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INSPIRAR – Simpósio para pacientes oncológicos

Queremos INSPIRAR pessoas, seus amigos e familiares a percorrerem o caminho da adversidade com acolhimento e leveza, durante e após o tratamento do câncer. Acreditamos que, despertando a autoestima, é possível resgatar o brilho pessoal.

INSPIRAR é um encontro de pacientes, profissionais de saúde, familiares, simpatizantes e Ongs parceiras para dialogar e atualizar sobre o enfrentamento e o tratamento do câncer.

No Salão Nobre, convidados especialistas debaterão os assuntos: Novos Tratamentos, A importância da Autoestima durante a Quimioterapia, Direitos de Pacientes, Gravidez e Câncer, Cuidados Paliativos, A Sintonia da Reabilitação, Atividade Física e Nutrição, Sexualidade e Câncer, A Sabedoria da escolha pela Resiliência e Cats na Moda.

Na Sala Tiradentes, as atividades programadas: Oficina de Automaquiagem com o Divo Agustin Fernandez, Cuidados com as unhas, Camuflagem Estética na reconstrução ou reposicionamento da aréola mamária, Musicoterapia e oncologia.

Encerramos com uma apresentação musical!

Confira nossos palestrantes confirmados e toda programação neste link!

Receba seu Certificado de Participação!

Dúvidas e mais informações contate: [email protected] ou [email protected]

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Ações gratuitas para vocês por Claudia Arab

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Bom dia Cats!!  Atividade física + câncer é um assunto que começou a repercutir há pouco tempo no Brasil e por isso, ainda não temos muitos programas que foquem nesse público.   Apesar disso, as universidades oferecem muitas ações gratuitas legais que vocês precisam conhecer!  A nossa nova colunista Claudia Arab escreveu sobre o tema e nos indicou várias dessas ações! ‍ Confiram o texto!!

Ações gratuitas para vocês

Olá, Cats! Hoje trago em pauta um assunto muito relevante para vocês e para toda comunidade. Não é tão divulgado e sabido pela sociedade que as universidades têm vários programas gratuitos para atender à população. Esse setor das universidades chama-se extensão. Nestas ações, os alunos e professores oferecem programas, atendimentos, avaliações, dentre outros, em prol da população – e da ciência.
Um desses exemplos foi o Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer. Na época do meu mestrado, 2012-2014, tive uma grande oportunidade: pudemos criar e oferecer um programa de exercícios físicos para pacientes em tratamento do câncer de mama. Fui orientada pelo professor Dr. Alexandro Andrade, coordenador do projeto e do Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC). Várias pessoas participaram para que ele acontecesse e foi lindo! O programa tinha atividade aeróbicas de caminhada e de musculação. As pacientes passavam por avaliações antes, durante e depois do programa. Fizemos ampla divulgação do programa em postos de saúde, hospitais e até consultórios médicos particulares. O protocolo de exercícios físicos foi cuidadosamente criado baseado em manuais, em princípios do treinamento físico e, principalmente, da resposta que tínhamos das pacientes, individualmente. As pacientes relatavam diariamente as diferenças que sentiam, além das mudanças detectadas nas
avaliações. Destaco aqui a grande melhora nas limitações físicas e autoestima delas. Era maravilhoso ver que podiam descer escadas sem precisar de apoio, não sentiam mais dores nos joelhos ou nos braços, por exemplo. Além disso, as atividades eram em grupos o que ajudava muito para o lado social.
O assunto atividade física e câncer ainda é recente no nosso país e ainda não contamos com muitos programas voltados à esta população, mas as universidades têm muitas ações gratuitas a oferecer. Vale a pena vocês entrarem nos sites das instituições mais próximas a vocês para verificar. O nosso programa de exercícios físicos não existe mais, infelizmente. A UDESC, entretanto, oferece vários programas como, por exemplo, o de dança. O próprio laboratório que fiz parte tem ações para pacientes com fibromialgia e já teve x-games para crianças e adolescentes com obesidade. Então, vale a pena. Confiram os sites, participem das ações e aproveitem, pois elas existem para vocês e são gratuitas!

