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DRª REGINA CHAMON: DOAÇÃO DE SANGUE

Muitos pacientes que estão em tratamento de câncer precisam receber transfusão de sangue em algum momento do seu tratamento. Isso acontece porque a medula óssea, o “tutano do osso”, que é onde ocorre a produção do sangue, pode estar acometida por células cancerígenas, ou pode trabalhar em ritmo mais lento, por causa da quimioterapia.
A transfusão pode ser de três componentes diferentes:
– concentrado de hemácias (o vermelho): que é utilizado para reverter os quadros de anemia e sangramento agudos;
– concentrado de plaquetas: que é utilizado em pacientes que têm a contagem de plaquetas baixa, ou plaquetas que não funcionam direito;
– plasma fresco congelado: que é utilizado em pacientes com distúrbios na coagulação.
O grande problema é que, atualmente, não existem substitutos sintéticos para estes componentes do sangue.
E, após doado, o sangue tem um prazo de validade. No caso das plaquetas é de apenas 5 dias. Para as hemácias, cerca de 1 mês. O plasma pode ser utilizado por até 2 anos. Sendo assim, a necessidade de doação é contínua ao longo do ano.

A doação de sangue é rápida!
O doador passará por uma pequena entrevista, para saber se está tudo bem com a sua saúde, fará um teste para saber se tem anemia e pronto!
Vai para uma confortável cadeira e em menos de meia hora está liberado para um lanchinho.
Muitas pessoas me perguntam se a doação afina o sangue. Não, a doação não afina nem engrossa o sangue, e cerca de 24 horas após a doação, seu organismo já recuperou o sangue que foi retirado. Para isto basta você tomar bastante água no dia que doou.
“E se eu doar uma vez, tenho que doar sempre?” Não, você pode doar uma única vez na vida. Ou, como eu, pode ser um doador frequente, respeitando o prazo de 2 meses para os rapazes e 3 meses para as moçoilas.
Algumas condições básicas para a doação são:
– ter entre 18 e 60 anos (para quem já doou antes dos 60 a idade se estende até os 65 anos);
– peso mínimo de 50 kg;
– estar alimentado (mas sem refeições gordurosas, ok?);
– estar descansado (dormir pelo menos 6 horas na noite que antecede a doação);
– não ingerir bebida alcóolica 24 horas antes da doação.
Algumas condições levam a um impedimento temporário:
– resfriado, diarreia, infecções recentes;
– gravidez, pós-parto e amamentação;
– uso de medicamentos como AAS, anti-inflamatório e antibióticos;
– cirurgia nos últimos 3 meses;
– tatuagem nos últimos 12 meses;
– uso recente de algumas vacinas;
– viagem para áreas prevalentes em Malária (Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, etc).
– situações de risco para adquirir doenças sexualmente transmissíveis (use camisinha sempre!!!)
Outras condições levam a impedimento definitivo:
– Hepatite após os 11 anos de idade;
– evidência de doenças como Hepatite B, Hepatite C, HIV, Doença de Chagas, Malária;
– já ter tido qualquer tipo de câncer, leucemia ou linfoma, mesmo após a cura;
– uso de drogas ilícitas injetáveis.
Para maiores informações sobre impedimentos temporários ou definitivos, veja este link http://www.prosangue.sp.gov.br/artigos/quem_nao_pode_doar
Alguns critérios de doação podem ser alterados pelos órgãos reguladores, portanto, é muito importante entrar em contato com os locais de doação, para tirar suas dúvidas.
Como vocês viram a doação é fácil, rápida e ajuda muita gente.

Um grande abraço,
Dra Regina Fumanti Chamon
Medicina Integrativa
CRM 120.010/SP
www.cuoremi.com

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DRª REGINA CHAMON – CÂNCER DE OVÁRIO: VOCÊ SABIA?

