 4 vermelhas e 12 brancas. Cada uma com sua particularidade. A cada ciclo novas sensações, emoções e muitas pessoas (incluindo familiares e amigos, que não poderei enumerar porque vou me perder!) se revezaram e me acompanharam em cada uma delas… uns mais que outros pela proximidade física… outros, mesmo de longe souberam de cada detalhe e me deram forças. Nesse período, sofri, sorri, chorei, senti muita dor, tive medo, fui ridícula, fui má, fui boazinha, teimei, dei birra, trabalhei, dei trabalho, viajei, ganhei quase 10 kg, tive alergias, fiquei cheia de marcas, perdi cabelo, sobrancelhas, cílios, unhas, um pouco da vergonha… perdi minha identidade! Porém, jamais perdi a Fé, deixei de acreditar, ou questionei o que quer que fosse. Alguns dias foram mais fáceis… outros bem mais difíceis.

Agora estou na minha 12ª sessão de radioterapia. Ao todo serão 30.

E há 21 dias, iniciei o uso do tão famoso Tamoxifeno. Será meu companheiro diário se Deus permitir, por 5 anos.

E o que fica disso tudo?  A vontade de recomeçar a cada dia, de lutar, de ser grata! Poder despertar a compaixão, sentir emoções voltando a transbordar no coração mesmo vivendo esse momento diferente!

Pretendo ir (e vou) em frente! Enfrentando!! Com dignidade e principalmente, com fé em Deus, com o apoio da família e de grandes amigos. São eles que tem o dom de fazer com que tudo se torne mais fácil.

Estou enviando uma foto com minhas queridas pets – Fiona (shihtzu) e Lolla (chihuahua).Nesta foto, eu ainda estava nas primeiras sessões da quimio vermelha – out/nov-15.Estas duas peludinhas estão sempre comigo, trazendo amor, alegria e diversão!

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PRISCILLA PASSAMANI

Há 2 anos, em fevereiro de 2014, recebi minha segunda data de aniversário. Foi um dia marcante. Ainda sinto o gosto amargo do desespero em minha boca. Estou viva e posso garantir que a dor ensina a gemer. Acredite! Sempre que bater um medo, sentir um deserto dentro do peito, não desanime. Conhecemos nossa verdadeira dimensão e força quando somos pegos pela adversidade; só assim descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue e nos anima, e quando percebemos nos pegamos confortando aqueles que estão ao nosso lado para nos confortar.

Com o passar dos dias, comecei a criar uma nova rotina, e dentro dela não existe mais tempo para nada que não seja essencial. Tome essas palavras para você, pois não temos tempo para inimizades, fofocas, tristeza sem fundamento, vaidade excessiva e amarguras. Tudo está certo. As coisas acontecem quando têm que acontecer. Precisamos parar de querer respostas para tudo e nos eximir de nossas responsabilidades pelo que nos acontece. Devemos nos concentrar em nós mesmos e em nosso trabalho, no que fazemos, e não no colega ao lado. Pare de achar defeitos nas pessoas, valorize seus amigos, faça novas amizades, desligue a TV, ouça o que a natureza tem a dizer e saiba que Deus fala nas pequenas coisas. Às vezes, você pede e espera grandes milagres, mas talvez a resposta a sua pergunta já tenha chegado e, por ser simples demais, você não viu. O problema não está no tamanho da queda, mas no tempo que se demora a levantar, criar uma nova realidade e VIVER todos os dias com exclusividade.

Nestes últimos dois anos, perdi pessoas queridas na batalha contra o câncer e aprendi que saudade é o amor que fica. Tenho uma enorme Gratidão a tudo e a todos.

Eu estava com dois nódulos malignos com menos de dez milímetros cada um na mama direita. Mas como tamanho não é documento, e esses nódulos eram bem agressivos. O tumor da mama foi o tumor primário. Como foi descoberto em estado avançado, também foram encontrados nódulos em outros locais.