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CONHEÇA O PAPEL FUNDAMENTAL DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ONCOLOGIA NO TRATAMENTO DOS PACIENTES COM CÂNCER POR DR. FELIPE ADES

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Cats,  esse texto do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades – Oncologista nos conta qual o verdadeiro papel do enfermeiro da área oncológica, um dos profissionais que mais auxilia os pacientes com câncer. 

Oncologia é uma área da medicina que requer um cuidado multidisciplinar. Para que um tratamento seja feito com sucesso é necessário que se trabalhe em equipe com um grande número de especialistas das mais diversas áreas da saúde. Veja no texto abaixo o papel fundamental do enfermeiro especialista em oncologia no tratamento dos pacientes com câncer. Texto elaborado por Iracema Coelho, enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein.

O enfermeiro oncológico é o profissional que vai prestar assistência ao paciente, em todas as fases do tratamento do câncer. Desde o diagnóstico da doença, passando pelas várias fases do tratamento como a cirurgia, a radioterapia, e o tratamento com medicamentos e quimioterapia. A oncologia é uma área muito específica, portanto é importante que os enfermeiros tenham formação de especialista na área e que estejam sempre se atualizando.

Além de prestar assistência, o enfermeiro oncologista tem outras atribuições, como tomar providências administrativas para a liberação e agendamento dos procedimentos de tratamento além de ter papel educacional, orientando tanto o paciente quanto os familiares durante o tratamento.

No dia-a-dia da assistência o enfermeiro recebe o paciente após a decisão de tratamento pelo médico oncologista. Neste momento o paciente é acolhido pelo enfermeiro que realiza a conferência do protocolo de tratamento, checando informações como o peso e altura, doses de medicações e medicações de suporte para a quimioterapia, conhecidas com “pré-QT”. Isto garante uma maior segurança na administração dos protocolos de tratamento.

Um aspecto muito importante para o tratamento é a escolha de dispositivo para a infusão dos quimioterápicos que serão feitos pela veia. Nesta avaliação o enfermeiro avalia as veias do paciente, e junto com a equipe médica, escolhe a melhor opção para a aplicação dos medicamentos. Algumas medicações podem ser feitas nas veias superficiais dos braços ou das mãos, por cateteres que chamamos de periféricos; já outros medicamentos precisam de veias mais fortes, sendo necessária a colocação de cateteres profundos. A escolha depende do tipo de tratamento e das veias de cada pessoa.

A maior parte das vezes o tratamento é feito no ambulatório. O paciente vem ao hospital apenas para a aplicação do medicamento e retorna para casa no mesmo dia. Quando o paciente chega ao centro de infusão, é realizada uma consulta inicial de enfermagem, onde são coletadas todas as informações relevantes para o tratamento e também são dadas as orientações importantes ao paciente e acompanhante, como possíveis efeitos colaterais dos medicamentos, coleta de exames, cuidados com cateter, como realizar os agendamentos, o que muda no dia-a-dia do paciente durante o tratamento, quando entrar em contato com a equipe médica ou quando e como procurar um pronto atendimento em caso de necessidade.

Realiza-se também um exame físico geral e analisa-se a necessidade de avaliação e acompanhamento de outros profissionais, como psicólogos, dentistas, fonoaudiólogos, etc. Após realizar esta consulta inicial, o enfermeiro fornece todas as orientações e esclarece as dúvidas, para então dar início ao tratamento.

Tão importante quanto os medicamentos quimioterápicos, é o controle e manejo dos sintomas colaterais; que podem ser determinantes para o sucesso e continuidade do tratamento. É importante estar atento à prevenção e controle destes sintomas indesejados.

Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein
Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein

Atualmente, com o avanço das pesquisas, há no mercado uma ampla gama de opções de tratamento de suporte que amenizam os transtornos causados pelos quimioterápicos como, por exemplo, os medicamentos para enjôo de última geração, que podem reduzir significativamente o surgimento de náuseas. O uso da touca gelada para diminuir a queda de cabelo, pode ser uma opção, principalmente para pacientes do sexo feminino, que buscam manter a autoestima.

