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Como determinar seu comportamento para praticar atividade física

Pessoal, por que para algumas pessoas é mais fácil “resolver” iniciar uma atividade física, enquanto para outras parece um sacrifício? Como a Miranda consegue levantar todos os dias tão
cedinho antes do trabalho para fazer uma atividade física? Por que você não consegue encontrar ânimo nem para subir três degraus? São diversas respostas e que dependem muito, obviamente. Temos algumas correntes que nos ajudam a entender nosso comportamento no contexto das práticas corporais (e aqui entenda como prática corporal qualquer atividade física, esporte, exercício físico, dança, luta, jogos, enfim, “geralzão”, ok?) e como ocorre a mudança do mesmo, ou seja, nosso passo a passo pra decidir iniciar ou manter as práticas. É assunto complexo e que requer profundidade, mas a ideia deste texto é apresentar, de modo geral, como “resolvemos” iniciar a prática de alguma atividade física.

Nossos comportamentos podem ser determinados pelo ambiente e pelo nosso interior, ou seja, eles são influenciados pelo ambiente (em casa, no trabalho, no lazer), por como percebemos esse
ambiente (ameaça, conforto, confiança), pelo papel que estamos desempenhando nele (mãe, chefe, amiga, etc.) e das nossas características de personalidade (valores, moral). É difícil isolar apenas um fator que seja decisivo na determinação do comportamento humano (Freud que o diga! De acordo com este grande médico neurologista, o comportamento humano é explicado pelos níveis de consciência e, de maneira ampla, o comportamento é uma expressão de nosso inconsciente. Logicamente, o trabalho dele é muito, mas muito, mais do que isso. Não vamos perder o foco, voltemos ao assunto). Podemos considerar essas diversas influências, internas e externas. Assim, no ambiente das práticas corporais não
é diferente.

Há muitos estudos demonstrando que nós, seres humanos, nos envolvemos e engajamos em atividades que nos permitam ter sentimentos de autonomia, capacidade, competência, êxito, sucesso,
grupo, dentre outros. Então, primeiro de tudo, temos que pensar em alguma atividade que possa trazer bons sentimentos, que possa trazer satisfação e prazer. Se você for uma daquelas pessoas
traumatizadas com as aulas de Educação Física da escola nas quais você era a última a ser escolhida para jogar ou que todos brigavam com você quando errava alguma coisa (oi, bem-vindas ao time!), a nossa missão em encontrar alguma atividade que você goste é mais complexa (mas nunca impossível!). Isso porque associamos esses sentimentos ruins (incompetência, julgamentos) com as práticas. Hoje em dia existem TANTAS modalidades que eu tenho certeza que há alguma que você irá se identificar e gostar muito (muitas amigas que não gostam de treinos, adoram pilates, por exemplo).

Para mudarmos nosso comportamento, primeiramente, precisamos querer. Eu sei, parece bobagem, mas é verdade. Há estágios de mudanças de comportamento, os quais vou escrever e finalizar
a seguir. A ideia é que você identifique onde se encontra e tente mudar para melhor (porque sim, vou insistir eternamente que você mude para um estilo de vida ativa ou mantenha, caso esteja pensando em parar, ou apenas continue). São cinco estágios de mudança de comportamento: Pré-contemplação (não há intenção de mudar), Contemplação (existe a intenção, mas não há atitude), Preparação (já intenção e pretensão em iniciar algo em breve), Ação (yes! O comportamento muda e está nos primeiros seis meses do início) e, por fim, Manutenção (adquiriu-se o comportamento e está engajado há mais de seis meses). Gente, é real isso! Nos primeiros três meses de prática, há uma gigantesca taxa de desistentes das práticas. Se você persistir por mais de seis meses, há grandes chances de manter esse estilo de vida (vou chamar assim). E aí eu te pergunto: Por que, primeiro, preciso querer mudar? Olha lá o primeiro estágio! Se não houver intenção de mudar, nada acontecerá, mas se alguma coisinha aí dentro, às vezes, já te fala para iniciar alguma atividade, MARAVILHA, entramos para a contemplação e falta pouco para que você mude.

Agora, os motivos da Miranda gostar mais do que você, é outra longa história. Nossas motivações podem ser intrínsecas ou extrínsecas, podemos ser mais ou menos autodeterminados, dentre outros muitos fatores que falaremos outro dia. Por hoje, é isso. Pense em qual estágio você se encontra e, amiga, vá em frente!

