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BLOGUEIRA FAZ FOTOS ‘ANTES E DEPOIS’ DO CÂNCER – E O RESULTADO É INSPIRADOR!

Ana tem 35 anos, é natural de Porto Alegre e está em tratamento contra o câncer de mama. Ela é criadora do blog Gurias Bacannas, que traz assuntos do universo feminino. Antes do tratamento, Ana tinha um cabelão de dar inveja – e é claro que ficou muito triste quando soube que teria que desapegar dele. Ficou dias pensando sobre o assunto, sofrendo, querendo adiar a hora da despedida.

Mas, para sua surpresa, quando chegou a hora de dar tchau pro cabelo foi como se ela tirasse uma tonelada dos ombros! Pronto, aconteceu, é essa a realidade agora! E não é que ela se surpreendeu com a própria careca?! 

“Achava que o que eu mais amava em mim era meu cabelo, mas hoje sei que estava errada. A beleza vai muito além do cabelo: é uma questão de alma, de comportamento. Parece que quando perdemos os cabelos somos obrigadas a nos ‘enxergar de verdade’ e acabamos descobrindo que não precisamos dele para nos sentirmos seguras, bonitas ou poderosas!”

E foi aí que ela resolveu chamar sua amiga e fotógrafa Marília Haas para recriar looks que ela havia mostrado no blog antes do tratamento começar. Repetindo o figurino e as poses, Ana percebeu que a única diferença entre uma foto e outra era o cabelo mesmo– ela continuava ali: sendo ela, sendo linda, sendo mulher. Confira abaixo esse ensaio mega inspirador!

Parabéns pelo trabalho, Ana e Marília! É uma inspiração maravilhosa para quem também está passando por essa fase. E, no fim, era só cabelo mesmo, não é? Somos muito mais do que centímetros de fios – nosso cabelo (ou a falta dele) não define de forma alguma quem somos!

Fonte: Além do Cabelo

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RETRATOS DE AFETO: OBRA REVELA INTIMIDADE DE PESSOAS COM CÂNCER

Habituado a longas viagens pela Amazônia, o fotógrafo paranaense Valdir Cruz passou os últimos anos dedicado a outro tipo de expedição: embrenhar-se por hospitais e cidades do interior para acompanhar pessoas com câncer em sua rotina e intimidade.

Entre as várias viagens e a edição das imagens, foram cinco anos de “muitas emoções, choros, abraços e mais choros”, ele conta à BBC Brasil.

“Neste projeto eu tinha uma missão e uma grande responsabilidade: manter a dignidade de todos os retratados e dar vida a essas histórias, que não são únicas”, diz Cruz.

Radicado em Nova York desde os anos 1980, o fotógrafo também pretendia contar, por meio dos relatos e das imagens, a história do Hospital de Câncer de Barretos, em São Paulo.

Fundado em 1967 pelo casal de médicos Paulo e Scylla Prata, o hospital é referência nacional no tratamento da doença, com atendimento gratuito pelo SUS. Hoje, além da sede em Barretos, a instituição tem unidades em outras oito cidades, além de 12 carretas que viajam o Brasil realizando exames e pequenas cirurgias.

O trabalho, que mescla fotografias e entrevistas, deu origem ao livro Retratos de Afeto, que será lançado em 17 de maio no Conjunto Nacional, em São Paulo, onde as obras ficarão expostas até 2 de junho.

A BBC Brasil apresenta a seguir algumas das pessoas retratadas por Valdir Cruz.

Maria Madalena Rodrigues da Silva

Moradora de Juazeiro (BA) e viúva há dez anos, Maria Madalena Rodrigues da Silva, de 60 anos, descobriu um câncer nas mamas em 2013. Ela diz que, mesmo após a cirurgia, jamais abandonou as tarefas domésticas. “Eu faço tudo, eu lavo, eu passo, eu arrumo casa e ainda faço comida de fim de semana pra vender, faço buchada.”

É católica, mas isso não impede que cultue Iemanjá. Questionada se já escondeu a doença, responde: “Pois eu não, meu filho. Pode falar que eu tô com câncer onde for. Enquanto com vida, esperança, não é isso?”

Isabely Alves Modesto

Talita e Isabely durante o tratamento

Quando notou sangue na urina da filha, Talita Modesto a levou para o hospital e descobriu que a pequena Isabely tinha câncer nos rins. A família viajou de Roraima a Barretos, onde a menina retirou os órgãos no Hospital de Câncer.

Ela resistiu bem ao tratamento. Hoje, um ano depois, está curada, mas terá de fazer exames anuais pelo resto da vida. “Isabely é calada, mas é forte e guerreira, a bichinha”, diz a mãe.