O câncer de ovário está entre os dez tipos de câncer mais frequente nas mulheres brasileiras. Quando é diagnosticado na fase inicial da doença, o câncer de ovário tem um melhor prognóstico, ou seja, uma maior sobrevida. O problema é que este tipo de câncer é silencioso e não apresenta sintomas na sua fase inicial.

Por isso, atualmente, a maioria das mulheres têm um diagnóstico tardio, o que dificulta as opções de tratamento eficaz. Para entender melhor, vamos ver os principais sintomas do câncer de ovário:

– Dor pélvica (mais conhecida como dor no pé da barriga) e inchaço abdominal

– Dificuldade para se alimentar ou sensação de empachamento ao comer

– Necessidade frequente e urgente de urinar

– Dor nas relações sexuais

– Alterações menstruais ou sangramento vaginal após já ter entrado na menopausa

– Emagrecimento, fadiga, sensação de cansaço

– Enjôo e vômitos, alterações no hábito intestinal (constipação intestinal ou diarreia)

– Dor nas costas, nas pernas

É importante ter em mente alguns fatores:

– O exame de Papanicolau não é um exame que detecta o câncer de ovário. O diagnóstico definitivo do câncer de ovário é feito por cirurgia, com retirada do ovário para biópsia. Em geral, esta cirurgia diagnóstica já é também parte do tratamento.

– Cistos no ovário não são sinônimos de câncer no ovário. A maioria dos cistos são bolsinhas contendo líquido, que não dão sintomas e na maioria das vezes desaparecem sozinhas.

– Existe um gene, o BRCA, que quando sofre mutação pode aumentar o risco de desenvolver câncer de ovário, e também de mama.

Alguns comportamentos podem prevenir o surgimento do câncer de ovário. São hábitos que valem não só para a prevenção do câncer de ovário, mas também para a manutenção de uma boa saúde. Alimentação pobre em gorduras e carne vermelha e rica em fibras, verduras e frutas, não fumar e praticar atividade física com regularidade. Fácil, não é mesmo? Exames de rotina com o seu ginecologista também ajudam a diagnosticar precocemente o câncer de ovário.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o câncer de ovário, fique atenta e visite o seu médico com regularidade!

Um abraço e até breve!

Dra Regina Fumanti Chamon

CRM 120.010/SP

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DRª REGINA CHAMON: MASSAGEM DURANTE O TRATAMENTO DO CÂNCER: PODE OU NÃO PODE?

Durante o tratamento do câncer muitas pessoas ficam na dúvida: posso ou não posso fazer massagem?

Cada dia temos um maior número de estudos científicos sobre os benefícios e os malefícios da massagem, então vamos falar um pouco sobre  isso. A massagem faz parte de um conjunto de técnicas de manipulação corporal, em que o terapeuta aplica pressão nos músculos e tecido conjuntivo a fim de reduzir tensão e dor, melhorar a circulação sanguínea e estimular o relaxamento.
Vários estudos sugerem que a massoterapia alivia a dor relacionada ao câncer, alivia a ansiedade e a fadiga, relacionadas tanto à doença quanto ao seu tratamento, e melhora o humor. Além de ser um cuidado muito gostoso com a gente mesmo, não é?
Existem várias técnicas de massagem, e as mais recomendadas para pacientes com câncer são a reflexologia (massagem nos pés) e as técnicas de relaxamento que utilizam um toque mais suave. Em pacientes com câncer
de mama a drenagem linfática auxilia na redução do inchaço do braço após a cirurgia, e geralmente é recomendada como parte do tratamento médico.
A massagem, em geral, é segura quando realizada por um terapeuta qualificado e que tenha experiência em pacientes com câncer. Malefícios são raros, mas podem ocorrer com o uso de técnicas exóticas ou quando realizadas por profissionais destreinados ou inexperientes.
Em pacientes com câncer, o terapeuta deve evitar a aplicação de pressão profunda ou de forte intensidade, especialmente em locais próximos a lesões, gânglios aumentados, locais de cirurgia ou próximo a dispositivos médicos como cateter, sonda e dreno, a fim de prevenir deslocamento destes dispositivos, desconforto ou aumentar o risco de infecções. Pacientes com tendência a sangramento devem receber apenas toques suaves. Cada caso deve ser avaliado individualmente quanto a indicações ou contraindicações para o uso das terapias complementares.
Portanto, antes de iniciar qualquer terapia complementar, consulte o seu médico. E comunique sempre ao seu terapeuta sobre o tratamento da sua doença, a fim de que ele tenha as precauções necessárias.