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Atividade física e saúde mental

Olá, Cats. Hoje abordarei um tema que venho estudando ultimamente que é a saúde mental e, consequentemente, a relação desta com a prática de atividades físicas (ou práticas corporais, como alguns profissionais preferem dizer) e, com nosso foco principal, câncer.
Como o próprio nome já diz, saúde mental está relacionada com o nosso psicológico, nosso sistema nervoso, cerebral, envolvendo os transtornos mentais como depressão, ansiedade, compulsões, até doenças como a esquizofrenia e bipolaridade. Particularmente, acredito que seja indissociável a nossa saúde mental da saúde física, do nosso lado social, emocional, tudo. Acredito numa visão integral do ser humano, sendo muito difícil separarmos uma coisa da outra. Exemplo: uma criança com um corte profundo no braço. Problema físico. O médico costura o braço e passa os cuidados que se teve ter para cicatrização. Resolveu? Não. Esse corte foi simplesmente porque a criança se esbarrou em alguma coisa? Ou a criança mesma se cortou? Ou a criança foi agredida? Se sim, por quê? Se sim, o que estes fatos representam para a criança e como ela estava se portando anteriormente e como vai se portar a partir do acontecido? Quantas vezes já ouvi pacientes com CA de mama relacionando a doença com algum trauma psicológico do passado? Como pode pessoas com a mesma doença física reagirem de tão diversas maneiras? Como pode um tratamento para câncer, em teoria, uma doença física que está nosso corpo, causar efeitos como dificuldade de concentração e perda de memória dos pacientes? É complexo e está tudo integrado, como já falamos em outras colunas, principalmente na de Ciclos Viciosos e Virtuosos.
Assim, quando colocamos nosso corpo para se mexer, obviamente não conseguimos separar a prática do nosso mental. É cientificamente (ou até mesmo você pode experimentar e notar) comprovado que nosso “rendimento” (na academia, na faculdade, no trabalho, em casa) é estreitamente associado ao nosso estado mental. Exemplo: em um dia que você se sente maravilhosa, você faz muito mais coisas (sai com amigos, conversa mais, resolve mais coisas, arruma a casa, topa aquele programa que estava há tempos para acontecer, etc) do que naqueles dias que você está desanimada e só quer ficar deitadinha, quase sem movimentos, na cama ou no sofá, na boa companhia de um filme (provavelmente um drama, um romance, algo que coloque as lágrimas pra fora). Assim, também acontece com os atletas, com as crianças, com qualquer outra pessoa no mundo. Varia, muito.
O que é muito legal além da prática de atividade FÍSICA é que ocorre com a saúde mental. Muitas vezes, nem percebemos, mas, de um jeito ou de outro, a socialização vai aumentar e isso já é uma GRANDE AJUDA. Há que diga que não gosta de socializar, mas não nascemos para sermos sozinhos, muito menos para viver na individualidade. Precisamos e MUITO do próximo. Bom, aí com a prática você vai adquirindo autonomias, se insere num grupo, se reconhece no próximo, domina seu corpo, se sente melhor, diminui ansiedades e tristezas. Tudo isso pelo corpo, pelas experiências que vivemos, pois é através dele, com ele e por ele que estamos nesse mundão.
Para não ficar muito no blábláblá, vou mostrar dados, números, porque tenho a impressão que a gente acredita mais quando quantificamos, certo? Aí vai: Um estudo 1 conseguiu unir e analisar 32 estudos com quase 3 mil mulheres recebendo tratamento adjuvante para câncer de mama. Os principais resultados demonstraram que a prática de exercícios aeróbicos e resistidos causou:

  • Diminuição de 0,28 desvios padrão de FADIGA;
  • Aumento de 4,24 pontos da QUALIDADE DE VIDA relacionada ao câncer;
  • Aumento de 1,1 ponto da QUALIDADE DE VIDA relacionada à saúde geral;
  • Diminuição de 0,15 desvios padrão da DEPRESSÃO;
  • Diminuição de 11,55 segundos para completar o TESTE DE COGNIÇÃO;
  • Diminuição de 1 desvio padrão nos DISTÚRBIOS DE HUMOR;
  • Diminuição de 6 pontos em ANSIEDADE E DEPRESSÃO;

Os dados não são tão simples de entender (desvios padrão?), tampouco simples de medir e relatar. Estamos falando do nosso mental, de coisas que não podemos medir. Não há unidades como, por exemplo, 39º Celsius na temperatura corporal representam quadro febril ou uma pessoa com 1 metro e 50 cm de estatura que pesa 120 quilos tem obesidade. É quase impossível de quantificar. Como dizer “estou com 30 unidades de tristeza hoje” ou “eu te amo 10 amores”, por isso, há tantas qualificações neste ramo (e aquelas unidade de desvio padrão, pontos, etc, são cálculos quase extraterrestres da estatística pra conseguir mostrar efeitos).
O importante é: atividade física, saúde mental e câncer são interligados e uma coisa pode mudar a outra! Procure orientações e pratique alguma atividade.
Referência:
1 Furmaniak AC, Menig M, Markes MH. Exercise for women receiving adjuvant therapy for breast cancer. Cochrane Database of Systematic Reviews 2016, Issue 9. Art. No.: CD005001. DOI:10.1002/14651858.CD005001.pub3.