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Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein na festa de aniversário do Centro de Oncologia

O enfermeiro oncológico atua não apenas durante o período da quimioterapia, a assistência é integral também durante o tratamento radioterápico (caso este seja necessário); onde o enfermeiro também intervém fazendo a avaliação pré-tratamento, acompanhamento durante a radioterapia e orientando após o fim deste tratamento. Caso seja necessária a internação hospitalar, quer seja para tratamento quimioterápico, ou para controle dos sintomas, a equipe de enfermagem oncológica acompanha o paciente durante todo este período. Tanto para o paciente ambulatorial, quanto para o paciente internado, existe enfermeiro especializado em curativos para pacientes com câncer, caso haja essa necessidade.

O enfermeiro é provavelmente o profissional com o qual o paciente tem mais contato durante o tratamento. Por isso é muito comum que o enfermeiro seja o primeiro profissional a reconhecer possíveis alterações clínicas ao longo do tratamento, podendo detectar problemas quando ainda estão em sua fase inicial, mesmo que não sejam ainda notados pelo paciente. É o enfermeiro que faz, muitas vezes, o primeiro alerta dentro da equipe assistente, para que se avaliem possíveis problemas ao longo do tratamento.

O enfermeiro oncologista é um elo fundamental no tratamento multidisciplinar dos pacientes com câncer, trabalhando em conjunto com os demais profissionais e assim promovendo uma assistência integral e de qualidade aos pacientes.

Iracema Coelho - Enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein
Iracema Coelho – Enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein

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Pacientes com câncer tem direito à isenção nas tarifas de transporte coletivo

Cats, vocês sabiam que, em muitos lugares, os pacientes em tratamento contra o câncer têm o direito de não pagar as tarifas de transporte público? Pois é!

O transporte coletivo urbano é um serviço de interesse local. Cabe, portanto, aos municípios definirem as regras para isenção de tarifas dos meios de transporte coletivo sob sua responsabilidade. O governo estadual também costuma administrar parte do sistema de transporte, sobretudo os intermunicipais.

A maioria das legislações municipais e estaduais garante o direito à isenção da tarifa do transporte coletivo urbano para pessoas com deficiência. Em alguns locais, o direito à isenção dessa tarifa se estende a pacientes de determinadas patologias durante o tempo de duração de certos tratamentos.

Sendo assim, é importante verificar na secretaria dos transportes da localidade onde reside o paciente, quais as hipóteses e requisitos previstos em lei para se obter a isenção da tarifa do transporte coletivo urbano.

Em São Paulo e regiões metropolitanas, a legislação prevê a isenção do pagamento da tarifa para pacientes com câncer em tratamento de quimioterapia (exceto oral), radioterapia e cobaltoterapia.

Como posso obter esse direito?

Ligue para 0800 773 1666 (Ligações gratuitas de telefone fixo), de 2ªf a 6ªf, das 9h às 17h, para saber mais informações sobre a isenção do pagamento de tarifas de transporte coletivo urbano nas regiões metropolitanas de São Paulo.

Observação – O benefício poderá ser estendido a um acompanhante, tendo em vista as limitações de autonomia e independência do beneficiário da isenção, desde que haja recomendação expressa no laudo médico.

Entre em contato com a prefeitura da sua cidade para saber se você tem direito ao benefício.

FONTE: INSTITUTO ONCOGUIA

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A construção da imagem pessoal no tratamento oncológico

Estávamos aqui, com essa equipe sensacional do Quimioterapia e Beleza, que a cada dia traz mais novidades, e pensamos em compartilhar com vocês histórias reais e maravilhosas de mulheres que construíram sua imagem pessoal durante o tratamento oncológico.

Assim, poderemos conhecer muito mais desse universo. Por isso, esse é apenas o primeiro post de uma série que mostrará como a construção da imagem pessoal é fundamental durante o tratamento contra o câncer.

Para quem não sabe, sou Especialista em Consultoria de Imagem, formada pela Universidade Belas Artes, e faço pesquisa na Mastologia da UNIFESP, com pacientes que estão em tratamento oncológico.

Mas, você sabe o que é exatamente uma consultoria de imagem?

Um consultor de imagem auxilia na construção de uma identidade visual de uma pessoa. Como um parceiro de sucesso que ajuda a identificar a mensagem que você quer transmitir para as pessoas.

