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Atraso no diagnóstico dificulta tratamento contra câncer ginecológico

Com a chegada do novo coronavírus, todos se viram em um cenário de isolamento e profunda mudança de hábitos. Uma das principais consequências foi o adiamento de consultas médicas e da realização de exames preventivos, que impactou diretamente na detecção precoce de doenças como os cânceres ginecológicos. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), de 50 mil a 90 mil casos de câncer podem ter ficado sem diagnóstico no Brasil apenas nos dois primeiros meses de pandemia.  

A pesquisa que realizamos ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Os cânceres ginecológicos são aqueles que afetam útero, ovário, endométrio, vulva e vagina. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são registrados aproximadamente 30 mil novos casos por ano dessas doenças combinadas.

Dr. Tiago Kenji Takahashi, diretor técnico do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula, explica os principais sintomas e como é feito o diagnóstico de cada tipo.

Colo do útero

O câncer do colo do útero é um dos mais frequentes entre as mulheres e, na maioria das vezes, é resultado de infecção pelo Papilomavírus Humano – HPV. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 16 mil casos são registrados por ano, com mais de seis mil mortes.

“A grande maioria desses óbitos, no entanto, poderia ser evitada com um diagnóstico precoce graças ao Papanicolau, um exame simples e rápido, que pode ser realizado no consultório e deveria ser feito por todas as mulheres anualmente”, diz o especialista. Uma forma também simples de prevenir o surgimento desse câncer é a vacinação de mulheres e homens contra o HPV.

Corpo do útero / Endométrio

Quando a doença afeta o corpo do útero ela tem origem, na maioria das vezes, no endométrio (tecido que reveste o órgão internamente). Dr Tiago explica que é esse câncer é mais comum em mulheres após a menopausa e seu principal sintoma é sangramento e dor pélvica. O INCA estima que o país tem cerca de 6.500 casos ao ano, com aproximadamente 1.700 mortes. O diagnóstico é feito com imagens clínicas e de imagem, como o ultrassom transvaginal.

Ovário

Com apenas cerca de 6.600 casos ao ano, segundo o INCA, esse câncer tem alta taxa de mortalidade. Isso acontece porque é uma doença que não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, começando a dar sinais somente quando já está avançado.

Dr Tiago Kenji conta que os primeiros sintomas costumam ser inchaço e dor no abdômen e na região pélvica, dores nas costas e mudança no hábito urinário ou intestinal, como indigestão, prisão de ventre ou diarreia. O diagnóstico precoce, no entanto, é possível com a realização de exame clínico periódico, exames laboratoriais e de imagem.

Vulva e vagina

Menos comum entre os cânceres ginecológicos, esse tipo raro costuma ter desenvolvimento lento e acomete principalmente mulheres idosas. Entre sinais que podem indicar a doença estão o surgimento de uma área na vulva com aparência diferente, com pele mais clara, mais escura ou coloração avermelhada, e com textura distinta da pele ao redor, mais áspera ou espessa. Também podem ocorrer coceiras que não passam, dor local e sangramentos.

“Para o diagnóstico precoce é importante a realização periódica do exame ginecológico clínico, complementado por Papanicolau, colposcopia e, se necessário, uma biópsia da região”, reforça o oncologista.

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Dois Anos do meu Diagnóstico por Dra. Fabíola La Torre

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Cats,  se passaram dois anos desde o diagnóstico nossa Cat Master Dra. Fabíola La Torre e ela fez um texto comparando as fases que passou nessa jornada. Vale a pena conferir! 

Dois anos do meu diagnóstico
Câncer. Aquele nome que não deve ser pronunciado. Mais terrível que “Voldemort” é palavra que você nunca espera nunca ouvir. Sim, aconteceu comigo. Aconteceu com minha tia, minha amiga, com meu paciente. E pode acontecer com você. Eu encontrei um nódulo no meu peito D em 2016, durante o autoexame. No meu íntimo, eu sempre soube o que eu estava prestes a enfrentar. Recebi um diagnóstico oficial em junho de 2016: carcinoma ductal invasivo sem comprometimento de linfonodo e fiz o tratamento com quimioterapia de 16 ciclos, rádio e quadrantectomia com reconstrução. A preparação começou, com consultas, exames, perucas, raspar o cabelo e parar de planejar enquanto me preparava para fazer uma grande viagem. Nesses momentos você aprende a viver por um dia de cada vez. Agora avancemos para hoje. Eu acabei meu tratamento, mas tenho mais 10 anos de Tamoxifeno e o mais importante é que eu saí dessa escuridão livre de câncer. É claro que eu na época do tratamento mudei e não fui o mínimo da pessoa que eu era, porque o câncer não dá a mínima para quem você é, é preciso tudo. Ele quer tudo para te deixar livre dele. Dá para entender ? Você tem que se dar bem com o seu câncer e aceita-lo, inclusive aceitar as mudanças que ele faz em sua vida e em sua própria estrutura pessoal, para vence-lo. Para minha família amada, eu nunca poderia recompensá-la pelo que todos vocês fizeram e fazem por mim. Sua benevolência em doar amor significa o mundo para mim. Eu vi uma vitória para Fabíola La Torre e uma derrota para o câncer. E com isso eu quase voltei ao meu antigo eu…eu disse quase.
Porque após um diagnóstico de câncer, nada mais será como antes, inclusive você.

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O CÂNCER E A TERAPIA

Quando recebemos o diagnóstico, muitas coisas vão a mil em nossas cabeças! São tantos pensamentos, tantas confusões, tantos conflitos e medos… Não vamos fingir que receber o diagnóstico é algo fácil. Nunca estamos realmente preparadas para isso. E de repente, vamos a luta.

É bem verdade que nessas horas aparece uma força admirável! Eu até arrisco a dizer que foi nessa fase que aprendi a me amar mais, me cuidar mais e, portanto, ser mais forte. Eu construí minha fortaleza – mas não pense que me afastei de todo mundo! Eu construí a fortaleza, mas não deixei de abraçar tanta gente querida. Eu abracei os que importavam! Eu me baseei em tanta inspiração e recebi tanto amor e carinho. Assim como me cuidei, eu também deixei que cuidassem de mim. E o resultado de tudo isso, foi essa minha fortaleza.

Isso quer dizer que não chorei ou esperneei? Não! Eu chorei e chorei muito! Fiquei muitas horas na cama toda desanimada – e respeitei isso em mim. Eu sei o que é tanta coisa acontecer, por isso super apoio que as Cats façam terapia. A psicoterapia ajuda com que você se entenda melhor, que você se respeite melhor. Um profissional pode ouvir seus medos e ajudar você a enfrentá-los.

Buscar um grupo, conversar com outras pessoas que estão passando ou passaram pelo mesmo que você também pode ajudar! Não guarde todos os seus sentimentos, não se feche por completo. Compartilhe!