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Os Benefícios de Pedalar

Olá, Cats! A Pedalada Rosa está chegando! Hoje vamos falar sobre os benefícios que você
precisa saber desse tipo de atividade física. Eu sou suspeita, pois é um dos meus hobbies favoritos, mas
vou falar de qualquer jeito. O que mais me encanta na bicicleta ao ar livre é o poder ir mais longe, é o
vento batendo no rosto e a sensação de liberdade. Com certeza, entre as melhores memórias de
passeios e atividades que já fiz, estão os com a bicicleta. Isso sem contar as amizades feitas pelo pedal!
Eu pedalava muito em Florianópolis, onde morei por quase dez anos. Mato ou asfalto, aquele lugar é
mágico, onde quer que você vá (Vá pra lá – e pedale!). Floripa difere-se de São Paulo, obviamente. Aqui
temos muito trânsito, mas as ciclovias, parques e iniciativas que disponibilizam bicicletas de fácil acesso
e baixo custo, facilitam muito e tornam o pedal possível e seguro.

Ela é considerada uma atividade física cíclica por causa do movimento repetitivo dos membros
inferiores. É uma boa opção para quem sente dores articulares nos membros inferiores por não ter
impacto como a corrida tem, por exemplo. Acredito que haja mais pessoas que não gostem de correr do
que quem não goste de pedalar. Esta atividade requer equilíbrio, coordenação, noção espacial e
temporal, resistência muscular e cardiorrespiratória e, também, força e flexibilidade (completinho, né?).
Além dessas capacidades físicas que podem ser aprimoradas com a prática da pedalada, teve um estudo
que demonstrou que após apenas 20 minutinhos de pedal leve a moderado diminuiu a ansiedade das
pacientes que tiveram câncer de mama 1 . Outro estudo, demonstrou que após 12 semanas de
treinamento com bicicleta ergométrica (3 sessões semanais, intensidade moderada), pacientes com
linfoma que estavam em quimioterapia ou que já haviam terminado o tratamento, apresentaram
melhora da saúde em geral, da qualidade de vida, dos níveis de depressão, felicidade, aptidão física e
fadiga 2 .

Algumas vezes, os ombros, lombar e punhos podem reclamar um pouco pela sobrecarga do
nosso corpo. Isto pode ser devido à duração da atividade, destreinamento, ao tamanho da bicicleta e
posicionamento do banco e guidons inadequados para você ou mesmo por alguma particularidade sua
como lesões, histórico de cirurgia. Não se preocupe, pois somos adaptáveis e dá pra resolver isso
também, após descoberto o motivo. A prática da pedalada pode ser considerada de baixo custo e,
também, de elevadíssimo custo, depende da bicicleta e dos equipamentos que você decida adquirir.
Quanto aos equipamentos, capacete e luzes são essenciais! Praticar atividades como o pedal têm
estreitíssima ligação com a diminuição do risco de doenças cardiovasculares!

Assim, a PEDALADA ROSA vai te proporcionar vários benefícios que podem ser físicos,
psicológicos e sociais. Lá também vai estar rolando uma oficina de bicicleta, caso você queira aprender a
trocar um pneu ou coisas do tipo. Já adianto, nem é tão difícil assim e a gente fica se sentindo o máximo
quando consegue remendar uma câmara, enche-la, colocar o pneu de volta e sair pedalando. Quem
sabe participando do evento, vocês não se animam a começar a pedalar? E, se você não é de São Paulo
nem de Bauru, que também receberá o evento, não se preocupe. Há sempre algum amigo ou familiar
disposto a pedalar com você, pode ter certeza disso. Ah! Nas academias, as bicicletas também são bem
comuns. Pedido de professora: por favor, não fiquem muito confortáveis sentadas nas bikes, assistindo
TV, ou, seja lá o que for, e esquecendo do exercício. Pra termos resultados, é preciso ter esforço – e o
bom da bicicleta é que dá pra se divertir ao mesmo tempo!

1 Blacklock R, Rhodes R, Blanchard C, Gaul C. Effects of exercise intensity and self-efficacy on
state anxiety with breast cancer survivors. Oncol Nurs Forum. 2010 Mar;37(2):206-12.
2 Courneya KS, Sellar CM, Stevinson C, McNeely ML, Peddle CJ, Friedenreich CM, et al.
Randomized controlled trial of the effects of aerobic exercise on physical functioning and quality of life
in lymphoma patients. Journal of Clinical Oncology 2009;27(27):4605‐12.

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Para ser fisicamente ativas por Claudia Arab

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Bom dia Cats!!  Confiram mais um texto da nossa nova colunista, a Claudia Arab, criadora e coordenadora do Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer de Mama, nos incentivando a ter um maior nível de atividade física em nossas vidas. 

