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SEXUALIDADE DA MULHER COM CÂNCER DE MAMA DEVE SER ESTIMULADA DURANTE E DEPOIS DO TRATAMENTO

Queda de cabelo e dos pelos, retirada das mamas, perda de libido e secura vaginal são as principais dificuldades enfrentadas pelas mulheres em tratamento contra o câncer de mama quando o assunto é sexo. Segundo uma pesquisa realizada na Austrália e publicada no Journal of Sexual Medicine, 70% das pacientes têm problemas na vida sexual nesse período — número bastante alto levando em consideração a faixa etária média de 54 anos das cerca de mil mulheres ouvidas pelo médico e pesquisador da Monash University, Robin Bell. No entanto, a transa deve ser estimulada durante e depois do tratamento, porque as disfunções sexuais acontecem com mais frequência até dois anos após o diagnóstico — momento em que acontece a chamada menopausa precoce.

Conforme os autores do estudo, os problemas com a sexualidade da mulher com câncer de mama são causados principalmente pela insegurança em relação a como o parceiro irá reagir ao corpo mastectomizado — cirurgia de retirada da mama. E o psicológico acaba afetando a qualidade da atividade na cama.

— Os seios são uma das representações de feminilidade da mulher, da sua sexualidade. É de se supor, portanto, que o câncer de mama expressa uma possível perda de contato consigo mesma, tocando profundamente sua estrutura emocional e física — confirma no artigo “Câncer de mama e sexualidade feminina: os simbolismos existentes nessa relação” a psicóloga Suzanne Maria de Carvalho Leal.

Descoberta

A ex-modelo catarinense Flávia Flores, 37, comprova os problemas que impactam na autoestima e na funcionalidade do sexo. Quando descobriu a doença no final de 2012, estava namorando, mas acabou sendo abandonada pelo companheiro.

— Ele veio para a minha cirurgia, me levou para casa depois, e aí me bloqueou em todas as redes sociais e não atendia mais as minhas ligações. Não era possível que fosse só o câncer, né? Fiquei chateada, não queria mais saber de ninguém — conta Flávia, que é de Florianópolis, mas atualmente vive em São Paulo (SP), de onde mantém o blog “Quimioterapia e Beleza”, referência online para mulheres em tratamento de câncer de mama.

Mesmo que já tenha sido provado que o apoio é fundamental para a mulher com câncer de mama, o abandono não é raro. Mas foi carequinha, durante as sessões de quimioterapia, que Flávia despertou sua sexualidade enquanto paciente em tratamento de câncer. Ela conheceu um homem pela Internet que a aceitou e, principalmente, foi compreensivo.

— No começo eu disse: ‘já me largaram, nem vem para perto de mim. Tu não entendeu que isso é câncer? Não é estilo, é falta de pelo.’ Mas aí fui passar o carnaval com ele. Me diverti tanto que perdi até a peruca. Hoje namoro outra pessoa e continuo contente em relação ao sexo, mas é sempre delicado explicar a falta de lubrificação para o parceiro. As mulheres devem tentar, porque faz bem para nós mesmas com ou sem câncer — garante Flávia, que buscou ajuda de seu psicólogo, já que os oncologistas não abordaram essa questão durante o tratamento.

Sexo ainda é tabu

Enquanto o termo “oncosexology” (oncosexologia, em tradução livre) já é debatido nos Estados Unidos e trata a sexualidade dos pacientes com câncer, no Brasil a pauta é negligenciada na formação profissional. É o que acredita a pesquisadora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (SP), Simone Ferreira, que estuda a sexualidade de mulheres com câncer de mama e ginecológico na Universidade de São Paulo (USP).

— Há um despreparo. Temos um modelo biomédico que tem a cura como prioridade. Quando não deveria ser assim. Outra possível justificativa é a vergonha, porque nem todo mundo tem a sexualidade bem resolvida, e o sexo é uma construção sociológica. Também há uma questão de gênero: com uma obrigação social de a mulher servir o marido e, com isso, ter dificuldade de ressignificar o sexo. Por fim, o fato de serem em maioria mulheres atendendo mulheres, a relação pode gerar vulnerabilidade e espantar o assunto — analisa.