Maria Lúcia Barbosa de Souza

‘Depois nós caímos na risada’

Maria Lúcia Barbosa de Souza, de 67 anos, descobriu ter câncer no colo do útero aos 21, quando trabalhava como doméstica em Ribeirão Preto (SP). Desde então, passou por quatro cirurgias.

Ela conta como soube que teria de ser operada da última vez: “A doutora disse ‘eu vou te contar uma coisa, você não vai gostar, mas eu vou ter que te falar’.

“Eu falei: ‘a senhora não fala pra ver que eu brigo com a senhora’. Ela falou: ‘vai ter que fechar a sua xoxota’. Eu falei: ‘doutora, essa xoxota já está velha e cansada, já usei muito’. Mas eu não sabia que a equipe dela estava atrás dos panos ali, pensava que só estávamos eu e ela, e depois nós caímos na risada.”

Beatriz Carvalho de Freitas

Medula doada, quimioterapia e mais dois anos de tratamento

Beatriz Carvalho de Freitas descobriu um sarcoma (câncer em tecidos moles) na mão esquerda ao tratar uma fratura que demorava a curar, aos 13 anos. Hoje, aos 17, se trata de leucemia. Ela conseguiu um doador de medula e passou por várias sessões quimioterapia. No tratamento, mudou até de tipo sanguíneo.

Hoje estuda numa escola vizinha ao Hospital de Câncer de Barretos e espera o dia em que poderá levar uma vida normal. A mãe, Zelma, diz que o tratamento levará mais dois anos. “Ela vai poder ir a festa, frequentar muita gente. Mas passam logo os anos, passam sim.”

Maria Alice Alves de Oliveira

“Usei peruca, usei lenço, saí careca, fiz tudo”

Mãe de três filhos, Maria Alice Alves de Oliveira descobriu ter câncer de mama aos 39 anos, em 2012. Quando soube da doença, temeu ser abandonada pelo marido, mas isso nunca ocorreu.

O cabelo caiu com a quimioterapia. “Aí eu usei peruca, usei lenço, saí careca, fiz tudo”. Nos últimos cinco anos, perdeu amigos que conheceu no hospital, mas se diz animada com a perspectiva de terminar o tratamento neste ano.

Francisca dos Santos

“Eu vi que é um bicho de sete cabeças, não”

Francisca dos Santos, de 57 anos, chorou quando soube que teria de extrair a mama. O tumor, que se originara seis meses antes, estava em estágio avançado.

“Quando eu cheguei a Salvador, que eu vi minhas amiguinhas tudo sem peito, tudo boa, tudo sadia, aí pronto, aí eu vi que não é um bicho de sete cabeças.”

O cabelo caiu com a quimioterapia, mas já voltou a crescer. “Eu fui tão curada, de um jeito que eu não tomo comprimido nenhum.”

Casada há 37 anos, diz que o marido a apoiou durante todo o tratamento. “Meu marido é novo, tem 61 anos. Mas se eu tivesse um marido que não me aceitasse sem a mama, aí eu podia ter ficado abalada.”

Diego Araújo Rabelo

“Tô ficando bonito”

Desde os dois anos de idade, Diego Araújo Rabelo tem xeroderma pigmentoso, rara doença genética que deixa o paciente mais suscetível a câncer de pele.

Recentemente, teve de retirar parte do nariz. A mãe conta que, quando se viu pela primeira vez numa foto após a cirurgia, devolveu a câmera rapidamente. Hoje, segundo ela, o filho se acostumou.

Quando o médico lhe disse que estava ficando bonito, concordou: “Tô ficando bonito”.

Henrique Prata

Henrique Prata, que deixou os estudos aos 15 anos, administra o Hospital de Câncer de Barretos

Filho dos fundadores e atual administrador do Hospital de Câncer de Barretos, na foto de 2015, Henrique Prata posa na área onde foi erguido o Hospital de Câncer da Amazônia, em Porto Velho.

Prata abandonou os estudos aos 15 anos, quando passou a trabalhar nas fazendas do avô materno. Hoje, aos 64 anos, comanda uma estrutura que realiza 6 mil atendimentos por dia, todos gratuitos, e é parcialmente financiada por doações de artistas e apresentadores de TV.

A médica que trouxe técnicas modernas de exames para o Brasil

Scylla Duarte Prata

Filha de pecuaristas e fundadora do Hospital de Câncer de Barretos ao lado do marido, Paulo Prata, morto em 1997, a ginecologista e obstetra Scylla Duarte Prata tirou dinheiro do bolso muitas vezes para quitar dívidas da instituição.

Como médica, ajudou a trazer ao Brasil técnicas modernas de colposcopia e de exame papanicolau.

Hoje, aos 93 anos, continua a trabalhar e a acompanhar a rotina do hospital, agora administrado pelo filho Henrique.