Para ser fisicamente ativas

Há muitas questões sobre atividade física que surgem quando você ouve alguém defendendo e disseminando esta prática ou mesmo quando alguém decide fazer atividade física. O que fazer? Quando? Quanto? Onde? Como? As primordiais são quanto à definição e finalidade da atividade física. Tudo que requer movimento corporal, locomoção, tarefas rotineiras, lazer, entre outros, pode ser considerado atividade física. Alguém que tem como trabalho algo que o exija muito tempo sentado em frente ao computador tem o nível de atividade física diferente de alguém que trabalhe com descarregamento de mercadorias. Essa questão começou a ser abordada lá nos anos 50, por Morris, na Inglaterra, quando descobriu que doenças do coração eram mais comuns em homens fisicamente inativos no trabalho (motoristas) do que em trabalhadores que tinham funções mais ativas. O nível de atividade física também pode ser diferente entre duas pessoas que tenham a mesma função no trabalho, pois as demais atividades da vida diária também interferem. Assim, uma pessoa que pratica
exercícios físicos tem maior nível de atividade física do que quem não pratica exercícios físicos.
O exercício físico é aquele realizado periodicamente, sob prescrição (ou, ao menos, deveria) que tem objetivos, continuidade, progressividade, controle, etc. Então, quando falarmos de exercício físico, necessariamente este está dentro de atividade física, mas falar em atividade física não necessariamente significa que há exercício físico, ok? Vamos para o assunto que mais nos importa: atividade física, exercício físico e câncer.
É muito comum que, após o diagnóstico de câncer, os pacientes diminuam seus níveis de atividade física geral por diversos motivos. Várias vezes as pacientes já me relataram que faziam academia ou dança até 5x por semana, mas que pararam ou foram diminuindo quando tiveram a suspeita e o diagnóstico da doença. Além disso, o baque emocional é forte e é normal que os pacientes queiram ficar mais “recolhidos”. As barreiras para praticar atividade física são inúmeras. Falta vontade e tempo, cansaço, o local de prática é longe de casa, não gostam ou mesmo sentem medo e dores. Às vezes, pode ser por recomendação médica, daí é preciso conversar direitinho com a equipe para entender os motivos da não recomendação – cada caso um caso e aqui falamos no geral (a individualidade dos pacientes é imprescindível!).
O recomendado, porém, é que os pacientes retornem suas atividades normais o mais rápido possível. Quanto mais nos movermos (e nos ocuparmos), melhor. O movimento é analgésico – ouvi um professor dizer essa expressão e achei fantástica. Afinal, quando decidimos não fazer nada, logo começam as dores: é joelho que chia, costas que reclamam, sem contar o desânimo cada vez maior. O que leva as pessoas a praticarem atividade física, ou seja, a motivação para a prática, pode ser explicada por diversas teorias como a da autodeterminação, mas não entraremos nessas teorias. O que nos importa aqui hoje são algumas dicas que podem ser adicionadas à rotina de vocês para aumentar o nível de atividade física. As sugestões são simples e fazem toda diferença. Se você anda de ônibus, pare um ponto antes ou depois do mais perto da sua casa e aproveite para caminhar até seu destino. Se você
usa o carro para ir logo ali ao mercado ou padaria, troque por uma bicicleta ou vá caminhando, se possível. A clássica troca do elevador pelas escadas também é muito útil. Faça atividades em grupo, chame os amigos e os familiares, são mais divertidas e já aproveitam para colocar o papo em dia. Façam um passeio a pé em parques ao invés de irem ao cinema. Hoje em dia, os smartphones têm aplicativos que vocês conseguem ver quantos passos deram no dia ou qual a distância percorrida a pé. Tentem aumentar essa quantidade gradualmente. São sugestões super simples e até comuns de ouvirmos por aí, mas fazem bastante diferença para nossa saúde e, por vezes, não percebemos que podemos aproveitar esses momentos para sermos mais fisicamente ativos. Começando assim, já fica bem mais fácil de se engajar num programa de exercícios físicos futuramente! Façam o teste por uma semana. Avaliem como está seu ânimo, nível de ansiedade, cansaço e dores antes e depois dessa semana ativa. Percebam as diferenças e depois contem pra gente! ��

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Atividade física está relacionada ao câncer? por Claudia Arab

Bom dia Cats!! 

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 Estamos felizes em anunciar que temos uma nova colunista, a Claudia Arab, criadora e coordenadora do Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer de Mama (2012-2014 UDESC – Florianópolis). 

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 Ela vai escrever sobre o assunto “atividade física”. 

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 Confiram o primeiro texto dela! 

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Atividade física está relacionada ao câncer?