Ficou assustado? É de assustar mesmo. Precisei de um bom tempo para digerir a novidade. Principalmente por ter recebido a notícia de que eu não tinha mais que seis meses de vida. Por isso sou Grata a tudo. Estou aqui hoje, dois anos depois do início dessa jornada, para contar a você que tudo nessa vida tem um jeito. A situação me obrigou a sair da zona de conforto e a buscar informação. Eu nem sabia o que era metástase. Diante de tudo isso, pensei: “É agora ou nunca!”

Em minha busca insana para sobreviver, decidi que queria VIVER com QUALIDADE, e não como uma doente de cara pálida. Nestes dois anos, emagreci mais de 25 quilos mudando a alimentação, me formei em terapia floral e reiki, conheci os benefícios da acupuntura e da homeopatia, redescobri o quão bom é cuidar do corpo, da saúde e fazer exercícios físicos.

Depois do diagnóstico, decidi que era hora de MUDAR. Na verdade, de REVOLUCIONAR minha vida. Então parei tudo de “errado” que eu fazia: trabalhava em excesso, comia de forma desregrada, não dormia, passava noites e noites com insônia, e só pensava em trabalho.

Embora a mudança radical tenha ocorrido com o diagnóstico da doença, eu já havia começado a alterar alguns “maus hábitos” assim que fui demitida. Eu nunca havia sido demitida de emprego nenhum, e para mim e minha família demissão era sinônimo de fracasso (essas são crenças limitadoras que causam traumas e amarguras). Sofri, chorei e quase enlouqueci… E sabe o que tudo isso me causou? Um câncer de mama.

Meu objetivo é utilizar a internet como forma de divulgar o AUTOCONHECIMENTO e o APODERAMENTO de si mesmo para toda mulher que quiser derrubar suas crenças limitantes que foram implantadas em sua cabeça e que são partilhadas através de gerações.

Dessa história toda acima, surgiu a ideia do Projeto “Conte-me sua história” (não é o nome definitivo, eu acho), toda nossa força está dentro da gente, mas sei que cada um tem seu tempo, nossas histórias juntas irão fortalecer muitas e muitas mulheres que neste momento estarão recebendo o diagnostico de câncer.

Moro em Vila Velha, no Espírito Santo, comecei o tratamento aos 36 anos e hoje estou com 38.
Beijos. Pri

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ANDRÉA DE TOLEDO

Câncer de mama

Campinas – SP

“Fui diagnostica com CA de Mama em fevereiro de 2014, fiz 6 meses de quimio e mastectomia bilateral. Hoje estou há 9 meses sem quimio, meus cabelos crescendo e a vida entrando na rotina. Posso dizer que passei pelo tratamento bem, com a graça de Deus. Tive muito apoio do meu marido, família e bons amigos, além dos meus dogs. É incrível como eles, os dogs, sentiam a minha angustia e muitas vezes a minha tristeza era amenizada por eles. Houve dois momentos que nunca irei me esquecer: Uma noite estava mais fragilizada, ainda antes de começar a quimio, um medo do que estaria por vir. Deitei na cama sozinha e comecei a chorar, mas chorava copiosamente, meu marido veio, deitou ao meu lado para me tranquilizar e logo os dois pularam em cima de mim. Lambiam minhas lagrimas sem parar, colocaram as patinhas no meu coração… e depois deitaram a cabeça na minha barriga e me olhando direto nos olhos era como se dissessem: Tudo ficará bem! Um outro dia, já em quimio, estávamos eu e meu marido assistindo uma missa na TV e no momento da oração do Pai Nosso ajoelhamos e estendemos nossas mãos, quando de repente a Nina veio sentou-se entre nós e colocou sua patinha na minha mão e assim permaneceu até acabar a oração. Isso para mim foi algo inexplicável.

Eles foram e são companheiros admiráveis, o amor deles parece ser palpável. Posso afirmar, que eles me ajudaram e muito a passar por tudo com tranquilidade, fé e paciência.