FONTE:  BBC http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39383273

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ENSAIO FOTOGRÁFICO

Hoje quero apresentar pra vocês uma Cat muito especial, a Camila! Ela, assim como a Ana Ávila, da página Força Gurias, tem muito o que ensinar pra gente. Fiquem de olho nas próximas publicações!

❤

“Eu sou Camila Guimarães.  Estilista,  trabalho no Bom Retiro com fast fashion e moda Plus size. Gosto de festa, fervo, música, rir e jogar conversa fora. Aí numa semana eu senti uma bolinha na região próxima ao pescoço, marquei umas baladas pra mais tarde e fui no ps ver rapidinho o que era, deixei até meu apê todo aberto, só que a bolinha eram 6 nódulos numa região perigosa e fiquei internada. Três dias depois operei para retirada de nódulos e 15 dias depois o resultado: linfoma de Hodgkin. Fiz quatro seções de quimioterapia e tenho ainda 8 pela frente,  já estou carequinha. Mas só perdi o cabelo, o humor e o sorriso continuam aqui e espero compartilhar essa energia com vocês!  ????”

Olha que maravilhoso o ensaio que ela fez com o fotógrafo Joao Bertholini:

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FOTÓGRAFA FAZ HOMENAGEM À AVÓ APÓS CÂNCER E ENSAIO VIRALIZA: “VENCEDORA”

A intenção da fotógrafa Natália Alves, de 25 anos, era homenagear a vitória da avó contra o câncer de mama e colaborar com a campanha “Outubro Rosa”, voltada à prevenção da doença. O que a jovem não esperava era que as imagens de Aurora Alves de Oliveira, de 72 anos, moradora de Limeira (SP), publicadas na rede social da neta, comovessem os internautas. Em duas horas, a postagem viralizou na rede, teve 50 mil curtidas e, até esta terça (25), somou 95,8 mil compartilhamentos.

“Ela é a minha aurora, vitoriosa e esbanja saúde”, disse Natália. “Mas o incentivo que a história de minha avó representou a outras pessoas que lutam contra o câncer elevou ainda mais a autoestima dela”, ressaltou a fotógrafa.

avó também aprovou o resultado do ensaio. “Eu me achei bonita nas fotos”, disse. Aurora enfrentou dois cânceres de mama e passou por duas mastectomias, cirurgia de retirada dos seios. A doença apareceu quando ela tinha 33 anos e, depois do primeiro tratamento, com cerca de 100 sessões de radioterapia um segundo tumor foi diagnosticado aos 52.

“Houve um episódio do qual me recordo bem. Logo que realizei a primeira cirurgia, me levantei da cama porque queria lavar os cabelos”, brincou. Comunicativa e alegre, o câncer não foi motivo de desânimo para Aurora.

“Eu nunca me vi como alguém doente e, por isso, nunca me deixei abater, minha vida sempre foi normal”, orgulhou-se. Na época, os filhos de Aurora eram crianças.

As fotos de dona Aurora foram feitas em um parque de Iracemápolis (SP) no dia 21 de outubro, três dias depois de a idosa ter tido alta de uma internação devido um problema no braço esquerdo. “Aos 34 anos, ela tomou soro, mas na região não havia circulação suficiente, e por conta de um erro clínico, ocorreu um inchaço permanente”, disse a neta.

Admirada com o alcance das fotos, Natália pensou que a publicação pudesse chegar a 300 curtidas no máximo. “O ensaio foi despretensioso, feito em 20 minutos”, disse. “A ideia era fazer um alerta às pessoas e incentivá-los por meio da história de minha avó, que é uma vitoriosa e hoje esbanja saúde”, explicou.

“Pensei que minha avó não fosse aceitar fazer as fotos de imediato”, lembrou a fotógrafa. Mas para surpresa da neta, Aurora topou na hora. “Confesso que, quando soube da repercussão toda, até levei uma bronca dela porque ela pensou que a visualização das imagens ficaria restrita aos familiares”, contou a jovem.

Fonte: G1

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MULHERES QUE VENCERAM O CÂNCER VIRAM HEROÍNAS EM ENSAIO FOTOGRÁFICO

A fotógrafa Mayne Rabello encontrou um jeito alegre e inspirador para falar sobre o câncer de mama durante o Outubro Rosa. Em um ensaio fotográfico em parceria com o Projeto Laços de Amizade, ela transformou 16 mulheres que venceram o câncer em heróinas. Com uniformes coloridos e poses divertidas, elas contam como venceram a doença. As capas – que tradicionalmente completam o uniforme dos heróis – neste caso, são os lenços usados pelas pacientes durante as sessões de quimioterapia.