Essa é uma boa pergunta para iniciarmos a temática aqui no Quimioterapia e Beleza.
Atualmente, um estilo de vida fisicamente ativo é alvo de grande parcela da população em
geral. É comum vermos pessoas correndo, caminhando e pedalando pelas ruas, além dos
diversos tipos de academias, espaços ao ar livre, estúdios e modalidades de práticas de
exercícios físicos oferecidos no mercado. A população tem se preocupado mais com a saúde (e
também com a estética!) e a prática de atividade física entra como protagonista nessa história.
A grande e boa notícia é que os efeitos da atividade física também se aplicam para
pacientes oncológicos (eba!). Daí surge a pergunta: como a atividade física está relacionada ao
câncer? Cats, a atividade física está relacionada ao câncer dos modos mais belos que se possa
imaginar! Com o decorrer das colunas (estaremos juntas quinzenalmente!), vamos abordando
mais cada tema. Como uma boa pessoa ansiosa que sou, já adianto as principais relações de
atividade física e câncer que são importantes vocês saberem e irem mentalizando essa ideia,
são elas:
– A atividade física age como fator de proteção para risco, incidência, recorrência do
câncer, e de mortalidade, específicas por câncer e em geral;
– A prática de exercícios físicos age como fator de proteção para os efeitos indesejáveis
dos tratamentos oncológicos como, por exemplo, diminuindo a famosa fadiga ocasionada pelos
exaustivos tratamentos;
– Atividade física e exercício físico têm grande efeito positivo sobre aspectos psicológicos
de pacientes oncológicos, como, por exemplos, sobre a depressão, ansiedade e autoestima,
além do caráter social envolvido;
Precisamos de mais relações? Tudo bem, podemos citar os efeitos esperados no “físico”,
ou seja, melhoras na resistência e força muscular, melhora da função cardiovascular, melhoras
nas limitações físicas (como aquela fraquezinha ou limitação no braço do lado referente ao da
mama operada, sabe?) e, de quebra, uma melhora na composição corporal, auxiliando no
ganho ou perda de peso corporal (cada caso, um caso).
Todas essas relações são comprovadas cientificamente, mas nem sempre são de saber
da população. Infelizmente, ainda há muito mito em cima disso: o repouso, a figura do enfermo

frágil, mas não é assim que tem que ser (como bem podemos ver aqui no site). Nessa fase da
vida, as barreiras para iniciar uma prática de atividade física parecem ser infinitas e invencíveis.
As escolhas diárias que fazemos refletem em nosso agora e nosso amanhã. As razões para
praticar atividade física sobrepõem qualquer justificativa que pareça impedir, naquele dia, de
se mexer o mínimo que seja. É comum as pacientes cessarem a prática de atividade física
quando inicia aquele processo diagnóstico-tratamento. Às vezes, por indicação médica. Às
vezes (ou muitas vezes e com razão), por falta de vontade própria.
A verdade é que, a prática de atividade física de pacientes oncológicos quando bem
orientada por um profissional de Educação Física qualificado em conjunto com médicos,
enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais da saúde envolvidos, é
altamente recomendada e benéfica. Essa orientação é imprescindível e a individualidade dos
pacientes é fundamental na prescrição de exercícios físicos.
No próximo texto, falaremos mais especificamente sobre os efeitos da prática de
atividade física (e a diferença entre esta e exercício físico), como e por que eles ocorrem, nos
pacientes oncológicos, ok? Por hoje, ficamos com a sementinha plantada. Para fechar, o que
gosto de dizer: o exercício físico faz bem em qualquer fase da vida!

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APÓS VENCER CÂNCER, ERICK RENASCE COM CORRIDA: “HÁ VIDA DEPOIS DO PESADELO”

Comissário de bordo de uma companhia aérea francesa, Erick Ferrari, de 36 anos, hoje se divide entre Paris e São Paulo. Neste domingo (18), porém, ele será mais um entre os 33 mil participantes da Maratona do Rio. Participar da prova virou um desafio para o corredor carioca. Isso porque em dez meses ele superou um câncer agressivo no estômago, passou por quimioterapia e renasceu com a esperança de que conseguiria correr 42km novamente.

– Já tenho 90% de chances de sobreviver nos próximos quatro anos e eu pretendo me esforçar para ser digno desse milagre. Agora, quero fazer mais e reclamar menos. Manter o bom humor e agradecer. Quero correr até longe para mostrar a quem ainda está lutando que é possível. Que há vida depois do pesadelo – afirmou o atleta.

Erick revela que tudo começou com uma estranha coincidência. Um ortopedista havia receitado, além do tratamento para a lombar, anti-inflamatórios caso viesse a ter dores. Com o passar dos dias tomando o medicamento, ele parou no hospital com problemas gástricos. Ao fazerem a endoscopia, os médicos acharam algo a mais e decidiram fazer a biópsia. Era um tumor entre o estômago e o esôfago, extremamente agressivo. Para se ter ideia do susto, a estatística lhe dava cerca de 18,9% de chances de sobreviver.

“Eu não sentia nada, dor alguma. Estava forte como sempre, correndo, malhando e trabalhando. E um exame dizia que minha vida estava acabando rapidamente”

– A minha irmã anunciou naquela mesma semana que estava grávida e a família estava em festa. Era o primeiro neto dos meus pais, o maior sonho deles e eu me sentia culpado. Não queria contar para ninguém. Como eu iria ter coragem de dizer “Desculpe estragar a alegria, mas estou com câncer e provavelmente não vou sobreviver até o Natal” – recordou.