Meus dogs amados! Rocco e Nina”

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RITA E TODDY

“Olá, Cats!Esse é o Toddy (1ª foto). Está conosco desde 2013 (2ª foto). É um amor de cachorro e acompanha todo o tratamento como um verdadeiro guardião! Com cabelo ou sem cabelo, os pets nos amam muito, né? Foi por isso que, no dia 04 de outubro, dia de São Francisco de Assis, protetor dos animais e, por acaso, dia de meu aniversário também, ele recebeu a bênção dos animais. Atenção ao detalhe do lenço de oncinha que eu estava usando em homenagem aos bichinhos! Dica: Se você estiver triste, saiba que os pets são os melhores antidepressivos que existem!”

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MARCELLA MENEGHETTI E JEANNIE

História de cats pets!!! A Marcella Meneguetti conta no seu blog sobre sua relação com a Jeannie, sua cachorra. Eu já contei aqui como o Nino, meu gatinho me ajudou. É incrível como esses bichinhos podem nos ajudar! Eles nos animam, nos dão força  e quando a gente está triste, eles sempre percebem e vem nos dar colo! 

Confira o texto da Marcella:

“Gente, vocês já viram o post sobre a minha cachorra que me ajudou muito durante todo o tratamento?Ela é uma Golden Retriever, tem 4 anos e que é a minha paixão!

Essa semana postei para vocês sobre o Granulokine e falei que essa medicação é usada para aumentar a imunidade, não é? Pois então, eu usei mais ou menos durante as minhas 3 primeiras sessões de quimioterapia ABVD, mas logo quando pude ficar perto da Jeannie e ela passou a ficar comigo nas semanas de recuperação das quimios, a minha imunidade começou a aumentar, e eu nunca mais precisei de Granulokine! Parece brincadeira, mas não é.. Eles são tudo em nossa vida e nos ajudam muito mais do que nós imaginamos!Existem vários estudos que mostram que o cachorro faz liberar uma enzima que faz a imunidade aumentar e, a minha Jeannie ajudou a aumentar a minha imunidade e principalmente a não precisar mais de uma medicação que gerava alguns efeitos colaterais. Tudo na base do amor e carinho!

O nosso amor é de outras vidas e eu conseguia me recuperar das quimios para passar a semana muito bem! Cãoterapia é tudo de bom! Se você também tem um animalzinho de estimação que sente todo esse carinho e aproximação, não duvide nunca disso, e não só em relação à ajuda a cura, mas sim em tudo! Eles nos fazem bem em tuuuudoo!!

Beijosss =)”

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FLAVIA FLORES & NINO

Quando eu fui diagnosticada com câncer, não teve outro jeito, fui parar na casa da minha avó. O meu porto seguro sempre foi Florianópolis, mais exatamente na casa dela. Quando eu nasci ela veio a Florianópolis para ajudar a cuidar de mim, então eu queria estar lá na casa dela também nessa fase que eu precisava de cuidados novamente..

Assim que precisei raspar meus cabelos, não foi fácil, eu estava muito triste, minha prima veio com um gatinho tão feinho e judiado pra ver se a gente podia cuidar. Ela tinha o encontrado abandonado num terreno baldio. Ele estava sujo, tinha pouco pelo entre as orelhas, o rabo parecia um rabo de ratazana; aquele pequeno Siames precisava ir ao veterinário!

Fomos ao veterinário, ele tirou sangue, tomou vacinas, banho, eliminaram as pulgas, e assim pode voltar pra casa, liberado para ficar tomando conta de mim.

Eu ficava muito em casa naquela fase e a gente se apegou muito! Parecia que ele sabia que naquela casa eu que precisava de carinho, então aonde eu ia, ele ia atrás. Se eu ia dormir ele já estava lá me esperando no lugarzinho dele na minha cama, ele adorava o gosto da pasta de dente que saia da minha boca, ensinei ele a tomar água da pia enquanto eu escovava os dentes. Se eu estava escrevendo no blog, ele queria participar também, sentir o calorzinho do teclado. Se ele achava que eu pudesse sentir frio na careca ele vinha me esquentar e se fazia as vezes de chapeuzinho. Sempre teve muito cuidado com meus peitos, as vezes ele ia se deitar ali, parecia que ele sentia onde era mais doloroso pra mim: na cabeça e nos peitos.