A ideia surgiu quase que naturalmente, segundo a fotógrafa Mayne Rabello. “Eu já havia fotografado algumas pacientes em eventos no setor oncológico do hospital Luzia de Pinho Melo e depois no Parque Centenário [em Mogi das Cruzes]. Desta vez, quando a Francesca Valenti me chamou, eu sabia que não queria fazer algo muito clichê ou pesado. Meu trabalho sempre foi muito colorido, tenho muito figurino, então pensei nessa possibilidade de fazer uma coisa bem alegre e que fosse divertido pra elas de fazer.  Na hora que elas colocaram as roupas foi bem engraçado. Algumas mulheres não usavam salto, quando se caracterizaram até as feições mudaram”, detalhou.

Com roupas coloridas, salto alto e capa, as mulheres que venceram o câncer ainda ganharam na foto uma espécie de “classificação de força”.

Silvana Zugaib, que está em tratamento contra um câncer de mama, revela seus segredos: a tática contra a doença é persistência e sua habilidade é “falar com as pessoas, palestrar”. ” A sensação é de estar no comando da doença, onde a heroina vai aumentando a força que temos que renovar diariamente”, disse.

Os ensaios foram feitos em parceria com o projeto Laços de Amizade, criado pela paciente oncológica Francesca Valenti. O projeto distribui lenços, maquiagens e outros produtos que ajudam na beleza e auto-estima das mulheres vítimas do câncer. “Nós já fizemos algumas ações em que a Mayne participou e quando pedi ajuda pra ela para fazer algo este ano, surgiu esse projeto lindo. Eu retirei duas mamas e as cicatrizes são mesmo marcas de um guerreiro. Achei a ideia muito legal e bem diferente de tudo o que já fizemos sobre o tema”, disse Francesca.

Em apenas duas sessões, separadas em dois dias, o grupo foi fotografado no estúdio em Mogi. A exposição já percorreu a abertura da campanha Outubro Rosa, em Mogi das Cruzes, além do saguão do hospital Luzia de Pinho Melo e do shopping de Mogi, onde permanece até sábado (22). “Para mim foi um aprendizado muito grande. Fiquei emocionada de ver todas elas se divertindo durante o ensaio, depois de ter passado por um período bem difícil na quimioterapia. Foi uma experiência engrandecedora e espero que no ano que vem tenhamos mais heroínas”, disse Mayne.

Fonte: G1

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EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA A BELEZA ALÉM DO CÂNCER

Vocês conhecem o grupo As Superpoderosas? As Cats Ana Paula Voss Gomes e Rafaele Vancini Silva contaram:

“Um dia recebemos a notícia que mudaria nossas vidas. Estávamos doentes. O câncer estava em nosso corpo e ali inciamos uma batalha.

Uma batalha dura e difícil. Um tratamento penoso e que nos deu muitas vezes limitações, entretanto a nossa vontade de vencer sempre foi superior a tudo que poderia ser ruim. O nosso sorriso sempre estava ali.

Assim, no meio dessa turbulência, nos conhecemos. “O câncer leva, mas traz também” e ele trouxe a nossa amizade e todas as outras que vieram por meio dela.

Um dia, despretensiosamente, criamos nosso grupo no aplicativo Whatsapp para reunir mulheres que estavam vivenciando a mesma experiência e para que pudéssemos nos apoiar. Em seguida, criamos nossa fanpage no Facebook para ampliar esse apoio e espalhar nossa alegria a outras mulheres.

Em nossa fanpage há mulheres lindas, guerreiras e determinadas. Lutando com todas as forças para vencer essa temível doença. São depoimentos emocionantes. E, além disso, buscamos conteúdo para informar essas super poderosas.

Nosso próximo passo é criar um site para que possamos armazenar essas informações e alcançar ainda mais mulheres que estejam passando pelo tratamento oncológico.

Diante disso, surgiu a possibilidade de realizarmos essa exposição fotográfica para reunir algumas dessas mulheres do grupo e mostrar de forma artística a beleza de cada uma delas. A beleza e a determinação daquela que está iniciando o tratamento, a beleza e a coragem de quem está no meio do caminho e a alegria daquela que já terminou esse capítulo da sua vida.

As fotos foram realizadas no dia 01/05/2016, no Fazzenda Park Hotel (Gaspar/SC), sob as lentes da fotografa Nanda Farias.

Nossa intenção é mostrar ao mundo que podemos ser lindas e podemos realizar nossas atividades cotidianas (mesmo com algumas limitações) durante o tratamento.

Mostrar a beleza da mulher em diferentes fases do tratamento oncológico, apoiar e incentivá-las com exemplos de coragem, fé, bom humor, auto estima e vontade de viver.

O câncer não conseguiu apagar nossa beleza e é por essa razão que queremos abraçar outras mulheres que estejam passando por isso através desse projeto.”

