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SHAIANA BALLIN

Há algum tempo, durante um auto exame, encontrei um “carocinho” no seio direito. Fui ao médico, fiz uma ecografia e fui encaminhada para uma biópsia. Foi horrível. Doeu pra caramba e passei exatos nove dias sofrendo uma angustia infernal. Na última semana recebi o diagnóstico. Com carro parado em frente ao laboratório, alerta ligado, envelope nas mãos e um calor infernal na nuca eu li três palavras que mudaram a minha vida: carcinoma ductal infiltrante. Sim, câncer de mama.

Não sei como cheguei em casa.
As horas que passei com meus próprios pensamentos foram as piores. O medo do desconhecido.
E por egoísmo minhas primeiras lagrimas vieram. Sim, egoísmo, pois meus primeiros pensamentos foram: “Puta merda, meu cabelo!” e em seguida “Meu peito!”. Logo esses pensamentos desapareceram, as coisas foram clareando e eu só conseguia pensar na minha família. Pensei no rosto de cada um deles, pensei no sofrimento de cada um deles. Pensei em remédios, dor, tratamento, nossos sonhos e planos, na minha vida, na nossa vida… Chorei copiosamente andando de um lado para o outro.
Depois passou. Não sei se me acalmei ou era uma espécie de negação. Dormi pouco naquela noite e talvez por ter esperança de que fosse mentira, quando acordei o dia estava escuro, pesado e sem graça. Não era mentira.
Aquele calor na nuca do dia anterior ainda estava ali, mas eu não podia fugir, precisava levar o exame pro médico ver. Apesar da pouca distância o caminho foi longo. O silêncio de dentro do carro era cortado pela música no último volume que servia pra “neutralizar” os soluços.
Depois da consulta apenas uma constatação: tá aqui e vou enfrentar.
Não vai ser fácil. Não sei bem o que vai acontecer mas tenho certeza que vou passar por isso como passei por todos os outros obstáculos da minha vida: sorrindo e fazendo piada!

O médico me disse que o câncer é bem agressivo e eu teria que fazer mastectomia total, mas vamos iniciar pela quimio. Na semana, em meio a milhões de exames e explicações, tomei coragem e cortei o cabelo para doar. Eu não precisava de tanto cabelo e nem foi tão terrível assim!

Eu posso perder tudo… Casa, carro, dinheiro, trabalho e até os cabelos, mas fé e a esperança eu não perco nunca.
Eu tenho o melhor marido do mundo e a melhor família do mundo… isso já é o suficiente para que eu siga firme!

Não pensem que é fácil ou simples vir aqui e escrever tudo isso. Não é. E até ontem eu estava decidida a não fazer… Mas seria irresponsabilidade não contar e não alertar as pessoas para o fato. Não acontece só com a vizinha ou com a amiga da amiga.
Eu tenho 29 anos e faço parte dos 7% das mulheres que são diagnosticadas com essa doença antes dos 40. Apenas 7%.
Não faço parte do grupo de risco, não tenho histórico de câncer na família, fui ao médico regularmente durante a vida inteira.
E por algum motivo mesmo contrariando todas as estatísticas, tive esse diagnóstico.
Então, PREVINAM-SE! Façam o auto exame e procurem o médico regularmente!

Muitas vezes o problema é sério mas a solução pode ser simples. Há uma grande diferença entre foco no problema e foco na solução.

Por aqui só existe FOCO NA SOLUÇÃO!

Beijos, Shai Ballin

Canoas, RS

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Evandir Gióia

Pratico o budismo de Nitiren desde 1989, aonde busquei novos desafios, visando o meu desenvolvimento pessoal e familiar. Não passava por problemas financeiros, nem desarmonia familiar e sempre tive boa saúde. Trabalhava e atuava na comunidade, até que em agosto de 2010, quando estava em um serviço terceirizado na Petrobrás, o trabalho chegou ao fim. Neste período comecei a notar alguns caroços no meu pescoço.