Fonte: Evidence-Based Clinical Practice Guidelines for Integrative Oncology

Um abraço, e até
breve!
Dra Regina Fumanti
Chamon
Hematologista
CRM 120.010/SP
www.cuoremi.com

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RESSECAMENTO VAGINAL – O QUE EU FAÇO?

Durante a quimioterapia, dependo das medicações utilizadas em cada esquema de tratamento, podem ocorrer alterações na produção de vários hormônios do nosso corpo.Entre estas alterações está a redução súbita da produção de estrógeno pelos ovários.  O estrógeno é o principal “hormônio feminino”, assim, quando sua produção cai, é comum haver alguns sintomas parecidos com os da menopausa, como diminuição da produção dos lubrificantes naturais pela vagina, e atrofia vaginal, ou seja, ocorre uma mudança na textura dos tecidos que compõem a vagina.Estas alterações deixam a sensação de que a vagina está “seca”.A atrofia, associada a redução da lubrificação, pode causar dor durante a relação sexual, e isso diminui a libido.Além do desconforto na relação sexual, o ressecamento vaginal pode causar pequenas feridas no tecido da vagina, aumentando o risco de infecções locais.Há algumas maneiras de manejar tudo isso. Uma delas é usar lubrificantes e hidratantes locais, que melhoram esta sensação de vagina seca. Mas atenção, estes produtos devem ser produtos ESPECÍFICOS para o uso vaginal, ou seja, não pode usar o hidratante do corpo ou da mão, na região vaginal, tá?Além de serem produtos específicos, eles precisam ser isentos de hormônios, principalmente para as mulheres que estão em tratamento de câncer de mama ou ovário que são sensíveis a hormônios, e podem crescer nasça presença!Então, a melhor maneira de cuidar do seu ressecamento vaginal, é conversar com os médicos responsáveis pelo seu tratamento. Eles podem indicar quais os produtos indicados para controlar seus sintomas e evitar infecções.Caso você queira usar algum produto da sua preferência, leve-o para o seu médico avaliar.