Exposição do dia 03/10 ao dia 24/10, no Norte Shopping, em Blumenau/SC.

Na inauguração teve festa das Cats! Olha que lindas:

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FOTÓGRAFOS SE UNEM PARA CHAMAR ATENÇÃO DO CÂNCER INFANTIL

A menina Ava vivia sempre sorrindo, amava a cor rosa e brilhos. Ela adorava abraçar e dar muitos beijos em todo mundo que amava. Porém, aos quatro anos, a pequena foi diagnosticada com um tipo raro de câncer no cérebro. Uma amiga fotógrafa da família decidiu, então, fazer uma sessão de fotos para gravar para sempre o que Ava tinha de mais encantador: o sorriso.

Foi a partir daí que surgiu o projeto The Gold Hope Project (O projeto da esperança dourada, em tradução livre), criado para chamar atenção ao câncer infantil e dar suporte às famílias que precisam encarar essa doença. Diversos fotógrafos se oferecem para registrar os melhores momentos das crianças para famílias que não podem pagar por uma sessão fotográfica.

Ao mesmo tempo que a alegria dos pequenos fica registrada para sempre, a história de cada um deles é compartilhada no site oficial do projeto, que também arrecada fundos para as pesquisas de oncologia pediátrica e tratamentos.

O objetivo dos fotógrafos é fazer, assim como na sessão com Ava, registrar não apenas uma paciente de câncer, mas uma criança aproveitando a vida, cantando, sorrindo e brincando. Conheça algumas histórias:

KELSIE

The Gold Hope Project/ Art by Jessica
O pai de Kelsie largou o emprego para cuidar da filha, paciente de leucemia, em tempo integral após o diagnóstico.

Diagnosticada com leucemia, atualmente está em fase de manutenção do tratamento após 8 meses de quimioterapia intensiva. Segundo a mãe, após a descoberta do câncer, a família ficou mais unida e, agora, aproveita mais as “pequenas coisas” com Kelsie.

BRENDAN

The Gold Hope Project/ Kate Hazell Photography
Brendan foi diagnosticado com câncer na retina aos 13 meses, mas, após tratamento intensivo, se livrou da doença

Com apenas 13 meses, os pais de Brendan descobriram que seu segundo filho sofria de uma retinoblastoma, um tumor da retina. O menino passou pelo tratamento e, hoje, aos seis anos, já está há quatro livre do câncer.

KAYDIN

The Gold Hope Project/ Haven Photography
Kaydin tem apenas um ano e vai enfrentar sua segunda batalha contra a leucemia, esperando por um doador de medula.

No ano passado, quando o pequeno Kaydin tinha seis meses, foi diagnosticado com um tipo raro de leucemia. Após meses de tratamento intensivo, ele entrou em remissão, mas a doença voltou. Agora, a família procura por um doador de medula óssea.

Brasil

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, os tumores mais frequentes na infância e adolescência são as leucemias, que afetam os glóbulos brancos, os do sistema nervoso central e os linfomas. No Brasil, o câncer é a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Estima-se que ocorrerão 12,6 mil novos casos de câncer infantil no País ao ano em 2016 e em 2017

Fonte: IG

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FOTOS PRETO E BRANCO NAS REDES SOCIAIS: CAMPANHA CONTRA CÂNCER

Nos últimos dias, a hashtag #desafioaceito vem se espalhando – e provocando curiosidade – nas principais redes sociais, do Facebook ao Twitter e Instagram. A hashtag acompanha publicações de retratos dos usuários em preto e branco, sem maiores esclarecimentos. Mas eis que o mistério tem explicação: trata-se de uma campanha de conscientização e combate ao câncer.

A campanha espalha-se com a lógica de uma corrente. Ao curtir uma dessas postagens, o usuário da rede social é convidado a participar por meio de uma mensagem privada com o seguinte texto: “Oi, não sou adepta, mas essa foi por uma boa causa, então aí vai: tem que colocar na tua linha do tempo uma foto tua em preto & branco pela luta contra o câncer e escrever: #DesafioAceito. Manda essa mensagem para todos que curtirem tua foto.”

Em outros países, circula uma versão em inglês da mesma hashtag, #challengeaccepted. Curiosamente, a campanha ainda foi associada a nenhum instituição de prevenção e combate ao câncer. A mesma hashtag, aliás, já circulou na rede com outros propósitos – inclusive para espalhar pegadinhas.

De qualquer forma, há a hipótese de que a campanha tenha surgido quando, há coisa de um mês, a atriz Shannen Doherty, da série Barrados no Baile, postou em seu Instagram fotos em preto e branco que mostram seu cabelo sendo raspado em razão do tratamento de um câncer de mama.