Nesta mesma época também, recebi um telefonema de Cubatão, de um engenheiro que trabalhava comigo na Petrobrás em São José dos Campos, oferecendo um emprego pra mim e dizendo que demoraria por volta 20 dias para me chamarem para fazer o exame medico. Simultaneamente, aqueles caroços foram aumentando de tamanho. Passei em um posto médico da prefeitura, e o médico me examinou me encaminhou para outro médico especializado em cabeça e pescoço. Foi quando essa empresa me chamou para fazer o exame médico de admissão, dentro da Petrobrás de Cubatão. No dia do exame, fui recitando daimoku dentro do ônibus de Jacareí até Cubatão. Foi quando, nesta ocasião, no meio da Serra, o ônibus que eu estava bateu em outro e em mais cinco carretas. O exame estava marcado para 10h50 e já era 10h00, e eu ainda estava no meio da Serra. Não tinha como comunicar com ninguém por celular. Até que uma hora, eu entrei dentro do ônibus e consegui ligar para minha esposa, e pedi para ela que ligasse para a empresa para contar o acontecido. Cheguei em Cubatão 11h30, fui para a Petrobrás fazer os exames, e fazendo daimoku para tudo dar certo, e orando para que a médica evitasse de olhar o caroço. Mas não teve jeito, ela apalpou bem em cima e perguntou se doía. Falei a verdade, disse a ela que não doía. Ela assinou a ficha, relatando que eu estava apto para o trabalho. Comecei a trabalhar em 01º de outubro.

Agora com o plano de saúde. Neste período, minha esposa marcou consulta com o médico da cabeça e pescoço, e do dia 10 de novembro, o Dr. Carlos foi curto e grosso, sem fazer nenhum tipo de exame, falou: ‘Isto é um câncer, em um lugar sensível e perigoso’, e não sabia como eu ainda estava falando. Fui encaminhado para a tomografia computadorizada e para a biopsia.

Mas aprendemos no budismo, que existe quatro tipos de sofrimento que enfrentamos inevitavelmente: NASCIMENTO, ENVELHECIMENTO, DOENÇA E MORTE. Era algo que eu deveria passar. Se eu fiz a causa, consequentemente iria aparecer o efeito. Saíram os resultados dos exames, da biopsia e da tomografia, e aí eu descobri que não era apenas um câncer, mas quatro, malignos, na região cervical à esquerda. Confesso que ao receber a notícia, balancei um pouco, me senti sem chão, e não conseguia me concentrar. Porém, foram sentimentos passageiros. Logo meu coração se encheu de força e de coragem. Lembrei da escritura de Nitiren Daishonin: ‘Fortaleça sua fé, dia após dia, e mês após mês. Se enfraquecer, mesmo um pouco, demônios aproveitar-se-são’. Então reuni minha esposa e minhas filhas e falei: ‘Agora é com a gente, o pai confia no poder do Gohonzon, se vocês confiarem, também comprovarão que não há oração sem resposta’. Com o apoio da família, dos companheiros da organização, desafiamos ainda mais a recitação de daimoku. No dia 01º de janeiro, lancei meu objetivo:’