Erick estava com consultas marcadas e seria operado na França sem ninguém saber. Mas em um voo à trabalho para o Rio o tumor rompeu um vaso e o comissário teve hemorragia interna grave. Ficou hospitalizado por 11 dias. Assim, não tinha mais como esconder. Teve de contar à família e aos amigos que estava com problema grave de saúde. Voltando a Paris, viu que tinha menos tempo do que o previsto e o médico decidiu operá-lo imediatamente.

– A cirurgia demorou mais de oito horas e no lugar do tumor de 3cm diagnosticado 25 dias antes haviam três tumores. O original, por sinal, era de 6cm. Eu estava fraco demais, não reagi 100% como deveria e houve complicações em seguida. Passei 16 dias na UTI. Fiquei ligado em muitos aparelhos, sonda nasal, três drenos na caixa torácica e milhões de agulhas. Não me movia do pescoço para baixo, sentia muita dor e medo – contou.

Depois de 23 dias, Erick foi liberado a ir para casa. Antes de sair, ele perguntou ao médico se voltaria a correr 42km, afinal os pulmões estavam danificados e os danos podiam ser permanentes. Ou doutor respondeu com um “Claro que não!”. Dias depois, Erick passaria a fazer quimioterapia.

– Eu fiquei triste e ele completou: “Nesse estado que você está, não acredito que corra nem 50 metros! Mas daqui a algum tempo, com treinos…”. Então eu vi que era possível. Levei isso como objetivo. Sou maratonista e ninguém vai tirar isso de mim! – frisou o atleta, naquele momento.

As inscrições para a Maratona do Rio deste ano estavam abertas, e Erick foi um dos primeiros a garantir um lugar na prova. Para surpresa dele, um batalhão de amigos se inscreveu para correr ao lado dele. A meta estava traçada, mas a quimioterapia destruía parte do sangue e isso o impedia de fazer muito esforço, além de não respirar bem. Ainda assim, ele conseguia correr dois ou três quilômetros.

– Foi uma época difícil. Precisava equilibrar o risco com as dores, problemas financeiros que chegavam e com minha razão e memória alteradas pelos fortes remédios. Em outubro do ano passado, dez meses depois do diagnóstico, terminei a quimioterapia e puxei tudo que conseguia. No fim de fevereiro, corri a Meia Maratona de São Paulo. Foi divertido, mas o resultado não. Fui uma hora mais lento que o meu recorde e parei para caminhar várias vezes – lembrou.

Erick não abaixou a cabeça. Pelo contrário, seguiu treinando ainda mais, com foco e sentia melhoras na saúde de uma forma geral. Não tinha certeza se conseguiria correr os 42km, mas buscava forças para ir adiante nessa busca. Ele estava com algumas sequelas: não poderia mais comer açúcar, era sensível à cafeína e não sintia os pés e os dedos das mãos. Decidiu estudar como os maratonistas diabéticos corriam sem açúcar. Tudo para seguinte em busco do maior desejo.

Em março, o médico que operou Erick – e que estará na Maratona do Rio – ficou impressionado com os exames que mostravam o desenvolvimento dos pulmões, pois estavam fortes e grandes. Em abril, o comissário completou a Meia Maratona de Paris, com um tempo melhor que o da prova feita em São Paulo. E desta vez ele fez o percurso sem caminhar. Terminou bem e pronto para alongar a distância…

– Não sei como o meu corpo vai reagir durante os 42km, mas sei que minhas pernas estão prontas. As pessoas próximas ainda me tratam muitas vezes como se eu fosse de vidro, mas os números melhoraram para o meu lado – encerrou. 

Fonte: GLOBO ESPORTE

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CÂNCER DE MAMA E EXERCÍCIOS FÍSICOS

Recente estudo publicado na revista científica “Gynecologic Oncology ”, liderado por Marina Pollán e um grupo de cientistas espanhóis, mostrou que mulheres que não praticam nenhum tipo de exercício físico tem um risco maior de 71% de desenvolverem câncer de mama.

O estudo demonstra o efeito preventivo que a prática regular do exercício físico tem sobre o aparecimento de câncer de mama em mulheres pré e pós menopausa.

O estudo analisou a recomendação da Organização Mundial de Saúde que recomenda 150 minutos de de atividade física moderada por semana e elaboraram um novo indicador de gasto calórico traduzindo essa recomendação para 30 minutos de caminhada enérgica todos os dias.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres que não seguiram essa recomendação, que tinham um vida totalmente sedentária, tiveram um risco de 71% a mais para desenvolverem câncer de mama.

Vários estudos tem relatado os efeitos positivos da atividade física em mulheres com diagnóstico e tratamento de câncer, porém esse estudo é o primeiro a demonstrar que a atividade física tem um efeito preventivo e protetor para o desenvolvimento de câncer de mama. O estudo foi realizado na Espanha, onde um significativo aumento de sobrepeso e obesidade tem sido observado nas últimas décadas. O ganho de peso e vida sedentária são características que também podem ser encontradas no Brasil

Além dessa última observação, é importante ressaltar que o maior efeito protetor ocorreu quando a atividade física foi intensa, regular e em mulheres que sempre praticaram atividade física.