No Brasil, a modelo Carol Magalhães aceitou o desafio proposto pela colega e atriz, Anna Lima.

Fonte: VEJA

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ADOLESCENTE DIAGNOSTICADA COM CÂNCER FAZ ENSAIO INSPIRADOR

Em fevereiro deste ano, Andrea Salazar, de 17 anos, levou o maior susto da sua vida em uma consulta médica. A menina, que nasceu no México, mas vive nos EUA, notou um caroço no pescoço e, mesmo sem sintomas, procurou um especialista. O diagnóstico foi devastador: a adolescente tinha um Linfoma de Hodgkin.

Exames mais detalhados mostraram que havia dois focos da doença, um na clavícula e outro no tórax. A doença, no tipo Esclerose Nodular, estava em grau 2, e a quimioterapia foi o tratamento indicado pelos médicos. O efeito colateral foi a perda de cabelo, o que deixou a adolescente, que fazia trabalhos como modelo desde os 13 anos, arrasada.

Foi aí que Adriana, a mãe de Andrea, teve uma ideia para recuperar a autoestima da filha. Ela entrou em contato com agências de modelos, que resolveram ajudar a adolescente. O fotógrafo Gerardo Garmendia se ofereceu para fazer fotos da menina, ao melhor estilo princesa.

O resultado foi um ensaio incrível, que acabou se tornando viral. As fotos transmitem uma mensagem poderosa para outras meninas que passam pela mesma situação.

“A forma como ela estava lidando com o câncer foi muito inspiradora para mim. Fiquei feliz por registrar essa fase da vida para ela e que ela vai ver algo lindo quando olhar para trás, mesmo quando a luta for difícil.

Apesar do ensaio ter retratado uma Andrea radiante, a adolescente admite que não foi nada fácil posar sem os cabelos

“Eu não sentia confiança suficiente para fazer uma versão sem peruca”, disse ela ao Buzzfeed. “Mas depois eu percebi que não tinha motivo para ter vergonha da minha aparência, eu deveria me orgulhar”.

Ao compartilhar as fotos em suas redes sociais, Andrea falou um pouco mais sobre a experiência.

“Todas as garotas são princesas e hoje eu me sinto linda por dentro e por fora”.

Veja as fotos aqui.

Fonte: Extra Globo

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MULHER FAZ BOOK E CHÁ DE LENÇO PARA ELEVAR AUTOESTIMA E ENCARAR O CÂNCER

Dois meses após descobrir câncer no ovário, Cristiane, 37 anos, organizou um chá de lenço com as amigas (Foto: Babi Cocolichio/Divulgação).

Cristiane Gomes da Luz, 37 anos, foi diagnosticada com câncer de ovário.
Tumor virou metástase; gaúcha luta para tratar a doença de forma positiva.

Em menos de três meses, a vida de Cristiane Gomes da Luz, 37 anos, passou por uma transformação. A rotina da porto-alegrense, casada há 15 anos e mãe dos pequenos João, 4, e Maria, 7, foi completamente alterada em função das idas cada vez mais frequentes ao hospital. Em abril deste ano, a advogada foi diagnosticada com câncer no ovário. Em poucos dias, porém, o quadro de saúde dela apontou uma constatação ainda mais grave: já era metástase.

Apesar do abalo inicial, Cristiane buscou alternativas para encarar a temível doença. Organizou um chá de lenço, fez um ensaio de fotos dando adeus aos longos cabelos de que tanto gostava e apostou na autoestima e positividade para seguir em frente, apesar dos desafios. Para isso, se armou de bom humor. A autopiedade não combina muito com ela.

Sinto que a minha alegria é o que vai me ajudar a matar o câncer. É assim que eu vou levar a vida, de qualquer forma”

“Eu tive muito medo de morrer, mas não posso mentir que ficar careca era um pânico pra mim”, afirma ela em entrevista ao G1, em meio a uma sessão de quimioterapia. “Mas hoje eu sinto que a minha alegria é o que vai me ajudar a matar o câncer. É assim que eu vou levar a vida, de qualquer forma”, completa ela.

O câncer de ovário não é o mais incidente entre as mulheres e perde no ranking para os mais comuns, como de mama e o de colo de útero. No Rio Grande do Sul, a estimativa para 2016 é de 350 casos para cada 100 mil gaúchas, segundo o último levantamento divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Sem histórico familiar e fora da idade considerada de risco, Cristiane descobriu a doença por acaso, quando estava prestes a fazer uma laqueadura, cirurgia que fecha as tubas uterinas para impedir a descida do óvulo e a subida do espermatozoide, causando a esterilização da mulher. Dias antes, cólicas intensas e sangramentos esporádicos causaram estranhamento e a levaram duas vezes para a emergência de um hospital em Porto Alegre.