Gohonzon, eu quero ser um grande valor para o Kossen-Rufu, mas com bastante saúde. Gohonzon, que eu possa ser tão forte como um rugido de um leão. Que doença pode ser um obstáculo? Gohonzon que eu seja tão forte, para ultrapassar a quimioterapia e a radioterapia, não tendo problemas para orar, falar, e comer, tudo para não atrapalhar os serviços médicos. Para chegar ao final, vitorioso e forte, e poder lutar em prol do Kossen-Rufu, que os nossos protetores budistas deem proteção a todos da equipe médica, e para todas as pessoas envolvidas. Iniciei no dia 3 de janeiro, 35 sessões de radioterapia e 6 de quimioterapia. Tudo estava correndo bem. Houve um dia, em que teve daimoku da comunidade em casa, e era tanta alegria, que falei para todos os presentes que o medico, tinha me falado de tantos pacientes que também tiveram câncer na garganta, contei que ele tinha me dito que nunca tinha visto uma pessoa de forte determinação, e de boa cabeça, e me disse que isto contribui para uma recuperação mais rápida. Foi quanto na 23ª radioterapia, devido a queimadura interna e externa do pescoço, senti algo estranho na garganta. Não descia nada, nem água. Nem podia me alimentar. Foram quatro dias sem beber e comer nada. Fui internado para tomar soro, e passar a sonda, para eu poder voltar a me alimentar. Usei a sonda mais de 45 dias, ingerindo suplementos próprios para esse tipo de alimentação via enteral. Agora já estou me alimentando normalmente via oral. A equipe médica que está cuidando do meu caso, ficam todos bobos com minhas recaídas e minhas recuperações rápidas. Um dia, eu estava passando pelo corredor, aonde eu fazia a radioterapia, e encontrei com a minha médica. Eu falei para ela: ‘Doutora, eu pratico uma religião, onde eu exercito muito a garganta. Quero saber se não tem problema eu continuar a fazer minha oração?’ E ela me respondeu: ‘Pode sim Evandir, é até bom’. Passando uma semana, que eu havia perguntado isso, eu tive uma nova consulta com ela. Nesse dia, ela me examinou e me disse:’Evandir, você ainda está fazendo a sua oração?’ Eu respondi que sim. E ela respondeu: ‘Continue fazendo, porque está dando um grande resultado, você está indo muito bem, está sendo fácil cuidar do seu caso’. Fora ela, o meu médico oncologista também, em todas as consultas, dizia que eu estava muito bem, pois sabia que meu tratamento era muito forte. Aí então, cada vez que eles falavam que eu estava indo bem, eu comprovava cada vez mais a força do meu daimoku, do daimoku das minhas filhas e da minha esposa. E comprovava cada dia mais, que não há oração sem resposta. Mas o que me deixou mais feliz, foi ver que pessoas que estavam praticamente paradas, vieram a realizar comigo do dia 25 de novembro de 2010 até o dia 30 de Janeiro de 2011: 1 milhão e 200 mil daimokus. Estas pessoas são minhas filhas, e minha esposa. Daimokus que resultaram em imensuráveis benefícios, não só na minha vida, mas nas vidas de todos que participaram deste daimoku. O maravilhoso poder do Gohonzon é igual para todos. Por que uns conseguem e outros não? Porque é preciso eliminar a dúvida do coração e a palavra ”será?”.

Basta ter fé, convicção e acreditar…é recitar daimoku sem se preocupar com mais nada. Sempre com a certeza da vitória no final. Sou muito grato a todos os companheiros de bloco, comunidade, distrito, regional, RM, que estiveram ao meu lado nessa primeira vitória sobre a doença. Em agradecimento ao nosso presidente Ikeda, por ter trazido o budismo, base da minha primeira vitória, e continuidade da minha preciosa vida.

Gohonzon, por meio da cura dessa doença, vou comprovar sem falta a veracidade deste budismo, por favor me conceda uma grande energia vital. Para que eu possa atuar com toda liberdade e energia em prol do Kossen-Rufu. A 1º vitória nós já tínhamos conseguido, em março de 2010. No mês de abril, Dr. Marcelo, oncologista, solicitou uma nova tomografia computadorizada para ver o resultado. Falou que estava tudo bem, mas que havia ainda um resíduo do tumor. Nisto já me encaminhou para a Drª. Alexandra, radioterapeuta, para sua avaliação. A mesma me falou que a radioterapia tinha sido um sucesso, e, que queria me ver só dali há três meses. Ela também comentou comigo, que quando cheguei na clínica com os exames, ela me olhou dos pés à cabeça e pensou: ‘Este senhorzinho não vai aguentar’. Mas para a surpresa dela, eu estava ali, me despedindo do tratamento, com a mesma alegria de quando tinha iniciado o tratamento.

