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Sutiãs para mulheres mastectomizadas

A mastectomia é a retirada total ou parcial da mama, é a opção mais segura para tumores extensos. Segundo o Datasus, cerca de 63 mil mulheres fizeram a cirurgia de remoção dos seios para tratamento contra o câncer nos últimos cinco anos.

Não bastasse o baque psicológico e físico das mulheres que passam por tal procedimento, elas ainda esbarram num grande problema, a falta de sutiãs especializados para essas pacientes no mercado. Logo no hospital, algumas pacientes entram em contato com as pesadas e desconfortáveis amostras de sutiãs com prótese. Muitas encontram como solução recorrer ao bom e velho improviso com os sutiãs comuns.

Devido a pouca demanda, há pequeno interesse por parte das empresas em criar linhas para as mulheres mastectomizadas. O que, na verdade, não passa de uma percepção errada, já que, segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, menos de 10% das mulheres que precisam passar pela retirada de mama, saem da cirurgia com os seios reconstruídos.

Em 2016, uma parceria entre a Plié, empresa de roupas íntimas, e o Instituto Oncoguia, organização que oferece apoio e orientação para pessoas com câncer, criou um sutiã desenvolvido a partir das orientações de médicos e tem o objetivo de trazer o máximo de conforto possível sem prejudicar o tratamento.

O tecido utilizado para fabricar o produto passa por um processamento especial, que facilita a respiração da pele e acelera a cicatrização de cortes cirúrgicos. O sutiã também permite diferentes regulagens e tem um bom espaço para o encaixe da prótese. O legal é que parte do dinheiro obtido com a venda será revertido para o próprio Instituto Oncoguia!

Pensando em resgatar a autoestima das mulheres que passam por esse procedimento, a estudante de moda Ana Claudia Nalini, criou uma coleção de lingerie retrô, feita especialmente para este público. Ela alia estilo e conforto e foi inspirado pelo Instituto Quimioterapia e Beleza!!

Com a referência da moda dos anos 50, a linha ganhou um belíssimo ensaio fotográfico com a minha participação e das Cats do Hospital Pérola Byington, especialista mastologia, localizado na capital paulista.

Os médicos especialistas recomendam o uso do sutiã com prótese, a fim de evitar problemas na coluna, já que a falta de uma mama pode fazer com que um ombro fique caído.

Fontes: Vencer o Câncer, Revista Saúde, Catraca Livre.

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ESTUDANTES CRIAM PROTÓTIPO DE SUTIÃ QUE “DETECTA SINAIS DE CÂNCER DE MAMA”

Um adolescente mexicano diz ter criado um sutiã que consegue, em até 90 minutos, detectar o câncer de mama em mulheres.

Protótipo de sutiã, que ainda precisa passar por testes médicos, ganhou prêmio internacional para estudantes empreendedores
Foto: Higia Technologies / BBCBrasil.com

Com um protótipo do sutiã Eva, Julian Rios Cantu, de 18 anos, e três amigos, arrecadaram dinheiro para dar começar os testes e ganharam o primeiro prêmio do Global Student Entrepreneur Awards – uma premiação internacional para universitários empreendedores.

A empresa dos mexicanos, Higia Tchnologies, ganhou US$ 20 mil para desenvolver comercialmente o produto.

Mas como um sutiã que detecta câncer funcionaria?

Tumores malignos podem aumentar a temperatura da pele por causa de um aumento no fluxo de sangue para a região onde estão. Biossensores colocados no sutiã Eva tomariam medidas de temperatura periódicas da mulher que seriam registradas em um aplicativo de celular.

O aplicativo, por sua vez, alerta a usuária caso os sensores detectem mudanças de temperatura que possam ser preocupantes.

Seria necessário usar o sutiã por 60 a 90 minutos para ter medições precisas.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, parabenizou Julian e seus colegas pelo prêmio internacional para estudantes empreendedores
Foto: Reprodução Twitter / BBCBrasil.com

Ressalvas

Julian afirmou que a ideia de colocar os sensores dentro de um sutiã pode melhorar a precisão das medições, já que os seios da mulher estariam na mesma posição a cada vez que sua temperatura for medida.

Mas, como o protótipo ainda não foi testado, especialistas têm ressalvas em relação a sua eficácia para detectar o câncer.

“Sabemos que tumores costumam ter um sistema anormal de vasos sanguíneos, mas também sabemos que o aumento do fluxo sanguíneo para uma região não é necessariamente um indicativo confiável de câncer”, disse à BBC Anna Perman, do instituto de pesquisa Cancer Research UK.

“É ótimo ver jovens como Julian se envolvendo com ciência e tendo ideias que podem ajudar no diagnóstico, mas uma parte importante da ciência são os testes rigorosos para garantir que uma inovação realmente beneficiará os pacientes.”

Julian quase perdeu a mãe para o câncer de mama quando tinha 13 anos de idade, porque a doença foi diagnosticada tardiamente.

O médico que a acompanhava disse que os caroços encontrados em seu seio não eram malignos, mas ele estava errado. Seis meses depois, uma segunda mamografia revelou o câncer. A mãe de Julian teve ambos os seios removidos.

Depois de pesquisar sobre a doença e seus atuais métodos de diagnósticos, o adolescente teve a ideia, registrou a patente e pediu a ajuda de amigos para administrar a empresa. Eles esperam poder vender o sutiã no fim de 2018.

Depois da experiência com o câncer de sua mãe, Julian decidiu pesquisar novas formas de diagnosticar a doença
Foto: Reprodução Twitter / BBCBrasil.com

Sinais

De acordo com Perman, detectar o câncer de mama em seu estágio inicial pode aumentar muito as chances de sobreviver à doença.

“Nosso conselho é que a pessoa conheça seu corpo, saiba o que é normal para ela e, se vir algo incomum, procure um clínico geral”, diz.

Alguns dos primeiros sinais de câncer de mama são:

  • Caroços na área do peito ou das axilas;
  • Mudanças no tamanho, no formato ou na sensação do seio;
  • Vazamento de fluido pelo bico do seio, que não seja leite materno.

Saiba mais sobre os sintomas no site do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Fonte: Terra