A paciente e presidente da Associação Brasileira de Portadores de Câncer (Amucc), Leoni Margarida Simm, comprova o pouco enfoque na sexualidade e acrescenta a importância do papel do parceiro nesse processo.

— Não conversaram comigo sobre isso, perdi o libido e não queria que ninguém me visse nua, nem meu marido. Mas ele foi fundamental e me dizia: tu és todas as mulheres, conforme eu mudava a peruca ou o lenço — lembra.

Câncer sutra: sexo para prevenir
— A Associação Americana de Luta Contra o Câncer lançou em maio deste ano o www.cancersutra.com. O endereço funciona como um guia de detecção dos câncer de mama, próstata e pele a partir da prática de diferentes posições sexuais que privilegiem o contato. O objetivo é despertar a atenção do parceiro para os sinais precoces da doença.

— O site explica com ilustrações como cada posição pode detectar os primeiros sintomas de possíveis tumores (caroços, manchas, eczemas e pintas, por exemplo). Há também o aconselhamento de procurar um médico para fazer o diagnóstico correto. Além de posições para heterossexuais, o guia também engloba opções para casais gays.

Dicas para melhorar a relação sexual
1) Ajuda psicológica
— Procure um psicólogo para acelerar o processo de adaptação em relação ao novo corpo;
— A presença do companheiro pode ser importante nessa etapa.

2) Atividades físicas
— Movimentar o corpo nesse período pode ajudar a melhorar o desempenho sexual.

3) Lubrificante
— Use lubrificantes apenas à base de água durante a quimioterapia e radioterapia;
— Depois, durante o tratamento hormonal, peça para o seu médico receitar algum medicamento que contenha outras substâncias que possam potencializar os efeitos;
— Utilize o aplicador nos dois casos, porque a lubrificação deve chegar até o canal vaginal para que você não sinta dor, e não apenas na vagina. Em pacientes de câncer de colo de útero, isso é ainda mais importante, porque pode acontecer a estenose (estreitamento do canal vaginal).

4)Imaginação
— É comum perder a libido (vontade de fazer sexo) durante o tratamento do câncer, por isso invista no poder da sua mente.

5) Acessórios
— A autoestima é outro problema enfrentado pela mulher com câncer que deseja manter-se sexualmente ativa. Por que não apostar em uma lingerie especial para se sentir mais atraente? O lenço para cobrir a carequinha pode ser outra opção.

Fonte: http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/10/sexualidade-da-mulher-com-cancer-de-mama-deve-ser-estimulada-durante-e-depois-do-tratamento-4879596.html

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LUBRIFICAÇÃO

Um dos efeitos colaterais da quimioterapia e da hormônio terapia é a diminuição da lubrificação vaginal. Quem não sofre com isso??? E é tão constrangedor, na hora certa ter que pegar um lubrificante, explicar a situação pro gatinho… Ainda mais se não temos intimidade! Então meu médico indicou um hidratante vaginal, que, com ajuda de um aplicador, é usado a cada 3 dias e mantém úmida e hidratada nossas partes íntimas, diminuindo o incômodo durante a relação, prevenindo inflamações e outras chatices femininas.

Conheci os benefícios dos hidratantes e amei! A gente não precisa conviver com a secura vaginal! É importante escolher um hidratante que seja livre de hormônios e que você possa usar com frequência. Indico o Vagidrat, que age durante 72 horas, e vem com um aplicador. O gatinho nem vai perceber que você colocou.

E para nossa alegria, conseguimos um desconto especial para as Cats, na compra do Vagidrat! Link para compra e desconto: http://www.farmadelivery.com.br/vagidrat

Saiba mais acessando o site: vagidrat.com.br

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O SEXO NÃO PODE PARAR

Ah! Que felicidade poder escrever para vocês Cats! Poder transmitir conhecimento sobre meu aprendizado em 10 anos a frente da Minha Boutique Sensual. Contar para vocês sobre os bastidores de Sex Shop, falar das novidades do mundo erótico e ensinar técnicas para deixar você e o parceiro rindo a toa. E pra estrear essa coluna, vou falar de um assunto deslizantemente necessário para uma relação sexual prazerosa e confortável : Vou falar de LUBRIFICAÇÃO CATS.