E era um grude comigo! A medida que meus cabelos iam crescendo o Nino também crescia.

Os pets só fazem bem pra gente durante o tratamento, nos dão carinho, fazem a gente sorrir o tempo todo, afastam a depressão assim ajudam no aumento da imunidade. E a companhia deles são as melhores!

Hoje eu moro em São Paulo e o Nino ficou na casa da minha avó em Florianópolis, melhor pra ele porque eu viajo muito e seria muito ruim deixá-lo sozinho no apartamento. Floripa é a praia dele, onde tem uma casa com quintal, liberdade de passear na rua quando quer, comida de primeira, carinho da vó Kerta e do Gregorio.

Mas sempre que eu chego lá é uma festa! Já saio chamando Niiiiiinoooooo! E ele sai do esconderijo preferido dele, no forro da minha cama, para me receber!

Quer contar a história do seu bichinho com você? Envie com uma foto sua (800x 600 pixels), cidade e estado, para cats@quimioterapiaebeleza.com.br.
Amoooo! Bjs!

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FLAVIA FLORES & NINO

Quando eu fui diagnosticada com câncer, não teve outro jeito, fui parar na casa da minha avó. O meu porto seguro sempre foi Florianópolis, mais exatamente na casa dela. Quando eu nasci ela veio a Florianópolis para ajudar a cuidar de mim, então eu queria estar lá na casa dela também nessa fase que eu precisava de cuidados novamente..

Assim que precisei raspar meus cabelos, não foi fácil, eu estava muito triste, minha prima veio com um gatinho tão feinho e judiado pra ver se a gente podia cuidar. Ela tinha o encontrado abandonado num terreno baldio. Ele estava sujo, tinha pouco pelo entre as orelhas, o rabo parecia um rabo de ratazana; aquele pequeno Siames precisava ir ao veterinário!

Fomos ao veterinário, ele tirou sangue, tomou vacinas, banho, eliminaram as pulgas, e assim pode voltar pra casa, liberado para ficar tomando conta de mim.

Eu ficava muito em casa naquela fase e a gente se apegou muito! Parecia que ele sabia que naquela casa eu que precisava de carinho, então aonde eu ia, ele ia atrás. Se eu ia dormir ele já estava lá me esperando no lugarzinho dele na minha cama, ele adorava o gosto da pasta de dente que saia da minha boca, ensinei ele a tomar água da pia enquanto eu escovava os dentes. Se eu estava escrevendo no blog, ele queria participar também, sentir o calorzinho do teclado. Se ele achava que eu pudesse sentir frio na careca ele vinha me esquentar e se fazia as vezes de chapeuzinho. Sempre teve muito cuidado com meus peitos, as vezes ele ia se deitar ali, parecia que ele sentia onde era mais doloroso pra mim: na cabeça e nos peitos.

E era um grude comigo! A medida que meus cabelos iam crescendo o Nino também crescia.

Os pets só fazem bem pra gente durante o tratamento, nos dão carinho, fazem a gente sorrir o tempo todo, afastam a depressão assim ajudam no aumento da imunidade. E a companhia deles são as melhores!

Hoje eu moro em São Paulo e o Nino ficou na casa da minha avó em Florianópolis, melhor pra ele porque eu viajo muito e seria muito ruim deixá-lo sozinho no apartamento. Floripa é a praia dele, onde tem uma casa com quintal, liberdade de passear na rua quando quer, comida de primeira, carinho da vó Kerta e do Gregorio.

Mas sempre que eu chego lá é uma festa! Já saio chamando Niiiiiinoooooo! E ele sai do esconderijo preferido dele, no forro da minha cama, para me receber!

Quer contar a história do seu bichinho com você? Envie com uma foto sua (800x 600 pixels), cidade e estado, para cats@quimioterapiaebeleza.com.br.
Amoooo! Bjs!