Mas não confunda: um consultor de imagem não é um profissional da área de moda. A moda é uma das ferramentas que utilizamos, assim como o comportamento, a comunicação e a aparência.

A consultoria de imagem está entre nós desde 1558, quando surgiu o primeiro livro de etiqueta com conselhos de como se vestir.

Cientificamente falando, uma pesquisa da UCLA mostra que quando encontramos uma pessoa pela primeira vez, podemos visualizar, dentro de 6 a 30 segundos, mais de 10 características dessa pessoa. Consegue entender a importância da vestimenta, comportamento e comunicação no nosso dia a dia?

Quando conheci a Ioná Carmona, ela estava com 38 anos e tinha ido À ginecologista para programar uma gestação, porém, depois de realizar seus exames foi diagnosticado um tumor nos seios.

Uma mulher de inspiração que não teve tempo para a tristeza, buscou o tratamento que precisava, enquanto eu pude ter a experiência inesquecível de desenvolver sua imagem pessoal durante o tratamento. Ioná depositou sua confiança em mim e acreditou que no momento mais difícil e delicado de sua vida, eu mudaria sua forma de pensar e vestir, levantando sua autoestima e trazendo alegrias e realizações.

Na programação dos posts seguintes, vou falar muito mais sobre os elementos da consultoria de imagem.

Dúvidas e sugestões, estaremos à disposição!

Até a próxima!

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ASSOCIAÇÃO OFERECE ATENDIMENTO JURÍDICO GRATUITO A PACIENTES COM CÂNCER NO CEARÁ

A Associação Nossa Casa realiza atendimento gratuito com advogado e assistente social todas as quartas-feiras, às 14h, mediante agendamento prévio, na sede da instituição.

A iniciativa é destinada a pacientes com câncer de todo o Ceará, que possuem dúvidas sobre aposentadoria, benefícios assistenciais, isenção de impostos, processos judiciais e outros assuntos.

O Plantão de Direitos tem como objetivo conscientizar e repassar aos pacientes oncológicos informações sobre benefícios e direitos especiais garantidos pela legislação brasileira para este público.

Os interessados devem procurar atendimento na Rua Francisco Calaça, 1300, no Bairro Álvaro Weyne, em Fortaleza.

A Associação Nossa Casa, organização sem fins lucrativos, oferece serviços humanizados e especializados em assistência social e saúde às pessoas com câncer, além de desenvolver ações de prevenção e informação junto à comunidade no Ceará.

A Casa acolhe, em Fortaleza, pacientes em tratamento de radioterapia e quimioterapia, facilitando o processo terapêutico, oferecendo hospedagem, conforto, segurança e cuidado humanizado. O espaço é destinado a pacientes vindos do interior do Estado do Ceará e de outros estados e tem capacidade de hospedagem para até 50 pessoas.

Fonte: G1

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CAT DE SP CRIA CASA DE APOIO A PACIENTES

Terça-feira, 11h30. Uma fila de pacientes com câncer se forma no corredor de uma casa no bairro Jardim do Éden, em Franca, a 400 km de São Paulo. Num caderno, escrevem nome completo e cidade de origem. Dali, seguem para o refeitório, onde têm almoço e espaço para descansar.

É assim o dia a dia do Iansa (Instituto de Apoio Nossa Senhora Aparecida), casa de apoio criada pela assistente social Eliane Aparecida Bonini, 49. Inaugurado há seis anos, o local oferece alimentação e hospedagem a pacientes que fazem tratamento no Hospital de Câncer de Franca e a seus acompanhantes. São mais de mil pessoas atendidas a cada mês.

Diagnosticada com câncer de mama em 2010, a assistente social passou por uma cirurgia, além de sessões de quimioterapia. Durante o tratamento, conheceu a realidade dos pacientes e teve a ideia de montar a instituição.

“Um mês depois de fazer a cirurgia, veio a ideia da casa de apoio. Franca não tinha nenhum local que oferecesse assistência a pacientes com câncer. Falei com meu marido, e dias depois já estávamos procurando um imóvel próximo ao hospital para alugar”, conta.

