Publicado em Deixe um comentário

CIENTISTAS DESCOBREM FÓSSIL DE MAIS ANTIGO PACIENTE COM CÂNCER DA HISTÓRIA

A opinião convencional dos cientistas é que o câncer é um fenômeno relativamente recente, ocasionado pelo estresse da vida moderna. No entanto, novas descobertas da Universidade de Witwatersrandda, na África do Sul, contrariam esta ideia.

Paleontologistas encontraram um tumor benigno em um menino de 12 ou 13 anos que viveu há 2 milhões de anos. Além disso, eles encontraram um tumor maligno num osso do dedo pé de outro espécime que tem 1,7 milhões de anos. Antes, a descoberta de câncer mais antiga em um espécime humano datava entre 780 mil e 120 mil anos.

As descobertas foram feitas graças a um novo método de imagem 3D. Agora, os cientistas estão reavaliando o papel dos tumores na história dos ancestrais humanos. Patrick S. Randolph-Quinney, um dos autores do estudo, disse que a equipe de especialistas quer usar as conclusões da pesquisa para entender como o câncer evoluiu ao longo do tempo e dominar a mecânica do crescimento de células, benignas e malignas. Talvez encontrando essas respostas, pesquisadores da área médica possam entender melhor as noções básicas do câncer.

O crescimento do tumor encontrado no osso do dedo do pé era maligno, significando que o câncer poderia se espalhar para outras partes do corpo e poderia ser fatal.  Já o tumor benigno no garoto de 12 anos foi encontrado na sexta vértebra torácica. Como o tumor era benigno, a doença não iria se espalhar nem se tornar fatal. No entanto, o tumor pode ter causado limitações físicas, como dor nas costas, tornando-o mais vulnerável a predadores.

Fonte: Opinião e Notícia

Publicado em Deixe um comentário

CIENTISTAS AVANÇAM NA CRIAÇÃO DE VACINA CONTRA CÂNCER

São Paulo – Cientistas deram um grande passo para a criação de uma vacina universal contra o câncer. O avanço foi descrito por pesquisadores em um artigo na renomada revista científica Natura.

De acordo com a pesquisa, a vacina incita o sistema imunológico a produzir células T, que são capazes de atacar os tumores como se eles fossem vírus. Ela torna isso possível a partir da retirada de pedaços do código genético RNA do câncer e a introdução dessas porções em nanopartículas de gordura, que em seguida são injetadas na corrente sanguínea do paciente.

Diferentemente da maioria das vacinas em que a imunização é feita em pessoas com risco de adquirir uma doença, essa seria dada a indivíduos que já têm câncer. Até agora, os pesquisadores fizeram apenas testes em ratos e em três voluntários com melanoma.

No primeiro paciente, um nódulo diminuiu de tamanho depois de ele receber a vacina. O segundo, que teve tumores removidos cirurgicamente, ficou curado sete meses depois da imunização. Já os oito tumores do terceiro voluntário continuaram “clinicamente estáveis” após a vacinação.

Apesar de os sistemas imunológicos reagirem aos tumores, não existem provas concretas de que a vacina teve algum papel na recuperação dos pacientes. O estudo explica que o objetivo não era testar a sua eficiência, mas saber se ela era segura para aplicação em humanos.

Até o momento, os efeitos colaterais foram limitados a sintomas semelhantes aos de uma gripe comum. Geralmente, pacientes em tratamento quimioterápico apresentam sintomas mais agressivos, como náusea, perda de cabelo e falta de apetite – sem contar que a imunidade geral do corpo fica tão baixa que a ocorrência de infecções é alta.

Benefícios

De acordo com a equipe, um dos principais benefícios da potencial vacina é o baixo custo de produção. Até a pesquisa atual, os cientistas realizavam um processo longo e caro que consistia na criação em laboratório de células imunes focadas no combate ao câncer, que depois eram aplicadas nos pacientes.

Agora, a vacina é feita em laboratório a partir do DNA do câncer e injetada nas células do sistema imunológico da pessoa. Além de ser menos invasiva, a técnica também pode ser ajustada para combater diferentes tipos de câncer.

“Desse modo, a abordagem de imunoterapia de RNA nanoparticulada pode ser considerada como uma nova classe de vacinas universalmente aplicáveis para a imunoterapia dos cânceres”, explica a equipe no estudo.

Contudo, se o sistema imunológico consegue atacar os tumores, porque ele não faz isso naturalmente? Segundo um comentário feito na pesquisa pelos imunologistas holandeses Jolanda de Vries e Carl Figdor, uma das razões para isso não acontecer é que as células cancerígenas são tão similares às células saudáveis que o sistema imunológico evita ataca-las.

Por isso, segundo os pesquisadores, foi preciso desenvolver uma vacina que utiliza um antígeno – uma substância que incita uma resposta imune e que não é explícita em células normais. Este reveste o RNA do câncer em uma membrana simples e a entrega uma carga elétrica negativa. Quando a vacina é injetada no paciente, a carga é liberada nas células imunes nos nódulos linfáticos, no baço e na medula óssea. Em seguida, essas células revelam o RNA do câncer para as células do tipo T do corpo e as instigam a atacar todos os tumores do paciente.

Futuro

Antes de iniciar um teste clínico maior, os cientistas precisam esperar doze meses para receber os resultados do exame de segurança feito nos três pacientes.

“Ao combinar estudos em laboratório com os frutos de um ensaio clínico em fase inicial, esta pesquisa mostra que um novo tipo de vacina poderia ser usado para tratar pacientes com melanoma, aumentando os efeitos de seus sistemas imunológicos”, disse Aine McCarthy, diretor de informação científica do Cancer Research UK, ao jornal The Telegraph.

Fonte: EXAME