Prof. Dr. Eduardo Rollo Duarte
Periodontista-Protesista
Implantodontia
Dor Orofacial-ATM
Odontologia do Sono
www.eduardorollo.com.br

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SONO E CÂNCER. VAMOS CAMINHAR?

Para colaborar com pessoas com o diagnóstico de câncer, incentivando-as a lutarem para vencer a batalha contra essa terrível doença,  esse texto foi escrito para o Instituto Quimioterapia e Beleza . Evidentemente, não é  fácil, porém se as pessoas souberem a importância do sono durante e após o tratamento do câncer e como é possível ajudar um parente , um amigo, a dormir melhor,  durante o tratamento, um importante  passo a mais terá sua enorme contribuição nessa jornada.  Com isso, juntos,  vamos caminhar?

Um  grupo de pesquisadores liderados por Chiu R.N. publicaram recentemente no Oncology Nursing Forum   um estudo onde avaliaram uma série de estudos que verificaram a efetividade de exercício físico do tipo caminhada e seus efeitos no sono de pessoas com câncer

O diagnóstico precoce de câncer e os tratamentos promovem cura e longevidade para as pessoas. Entretanto , sono alterado é achado comum entre as pessoas com câncer e que frequentemente experimentam distúrbios do sono, diariamente e  logo após  o início do tratamento . Os distúrbios do sono podem afetar a saúde mental, o funcionamento de atividades do corpo e a qualidade de vida potencializando os problemas de saúde.

Tratamentos com remédios e terapia comportamental cognitiva para insônia são usados para os problemas do sono nessas pessoas. Entretanto, devido aos efeitos colaterais adversos ou dificuldade em se obter tais terapias, muitos procuram maneiras alternativas para seus problemas de insônia, mas  que tenham efeitos adversos mínimos e de fácil acesso.

Tem sido demonstrado que os exercícios físicos melhoram o sono por meio de alguns mecanismos biológicos que incluem uma melhor regulação da resposta imune-inflamatória, controle da temperatura corpórea, melhora da função hormonal como também afeta os caminhos das vias psicológicas que promovem melhora no humor.

A caminhada é um exercício físico facilmente acessível, de baixo custo e extremante viável para o controle de distúrbios do sono em pacientes em tratamento de câncer. Para os autores , os melhores benefícios são alcançados em caminhadas moderadas a intensas , quando comparados a caminhadas leves. Os efeitos benéficos da caminhada, no sono, foram igualmente observados  tanto em pessoas com câncer de mama como em indivíduos com outros tipos de câncer.

Os autores apóiam a idéia de que o exercício do tipo caminhada deve ser adotado como método importante para o controle dos problemas de sono nos indivíduos com câncer. Os autores desse estudo afirmam que os cuidadores e profissionais relacionados ao tratamento e suporte desses pacientes devem transmitir a importância da caminhada nas pessoas quem enfrentam problemas de sono, uma vez que caminhadas são seguras e promovem melhoria na qualidade do sono em pessoas com câncer . Ressaltam também a importância da avaliação prévia do cardiologista e do pneumologista para a prática de exercícios.  A conclusão é que caminhadas devem ser adotadas como prática em pacientes com diferentes tipos de câncer.

Dormir bem é fundamental para restaurar as funções celulares e com isso proporcionar a revitalização diária do corpo humano contribuindo para a saúde. Exercícios físicos, mesmo que leves, como caminhadas controladas e adequadas a cada pessoa, promovem melhoria na qualidade do sono e com isso contribuem para impulsionar positivamente o tratamento do Câncer.

Dr. Eduardo Rollo Duarte
Periodontista – Protesista – Dentista do Sono
CRO 41389

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CATS NA LUTA: MUAYTHAI

No dia 26 de outubro tivemos um treino de Muay Thai com o Professor Sandro  da @arenacrossfight no octógono da @najaextremeoficial  ???? Obrigada ao time da Naja pelo convite tão especial e pelo carinho com a gente! Foi incrível!