Sem lamentação e ainda dando todo apoio as pessoas que estavam fazendo o mesmo tratamento. Em seguida, Dra. Alexandra já me encaminhou para o meu médico da cabeça e pescoço, Dr Carlos, e ele examinando tc.disse o que o médico, Dr. Marcelo tinha dito que ainda tinha restado um resíduo do tumor, e que nós íamos ter que fazer uma cirurgia de esvaziamento cervical que devia demorar 2h mais ou menos. Mas nisto ele me disse que iria me encaminhar para outro colega de equipe pois, o Dr Celso, atendia pelo plano da Unimed (no caso, o meu), e o Dr. Carlos só pela Medial. Minha firma havia trocado de plano de saúde, devido a Medial não ter na época, aqui em São Jose dos Campos, uma clínica de radioterapia credenciada. Mas o mesmo assim, o Dr. Carlos me pediu para ficar tranquilo, que no dia da minha cirurgia, ele estaria lá, junto com o seu parceiro de equipe para me operar. No dia 20 de maio ás 14h00, chegando no Hospital Santos Dumond, para me internar, ele já estava. Como tinha dito, a cirurgia de 2h00 de duração, passou para 5h20. Começou as 14h00 e terminou as 19h20. Após a cirurgia, ele chamou minha esposa para falar que a cirurgia tinha sido um sucesso. Que eu era um leão e não sabia da onde saia tanta força. Minha esposa foi agradecer a ele, por mesmo não fazendo parte do nosso convenio médico, ter feito a cirurgia com a mesma responsabilidade e dedicação. Ele disse que era papel de um médico. Eu acho que quem estava ali, cuidando de mim era o próprio Shinjo Kingo. Para nossa surpresa, a demora foi por causa que na região ainda haviam instalados 45 linfonodos do tipo I ao nível V alguns com Metástase. Conforme laudo anexado, ele chegou a dizer que não sabia como eu ainda estava vivo e ainda falando. Quando a gente ora com o coração tudo começa a conspirar. Tudo ao nosso favor. Como vocês podem ver ele não fazia parte do meu plano e estava ali, exercendo seu papel de médico. Eu ainda passo por ele, e vou continuar durante 5 anos, porque daqui para frente tenho que me consultar com ele todos os meses. Existe 75% de chance desta doença voltar nos primeiros anos. Mas não vai voltar porque isso é uma oportunidade pra eu não desanimar, e fazer muito daimoku!

2ª PARTE = Tudo estava correndo bem durante este tempo, mas no mês de outubro de 2012, notei alguns caroços, mas desta vez no lado direito do pescoço. Então o Dr. Carlos Godoy solicitou novas tomografias da garganta, tórax, e uma endoscopia digestiva.

Estava fazendo todos exames de rotina pelo meu plano de saúde, mas por uma coincidência ruim, neste mesmo mês a empresa cortou meu plano de saúde. O meu primeiro tratamento, foi feito em São José dos Campos, com os médicos e clínicas que faziam parte do convênio. Desta vez, no segundo tratamento, e sem convênio, teria que fazer o tratamento em Jacareí. Fui até a secretaria de saúde, pedir para que transferissem meu tratamento para São José dos Campos, pois os meus médicos também atendiam lá pelo SUS. Parti com sabedoria, e com a ajuda de algumas pessoas, consegui falar com o assessor do prefeito, relatando que queria fazer meu tratamento em São José dos Campos. Ele ligou para o secretário de saúde, mas o mesmo disse que isso não poderia ser feito, mas agendou uma consulta com o médico da cabeça e pescoço para a semana seguinte. Após a consulta, fui encaminhado para o Hospital São Francisco, agora com acompanhamento de um oncologista, Dr. Andre Prestes, e o médico da cabeça e pescoço, Dr. Felix Cristiano, que me encaminharam para exames de tomografia computadorizada, endoscopia e biópsia, algumas feitas pelos SUS e outras com meu próprio dinheiro. Por conta disso, meu tratamento atrasou em quase três meses. Estando os exames prontos, após análise do Dr. Felix, fui informado que seria impossível fazer uma cirurgia devido os três nódulos estarem em cima da veia arterial, sendo assim eu corria o risco de ficar cego ou com rosto deformado, ou mesmo ir a óbito, porque eu já havia retirado esta veia do lado esquerdo na cirurgia em 2011. Eu e minha esposa determinamos fazer do impossível o possível! O tratamento seria composto de 6 quimioterapias fortes e 25 radioterapias mais leves. Comecei a fazer a primeira quimioterapia, quando para a nossa surpresa, meu plano particular de saúde tinha sido devolvido. Resolvi me informar sobre o porquê da devolução do convênio e eles me disseram apenas que tinha ocorrido um equívoco. Quando oramos com sinceridade tudo começa a conspirar ao nosso favor. Foi um tratamento muito doloroso. Cheguei até a fazer uma transfusão de sangue, devido a químio ser muito forte e por conta disso abaixou muito a imunidade. Mas para minha boa sorte até meu organismo me ajudou, porque quando fiquei sabendo que a doença havia retornado, eu estava com 58 kilos, e entra essa ida e vinda do sus para o plano de saúde meu peso foi para 64 kilos. Como os próprios médicos disseram, naquele momento eu estava preparado.