Um abraço,

Dra Regina Chamon

CRM 120.010/SP

Hematologistawww.doutorasanguebom.wordpress.com.br

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BIOPSIA LÍQUIDA – BOAS NOVAS NO TRATAMENTO DO CÂNCER

Por estes tempos tem se falado bastante na mídia sobre a Biópsia Líquida. Então, vamos entender o que é e para que serve isto.
Biópsia é um termo utilizado para o ato de tirar um pedacinho de um órgão ou um tecido do corpo. Após essa retirada, o “pedacinho” vai para o exame anatomopatológico, ou seja, o material sofre um preparo, é colocado em uma lâmina, que é analisada no microscópio a fim de identificar células anormais, como as células do câncer. Quando células anormais são identificadas, também é necessário fazer um exame complementar chamado de imunohistoquímica. Este exame permite identificar marcadores específicos das células, que tornam preciso o diagnóstico de câncer e qual o seu tipo.
Quando falamos em câncer, além da biópsia, existem alguns marcadores tumorais, ou seja, algumas substâncias que podem ser liberadas pelas células do tumor, e caem na corrente sanguínea, mostrando indiretamente a presença ou atividade do câncer. Estes marcadores variam de acordo com cada tipo de câncer, e os mais conhecidos são o PSA (câncer de próstata), CA 125 (câncer de ovário), CA 19-9 (câncer de intestino ou do pâcreas) e HER2 (câncer de mama). Estas substâncias são importantes no seguimento do câncer, mas também podem estar alteradas em outras condições como inflamações importantes, portanto, não são específicas para o diagnóstico de câncer, como a biópsia é.
Outro método de identificar a presença de células do câncer no organismo é procurando vestígios do material genético (DNA) destas células. Estes “vestígios” podem estar circulando na corrente sanguínea e serem detectados através de  características específicas deste DNA, que são algumas mutações, cada uma presente em um tipo de tumor. Essa pesquisa das mutações na corrente sanguínea, é o que chamamos carinhosamente de Biópsia Líquida.
Atualmente a Biópsia Líquida não é utilizada para fazer o diagnóstico do câncer. Para isto ainda é necessário fazer uma biópsia convencional, ou seja, tirar um pedacinho do local suspeito, e fazer os exames anatomopatológico e imunohistoquímico.
Mas a Biópsia Líquida já está em uso como marcador tumoral para alguns tipos de câncer. Isso se faz através da pesquisa da mutação em uma amostra de sangue do paciente e essa pesquisa é utilizada para acompanhar a resposta ao tratamento e decidir se é necessário trocar o tipo de medicações que estão sendo utilizadas e também para detectar precocemente se o câncer voltou e precisa ser tratado novamente.
No Brasil temos disponível a pesquisa do gene EGFR, específico para câncer de pulmão.
Atenção, a Biópsia Líquida é utilizada para avaliar alterações do DNA presentes nas células cancerígenas. Isso é diferente da pesquisa de mutações do DNA presentes nas células do indivíduo, que sugerem maior predisposição da  pessoa ou de seus familiares a desenvolver câncer, como no caso das mutações BRCA 1 e 2 para câncer de mama e ovário. Nestes casos avalia-se um risco e a pessoa pode ou não desenvolver câncer, enquanto na Biópsia Líquida avalia-se uma mutação de um câncer que já está presente!
Em breve, com os avanços da tecnologia aplicada à saúde, é possível que a biópsia líquida seja utilizada como marcador de resposta ao tratamento de diversos tipos de câncer, e, quem sabe, em substituição a biópsia convencional para o diagnóstico.

Um abraço e até breve,
Dra Regina Fumanti Chamon
CRM 120.010/SP
www.doutorasanguebom.wordpress.com

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VAMOS MEXER O CORPINHO?

De repente, um monte de coisas novas na sua vida! Você recebe a notícia de que está com câncer, e que vai fazer quimioterapia, radioterapia, passar um cateter, talvez colocar uma sonda, tomar um tanto enorme de remédios. O cabelo vai cair, a unha vai ficar fraca, quem sabe mudar de cor, a defesa diminui, pode diminuir a sensibilidade nos pés e nas mãos, talvez engorde, talvez emagreça. Ufa! Com tudo isso, para que que eu vou falar sobre atividade física? Pois é, muitas pessoas, quando recebem o diagnóstico do câncer, deixam o corpo meio de lado. Mas você sabia que a atividade física é fundamental durante o seu tratamento? Pesquisas científicas sugerem, que o exercício físico não somente é seguro durante o tratamento do câncer, como também melhora o funcionamento do seu corpo, diminui a sensação de fadiga causada pela quimioterapia, diminui a ansiedade, aumenta a autoestima. Além disso, os exercícios físicos também ajudam a manter a composição corporal adequada (ou seja, a distribuição entre músculos, gordura e ossos no seu corpo), a diminuir a perda de massa muscular e a manter seu coração funcionando bem. Mas não adianta querer fazer toda a atividade que seu corpo nunca fez, de uma vez só! Principalmente se você era sedentário antes do diagnóstico do câncer. Vamos com calma, tudo bem?