Bonini notou que inúmeros pacientes da região de Franca em tratamento no Hospital de Câncer não tinham condições para arcar com despesas como hospedagem e alimentação na cidade. Assim, configurou a casa como local para oferecer refeições –café da manhã, café da tarde, almoço e jantar– e pernoite.

“As primeiras pessoas que atendemos foram pacientes que tinham abandonado o tratamento porque não tinham lugar para ficar em Franca. Começamos então a divulgar nosso trabalho, e, aos poucos, a casa foi ganhando frequentadores.”

TRAJETÓRIA

No primeiro ano de funcionamento, a instituição foi mantida exclusivamente pela família de Eliane. Atualmente, os recursos vêm de doações da comunidade, bazares e eventos para angariar fundos. São seis funcionários registrados e cerca de 100 voluntários, entre psicólogos, médicos e nutricionistas.

Além das refeições e da hospedagem, a casa oferece ainda oficinas de artesanato, bordado, pintura, confecção de perucas, entre outras.

Diagnosticada em 2015 com câncer de mama, a aposentada Radige de Oliveira Sato, 64, diz que encontrou na casa apoio para a cura da doença. “Desde a primeira vez que estive no Iansa, fui muito bem atendida. Sinto-me em casa todas as vezes que venho ao instituto. Não sei o que faria sem eles”, afirma.

Paciente com câncer de pele, a balconista Sandra Maria Domingos, 55, afirma que o convívio com as pessoas no instituto tem sido importante para enfrentar a doença.

“Desde o início do meu tratamento, há um ano, a casa me acolheu. Encontrei com eles a força que procurava e os considero minha segunda família”, diz.

FUTURO

No fim de 2016, empresários do município doaram um terreno para o Iansa. O objetivo é ter sede própria e poder ampliar ainda mais o atendimento.

“Estamos procurando parcerias e reestruturando nossos eventos para arrecadar recursos para a obra. Meu grande objetivo é ser referência em atendimento na área de assistência social para pessoas com câncer”, diz Eliane.

Para a assistente social, o vínculo afetivo estabelecido com os pacientes é mais importante que oferecer teto ou comida. “Agradeço a Deus por ter tido o câncer. Se não fosse a doença, talvez eu nunca tivesse desenvolvido este projeto. Sou grata por fazer algo que ameniza a dor que essas pessoas passam. Digo a eles que passei pelo mesmo e venci e que todos podem vencer também”, declarou.

Fonte: Folha

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A DEPRESSÃO E O PACIENTE ONCOLÓGICO

Sete de abril foi o Dia Mundial da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu como tema de sua campanha deste ano a depressão, com o lema “Vamos Conversar”. No Brasil, os dados indicam que 11,5 milhões de pessoas são afetadas, ou seja, 5,8% da população. Somos o país com maior número de casos na América Latina e o segundo na Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.

A relação entre câncer e depressão é objeto de vários estudos que tratam, por exemplo, de desenvolvimento do câncer e desencadeamento da depressão durante o tratamento. “Não podemos afirmar categoricamente que a relação entre câncer e depressão é inescapável. Em outras palavras, há um enorme número de pacientes com câncer que nunca deprimem e uma quantidade ainda maior de pessoas com depressão que nunca tiveram qualquer tipo de câncer”, afirma o psiquiatra Ricardo Abel Evangelista, da Santa Casa de São Paulo.

Um estudo do Observatório de Oncologia mostra que a chance de um paciente com câncer desenvolver depressão varia de 22% a 29%. Segundo a análise, pacientes com câncer de mama têm de 10% a 25% de chance de ter o transtorno.

É inegável que o diagnóstico de câncer tem um impacto no paciente, mas cada pessoa reage de uma maneira a ele. Medo, ansiedade e dúvidas sobre o que irá acontecer a partir daquele momento podem surgir e a depressão pode aparecer em alguns pacientes durante o tratamento. Pessoas que já tiveram o transtorno antes da descoberta do câncer têm mais chance de apresentar episódios depressivos.