Para a minha felicidade, não tive nenhum efeito colateral, comia normalmente, frequentava atividades, sempre colocando a gakkai e os membros em primeiro plano. Acabando a radioterapia, no dia 09 de abril de 2013, e a quimioterapia em 13 junho 2013, meu médico, Dr. Felix solicitou nova tomografia da garganta. Levei para ele analisar no dia27/6/2013, o mesmo não quis nem ver as tomografias, me examinou apalpando meu pescoço para ver se tinha alguns nódulos, e depois foi verificar as tomografias, ficou olhando de um lado para o outro e depois de um tempo me disse: “Sr. Evandir, você não tem mais nada! Os nódulos desapareceram!” Mais uma vez, outra surpresa! Tive uma audiência de trabalho no dia 16/09/13, e o Juiz determinou que a firma me desse mais 5 anos de planos de saúde. Outra vez, podemos comprovar que não existe oração sem resposta, mas como nosso queridos veteranos nos dizem”Vamos fazer a transformação da doença nesta existência”. Em março de 2012, o INSS me cortou em seis pericias eu com 3 laudos médicos oncologista, da cabeça e pescoço e ortopedista e o médico da Petrobrás. Mas em dezembro de 2012 o Juiz determinou que o INSS pagasse os meus atrasados ele foram me pagar em abril de 2013, ficando 1 ano e um mês sem receber nada.

VISTOS. Trata-se de ação de concessão de benefício com conversão em aposentadoria por invalidez proposta por EVANDIR GIOIA em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS, sustentando os fatos descritos na inicial. Juntou documentos (fls. 14/36). A tutela antecipada foi indeferida (fls. 37/38). Laudo pericial (fls. 49/54), sobre o qual as partes se manifestaram, sendo que o réu apresentou contestação (fls. 57/63) e o autor, réplica (fls. 72/85). É O RELATÓRIO. DECIDO. Presentes as condições da ação e os pressupostos processuais, passo diretamente à análise do mérito, quando verifico que o pedido do (a) autor (a) merece ser julgado parcialmente procedente. O laudo pericial concluiu (fls. 49/54): “(…) Considerando os dados apresentados e o exame físico, concluo que há incapacidade laboral parcial e permanente para as atividades habituais que exijam esforço físico de qualquer natureza. (…) Possui sequelas irreversíveis da doença neoplásica e da cirurgia sofrida. (…) Há sequelas não relacionadas ao trabalho que exercia. Se não houver sobrecarga mecânica poderá trabalhar. (…) Pode exercer atividade sem esforço físico de nenhuma ordem como com os braços e coluna cervical.”

Assim, embora a parte autora não faça jus à aposentadoria, o auxílio doença deve ser concedido, devendo o INSS providenciar a sua reabilitação profissional, oportunamente e se o caso. Vale observar que a parte autora trabalhava como assistente técnico de materiais (fls. 20), tal função outrora exercida é incompatível com sua limitação laboral, de modo que, ao menos por ora, sua incapacidade é total para efeito de auxílio doença.