“Eram cólicas de chorar. Mas achei que pudesse ser alguma coisa do DIU (dispositivo intrauterino) e por isso optei pela laqueadura. Ninguém acha que vai ter câncer nova assim”, conta ela, que diz que estava acostumada a visitar a ginecologista anualmente para passar por exames de rotina.

Mas não era o DIU. Em 12 de abril deste ano, já no bloco cirúrgico para ser submetida a laqueadura, a médica de Cristiane se deparou com uma massa cinzenta cobrindo os dois ovários, em um deles aparecia bem maior que o outro. Imediatamente, ela colheu um pequeno fragmento do tecido e encaminhou para a biópsia, que confirmou: era um tumor maligno. “Eu não ouvi quase nada que ela me disse, só queria saber se ia morrer”, lembra.

Ainda com poucas informações, foi mandada de volta para casa. Recorreu, porém, ao que chama de “Doutor Google”, na tentativa de acalmar a ansiedade. Mas o efeito foi contrário. Os resultados do buscador a impressionaram mais ainda.

“Li um monte de coisa ruim na internet e logo passei a sentir fisgadas muito fortes na barriga. No outro dia, doía muito. Eu estava apavorada”, afirma ela, que voltou ao hospital, às pressas.

O câncer no ovário migrou para outros órgãos
Internada por conta de um inchaço na barriga, Cristiane teve a cirurgia antecipada. O procedimento durou sete horas. Foi quando o cirurgião oncológico Márcio Boff percebeu que o câncer no ovário, na verdade, já estava percorrendo o corpo de Cristiane.

“Eu estava tomada. Era para ser só o aparelho reprodutor, mas tirei vesícula, apêndice, um pedaço do baço, um pedaço do intestino”, lista ela, que por conta da última remoção passou a usar uma bolsa de ileostomia, uma espécie de recipiente adesivo externo usado por quem tem uma abertura na região abdominal, para armazenar as fezes. Segundo Cristiane, a bolsa de ileostomia é esvaziada, no mínimo, dez vezes ao dia. “É uma das partes mais chatas”, afirma.

O diagnóstico de metástase abalou ainda mais a família. Cristiane confessa que pensou em desistir. Chorou, sofreu, mas levantou a cabeça e, antes de abrir mão da própria vida, resolveu lutar. “Tinha momentos que eu queria que Deus me levasse, sabe? Queria desistir, de tanta dor, tanto sofrimento. Mas não podia, tenho meus filhos, meu marido”, diz.

Após 20 dias internada, Cristiane sentia-se fraca. Teve alta do hospital, mas passou os dez dias seguintes deitada na cama, debaixo das cobertas. Deixou de lado as tarefas do dia-a-dia que mais lhe davam prazer, como cuidar dos filhos, levá-los e buscá-los na escola. “Eu estava ali deitada só esperando o meu tempo passar”, recorda.

Só depois Cristiane percebeu que, na verdade, viver da mesma forma que vivia antes de descobrir a doença e retomar a velha rotina lhe traria de volta a felicidade que estava faltando. “Eu já não tinha mais dor, depois da cirurgia. E foi assim que comecei a me sentir feliz de novo”, diz ela.

Apoio nas redes sociais reerguem Cristiane

Comunicativa, desinibida e com tempo livre, ela encontrou nas redes sociais uma maneira de contar sua história. Foi quando criou a página “Luz da Cris” no Facebook, em alusão também ao seu sobrenome, onde resolveu compartilhar por meio de vídeos e textos sua rotina de tratamento, e percebeu que isso a ajudou a se reerguer.

“Eu acho que o maior erro das pessoas com câncer ou com qualquer doença grave é se esconder. Porque o que se recebe de mensagens de apoio é impressionante. Eu estava na padaria outro dia, com uma amiga, e uma moça me viu e quis me dar um abraço. Disse que achou a minha página nas redes sociais. Eu nunca vou esquecer disso”, detalha.

Mesmo após a cirurgia, o tratamento recém começaria. Seis sessões de quimioterapia lhe aguardavam. A primeira, realizada no dia 15 de junho, empolgou Cristiane.

“Eu estava louca pra fazer quimio. Cheguei lá, vi todo mundo quieto, e pensei: ‘Que tristeza é essa, dessa gente?’. Eu achei que era todo mundo junto, todos os carecas ali trocando ideias, conversando. E não, é só eu em uma sala, muito confortável e tal, mas eu adoro bater papo, ia adorar estar com as pessoas”, conta.