Relação sexual a seco é impossível , nós mulheres precisamos estar molhadinhas para recebermos o nosso amor, mas nem sempre isso é possível. Falta de preliminares, escassez de relações sexuais e menopausa nos castigam com uma secura vaginal daquelas, que horror. Sabemos que a queda hormonal causada pelo tratamento do câncer leva ao ressecamento vaginal, então as CATS lindas devem cuidar mais ainda da área de lazer certo? Portanto vou dar dicas de lubrificantes, como usar, a frequência de uso e outras possibilidades para manter a região vaginal molhadinha , saudável e com muita energia sexual,ok?

  1.  O Lubrificante Ideal

Se lubrificar é preciso, vamos escolher o melhor lubrificante? Um lubrificante a base de água que seja livre de hormônios e deixe a vagina sempre pronta para o sexo. É CATS, nada de lubrificar só na Hora “H”, o bom é manter a lubrificação sempre, mesmo quando vocês nem pensam em ter relações sexuais. A lubrificação ajuda a manter a nossa flora saudável e alguns lubrificantes equilibram o ph vaginal, mantendo nossa PPK linda longe de fungos e possíveis infecções. Existem muitos lubrificantes no mercado, mas qual escolher? Eis a questão: A Escolha do lubrificante é importante, existem alguns no mercado que evaporam muito rápido e formal uns gruminhos, que parecem uma cola, uiIiiii! Vamos fugir desses. Eu testei pessoalmente Dois lubrificantes e vou contar tudo para vocês

O Primeiro é o lubrificante Engana Rapaz, ALÔÔÔÔ! Como assim? Eu coloque esse apelidinho, pois esse lubrificante engana qualquer um mesmo. Ele tem uma consistência fluida e leve, sem cheiro e sem sabor ideal para mantermos nossa vagina umedecida o dia todo e lembra muito a nossa lubrificação natural Ele vem com um aplicador que deve ser inserido no fundo do canal vaginal, um dedinho de produto já é suficiente para que ele escorra e lubrifique o canal completamente. O importante é estar deitada de costas e empinar bem o bumbum na hora da aplicação e garantir que o produto escorra na medida certa quando se levantarem. Claro que cada uma de vocês vai usar quantidade do produto conforme a necessidade de cada uma, certo? E na hora da relação um pouquinho a mais de produto será super bem vindo.

Outro lubrificante TOP é o que tem aroma e saborzinho suave que incentiva o parceiro a nos fazer o sexo oral que merecemos . Esse lubrificante é composto de Aloe Vera,planta conhecida por nos dar mais saúde e beleza e de quebra ajuda na cicatrização e irritação após a relação sexual. Perfeito para usar antes e depois da relação.

2.Ativando a lubrificação Natural

Nem todas as mulheres submetidas ao tratamento do câncer tem como consequência a perda da lubrificação por completo, existem aquelas que perdem a lubrificação apenas parcialmente, então vamos buscar o restante dela agora.

Estímulo Visual:

Muita de nós sente aquela sensação gostosa e uma suave umidade quando vemos cenas de sexo não é? Então fica fácil para entenderem que: Ver imagens eróticas, Assistir Filmes e consumir literatura erótica nos estimula o suficiente para nos deixar molhadinhas num piscar de olhos. Então, tem lição de casa para as CATS. Consumam literatura erótica, filmes, sites eróticos, grupos do whatsapp ( de sacanagem), tudo o que possa enviar estímulo e nossa PPK responda com a lubrificação que tanto precisamos.

Preliminares:

Perae, não é porque você vai usar um bom lubrificante que você vai pular essa etapa importante do ato sexual não é? Nada disso, vamos dar oportunidade do parceiro mostrar que ele é bom na arte de fazer amor.Tem que ter sexo oral de ambos, tem que ter beijo na boca,só assim nossa PPK feliz e preparada para receber a penetração confortavelmente e ter o máximo de prazer e orgasmos múltiplos de preferência. Então se o seu parceiro gosta de ir direto ao ponto, peça que ele leia esse post já.