Se você era sedentário, comece com atividades leves e de pouca duração. Dez minutinhos por dia de uma caminhada leve, já está de bom tamanho. Conforme seu corpo for ganhando disposição, você aumenta devagar o tempo e a intensidade das atividades. Se você já era bem ativo antes do início do tratamento faça atividades de baixo impacto, e divida de maneira que você consiga fazer 150 minutos de atividade ao longo da semana. Lembre-se de fazer tanto atividades de resistência muscular, quanto aeróbicas, mas sempre atividades leves. Muito importante: converse sempre e muito com o seu médico! Cada caso é um caso, e a pessoa que pode orientar qual a melhor atividade para você, e o que você pode fazer ou deve evitar é o seu médico. Além disso, estar acompanhado por um bom educador físico e que tenha experiência em pacientes com câncer, é fundamental!

Para as pessoas que estão em tratamento de câncer, alguns cuidados precisam ser observados:

  • Anemia severa: deve-se postergar o início das atividades, até que a anemia tenha melhorado;
  • Imunidade baixa: evite fazer exercício em locais públicos ou com muita gente, até que sua imunidade tenha melhorado;
  • Radioterapia: deixa a pele sensível, então, é prudente evitar piscinas com água clorada;
  • Cateteres e sondas: cuidado com água da piscina, mar ou lago para evitar contaminação por micro-organismos indesejados. Também evite fazer exercícios de resistência nos grupos musculares próximo ao cateter ou sonda. Isso pode causar o seu deslocamento!
  • Alteração da sensibilidade nos pés ou alterações no equilíbrio: a habilidade de fazer exercícios que utilizam as pernas pode estar reduzida. Prefira atividades como, por exemplo, bicicletas ergométricas, cujo risco de queda é menor;
  • Pessoas com acometimento ósseo (lesões ósseas ou osteoporose): as atividades devem ser orientadas a fim de evitar quedas ou lesões.

Se se sentir mais ativo e com mais disposição para o seu tratamento ainda não for o bastante, olha só que boa notícia: estudos científicos sugerem que fazer atividade física durante e após o tratamento, pode diminuir o risco de recorrência do câncer! Então, vamos mexer o corpinho?

Um abraço e até breve!

Dra Regina F. Chamon
CRM 120.010/SP
www.doutorasanguebom.wordpress.com.br

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SEXO – CÂNCER, SEXO E SEXUALIDADE

Quando você descobre que está com câncer, a primeira coisa que passa pela cabeça é: será que vou sobreviver?
Com o tempo as coisas vão se assentando e você percebe que a coisa talvez não seja tão assustadora assim. Ai começam a surgir outras dúvidas: minha vida continuará igual? Posso continuar trabalhando? Será que o câncer (ou o tratamento) vai afetar minha vida sexual? Posso fazer sexo durante o tratamento? Vou continuar sentindo desejo quando o tratamento acabar?
As dúvidas são tantas que muitas vezes esquecemos (ou temos vergonha) de perguntar um monte delas na consulta com o oncologista.
Sexo já é um tabu para muita gente. Quando falamos sobre sexo, durante o tratamento do câncer, é mais tabu ainda!
Então, que tal quebrarmos o tabu? Vamos falar um pouco sobre sexo?
Sexo e sexualidade são partes importantes da vida diária de qualquer pessoa. Sexo é uma atividade, algo que se faz com um parceiro. É diferente de sexualidade, que é a forma como você se vê como mulher, como você lida com a sua intimidade, sua necessidade de receber carinho, de ser tocada, de se sentir próxima a alguém.
A maneira como sentimos e vivemos a sexualidade afeta diretamente a imagem que temos de nós mesmas, o nosso relacionamento com as outras pessoas, nosso humor e a autoconfiança. Por isso é preciso falar sobre sexualidade durante o seu tratamento. Sobre como você se sente durante a doença. Se você se vê bonita ou não, se se sente inchada, se tem medo de ser tocada ou abraçada por outras pessoas.
Pode ser difícil conversar sobre estes temas na consulta médica ou mesmo com o seu parceiro. Algumas mulheres se sentem expostas ao falar sobre isso. Por isso, tentarei esclarecer algumas dúvidas e te dar sugestões de como abordar o assunto.
Lembre-se que um toque sensual ou um carinho mais picante entre você e seu parceiro (independentemente da sua orientação sexual) são sempre possíveis, não importa por qual tipo de tratamento do câncer você está passando ou já passou.