Cristiane ao lado do marido e dos filhos em sessão de fotos que registrou seu novo corte de cabelo (Foto: Babi Cocolichio/Divulgação)

Chá de lenço reúne as amigas e ensaio de fotos registra a perda do cabelo
No entanto, as consequências da quimioterapia viriam. Embora não sinta os efeitos colaterais do tratamento, um deles era fato: em 15 dias, os longos fios de cabelo começariam a cair. Era o câncer atingindo em cheio a feminilidade de Cristiane, facilmente percebida nas unhas bem feitas e no delineador traçado nos olhos.

“Saí no mesmo dia em todas as lojas de peruca de Porto Alegre. E achei tudo meio brega. Eu queria uma peruca que fosse igual ao meu cabelo. Eu amava o meu cabelo. E a vendedora me indicou os lenços. E eu sempre associei: ‘Ai, está andando de lenço, está com câncer, está na cara’. Mas aí eu experimentei e me apaixonei. Saí com dois lenços da loja”, conta.

Inspirada pelo livro “Quimioterapia e Beleza” da ex-modelo Flavia Flores, que aos 35 anos foi diagnosticada com câncer de mama, Cristiane teve a ideia de organizar um “chá de lenço”. Convocou as amigas e armou a festa, que teve chá só no nome. Taças de vinho e espumante acompanharam a formação da nova coleção de lenços, turbantes, boinas, toucas e chapéus.

“Foi um sucesso total. Eu digo que as minhas amigas mataram minhas células cancerígenas a cada depoimento, a cada força que elas me dão. O câncer não quer um corpo bom. Ele quer um corpo derrotado pra tomar conta. O meu cabelo, a quimio tirou, mas o câncer não vai me derrubar”, pontua.

E antes que as madeixas começassem a cair, Cristiane criou coragem a marcou horário no cabelereiro. “Na noite anterior, lavei meu cabelo e chorei muito tempo no banheiro. Foi muito triste, muito difícil pra mim”, recorda.

O momento, embora doloroso, foi registrado em um ensaio de fotos, com a presença do marido e dos dois filhos. “Meus filhos são muito especiais. Para ela eu disse que tinha uma bolinha, que me causava muita dor. Aí depois contei que era câncer. Ela sabe o que é, porque viu nas novelas. E achou que eu ia virar uma estrelinha o céu. Mas agora ela entende melhor”, observa. “Ele, de início, ficou assustado com o fato de eu ficar careca. Disse que eu ia ficar feia. Depois de um tempo ele me disse que ia me amar igual, mesmo careca. Chorei, né?”.

Médico garante que encarar doença de forma positiva traz ‘mais sucesso’
Médico oncologista do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre, Stephen Stefani acompanha de perto o tratamento de Cristiane. Durante a sessão de quimioterapia, que dura em média quatro horas, ele faz uma rápida visita e impressiona-se com a reação da paciente ao procedimento.

O médico sustenta que o diagnóstico de câncer já não é mais uma sentença de morte. Ele pondera que cada caso é um caso, mas afirma que não é conversa fiada que o pensamento positivo ajuda na recuperação. Segundo ele, a ciência comprova que encarar o diagnóstico e o tratamento de forma positiva traz mais sucesso aos resultados.

“A maneira como se encara essa doença e as adaptações faz toda a diferença. Parece intuitivo, mas é cientificamente comprovado que uma atitude positiva e uma expectativa responsável, mas otimista, traz resultados mais interessantes do que aquela pessoa que se entrega”, garante. “A mensagem de encarar a doença, e de não querer disfarçá-la, é muito poderosa. O posicionamento de enfrentamento é que torna a pessoa bonita”, acrescenta.

Parece intuitivo, mas é cientificamente comprovado que uma atitude positiva e uma expectativa responsável, mas otimista, traz resultados mais interessantes do que aquela pessoa que se entrega”

Stephen Stefani, médico oncologista

O médico diverte-se ao falar do caso de Cristiane. “É verdade, ela está acima da média”, ri, e  brinca com a receita dela de aliar a fé e o temperamento alegre mesmo em ambiente melancólico como o de um hospital.

“Ela é realista, mas encara muito bem. Vou começar a marcar a quimio dela para de manhã bem cedo e na verdade iniciar mais tarde, que enquanto isso ela fica por horas animando o pessoal na recepção”, sugere.

No entanto, ele destaca a importância da informação e do acompanhamento médico. “É claro que existem essas maneiras culturais e de posicionamento que fazem a diferença, mas ninguém encara isso se não tem ferramentas para isso, por exemplo a informação. E posso assegurar que não é o Google, como todos os pacientes fazem. O problema que lá tem muita informação, boa e ruim. As pessoas que estão lendo não estão treinadas para interpretar isso”, alerta, mas reforça que o amparo de amigos e familiares também é fundamental no processo. “Nenhum suporte é mais poderoso que o amparo da família e amigos”, conclui.

Fonte: http://educativafm.com.br/novo/gestos-de-fe/