Ajuda Extra:

Vocês sabiam que existe uma montanha de cosméticos sensuais, que vibram, que expandem, que vaso dilatam e deixam nossa amiga PPK saltitante de felicidade? A cosmética Sensual veio para ficar, hoje em dia a gente só não sente prazer se não quisermos, vou dar dicas dos meus produtinhos favoritos e que são os tops de venda aqui na minha loja.

Vibration: O nome não deixa dúvidas, ele vai mexer com suas estruturas, basta uma gotinha numa pequena massagem no clitóris e a mágica acontece. Calor, e ondas de vibração vão levar o seu corpo a produzir lubrificação quase que imediatamente.

Orgastic: Pensem em algo gostoso expandindo seu canal vaginal como por encanto,UI! O Orgastic leva qualquer PPK desanimada ao imediato estado de euforia e a lubrificação acontece num zap.

G Spot: Ponto G existe sim Cats, eu garanto! Logo, vou ensinar a vocês como encontrá-lo e ativá-lo para todo o sempre.Mas enquanto isso não acontece, usem e abusem desse vaso dilatador potente que vai aquecer você e o seu amor à temperatura máxima.

Esses produtos podem ser usados durante a relação sexual, por exemplo: Enquanto aplicam um sexo oral devastador no parceiro, preparam o clitóris com o vibrador em gel, ou com o Orgastic no ponto G e ativar a lubrificação natural.

Doses terapêuticas:

Sempre que tenho alguma cliente com falta de libido , indico esse “tratamento de choque afrodisíaco” O tratamento consiste em aplicar os produtos de cosmética auxiliar o maior número de vezes possível durante o dia. Vamos passar mensagem de: Oi Cérebro lindo, estou viva e amo sexo!

3.Turbinando o Lubrificante

CATS amadas, essa experiência com os lubrificantes foi uma benção para mim e outras clientes que já testaram e aprovaram. Consiste em diluir pequena quantidade de vaso dilatadores no lubrificante de uso diário, eu fiz a experiência e adorei, pois temos o conforto do lubrificante com estímulos suaves dos vaso dilatadores, que pode ser vibrador em gel, ou outro que cause uma sensação de calor intensa. Vale a pena Ousar e experimentar CATS.

4.Exercícios de Pompoarismo

CATS, nossa vagina tem desejo próprio, tudo o que colocamos nela é devidamente mastigado e quase engolido.Coloque o dedo para testar, isso, agora mesmo e perceba como ela irá contrair e relaxar, contrair e relaxar. Percebeu? Essa danadinha ama exercícios e devemos dar a ela a dose diária de exercícios de pompoarismo. Podemos usar: Ben Wa, Colar Tailandês, ou até mesmo um vibrador, o importante é introduzir o acessório e deixar o canal vaginal trabalhar a contração e iniciar o processo de lubrificação. Isso pode ser feito, antes da relação sexual, ou diariamente para treinar os músculos do assoalho pélvico. Quem residir em São Paulo, pode fazer o curso de pompoarismo aqui na Isla Sensual Morumbi.

Bom CATS, espero que tenham gostado desse meu primeiro post, desejo imensamente que essas dicas possam ajudá-las a colorir a vida e pintar o sete com alegria tesão. Desejo que o diagnóstico de câncer não seja empecilho para uma vida sexual ativa, e que vocês possam dar e receber prazer durante e pós-tratamento.

As portas de minha loja estão abertas para todas, assim como nosso whatsapp para quaisquer dúvidas. (11) 989828298. Lembro a todas que o curso CATS Boas de Cama é gratuito para as CATS. Vão aprender sobre: Autoconhecimento, Orgasmos, Como turbinar o sexo oral nele, Sexo anal e aprender a fazer uma massagem intima de deixar o parceiro louco por vocês.