“Fatos chocantes na vida de um indivíduo podem conduzi-lo a um estado depressivo. Muitos fármacos presentes em alguns tipos de quimioterapia também podem causar depressão. Esses medicamentos são essenciais para o tratamento do câncer e devem ser corretamente utilizados. O paciente e a equipe médica devem ficar atentos para a ocorrência dos sintomas de depressão não para suspender a quimioterapia, afinal ela é prioritária, mas para que o adequado tratamento farmacológico e psicoterápico possa ser implementado contra a depressão”, acrescenta o psiquiatra.

A quimioterapia pode provocar alguns efeitos colaterais no paciente como cansaço, desânimo, fraqueza. Mas é importante que familiares e a equipe médica fiquem atentos a outros sinais que podem indicar depressão, como: tristeza muito constante e que não passa, crises de choro, pensamentos pessimistas, falta de esperança no futuro, irritabilidade elevada no contato interpessoal, isolamento, discursos envolvendo morte ou mesmo o desejo aberto de morrer, sentimentos de culpa e de inutilidade.

Um paciente depressivo pode, por exemplo, deixar de ir a consultas médicas ou a sessões de quimioterapia e isso é extremamente prejudicial para o tratamento do câncer. Por isso, é importante identificar os sinais do transtorno e cuidar. “Todo esse cenário depressivo deve ser considerado frente à comparação com o estado anterior do mesmo indivíduo. Em casos de depressão, haverá uma história de instalação gradual e progressiva dos sintomas. Isso pode ser em questão de semanas a meses”, explica Ricardo Abel Evangelista.

Diagnosticada a depressão, o tratamento, que poderá consistir em psicoterapia e medicamentos, será definido pelo psiquiatra que avaliará todo o quadro do paciente. “A boa regulação do sono é essencial nesses casos também e quando a insônia estiver associada ao quadro, esse fator deve ser corrigido”, ressalta o psiquiatra.

No mundo todo, 350 milhões de pessoas sofrem com a depressão, segundo a OMS. A Organização Mundial de Saúde também alerta que o transtorno pode afetar pessoas de qualquer idade e em qualquer etapa da vida e levar a graves consequências. Conversar sobre depressão é o primeiro passo.

FONTE: Vencer o Câncer

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RETRATOS DE AFETO: OBRA REVELA INTIMIDADE DE PESSOAS COM CÂNCER

Habituado a longas viagens pela Amazônia, o fotógrafo paranaense Valdir Cruz passou os últimos anos dedicado a outro tipo de expedição: embrenhar-se por hospitais e cidades do interior para acompanhar pessoas com câncer em sua rotina e intimidade.

Entre as várias viagens e a edição das imagens, foram cinco anos de “muitas emoções, choros, abraços e mais choros”, ele conta à BBC Brasil.

“Neste projeto eu tinha uma missão e uma grande responsabilidade: manter a dignidade de todos os retratados e dar vida a essas histórias, que não são únicas”, diz Cruz.

Radicado em Nova York desde os anos 1980, o fotógrafo também pretendia contar, por meio dos relatos e das imagens, a história do Hospital de Câncer de Barretos, em São Paulo.

Fundado em 1967 pelo casal de médicos Paulo e Scylla Prata, o hospital é referência nacional no tratamento da doença, com atendimento gratuito pelo SUS. Hoje, além da sede em Barretos, a instituição tem unidades em outras oito cidades, além de 12 carretas que viajam o Brasil realizando exames e pequenas cirurgias.

O trabalho, que mescla fotografias e entrevistas, deu origem ao livro Retratos de Afeto, que será lançado em 17 de maio no Conjunto Nacional, em São Paulo, onde as obras ficarão expostas até 2 de junho.

A BBC Brasil apresenta a seguir algumas das pessoas retratadas por Valdir Cruz.

Maria Madalena Rodrigues da Silva

Moradora de Juazeiro (BA) e viúva há dez anos, Maria Madalena Rodrigues da Silva, de 60 anos, descobriu um câncer nas mamas em 2013. Ela diz que, mesmo após a cirurgia, jamais abandonou as tarefas domésticas. “Eu faço tudo, eu lavo, eu passo, eu arrumo casa e ainda faço comida de fim de semana pra vender, faço buchada.”