Para quem não conhece o Muaythai, ou Boxe Tailandês, é um tipo de luta que usa como armas de combate punhos, punhos, cotovelos, joelhos e canelas. Várias academias dão aula de muaythai que dura em média 60 a 90 minutos de muita movimentação! A gente corre, treina os golpes… Olha! Deu canseira só de lembrar! Mas é uma delícia! Melhora o condicionamento físico e fortalece a musculatura. Segundo o site M de Mulher, os benefícios são:1. O suadouro garante a queima de muita energia. Dependendo do estágio e do preparo físico, o gasto chega até a 1 500 calorias por aula. Segundo os especialistas, a média de iniciantes fica na casa de 750 calorias por sessão.  2. O coração sai ganhando: os chutes e os socos dilatam os vasos sanguíneos. Daí mais oxigênio e nutrientes passeiam pelo corpo. As câmaras cardíacas, exigidas, ficam fortes.  3. Os músculos também se beneficiam. Mas, diversamente de outros exercícios localizados, o muay thai prepara o corpo de uma forma global. Há um aumento do tônus e da resistência muscular.  4. O treinamento exige bastante da região central do corpo, principalmente do core, grupo de músculos situados no abdômen que dá sustentação à coluna vertebral. O core fortalecido garante uma ótima postura.  5. Os golpes estimulam a amplitude dos movimentos, o que requer um bocado de precisão e elasticidade. A coordenação motora e a flexibilidade são aprimoradas — até mesmo nas tarefas do dia a dia.  6. O boxe tailandês traz inúmeras benesses à cabeça. Além de extravasar a tensão, o muay thai ajuda seus praticantes a encarar os desafios. As aulas também são ótimas para a socialização.

Claro,é super importante que converse com seu médico antes de qualquer aula. Exercício físico é bom, mas temos que fazer uma avaliação médica antes. Se o médico autorizar, faça sempre acompanhada de um profissional da educação física. 

E aí, vai encarar?

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VAMOS MEXER O CORPINHO?

De repente, um monte de coisas novas na sua vida! Você recebe a notícia de que está com câncer, e que vai fazer quimioterapia, radioterapia, passar um cateter, talvez colocar uma sonda, tomar um tanto enorme de remédios. O cabelo vai cair, a unha vai ficar fraca, quem sabe mudar de cor, a defesa diminui, pode diminuir a sensibilidade nos pés e nas mãos, talvez engorde, talvez emagreça. Ufa! Com tudo isso, para que que eu vou falar sobre atividade física? Pois é, muitas pessoas, quando recebem o diagnóstico do câncer, deixam o corpo meio de lado. Mas você sabia que a atividade física é fundamental durante o seu tratamento? Pesquisas científicas sugerem, que o exercício físico não somente é seguro durante o tratamento do câncer, como também melhora o funcionamento do seu corpo, diminui a sensação de fadiga causada pela quimioterapia, diminui a ansiedade, aumenta a autoestima. Além disso, os exercícios físicos também ajudam a manter a composição corporal adequada (ou seja, a distribuição entre músculos, gordura e ossos no seu corpo), a diminuir a perda de massa muscular e a manter seu coração funcionando bem. Mas não adianta querer fazer toda a atividade que seu corpo nunca fez, de uma vez só! Principalmente se você era sedentário antes do diagnóstico do câncer. Vamos com calma, tudo bem?

Se você era sedentário, comece com atividades leves e de pouca duração. Dez minutinhos por dia de uma caminhada leve, já está de bom tamanho. Conforme seu corpo for ganhando disposição, você aumenta devagar o tempo e a intensidade das atividades. Se você já era bem ativo antes do início do tratamento faça atividades de baixo impacto, e divida de maneira que você consiga fazer 150 minutos de atividade ao longo da semana. Lembre-se de fazer tanto atividades de resistência muscular, quanto aeróbicas, mas sempre atividades leves. Muito importante: converse sempre e muito com o seu médico! Cada caso é um caso, e a pessoa que pode orientar qual a melhor atividade para você, e o que você pode fazer ou deve evitar é o seu médico. Além disso, estar acompanhado por um bom educador físico e que tenha experiência em pacientes com câncer, é fundamental!

Para as pessoas que estão em tratamento de câncer, alguns cuidados precisam ser observados:

  • Anemia severa: deve-se postergar o início das atividades, até que a anemia tenha melhorado;
  • Imunidade baixa: evite fazer exercício em locais públicos ou com muita gente, até que sua imunidade tenha melhorado;
  • Radioterapia: deixa a pele sensível, então, é prudente evitar piscinas com água clorada;
  • Cateteres e sondas: cuidado com água da piscina, mar ou lago para evitar contaminação por micro-organismos indesejados. Também evite fazer exercícios de resistência nos grupos musculares próximo ao cateter ou sonda. Isso pode causar o seu deslocamento!
  • Alteração da sensibilidade nos pés ou alterações no equilíbrio: a habilidade de fazer exercícios que utilizam as pernas pode estar reduzida. Prefira atividades como, por exemplo, bicicletas ergométricas, cujo risco de queda é menor;
  • Pessoas com acometimento ósseo (lesões ósseas ou osteoporose): as atividades devem ser orientadas a fim de evitar quedas ou lesões.

Se se sentir mais ativo e com mais disposição para o seu tratamento ainda não for o bastante, olha só que boa notícia: estudos científicos sugerem que fazer atividade física durante e após o tratamento, pode diminuir o risco de recorrência do câncer! Então, vamos mexer o corpinho?

Um abraço e até breve!

Dra Regina F. Chamon
CRM 120.010/SP
www.doutorasanguebom.wordpress.com.br