Sentir-se atraente e desejada durante a sua doença é possível sim! E não há nada de errado nisso. Isto pode te surpreender, especialmente se você está se sentindo para baixo ou se ficou algum tempo sem ser tocada ou fazer sexo com alguém. Mas é verdade! A capacidade de sentir prazer no toque quase sempre permanece.

Para não deixar sua vida sexual de lado durante o tratamento o primeiro passo é abordar o tema com o seu médico, outro membro da sua equipe de cuidados de saúde ou mesmo com o seu parceiro.

Diante do seu tratamento você precisa saber como irá se alimentar, como tratará a sua dor, o enjôo, se pode continuar trabalhando e, também, como será sua vida sexual nesse período.

Aqui falaremos sobre o que pode e o que não pode durante o tratamento, como os diferentes tratamentos podem afetar o seu desejo sexual, como lidar com as mudanças no seu corpo e, muito importante, como falar de tudo isso com o seu parceiro.

Lembre-se sempre de abordar este assunto com o seu médico e não sinta vergonha de tirar suas dúvidas com ele!

Um abraço e até breve,

Dra Regina Fumanti Chamon
Hematologista
CRM 120.010/SP
www.cuoremi.com.br

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DRA REGINA CHAMON: VACINA DE GRIPE – PODE OU NÃO PODE?

Nas últimas semanas a tal da gripe pelo vírus H1N1 virou uma febre! Aproveitando o trocadilho, a infecção por esse vírus dá sim um baita febrão! Além da febre alta, dor no corpo, nariz escorrendo e congestão nasal, também são sintomas desta infecção. Há algum tempo tivemos um surto de gripe bem parecido. Lembra da gripe suína? Pois é, são vírus da família do Influenza!E porque tanta gente preocupada, se é só uma gripe?A infecção pelo H1N1 preocupa pois, em pessoas que têm a defesa fragilizada, ou seja, pessoas com câncer, crianças pequenas, grávidas, pessoas com doenças crônicas (como a Asma) e idosos, esta gripe pode dar um quadro bem grave, com alterações na pressão arterial, dificuldades de respiração e em alguns casos mais raros pode até levar à morte.Assim, quem se enquadra nos casos de maior risco (esse pessoal que citei aí em cima) têm indicação de tomar a vacina, para prevenir a infecção.As pessoas que têm câncer,  tanto os que estão em tratamento, quanto os que já acabaram a quimioterapia e estão em algum tipo de manutenção (por exemplo uso de hormonioterapia), PODEM e DEVEM receber esta vacina.Podem, porque a vacina é feita de vírus morto, ou seja, não há risco nenhum de desenvolver a infecção, só pelo fato de ter tomado a vacina.Devem, porque a vacina garante uma proteção extra para a infecção pelos vírus da família Influenza.Na rede de saúde pública a vacinação é gratuita e contempla três vírus (H1N1, H3N2 e Influenza B), por isso é chamada de tríplice. Na rede privada pode-se encontrar a vacina que protege para um tipo adicional de Influenza B.As únicas contraindicações para receber esta vacina são: já ter tido alergia deste tipo de vacina em anos anteriores, ou ter alergia a ovo (sim, porque a vacina é feita com componentes do ovo!).Então, consulte o seu médico e vamos vacinar!Um abraço e até breve,

Dra Regina Fumanti Chamon

HematologistaCRM 120.010/SP

www.cuoremi.com “