De outra parte, também vale observar que há possibilidade de tratamento e, se o caso, reabilitação, daí a natureza temporária da sua incapacidade, não estando por enquanto definitivamente consolidada a lesão nem a integral incapacidade. Não há nexo laboral, até em razão da natureza da doença da parte autora (neoplasia). Ademais, o INSS não fez prova cabal da sua alegação, o que lhe competia por força do disposto no art. 333, II, do CPC. Ante o exposto, e por tudo mais que dos autos consta, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a presente AÇÃO, e o faço para condenar o requerido ao pagamento do auxílio doença previdenciário (código 31) desde a data de sua cessação (DIB em07.03.2012.

“Reúna sua fé e ore este Nam-Myoho-Rengue- Kyo então o que é que não pode ser alcançado? Deve crer que acontecerá tal como o Sutra de Lótus diz os desejos das pessoas se realizam como a água fria e límpida de um tanque sacia a sede das pessoas. E diz ainda: Eles terão paz e segurança nesta existência e nascerão em boas circunstâncias na próxima.” Esvaziamento cervical: câncer de garganta muitas vezes atinge os gânglios linfáticos do pescoço. Dependendo do estágio e da localização exata do câncer, pode ser necessário remover esses nódulos por meio de uma cirurgia chamada esvaziamento cervical ou dissecção de pescoço. Há vários tipos de procedimentos para o esvaziamento cervical, que diferem quanto à quantidade de tecido retirado. O objetivo é remover os gânglios linfáticos atingidos ou suspeitos de conter câncer. A quantidade de tecido removido depende do tamanho do tumor primário e da extensão da disseminação para os gânglios linfáticos. Na dissecção parcial ou seletiva de pescoço, apenas alguns nódulos linfáticos são retirados. Na dissecção radical modificada, a maioria dos gânglios linfáticos de um dos lados do pescoço, entre a mandíbula e a clavícula, bem como músculo e tecido nervoso, são removidos.

Na dissecção radical de pescoço, praticamente todos os gânglios linfáticos de um dos lados do pescoço, além de mais músculo, nervos e veias são retirados. Os efeitos mais comuns de qualquer dissecção de pescoço são dormência da orelha (causada por ressecção do nervo grande auricular), fraqueza ao erguer o braço acima da cabeça (causada por ressecção do nervo espinhal acessório) e fraqueza do lábio inferior (causada por comprometimento dos ramos inferiores do nervo facial). Na dissecção seletiva, a fraqueza do braço e lábio inferior geralmente desaparece depois de alguns meses. Mas, se algum nervo é retirado como parte da dissecção radical ou por envolvimento de tumor, a fraqueza será permanente. Depois de qualquer dissecção, será necessário o auxílio de fisioterapeutas para o paciente melhorar a movimentação do pescoço e ombros.

Certa vez, o presidente Toda disse: “Mesmo ficando doente, devemos manter a atitude de que ‘Eu estou bem. Sei que se orar ao Gohonzon, vou melhorar.’ O fato de manifestar o estado de Buda não quer dizer que somos capazes de viver desfrutando uma completa paz espiritual? Sim, porém, como o estado de Buda contém os outros nove estados, em algumas ocasiões ainda podemos ficar irados. O fato de experimentarmos a paz espiritual não significa que eliminamos a ira, por exemplo. Uma preocupação continua sendo uma preocupação. Contudo, sentimos em nosso interior uma profunda paz espiritual. A pessoa que manifesta esta condição de vida pode ser chamada de Buda.”

Hoje estou curado o médico oncologista me pediu para passar pelo consultório dele de 4 em 4 meses, outro médico da cabeça e pescoço que tinha que passar de mês em mês passou de dois a dois, fui até liberado pelo INSS para trabalhar.

Sou muito grato a todos os companheiros de bloco, comunidade, distrito, regional, RM, que estiveram ao meu lado. Em agradecimento ao nosso presidente Ikeda, por ter trazido o budismo ao Brasil. Muito obrigado!!!!