É católica, mas isso não impede que cultue Iemanjá. Questionada se já escondeu a doença, responde: “Pois eu não, meu filho. Pode falar que eu tô com câncer onde for. Enquanto com vida, esperança, não é isso?”

Isabely Alves Modesto

Talita e Isabely durante o tratamento

Quando notou sangue na urina da filha, Talita Modesto a levou para o hospital e descobriu que a pequena Isabely tinha câncer nos rins. A família viajou de Roraima a Barretos, onde a menina retirou os órgãos no Hospital de Câncer.

Ela resistiu bem ao tratamento. Hoje, um ano depois, está curada, mas terá de fazer exames anuais pelo resto da vida. “Isabely é calada, mas é forte e guerreira, a bichinha”, diz a mãe.

Maria Lúcia Barbosa de Souza

‘Depois nós caímos na risada’

Maria Lúcia Barbosa de Souza, de 67 anos, descobriu ter câncer no colo do útero aos 21, quando trabalhava como doméstica em Ribeirão Preto (SP). Desde então, passou por quatro cirurgias.

Ela conta como soube que teria de ser operada da última vez: “A doutora disse ‘eu vou te contar uma coisa, você não vai gostar, mas eu vou ter que te falar’.

“Eu falei: ‘a senhora não fala pra ver que eu brigo com a senhora’. Ela falou: ‘vai ter que fechar a sua xoxota’. Eu falei: ‘doutora, essa xoxota já está velha e cansada, já usei muito’. Mas eu não sabia que a equipe dela estava atrás dos panos ali, pensava que só estávamos eu e ela, e depois nós caímos na risada.”

Beatriz Carvalho de Freitas

Medula doada, quimioterapia e mais dois anos de tratamento

Beatriz Carvalho de Freitas descobriu um sarcoma (câncer em tecidos moles) na mão esquerda ao tratar uma fratura que demorava a curar, aos 13 anos. Hoje, aos 17, se trata de leucemia. Ela conseguiu um doador de medula e passou por várias sessões quimioterapia. No tratamento, mudou até de tipo sanguíneo.

Hoje estuda numa escola vizinha ao Hospital de Câncer de Barretos e espera o dia em que poderá levar uma vida normal. A mãe, Zelma, diz que o tratamento levará mais dois anos. “Ela vai poder ir a festa, frequentar muita gente. Mas passam logo os anos, passam sim.”

Maria Alice Alves de Oliveira

“Usei peruca, usei lenço, saí careca, fiz tudo”

Mãe de três filhos, Maria Alice Alves de Oliveira descobriu ter câncer de mama aos 39 anos, em 2012. Quando soube da doença, temeu ser abandonada pelo marido, mas isso nunca ocorreu.

O cabelo caiu com a quimioterapia. “Aí eu usei peruca, usei lenço, saí careca, fiz tudo”. Nos últimos cinco anos, perdeu amigos que conheceu no hospital, mas se diz animada com a perspectiva de terminar o tratamento neste ano.

Francisca dos Santos

“Eu vi que é um bicho de sete cabeças, não”

Francisca dos Santos, de 57 anos, chorou quando soube que teria de extrair a mama. O tumor, que se originara seis meses antes, estava em estágio avançado.

“Quando eu cheguei a Salvador, que eu vi minhas amiguinhas tudo sem peito, tudo boa, tudo sadia, aí pronto, aí eu vi que não é um bicho de sete cabeças.”

O cabelo caiu com a quimioterapia, mas já voltou a crescer. “Eu fui tão curada, de um jeito que eu não tomo comprimido nenhum.”

Casada há 37 anos, diz que o marido a apoiou durante todo o tratamento. “Meu marido é novo, tem 61 anos. Mas se eu tivesse um marido que não me aceitasse sem a mama, aí eu podia ter ficado abalada.”

Diego Araújo Rabelo

“Tô ficando bonito”

Desde os dois anos de idade, Diego Araújo Rabelo tem xeroderma pigmentoso, rara doença genética que deixa o paciente mais suscetível a câncer de pele.

