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MULHERES QUE VENCERAM O CÂNCER VIRAM HEROÍNAS EM ENSAIO FOTOGRÁFICO

A fotógrafa Mayne Rabello encontrou um jeito alegre e inspirador para falar sobre o câncer de mama durante o Outubro Rosa. Em um ensaio fotográfico em parceria com o Projeto Laços de Amizade, ela transformou 16 mulheres que venceram o câncer em heróinas. Com uniformes coloridos e poses divertidas, elas contam como venceram a doença. As capas – que tradicionalmente completam o uniforme dos heróis – neste caso, são os lenços usados pelas pacientes durante as sessões de quimioterapia.

A ideia surgiu quase que naturalmente, segundo a fotógrafa Mayne Rabello. “Eu já havia fotografado algumas pacientes em eventos no setor oncológico do hospital Luzia de Pinho Melo e depois no Parque Centenário [em Mogi das Cruzes]. Desta vez, quando a Francesca Valenti me chamou, eu sabia que não queria fazer algo muito clichê ou pesado. Meu trabalho sempre foi muito colorido, tenho muito figurino, então pensei nessa possibilidade de fazer uma coisa bem alegre e que fosse divertido pra elas de fazer.  Na hora que elas colocaram as roupas foi bem engraçado. Algumas mulheres não usavam salto, quando se caracterizaram até as feições mudaram”, detalhou.

Com roupas coloridas, salto alto e capa, as mulheres que venceram o câncer ainda ganharam na foto uma espécie de “classificação de força”.

Silvana Zugaib, que está em tratamento contra um câncer de mama, revela seus segredos: a tática contra a doença é persistência e sua habilidade é “falar com as pessoas, palestrar”. ” A sensação é de estar no comando da doença, onde a heroina vai aumentando a força que temos que renovar diariamente”, disse.

Os ensaios foram feitos em parceria com o projeto Laços de Amizade, criado pela paciente oncológica Francesca Valenti. O projeto distribui lenços, maquiagens e outros produtos que ajudam na beleza e auto-estima das mulheres vítimas do câncer. “Nós já fizemos algumas ações em que a Mayne participou e quando pedi ajuda pra ela para fazer algo este ano, surgiu esse projeto lindo. Eu retirei duas mamas e as cicatrizes são mesmo marcas de um guerreiro. Achei a ideia muito legal e bem diferente de tudo o que já fizemos sobre o tema”, disse Francesca.

Em apenas duas sessões, separadas em dois dias, o grupo foi fotografado no estúdio em Mogi. A exposição já percorreu a abertura da campanha Outubro Rosa, em Mogi das Cruzes, além do saguão do hospital Luzia de Pinho Melo e do shopping de Mogi, onde permanece até sábado (22). “Para mim foi um aprendizado muito grande. Fiquei emocionada de ver todas elas se divertindo durante o ensaio, depois de ter passado por um período bem difícil na quimioterapia. Foi uma experiência engrandecedora e espero que no ano que vem tenhamos mais heroínas”, disse Mayne.

Fonte: G1

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MULHER MARAVILHA DAS CORRIDAS, ELIETE SUPERA CÂNCER E SE INSPIRA NA HEROÍNA

Quando tinha 11 anos, Eliete Malta, atualmente com 43, foi diagnosticada com um tumor benigno e ficou curada com tratamentos contra o câncer infantil. Dois anos depois e com a saúde em dia, começou a fazer diferentes esportes com a turma da escola. Na época, a corrida fazia parte do aquecimento nas aulas. E começava ali, sem que ela imaginasse, o amor pela modalidade que a mudaria para sempre.

Eliete corria pelas ruas da cidade de Sumaré, na região metropolitana de Campinas, em São Paulo, onde morava e fazia parte de um clube. O talento para correr chamou a atenção e ela foi convidada a participar de um grupo de atletas amadores. Sua primeira prova foi em 2002. Alguns meses depois, a corredora disputou a tradicional Corrida de São Silvestre. No ano seguinte, Eliete deslanchou de vez e começou a subir nos pódios das provas.