O site da Isla Sensual é: www.islasensual.com.br

E nossa loja virtual é: www.mulheresboasdecama.com.br

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SEXO – CÂNCER, SEXO E SEXUALIDADE

Quando você descobre que está com câncer, a primeira coisa que passa pela cabeça é: será que vou sobreviver?
Com o tempo as coisas vão se assentando e você percebe que a coisa talvez não seja tão assustadora assim. Ai começam a surgir outras dúvidas: minha vida continuará igual? Posso continuar trabalhando? Será que o câncer (ou o tratamento) vai afetar minha vida sexual? Posso fazer sexo durante o tratamento? Vou continuar sentindo desejo quando o tratamento acabar?
As dúvidas são tantas que muitas vezes esquecemos (ou temos vergonha) de perguntar um monte delas na consulta com o oncologista.
Sexo já é um tabu para muita gente. Quando falamos sobre sexo, durante o tratamento do câncer, é mais tabu ainda!
Então, que tal quebrarmos o tabu? Vamos falar um pouco sobre sexo?
Sexo e sexualidade são partes importantes da vida diária de qualquer pessoa. Sexo é uma atividade, algo que se faz com um parceiro. É diferente de sexualidade, que é a forma como você se vê como mulher, como você lida com a sua intimidade, sua necessidade de receber carinho, de ser tocada, de se sentir próxima a alguém.
A maneira como sentimos e vivemos a sexualidade afeta diretamente a imagem que temos de nós mesmas, o nosso relacionamento com as outras pessoas, nosso humor e a autoconfiança. Por isso é preciso falar sobre sexualidade durante o seu tratamento. Sobre como você se sente durante a doença. Se você se vê bonita ou não, se se sente inchada, se tem medo de ser tocada ou abraçada por outras pessoas.
Pode ser difícil conversar sobre estes temas na consulta médica ou mesmo com o seu parceiro. Algumas mulheres se sentem expostas ao falar sobre isso. Por isso, tentarei esclarecer algumas dúvidas e te dar sugestões de como abordar o assunto.
Lembre-se que um toque sensual ou um carinho mais picante entre você e seu parceiro (independentemente da sua orientação sexual) são sempre possíveis, não importa por qual tipo de tratamento do câncer você está passando ou já passou.

Sentir-se atraente e desejada durante a sua doença é possível sim! E não há nada de errado nisso. Isto pode te surpreender, especialmente se você está se sentindo para baixo ou se ficou algum tempo sem ser tocada ou fazer sexo com alguém. Mas é verdade! A capacidade de sentir prazer no toque quase sempre permanece.

Para não deixar sua vida sexual de lado durante o tratamento o primeiro passo é abordar o tema com o seu médico, outro membro da sua equipe de cuidados de saúde ou mesmo com o seu parceiro.

Diante do seu tratamento você precisa saber como irá se alimentar, como tratará a sua dor, o enjôo, se pode continuar trabalhando e, também, como será sua vida sexual nesse período.

Aqui falaremos sobre o que pode e o que não pode durante o tratamento, como os diferentes tratamentos podem afetar o seu desejo sexual, como lidar com as mudanças no seu corpo e, muito importante, como falar de tudo isso com o seu parceiro.

Lembre-se sempre de abordar este assunto com o seu médico e não sinta vergonha de tirar suas dúvidas com ele!

Um abraço e até breve,

Dra Regina Fumanti Chamon
Hematologista
CRM 120.010/SP
www.cuoremi.com.br

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SEXUALIDADE DA MULHER COM CÂNCER

Quando uma pessoa recebe um diagnóstico de câncer, automaticamente sente-se insegura, com medo, com sensação de desamparo e desespero, com fantasias negativas e receio de morrer. A necessidade de um tratamento quimioterápico reforça e hiperdimensiona estes fantasmas. Por instinto, tendemos a preservar o que é vital: não podemos parar de nos alimentar, de dormir, de ter cuidados básicos de higiene. Mas sexo… sexo não é vital! Não constitui um requisito indispensável para sobrevivência, e por isso é deixado de lado. Para a maioria das pessoas (inclusive aquelas em tratamento e alguns profissionais da saúde) uma mulher em quimioterapia não tem fantasias sexuais, não é desejada, não é sexy nem atraente e não faz sexo!

A prevalência de dificuldades sexuais é de aproximadamente 40% nas mulheres, e chega a 80% naquelas com câncer. Nestas, a resposta sexual depende de um conjunto de fatores: sociais, culturais, religiosos, onde é o câncer, tipo de tratamento necessário, características pessoais e preexistência de alguma dificuldade sexual. Manter-se sexualmente ativo durante o tratamento quimioterápico é importante, pois ajuda a se sentir amado e desejado, melhora a autoestima, induz a relaxamento, reforça que não estamos sós, contribui para manter uma adequada qualidade de vida.