Recentemente, teve de retirar parte do nariz. A mãe conta que, quando se viu pela primeira vez numa foto após a cirurgia, devolveu a câmera rapidamente. Hoje, segundo ela, o filho se acostumou.

Quando o médico lhe disse que estava ficando bonito, concordou: “Tô ficando bonito”.

Henrique Prata

Henrique Prata, que deixou os estudos aos 15 anos, administra o Hospital de Câncer de Barretos

Filho dos fundadores e atual administrador do Hospital de Câncer de Barretos, na foto de 2015, Henrique Prata posa na área onde foi erguido o Hospital de Câncer da Amazônia, em Porto Velho.

Prata abandonou os estudos aos 15 anos, quando passou a trabalhar nas fazendas do avô materno. Hoje, aos 64 anos, comanda uma estrutura que realiza 6 mil atendimentos por dia, todos gratuitos, e é parcialmente financiada por doações de artistas e apresentadores de TV.

A médica que trouxe técnicas modernas de exames para o Brasil

Scylla Duarte Prata

Filha de pecuaristas e fundadora do Hospital de Câncer de Barretos ao lado do marido, Paulo Prata, morto em 1997, a ginecologista e obstetra Scylla Duarte Prata tirou dinheiro do bolso muitas vezes para quitar dívidas da instituição.

Como médica, ajudou a trazer ao Brasil técnicas modernas de colposcopia e de exame papanicolau.

Hoje, aos 93 anos, continua a trabalhar e a acompanhar a rotina do hospital, agora administrado pelo filho Henrique.

FONTE:  BBC http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39383273

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ESTETICISTA E CABELEIREIRA ELEVAM AUTOESTIMA DE PACIENTES

Um esteticista de Taubaté e uma cabeleireira de Pindamonhangaba decidiram fazer a diferença na vida de mulheres que precisam de ajuda. Elas tentam amenizar, por meio da estética e da autoestima, a dor e as marcas deixadas nas mulheres em tratamento contra o câncer.

Em 2010 a cabeleireira Nadir dos Santos Moreira descobriu que tinha um câncer de mama. Na cirurgia, todo seio foi retirado. Para ela, esse foi um período difícil. “No momento da descoberta da doença a gente só pensa que vai morrer, aí você começa a se olhar e ver que tem algo faltando na gente. As mulheres gostam de se olhar e se sentir bem”, disse.

Agora, a relação dela com o espelho é bem diferente. Nadir reconstruiu o formato do mamilo com ajuda da esteticista Sueli Arone, que é especialista em micropigmentação. Ela atende de graça as mulheres que tratam a doença pelo SUS.

“Os próprios médicos indicam que seja feito esse trabalho, até mesmo para finalizar o trabalho deles. Eu faço isso porque além da minha profissão, algo que sei fazer bem, é algo que possibilita que eu ajude alguém. Se a cliente fica satisfeita, a minha satisfação é em dobro”, disse.

Em um salão de beleza em Pindamonhangaba, mulheres que também passaram pelo tratamento contra um câncer ganharam um incentivo para recuperar a autoestima. A dona do estabelecimento, Gabriela Martuscelli vivenciou de perto os prejuízos causados pela doença.

“Há dois anos eu fui diagnosticada com câncer de mama, um câncer agressivo e invasivo, com tratamento sério, vi que ficaria careca e percebi o quanto é importante se sentir bela, se sentir bem. Aí eu passei a trabalhar com doações de cabelo para poder juntar e fazer uma peruca. Graças a Deus a gente tem conseguido”, disse.

A filha, Isabella Martuscelli, apoiou a mãe abrindo mão do cabelo longo para deixar a mãe mais bonita e feliz durante o tratamento. “Na hora eu falei: ‘Mãe eu vou cortar, vou doar, ficar com o cabelo curto que nem o seu’. Nós tínhamos cabelo comprido e eu reforcei que ela não estava sozinha nessa, que eu estava junto, vamos arrumar o cabelo juntas”, afirmou.

A vaidade, amor próprio e ao próximo, são dons que as mulheres mostram que têm de sobra em momentos difíceis. “Você tem que olhar no espelho e pensar eu estou bonita, mas o mais importante é estar viva”, concluiu Gabriela.

Fonte: G1