– Fui me destacando em várias corridas e em várias cidades diferentes. Passei por duas grandes equipes em São Paulo e assim fui ganhando mais pódios. Hoje, tenho mais de 300. No universo das corridas eu sou a Mulher-Maravilha – brincou Eliete, que é professora de educação física.

Por trás do apelido existe uma história inusitada. Isso porque Eliete sempre subia no pódio com uma faixa na cabeça. Em 2006, ela correu a São Silvestre – de novo – e, após ter acabado a prova, colocou a medalha no pescoço e foi acompanhar um amigo que não estava tão bem preparado.

– Alguns me viram correndo com os homens e começaram a falar: “O que você está fazendo aí, pangaré. Sua prova já foi”. De tanto ouvir esses comentários, meu amigo ficou indignado, puxou a medalha do meu pescoço e falou que eu já tinha completado a prova feminina e correria o total de 30km. A multidão começou a gritar “É a Mulher-Maravilha!” – lembrou ela, com orgulho.

A notícia se espalhou pelos grupos de corrida da cidade e o apelido pegou. Eliete ganhou o traje da heroína dos quadrinhos, a sua personagem.

– Conheci meu marido nas corridas de rua. Nós éramos amigos e o esporte nos uniu. Quando namorávamos, ele disse para eu me vestir como a Maravilha. Ele produziu as fantasias, que eram os uniformes para as provas – explicou a atleta.

Nos pódios das provas que participa, Eliete leva a “cadela maravilha” em todas as oportunidades e faz sucesso, tirando muitas fotos com outros corredores. O marido também ganhou fantasia para entrar no clima. Ele virou o Super-Homem.

– Na véspera da Maratona da Disney, nos Estados Unidos, rodamos a cidade de Orlando inteira procurando uma fantasia para correr. Quando encontramos, pensei: por que o meu marido não poderia correr fantasiado? Buscamos como loucos a roupa do Super-Homem e viramos celebridades na prova. Viramos a família da Liga da Justiça nas corridas – brincou.

Superar os problemas da infância com a ajuda do esporte garantiu para Eliete um incentivo ainda maior para seguir em frente e confiante. Para a corredora, toda pessoa tem a capacidade de superar e alcançar os objetivos desejados. Basta começar e, claro, se dedicar com afinco.

– O que me faz feliz e me motiva são as mensagens que recebo das pessoas dizendo que sou inspiração pra elas, tanto na corrida, como na minha luta contra o câncer. Esse carinho que me motiva cada vez mais a correr. A fantasia virou minha marca registrada. Mas não somente pelo visual e sim pela superação dos problemas. O esporte pode curar todos os males – encerrou a atleta, que há 15 anos é voluntária de um centro de combate ao câncer infantil, em Campinas.

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WEB SÉRIE “SUPER HEROÍNAS”

Qual heroína mais te marcou? Se você pudesse escolher que heroína se transformar, qual escolheria?

Nesse Outubro Rosa, Quimioterapia e Beleza, Hospital Bandeirantes e ABIHPEC apresentam a websérie “Super Heroínas”! São 4 episódios que vão no ar até o final de outubro.

Nesse série, eu, Flávia Flores, mostro pra vocês a transformação de algumas seguidoras minhas!! Em que elas se transformaram? Nas suas personagens favoritas, as que mais marcaram suas vidas!!

O resultado é de se inspirar! Essas mulheres vem para mostrar a singularidade da força, beleza e coragem ao enfrentar o câncer.
Confira o primeiro episódio aqui:

Idealização: Flavia Flores
Direção e Roteiro: Daniel Tupinambá
Direção de Fotografia: Emiliano Armendano
Edição e finalização: Thais Uvo
Figurino: Diogo Paz
Cabeleireiro: Ricardo Rodrigues
Maquiagem: Samira Gomes
Operador de Áudio: Eduardo Alves
Fotógrafa Still: Jennifer Glass

Making Off: Flickr