A quimioterapia pode gerar fadiga (cansaço em geral e menos energia para o sexo) e se relacionar à diminuição do desejo e estimulação sexual, surgimento de desconforto (e até dor) durante a relação e dificuldade em atingir o orgasmo. No entanto, a maioria das queixas sexuais surgidas neste momento não se deve diretamente à quimioterapia, mas a fatores ligados à doença e ao estigma de seu tratamento, como surgimento de depressão, preocupação com mudança em sua imagem corporal, comprometimento na autoconfiança, dificuldades prévias no entrosamento do casal ou na relação sexual. Aquelas que se abstêm do sexo lamentam pela perda de intimidade (relacional e sexual) e sentem-se frustradas, com medo de serem abandonadas pelo parceiro.

Na prática, percebe-se maior ocorrência de atrofia genital (ressecamento, menor elasticidade e umidade da vagina), dificultando ou até comprometendo a penetração. A relação precisa de mais preliminares para que o sexo não seja doloroso. Atualmente existem no mercado vários produtos úteis para a mulher que está com câncer e em tratamento quimioterápico, como hidratantes genitais, lubrificantes, hormônios para uso vaginal. Mas lembre-se de que o sexo não se resume à penetração do pênis na vagina. Nossa sexualidade é muito maior do que isso. Engloba dar e receber carinho, beijar, abraçar, acariciar e todas as demais formas de expressão da sexualidade, fundamentais para que um casal se mantenha próximo.

As intervenções realizadas neste momento devem ser destinadas a reduzir o sofrimento e melhorar não só a quantidade, como a qualidade devida em geral, inclusive no âmbito sexual. Se você está enfrentando alguma dificuldade na esfera sexual, ou se foi diagnosticada com câncer e está ou iniciará tratamento quimioterápico, converse com seu médico sobre seus receios, angústias, dúvidas e alternativas para minimizar qualquer efeito indesejado. Ele certamente poderá lhe ajudar. E, se necessário, procure a ajuda de um profissional especializado na área de Sexologia. É importante permanecer sexualmente ativa durante este período. O casal deve estimular sua comunicação, compartilhar desejos (e a falta deles) e fazer com que esta fase sirva para melhorar sua relação como um todo. Muitas vezes precisamos renovar votos, reinventar a vida a dois, re-priorizar e re-negociar o sexo para revigorar a relação. Reinventar a nós mesmos. Viver uma resiliência sexual.

(Texto escrito por: Dra Florence Marques, ginecologista e sexóloga)

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ENSAIO COM LINGERIE LOTUS

Cats, vocês se lembram do ensaio que fiz com as lingeries da Lotus? A marca pensou em lingeries super confortáveis para mulheres mastectomizadas. Eu fiz umas fotos muito divertidas, um lado pin up meu! Hoje eu mostro o que tem por trás de todo esse ensaio! Vejam:

Aqui uma parte do ensaio:

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O CÂNCER SUTRA

Vocês conhecem o Cancer Sutra (The Cancer Sutra)? A Associação Americana de Luta Contra o Câncer lançou esse site que funciona como um Kama Sutra para detectar o câncer. A ideia na verdade é que entre as posições sexuais, o parceiro possa também estar esperto em relação a sinais precoces de câncer. E aí quem sabe assim as pessoa levem mais a sério o auto exame, né? Ao menos assim é bem mais divertido, e não tão assustador! Afinal, nada mais certo do que sentir e conhecer o corpo durante o sexo.

O câncer de pele, mama ou próstata adoram deixar seus sinais. O site explica com ilustrações como cada posição pode detectar os primeiros sintomas de possíveis tumores (caroços, manchas, eczemas, pintas etc) Claro que para realmente diagnosticar, é preciso de um médico. Mas com isso já é possível ter maiores cuidados, até porque quanto mais cedo detectar a doença, maiores são as chances de cura.

Ah, e o site acertou na questão de não cair apenas no “tradicional”, pois além de abordar posições de casais heterossexuais, também mostra imagens para casais lésbicos e gays. Até porque o câncer não escolhe pela opção sexual né, então todos devem se cuidar!

Confira aqui as posições!